04/01/2016 - Aldo Rebelo falou no Bom Dia, Ministro sobre atuação das Forças Armadas no combate ao Aedes aegypti

O Bom Dia, Ministro, que foi ao ar nesta quinta-feira (4), recebeu o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, para falar sobre a atuação dos militares das Forças Armadas no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, febre chikungunya e zika vírus.

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Transcrição

APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO:Olá, amigos de todo o Brasil. Começa, agora, mais uma edição do Bom dia, Ministro, programa que tem a realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Eu sou o Roberto Camargo e recebo, hoje, aqui no estúdio, o ministro da defesa, Aldo Rebelo. Bom dia, ministro.MINISTRO ALDO REBELO:Bom dia, Roberto, bom dia aos ouvintes e aos telespectadores.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO:E na pauta deste programa, a atuação dos militares das Forças Armadas Brasileiras no combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor da Dengue, febre Chikungunya e Zika vírus. O ministro vai conversar com radialistas de todo o país neste programa que vai ao ar, via satélite, pelo mesmo canal de A Voz do Brasil, e que também é transmitido, ao vivo, pela TV NBR. Você pode participar do programa enviando a sua pergunta pelas redes sociais. Anote aí os nossos endereços: facebook.com/tvnbr ou, se preferir, twitter.com/tvnbr. Ministro Aldo Rebelo, a primeira participação é da cidade de São Paulo. Já está na linha conosco a Rádio Capital AM, e quem vai fazer a pergunta é o Cid Barboza. Olá, Cid, muito bom dia.REPÓRTER CID BARBOZA (Rádio Capital AM/São Paulo - SP): Bom dia, Roberto. Bom dia, ministro Aldo Rebelo. Ministro, como está o ânimo aí dos comandantes militares para esta tarefa e como vai ser usado o recurso de acesso forçado às residências?MINISTRO ALDO REBELO:Bom dia, Cid. Bom dia aos ouvintes. Nós temos esse compromisso como atividade subsidiária, ou seja, auxiliar das Forças Armadas. As Forças Armadas são instituições voltadas para a defesa do país, preparadas e organizadas para o combate, mas ajudam subsidiariamente as ações de saúde, as ações sociais, socorremos as populações da Amazônia, os índios, os ribeirinhos, os sertanejos com a operação carro-pipa, quando falta água no Nordeste, como acontece no sertão agora, e nas questões de saúde, nós já estamos ajudando há bastante tempo. Em 2010, o Acre tinha 30 mil casos de Dengue, era uma coisa assim muito representativa da situação sanitária do estado, baixou para 300 casos no ano passado, de 30 mil para 300, e fez isso com o apoio das Forças Armadas. Nós já estamos engajados, mas essa fase agora, dividida em quatro operações, representa um engajamento maior. Agora nós estamos fazendo a limpeza em mutirão de todas as organizações militares, e ajudando, inclusive, aqui em Brasília, os palácios presidenciais, o Itamaraty, Palácio de Justiça, os palácios do governo e da Presidente da República, as próprias instituições militares, nós vamos mobilizar no dia 13, 220 mil integrantes de 1.200 organizações em 356 municípios, inclusive aqueles com maior incidência, da presença desse mosquito. Em seguida, nós teremos 50 mil engajados com as prefeituras e o Ministério da Saúde para fazer um trabalho de aplicação do larvicida, aplicação de inseticida, acompanhamento dos agentes de saúde, e numa outra fase nós trabalharemos com o Ministério da Educação, nas escolas, ajudando a orientar, a instruir, a esclarecer os estudantes. E todos estão motivados para apoiar o Brasil, o país, porque a questão de saúde é também uma questão da segurança do país, e isso nós compreendemos como atividade auxiliar que nos compete.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO:Cid Barboza, mais alguma pergunta ao ministro Aldo Rebelo?REPÓRTER CID BARBOZA (Rádio Capital AM/São Paulo - SP):Mais uma, sim. Lembrando aí que acabou passando despercebido aí, sobre o recurso do acesso forçado às residências, como isso vai ser feito. Agora, nós temos recebido telefonemas de ouvintes, muitos preocupados com notícias aí de que o Zika vírus poderia provocar danos cerebrais em crianças de até sete anos. Ministro, durante as conversas aí com os seus pares, aí no tratamento da guerra contra o mosquito, esse assunto chegou a ser ventilado? Essa informação tem procedência preocupante?MINISTRO ALDO REBELO:Se tem, não é do meu conhecimento. Eu não ouvi nenhum comentário, não li sobre as repercussões ou as consequências do vírus Zika, além da microcefalia, mas naturalmente não faltarão especialistas do Ministério da Saúde ou das universidades que podem fazer um comentário mais apropriado sobre o assunto. E quanto à presença forçada dentro de próprios residenciais ou públicos ou comerciais para a remoção de criadouros do mosquito, isso é uma necessidade, porque em São Paulo, por exemplo, eu soube, através dos militares que atuaram aí com as prefeituras e o governo do estado, que de 33 mil imóveis visitados, dez mil num universo de 33 mil, dez mil estavam fechados, ou seja, públicos e privados. Armazéns, terrenos, residências e outros imóveis estavam sem a presença de ninguém, ou seja, você não tinha como entrar para remover os criadores do mosquito, ou seja, 1/3. E, além disso, 980, quase mil desses 33 mil, não havia pessoas autorizadas para permitir a entrada dos agentes de saúde, ou seja, era um vigia, era um fiscal, era um porteiro. Então, a autorização é uma necessidade. Por quê? Porque não adianta você remover de dez casas se no meio dessas dez casas, numa distância de 300 metros, que é o que o mosquito consegue voar, se você deixa um criadouro ali, rapidamente ele vai proliferar, porque a 'mosquita' põe 400 ovos, esses 400 têm um grande efeito multiplicador e você termina neutralizando o seu esforço se você não visita todas as casas. Então, não pode deixar uma casa, um imóvel, uma residência. Você tem uma casa aqui, se os seus dois vizinhos não estão presentes, você olha pelo quintal ou pelo muro e vê que tem criadouro, você sabe que você está correndo risco. Então, essa medida que foi resolvida por medida provisória baixada pela Presidência da República, alguns estados já tinham resolvido por leis próprias, autorizando a entrada de agentes públicos para remover criadouros, é uma necessidade de segurança de saúde.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO:Nós agradecemos a participação do Cid Barboza, da Rádio Capital AM, de São Paulo. E de São Paulo nós vamos à Pernambuco, ministro. É de lá que vem a próxima pergunta, da rádio folha FM. Nós vamos conversar com o Joffre Melo. Olá, Joffre, bom dia.REPÓRTER JOFFRE MELO (Rádio Folha FM/Recife - PE): Muito bom dia, Roberto. Bom dia, ministro Rebelo. De antemão a gente agradece mais uma vez uma grande honra, uma grande felicidade de participar dessa programação. Ministro, aqui em Pernambuco, como o senhor sabe, a gente vive realmente uma verdadeira operação de guerra contra o mosquito que provoca não só a Dengue, como o Zika vírus e a Chikungunya, né, a febre Chikungunya. E o Exército tem sido um parceiro importantíssimo. O senhor não acha que essa parceria deveria ser mais intensa também com outros Ministérios? O senhor falou do Ministério da Educação, que é importantíssimo, mas não seria a hora de todas as pastas se engajarem e realmente espalhar pelo Brasil esse sistema de integração para combater a doença?MINISTRO ALDO REBELO:Bom dia, Jofre. Bom dia aos ouvintes da folha de Recife, de Pernambuco. Pernambuco sofreu gravemente com a presença do mosquito e do vírus Zika, mas Pernambuco também tomou providências rápidas ao sistema de saúde, os médicos, os pesquisadores, ofereceram as informações essenciais para que o Brasil e o mundo pudessem enfrentar e encarar a multiplicação dos casos do vírus Zika. Então, Pernambuco tomou essas providências com muita rapidez. As Forças Armadas são regidas por duas condições que facilitam essas mobilizações quando a sociedade precisa. Um é o princípio da disciplina e o outro é o da hierarquia. Ou seja, são instituições que com facilidade compreendem o seu dever, a sua missão, a sua função pública. E nem sempre você consegue esse grau de mobilização com a mesma facilidade em outras instituições de estado. Há um grande esforço de mobilização, isso é necessário. O governo, não apenas o Governo Federal, mas os governos estaduais estão fazendo isso. Quando eu conversei com o governador Tião Vianna, do Acre, ele disse que o sucesso na redução dos casos de Dengue no estado, só foi possível reduzir de 30 mil, em 2010, para 300, em 2015, porque houve uma grande mobilização de toda a sociedade. Os militares, as Forças Armadas participaram, mas o Ministério Público participou, o Judiciário participou, a Secretaria de Educação do estado e do município ou as Secretarias municipais participaram, os professores e os alunos se mobilizaram, como 70% ou 2/3 dos casos de vírus ou da ocorrência do mosquito acontecem dentro das casas, dentro das residências, sem a mobilização das famílias e das pessoas não há possibilidade de êxito. O estado tem um papel de organizar, de orientar, de dirigir, de oferecer os meios, os inseticidas, os equipamentos, o larvicida, mas sem a mobilização da sociedade isso não é possível. Então, é preciso mobilizar as Forças Armadas, nós estamos fazendo, todas as instituições de estado, nós estamos fazendo, mas também a participação da população é muito importante.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO:Joffre Melo, você tem mais alguma pergunta ao ministro Aldo Rebelo?REPÓRTER JOFFRE MELO (Rádio Folha FM/Recife - PE): Sim, Roberto. Ministro, como é que é feito o treinamento, né?! A gente sabe que a função do Exército é uma função de estar pronto para e em condições de. Mas especificamente para essa operação, como é que é feito o treinamento aí dentro das casernas?MINISTRO ALDO REBELO:O treinamento se dá de forma diferente para as missões que também são diferentes. Por exemplo, a missão de distribuir e aplicar o larvicida e o inseticida. Aí é um treinamento por pessoas especializadas ou do Ministério da Saúde ou das Secretarias de Saúde, aqui nós trabalhamos em Brasília, por exemplo, com o GDF, com o governo do Distrito Federal, recebemos esse treinamento e essas orientações, os agentes de saúde do município ou do estado explicam onde estão os criadouros, quais são as formas que os criadouros podem tomar, desde uma folha caída no chão, uma garrafinha, uma tampa de garrafa virada também para cima pode acolher ovos do mosquito. A aplicação do larvicida tem que ter um treinamento, porque é substância tóxica, tem que ser a dosagem exata, tem que saber onde aplica. Isso tudo, o nosso pessoal das Forças Armadas recebe e recebe o equipamento necessário, os instrumentos para fazer essa aplicação, para proteger as pessoas e se proteger na aplicação do larvicida. Esse é um tipo de treinamento especializado. Nós dispomos de 50 mil homens para esse treinamento. E estamos trabalhando com o Ministério da Saúde e com os municípios. O outro treinamento é a distribuição dos alertas, ou seja, folhetos que explicam à população como remover os criadouros, que chama a atenção para aonde esses criadouros podem existir dentro de casa, as calhas, as telhas, as coisas que estão no chão, no jardim, nas garrafas abandonadas. E esses folhetos, nós distribuímos de casa em casa, nós queremos atingir aí no dia 13 mais de três milhões de domicílios. Já mandamos confeccionar quatro milhões desses folhetos informativos e com as escolas também. Nós mandamos sargentos, oficiais, instruídos para explicar aos estudantes, que por sua vez explicarão as suas famílias, aos pais, às mães, aos vizinhos, o que é o mosquito, como combatê-lo e o perigo que ele representa.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO:Muito obrigado, Joffre Melo, da Rádio Folha FM de Recife, pela participação no Programa Bom Dia, Ministro, que, hoje, recebe o ministro da defesa, Aldo Rebelo. Este programa tem a realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. E, agora, ministro, nós vamos conversar com o Rafael Santana, da rádio Excelsior, de Salvador, na Bahia. Rafael, muito bom dia.REPÓRTER RAFAEL SANTANA (Rádio Excelsior AM/Salvador - BA): Bom dia. Bom dia, ministro Aldo Rebelo. É um prazer estar participando de mais um Bom Dia, Ministro aqui pela Rádio Excelsior AM 840. Eu queria perguntar qual foi o critério definido para que essa ação das Forças Armadas fossem definidas em quatro fases e quais são essas fases?MINISTRO ALDO REBELO:Bom dia, Rafael. Bom dia aos ouvintes da rádio Excelsior. Um bom dia aos ouvintes de Salvador e da Bahia. Os critérios foram discutidos a partir das demandas do Ministério da Saúde do Governo Federal, da disponibilidade das Forças Armadas. Nós vamos mobilizar, por exemplo, no ápice dessa campanha, 220 mil integrantes, que constituem 60% aproximadamente do efetivo total, de 330, 320 e poucos mil homens e mulheres das Forças Armadas. Então, nós ainda ficaremos com uma reserva de 40% aproximadamente ou quase 40% do efetivo total. Será essa campanha do dia 13, a campanha de um dia, que é mais de esclarecimento, conscientização e distribuição de folhetos informativos e de divulgação. Os 50 mil integrantes que podem ser treinados para um emprego durante alguns dias estão à disposição e trabalharão junto com os municípios, e foram distribuídos de acordo com a disponibilidade nas nossas unidades. São 1.200 organizações militares, com números distintos de integrantes, e proporcionalmente nós escolhemos de acordo com a posição de cada comando, desde a mais alta hierarquia até o comando local. E o outro critério também importante é se há apoio e treinamento para essas pessoas, né?! Onde há o apoio, como aqui nós tivemos de imediato no GDF, nós entramos imediatamente em ação, os nossos homens e mulheres receberam esse treinamento, receberam o equipamento, começaram a agir. Então, nós também trabalhamos sempre que há uma demanda do município ou do estado e com os critérios das nossas possibilidades.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO:Rafael Santana, você tem mais alguma pergunta ao ministro Aldo Rebelo?REPÓRTER RAFAEL SANTANA (Rádio Excelsior AM/Salvador - BA): Sim. Eu queria saber por que só eles trabalhando não vão acabar com os focos e também com o mosquito. Eu queria saber como a população pode atuar ajudando esses militares nesta tarefa?MINISTRO ALDO REBELO:Exatamente, Rafael. Você apontou o que é essencial nesse trabalho, que é a participação da população. As Forças Armadas exercem uma função auxiliar, subsidiária. Ajudam os agentes de saúde, que são mais de 300 mil, que também estarão mobilizados nessa tarefa, e nós apoiamos e ajudamos, oferecemos alguns homens e mulheres que são treinados por eles, mas a campanha, ela tem também um aspecto psicossocial, ou seja, de mobilizar a própria população, de conscientizá-la, de convencê-la de que ela tem um papel decisivo, ou seja, como não existe vacina contra a Dengue, contra o Zika e contra a Chikungunya, que também é transmitida pelo mesmo mosquito, a vacina é a mobilização e a conscientização da sociedade. O governo entra com a sua responsabilidade de alertar, orientar, oferecer material, equipamento, visitar, divulgar, mas a população tem que fazer o seu trabalho dentro das suas casas, no seu local de trabalho, os servidores públicos onde trabalham. Nós estamos orientando todas as agências do Banco do Brasil, da Petrobras, do Ministério da Saúde, da Agricultura, as secretarias municipais e estaduais de educação, as escolas, ou seja, nas casas e nas ruas os criadouros têm que ser removidos, porque, do contrário, nós não conseguiremos debelar esse mosquito. Esse mosquito, é preciso que se saiba, chegou ao Brasil na época ainda da colônia, com os navios que traziam os escravos da África. Mas nos anos 50 e 60 ele chegou a ser extinto, ou seja, quando o Brasil tinha meios muito mais precários, este mosquito foi extinto. Depois ele voltou. Então, se há um esforço da sociedade e da população, ele pode ser contido. E acho que é esse o dever que nos cabe no presente momento.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO:Muito obrigado, Rafael Santana, da rádio Excelsior AM, de Salvador, na Bahia, pela participação no Programa Bom Dia, Ministro, que, hoje, recebe o ministro da Defesa, Aldo Rebelo. E da Bahia, ministro, nós vamos para o Estado de Alagoas. Nós vamos conversar com a Milena de Andrade, da rádio O Globo AM de Maceió. Olá, Milena, bom dia.REPÓRTER MILENA DE ANDRADE (Rádio Globo/Maceió - AL):Bom dia e bom dia ao ministro Aldo Rebelo. Ministro, as residências fechadas sem moradores ou terrenos, por exemplo, murados, são um exemplo de empecilho para o combate ao Aedes Aegypti. Aqui em Maceió, por exemplo, há muitos casos do tipo. Eu queria saber se neste caso os militares das Forças Armadas têm o poder de polícia para entrar nesses lugares e se existem critérios para esse ingresso forçado dos militares.MINISTRO ALDO REBELO:Bom dia, Milena. Bom dia aos ouvintes da Globo de Alagoas. Bom dia aos queridos ouvintes de Maceió e de todas as Alagoas. É uma alegria poder falar com o querido Estado das Alagoas. Eu vou lhe dizer, Milena. Os militares têm essa autorização, dada por medida provisória da presidente da República, mas nós preferimos que nessas ações as Forças Armadas sejam acompanhadas pela força policial de cada estado. Porque nós queremos que as ações policiais sejam exercidas por forças policiais. Mas, em última instância, as Forças Armadas têm autorização legal para esse procedimento. E eu já disse aqui que aproximadamente 1/3 ou um pouco menos dos imóveis visitados estão fechados ou abandonados, o que de fato reduz bastante o alcance da ação sem a autorização para a entrada no imóvel e remoção dos criadouros do mosquito Aedes Aegypti. E, além do mais, é o seguinte: há outros casos em que... o imóvel não está abandonado, mas não tem o proprietário lá. Tem o vigia, tem alguém que toma conta, um porteiro, que tem receio de deixar entrar. A presença das Forças Armadas reduzem bastante esse receio, mas de qualquer jeito é bom ter a proteção legal para que o estado possa, em nome da sociedade, fazer o combate consequente ao Aedes Aegypti.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO:Muito obrigado, Milena de Andrade, da rádio O Globo AM de Maceió, Alagoas, pela participação no Programa Bom Dia, Ministro. Lembrando a você que nos acompanha que o áudio desta entrevista vai ser disponibilizado, ainda hoje, na internet. Basta acessar a nossa página, o www.servicos.ebc.com.br. E, ministro, o público que nos acompanha também participa pelas redes sociais. E nós recebemos aqui uma pergunta pelo Facebook, essa pergunta foi enviada pelo Luiz Antonio Corrêa, de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco. Ele quer saber, ministro, em relação à Chikungunya e Zika, os infectados devem ser submetidos a algum tratamento para impedir a proliferação de novos casos? E ele pergunta também se as Forças Armadas estão preparadas para esses tratamentos.MINISTRO ALDO REBELO:Olha, as Forças Armadas não exercem função própria do Ministério da Saúde. A nossa atividade é auxiliar, é subsidiária. O tratamento é uma atribuição exclusiva da rede de saúde dos municípios, dos estados, da União. E no que compete às Forças Armadas, nós temos também uma... uma rede hospitalar e ambulatorial própria que pode oferecer tratamento, mas dentro dos parâmetros determinados pelo Ministério da Saúde. Eu não sei qual a possibilidade de transmissão da dengue, Chikungunya e do próprio Zika, se os doentes são transmissores dessas doenças, né? Eu acho que elas são transmitidas via o mosquito, mas quem pode esclarecer isso é o Ministério da Saúde ou os agentes da saúde pública nos estados e nos municípios. As Forças Armadas estão preparadas para apoiar, para ajudar naquilo que for da sua competência e naquilo que for determinado pelo município, pelo estado e pelo Ministério da Saúde. Já estamos fazendo isso há muito tempo no caso da dengue. Começamos desde o primeiro momento no caso do Zika e vamos prosseguir apoiando as ações. Ontem eu estive em São Paulo, fui à cidade de Itu, encontrei os comandantes militares do estado, de Campinas, todos eles estão trabalhando com as prefeituras e com os governos estaduais para contribuir no combate ao mosquito.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO:E, ministro, nós podemos aproveitar a pergunta enviada pelo Luiz Antonio Corrêa para dizer também que o público tem acesso a diversos canais com informações sobre o mosquito, né? Ou, talvez, o mais simples de divulgarmos aqui é o telefone, é o nº 136, que o cidadão pode ligar, a ligação é de graça, e obter todas as respostas para as suas dúvidas em relação ao mosquito e também às doenças.MINISTRO ALDO REBELO:Exatamente. Acho que deve haver também em cada município, porque o grau de preocupação dos gestores públicos, dos prefeitos, dos secretários de saúde nos municípios e nos estados é muito grande, ou seja, além das informações que podem ser colhidas junto ao Ministério da Saúde e ao Governo Federal, há também disponibilidade de informações por parte das estruturas municipais e estaduais da saúde.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO:Então, nós agradecemos a participação do Luiz Antonio Corrêa, de Jaboatão dos Guararapes, que enviou a pergunta pelo Facebook. E aproveitamos para dizer aos ouvintes, telespectadores, que qualquer um pode participar. Basta acessar a nossa página no facebook.com/tvnbr e também tem a opção do Twitter: twitter.com/tvnbr. Ministro, o senhor já comentou aqui, já respondeu a diferentes radialistas que perguntaram sobre esse primeiro momento de atuação das Forças Armadas no dia 13, essa grande mobilização. O senhor falou, inclusive, sobre o número de cidades, mas dá para passar mais algum detalhe em relação a quais serão essas cidades visitadas? O número de militares e como que vai ser essa atuação, se é uma atuação conjunta com outras forças, para que a população tenha uma ideia, né, para poder receber bem essa atividade, essa mobilização?MINISTRO ALDO REBELO:Nós dispomos de 1.200 organizações militares, unidades, que vão desde os comandos militares, os regionais, o comando militar do Planalto, da Amazônia, as brigadas, as divisões de Exército, os pelotões de fronteira. E essas unidades estão espalhadas por 300 municípios. Esses municípios já serão cobertos por nossas instituições. Além disso, há em torno de pouco mais de 100 cidades com uma incidência maior da presença do mosquito, 115, se eu não me engano. Essas cidades também serão cobertas com o apoio das Forças Armadas. Nós nos distribuiremos de acordo com a disponibilidade dos efetivos. Esses 220 mil serão distribuídos naturalmente numa concentração maior nos estados onde há um efetivo maior das Forças Armadas, uns 70 mil no Rio de Janeiro, um pouco mais de 20 mil em São Paulo, Rio Grande do Sul, em torno de cinco ou sete mil em Pernambuco, Bahia, nos estados médios, e aí baixa para mil e um pouco menos, entre 500 e mil, nos estados onde há uma presença menor das Forças Armadas. Mas, no total, serão 220 mil. Nós vamos mobilizar dos oficiais superiores aos praças, aos estudantes dos colégios das escolas formadoras das Forças Armadas, da Marinha, do Exército e das Forças Aéreas. Eles também serão mobilizados nesse dia. E trabalharemos fundamentalmente com os municípios, ou seja, por quê? Porque a responsabilidade com a municipalização da saúde, essa é uma atribuição inicialmente do município. O Ministério da Saúde traça as diretrizes, orienta, organiza, mas a execução dessa campanha tem que ser feita a partir do município, por que... é... o município é que é o concreto. É onde a população vive. A municipalização deu poderes aos prefeitos e aos secretários de saúde. Então, nós trabalhamos com as prefeituras. Num segundo nível, com os governos estaduais, com as suas Secretarias de Saúde. E integrados num conjunto de ações com o Ministério, que é o guarda-chuva maior dessa campanha. Todos os órgãos do Governo Federal estão sob a orientação do Ministério da Saúde. Nós temos a nossa organização própria, a nossa mobilização própria, o nosso comando próprio enquanto Ministério da Defesa e Forças Armadas, mas em sintonia com o Ministério da Saúde. Então, esse é um nível de organização, de mobilização. Nós temos diariamente... a comparação do efetivo que está já mobilizado e conscientizado para as quatro ações e achamos que vamos dar a nossa contribuição, sim.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO:Muito bem. E, ministro, nós procuramos estimular a participação das rádios comunitárias aqui no programa. Então, agora, nós vamos para o Mato Grosso, a participação do Estado do Mato Grosso vem da rádio comunitária Alternativa FM de Várzea Grande. Quem vai fazer a pergunta ao senhor é a Elisângela Nepomuceno. Olá, Elisângela, muito bom dia a você.REPÓRTER ELISÂNGELA NEPOMUCENO (Rádio Alternativa FM - Várzea Grande/MT):Bom dia, Roberto. Bom dia, ministro Aldo Rebelo. Ministro, a nossa pergunta é a seguinte: as prefeituras estarão envolvidas de alguma forma nessa ação, uma vez o que Governo Federal destina recurso para os municípios para efetivar ações como essa?MINISTRO ALDO REBELO:As prefeituras estarão engajadas e envolvidas. A responsabilidade do município desde a municipalização da saúde, que foi uma conquista dos municípios para descentralizar recursos, os municípios recebem recursos do Governo Federal, e nós contamos com os municípios, com a mobilização dos prefeitos, dos secretários de Saúde, de Educação, porque, por exemplo, no caso da remoção dos criadouros nas escolas, hoje as escolas são municipais. Há um mais ou menos muito pequeno de estabelecimentos que são de responsabilidade do estado e da União. Então, sem a participação dos municípios, até para mobilizar e remover mosquitos dos próprios públicos na área de educação seria difícil. Então, os prefeitos recebem recursos, recebem equipamentos. Eles estarão mobilizados para essa campanha. Alguns, por exemplo, eu falei com o prefeito de Rio Branco, né? A campanha, lá no Acre, a campanha já está em curso há muito tempo. Ontem falei com o prefeito de Itu lá em São Paulo. A campanha também já está avançada. Então, as prefeituras são um elemento essencial. A base, o eixo em torno do qual gira a campanha é o município.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO:Nós agradecemos a participação da Elisângela Nepomuceno, da rádio comunitária alternativa de Várzea Grande, Mato Grosso. E vamos, agora, para o Rio Grande do Sul, ministro. A participação agora é da Rádio Gaúcha AM de Porto Alegre. Quem vai falar com o senhor é Jocimar Farina. Olá, Jocimar, bom dia.REPÓRTER JOCIMAR FARINA (Rádio Gaúcha AM - Porto Alegre/RS):Bom dia. Bom dia, ministro Aldo Rebelo. Ministro, nessa época do ano, época de verão, temos o ingresso de muitos turistas argentinos e uruguaios pela fronteira Sul do Brasil. Eu queria saber do senhor qual é a preocupação e até mesmo a cobrança o que governo brasileiro vem recebendo dos países do Cone Sul sobre o combate ao mosquito.MINISTRO ALDO REBELO:Todos têm uma preocupação, essa semana mesmo eu falei com o ministro da Defesa da Colômbia, que informava que iria ajudá-lo a executar o acordo de paz que está em curso no país sobre a liderança da ONU, e dizia que entre as nossas tarefas aqui estaria a do combate a esse mosquito. E ele manifestou a mesma preocupação porque o clima da Colômbia, o microclima, o sistema de chuva, a presença dos fatores que podem levar à multiplicação do mosquito são muito parecidos aqui na América do Sul, principalmente na área tropical. Então, há uma preocupação de todos os ministros da Saúde, de todos os países da América do Sul, o que corresponde também apenas à ressonância da preocupação da própria Organização Mundial de Saúde, ou seja, o governo americano, o presidente Obama elevou o nível de preocupação do governo dos Estados Unidos com a presença do zika, conversou com a presença Dilma sobre ações que devam ser tomadas envolvendo os dois países. Quando eu estive nos Estados Unidos, que encontrei com as pessoas da área de ciência, tecnologia e saúde, uma das preocupações era exatamente o enfrentamento das pandemias, o presidente Obama disse que o Brasil tinha um papel decisivo nisso pela sua capacidade logística, pelo nível das suas instituições de pesquisa, pela presença de grandes laboratórios públicos e privados. Então, há de fato uma preocupação grande de todo mundo, mas o Brasil tem um papel decisivo. A ONU, a Organização Mundial de Saúde, elogiou as ações do Brasil, que disponibilizou todas as informações necessárias para as iniciativas de prevenção e de combate ao mosquito. E isso nós estamos partilhando com os nossos vizinhos de América do Sul.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO:Muito obrigado ao Jocimar Farina, da Rádio Gaúcha, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, pela participação aqui no Programa Bom Dia, Ministro. E, com esta emissora, nós encerramos o programa de hoje, agradecendo a todos que participaram. Nós lembramos mais uma vez que o áudio desta entrevista vai ser disponibilizado ainda hoje na internet. Anote aí o nosso endereço: www.servicos.ebc.com.br. A TV NBR reapresenta o Bom Dia, Ministro em horários alternativos da programação. E você pode ainda ver ou rever este programa pela internet. Ainda hoje ele vai estar disponível no nosso canal no YouTube, que é o youtube.com/TV NBR. E as perguntas enviadas para o programa que não respondidas, serão comunidades para a assessoria de comunicação do Ministério da Defesa. Ministro Aldo Rebelo, agradeço desde já a sua participação e lhe passo a palavra para que o senhor faça aí um chamamento à população para essa grande mobilização do dia 13 de fevereiro.MINISTRO ALDO REBELO:Muito obrigado, Roberto. Muito obrigado aos ouvintes, aos telespectadores. E dizer que o Brasil tem uma larga experiência no enfrentamento desses desafios. Nós tivemos a campanha da vacina no início do século passado, quando a sociedade, sob a liderança de personalidades importantes da saúde pública no Brasil, como Oswaldo Cruz, patrocinaram a campanha de combate ao mosquito que causava a febre amarela. Nós tivemos mais recentemente, nos anos 50 e 60, a própria extinção de mosquitos em campanha vitoriosa do governo da época com o apoio da sociedade. Nós temos esse caso que eu citei aqui do Acre, que diante de 30 mil casos em 2010, mobilizou a sociedade e reduziu de 30 mil para 300, em 2015. Mesmo dispondo de recursos limitados para esse enfrentamento. Então, essa campanha pode ser vitoriosa, desde que ela mobilize o Governo Federal, os estados, os municípios, a sociedade, os meios de comunicação, as igrejas, os sindicatos e, principalmente, a população. Por essa razão é que nós confiamos e acreditamos que a nossa participação, a das Forças Armadas, será vitoriosa porque ela será apenas parte da sociedade nesse esforço.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO:Muito obrigado, ministro. E obrigado a você que nos acompanhou pela rádio, pela TV e também pelas redes sociais. E até o próximo Bom Dia, Ministro.