07/10/09 Projeto São Francisco vai colocar o Nordeste brasileiro noutro patamar de desenvolvimento econômico e social, destaca ministro da Integração Nacional

O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, esteve no programa Bom dia, Ministro, excepcionalmente, nesta quarta-feira, dia 07 de outubro. Ele esclareceu questionamentos de âncoras de emissoras de rádio de todo o país sobre o projeto São Francisco, que contempla sua revitalização e integração. A integração do rio São Francisco com as bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional consiste na retirada de 26,4 m3 de água por segundo, por meio de dois canais, os Eixos Norte e o Leste, sem desvio do curso do rio. Isto representa apenas 1,4% da vazão, sem prejuízo ao rio e a seu uso atual. Os dois canais estão sendo construídos: o Eixo Norte, que levará água para os sertões de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, e o Eixo Leste, que beneficiará parte do sertão e a região agreste de Pernambuco e Paraíba. O Projeto São Francisco inclui também obras de revitalização do rio. Ao todo, 199 municípios de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe receberão obras de saneamento básico, com investimentos de R$ 1,5 bilhão do PAC.

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Transcrição

APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Olá, amigos em todo o Brasil! Eu sou Kátia Sartório e começo agora mais uma edição do programa Bom Dia, Ministro. O programa é coordenado e produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços. Hoje, aqui nos estúdios da EBC Serviços, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Bom dia, ministro, seja bem vindo! MINISTRO GEDDEL VIEIRA LIMA: Bom dia, é uma alegria falar com vocês! KÁTIA SARTÓRIO: Na pauta do programa de hoje, o Projeto São Francisco, a iniciativa do governo que busca garantir a oferta de água para consumo e produção a 12 milhões de habitantes de 390 municípios do Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco - os estados mais afetados pela seca. O ministro já está pronto para conversar com âncoras de emissoras de rádio de todo país aqui na nossa rede formada ao vivo com o rádio e a televisão. RÁDIO GAZETA 1.260 AM - (MACEIÓ-AL)/ROGÉRIO COSTA: O governo federal, com essa obra, pretende beneficiar 12 milhões de nordestinos. Como fazer isso hoje, se boa parte das populações de estados como Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe não recebem uma gota dessa água. O rio aqui pertinho, aqui em Alagoas, existem cidades a 50 quilômetros do Rio, dentro da região da faixa do semi-árido, que não recebem essa água. Como explicar isso, ministro Geddel?, essa é a primeira pergunta. Segunda: um projeto desse tamanho, com esse custo, obviamente que não visa oferecer água de graça pra ninguém. Qual será o custo dessa água? O pequeno produtor que receberá água já no nordeste setentrional, ele vai pagar quanto por essa água? E os estados fornecedores, poderão receber algum royalty por isso? Bom dia, ministro! MINISTRO: A primeira pergunta, eu quero dizer que não tem explicação. Exatamente por não ter explicação é que nós tomamos providências. Lançamos, depois de conversar com o presidente Lula, o Programa do governo federal "Água para Todos", através do qual, nós vamos exatamente levar água do São Francisco e dos rios, da bacia, para comunidades que estejam a 15 quilômetros das margens do Rio, através da adução, através de cisternas, enfim, dos mais variados sistemas para levar água e abastecer essas comunidades. Já estão em andamento algumas dessas obras - em Alagoas, em Minas, na Bahia, em Sergipe, e muitas outras estão sendo licitadas nesse momento que falo com vocês, para até o final do ano darmos início às obras, resolvendo e combatendo uma das justas críticas - aliás, a crítica justa que ouvi a respeito desse projeto, que seria exatamente essa que você coloca. Portanto, as iniciativas do governo estão sendo adotadas plenamente para essa questão. Em relação ao curso da água, eu quero lhe informar também que já está em fase final o trabalho que está sendo elaborado por um grupo de especialistas, que envolve inclusive os estados fornecedores de água, doadores de água, os receptores de água, que vai tratar exatamente de questões como administração do projeto pós sua implantação, custo dessa água, que tipo de royalties, que tipo de benefício específico vai ter os estados doadores. Enfim, isso tudo está correndo ao lado das obras, tanto de revitalização, como das obras que já foram iniciadas na transposição do rio. Antes do encerramento do projeto, da finalização do projeto, da inauguração do projeto, esse modelo será submetido à sociedade, com a participação dos diversos estados, para que se defina exatamente os critérios de forma mais transparente possível, para que a sociedade toda seja informada. RÁDIO JOVEM PAN-AM (SÃO PAULO)/PATRICK SANTOS: Ministro, eu queria aproveitar a presença do senhor para fazer uma pergunta de política. Sei que o assunto hoje é essa questão envolvendo o São Francisco, mas eu queria insistir um pouquinho, já que nós estamos a menos de um ano das eleições do próximo ano, e o noticiário político especula muito forte de que a cúpula do PMDB deu prazo de até a próxima semana para que o presidente Lula decida se o partido ocupará a vice-presidência na chapa do candidato indicado pelo governo na eleição do próximo ano. Ao apressar a decisão sobre o assunto, o PMDB pretende estancar, aí, eventuais dissidências nos estados. Eu queria que o senhor falasse um pouquinho sobre essa questão, se isso tem sentido mesmo, se o partido tem essa necessidade de tão rapidamente já decidir por essa candidatura de vice. MINISTRO: Em primeiro lugar, me permita fazer uma breve correção aqui. O PMDB nem ninguém dá prazo ao presidente da República, do ponto de vista político. O que o PMDB faz, através do senhor presidente, é conversar sobre estratégias a respeito de vários assuntos, inclusive desta questão eleitoral. Nós tivemos uma reunião ontem à noite, dos dirigentes partidários, e ficou ajustado que se faria uma conversa com o presidente da República, assim que ele achasse conveniente, para definir, evidentemente, qual seria a participação e a relação do PMDB nesse processo, tanto a nível nacional, como nas composições estaduais. O por quê dessa pressa? Porque a vida é como ela é. Houve uma antecipação clara da questão sucessória, tanto a nível nacional, como a nível estadual. Você veja que nós estamos, como você disse, a pouco menos, a dias de se... Tem um ano de diferença do prazo de hoje para a sucessão, e nós estamos aqui num programa para tratar da questão do São Francisco e de outras questões administrativas, já despertando em você a curiosidade para tratar do tema sucessão presidencial. O que, por si só, mostra que houve uma antecipação desse debate, que efetivamente não seria saudável, não seria salutar. Mas, insisto, a vida é como ela é. Portanto, o PMDB conversará com o presidente, com o Partido dos Trabalhadores, para ver de que maneira vai se dar essa composição envolvendo a questão nacional, e evidentemente, a questão das composições entre os dois partidos nos estados. RÁDIO CBN (RIO DE JANEIRO)/SANDRESA CARVALHO: A questão que eu lhe faço é a seguinte: as recentes catástrofes ambientais, principalmente no sul do país, elas indicam uma falha no Programa de Prevenção e Preparação para Emergências e Desastres, que é do seu ministério? MINISTRO: Não, elas indicam claramente que essa questão da mudança temática é uma realidade que nós temos que estar atentos. Senão, vejamos: há pouco tempo nós liberamos recursos do Ministério de Integração Nacional da ordem de R$ 40 milhões para combater seca no Rio Grande do Sul. Quando você poderia imaginar que nós estaríamos adotando medidas, que antes só eram vistas no Nordeste brasileiro, para combater problemas climáticos no Rio Grande do Sul? E moto contínuo, logo após, logo em seguida nós estarmos combatendo seca no Rio Grande do Sul, vem excesso de chuva no mesmo estado, chuva de granizo, que gera uma série de problemas. Nós temos feito ações de prevenção, sim, mas isso você vê a toda hora, a todo instante, infelizmente, em todos os lugares do mundo, em países até tidos como mais avançados que o Brasil nessa área. Veja agora na Oceania, tsunami lá, e não houve prevenção que pudesse conter a fúria da natureza. Nos Estados Unidos, a todo instante você vê isso. Nós, inclusive, eu quero dizer aqui em primeiríssima mão, estamos acelerando todas as medias, vamos fazer a Conferência Nacional de Defesa Civil, que eu quero deixar como um legado da nossa passagem pelo Ministério da Integração Nacional, a implantação efetiva do Fundo de Defesa Civil, que vai garantir recursos, que vai garantir um atendimento mais ágil, tanto na área da prevenção, onde nós ainda estamos sujeitos às exigências burocráticas muito fortes de órgãos de controle na liberação desses recursos, como também no atendimento às emergências. Portanto, esse é um legado que nós vamos deixar na nossa passagem, o governo do presidente Lula deixará, o que significará um avanço muito grande nessa área de Defesa Civil. Mas eu lhe asseguro que não, não há nenhum tipo de relação entre um eventual não intervenção do poder público e o que está acontecendo. É que, infelizmente, quando a natureza se manifesta dessa forma, inclusive com essa irregularidade, em função dessas mudanças climáticas muito nítidas, por mais esforço que se tenha, é impossível você conter todos os danos e os estragos, que são causados. KATÍA SARTORIO/RADIO NACIONAL BRASÍLIA: Ministro o senhor falou agora sobre a implantação do Fundo da Defesa Civil, a idéia com esse Fundo é facilitar o acesso aos auxílios para essas vítimas de enchentes e de secas, é isso? MINISTRO GEDDEL VIEIRA LIMA: Veja bem, como é que funciona hoje, você tem alguns recursos orçamentários aprovados que terminam ficando na área de prevenção, muito sujeito a esse contingente orçamentário, as circunstâncias econômicas, por mais que isso tenha sido por determinação do presidente, tenha sempre uma prioridade. No que diz respeito as catástrofes sejam elas enchentes, chuvas, granizos ou seca, nós estamos sempre sujeitos ao mecanismo da Medida Provisória. Aliás justo se dizer que tanto a equipe econômica como o próprio presidente da República em nenhum momento questionou a necessidade de se editar a Medida Provisória diante dos problemas que infelizmente atormentaram regiões brasileiras. Mas a criação do fundo vai assegurar um fluxo de recursos permanente e maior agilidade de acesso a esses recursos com a garantia de que não haverá demora na liberação, contingenciamento em função das circunstâncias econômicas. É isso exatamente que está sendo discutido, nesses encontros as defesas civis estaduais no grande encontro que se dará da Defesa Civil Nacional com todas essas organizações para definir esses critérios, definir de que maneira nós vamos abastecer esse fundo, esse fundo que já existe, e que não foi implantado em nenhum governo anterior ao do presidente Lula. RÁDIO ARAPUAN/JOÃO PESSOA(PB) GIOVANNI MEIRELES: Ministro duas caravanas da Paraíba já foram visitar as obras dos eixos norte e leste da transposição, uma primeira foi em julho do ano passado e a outra agora em julho deste ano. Existe um comitê pro- transposição das águas do São Francisco, reunindo deputados, igreja católica, prefeituras, associações, sindicatos e universidades etc. A minha pergunta é no seguinte sentido: o pessoal que tem ido nessas viagens só tem visto, em sua maioria, soldados do Exército dos batalhões de engenharia de construção de Picos no Piauí, Taicó, no Rio Grande do Norte, Barreiras, na Bahia. Tanto na transposição quanto nas obras de duplicação da BR 101, entre Recife,João Pessoa e Natal. A pergunta que se faz é, quando é que as grandes empresas construtoras, empreiteiras vão atuar nesses dois projetos, tanto na duplicação da BR 101, quanto na transposição, tipo OS, Camargo Corrêa, Norberto Odebrecht, Via Dragados e outras que atuam aqui na região. MINISTRO GEDDEL VIEIRA LIMA: Giovane, sua pergunta me permite esclarecer uma coisa, talvez esse grupo que tem ido ai da Paraíba, ele tenha ficado só ali nos eixos de aproximação, que é o que está sendo feito e realizado pelo Exército desde o início, desde a divulgação do programa porque aquela era a área entre outras coisas que tinha problema com o polígono da maconha e outras coisas. Eles não devem ter tido a oportunidade, até porque hoje para você visitar essa obra se você for de helicóptero leva quase o dia inteiro, dado o tamanho da complexidade da obra. Mas o que eu posso lhe afirmar é que todos os lotes ganhos pelas empresas já estão em pleno andamento, as empresas já estão lá com seus campos de trabalho inclusive trabalhando a noite. Portanto se esse grupo tiver a oportunidade de fazer uma visita e percorrer todo o trecho da obra que é muito longo, não deve ter tido, vai ver que essa questão do Exército é só onde estava previsto o Exército trabalhar, todas já estão trabalhando. Eu não sei se todas essas que você citou, eu não tenho acompanhado de cabeça todas as empresas construtoras, mas algumas delas eu tenho a absoluta convicção que está lá porque eu já visitei o campo de obra e posse lhe afirmar que as obras estão muito adiantadas e poderão ser vistas inclusive pela comitiva do presidente da República que estará nos dois eixos, visitando os dois eixos. E também as obras de revitalização que estão sendo realizadas na Bahia, em Minas Gerais e em outros estados na próxima semana. Fique tranquilo, eu posso lhe afirmar e você inclusive está convidado a ir conosco fazer uma visita e você verá o que nunca viu. São cerca de oito mil funcionários de empresas privadas que já estão trabalhando hoje e até o final do ano nós teremos 10 mil nordestinos, 10 mil brasileiros no campo, no canteiro dessa obra, levando adiante um dos projetos que eu não tenho dúvida nenhuma se mostrará no futuro como a redentora da realidade nordestina. RÁDIO SALGUEIRO FM/SALGUEIRO(PE) - JEANE CARDOSO: Esse projeto do Rio São Francisco inclui a revitalização, eu gostaria de saber quais os municípios que concluíram as obras dentro do programa hidroambiental inclusive aqui em Pernambuco. E qual o panorama que você têm sob as mudanças climáticas. Porque em entrevista o representante da Comissão Pastoral da Terra da Bahia, Ruben Siqueira ele afirmou que o grande problema... ATENÇÃO DE NOVO A PERGUNTA: Eu gostaria de saber do ministro quais os municípios que concluíram as obras dentro do programa hidroambiental inclusive aqui em Pernambuco, e qual o panorama que vocês tem sob as mudanças climáticas. Em entrevista o representante da Comissão Pastoral da Terra da Bahia, Rubens Siqueira, afirmou que o grande problema que reside hoje é a diminuição da vazão de água. Então saíram alguns estudos climáticos e entre sosriosdomundo, da América do Sul, o São Francisco é o rio que mais perdeu água, perdeu 36% da vazão nos últimos 70 ou 50 anos. e considerando as mudanças climáticas ele pode perder até 25. Mas independente das mudanças climáticas a preocupação ainda gira em torno de perenizar outros rios, ainda que existem disponibilidade de água seria prejudicial. É o grande problema ai. E na questão da revitalização se o ministro pudesse falar se o rio se concentra na questão do esgotamento sanitário, no caso da revitalização,mas não está investindo na central dos esgotos que assegura a qualidade da água que vai para o rio, o que o ministro tem a dizer sobre isso? MINISTRO GEDDEL VIEIRA LIMA: Jeane, eu vou responder o que eu ouvi, realmente estava quase que ininteligível uma parte da sua fala. Do que eu entendi eu vou tentar começar do fim. Me permita discordar de você, o projeto de esgotamento é absolutamente completo e ele é um dos mais importantes e significativos no que diz respeito a vitalização, porque se ele significa do ponto de vista humano saúde preventiva, tranquilidade dos pais e das mães de famílias que não verão seus filhos crescerem pisando em esgoto a céu aberto, ele significa sim, através da coleta de esgoto nas residências das estações de tratamento, o fim daquilo que existia que é você jogar in natura no Rio São Francisco nos seus afluentes o esgotamento sanitário. Portanto, essa é uma obra importantíssima, é a mais importante obra de revitalização do Rio. São cerca de um R$ 1,5 bilhão de recursos que estão previstos no PAC para as obras de revitalização, nós já temos estágio de ações preparatórias 59 municípios na bacia, 24 já estão em estágio de licitação, e 101 já estão com suas obras em andamento de esgotamento sanitário. Além disso me permita também lhe colocar, a revitalização não se restringe a isso, nós já estamos também fazendo consórcios para tratamento,coleta e destinação de resíduos sólidos, nessa área do São Francisco já tem obras em andamento. Além disso, o presidente da República vai ter a oportunidade de ver lá em Barra,na Bahia, onde nós temos várias ações de revitalizações, nós estamos fazendo o mais amplo processo em recuperação das margens do rio, com replantio de matas auxiliares com dragagem do leito do rio que isso vai significar além da viabilização da hidrovia você criar condições para reprodução das espécies nativas do rio São Francisco. Estamos fazendo repovoamento através de peixamento do rio São Francisco com as espécies do rio. É um amplo projeto de revitalização. No que diz respeito a essa questão da vazão do rio, me permita os dados que nós temos são diferentes desses que você está colocando, e ai, não cabe um embate sobre dados porque seria uma coisa maçante para aqueles que nos ouvem. O que eu posso lhe assegurar é que evidentemente dentro desse projeto de revitalização, com proteção das nascentes, com revitalização dos tributários do rio São Francisco, a nossa expectativa é que o rio se revitalize e ganhe vida mais dinâmica ao longo dos anos. É evidente também, é importante dizer, eu vinha colocando isso desde a primeira vez que tive o privilégio de participar desse evento aqui na rádio, que o projeto de revitalização do rio São Francisco não é uma coisa estanque as pessoas precisam entender isso. Não é uma obra que se pare e tenha começo e fim em um mandato ou em alguns governos. Essa é uma obra que tem que ser permanente. Eu até vou colocar isso no debate para o ano que vem, como um dos programas que deve ser incorporado pelos candidatos à presidente da República, no sentido de que fique estabelecido um amplo projeto de recuperação, de revitalização permanente de todas as bacias hidrográficas brasileiras. Porque o que foi feito por todos nós humanos, por todos nós que jogamos garrafas pets no rio, que não cuidamos do rio. O pecuarista que leva sua plantação ao desmate, para a construção de suas pastagens até a margem do rio. o que aconteceu na própria natureza durante anos e anos, sem que pessoas tomassem medidas, não será, evidentemente, corrigido em apenas um mandato, por mais esforço que o presidente da República esteja fazendo. Portanto, na nossa avaliação o projeto de revitalização está andando, e está andando a passos acelerados. RÁDIO SOCIEDADE / SALVADOR (BA) - JOSÉ EDUARDO: Projeto São Francisco. Boas expectativas aí ministro? MINISTRO: Grandes expectativas. Não tenha dúvida nenhuma. tanto que no campo da revitalização, onde nós já estamos avançando muito. Você está falando da Bahia. Só aí na Bahia já são 48 obras de saneamento básico sendo feitas nas margens dos rios. O que mostra que nós estamos com muita força de vontade, retirando as nossas obras do papel, enfrentando burocracia, questões ambientais. Não é fácil fazer essas obras acontecerem. E o governo está tirando essas obras do papel, com tudo que isso vai significar aí para o estado da Bahia, e para os outros estados nordestinos. Acabei de falar sobre a questão da dragagem do Rio, está em pleno andamento, o que vai significar, aí nesse estado, o nosso estado, a viabilização do trecho Ibotirama - Juazeiro - Petrolina, com tudo que isso representa para o escoamento da safra de grãos ali da produção do oeste da Bahia, Barreiras, Luiz Eduardo Magalhães, toda essa área. Estamos revitalizando as margens do rio, replantando matas ciliares. É um amplo projeto, e que no que diz respeito á revitalização, a transposição, eu tenho absoluta certeza que o presidente da República, o presidente Lula, que estará na próxima semana em Salgueiro, em Cabrobó, visitando essas obras, ficará impressionado ao ver uma das obras de engenharia mais importantes que esse país já viu, avançando, saindo do papel para mudar a face, a cara do Nordeste brasileiro e do país. Eu tenho absoluta certeza que aqueles que não acreditavam na nossa capacidade de fazer essa obra avançar e acontecer em função do grau de polêmica inicial, ao visitá-la, vai ficar absolutamente impressionado, e acreditando que o Nordeste brasileiro avança a passos largos para se tornar uma região menos desigual, quando comparada a outras regiões brasileiras. RÁDIO SOCIEDADE / SALVADOR (BA) - JOSÉ EDUARDO: Ministro, o senhor quer dizer, com isso, que vai acabar a seca no Nordeste? MINISTRO: Não, eu quero dizer, com isso, que o Nordeste brasileiro passará a ter um instrumento importante de combate à essa questão de desigualdade pela falta de água no semi-árido. Eu quero dizer com isso que o Nordeste brasileiro saltará, no patamar de desenvolvimento, podendo ter, além de água farta para consumo humano, para mais de 12 milhões de brasileiros, terá alternativas econômicas sustentáveis. Nós não podemos continuar como exportadores de mão de obra sem qualificação, para inchar as grandes cidades e ver nossos irmãos sofrer. Eu tenho absoluta certeza que essa obra tanto a de revitalização que melhorará a qualidade do rio São Francisco, melhorará a qualidade de vida das pessoas, quanto a transposição, ela elevará o Nordeste brasileiro a um outro patamar de desenvolvimento. Evidentemente que com essas mudanças climáticas que se tem, e aí é importante um dado - me permita abrir um parentese rápido - de toda a água do mundo, o Brasil tem uma participação imensa. de toda a água do Brasil, apenas 3% está no Nordeste brasileiro. Para você ter uma noção da gravidade do problema da falta de água no Nordeste, como um todo, que gera tantas desigualdades. Tanto do ponto de vista humano como do ponto de vista do desenvolvimento econômico, 80% da oferta hídrica do Nordeste brasileiro vem do rio São Francisco. Portanto, essa obra por si só, significará exatamente isso. A expectativa é que o Nordeste entre em um outro patamar de desenvolvimento social. Essa é a nossa crença, essa é a nossa convicção. RÁDIO CACTUS / XIQUE-XIQUE (BA) - JOTTA ENNE: Xique-Xique é um dos municípios que está dentre os contemplados com o projeto São Francisco. Contudo, tem uma obra muito importante aqui no nosso município, bem como para toda a região, que é o Baixinho de Irecê. Do qual aqui denominamos de Baixinho de Boa Vista, em construção na sua segunda etapa. Quando o projeto será implantado e em quais modalidades? MINISTRO: Olha, primeiro eu estive recentemente em Xique-Xique, visitando exatamente - esse é um exemplo claro de que as coisas estão acontecendo - a obra de esgotamento sanitário que está em fase adiantada. o presidente da República, inclusive, está previsto pousar em Xique-Xique. Nós procuramos incluir essa rota porque, demonstrar claramente, mostrar ao presidente que as coisas estão acontecendo. Pousa em Xique-Xique e vai para a Barra, onde várias, múltiplas ações de revitalização estão ocorrendo nesse momento. A questão do Baixinho de Irecê é o primeiro, a primeira etapa de cerca de quatro mil, cinco mil hectares, ela já está em fase de conclusão, já começamos as obras físicas da segunda etapa. A idéia é que possamos, no primeiro semestre do ano que vem, já implantar, lançar os editais para implantar os colonos, aqueles que vencerem na modalidade de pequenos produtores, de médios produtores, de lotes empresariais, que poderão servir como âncoras. E, a partir daí, evidentemente, começar a produção. O que será produzido, aí evidentemente que vai depender do interesse daqueles que apresentarem suas propostas. O desafio do Baixinho de Irecê não é mais a obra em si, ela por si só gerará renda, aumentará o padrão de empregos nessa região. E, não é por outra razão que eu tenho me empenhado tão fortemente, de maneira pessoal, na realização dessa obra, por determinação do presidente. O desafio agora é que o governo do estado possa viabilizar a infra-estrutura de estrada, de rodovias, para a questão da distribuição do que será produzido. Mas, tanto o Irecê como no Salitre, lá em Juazeiro, as obras estão bastante avançadas e, nós queremos, entre o final desse ano e o início do outro semestre, iniciarmos a produção de pelo menos das primeiras etapas, dos grandes projetos de irrigação que o governo federal está implantando aí na Bahia. KÁTIA SARTORIO: O Baixinho de Irecê é conhecido a transposição baiana, não é? MINISTRO: Não, a noção de transposição - você dá uma oportunidade de colocar para as pessoas. A noção da transposição é exatamente isso. Tanto o Salitre, como o Baixinho, o Jaíba e todos esses projetos de irrigação, eles põe bombas no São Francisco e retiram a quantidade de água autorizada pela Agência Nacional de Águas, que não crie dificuldades na vazão firme do rio na foz, para irrigar, para abastecimento humano. O conceito é o mesmo, o que varia é a dimensão, é o tamanho dos canais, a distância por onde você vai levar a água, um projeto de irrigação, por exemplo, nada mais é do que uma transposição de águas. Você transpõe de um lugar para outro. É o mesmo conceito da grande obra que estamos desenvolvendo, rasgando os sertões do Nordeste brasileiro, para mudar a vida de 12 milhões de nordestinos, conforme determinou e preconiza o presidente da República. RÁDIO JANGADEIRO FM/ FORTALEZA (CE) - ROSANNA AMAZONAS: A questão da água é um problema de muitas cidades da nossa região semi-árida. Inclusive aqui no nosso Ceará, mesmo com o inverno rigoroso que tivemos este ano, alguns municípios ainda recorrem ao carro pipa. Que outras medidas são tomadas para amenizar a situação dessas famílias que sofrem com a escassez de água e quando realmente vamos poder comemorar essa obra de transposição do rio São Francisco, já que estamos no penúltimo ano do governo Lula? MINISTRO: Olha, primeiro aí o Ceará é um exemplo claro do que o governo tem feito. recentemente eu estive aí no Ceará, com a ministra chefe da Casa Civil, ministra Dilma, inaugurando junto ao governador, o Eixão das Águas. Isso por si só já muda a realidade do abastecimento de Fortaleza e já projeta, para futuro inclusive, avanços na área industrial, na área da geração de empregos. Além disso o Ceará hoje tem uma capacidade de acumulação de água invejável. Portanto,é um dos estados que mais avançou em função desses fortes investimentos conjuntos, governo do estado e governo federal, nessa área de distribuição e de acumulação de água. No que diz respeito à previsão de término das obras, a idéia é que em 2010, ainda, no final do ano, possamos entregar o eixo leste que beneficia, sobremodo, o estado da Paraíba. O eixo norte, que é aquele que vai até o Ceará, apesar das obras estarem em estado avançado de andamento, inclusive esse ano ainda nós queremos já chegar no território cearense, ele demorará um pouco mais. A previsão é que se conclua pelo ano de 2013 as obras de uma forma global do eixo norte, que é mais complexo, é maior, é mais trabalhoso para se executar. RÁDIO ITATIAIA (BELO HORIZONTE-MG)/SOLANGE BASTOS: Agora no último ato público em defesa do rio São Francisco, que aconteceu no norte de Minas, em Januária, inclusive com a participação de Sergipe, Bahia, o governo de Minas disse que apoia e vai trabalhar com firmeza para que o rio São Francisco seja reconhecido com título de patrimônio da humanidade. O governo de Minas tem o seu posicionamento sobre essa transposição do rio São Francisco. Isso de alguma forma dificulta o andamento desse projeto? MINISTRO: Em absoluto, em absoluto. Eu acho também que nós todos temos de trabalhar para que o rio se transforme em patrimônio da humanidade. Aliás, já estamos trabalhando, fazendo o que nunca ninguém fez no passado. As pessoas falavam muito da degradação do rio São Francisco, veja o que acontecia aí no rio das Velhas, no estado de Minas Gerais. Durante muito tempo, toda a poluição da grande Belo Horizonte, das carvoeiras e companhia, foi aí em Minas Gerais. Se jogou no rio aí em Minas Gerais a destruição maior das matas para a produção de carvão, foi aí em Minas Gerais. E durante muito tempo se fez muito discurso sobre a necessidade de revitalização do rio São Francisco e pouco se fez. Nosso governo, nós na parte da integração nacional é que estamos tirando do papel obras importantes, como o esgotamento sanitário, algumas obras inclusive já foram concluídas em Bambuí, Jaíba, Japaraíba, Medeiros, Três Marias, obras de esgotamento sanitário essas sim, que vão fazer e permitir ao longo do tempo que o rio São Francisco se transforme num verdadeiro patrimônio da humanidade e num patrimônio brasileiro. Um rio sem poluição, um rio preservado, um rio com suas matas ciliares recuperadas, um rio onde nós vejamos qualidade na sua água para que ele não fique apenas como algo romântico. É o rio da integração nacional mas é um rio que a natureza criou também para atender às demandas por abastecimento d´água, por desenvolvimento de milhões e milhões de mineiros, milhões de brasileiros, milhões de nordestinos que dele precisam para sobreviver. RÁDIO JORNAL DO COMMÉRCIO (RECIFE-PE)/WAGNER GOMES: O Brasil ainda enfrenta um problema muito grave na imensa maioria dos municípios do país que é o saneamento básico, principalmente nas regiões mais pobres, como é o caso do interior do Nordeste. Eu pergunto para o senhor, quais são os investimentos e os cuidados previstos na área de transposição do São Francisco para que os canais abertos para levar água do rio até os locais previstos pelo projeto não sejam poluídos por resíduos das populações que vão ficar à margem desses canais? E aproveitando também, ministro, eu gostaria de saber se o senhor já desistiu de pleitear a vaga de vice na provável candidatura da ministra Dilma Rousseff. MINISTRO: Primeiro lugar, eu nunca pleiteei vaga de nada. Eu, para satisfação minha, em determinado momento, meu nome circulou mas eu sempre deixei claro que o meu projeto político estava preso à Bahia. Eu nunca pleiteei vaga de vice, até porque, acho que esse tipo de posição não se pleiteia, essas coisas surgem naturalmente, e é muito uma escolha dos titulares da candidatura, no caso, à presidência da República. Portanto, esqueça essa história porque nunca houve pleito da nossa parte. Houve uma especulação que me honra evidentemente. Cada vez que o nosso nome é citado como uma possibilidade para uma função de importância, é evidente que isso é uma demonstração de que nosso trabalho ao longo da vida pública vem sendo reconhecido. No que diz respeito à questão dos canais, não. Há uma área de desapropriação, as pessoas que não quiseram ficar às margens do rio estão sendo instaladas em vilas produtivas da melhor qualificação, é uma das outras visitas que o presidente da República vai fazer. E não há nenhum tipo de perspectiva, nem de possibilidade de esgotamento ou, enfim, coisas desse tipo serem jogadas, colocadas no leito dos canais que levarão as águas. Haverá segurança completa e absoluta à respeito desse tema. RÁDIO BANDEIRANTES (SÃO PAULO-SP)/RAFAEL COLOMBO: Ministro, eu queria pedir licença para o senhor para sair um pouquinho da pauta e fazer uma pergunta importante também. Mês que vem, a gente completa um ano daqueles tornados todos em Santa Catarina, aquela tragédia que abalou o estado. Nesse ano, nada parecido aconteceu, mas no Rio Grande do Sul, já há chuvas fortes, em Santa Catarina também, aqui em São Paulo também, mas repito: nada parecido com o que aconteceu o ano passado. O senhor esteve diretamente envolvido na recuperação do estado, nos projetos de recuperação do estado, foi até lá com o presidente Lula. Eu gostaria de saber, um ano depois, que balanço o senhor faz daquilo, ministro, o dinheiro chegou para Santa Catarina na velocidade em que o senhor gostaria, tudo que o governo federal podia fazer, fez, naquela região, e mais, o país está mais preparado para uma eventualidade como aquela hoje do que esteve há um ano? MINISTRO: O dinheiro chegou em Santa Catarina, foram mais de R$ 400 milhões só do Ministério da Integração Nacional. O governador de Santa Catarina toda hora proclama, em nome do povo do estado, a gratidão por essas iniciativas do governo federal com a rapidez que foi adotada. Ainda agora, nesses últimos episódios, liberamos, a pedido do estado, mais R$ 26 milhões. Eu estou lhe falando de liberação financeira, o dinheiro estar lá. Eu vi muito tititi a respeito desse assunto, às vezes algumas injustiças, arrematadas injustiças, pelo calor político local. Infelizmente vai se aproximando o período eleitoral e as forças políticas tentam, legitimamente, defender que foi esse ou aquele que lutou mais ou menos para que as questões fossem resolvidas. Mas os recursos chegaram, nós temos esses dados à disposição no site do Ministério, já foi amplamente divulgado, obras de recuperação estão sendo realizadas. No que diz respeito à essa pergunta que você faz sobre o país estar mais ou menos preparado, nós estamos procurando preparar. Em várias cidades, várias obras nesse momento estão sendo realizadas de contenção de encostas, foi lançado um amplo programa de macrodrenagem, algumas obras já estão sendo realizadas Brasil afora. Algumas pelo Ministério da Integração Nacional, outras, pelo Ministério das Cidades. Nós estamos fazendo tudo o que é possível para a prevenção desses acidentes, mas volto a lhe dizer; não há prevenção possível para evitar que uma chuva de granizo inesperada destelhe casas no Rio Grande do Sul, ou que um tufão que não era algo rotineiro, corriqueiro na nossa realidade, em função dessas mudanças climáticas, de tudo isso que tá acontecendo, gere os problemas que está gerando no Rio Grande do Sul, Santa Catarina. Repito um pouco o que eu disse no início da conversa: nós estamos tendo que mudar inclusive a cultura. Ontem eu tive uma reunião com a bancada do Rio Grande do Sul, imagina que coisa inimaginável: nós estávamos discutindo perfuração de poços artesianos no Rio Grande do Sul. Virando prioridade na discussão com a bancada, que no orçamento do ano que vem, haja recursos para a sudagem, para barramentos, para tentar começar naquele estado, onde nunca houve esse tipo de problema nesse grau, nesse patamar, se implantar, se implementar, medidas preventivas para as quais eles não têm sequer cultura e tecnologia para isso. O Nordeste exportando esse tipo de tecnologia. Esse tipo de mudança climática que é a constatação clara, lamentável, não nos permite dizer, que por mais esforço que se faça e estamos fazendo, o governo do presidente Lula tem feito muito nessa área de prevenção, se evite todos os problemas advindos da manifestação da natureza. KÁTIA SARTÓRIO: Ministro, ainda falando sobre as obras, a gente sabe que tem populações que estão sendo transferidas de áreas que estão próximas aos canais para outros locais. No caso dos quilombolas e os indígenas, o que está sendo feito? MINISTRO: Primeiro, veja bem, isso tudo foi acordado com aquelas pessoas que estavam ali, às margens dos canais. Só para você ter uma noção, na ida do presidente lá nós já queremos entregar simbolicamente, através de um sorteio, as primeiras casas na vila do Junco. Isso vai, além de tudo, oferecer dignidade às pessoas que moravam naquela região. Posto de saúde, escola, casas de alvenaria, tudo dentro de uma vila produtiva, com áreas para plantar, com perspectiva de irrigação, significando melhoria da qualidade de vida, a renda para essas pessoas. Na área indígena, na área quilombola, nós estamos fazendo intervenções diretas. Nas áreas indígenas estamos também construindo casas de alvenaria em parceria com a Funasa, estamos fazendo postos de saúde, qualificando, melhorando a vida dessas comunidades. Tanto quilombolas como indígenas, fruto e consequência dos projetos básicos ambientais, dos planos básicos ambientas, que fazem parte do contexto do projeto São Francisco. Não é uma obra apenas. Nós temos 36 planos básicos ambientais que estão sendo implantados, desde a área de comunicação à essa questão dos quilombolas, questão das comunidades indígenas, preservação de fauna e flora, enfim, o mais amplo projeto de preservação ambiental também que se tem notícia numa obra pública brasileira. APRESENTADORA: O senhor falou na entrega das casas, são oito mil empregos gerados não só na obra, mas também nessas obras adjacentes. É possível dimensionar, ministro, o impacto sócio-econômico na região? MINISTRO: Eu estou lhe falando de oito mil empregos diretos hoje, trabalhando na obra, aqui não está embutido, inclusive, os empregos nas obras de revitalização, de esgotamento sanitário. Aqui é na obra de transposição do rio, que chegará a 10 mil pessoas no final do ano. Nós estamos trabalhando, inclusive, em alguns trechos, em dois turnos, por determinação do presidente exatamente para gerar mais emprego. Foi uma medida tomada no auge daquela crise financeira mundial, e estamos avançando nisso, fazendo que a obra avance. Para você ter uma noção do que está mudando a região, é só fazer uma visita. É interessante quando você sobrevoa, por exemplo, você começa a ver telhados novos, construções. As coisas estão mudando e vão mudar muito. O desenvolvimento está avançando. o que era medo em determinado momento, hoje é só alegria. Os problemas que começam a surgir é o crescimento, são as cidades, ainda sem infra-estrutura, nós vamos ter que começar a pensar nisso. Eu não tenho dúvida que a face do Nordeste brasileiro depois de concluida essa obra será outra. RADIO VERDES CAMPOS - TERESINA (PI)/FÁBIO BRYTO: Ministro, como se percebe aqui, o estado do Piauí parece-me que não está incluído nesse projeto do Rio São Francisco, eu gostaria de saber o motivo, por que o estado não está incluído? MINISTRO: o motivo de o estado não estar incluído é porque não era o projeto do Rio São Francisco passar pelo Piauí, vocês têm aí o Rio Parnaíba, o Rio Poti, vocês tem um aquífero importante na fronteira da Bahia, não cabia no rio São Francisco, no caso da transposição, o projeto atender ao Piauí. Vocês estão incluído no projeto de revitalização, vocês do Piauí, homens, mulheres e cidadãos do Piauí, o governador sabe bem disso, estão incluídos no projeto de revitalização do Parnaíba. Nós estamos fazendo obras de esgotamento sanitário aí também, buscando a revitalização da bacia do Rio Parnaíba. isso dentro de um projeto macro da Coodevasf. Agora, na transposição, especificamente, o projeto que vem sendo discutido desde a época do império não contemplava o Piauí, como não contempla outros estados nordestinos, para os quais nós vamos sempre buscar soluções para outros problemas. APRESENTADORA: Ministro Geddel Vieira Lima, gostaria de agradecer sua participação mais uma vez no programa Bom Dia Ministro. MINISTRO: Eu que agradeço, e agradeço sobretudo, a generosa oportunidade de conversar um pouco com os brasileiros, sobretudo os brasileiros do Nordeste, prestando contas dessa obra, volto a insistir, eu tenho absoluta convicção disso, fundamental para o desenvolvimento do Nordeste e capaz de fazer com que nossos indicadores econômicos e sociais passem, dentro de um tempo, relativamente curto, após o fim dessa obra, a ficar compatíveis com as regiões mais desenvolvidas do Brasil, portanto, muito obrigado e parabéns por essa iniciativa de nos dar essa oportunidade. APRESENTADORA: Obrigada, ministro, e a todos que participaram dessa rede, meu muito obrigada e até o próximo programa.