09/05/2014 - No Bom Dia, Ministro, Tereza Campello fala sobre o reajuste do Bolsa Família e os programas para a redução da pobreza

No Bom dia, Ministro que foi ao ar nesta sexta-feira (09) entrevista a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello, que fala sobre o reajuste em 10%, passando de R$ 70 para R$ 77, no valor que define a linha de extrema pobreza do país. Com isso, a partir de 1º de junho, o valor médio do Bolsa Família para pessoas em situação de extrema pobreza sobe de R$ 216 para R$ 242. Já o benefício médio do conjunto de beneficiários do programa passará de R$ 150 para R$ 167. Atualmente, o programa atende 14 milhões de famílias, num total de aproximadamente 50 milhões de pessoas. Ao todo, 36 milhões de pessoas se manterão fora da situação de extrema pobreza em decorrência da transferência de renda do Bolsa Família.

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Transcrição

APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Olá você em todo o país, começa agora mais um edição do programa Bom Dia Ministro, esse programa é coordenado e produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com o a EBC Serviços. E hoje aqui com a gente no estúdio a Ministra do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Ministra Tereza campelo. Seja muito bem-vinda ministra. MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Muito obrigada. Mais uma vez falar de Bolsa Família. APRESENTADORA HELEN BERNARDES: A nossa pauta de hoje é sobre reajuste de 10% no Bolsa Família que vai passar de 70 para R$77. Esse foi o anúncio dado pela Presidenta da República na semana passada, no dia 1º de maio. Não é isso ministra? MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Isso mesmo. Mais uma vez a Presidenta garantiu um aperfeiçoamento no Bolsa Família, foram vários ao longo do seu mandato. Logo que assumiu uma das primeiras medidas da Presidenta Dilma, ainda em fevereiro de 2011, foi melhorar o Bolsa Família. Naquela ocasião a gente fez uma das ações que são fundamentais dentro do mandato dela que é olhar para as crianças, então, o primeiro reajuste foi principalmente para as crianças, aumentamos em 45% o valor do Bolsa Família para crianças. Lançamos o Brasil Sem Miséria, aumentamos de três para cinco número de crianças que recebiam o Bolsa Família e de lá para cá outros aperfeiçoamentos, ao longo do governo da Presidenta, seis vezes modificamos o Bolsa Família, essa foi mais uma modificação que veio a beneficiar o conjunto das famílias do Bolsa Família. APRESENTADORA HELEN BERNARDES: E a ministra Tereza campelo conversa com rádios, emissoras de rádio de todo o país hoje, e nós já temos a primeira rádio na linha, é a rádio de Fortaleza no Ceará, rádio O Povo, a CBN e quem faz a pergunta é Faria Júnior. REPÓRTER FARIA JÚNIOR (Rádio O Povo CBN / Fortaleza - CE): Bom dia, bom dia ministra Tereza. MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Bom dia.REPÓRTER FARIA JÚNIOR (Rádio O Povo CBN / Fortaleza - CE): Quais foram os critérios usados para definir esse reajuste de 10% do Bolsa Família?MINISTRA TEREZA CAMPELLO: O Bolsa Família teve uma modificação importante quando a Presidenta lançou o Plano Brasil Sem Miséria que foi estabelecer um patamar de US$1,25 como patamar mínimo que cada brasileiro tem direito, dizendo que nós não aceitávamos mais e não aceitamos que nenhum brasileiro viva abaixo do critério das Nações Unidas, que é US$1,25. Na ocasião isso representava R$70, então, o que nós dissemos? Ninguém mais pode viver abaixo desse valor. Hoje quem vive abaixo desse critério que é um critério das Nações Unidas, o critério dos objetivos de Desenvolvimento do Milênio é quem está fora do Bolsa Família e nós estamos tentando encontrar. Esse reajuste, ele garantiu que esse valor de US$1,25 fosse atualizado para os valores de hoje, aliás, pode ser atualizado um pouquinho mais porque foi um arredondamento que nós fizemos, seria 76 e alguma coisa, você não pode pagar o Bolsa Família com valores quebradinhos, então, nosso reajuste foi trazer o Bolsa Família para R$77. APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Mais um pergunta Faria Júnior? REPÓRTER FARIA JÚNIOR (Rádio O Povo CBN / Fortaleza - CE): Eu gostaria de saber qual a possibilidade da criação de novos critérios que possibilitem ampliar a entrada de novas famílias?MINISTRA TEREZA CAMPELLO: O Bolsa Família vem sendo aperfeiçoado, acho que é essa é uma das principais características do Bolsa Família, valorizado hoje no mundo todo que nós viramos referência de programas de transferência de renda para o mundo. Então ele vem sendo aperfeiçoado, o critério de entrada no Bolsa Família, quem é extremamente pobre até R$70, e para quem é pobre até R$140, então tem direito a estar no Bolsa Família quem recebe até R$140 por pessoa, por mês, então, o que a pessoa tem que fazer? Pegar que ela recebe, quem recebe Bolsa Família trabalha, a família trabalha, já trabalha muito, mas não ganha o suficiente para viver com dignidade. Então, o Bolsa Família complementa a renda dessas famílias. O critério é R$140. A nossa avaliação é que estamos num patamar, mas que isso é só um começo, então o nosso esforço é garantir que todo mundo hoje entre no Bolsa Família nesse critério é garantir que todo mundo hoje entre no Bolsa Família nesse critério e que a gente possa continuar evoluindo.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Obrigado, Faria Júnior pela sua participação aqui no Bom Dia Ministro, Fortaleza no Ceará. Agora vamos para Bahia, Paulo Afonso, rádio Bahia Nordeste 95 AM e a pergunta é de Marcelo França. Bom dia, Marcelo. REPÓRTER MARCELO FRANÇA (Rádio Bahia Nordeste 950 AM / Paulo Afonso - BA): Bom dia ministra...APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Marcelo, bom dia? REPÓRTER MARCELO FRANÇA (Rádio Bahia Nordeste 950 AM / Paulo Afonso - BA): Bom dia...APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Agora sim. Pode fazer a sua pergunta, Marcelo. REPÓRTER MARCELO FRANÇA (Rádio Bahia Nordeste 950 AM / Paulo Afonso - BA): Ministra Tereza Campello esse reajuste de 7% foi baseado em que?MINISTRA TEREZA CAMPELLO: O reajuste é um desenho de cálculo que a gente faz seguindo os critérios internacionais que é como você atualiza o dólar, chama Paridade do Poder de Compra, é uma regra internacional usada para comparar o poder de contra entre países, porque a gente não pode... A gente está usando no Bolsa Família um critério que é um critério internacional, o que é extrema pobreza hoje orientada pelas Nações Unidas? Um dólar e 25 centavos, só que você não pode usar no Bolsa Família, tem gente propondo isso, mas isso é um loucura, que cada vez que o dólar mude, você mude o Bolsa Família, primeiro que não tem condição, segundo que nós não vamos dolarizar a companhia, teve gente que já fez isso no mundo e se deu muito mal. Então, quem está propondo isso é leviano. O que estamos fazendo? Nós usamos o critério que é recomendado pelas Nações Unidas que é utilizado pelo Banco Mundial, que é um critério internacional, compara o poder de compra entre os países para a gente poder continuar no US$1,25. Hoje US$1,25 no Brasil dá um pouquinho menos de R$77. APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Mais uma pergunta Marcelo França?REPÓRTER MARCELO FRANÇA (Rádio Bahia Nordeste 950 AM / Paulo Afonso - BA): Ministra, o Brasil ele assiste quantas famílias com o Bolsa Família?MINISTRA TEREZA CAMPELLO: São 14 milhões de famílias em todo o Brasil, no caso da Bahia são hoje 1.780 milhão famílias atendidas, a Bahia é o estado com maior número de beneficiários do Bolsa Família, e é o estado que tem executado da melhor forma também um conjunto de políticas nossa. Está em primeiro lugar em várias coisas e é uma alegria muito grande ter essa parceria com o nosso governo de estado. APRESENTADORA HELEN BERNARDES : Obrigada, então, Marcelo França, pela participação aqui no programa Bom Dia Ministro, que hoje recebe a Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello que fala sobre o reajuste de 70 para R$77 no Bolsa Família. E vamos agora a João Pessoa na Paraíba é a rádio Correio 98 FM, Sandra Macedo, bom dia.REPÓRTER SANDRA MACEDO (Rádio Correio 98 FM / João Pessoa - PB): Bom dia, bom dia ministra, bom dia a todos. Ministra, existe um plano específico ou que seja diferenciado as famílias carentes do sertão nordestino que sofrem com a seca, diferentemente das famílias de outras regiões com relação ao Bolsa Família?MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Desculpa. Desculpa Sandra, eu não consegui ouvir direito. Você repete por favor. REPÓRTER SANDRA MACEDO (Rádio Correio 98 FM / João Pessoa - PB): Sim, senhora. Olha só, existe algum plano que seja específico ou que seja diferenciado para as famílias carentes do sertão nordestino que sofre com a seca, diferentemente das famílias de outra regiões com relação ao Bolsa Família?MINISTRA TEREZA CAMPELLO Correto, correto. Olha só, no caso da ação com relação à seca, nós estamos entrando com... Entramos já com ações de diferenciadas, teve um valor a mais dado para as famílias que foi o Bolsa Estiagem, nós tivemos ações envolvendo acesso a água e no Bolsa Família especificamente não tem, mas no Brasil Sem Miséria nós temos um olhar muito específico com relação ao Nordeste. O semiárido é um das regiões que mais nos preocupou e a gente montou um desenho especial para o nordeste brasileiro. Então, no caso das famílias no meio rural, nós estamos levando cisterna para todas as família, dentro do governo da presidente Dilma, nós já distribuímos 540 mil cisternas, nós estamos fazendo quase mil cisternas por dia no semiárido. Teve o Bolsa Estiagem, para as famílias carentes que produzem nós estamos levando assistência técnica diferenciada, então são 280 mil famílias no semiárido nordestino que tiveram acesso à assistência técnica, ou seja, tem um técnico que daqui para frente vai ser responsável pela família, ele vai acompanhar a família por dois anos, nós estamos distribuindo semente, dando assistência técnica e tem o recurso de fomento para essas 280 mil famílias que é recurso não retornável, são R$2400 para que a família invista e melhore a sua propriedade. Esse processo durante a seca, ele não foi tão intensificado, porque não adiantava a gente tentar plantar porque a gente estava vivendo a seca, mas agora que voltou a chover em grande na grande parte da Bahia, inclusive, a gente já começou a ter um inverno melhor, nós estamos apostando muito que a gente vai ter um estratégia, agora de voltar a produzir e garantir que esse investimento todo melhore a vida das famílias.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Ainda mais com as cisternas. Não é ministra?MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Isso mesmo. APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Sandra Macedo tem outra pergunta? REPÓRTER SANDRA MACEDO (Rádio Correio 98 FM / João Pessoa - PB): Tenho sim. Nós estamos em um ano eleitoral, existem medidas mais rígidas para que o Bolsa Família não seja usado de forma indevida?MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Olha. O Bolsa Família está completando esse ano, onze anos, ele está em todo o país, em 5570 municípios, ele está em prefeituras, independente de partido, não tem nenhuma prefeitura no Brasil que o Bolsa Família não funcione, o então o Bolsa Família não tem nada a ver com o partido, se a família é pobre, se a família tem direito, essa família entra no Bolsa Família independente de critério político, então isso eu acho que é a maior garantia que nós, estar em todos os municípios, tem parceria com todos os prefeitos independente de partido político, todos os partidos hoje são parceiros do Bolsa Família porque todas as prefeituras são. Qual é a garantia que nós temos que não vai ser usado politicamente? O Bolsa Família hoje tem as famílias que têm direito ao Bolsa Família na Internet, qualquer pessoa que queira saber se a pessoa recebe ou não o Bolsa Família, pega o nome da pessoa, pode entrar no portal da transparência e fica sabendo se a pessoa recebe ou não Bolsa Família, se a pessoa não tem direito, nós fazemos questão de saber disso, por que? Porque o programa hoje é muito elogiado, porque ele consegue chegar nas famílias que precisam, agora é direito das famílias receber, o programa tem onze anos, foi criado em 2003 que não era ano eleitoral, então, se tem algum programa que fica claro que não tem viés eleitoral é o Bolsa Família, o Presidente Lula criou no primeiro ano do governo dele. A Presidenta Dilma vem dando reajuste, já deu seis reajustes. Ela tem três anos e meio, menos de três anos e meio de governo e deu seis reajustes. Aí as pessoas falam: "Ah, deu reajuste porque é eleição". Não, ela deu reajuste quando ela assumiu em fevereiro, depois modificou os critérios em junho, e a cada seis meses praticamente a gente teve uma modificação no Bolsa Família. Então nós estamos dentro de um trabalho, que é um trabalho normal, regular, e o que garante... O que a gente não pode, é achar que nós vamos... Devemos prejudicar a população pobre, somente porque é ano eleitoral, e aí para tudo, não vamos fazer isso, nós vamos continuar com o trabalho que a gente vem fazendo há onze anos.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Obrigada, então, Sandra Macedo de João Pessoa na Paraíba, da rádio Correio 98 FM. E agora vamos para o centro?oeste, ministra, a rádio é de Goiânia em Goiás, rádio Aliança 1090 AM e quem faz a pergunta é Marco Antônio. Bom dia Marco.REPÓRTER MARCO ANTÔNIO (Rádio Aliança 1090 AM / Goiânia - GO): Bom dia a todos primeiramente. Ministra, a questão é: O Governo Federal criou uma série de programas sociais que começa a reduzir as desigualdades, aqui de um lado a gente tem esses programas de auxílio financeiro, a gente também tem aqueles que oferecem qualificação profissional. Se a gente pegar isso e fazer uma análise e essa continuidade de até mesmo de reajuste do Bolsa Família, que ele não está instigando ainda, porque permanece grande o número de pessoas não melhoraram sua condição econômica ou a senhora teria uma outra justificativa para essa situação?MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Olha, primeiro que a pessoa melhorar de vida ou não, depende da economia, felizmente o Brasil mesmo em um momento de crise econômica, continua crescendo e continua gerando empregos. Você tem outros países no mundo hoje que metade da população jovem, por exemplo, está desempregada, países que em alguns momentos tiveram desempenho fantástico, como Espanha, como Grécia e que hoje enfrentam situações muito graves de grande desemprego e onde a população mesmo sendo qualificada, alfabetizada, hoje está desempregada. Então, a população estar bem ou não estar bem, não tem só a ver com o nível de qualificação profissional. Então, agora, nós estamos apostando em melhorar a vida dessas pessoas, porque o Brasil hoje tem emprego, tem alguns lugares que você falta mão de obra, mas nem sempre a população consegue ter acesso a esse emprego porque não tinha feito qualificação. Então você está certo nisso que é a aposta que nós estamos fazendo nesse momento. Levar qualificação profissional para essa população, no caso do Pronatec, por exemplo, o compromisso da Presidenta Dilma foi levar qualificação profissional para um milhão de pessoas do cadastro único, esse compromisso era até dezembro de 2014, em março desse ano, no dia 7 de março, nós comemoramos um milhão de vagas, isso mostra duas coisas, mostra que é possível levar qualificação profissional para essa população que não é só de baixa renda, é de baixa escolaridade, muita gente fez até o 4º ano, está longe dos bancos escolares faz tempo, foi um esforço voltar pra escola e voltou. E segundo, mostra que a população não é preguiçosa. A população que melhorar de vida. Você veja: Um milhão de adultos foi atrás do Pronatec. Agora nós já ampliamos, estamos em mais de 1.140 milhão matrículas no Pronatec do cadastro único, levando qualificação profissional. Mas tem outros programas que estão andando. A pessoa trabalha, Marco Antônio, eu acho que essa é, como eu disse no começo do programa, talvez seja a maior duvida, as pessoas acham que quem está no Bolsa Família é porque não trabalha. A pessoa, às vezes, está no Bolsa Família, trabalha, como a gente estava citando no caso do Nordeste. Às vezes a pessoa tem uma propriedade pequena, a pessoa vive numa região inóspita, árida, mesmo trabalhando de sol a sol não consegue produzir, então não é preguiça, a gente tem que acabar com essa ideia, então tem uma informação, a grande maioria das pessoas do Bolsa Família não trabalha, é verdade. Tem menos de 18 anos de idade e hoje felizmente estão na escola, que é onde a gente quer que essas crianças estejam, os adultos, que é outra metade, trabalham, 75% dos adultos trabalham, isso é o mesmo percentual que a gente tem para as outras pessoas que a gente tem para as outras pessoas que não são do Bolsa Família, então o povo do Bolsa Família trabalha tanto quanto os que não são do Bolsa Família. Mas não conseguem melhorar a sua renda mesmo trabalhando, é esse o esforço que nós temos que fazer que é dar oportunidade, o Pronatec é uma delas.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Marco Antônio da rádio Aliança de Goiânia, você tem outra pergunta?REPÓRTER MARCO ANTÔNIO (Rádio Aliança 1090 AM / Goiânia - GO): Sim. Gostaria de saber também, ministra, o que falta, então, para que no Brasil, todas as famílias consigam nutrir da própria necessida sem a subversão do governo e se há alguma previsão disso, para quando colocar isso em prática, para quando isso vai acontecer?MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Olha. As famílias ela vivem, o Bolsa Família é um complementação. É até boa essa pergunta, porque tem gente que acha que o Bolsa Família é um valor que substitui o trabalho. Você vê, em média o Bolsa Família transfere para as famílias em torno de R$157. Se você pega a família, ela tem a sua renda, às vezes ela tem um pequeno negócio que é informal, às vezes tem um pequeno que é até formalizado, trabalha, e o Bolsa Família é um pequena ajuda. São R$157, pensa que alguém vai substituir a oportunidade de trabalhar e ganhar pelo menos um salário mínimo para ganhar R$157, ninguém vive com R$157. Então, esse dinheiro às vezes ajuda na alimentação, às vezes ajuda com material escolar. Às vezes ajuda para comprar roupa para as crianças. Então, isso é uma ajuda. Quando que essas pessoas não vão mais depender? Primeiro, nós temos que levar oportunidade. Teve muita gente, nós temos 500 anos de exclusão nesse país. Gente que nunca teve oportunidade, não teve acesso a terra, não teve acesso a estudo, isso no Brasil vai mudar. Hoje essas crianças que são filhas do Bolsa Família estão estudando, elas vão ter uma vida de adulto muito diferente da dos seus pais, essa é a grande aposta que estamos fazendo. O Bolsa Família conseguiu reduzir a mortalidade infantil, essa informação é superimportante, que as pessoas também não têm ideia do que o Bolsa Família faz, além de dar dinheiro para as pessoas. Sabe que tem prova hoje que o Bolsa Família reduziu a morte de crianças de 0 a 5 anos por desnutrição em quase 70%, reduziu em 58%, tem alguma coisa mais bem empregada nesse país do que impedir a morte de 60% das crianças que morriam por falta de comida? Então, esse é o valor que nós temos que olhar. Então, depende do que? Depende primeiro do Brasil continuar crescendo, se a gente voltar para aquela década de 90, o pais estagnado, desemprego, a indústria fechando, eu acho que vai até aumentar o número de pobres, agora se o Brasil continuar crescendo, se valorizando, a indústria crescendo e a população sendo qualificada, eu acho que a gente tem um futuro bom pela frente para todo mundo. APRESENTADORA HELEN BERNARDES: É apenas mais um não é ministra? MINISTRA TEREZA CAMPELLO: É isso mesmo. Mais um apoio. APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Obrigada Marco Antônio, pela participação aqui no Bom Dia Ministro, esse programa que é coordenado e produzido pela Secretário de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços. Hoje com a gente aqui no estúdio a Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello que fala sobre o Bolsa Família, especialmente sobre o reajuste de 70 para R$77, que fui anunciado semana passada pela Presidenta da República. Vamos agora a Minas Gerais, ministra. Montes Claros, rádio Terra AM 760 com Nairlan Barbosa. Bom dia Nairlan.REPÓRTER NAIRLAN BARBOSA (Rádio Terra AM 760 / Montes Claros - MG): Bom dia, prazer falar com a ministra. E eu gostaria de perguntar, ministra, o aumento do Bolsa Família, muito bem-vindo para essas famílias, conforme a senhora bem disse, mas ele coincide também com o aumento da carga tributária brasileira, ministra, principalmente, tanto na esfera estadual, mas principalmente na esfera federal, e aí a minha grande pergunta a senhora, seria se esses recursos do reajuste do Bolsa Família estariam tendo uma relação, uma correlação com o reajuste da carga tributária brasileira. Ministra.MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Olha só. Primeira questão importante... Bom dia para você também, Nairlan, bom dia ouvintes da rádio Terra. É que o Bolsa Família, as pessoas primeiro tem essa ideia de que ele é muito para família, como esclareci agora mesmo, R$157 por família, imagina uma pessoa de quatro pessoas, Nairlan, o que são R$157. Segundo, quanto que ele representa para o PIB nacional. Hoje a gente sabe que o Bolsa Família não só custa menos de 0,5%, então, o Bolsa Família custa menos de 0,5% do PIB, 0, 46% do PIB e chega em 50 milhões de pessoas. Mas tem outra informação, Nairlan, que acho que é muito importante e esclarecedora é que nós temos hoje prova de que cada R$1,00 que a gente investe no Bolsa Família, gasta com, repassa para a família, retorna para o país R$1,78, por que? Porque ele ajuda a rodar a economia local. Essa família ela pega esse dinheiro, ela não guarda e esse dinheiro fica guardado, ela gasta, gasta em que? Em comida, gasta em roupa, gasta em medicamento. Gasta em material escolar. A maior parte das coisas que ela está gastando são produzidas aqui no Brasil. Então cada dinheiro, cada R$1,00 que a gente gasta multiplica-se em R$1,78. Aí no norte de minas, região que Montes Claros é nossa principal cidade, isso fica bem claro, tem... Uma vez eu escutei de um popular dizendo que a gente sabe como o Bolsa Família faz a economia girar, porque antes do Bolsa Família aquela feirinha da agricultura familiar de sábado, durava até 10 horas da manhã, agora dura até 4 horas da tarde, por que? Porque a população tem dinheiro para gastar na feira, gasta com fruta, gasta com verdura e, portanto, mais do que implicar em aumento de imposto, ela implica, na verdade, em melhoraria da economia e gera imposto. Então, primeiro, estava previsto, não foi o Bolsa Família que gerou qualquer tipo de reajuste em impostos esse ano, segundo, ele tem benefícios aumentando a produção no país, e com isso gerando impostos também. Então a gente acha que ele se paga.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Nairlan Barbosa da rádio Terra AM 760 de Montes Claros, você tem mais uma pergunta?REPÓRTER NAIRLAN BARBOSA (Rádio Terra AM 760 / Montes Claros - MG): Não, ok. Me dei por satisfeito, um prazer, um abraço a todos aí, e desejar um bom trabalho, uma gestão cava vez sempre á ministra.MINISTRA TEREZA CAMPELLO : Obrigado.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Obrigada Nairlan, pela participação aqui no programa Bom Dia Ministro. Vamos agora, então, ministra, ao Piauí, Teresina, a rádio Antares AM, e a pergunta é de Aline Portela. Bom dia, Aline.REPÓRTER ALINE PORTELA (Rádio Antares AM / Teresina - PI): Bom dia Helen, bom dia ministra. Todo Piauí ouvindo a rádio Antares AM 800, para ouvir os esclarecimentos da ministra. Então, ministra, bom dia. Aqui no Piauí cerca de 450 mil famílias receberão pelo benefício, mas também é frequente denúncias de pessoas ou famílias que recebem o benefício irregularmente, neste onze anos do programa com o compromisso de melhor a vida de pessoas de extrema pobreza, também acompanhamos casos de famílias que se recusam a mudar de vida para não perder esse benefício. Então, a gente queria saber como tem sido os investimentos de Governo Federal para coibir casos de pessoas que recebem o Bolsa Família sem se enquadrarem no perfil exigido pelo programa e se já existe algum plano para reestruturação do Bolsa Família.MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Ótima pergunta, Aline. Bom dia a você, bom dia ouvinte da rádio Antares. Primeira questão, hoje o Bolsa Família é considerado tanto no Brasil, pelos órgãos de controle, quanto no mundo, um dos programas mais bem focalizados, ou seja, que a maioria das pessoas que recebem, a imensa maioria é quem precisa receber. Sempre existe, você vê, são 50 milhões de beneficiários, sempre vai existir um pequeno número que pode não estar correto? Pode. No caso do Piauí, o Piauí tem um dos nossos melhores cadastros aí, aproveitando e dando parabéns para nossos municípios que tem um trabalho muito importante. Agora, nós temos um percentual muito pequeno que a cada ano a gente identifica, de pessoas que não deveriam receber o programa. O que a gente faz? Primeiro, tem que nos ajudar denunciando, ligando para o nosso 0800, 08007002003, então liguem para gente, nos ajudem a manter esse cadastro sempre o melhor cadastro do mundo. Segunda questão importante. Todo ano a gente faz cruzamento com banco de dados. Então, nós cruzamos o cadastro do Bolsa Família com conjunto de outro branco de dados que existe, porque o Brasil é um país que tem uma gestão no setor público, muito forte e permite que a gente possa estar identificando essas irregularidades. A gente identifica as irregularidades convoca a família, a família tem que ir lá e o benefício é bloqueado, bloqueado e depois cancelado. Terceira questão importante. A cada dois anos as famílias têm que atualizar o cadastro. Então, elas têm que ir no Cras, aproveito para lembrar todo mundo que sempre a cada dois anos, lembrar, o meu último cadastro eu fiz em 2012, então esse ano tem que voltar no Cras, voltar na prefeitura para fazer a atualização. Essa atualização... Nessa atualização a família tem que dizer qual é sua renda atual, e isso nos ajuda a manter o cadastro atualizado. Lembrando que nos interessa também saber o endereço da família, o telefone, qualquer mudança que aconteça, número de filhos, nos comunique imediatamente para a gente continuar mantendo o cadastro, não só um cadastro bom, certo? Que chega em quem precisa, mas um cadastro atualizado, mantendo as famílias que precisam com valores que são corretos, então nos ajude, Aline, a manter o nosso cadastro, a imprensa é uma das nossas aliadas, cada vez que a gente fica sabendo de alguma coisa a gente toma providências. APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Aline Portela você tem mais uma pergunta?REPÓRTER ALINE PORTELA (Rádio Antares AM / TeresinA - PI): Não. Muito obrigada pelos esclarecimentos, ministra, obrigada Helen pela oportunidade e obrigado aí pelas informações dadas à população do Piauí e ouvintes da rádio Antares AM 800.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Obrigado, então, a Aline Portela da rádio Antares de Teresina no Piauí, pela participação aqui no Bom Dia Ministro. Lembrando que você pode acessar a íntegra dessa entrevista na nossa página na internet em www.servico.ebc.com.br. Vamos agora, ministra, a Maceió em Alagoas, a rádio Difusora AM, quem faz a pergunta é Marcos Vasconcelos. REPÓRTER MARCOS VASCONCELOS (Rádio Difusora AM / Maceió/AL): Bom dia Helen, bom dia ministra. O Bolsa Família ele é um grande programa, justamente, que atende a várias famílias, a milhares de famílias em todo o país, e justamente para dar uma condição as famílias que estão em vulnerabilidade social, agora, o que acontece que pela própria Lei do Bolsa Família, a pessoa, a família conseguindo ter uma renda melhor automaticamente ela aparece por livre espontânea vontade para devolução, dizendo: "Olha, fui beneficado pelo Bolsa Família e estou agora comparecendo aqui dizendo que não me interessa mais, não necessito mais do Bolsa Família". E o que eu tenho observado é que são poucas as pessoas que tem essa vontade de chegar e dizer: "Olha, não estou necessitando mais", como pode se fazer o governo, para controlar justamente e ter esse controle das pessoas que saíram dessa vulnerabilidade e que ainda continuam recebendo o Bolsa Família? MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Olha só, bom dia Marcos, bom dia ouvintes da rádio Difusora. Primeiro que nos interessa muito, como você disse, garantir que o Bolsa Família chegue a quem precisa, as pessoas não são obrigadas a ir lá devolver o cartão, até porque o cartão, nos interessa que a pessoa não devolva, porque essa população pobre, nem sempre ela tem um melhoria de vida, às ela melhora de vida um período, por ser pobre, por ser mais vulnerável, logo na sequência, a vida né... Aí em Maceió vocês devem ter muitos casos, em Alagoas, é uma região de praia, então nós temos muita gente que acaba trabalhando no período de altas temporada, consegue às vezes tirar uma renda boa naqueles períodos quentes de alto verão, janeiro, fevereiro, março, e depois a renda cai, porque você não tem tanto turista. Então, é bem fácil para vocês compreenderem que a situação às vezes não é uma situação fixa, a pessoa que não teve oportunidade de estudar, que não teve oportunidade de fazer um curso, que não teve oportunidade de estar e ter acesso à informação ou estar numa cidade que não é cidade que tem tanta indústria, que tem tanta ocupação, essa pessoa, ás vezes, ela consegue num mês estar bem, fazer um bicou ou no caso de Alagoas, também tem uma situação típica, o pessoal que trabalha no corte de cana, no período de corte de cana, às vezes recebe um bom salário, no outro período não. Então não é o ideal que a pessoa devolva o cartão. A pessoa ela tem um período que mesmo tendo melhorado de vida, ela tem direito por lei em continuar no Bolsa Família, porque não nos interessa que a pessoa melhore de vida dois meses, saia do Bolsa Família, depois entre de novo, quer dizer, você tem todo um desgaste para a família, vulnerabilidade, essa criança para de comer dois meses porque teve que devolver o cartão, então, não é isso que queremos, ela tem o direito de ficar no Bolsa Família até se estabilizar, primeira questão. Segundo, a maior parte das pessoas mesmo não devolvendo o cartão, melhoram de vida e não voltam para pedir para continuar no Bolsa Família, foi o que aconteceu agora no começo desse ano, nós tivemos em torno de 600 mil pessoas que podiam ter atualizado o cadastro em janeiro e fevereiro, podiam ter atualizado até dezembro, podiam ter ido lá continuar recebendo o Bolsa Família e preferiram não pedir para continuar no Bolsa Família. Por quê? Porque já tinham melhorado de vida. Então, essa ideia de que a pessoa tem que ir devolver o cartão, não é isso que a lei estabelece como regra. Muita gente vai lá, não é pouca gente, vai lá e devolve o cartão, mas devolve mais por um problema de autoestima, uma questão de autoestima, problema não, solução de autoestima, mas a pessoa não é obrigada, as vezes ela tem que atualizar o cadastro daqui a três, quatro meses. Arranjou um salário, está empregado, está bem de vida, espera acabar o seu prazo e automaticamente sai do Bolsa Família e isso tem acontecido muito, infelizmente.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Marcos Vasconcelos, da Rádio Difusora AM, você tem outra pergunta? REPÓRTER MARCOS VASCONCELOS (Rádio Difusora AM / Maceió - AL): Não. Obrigado, Helen. Obrigado, ministra. Um bom dia.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Obrigado Marcos, da Rádio Difusora AM, de Maceió, em Alagoas, pela participação do programa Bom dia, Ministro. Ministra, vamos então reiterar o 0800, que anteriormente foi dado, é 707.MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Correto. É 0800 707 2003. Toda denuncia, qualquer informação, esse também é um telefone no 0800, sem custo para informações para nosso beneficiários, para quem tem dúvida, para quem tem alguma preocupação e para quem quer fazer algum tipo de denúncias, nos interessa muito, garantir o Bolsa Família como sendo o melhor programa de transferência de renda do mundo. Não é só o maior, é o melhor. APRESENTADORA HELEN BERNARDES: E garantir que quem precise, também receba. Não é, ministra?MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Isso mesmo. Hoje nós temos ainda algumas famílias que são extremamente pobres, que deveriam estar no Bolsa Família e que ainda não estão. Então, nós estamos fazenda uma busca ativa para encontrar essas famílias. Nos interessa, essa é a forma de garantir e que a gente cumpra o compromisso da Presidenta Dilma, que é a superação da extremo pobreza.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Então, vamos agora para o Rio de Janeiro. A pergunta é de Willian Marques, da Rádio Record. Bom dia, Willian. REPÓRTER WILLIAN (Rádio Record AM / Rio de Janeiro - RJ): Muito bom dia para você, HELEN Bernardes. Bom dia, ministra Tereza Campello. Em nome da direção e da chefia do jornalismo da rádio Record, do Rio, nosso agradecimento pelo convite em participar de tão importante espaço de comunicação, esclarecimento e aproximação com as atividades do Poder Público. Ministra, nós começamos com a seguinte questão: como se chega a decisão temporal do reajuste do Bolsa Família, qual o calculo, o que leva se pensar a necessidade desse reajustes? MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Olha só Willian, essa pergunta é ótima, porque a gente tem falado muito sobre isso, nós optamos desde que começou o governo da Presidenta Dilma, em não dar reajuste em linha inicialmente. Por quê? Porque a Presidenta avaliava que a gente antes de fazer essas autorizações, a gente precisava modificar um pouco o Bolsa Família, e foi isso que a gente veio fazendo. Modificar em que sentido? Primeiro, fortalecer muito o Bolsa Família para as crianças. Então, o primeiro reajuste que nós demos, que foi o reajuste de 45%, foi logo que a Presidenta Dilma assumiu. Em fevereiro, 28 de fevereiro ela anunciou esse benefício, começou a valer a partir de março, que foi para todo mundo, mas principalmente para as crianças. No caso das crianças chegou a 45%. Depois nós fizemos uma modificação que teve um impactos enorme para famílias com crianças, mas que nem foi reajuste, que foi aumentar de 3 para 5 filhos que tinham direito a receber o Bolsa Família. Com isso, um milhão de crianças passaram a receber Bolsa Família, a mais receber Bolsa Família, benefício a mais que a família com crianças passou a ter. Esse reajuste teve um impacto enorme no programa e não foi um reajuste em linha de tantos %. Depois nós fizemos a terceira grande modificação no Bolsa Família, que teve um impacto gigantesco para a famílias extremamente pobres com crianças. Então percebam, os três primeiros grandes reajustes foi olhando para as famílias com criança. O que nós fizemos? Nós completamos o Bolsa Família até a linha de extrema pobreza para aquelas famílias tinham crianças e que ainda estavam na extrema pobreza. A gente fala que completou o [ininteligível], ou seja, tinha família que estava no Bolsa Família, era extremamente pobre e mesmo recebendo o Bolsa Família não saia da extrema pobreza. Ou seja, pegasse a renda da família, pegasse o número de pessoas, dividisse para saber quanto é a renda per capita, é assim que a gente faz a conta, quanto que ela recebe e divide pelo número de pessoas, e coloca o Bolsa Família, a família ainda continuava abaixo de R$ 70,00 per capita. Então o que a Presidenta decidiu fazer, completar o Bolsa Família para que cada pessoa da família recebesse, somando a sua renda e o Bolsa Família, no mínimo R$ 70,00. Então, nós fizemos essa grande modificação para famílias de crianças de 0 a 6 anos, seis meses depois, nós decidirmos fazer isso para famílias que tinham filhos de 7 a 15 anos, depois, em março do ano passado, nós tomamos a decisão de fazer isso para todo o Bolsa Família, e agora para garantir que essa linha se mantivesse em um US$ 1,25, nós fizemos mais uma atualização. Então se a gente fizer a conta, nós fizemos seis modificações importantes no Bolsa Família, fora criar a própria linha, então foram sete mudanças no desenho de Bolsa Família, em três anos e meio, cada uma delas, a gente fez uma modificação garantindo que o Bolsa Família, não só chegasse em quem é mais pobre, chegasse nas crianças e mantivesse essas famílias fora do extrema pobreza. Então o critério foi esse.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Willian Marques, do Rio de Janeiro, rádio Record AM, tem mais alguma pergunta? REPÓRTER WILLIAN (Rádio Record AM / Rio de Janeiro - RJ): Tenho sim, HELEN. Ministra, é inegável o avanço e a necessidade que parte da população brasileira teve o benefício e levou comida a muitas mesas, que a gente sabe que não comiam ou não tinham alimentação necessária no dia a dia, por mais crítica que parte da população tenha ao programa, é inegável a necessidade e a abrangência dessa importância desse programa. Mas como se evitar que malandros, espertos ou as pessoas que não tem o menor respeito pelo ser humano, venham a ter esses recursos desviados, visto que parentes de autoridades, empresários e até mortos recebiam valores do Bolsa Família. Em contrapartida, famílias que realmente precisavam desses valores para matar a fome, para levar arroz e feijão para a própria mesa, não recebem esses valores. Como mudar isso, como pensar nessa estratégia difícil para que isso seja evitado, ministra?MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Olha só, Willian, sua pergunta é super procedente, mas eu gostaria que as pessoas tivessem a mesma preocupação com o conjunto do recurso público do que tem com o Bolsa Família. O Bolsa Família sempre chama muita atenção. Agora, a gente só tem um jeito de evitar desvio, é garantindo e fortalecendo cada vez mais os nossos controles e o nosso monitoramento. Então. por exemplo, essa ideia de que os mortos recebem Bolsa Família, todo ano nós cruzamos o cadastro do Bolsa Família com o Sisobi, que é o cadastro de óbitos, então, se isso eventualmente acontece, acontece por um período, não é verdade que isso acontece regularmente. As pessoas quando fala assim: "Tem mortos recebendo?", falam de um história de 2007, então cada vez que essa história volta para a imprensa, eles pegam um assunto de 2007, gente. Quer dizer, em 2007 aconteceu, de lá para cá nunca mais aconteceu, quando acontece, acontece por um período, que não avisam, às vezes a pessoa continua recebendo, mas a família continua pobre e como a gente cruza todo ano, todo ano a gente tem essa informação. Então, quando falam, lembram de um assunto de 2007. Eu vou pegar outro exemplo que é um exemplo ótimo, que também é lá de 2007, tem gente recebendo o Bolsa Família que tem carrão, então essa é uma coisa que sempre falam. O que aconteceu essa vez que tinha um carrão? Na verdade chama atenção porque o Bolsa Família, mas não era fraude no Bolsa Família, isso é fraude fiscal, quem tem um carrão vai fazer um movimento para se cadastrar para receber R$ 157,00, gente. Parece verdadeiro isso? Será que alguém que tem não sei quantas Ferraris vai se dar o trabalho de um em um CRAS para conseguir receber R$ 157,000 por mês? Por que será que essa pessoa que tinha um carrão? Não é fraude no Bolsa Família, isso é fraude fiscal, é alguém que botou o nome do pobre do Bolsa Família no carro, porque queria esconder que tinha um carro, isso é fraude no imposto de renda. Chama atenção na manchetes dizer que é fraude no Bolsa Família. Não é. Isso não acontece mais, porque a gente também cruza esse cadastro. E o cadastro de vereadores, de prefeitos, de deputados, ele também. A gente cada vez que é eleito, a cada dois anos, a Justiça Eleitoral nos envia todo o cadastro de pessoas e a gente faz esse batimento evitando que você tenha familiares de vereadores, de prefeitos, recebendo o Bolsa Família, os raríssimos casos que tem, agora a gente está pegando. Porque as vezes, sabe o que acontecia? Olha só como a gente já está aperfeiçoando o nosso trabalho. Às vezes tinha um nome escrito errado, por exemplo, Lionel e Leonel, que é um nome comum no Rio de Janeiro, graça ao nosso querido Leonel Brizola. Então, as vezes tem Lionel e as vezes Leonel.Hoje nós já temos um mecanismo, que é um robô de informática, que quando o nome é parecido ele já cruza a data de nascimento, o nome da mãe, para que a gente não tenha as vezes esse tipo de erro. Então nós estamos chegando em um nível de aperfeiçoamento grande exatamente porque que nós queremos a mesma coisa que você, que as pessoas não recebam. Agora eu queria chamar atenção, hoje tem um monte de gente recebendo pensão, porque fica parecendo que as pessoas estão fraudando o Bolsa Família aos milhares. Não é verdade. Acontece, mais isso é muito pequeno, é o menor nível de desvio e de irregularidade que temos no setor público. Pensão, no entanto, é uma coisa que ninguém chama muito atenção. O que tem de pensionista que é filha de não sei quem que continua recebendo a pensão, a gente sabe que já casou, não casou no papel só para continuar recebendo pensão, trabalha, não quer carteira assinada, só para continuar recebendo pensão e o valor não é R$ 157,00 não, o valor é muito alto. Então queria pede pedir que para todo mundo que está preocupado com o dinheiro público e que fica olhando o Bolsa Família, e nos ajude a fiscalizar as outra coisas também.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Mais alguma dúvida Willian Marques? REPÓRTER WILLIAN (Rádio Record AM / Rio de Janeiro - RJ): Não, Helen Bernardes, só para agradecer, em nome da direção e da chefia do jornalismo da Rádio Record, do Rio de Janeiro e fazer última ponderação, ministra. Mesmo que seja R$ 157,00 ou R$ 157 milhões, é necessário que seja controlado e que não saia e seja usado de forma irregular por espertos. Parabéns pelo bom trabalho.MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Concordo plenamente. Por isso que eu disse, olhem para o Bolsa Família, mas olhem para as outras coisa também. O Bolsa Família chama muita atenção, sempre dá matéria de imprensa, eu acho que isso tem um pouco a ver com o preconceito com a população pobre. Era disso que eu queria chamar a atenção, agora, você está coberto de razão, qualquer tipo de denúncia, por favor nos informem para continuar mantendo o Bolsa Família o melhor cadastro do mundo, 0800 707 2003, estamos à disposição.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Obrigado Willian Marques, da rádio Record AM, do Rio de Janeiro, pela participação aqui no Bom dia, Ministro. Esse programa que é coordenado e produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços. Hoje, aqui com a gente no estúdio, a ministra Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Tereza Campello. E agora vamos para Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, ministra. Super Rede Boa Vontade de Rádio, e a pergunta é de Vera Quednau. É isso, Vera? REPÓRTER VERA QUEDNAU (Super Rede Boa Vontade De Rádio / Porto Alegre - RS): É isso. Bom dia, Helen Bernardes, bom dia, ministra Tereza campelo, aqui da Super Rede Boa Vontade de Rádio, a pergunta nessa manhã, de que forma, ministra, essa medida impacta na economia do país como um todo? MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Bom dia Vera, bom dia ouvintes de Porto Alegre, vocês sabem que eu não sou Porto-alegrense de nascença, mas morei 16 anos aí, voto no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, uma alegria falar com você. O Bolsa Família hoje está comprovado que não só faz muito bem para a economia, para cada um dos beneficiados, mas faz bem para a economia, se a gente for pensar no conjunto da nossa ação, primeiro esse dinheiro entra para a família, essa família gasta esse dinheiro, como eu disse, com alimentação, com alimentação saudável, como o dinheiro vai para a mãe, essa é uma das regrinhas que a gente mais valoriza no Bolsa Família, que o dinheiro vai para a mulher, esse dinheiro indo para a mãe que está preocupado com filhos, todo mundo sabe disso que a grande preocupação da mãe, preocupação número um é a criança, número dois e a número três. Essa é a melhor forma e a melhor garantia de que esse dinheiro vá para a fruta, vá verdura, vá alimentação, vá para o calçado, vá para roupa, vá para material escolar e é isso que todas as nossas pesquisas indicam que acontece. Esse dinheiro é gasto dentro do próprio país e isso acaba voltando para a nossa economia. Então a cada um real que a gente gasta no Bolsa Família, está provado que retorna para economia R$ 1,78, por quê? Porque esse dinheiro gira muito rápido,. gira mais rápido do que os outros dinheiros. Ele vai para uma pessoa que precisa gastar e que gasta ali na sua própria região. Segunda questão, que eu acho que é importante, que é a gente pensar no longo prazo. Pensa nisso que eu falei que é cada criança do Bolsa Família é obrigada a estar na escola, para manter o bolsa família a criança tem que estar na escola, e tem que ter a frequência escolar acompanhada. A gente acompanha 17 milhões de crianças todo mês, se a criança falta na escola, e as crianças do Bolsa Família, elas tem que estar na escola mais do que as outros. A frequência escolar das crianças do Bolsa Família, exigida é de 85%, das demais crianças é 75%. Essas nossas crianças estão ficando na escola. Esse é um ganho para o país no médio prazo que não tem preço. Nós não vamos ter daqui a dez anos, um país onde uma parte de população adulta tem baixa escolaridade ou é analfabeta, esse país vai ser outro daqui a dez anos, isso vai ter um impacto muito grande na economia, o Brasil precisa aumentar a sua produtividade. O Brasil precisa de trabalhadores com a escolaridade alta, nossa indústria está crescendo, nós precisamos desses meninos indo para o ensino médio, precisamos desses meninos indo para a universidade fazendo o Pronatec e é isso que está acontecendo. Então a vitória do país, isso é uma vitória de um país moderno que nós queremos construir. Imagina o efeito na economia dessas crianças que não morreram e dessas crianças que não só nasceram, mas estão tendo uma infância bem nutrida, serão adultos com todo o seu potencial desenvolvido e isso também vai nos dar um outro país... Imagina, tem uma frase do Frei Sergio, que é aí do Rio Grande do Sul, que fala: "a gente não sabe o que vai ser um país com doze anos com criança sem fome", e realmente eu quero estar viva para poder ver o país. APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Vera, tem mais alguma outra pergunta? REPÓRTER VERA QUEDNAU (Super Rede Boa Vontade De Rádio / Porto Alegre - RS): Pois não. E com muita alegria, Nós saudamos então tudo que vem para melhorar a economia, o nosso povo e alegria das famílias. Muito obrigada em nome aqui de todos os ouvintes da Super Rede Boa Vontade De Rádio, no Rio Grande do Sul, a nossa frequência aqui é 1300 AM. APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Muito obrigada, Vera, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, pela participação aqui no Bom dia, Ministro. E vamos agora para Registro, em São Paulo. Ministra, a rádio Amiga FM e a pergunta é de Nelsinho, Nelson Rodrigues. Bom dia.REPÓRTER NELSON RODRIGUES (Rádio Amiga FM / Registro /SP): Muito bom dia. Agora são 9 horas 46 minutos. Registro Vale do Ribeira, é um prazer muito grande participar da entrevista com a ministra. Helen Bernardes, parabéns pela sua locução e apresentação, também. Tenho duas perguntas. Uma... Ministra, bom dia. A pergunta primeira é assim: esse aumento de 10%, a pessoa, ou no caso o bolsistas, ele tem que fazer um novo cadastro para receber ou é automático? MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Ótima pergunta, Nelsinho. Bom dia a você, bom dia aos ouvintes da rádio Amiga. A região de Registro, já tive oportunidade de estar nessa região. É uma das regiões, o estado de São Paulo todo mundo acha, não é, sabe que é um estado muito rico, mas tem algumas regiões que não são ricas quanto as outras, o Vale do Ribeira é uma das regiões que a gente tem uma atenção muito importante, e tem outra questão que as pessoas também não sabem, se a gente for ver em números absolutos, São Paulo é o segundo estado que tem o maior número de beneficiários do Bolsa Família, então apesar de ser um estado rico, tem muita gente que precisa do Bolsa Família e está tendo essa atenção. Era também um estado com baixa cobertura, ou seja, tinha muita gente pobre que não tinha Bolsa Família e agora tem. Os nossos beneficiários que já estão no Cadastro Único, não precisam fazer nada porque esse reajuste é automático. Então, as pessoas já vão receber a partir de junho o seu valor com essa atualização. A gente vai estar atualizando esse reajuste de 10%, é tanto no benefício, tem gente que não é extremamente pobre, então é pobre, às vezes recebe por filho, R$ 32,00, quem recebia R$ 32,00 por filho, vai passar a receber R$ 35,00, quem recebia R$ 38,00 por jovem, vai passar receber R$ 42,00, então é um reajuste para os benefícios individuais de quem recebe por ser pobre e os extremamente pobres vai ser o seu benefício completado para cada pessoa até 77, então vão receber 7 por pessoa. Não precisa fazer nada. Agora, lembrando que todo mundo, a cada dois anos, tem que atualizar o Bolsa Família, tem que atualizar o Cadastro Único, não só atualizar a sua renda, mas por favor, atualizem também, quem tiver telefone celular, não é obrigado ter telefone celular, mas quem quiser passa essa informação para gente, porque a gente quer começar a se comunicar melhor com vocês, não só a partir de carta, não só usando os nosso correios, mas também podendo usar mensagem. APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Nelsinho, da rádio amiga FM, de Registro, tem mais alguma pergunta? REPÓRTER NELSON RODRIGUES (Rádio Amiga FM / Registro /SP): Tenho sim. Nós temos alguns casos aqui que vão aparecendo. Até anunciei que eu ia entrar ao vivo em rede com vocês, e aí então, tem um ouvinte que fala assim, que a mulher dele se cadastrou há um tempo no Bolsa Família, nunca recebeu nada, a renda dele também é baixa, ele diz que são em três na residência dele. Nesse caso, como ele não recebeu nenhuma resposta, o que é que ele deve fazer?MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Primeiro quem é parceiro do Governo Federal e que viabiliza cada um dos cadastros, é a prefeitura, a prefeitura é a nossa grande aliado para garantir que o Bolsa Família, ele chegue em cada uma das pessoas. Tem cidade que o numero de pessoas que deveria receber já é gigantesco, maior do que o número de extremamente pobres, então começa a ter um controle para que a gente possa ter o benefício chegando em quem precisa. Eu acho difícil, porque em São Paulo, poucas cidades estão nessa situação, tem que ver se o cadastro dele está atualizado, certo? Eu acho que a primeira questão, eu não sei se ele foi recentemente, porque se ele se cadastrou há um bom tempo, talvez o cadastro já esteja desatualizado, mesmo quem não recebe o Bolsa Família, tem que atualizar o cadastro, e o cadastro é a fonte, aproveitando para dar também essa informação, para outros benefícios, por exemplo, tarifa social de energia elétrica. Tem gente que se cadastra no único, não porque quer receber o Bolsa Família, mas porque quer entrar na fila do Minha Casa Minha Vida, porque quer receber o Luz Para Todos, para população rural, porque quer ter acesso a tarifa social de energia elétrica. Então é importante ele manter o cadastro atualizado, a primeira sugestão que eu faço é entrar em contato com a prefeitura e perguntar. Agora se quiser usar o nosso 0800, também para ver qual é a situação, dependendo da situação a gente tem condições de investigar e averiguar aqui pelo Governo Federal, dependendo da situação a gente não tem, essa informação quem tem é o município, mas nos interessa solucionar cada um desses casos. APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Eu ouço a senhora falar do Cadastro Único várias vezes, é um grande instrumento para saber como essas famílias vivem, de que forma essas famílias vivem e como os governos podem ajudá?las? MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Exatamente o Cadastro Único, na verdade, virou forma de planejar como chegar na situação pobre. Só para ter uma ideia, nós estamos usando o Cadastro Único para nos ajudar a localizar as regiões onde tem a maior população pobre e onde precisa de mais médicos. Então, o que a gente fez? Cruzou o cadastro do Mais Médicos, que é um programa fundamental hoje, também criado e desenvolvido pelo Presidenta Dilma, hoje levou 14 mil médicos no Brasil, o que a gente fez? Olhou aonde não tem médico e tem uma população pobre muito grande, e foi para lá que a gente priorizou a chegada dos médicos, estamos fazendo isso para nossas creches também, parceria com o ministério da educação, para o mais educação, então nos ajuda a chegar com serviços na população mais pobre, manter o seu cadastro atualizado.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Obrigado Nelsinho, pela participação aqui no Bom dia, Ministro, ele que é de Registro, São Paulo, da rádio Amiga FM. Muito obrigada. Vamos então, ministra, para Serra Talhada, em Pernambuco, a Líder Vale FM. A pergunta é de Vitor Rollemberg. Bom dia, Vitor. REPÓRTER VITOR ROLLEMBERG (Rádio Terra AM 760 / Serra Talhada - PE): Bom dia, ministra. A Presidente Dilma anunciou um investimento de 2 bilhões e 800 milhões para terceira etapa das ações do saneamento básico e tratamento de água, dentro do PAC 2. Como esses recursos vão ser aplicados aqui na região do sertão de Pernambuco. MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Olha, eu sei que o investimento que nós estamos fazendo em acesso à água em Pernambuco e no Nordeste todo, é realmente muito grande. Nós já estamos tendo oportunidade de lançar o PAC 2, eu sei que ela esteve nessa região recentemente. Eu não sabia te detalhar porque não é uma pasta que... não está no MDS o conjunto dessas ações, mas hoje a gente investe em obras de infraestrutura, levando água de forma estrutural para a população. Então os vários canais, canal do sertão, no Nordeste todo, e chegando com as nossas cisternas. Eu sei também que a região de Serra Talhada, é também uma região que a gente tem uma concentração grande de cisternas, são recursos do Governo Federal que tem viabilizado cisternas no Nordeste todo. Então eu acho que é uma alegria saber que a gente tem garantido que essas obras, as etapas do PAC 1, já estejam concluindo e a gente já possa iniciar essa perguntada etapa. APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Vitor Rollemberg, você tem mais uma pergunta? REPÓRTER VITOR ROLLEMBERG (Rádio Terra AM 760 / Serra Talhada - PE): Não. Só essa mesmo. Obrigado, ministra. APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Obrigada, Vitor Rollemberg, de Serra Talhada, Pernambuco, Líder do Vale FM, pela participação aqui no Bom dia, Ministro. Esse programa que é coordenado e produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviço. E hoje aqui com a gente no estúdio a ministra do Desenvolvimento Social Combate a Fome, ministra Tereza Campello. Ministra, acho que é importante a gente deixar claro a partir de quando as pessoas começam a receber esse reajuste de 10%, de R$ 70,00 para R$ 77,00.MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Esse reajuste, que é um reajuste nessa parcela de R$ 70,00 para R$ 77,00, mas também quem recebe o benefício por criança, também recebeu um reajuste de 10%, então passou de 32 para 35, o valor por filho, passou de 38 para 42 o valor por jovem, e para os extremamente pobres, as pessoas recebiam o Bolsa Família até completar os 70, agora vai ser até completar os 77, a partir de junho. Sabe que o calendário de pagamento do Bolsa Família, ele é um calendário variável. Então, tem 10 dias de pagamento do Bolsa Família. Então quem recebe, quem tem NIS final um, o NIS final dois, vai recebendo contando do último dia útil do mês. Então sempre nos dez últimos dias do mês, no caso do reajuste, o reajuste vai valer a partir de junho. Então nós começamos já a partir da semana que vem os pagamentos de maio, as pessoas vão olhar o pagamento e ele continua igual. Por quê? Porque o decreto começou a valer agora e o Bolsa Família já estava rodado. A gente paga Bolsa Família para 50 milhões de pessoas no Brasil, 5570 municípios, nunca deixamos de pagar, agora a folha, ela é rodada com antecedência, porque a gente tem que garantir que cada correspondente bancário, que cada beneficiário da caixa, que cada pessoa que vai no nosso correspondente nas lotéricas, possa ter acesso a esse beneficio e o dinheiro está lá no dia do pagamento certinho. Então, a partir de junho é que esses reajustes vão estar na conta de cada uma, e no cartão de cada uma dessas famílias. APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Depois do anuncio, ministra, muita gente disse que o reajuste foi muito, outras pessoas disseram que foi pouco, foi muito ou pouco, ministra? MINISTRA TEREZA CAMPELLO: O reajuste, foi um reajuste correto. O critério... é engraçado que agora estão questionando se é muito ou se é pouco. Quando a gente estabeleceu R$ 70,00, disse que era o mesmo critério que é um US$ 1,25, e usa o critério que é usado internacionalmente para ver quanto que isso vale no Brasil, ninguém questionou, agora estão questionando. Como faz a conta? A conta, é uma conta internacional, não vai pegar o dólar do dia, querer dolarizar a economia, os pais que fizeram isso se deram muito mal, que arrebentaram a industria nacional. Nós nunca vamos fazer isso no nosso país. Nós temos a nossa moeda, queremos valorizar a nossa moeda, mas temos um critério internacional. Da onde saiu esse US$ 1,25? É o valor internacional do que é a extrema pobreza. Então não inventamos que é esse valor. Não foi invenção nossa, nós estamos usando o mesmo critério do que é a extrema pobreza em todo o mundo. Agora, se a gente somar tudo que foi feito dentro do governo da Presidenta Dilma, todos os reajustes de fato os valores se somar aqueles 45 que eu disse, 45% que aumentou para criança, o aumento no números de filhos, depois o Brasil Carinhoso, se a gente somar tudo, 44% acima da inflação. Então os reajustes para população pobre, eles foram os reajustes realmente mais importante que nós fizemos no Brasil. Por quê? Porque o valor do Bolsa Família, agora tira todo mundo da extrema pobreza. Nós hoje com o Bolsa Família mantemos 36 milhões de brasileiros fora da extrema pobreza, garantindo o que a Presidenta Dilma tinha se comprometido e agora aqueles que são fora do Bolsa Família e tem direito, tem que entrar.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Ministra, infelizmente nosso tempo acabou. Muito obrigada por mais essa participação no nosso programa. MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Estou às ordens e é uma alegria vir aqui e falar e esclarecer sobre o Bolsa Família. Muito obrigado pelo espaço, mais uma vez. APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Obrigado a todos, às nossas emissoras de rádio, a você que nos assistiu e até o próximo programa.