10/04/2014 - Ministro Neri Geller fala sobre Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014

No Bom Dia Ministro, que foi ao ar nesta quinta-feira, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, falou sobre Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014 e destacou a marca história da colheita de grãos que pode ultrapassar 188 milhões de toneladas.

audio/mpeg 10-04-14-bdm-neri-geller-sem-intervalo.mp3 — 41768 KB




Transcrição

APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Olá, amigos, em todo o Brasil, eu sou Kátia Sartório e começa agora mais uma edição do programa Bom Dia, Ministro. O programa tem a coordenação e a produção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços. Hoje, aqui com a gente, no estúdio, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller. Bom dia, Ministro, seja bem-vindo. MINISTRO NERI GELLER: Bom dia, Kátia. Bom dia aos ouvintes. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Na pauta do programa de hoje o Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014 e, também, a previsão de uma colheita recorde de grãos. Nós vamos agora começar conversando com âncoras de emissoras de rádio de todo o país. Já está na linha, Ministro, a Rádio Celinauta AM, de Pato Branco, no Paraná. Quem fala com a gente é Edson Honaiser. Bom dia, Edson. REPÓRTER EDSON HONAISER (Rádio Celinauta AM / Pato Branco - PR): Olá, bom dia, Kátia. Bom dia, Ministro. Ministro, quais os principais números dessa safra e o que isso, então, pode representar para a geração de renda no campo, em cotações, para um incremento de renda para as famílias rurais. Que últimas notícias o senhor tem sobre números dessa produção da safra 2013/2014, aqui, para o Paraná, principalmente, todos de olho nos números de soja e milho. Que informações o senhor tem, Ministro? MINISTRO NERI GELLER: Bom dia, Edson. Bom dia aos ouvintes da região de Pato Branco, uma importante região produtora do nosso país. Os números, inclusive, os que estão sendo apresentados hoje, o resultado da previsão de safra, Kátia, está mostrando para nós, do governo federal, exatamente a importância que tem o agronegócio na economia do nosso país. Nós estamos anunciando uma previsão de safra desse ano de 190 milhões, quase 191 milhões de toneladas, mostrando, se comparado com o mês passado, que está se confirmando uma supersafra novamente. Isso é resultado, primeiro, pela organização do setor no nosso país e pelas políticas implementadas pelo governo federal. Nós estamos, no Ministério da Agricultura, muito motivados nesse sentido exatamente das regiões de produção estarem dentro do Ministério da Agricultura. No Plano Safra do ano passado, nós disponibilizamos R$ 136 bilhões, recursos equalizados pelo Tesouro Nacional. A região de Pato Branco foi muito contemplada, inclusive, na questão do seguro. Nós passamos o seguro de R$ 400 milhões para R$ 700 milhões na produção de trigo, que nós tivemos alguns problemas, foram subvencionados, através do seguro e, principalmente, Kátia, esse grande problema de armazenagem. O Pronamp, que é o custeio e investimento para o médio produtor, está dando uma oportunidade ao produtor, captar o recurso com taxa de juro abaixo da inflação, comprar os seus insumos e, consequentemente, estruturar suas propriedades, mas nós estamos muito motivados. O governo tem feito uma política de crédito, uma política de comercialização de seguro e o resultado está dando. Obviamente, que o avanço na produção é também pela dinâmica do nosso setor, incorporação de tecnologias, nós temos a Embrapa, mas o setor mesmo está muito dinâmico no sentido de aproveitar esse momento importante da agricultura, principalmente no mercado internacional. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Edson Honaiser, da Rádio Celinauta, de Pato Branco, você tem outra pergunta? REPÓRTER EDSON HONAISER (Rádio Celinauta AM / Pato Branco - PR): Exato. O governo, conforme ouvimos, tem comentado o aumento da produtividade agrícola com algumas ações, entre elas a pesquisa, como salientou o Ministro. O Ministro também comentou sobre logística, não é? A logística não tem acompanhado o mesmo ritmo da eficiência do campo. Segundo a Faeb, a Federação da Agricultura aqui do Estado, faltam armazéns para um terço da produção estadual de grãos. Cooperativas e armazéns reclamam da morosidade, da demora para o acesso e liberação de dinheiro para investimentos em capacidade estática. O que está sendo feito para resolver isso, Ministro? MINISTRO NERI GELLER: Edson, especificamente nos recursos do governo federal teve alguns problemas nos programas novos. É importante que se diga isso. No programa de armazenagem, como é um programa novo, ele demorou para que o agente financeiro fizesse a estruturação dentro dos agentes financeiros, mas a partir da janeiro, isso deu fluxo, começou a dar fluxo. Eu estava, à época, na Secretaria de Política Agrícola. Nós chamamos os agentes financeiros, seja Febraban, Banco do Brasil e o BNDES, justamente para dar fluxo nisso. Nós conseguimos quebrar algumas dificuldades que tínhamos. Por exemplo, as licenças ambientais eram exigidas no projeto de armazenagem para fazer em qualquer agente financeiro. A gente conseguiu dispensar através, de um decreto nos estados. Começou pelo Estado do Mato Grosso, se estendeu para os demais estados. Nós conseguimos, Kátia, para felicidade primeiro da produção, dos R$ 4,5 bilhões que foram disponibilizado no PCA, já foram acessados, Edson, R$ 3 bilhões. Isso demonstra que em um primeiro momento realmente teve dificuldade por ser um programa novo, mas de janeiro para cá esse programa deslanchou de desenforma extraordinária. Não é diferente nos programas, outros programas de investimento. No PSI, o governo federal disponibilizou R$ 6 bilhões. Sabe quanto foi acessado, Kátia? Nós já conseguimos disponibilizar e o produtor conseguiu acessar R$ 9 bilhões. Nós vendemos de máquinas agrícolas, durante o período safra que se iniciou dia 1º de julho até o mês passado, 83 mil máquinas que foram vendidas para o nosso produtor. Isso demonstra que o crédito está sendo mais facilmente acessado. Obviamente que tem algumas demandas que precisam ser aperfeiçoadas e nós estamos acompanhando isso muito de perto. Nós conseguimos, dos R$ 136 bilhões que foram disponibilizados já foram acessados, nos oito primeiros meses, R$ 108 bilhões. Se comparado com 2012, são 43% a mais. Então, demonstra que o crédito tem algumas demandas que precisam ser aperfeiçoadas. O Ministério da Agricultura está fazendo esse acompanhamento, mas com certeza a orientação da Presidenta da República é muito clara: o recurso está sendo disponibilizado para a produção e não para o agente financeiro. E nós estamos acompanhando isso muito de perto, viu, Edson? Estamos à disposição. A Federação do Estado do Paraná tem agido junto conosco, no Ministério da Agricultura, as portas estão sempre abertas. Quando tem dificuldade de alguns programas, o Ministério da Agricultura tem a sensibilidade de ficar em um diálogo permanente com as entidades. A Federação do Estado do Paraná e a Secretaria de Agricultura estão muito presentes, inclusive a Ocepar, também, que é liderada pelo nosso amigo João Paulo aí do Estado do Paraná. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada, Edson Honaiser, da Rádio Celinauta, de Pato Branco, no Paraná, pela participação com a gente no Bom Dia, Ministro. O programa recebe hoje o Ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Neri Geller. Vamos agora a Minas Gerais, Ministro, conversar com a Kátia Gontijo. Ela está na Rádio América, de Belo Horizonte. Bom dia, Kátia. REPÓRTER KÁTIA GONTIJO (Rádio América / Belo Horizonte - MG): Bom dia, Kátia, xará. Bom dia, Ministro Neri. É importante saber que hoje vai haver o levantamento sistemático da produção agrícola. Ministro, o que está sendo feito para melhorar a questão do transporte para esse produto agrícola? Eu sei que o empenho está sendo grande aí no seu Ministério e tudo, mas essa estimativa que está sendo divulgada agora há pouco sobre esse levantamento sistemático da produção, ele vai favorecer as regiões que ainda tenham acesso meio precário no nosso país? MINISTRO NERI GELLER: Kátia, obrigado pela pergunta e é importante que se diga. Nos levantamentos de safra, que vai estar no site da Conab daqui no máximo uma hora, você vai poder constatar que as regiões que estão avançando, as regiões de fronteira agrícola, seja ela no Mato Grosso, no sul do Pará, mas principalmente mais ao norte, que é a região do Matopiba, a produção está avançando muito aceleradamente, se comparada com o restante do país. Isso demonstra que o governo está criando políticas que deem condições para que o produtor possa avançar nessas regiões, mas principalmente que a incorporação de novas tecnologias e os investimentos em infraestrutura, sejam eles em armazenagem, sejam eles na celeridade dos portos para que se aumentem as exportações, estão acontecendo e, obviamente, em sintonia com a iniciativa privada. Nós temos alguns gargalos que estão sendo resolvidos, importante que se diga. A Ministra Gleisi, quando chefe da Casa Civil, acelerou muito e cobrou dos demais Ministérios, inclusive da Agricultura, um entrosamento entre os Ministérios para que se dê fluxo nas exportações. No ano passado, de 2012 para 2013, nós passamos uma produção de 162 milhões de toneladas para 186 milhões de toneladas. Só no milho, nós aumentamos as exportações de 18 milhões de toneladas para 27 milhões de toneladas. Obviamente que isso causou alguns problemas, um pouco de fila nos portos. O que nós fizemos, enquanto Ministério da Agricultura, sendo liderado pela Casa Civil? Damos fluxo, unificamos procedimentos, passamos de dois turnos para três turnos nos portos, set por 24, trabalhando sete dias por semana no pico da colheita. Isso amenizou o problema, amenizou o problema e deu ao Brasil a condição de ser o maior exportador, passar para mais de R$ 100 bilhões de exportação só no ano passado, dando um superávit de R$ 82 bilhões, que é importante para o setor, mas é importante também para a economia brasileira. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Kátia Gontijo, da Rádio América, de Belo Horizonte, você tem outra pergunta? REPÓRTER KÁTIA GONTIJO (Rádio América / Belo Horizonte - MG): Sim. Ministro, seguindo aí o raciocínio do senhor, em cada quatro produtos, agronegócio do mundo, nós temos aí um produto brasileiro. Mas nós temos uma deficiência muito grande no combate à febre aftosa. O que está sendo feito para melhorar essa relação, esse gargalo que ainda fica, para que nós possamos não ter problemas com exportação de carne no Brasil? MINISTRO NERI GELLER: O que nós estamos fazendo, está sendo feito nos últimos anos e nós vamos melhorar isso agora com a nossa ida, como Ministro de Agricultura, é aumentar exatamente o efetivo de fiscais. Nós vamos estruturar o Ministério da Agricultura para trabalhar a questão orçamentária para o ano que vem para aumentar os fiscais. Nós precisamos ter um contingente de quadro técnico maior e isso está sendo feito muito bem organizado agora dentro do Ministério da Agricultura. Nós sabemos que temos deficiência de funcionários ainda em função da falta. Nós temos um quadro técnico muito competente, compromissado, mas tem pouca gente e nós vamos ampliar a parceria com a iniciativa privada. Por exemplo, os laboratórios, nós temos os Lanagros, mas que não estão dando conta. Nós vamos credenciar mais laboratórios da iniciativa privada para nos ajudar nisso. Ontem, eu estive em São Paulo, sentado com toda a Associação da Proteína Animal, que tem na sua essência um valor agregado muito forte e que nós, no Ministério da Agricultura, vamos trabalhar muito. É importante nós exportarmos soja, é importante exportarmos milho, algodão, mas mais importante que isso é tentar agregar valor para que a nossa produção seja agroindustrializada. No Paraná, no Rio Grande do Sul, inclusive em Minas, na sua região aí, a agroindústria é muito forte. Nós temos trabalhando em sintonia. Está avançando para o Centro-Oeste e para as outras regiões de produção. Então, nós estamos estruturando, aumentando o efetivo. Nós vamos trabalhar para aumentar o efetivo e, também, fazer parceria com a iniciativa privada para dar mais celeridade. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada, Kátia Gontijo, da Rádio América, de Belo Horizonte, pela participação com a gente no programa Bom Dia, Ministro. O programa que tem a coordenação e a produção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços. Ministro Neri Geller, vamos agora conversar com Bosco Bueri. Ele está lá na Rádio Colina FM, de Guarapari, no Espírito Santo. Olá, Bosco, bom dia para você. REPÓRTER BOSCO BUERI (Rádio Colina FM / Guarapari - ES): Muito bom dia. Estamos falando ao vivo, aqui, da Rádio Colina, aqui, em Guarapari. São 9h13. É uma satisfação. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Bosco? MINISTRO NERI GELLER: Tudo bem, Bosco? REPÓRTER BOSCO BUERI (Rádio Colina FM / Guarapari - ES): Vamos falar com o Ministro de Agricultura e Pecuária e Abastecimento, o Neri Geller. Muito Bom dia, Ministro. MINISTRO NERI GELLER: Bom dia, Bosco, tudo bem? REPÓRTER BOSCO BUERI (Rádio Colina FM / Guarapari - ES): Tudo bem, Ministro. Bom dia para o senhor e muito obrigado por permitir que nossos ouvintes de Guarapari ouçam, também, está bom? Ministro, nesse ano de 2014 existe uma previsão de uma colheita recorde de grãos, que pode alcançar a marca histórica de 188 milhões de toneladas. O que o senhor atribui isso, Ministro? MINISTRO NERI GELLER: Nós estamos atribuindo e você acabou de falar em 188 milhões. Nós estamos fazendo o anúncio hoje, agora às 9h, está acontecendo lá no Ministério da Agricultura. A previsão e o levantamento de safra que está sendo anunciado hoje, vai estar à disposição no site da Conab, ele supera os 190 milhões, aproximando a 191 milhões de toneladas. Isso, primeiro, é uma demonstração da força da produção nacional, o potencial de crescimento que o país tem, principalmente na produção de grãos, agregando valores também agora com agroindustrialização muito forte e, também, com a política implementada pelo governo federal. Só na linha de crédito, nós disponibilizamos, eu acabava de falar, R$ 136 bilhões, seja ele no custeio, seja ele no investimento, dando ao produtor a condição de incorporar novas tecnologias, de fazer a estruturação da sua propriedade e o governo está investindo em logística. Se você pegar só no eixo da 163, que corta o Mato Grosso, foi feito, nos últimos três anos, 1.100 km e está dando fluxo, pavimentação, está dando fluxo de parte da produção do Mato Grosso já pelo eixo da 163. A privatização, agora, de importantes eixos de produção no nosso país, de escoamento, foi privatizada. A iniciativa privada está entrando pesado e, também, na comercialização. O governo tem um programa dentro do Ministério da Agricultura muito forte no sentido de dar ao produtor a segurança de produzir. Primeiro, com seguro e, segundo, com comercialização, para que o produtor tenha o direito constitucional garantido, que é a garantia do preço mínimo. No ano passado, nós investimos mais de R$ 1 bilhão na questão do milho, da uva do Sul do país, atendemos a agroindústria no Nordeste. Então, o governo está muito bem sintonizado. Eu fui Secretário de Política Agrícola, conheço bem a produção nacional. Sai do Rio Grande do Sul menino, acompanhando a evolução da produção, passei pelo Estado de Santa Catarina e depois fui... Há 30 anos que estou no Centro-Oeste. Nós acompanhamos essa transformação. A minha estada no Ministério da Agricultura tem um objetivo bem claro, é de ter no Ministério da Agricultura a casa do produtor, justamente para contribuir com uma política agrícola bem definida e nós estamos implementando isso. Obviamente que o nosso setor é muito dinâmico e a demanda mundial, ela é muito forte. Nós estamos aproveitando o momento importante que passa no aumento de consumo mundial e o Brasil está estrategicamente bem posicionado. A segurança alimentar mundial, ela passa necessariamente pelo país e o Brasil está aproveitando essa oportunidade e está designando e alinhando políticas bem macros no sentido de aproveitar esse momento importante que passa a agricultura no mundo. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Bosco Bueri, da Rádio Colina FM, de Guarapari, no Espírito Santo, você tem mais outra pergunta? REPÓRTER BOSCO BUERI (Rádio Colina FM / Guarapari - ES): Teria uma última pergunta, por favor, Ministro. Segundo o Ministério da Agricultura, o agronegócio contribui com cerca de 26% do PIB nacional e com a geração de aproximadamente 30 milhões de empregos. Quais os incentivos que o governo federal tem dado ao agronegócio, Ministro, por favor? MINISTRO NERI GELLER: Bosco, obrigado pela pergunta, é importante dizer. Além de ser quase 25% do PIB, a geração de emprego no comércio, ela é, também, muito forte, ela vem exatamente pela produção no campo. A política que nós implementamos, ela é justamente nesse sentido. A agroindústria está sendo fortalecida, a indústria de equipamentos está sendo fortalecida. Os programas, vamos lá no PSI de novo, são taxas de juros que estavam a 3,5% e agora passou para 4,5%, quer dizer, equalizado pelo Tesouro Nacional. Foram 83 mil máquinas que foram vendidas em um ano. Isso gera emprego não só lá no campo, isso acaba gerando emprego na indústria agrícola do nosso país. O governo tem esses programas que estão dando exatamente o suporte para que o produtor possa comprar com oito anos, com um a dois anos de carência. No programa de armazenagem, ele vai dar primeiro resolver o problema estático que nós temos, acompanhar a evolução da produção nos próximos cinco anos, mas vai dar também oportunidade da indústria de armazenagem, que é muito forte, aumentar a geração de emprego. Então, o governo está muito sintonizado, eu conheço bem isso e é uma determinação da Presidenta da República. A produção nacional tem tido, por parte do governo federal, toda atenção e eu sou muito grato. Eu sou líder classista, estou como Ministro hoje, mas vivo a produção, estou lá realmente para trabalhar. Todas as ações que nós implementamos... E o produtor sabe, ele está me acompanhando enquanto eu, Secretário de Política Agrícola. Todas as demandas que foram encaminhadas pelo setor foram contempladas. Tivemos algumas dificuldades no Ministério da Fazenda, compreensível inclusive, porque o impacto financeiro, ele é bastante elevado. No ano passado, no Plano Safra, foram mais de 8 bilhões equalizados pelo Tesouro Nacional. Quando nós não conseguimos avançar no Ministério da Fazenda, acabou indo para a Casa Civil e todas as demandas que foram encaminhadas do setor, no ano passado, foram contempladas. É importante que se diga isso, o governo tem caminhado justamente para ajudar no fortalecimento da produção nacional e os resultados estão aí, os números estão todo ano batendo recorde. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada, Bosco Bueri, Rádio Colina FM, de Guarapari, no Espírito Santo, pela participação com a gente no Bom Dia, Ministro, que recebe hoje o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller. Ministro, vamos agora a São Paulo conversar com a Rádio Bandeirantes, de São Paulo. Quem está lá é Willian Kury. Olá, Willian, bom dia para você. REPÓRTER WILLIAN KURY (Rádio Bandeirantes / São Paulo - SP): Bom dia, Kátia Sartório. Bom dia, Ministro Neri Geller. Agora, 9h20, aqui, em São Paulo. Ministro, ainda sobre a questão da safra de grãos, o que contribuiu mais para esse aumento: foi o clima ou foi a ação do governo? MINISTRO NERI GELLER: Willian, obrigado pela pergunta. São Paulo é um importante produtor nacional, além de produção de grãos, a indústria muito forte e, também, a citricultura e entre outras culturas. Eu acho que foram vários fatores. A política agrícola implementada pelo governo federal obviamente que ajudou e muito, principalmente nos programas de custeio, de investimento, para a estruturação de propriedades e de programas novos, como o Inova Agro, com acesso à inovação tecnológica e isso bem alinhado com o setor. O clima esse ano, ele foi favorável na maioria das regiões e em algumas regiões não tanto. Vamos pegar o oeste paranaense, teve problemas de seca, o que causou uma pequena quebra. Nós tivemos problemas de clima também na produção de trigo, principalmente no Estado do Paraná. Teve quebra também no Goiás em função da seca, uma ligeira quebra. Mas o restante, o clima está sendo muito favorável, inclusive na previsão de safra, da segunda safra do milho em algumas regiões, tanto quanto no Paraná, como no Centro-Oeste brasileiro. Então, o clima teve alguns percalços, sim, mas agora ele estabilizou e tem uma previsão de uma colheita farta em função também da estabilidade climática, mas principalmente o alinhamento e o mercado internacional, mas a dinâmica do nosso setor. A produção nacional caminha a passos largos na incorporação de novas tecnologias. Está se incorporando novas áreas? Sim, está se incorporando, mas sem fazer abertura ou fazendo devastação ambiental. Está se incorporando áreas degradadas de pastagem, seja ela na região do Goiás, seja ela na região do Mato Grosso, ou nas regiões mais ao norte do Piauí, na Bahia, no Maranhão, hoje, que também tem uma produção razoável. Mas ele está se dando muito em função das tecnologias que estão sendo incorporadas, pela dinâmica, fazendo uma primeira safra na produção de soja, a segunda safra de milho. Nós tínhamos, há 10 anos atrás, uma produção de cento e poucos milhões de toneladas e se produzia, no máximo, de 3 a 4 mil kg por hectare. Hoje, com a primeira safra, a segunda safra, em alguns casos até a terceira safra, nós estamos produzindo em até 12 a 13 mil kg por hectare. Isso demonstra que o setor está incorporando tecnologia, que nós, através da Embrapa, mas também através da iniciativa privada. Tem cultivares que no caso da soja, do milho, levava três, quatro meses, 120 a 140 dias para se produzir e hoje se produz com mais eficiência e em um curto espaço de tempo, 110 a 120 dias. Então, a dinâmica do setor, as políticas implementadas pelo governo federal e, também, o clima é que estão favorecendo esse crescimento da produção. Nós vamos avançar muito, não tenha dúvida e tem alguns gargalos que estão sendo resolvidos na questão de logística. Nós temos ainda, Kátia, só para você ter uma ideia, nós estamos produzindo em 62 milhões de hectares a produção de 190 milhões de toneladas. Nós temos ainda a incorporar, só de pastagens degradadas, 80 milhões de toneladas. Então, nos próximos 10, 12 a 15 anos, nós temos condições, sim, de passar de 190 milhões de toneladas para 250, 280 milhões de toneladas, dentro de uma demanda mundial que está se apresentando. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Willian Kury, da Rádio Bandeirantes, de São Paulo, você tem outra pergunta para o Ministro? REPÓRTER WILLIAN KURY (Rádio Bandeirantes / São Paulo - SP): Tenho, sim, Kátia, agora sobre a expectativa para a safra de cana. Ministro, o que o governo tem feito de efetivo para recuperar a indústria de combustível do álcool, que foi abandonada nos últimos anos. O preço vem subindo nas bombas, o que era um combustível barato, já não compensa mais para o consumidor na maioria dos estados brasileiros. Há expectativa de reverter esse quadro? MINISTRO NERI GELLER: Willian, eu estive em São Paulo, na semana passada, e eu me sentei com todos os representantes da cana-de-açúcar do país. Estiveram presentes 16 presidentes de associações e realmente tem na cana uma demanda bastante elevada. Ela passou por algumas crises, passamos, através do Plano Safra no ano passado, o Prórenova, é um programa específico para a recuperação dos canaviais pelo país afora. Sabemos que a queda no preço acabou criando dificuldades para a cana-de-açúcar no país. Nós estamos muito próximos e implantando, pegando as demandas, eu assumi há três semanas, pegando as demandas para contemplar. Nós sabemos que a cana é muito importante no contexto agrícola do nosso país, na geração de emprego, renda. Tem o Prorenova, que é um programa específico para a cana-de-açúcar e nós estamos... Eu tive reunião, ontem à tarde, às 5h, com o Ministro Lobão, para trabalhar a possibilidade de aumentar a mistura de álcool na gasolina. Obviamente que isso são ainda estudos que estão sendo feitos, uma política que nós vamos implementar. O que eu posso assegurar para você, Willian, é que o setor não vai ficar desamparado, vão ter no Ministério da Agricultura parceiros para viabilizar essa cultura e essa atividade econômica que é muito importante para o país. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Agradecemos a participação de Willian Kury, da Rádio Bandeirantes, de São Paulo, no programa Bom Dia, Ministro. De São Paulo vamos ao Maranhão, Ministro, vamos conversar com a Rádio Timbira AM, de São Luís do Maranhão, onde está Juraci Vieira Filho. Olá, Juraci, bom dia. REPÓRTER JURACI VIEIRA FILHO (Rádio Timbira AM / São Luís - MA): Bom dia, Kátia Sartório. Bom dia aos ouvintes que estão nos acompanhando em todo o território nacional. Bom dia, Ministro, é um prazer enorme falar com o senhor. São 9h25, nesse momento na capital maranhense e o tempo nublado aqui, Ministro e Kátia Sartório. Ministro, eu gostaria de saber do senhor o que representa para o governo federal o Maranhão ter sido declarado livre da febre aftosa com vacinação. Houve um esforço gigantesco, aqui, no Estado do Maranhão, esforço concentrado por parte do governo e a meta foi atingida. Eu gostaria de saber do senhor o que representa para o mercado do Nordeste e, sobretudo, para o mercado brasileiro esse certificado de livre da febre aftosa com vacinação que o Estado do Maranhão conseguiu alcançar? MINISTRO NERI GELLER: Juraci, Maranhão é um importante estado da Federação, inclusive onde a produção está avançando bastante, principalmente na região aí de Balsas. Essa liberação, ela significa mais exportação, mais abertura de mercado, o fortalecimento da economia do Estado do Maranhão e, consequentemente, do Brasil. Isso demonstra exatamente o comprometimento do governo federal, junto com os governos do estado e principalmente do setor que está se organizando cada vez mais. E é isso que nós estamos trabalhando. A questão da sanidade, ela é importante para a agroindústria, ela é importante para agregar valor. Ações como essas é que estão levando o país para esse patamar de exportação que está nos levando a mais de 100 bilhões de exportação e essas ações, elas estão se complementando. Assim como nós conseguimos e aí no Maranhão, no interior do Maranhão, nós estamos fazendo a apresentação hoje da previsão de safra. Maranhão, Piauí é a grande surpresa agradável, Kátia, da produção. Nós temos a previsão de crescimento de 25% só nessas regiões. Demonstra que a produção está avançando nessa região e nós do governo federal estamos fazendo isso, apoiando com políticas macro, mas também com políticas específicas para as regiões. Aí no Maranhão, a questão da armazenagem é muito importante, a questão do acesso à inovação tecnológica é importante, até para nós aproveitarmos esse momento de liberação das exportações para fazer o valor agregado. Isso passa pela produção e, obviamente, que a bovinocultura no nosso país, ela vai ser incorporada novas tecnologias. A produção de milho e de soja, no Maranhão, vai acabar ajudando para que a pastagem extensiva seja reduzida, mas o valor agregado seja aumentado e talvez se produzir mais na incorporação de tecnologias e aí passa, necessariamente, pela integração lavoura-pecuária e, também, reflorestamento. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Juraci Vieira Filho, da Rádio Timbira AM, do Maranhão, você tem outra pergunta? REPÓRTER JURACI VIEIRA FILHO (Rádio Timbira AM / São Luís - MA): Tenho, sim, Kátia. O Ministro falou ao longo da sua entrevista sobre a questão de produção e desse crescimento da produção de grãos no Estado do Maranhão, citou inclusive ainda há pouco a cidade de Balsas, que fica na região sul do Estado do Maranhão e que é uma produtora contumaz de grãos para o Brasil, para todo o território nacional. Recentemente foi anunciado um projeto do governo do Estado do Maranhão para o anel da soja, que esse anel vai possibilitar o escoamento maior da produção. Eu queria saber do Ministro que políticas de incentivo para a questão do agronegócio, que o estado brasileiro cresceu muito, o governo federal tem investido bastante nisso, que tipo de política federal de incentivo pode ser dado para essa questão do escoamento e para essa produção que já é crescente no Estado do Maranhão, para que ela atinja patamares mais avançados, Ministro? MINISTRO NERI GELLER: Primeiro, Juraci, a estruturação portuária, por exemplo, do Porto de Itaqui, no Maranhão, é muito importante, porque parte dessa produção, seja ela com valor agregado, ela vai dar fluxo pelo Porto de Itaqui. E o Governo Federal tem estruturado nisso, inclusive com a coragem da Presidente Dilma, no ano passado, de votar(F) a medida provisória dos Portos, que traz a iniciativa privada para ajudar na organização da logística do nosso país, que é muito importante. Outro ponto, são esses programas específicos, seja ele no financiamento de equipamentos agrícolas, que traz a estruturação das propriedades. O produtor compra, seja ele o trator, seja ele a colheitadeira, seja ela... Financia, por exemplo, correção de solo, para fazer fosfatagem, colocar calcário nessas áreas de avanço da expansão agrícola, incorporar áreas degradáveis de pastagem na recuperação do solo. Tem programas específicos, com taxas de juro tudo elas equalizadas pelo Tesouro Nacional, com prazo de até oito anos e, no caso de armazenagem ou do acesso a inovação tecnológica, de 10 até 15 anos. Essas são as políticas que estão sendo implementadas, e a tecnologia que está, realmente, no Brasil de forma extraordinária sendo incorporado pelos produtores do nosso país. Planta-se soja, eu estou aqui com uma planilha na minha mão do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Nós passamos no ano passado, Juraci, é importante esse número, de 4 milhões de toneladas de milho, para uma previsão de colheita desse ano de 6,443 milhões, um avanço de quase 30% de um ano para o outro, mostrando o potencial dessa região, não tenho dúvida que o Maranhão e essa região do nosso país vai dar muita alegria para as grandes periferias, para os grandes centros consumidores do Nordeste. Abastecendo, inclusive, Kátia, o Nordeste brasileiro, com o milho sendo produzido muito próximo, reduzindo o custo do frete. Então, nós estamos, e o governo está muito alinhado nesse sentido. Eu, particularmente, estou muito feliz, porque no ano passado nós tivemos muita dificuldade no abastecimento do milho do Nordeste. Todos vocês acompanharam as dificuldades que o nosso irmão nordestino teve de tratar sua vaquinha lá na sua propriedade, de ter 10, 15 sacas de milho e quando se vê que o produtor está dando uma resposta tão clara às políticas que estão sendo implementadas pelo Governo. Está avançando muito e nós temos certeza que o governo vai continuar nessa linha, mas que o produtor vai continuar investindo em tecnologia, fazendo a sustentabilidade. É importante que se diga, também, que a Presidente Dilma teve a coragem de sancionar o Código Florestal. Isso é muito importante, se comparado com os governos anteriores, não teve essa mesma sensibilidade que o governo atual teve, eu estou falando isso porque eu também sou produtor e eu sei que a segurança jurídica, ela é extremamente importante para a produção nacional. As coisas estão acontecendo, o governo está fazendo a sua parte, mas o setor está nos ajudando. O Ministério da Agricultura está muito aberto para fazer esse diálogo permanente, seja com a imprensa, mas seja, principalmente, com as entidades de classe, para que juntos a gente possa construir uma base sólida para o nosso produtor fazer a sustentabilidade, mas explorar esse potencial que nós temos de produção, e no Maranhão está acontecendo exatamente isso. Com certeza essa região do Norte do nosso país está dando uma demonstração clara que a produção nacional vai continuar avançando com sustentabilidade, gerando emprego, renda e dando segurança para a economia do país. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada Juraci Vieira Filho, da Rádio Timbira AM, de São Luís do Maranhão, pela participação com a gente no Bom Dia, Ministro. Lembrando que a íntegra dessa entrevista está na nossa página na internet, basta acessar: www.servicos.ebc.com.br. Ministro, vamos agora a Goiás, conversar com Ivon Valente, ele está lá na Rádio Cultura FM, de Posse, em Goiás. Olá, Ivon Valente, bom dia para você. REPÓRTER IVON VALENTE (Rádio Cultura FM / Posse - GO): Bom dia, Kátia. Bom dia, Ministro. É um prazer falar com vocês novamente. Eu sou engenheiro agrônomo, Ministro, e milito nessa área, aí, e sinto muito honrado e satisfeito com o grande desenvolvimento que a agropecuária do Brasil, alcançou nesses últimos 12 anos. Eu sou pioneiro aqui na assistência técnica em elaboração de projetos, aqui no Oeste da Bahia, fica a 30 quilômetros aqui da cidade de Posse, e a gente vê o desenvolvimento que a região alcançou com o avanço da agricultura, aqui na região. Nessa época, até a Embrapa achava que era inviável o cultivo aqui, mas felizmente a tecnologia desenvolveu e, hoje, estamos transformando a região em um grande celeiro de soja, milho e algodão. O senhor já falou da logística e tal, mas é sempre bom a gente cobrar, porque a nossa produção daqui praticamente sai via asfalto e a BR-020, que é um dos locais que essa produção se desloca, fica bastante comprometida. Com relação a essa logística para diminuir esse custo de produção, o que efetivamente o governo está providenciando, aí, para melhorar essa estrutura e também a armazenagem aqui na região? MINISTRO NERI GELLER: Na verdade, Ivon, é bom conversar que você conhece e sabe o que é a produção, vejo que você além de ser comunicador é da área e é agrônomo. Eu estive agora no Goiás, na semana passada, em um evento tecnologia da [ininteligível], é muito presente aqui no Centro-Oeste e a Bahia é uma das grandes fronteiras agrícolas do nosso país. A questão da armazenagem, você tem acompanhado, nós disponibilizamos no ano passado R$ 5 bilhões ao ano, para resolver essa questão da armazenagem do nosso país, são taxas de juro de 3,5% ao ano, com três anos de carência e 15 anos para pagar. Portando, uma equalização por parte do Tesouro, bastante elevado e dando... E esses, Kátia, é importante que se diga, esse programa, ele foi concebido em parceria com o setor. A Bahia participou da discussão desse programa. Nós sentamos com a Aprosoja e, aí, na Bahia ela está funcionando, com a Federação do Centro-Oeste, de todos os estados, tinha uma proposta inicial de 12 anos de prazo, o setor pediu 15, e nós conseguimos chegar nos 15 que o setor pediu e também as taxas de juros de 3,5. Então, isso vai ajudar. Teve problema, Ivon, no início, porque é um programa novo, ele demorou um pouco para deslanchar, em dezembro nós sentamos com todo o setor e com os agentes financeiros e atropelamos alguns gargalos e algumas burocracias que existiam, em janeiro começou a deslanchar, e desses 5 bilhões que foram disponibilizados, 500 para agricultura familiar, e 4,5 bilhões para agricultura comercial e agricultura empresarial, já foram acessados mais de R$ 3 bilhões. Obviamente que, Ivon, você sabe, para construir uma planta de armazém, ele vai de um ano a um ano e meio, para você concluir a obra. Então, ele é um pouco demorado, mas é a política que está sendo implementada para ajudar a carregar o estoque e, consequentemente, amenizar o problema de escoamento, porque no pico da colheita se você tem capacidade estática, automaticamente você pode fazer uma programação e a venda do produto no momento melhor, no momento adequado e a grande reestruturação da malha viária que está acontecendo no nosso país. Os grandes eixos, parte deles foi chamada a iniciativa privada para dentro, para fazer os investimentos e, também, os modais de transporte no nosso país tem que mudar. Eu tenho convicção disso, a Presidente da República e a própria Ministra Gleisi, na época, e agora também o Ministro Mercadante, têm essa sensibilidade de que os modais de transporte do nosso país, eles têm que sair do rodoviário para ficar... ter uma integração entre ferrovias e hidrovias. Isso tem que ser explorado e o governo está tendo coragem de fazer. E, aí, vamos lá, a Norte-Sul que está sendo implementada, que vai levar uma boa parte da produção do Centro-Oeste via ao Porto de Itaqui, São Luís, Vila do Conde. Esses portos estão sendo reestruturados. O avanço que teve a Ferronorte, do município de Alto Taquari, no Mato Grosso do Sul, avançando até Rondonópolis. São eixos que estão sendo estruturados e que estão avançando. Obviamente que a produção avança muito forte, então, você resolve a parte dos problemas, aparecem outros. Por quê? Porque a produção está crescendo muito. Nós passamos, nos últimos 10 anos, de 110 milhões para 190 milhões de toneladas. E o governo, eu pessoalmente assumi agora o ministério, você me acompanhou nos meus pronunciamentos na mídia, nós estamos reestruturando o departamento de logística dentro do Ministério de Agricultura, estou fazendo todo o levantamento dos principais gargalos e algumas obras estruturantes que estão paradas em função de demora de licença ambiental, essas questões, nós estamos estruturando dentro do ministério, para fazer um acompanhamento muito de perto, seja ela na questão da armazenagem, ou seja ela na questão de resolver alguns gargalos, no sentido de avançar esses importantes projetos que estão dentro das prioridades do Governo Federal. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ivon Valente, da Rádio Cultura FM, de Posse, em Goiás, você tem outra pergunta? REPÓRTER IVON VALENTE (Rádio Cultura FM / Posse - GO): Tenho sim, Kátia. Ministro, a gente sabe da grande importância do agronegócio, mas os nossos pequenos produtores, eles são responsáveis por 60% dos alimentos básicos que vão para a mesa do brasileiro, não é? E aqui, como a gente está no Nordeste goiano, a gente tem uma dificuldade muito grande para assistência técnica desses pequenos agricultores, a tecnologia que é gerada na Embrapa, em outros institutos, não chega a esses pequenos agricultores, esse avanço, aí, que é superimportante e, também, a questão da energia elétrica, o que a Eletrobrás e a Celg pode fazer para que a gente leve energia elétrica para o homem do campo? MINISTRO NERI GELLER: Ivon, é por isso a importância de estar se comunicando com a sociedade através dos meios de comunicação, como é esse importante, essa importante Rádio Cultura, aí do Goiás. Nós estivemos no Goiás essa semana, a questão energética é um problema do Estado com a União e que precisa ser resolvido. Eu conversei com o governador Marconi Perillo, com outras lideranças do setor e nós vamos fazer gestão para que se resolva definitivamente, se convirja para um acordo, entre o Estado e a Federação. Não é possível um Estado que tem um potencial produtivo que tem o Goiás, nós ‘ter’ essa ‘pendenga’. Tem que ser resolvido isso, nós vamos fazer gestão para ajudar a resolver isso. A questão do Goiás, dentro do programa... do Plano Safra, nós disponibilizamos também um grande programa de irrigação, também taxas de juros equalizadas pelo Tesouro Nacional, e o Goiás é um exemplo claro disso, avançou muito, principalmente, Kátia, na produção de feijão, ajudando a amenizar os impactos inflacionários do Governo Federal. Nós tivemos um excedente de produção de feijão agora, esse ano, o preço mínimo caiu abaixo... o preço caiu abaixo do preço mínimo, imediatamente o governo entrou, fez a aquisição e o feijão acabou reagindo, dando ao produtor renda. Então, são políticas que estão sendo implementadas pelo Governo Federal, muito ligados com o setor. E o Goiás é, realmente, um Estado importante da Federação, que está avançando a produção, principalmente na incorporação de tecnologias. Nós vamos continuar essa nossa linha de atuação. Eu estive no Goiás na semana passada, todas as ações que foram implementadas pelo Governo Federal ano passado, teve a participação da Faeg, lá do Estado do Goiás, através das lideranças classistas, aí, o Bartolomeu, Zé Mário, o próprio presidente da Comigo, o Sr. Antônio, também está participando muito forte, porque o cooperativismo no Goiás é bastante importante. Então, está se avançando e muito nesse sentido de logística. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Agradecemos a participação de Ivon Valente, da Rádio Cultura FM, de Posse, em Goiás, aqui com a gente no programa Bom Dia, Ministro, que recebe, hoje, o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller. Ministro, vamos agora conversar com a Rádio Cultura Riograndina 740 AM, de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Quem está lá é Jussara Souza. Olá Jussara, bom dia. REPÓRTER JUSSARA SOUZA (Rádio Cultura Riograndina 740 AM / Rio Grande - RS): Bom dia, Kátia. Ministro, nós temos problemas com a questão de armazenagem. Para resolver isso eu sei que o governo destinou quantia considerável. Como é que está se tratando isso e a quantia, Ministro? MINISTRO NERI GELLER: Bom dia, Jussara. Bom dia aos nossos conterrâneos gaúchos, aí, eu que sai do Rio Grande do Sul na década de 70, fui para o Estado de Santa Catarina e, depois, acabei indo para o Mato Grosso e estou lá há 30 anos. O Rio Grande do Sul é o berço da produção nacional, nós também estivemos agora com o Ministro já, no Rio Grande do Sul, no lançamento oficial da colheita em Tupanciretã, não é, e pudemos perceber... Também estive em Não-Me-Toque, na feira da Expodireto, ainda esse ano, mas ainda como secretário, e a questão da armazenagem, aquilo que nós falamos, o setor está avançando muito. No Rio Grande do Sul, não incorporando novas áreas, porque já está bastante ocupado as áreas de produção no Rio Grande do Sul, mas incorporando novas tecnologias. Hoje se faz uma, duas, e até, em alguns casos, três safras por ano no nosso Rio Grande do Sul, e isso deu um crescimento extraordinário do ponto de vista de aumento de produtividade por área plantada, assim como as tecnologias que foram incorporadas e trazendo, aí, na produção de soja, de milho e também do trigo, é uma das grandes novidades também que está sendo anunciado hoje, só o Rio Grande do Sul vai aumentar a produção de trigo, que é importante também, Kátia, para a cesta básica do nosso brasileiro, do povo brasileiro. O trigo do Rio Grande do Sul tem um avanço, uma previsão de aumento de colheita no Rio Grande do Sul de mais de 25%. Primeiro, incorporando novas tecnologias, segundo destinando mais áreas de segunda safra. Isso demonstra exatamente, Jussara, as linhas de crédito que estão sendo disponibilizadas e a política macro implementada pelo Governo Federal. E, inclusive, e, principalmente, no seguro. O produtor está entrando, porque a produção de trigo é uma cultura temerária, em função de ser plantado exatamente no inverno, onde... no floramento do trigo, qualquer geada ou qualquer excesso de chuva, ela é uma cultura bastante delicada, mas o produtor gaúcho está apostando e tem um mercado muito promissor. Questão da armazenagem, nós estivemos no Rio Grande do Sul a cerca de 60 dias atrás, apresentando o grande programa de armazenagem e também, principalmente, o Programa Inovagro, que é acesso à inovação tecnológica, para que ele é importante? Ele é importante porque o produtor pode fazer lá na sua propriedade a balança, pode fazer a moega, para fazer a segregação das culturas do trigo. Depende da variedade da... depente do valor agregado, ele pode ser... separar com as variedades que não são tão remuneradoras, então, são programas que estão sendo implementados pelo Governo Federal, no sentido de resolver armazenagem, mas, principalmente, incorporação de novas tecnologias. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada Jussara Souza, da Rádio Cultura Riograndina 740 AM, de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, pela participação com a gente no programa. E vamos agora, Ministro, conversar com Dani Sá, ela é da Rádio Verdes Campos FM, de Teresina, no Piauí. Olá Dani Sá, bom dia. REPÓRTER DANIELLE SÁ (Rádio Verdes Campos FM / Teresina - PI): Bom dia, Kátia, bom dia, Ministro. O que o ministério tem elaborado ou está elaborando em projetos ou programas de assistência técnica ou até mesmo de financiamento para os produtores do Piauí e outros estados do Nordeste? MINISTRO NERI GELLER: Bom dia, Dani. Obrigado pela pergunta. Na questão da assistência técnica, o governo criou a Anater, que vai estar ligado ao Ministério da Agricultura e também ao MDA, é importante se dizer que tem recurso disponibilizado justamente para fazer assistência técnica pelo Governo Federal, em parceria com o Governo do Estado e também com a iniciativa privada, credenciando, inclusive, escritórios de planejamento, que fazem assistência técnica pelo país afora. A região do Piauí é uma região extremamente importante na produção, está avançando muito forte na produção de milho, inclusive para abastecer o nosso querido Nordeste, que tem problema de seca no semiárido. O Piauí vai... tem uma... Só para você ter uma ideia, Dani, na região do Piauí nós tínhamos uma previsão de, ano passado 2012/2013, nós colhemos 542 mil toneladas de milho. Nós estamos anunciando hoje uma previsão de safra, no Estado do Piauí, de 1,27 milhão toneladas. Quer dizer, teve um crescimento de mais de 100% de um ano para o outro. Mostra, primeiro, o potencial de produção dessa região e mostra também as políticas que estão sendo implementadas pelo Governo Federal, no sentido de viabilizar a produção, seja ela através do PSI, de novo, para comprar trator, colheitadeira, plantadeira, incorporar novas tecnologias ou, seja ela, através de seguro ou de comercialização, e no programa de armazenagem que essas regiões de fronteira agrícola precisam nesse momento de expansão agrícola. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Agradecemos a Dani Sá, da Rádio Verdes Campos FM, de Teresina, no Piauí, pela participação com a gente no programa Bom Dia, Ministro. Vamos agora, Ministro, conversar com a Rádio Comunitária Estação VG FM 105,9, de Várzea Grande, lá no Mato Grosso, Ministro. Vamos conversar com Marco Antônio. Olá Marco Antônio, bom dia. REPÓRTER MARCO ANTÔNIO (Rádio Comunitária Estação VG FM 105,9 / Várzea Grande - MT): Bom dia, bom dia, Ministro, bom dia jornalistas, [ininteligível]. Ministro, estamos aqui na Rádio Estação VG, em Várzea Grande, e a gente aqui se sente muito prestigiado por termos o senhor, aí, na condição de Ministro da Agricultura, da República, a Federação de Brasília. E a gente pergunta o seguinte: o apoio aos pequenos agricultores e à agricultura familiar da baixada cuiabana, como é que tem esse planejamento para... aqui na baixada cuiabana, da agricultura familiar dos pequenos agricultores? MINISTRO NERI GELLER: Marco Antônio, primeiro, bom dia aos ouvintes da grande região metropolitana de Cuiabá, Várzea Grande faz parte dessa região. Quero agradecer de forma carinhosa o apoio que eu tenho recebido da imprensa, aí, do Estado do Mato Grosso, pelo país afora, mas especialmente do Mato Grosso, que é o meu Estado, que eu resido há mais de 30 anos, e você sabe do nosso histórico, eu acompanhei a transformação da produção principalmente no cerrado brasileiro e, hoje, Mato Grosso é essa grande potência agrícola, em função do mato-grossense ter dado a oportunidade para tantos gaúchos, paranaenses, catarinenses, irem para lá e se integrar com o povo mato-grossense para fazer a produção acontecer. Hoje, no Mato Grosso, nós temos uma previsão de colheita, entre primeira e segunda safra, de mais de 46 milhões de toneladas. Isso mostra a pujança que tem o Estado de Mato Grosso, mesmo com todos os problemas que se enfrenta em termos de logística, por ser um estado muito longe dos grandes portos para... para levar a produção no mercado internacional. Obviamente que o Governo Federal tem feito a sua parte. Nós fizemos, só pelo eixo da 163, e Marco Antônio, você sabe o que eu estou falando, a região de Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, de Sorriso, que é o maior produtor nacional de soja, está começando a levar parte da produção pelo eixo da 163, sentido Miritituba ou Santarém. Isso vai desafogar, Kátia, os portos do Sul do país e vai começar a dar um fluxo, e de reduzir o custo na região de produção, principalmente no médio norte e no norte do Estado do Mato Grosso, que não é pouco para o país. Hoje, aquela região produz de 28 á 32 milhões de toneladas, o que é muito importante para a balança comercial brasileira e para a estabilidade econômica. Foram feitos 1.100 quilômetros, pavimentados do eixo da 163, no governo da Presidente Dilma, ainda faltam ser pavimentados 180 quilômetros, mas esses 180 quilômetros, nós fizemos uma articulação bem feita com o Ministério do Transporte, nesse período de chuvas, tem lá cinco, seis patrulhas para dar manutenção para que se escoa mesmo por estradas de terra, para que se chega ao porto de Miritituba e também de Santarém. Então, parte da produção sai por lá. A pergunta específica que você falou para o médio e para o pequeno produtor, nós temos muito Pronamp... Nós temos muito o Pronaf, que é gerido pelo MDA, que não é o meu ministério, que não é o Ministério da Agricultura. São muitos recursos disponibilizados, nós temos o PAA, que é um programa importante também para a agricultura familiar e nós estamos... Eu trabalhei muito no ano passado a questão do médio produtor. Nós temos, no Pronamp, hoje, que é um programa de suporte ao médio produtor do nosso país, mas, aí, contempla a região de Cuiabá, de Várzea Grande, de Rosário Oeste, de Nobres, que é todo esse entorno da Grande Cuiabá, contempla através do Pronamp, que são taxas de juros também de 4,5% ao ano, com custeio de até 600 mil por CPF, investimentos que podem ser feitos pelo Pronamp, também, até R$ 350 mil para aquele produtor que precisa fazer as culturas protegidas, que precisa fazer hortifruti e granjeiros, ele pode captar desse recurso para fazer o investimento. E no Inovagro... O Inovagro é um programa de acesso a inovação tecnológica. O produtor nesse momento que está nos escutando, é importante que procure seu sindicato, se informe desses programas, vá no agente financeiro, seja ele da cooperativa, seja ele do Banco do Brasil, seja ele da Caixa Econômica Federal, que está entrando muito forte no agro, agora também, inclusive estimulado pelo Ministério da Agricultura, ou pelos agentes financeiros privados. Hoje, qualquer banco pode financiar esses recursos. O acesso a inovação tecnológica, ele é justamente para esse chacareiro ou pequeno produtor, para ele fazer agricultura protegida, para ele comprar ordenhadeira, para fazer a bacia leiteira funcionar. Isso são tudo taxas de juro equalizado pelo Tesouro e estão disponíveis em qualquer agente financeiro. Se for necessário e tiver dificuldade de acessar, procure a Federação, procure os sindicatos e não tem dificuldade nenhuma de nós, do Ministério da Agricultura, designar a equipe técnica da Secretaria de Política Agrícola, para ajudar na orientação e se tiver dificuldade em acessar, para que esse recurso efetivamente chegue lá na ponta, que é para o produtor. É importante que se diga, é uma orientação do Planalto, da nossa Presidenta da República, Dilma Rousseff, para que esse recurso efetivamente seja equalizado pelo Tesouro Nacional, mas que se chegue lá na ponta. E mais uma vez, os 136 bilhões que foram disponibilizados, o produtor já acessou R$ 108 bilhões, demonstrando que os recursos estão menos burocráticos e com mais fácil acesso ao nosso produtor. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada Marco Antônio, da Rádio Comunitária Estação VG FM 105,9, de Várzea Grande, Mato Grosso, pela participação com a gente no Bom Dia, Ministro. E vamos agora, Ministro, conversar com a rádio Educadora 107,5 FM, de Salvador, na Bahia. Quem está lá é Marina Teixeira. Olá Marina, bom dia. REPÓRTER MARINA TEIXEIRA (Rádio Educadora 107,5 FM / Salvador - BA): Olá, bom dia a todos, bom dia ouvintes. Bom dia, Ministro, tudo bem? Aqui na Bahia existe uma dívida financeira dos produtores de cacau, histórica, muito antiga. Existe algum planejamento sobre como resolver essa questão que já preocupa os produtores há muito tempo? MINISTRO NERI GELLER: Marina, essa questão do cacau, nós estamos começando a discutir isso na Secretaria de Agroenergia e também das culturas perenes. E o cacau vai ter uma atenção. Além de ter liberação de recursos, também que seja custeio de investimento, nós estamos criando alguns programas específicos para dar sustentação, seja café, cacau, a cana-de-açúcar, que estão atravessando alguns problemas. Então, vai ter do Ministério... Assumi agora, hoje, está fazendo 20 dias, menos de 20 dias, mas o cacau é uma cultura importante, principalmente, aí, na Bahia e vai ter uma atenção especial do Ministério da Agricultura. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada Marina Teixeira, da Rádio Educadora 107,5 FM, de Salvador, na Bahia, pela participação. E de Salvador, vamos a Santa Catarina, Ministro, conversar com a Rádio Clube de Blumenau AM, em Blumenau, Santa Catarina. Quem está lá é Charles Espig. Olá Charles, bom dia para você. REPÓRTER CHARLES ESPIG (Rádio Clube de Blumenau AM / Blumenau - SC): Bom dia, Kátia. Bom dia, Ministro. Santa Catarina havia expandido a agricultura e a pecuária do Estado, puxando a alta do PIB, acima da média nacional. Quais os incentivos que o Ministério da Agricultura tem para Santa Catarina continuar crescendo nesse agronegócio, Ministro? MINISTRO NERI GELLER: Charles, obrigado pela pergunta e bom dia a todos. Santa Catarina é um Estado extremamente importante, principalmente porque é o Estado que tem mais crescido no valor agregado. A agroindústria muito forte. O que nós do Ministério da Agricultura fizemos ainda no ano passado que foi importante, principalmente, para o Estado de Santa Catarina? Além de abastecer a agroindústria com milho de outras regiões, sendo transferido para o Estado de Santa Catarina, nós tivemos muito presente também com a Federação, a Secretaria de Agricultura do Estado, mas principalmente para o produtor ali daquela região do oeste catarinense. A ampliação dos recursos para armazenagem, o fortalecimento da Conab e, principalmente, a abertura de mercado. No ano passado, nós abrimos Japão, Coréia do Sul, abertura de exportação de carne, e o Ministério teve um papel importante nesse sentido. Eu estava, na época, como secretário de política agrícola e nós vamos continuar o fortalecimento, agora como Ministro. Abertura de mercado, fortalecimento do cooperativismo, que é muito forte no Estado de Santa Catarina, o valor agregado vai continuar tendo prioridade no Ministério da Agricultura e vocês vão estar muito presentes na discussão do próximo Plano Safra, que vai ter novidades no sentido de viabilizar mais ainda a produção no Estado de Santa Catarina. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Agradecemos a participação de Charles Espig, da Rádio Clube de Blumenau AM, de Santa Catarina, em Blumenau, e agradecemos a participação também do senhor, no Bom Dia, Ministro. Mais uma vez obrigada, Ministro, pela participação. MINISTRO NERI GELLER: Obrigado, Kátia, obrigado aos ouvintes, telespectadores, para mim é uma honra estar dialogando com a sociedade brasileira. O Ministério da Agricultura tem um papel importante no contexto econômico do nosso país, e nós vamos exercer com bastante firmeza, no sentido de defender a produção nacional. A produção nacional é que está dando superávit na balança comercial, está dando ao país a oportunidade da geração de emprego, de renda e o Ministério da Agricultura vai ter um papel muito importante. Nós vamos exercer isso com bastante firmeza no sentido de viabilizar cada vez mais a produção nacional. Muito obrigado. Foi uma grande honra para mim estar aqui nesse seu programa. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigado ao Ministro Neri Geller, e a todos que participaram conosco dessa rede. Muito obrigada e até a próxima edição.