10/12/2015 - No Bom Dia, Ministro, Valdir Simão (CGU) explicou agenda de combate à corrupção do Governo Federal

O Bom Dia, Ministro que foi ao ar nesta quinta-feira (10) recebeu o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Valdir Simão. O ministro falou sobre as novas iniciativas do órgão lançadas no Dia Internacional Contra a Corrupção, comemorado nesta semana.

audio/mpeg 10-12-15-bom-dia-ministro-valdir-simao-cgu.mp3 — 30116 KB




Transcrição

APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO: Olá, amigos de todo o Brasil, começa agora mais uma edição do Bom Dia, Ministro, programa que tem a realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Eu sou Roberto Camargo e recebo hoje o Ministro-chefe da Controladoria Geral da União , CGU, Valdir Simão. Bom Dia, Ministro.MINISTRO VALDIR SIMÃO: Bom dia Roberto.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO: E na pauta dessa edição, as novas iniciativas do órgão lançadas no Dia Internacional Contra a Corrupção, comemorado nesta semana. O ministro vai conversar com radialistas de todo o país, neste programa que vai ao ar via satélite, pelo mesmo canal de A Voz do Brasil e que também é transmitido pela TV NBR, a TV do Governo Federal. Você pode participar do programa, enviando a sua pergunta pelas redes sociais, anote aí os nossos endereços: facebook.com/tvnbr ou, se preferir, twitter.com/tvnbr. Ministro, já temos a primeira rádio a participar aqui do programa, é a Rádio Itatiaia de Belo Horizonte, quem vai fazer a pergunta ao senhor é o Alexandre Nascimento. Olá, Alexandre, muito bom dia a você.REPÓRTER ALEXANDRE NASCIMENTO (Rádio Itatiaia/Belo Horizonte - MG): Muito bom dia, Roberto, muito bom dia também ao Ministro Valdir Simão. Ministro, a Controladoria Geral da União analisou as contas de campanhas da Presidente Dilma Rousseff, e como a gente está falando de corrupção, a pergunta é supersimples, a Presidente usou ou não usou dinheiro de corrupção da Petrobrás na última campanha?MINISTRO VALDIR SIMÃO: Bom dia Alexandre, bom dia ouvintes de Belo Horizonte. Veja, Alexandre, a Controladoria Geral da União tem o papel de auditar as contas do Governo, mas é um instrumento de controle interno, e ele não tem o papel de auditoria do ponto de vista eleitoral. Portanto, nós não, nas nossas auditorias regulares nas nas estatais e especial na Petrobrás, nós não temos esse alcance, eu não posso fazer aqui uma afirmação aqui nem positiva, nem negativa com relação a esse fato. Esse é um tema que está sob responsabilidade do TSE e certamente o TSE tem todos os instrumentos necessários para verificar se houve alguma irregularidade com relação a aplicação de recursos em campanha eleitoral.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO: Nós agradecemos a participação do Alexandre Nascimento da Rádio Itatiaia de Belo Horizonte, aqui no programa Bom Dia, Ministro, que hoje recebe o Ministro-chefe da Controladoria Geral da União Valdir Simão. Ministro, nós tivemos ontem um dia aí intenso, aliás você comentava aqui, durante toda a semana estão sendo realizadas ações para lembrar, né, esse Dia Internacional Contra o Corrupção, todas as ações, não apenas aqui no Brasil, mas nessa colaboração internacional. O senhor poderia dar um panorama de como está, assim, essa situação hoje da transparência do acesso a informação?MINISTRO VALDIR SIMÃO: Pois não, Roberto. Ontem, dia nove de dezembro, é um dia que nós celebramos a assinatura de uma importante convenção internacional da ONU, que é uma convenção contra a corrupção, essa assinatura se deu no México, foram cem países que assinaram, entre eles o Brasil. E se convencionou celebrar mundialmente o enfrentamento da corrupção nesse dia nove de dezembro, e a Controladoria Geral da União , como agência anticorrupção do Poder Executivo Federal, organizou um conjunto de atividades para que essa data pudesse ser marcada. É claro que a corrupção nós temos que combater todo dia, nós temos que fazer diuturnamente um trabalho bastante forte, ostensivo contra essa prática que é muito prejudicial ao país, prejudicial ao futuro das nossas crianças, e a Controladoria tem feito um bom trabalho. Uma das questões centrais para o enfrentamento da corrupção é a transparência, e hoje nós temos no Poder Executivo Federal, um portal que é acessado por mais de quinze milhões de pessoas por ano, é um volume de acesso fantástico em que todas as informações sobre a execução orçamentária e financeira do Poder Executivo Federal, mas também aqueles recursos que são destinados aos estados e municípios, estão acessíveis ao cidadão. Porque o cidadão, ele é central no combate a corrupção, porque ele tem condições de, constatando uma irregularidade na aplicação de recurso na área de saúde, ou na merenda escolar, denunciar. A Controladoria recebe, tem canais de denúncia e todas as denúncias são apuradas, e a partir de uma irregularidade, nós tomamos as medidas necessárias junto com o Ministério Público, Polícia Federal, para responsabilizar os responsáveis. Portanto, há um esforço hoje, não só dos governos, mas também de toda a sociedade, de enfrentar de forma bastante incisiva esse mal, e eu não tenho dúvidas de que nós vamos vencer essa batalha.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO: Com o compromisso de toda a sociedade, né?!MINISTRO VALDRI SIMÃO: Claro.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO: E agora, Ministro, nós vamos para o estado do Tocantins, a rádio 96.1 FM de Palmas vai participar aqui do programa. Bom Dia, Ministro, quem faz a pergunta é o Marciley Dias. Bom dia Marciley.REPÓRTER MARCILEY DIAS (Rádio 96,1 FM/Palmas - TO): Bom dia Roberto Camargo, Bom dia Ministro Valdir Simão. Olha só, Ministro, gostaríamos de saber como o senhor avalia, como é que o senhor vê a evolução de combate à corrupção no Brasil. A gente tem visto muitos empresários, muitas empresas e muitos políticos envolvidos em corrupção sendo presos, sendo condenados e sendo obrigados a devolver essas verbas desviadas, esses valores desviados aos cofres públicos, como que o senhor, enquanto aí chefe maior dessa agência de anticorrupção vê essa situação?MINISTRO VALDIR SIMÃO: É, bom dia, Marciley. Eu sou bastante otimista com relação ao nosso aparelhamento, à nossa capacidade de enfrentamento. O Brasil evoluiu muito nos últimos anos, fortalecendo as instituições responsáveis pela Defesa do Estado, aqui eu falo da própria Controladoria Geral da União , mas também da Polícia Federal, do Ministério Público, que atuam com independência, a independência que é necessária, é fundamental para fazer esse enfrentamento, ninguém está acima da lei, isso me aparece que está muito claro para todos, também houve evolução no marco regulatório, a nossa legislação avançou significativamente nos últimos anos. Dando instrumentos melhores de investigação, não só o Ministério Público, mas também a própria Controladoria Geral da União, no âmbito administrativo, eu quero citar aqui a Lei Anticorrupção, a Lei 12846, que foi aprovada em 2013, entrou em vigor em janeiro do ano passado no Brasil, que traz penalidades severas para as empresas, que praticam atos contra o administração pública, e também nós evoluímos muito na capacidade de investigação, com aparelhamento tecnológico, com integração de informações e de base de dados. Portanto, o país está preparado e o resultado disso são essas investigações que estão sendo feitas de forma muito profunda, atingindo pessoas que até pouco tempo atrás poderiam ser consideradas inatingíveis pela mão do estado, pela mão da justiça. Então, eu sou bastante otimista que nós entramos em um processo no Brasil de depuração desses atos e está claro para todos nós que a sociedade não tolera mais atos de corrupção, porque eles são prejudiciais ao futuro dos nossos filhos.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO: Marciley Dias, mais alguma pergunta que você quer fazer ao Ministro?REPÓRTER MARCILEY DIAS (Rádio 96,1 FM/Palmas - TO): Sim, eu gostaria de fazer mais uma pergunta ao Ministro. Ministro, a gente sabe de um marco na história de combate a corrupção que aconteceu na Itália nos anos 90, com aquela Operação Mãos Limpas, né, lá da Itália que foi um exemplo pro mundo de combate a corrupção, e chegaram... políticos a se suicidarem, isso deu uma revolução no mundo, foi um exemplo para o mundo. E pro país foi possível depois se reerguer, sair da corrupção e se reerguer, essa é a intenção do órgão de controladoria, do órgão de fiscalização, é fazer esse trabalho assíduo para que o país, para que o Brasil volte a crescer, para que a corrupção seja combatida e a população, né, a nação brasileira desfrute de melhores qualidades de vida, um país mais digno.MINISTRO VALDIR SIMÃO: Exatamente isso, Marciley, é claro que após esse trabalho mais intenso de colocar tudo a limpo, de apurar tudo o que tem que ser apurado, punir os responsáveis, nós precisamos continuar vigilantes. A corrupção ela pode estar presente em, daqui algum tempo, também em empresas que não estejam bem preparadas para enfrenta-la, para se protegerem. Portanto, é papel dos órgãos de defesa do estado, é papel dos órgãos de controle, como a Controladoria Geral da União, garantir que as organizações públicas, as empresas estatais, os ministérios, as autarquias e fundações, tenham instrumento de controle efetivo, e que as tornem impermeáveis a corrupção, é esse é trabalho de base que a Controladoria Geral da União vem fazendo, ofertando a esses órgãos uma metodologia pra implantar programas de integridade que as protejam, ontem nós lançamos dois guias, Roberto, para esses programas, e esses guias estão disponíveis na página da CGU, na internet, um guia voltado para as estatais, e é um coisa... e outro guia voltado para a administração direta e autarquias e fundações. É uma coisa bastante simples. Ou seja, primeiro, as organizações têm que vivenciar a questão da integridade e da proteção, tem que haver um comprometimento da alta administração; Segundo, nós temos que identificar quais são os riscos da prática de corrupção em cada uma dessas organizações, considerando com quem elas se relacionam, que tipo de atuação, que seguimento da atividade econômica elas estão presentes e, a partir desses riscos, implementar mecanismos de proteção, por exemplo, um código claro de ética e conduta, diligências necessárias fundamentais na contratação de fornecedores, no relacionamento com terceiros prestadores de serviço, políticas claras, por exemplo, para oferta patrocínio, de brindes, enfim, um conjunto de mecanismos que devem proteger essas organizações, e um coisa muito importante, canais de denúncia. Os empregados dessas companhias públicas, os empregados, servidores públicos, eles têm que se sentir confortáveis de denunciar atos de corrupção praticados pelos colegas, por seus chefes, e que eles não sofram retaliação. Quer dizer, a proteção ao denunciante tem que ser garantida também. E a partir daí um programa bem estruturado, ele deve ser disseminado dentro das organizações, comunicado a todos os empregados, servidores, e com clareza de que os atos que forem identificados serão remediados, ou seja, imediatamente corrigidos e as pessoas punidas. Esse é um processo de aprendizado que no exterior está muito avançado, inclusive nas empresas privadas, e que no Brasil está começando em especial a partir da publicação da lei anticorrupção, Lei 2846, e a controlaria é a guardiã dessa legislação e tem assumido a responsabilidade de ajudar os órgãos se protegerem na implantação desse mecanismo de integridade.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO: Esses dois guias que o senhor mencionou, ministro, eles estão disponíveis na página da CGU na internet, então?MINISTRO VALDIR SIMÃO: Exatamente, cgu.gov.br. Nós temos guia para estatais, guias para administração direta, mas também autarquias e fundações, e fizemos já há 60 dias atrás dois outros guias voltados para o setor privado, um pras grandes empresas, que elas também precisam se proteger contra a prática de atos lesivos de seus representantes, porque qualquer terceiro que fale em nome de uma empresa privada e que pague uma propina para o governo, um servidor do Governo Federal, ou de uma prefeitura ou estado, a responsabilidade é da empresa, ela tem responsabilidade objetiva nisso, e as multas são severas, chegam até 20% do faturamento e a empresa eventualmente pode até ser declarada inidônea se for uma empresa que presta serviço à administração pública, e com isso fica proibida de prestar serviço. E fizemos um guia também, Roberto, em parceria com o Sebrae, para as pequenas empresas. Porque a questão da integridade, ela tem que ser vivenciada por todo tipo de empresa, independentemente do porte, e lembrando porte, lembrando que as pequenas empresas hoje também são fornecedoras de bens e serviços para a administração pública, em especial nos pequenos municípios.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO: Perfeito. Nós agradecemos a participação do Marciley Dias, da rádio 96,1 de Palmas, Tocantins, no programa Bom Dia, Ministro, que hoje recebe o ministro chefe da Controlaria Geral da União, CGU, Valdir Simão. E nesse nosso giro pelo Brasil, ministro, nós vamos agora para o Rio Grande do Sul, é de lá que nós vamos ouvir a pergunta de Vitória Famer, da rádio Guaíba. Olá Vitória, bom dia.REPÓRTER VITÓRIA FAMER (Rádio Guaíba AM/Porto Alegre - RS): Muito bom dia para você, bom dia ao ministro. Aqui no Rio Grande do Sul a curiosidade, ministro, é a reforma ministerial [...], infelizmente deixou de lado a possibilidade, pelo menos momentânea, de retirar o status de ministério da CGU, mas em função da crise nada impede que o governo possa quem sabe retomar essa ideia para supostamente reduzir custos. Essa possibilidade preocupa o senhor? Na sua opinião qual seria o impacto negativo no combate a corrupção que ação poderia causar se concluída?MINISTRO VALDIR SIMÃO: Bom dia Vitória. Bom, primeiro, desde o primeiro momento a Presidente Dilma Rousseff manifestou a intenção de manter a CGU com um órgão forte, preparado e bem estruturado para enfrentamento da corrupção. É claro que na discussão de reforma ministerial e redução do número de ministérios, todas as possibilidades foram analisadas pelos técnicos do Poder Executivo Federal e o Ministério do Planejamento, mas não tínhamos dúvidas que a decisão da Presidente seria de manter o status da Controlaria Geral da União. E por que que isso é importante? Porque nós somos o órgão que fiscaliza os demais ministérios, nós fazemos recomendações para que os ministérios melhorem seus controles, tomem providências, apurem responsabilidades de servidores, e seria muito ruim a controlaria fazer recomendações tendo um status menor daqueles ministérios que são objeto da nossa fiscalização, do nosso controle. Portanto, eu acredito que essa etapa está superada, a controlaria continuará forte, integrada, em quatro grandes áreas que são muito importantes de estarem juntas. Ações de transparência e prevenção da corrupção, as ações de auditoria, de fiscalização, as ações de correição de apuração de responsabilidade de servidores, mas também a partir da lei anticorrupção das empresas que praticam atos lesivos contra a administração pública e a ouvidoria geral. Nós fazemos a coordenação de todo o sistema de ouvidoria da União que precisa estar integrado e a partir das ouvidorias é que o cidadão pode manifestar-se, pode fazer reclamações e, muito importante, fazer denúncias que serão importadas pela CGU em qualquer situação em que haja desvio de recurso público federal, mesmo que seja aplicado pelos estados e municípios.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO: Perfeito. Nós agradecemos a participação da Vitória Famer, da rádio Guaíba de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, aqui no programa Bom Dia, Ministro, e queremos lembrar a vocês que o áudio dessa entrevista vai ser disponibilizado ainda hoje em nossa página na internet. Anote aí o endereço. www.servicos.ebc.gov.br. Ministro, nós vamos agora para o Maranhão, vamos conversar com a rádio Timbira, de São Luís, quem faz a pergunta é o Rony Moreira. Bom dia, Rony.REPÓRTER RONY MOREIRA (Rádio Timbira AM/São Luís - MA): Bom dia, bom dia a você, bom dia ao ministro. Bom, ministro, aqui no estado do Maranhão recentemente o governo do estado teve o trabalho de justamente nessa área de transparência, e o Maranhão conquistou recentemente o primeiro lugar na escala Brasil transparente. O estado saiu do antepenúltimo para o primeiro lugar, quanto ao cumprimento as leis de acesso a informação. Como o senhor vê esse trabalho do governo do Maranhão realizando diversas ações para elevar o nível de acesso a informação no estado?MINISTRO VALDIR SIMÃO: Bom dia Rony. Bom, primeiro, a transparência, ela é mais do que uma ferramenta de controle, de combate a corrupção, ela é obrigação do gestor público. A lei que estabelece que a administração pública tem que colocar à disposição do cidadão as informações sobre os contratos, a execução orçamentária, financeira, e também tem que colocar à disposição do cidadão a possibilidade de obter informações que não estão disponíveis nos sites. E esse trabalho que a CGU fez de avaliação da aplicação da lei de acesso a informação pelos estados e municípios, foi um é um trabalho muito importante, nós fizemos uma primeira rodada no primeiro semestre com aproximadamente 500 entes federativos, municípios e estados, e fizemos uma segunda agora no segundo semestre com 1600 entes federativos. E nós verificamos, como nós avaliamos todos os estados na primeira rodada e na segunda, nós verificamos um crescimento considerável da qualidade e do cumprimento da lei nos estados que tinham ido muito mal na primeira rodada. E o Maranhão foi de fato um caso bastante bacana, interessante, porque ele saiu lá das últimas posições na primeira rodada e ficou com uma nota máxima nessa segunda rodada, o que nos traz bastante alegria. Nós tivemos a oportunidade de no início do ano estar com a governador do Maranhão em um evento para o lançamento do portal de transparência do estado, e a estruturação da área de controlaria no estado e é um exemplo muito importante para os demais estados o que o Maranhão fez, vocês estão de parabéns aí Rony pelo trabalho de transparência e que essas ferramentas possam ser usadas pela população para fiscalizar os atos do governo.MINISTRO VALDIR SIMÃO: Muito bom. Nós agradecemos então ao Rony Moreira, da rádio Timbira de São Luís do Maranhão, pela participação aqui no programa. E agora, ministro, nós temos também a participação de internautas, pessoas que acompanham a TV NBR e o programa pela rádio enviam perguntas pelas redes sociais. Nós recebemos aqui pelo Twitter a pergunta da Maria Sirlene Matos, de Macaé no Rio de Janeiro. A Maria Sirlene gostaria de saber, ministro, como a CGU fiscaliza o cumprimento da legislação de acesso a informação nos municípios e estados? Que é exatamente o que você vinha respondendo ao Rony do Maranhão.MINISTRO VALDIR SIMÃO: A CGU, ela não tem a competência legal de fiscalizar o cumprimento da lei de acesso a informação pelos estados e municípios, mas nós temos a competência de disseminar a lei e garantir que ela seja aplicada. Então a partir dessa competência, nós temos feito uma análise dentro dessa escala, que nós chamamos de Brasil transparente, que nós teste amos o modelo. O que a gente faz? Nós pegamos e fazemos perguntas para os canais de acesso a informação dos estados e municípios para verificar se: Primeiro, se existe um canal para consulta, segundo, se as respostas elas vêm no prazo, e terceiro, se elas vêm de forma satisfatória, e com isso nós pontuamos os estados e municípios e divulgamos essa escala. Como é um trabalho que acaba expondo as fragilidades dos estados e municípios, é óbvio que todos eles acabam também fazendo um trabalho de melhoraria dos canais e de prestação ao cidadão. A boa notícia é que a partir de agora, também o Ministério Público vai fazer essa avaliação e com isso aliando uma análise da transparência, que chamamos: a transparência ativa, aquela transparência em que os governos, as prefeituras, os estados já colocam a disposição do cidadão nas suas páginas de transparências as informações, com a transparência passiva da Lei de Acesso à Informação, quando o cidadão pede uma informação que não está no portal, associando essas duas dimensões, duas análises, nós vamos ter certamente um crescimento significativo no cumprimento da lei. Mas o que ainda é preocupante que é após três anos e meio da vigência de lei, mais de 50% dos municípios não tem uma legislação satisfatória, não tem mecanismos satisfatórios de acesso a informação. Em especial os pequenos municípios, mas precisamos trabalhar para ajudá-los, para que eles possam, a controlaria tem colocado à disposição deles, inclusive software livre, ferramentas para que possam implementar a Lei de Acesso à Informação, e os estados e municípios que não tenham ainda os canais adequados, podem procurar Controladoria Geral da União, nós temos escritórios em todas as capitais, teremos maior prazer em ajudá-los a implantar porque isso representa para nós também um instrumento adicional de controle que é o controle social, tão importante para a transparência e para a melhoraria da gestão.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO: Certamente, então nós agradecemos a Maria Sirlene de Macaé no Rio de Janeiro e você que está nos acompanhando também pode participar desse programa, enviando a sua pergunta pelas redes sociais, você tem a opção do Facebook, nossa página Facebook.com/tvnbr ou também pelo Twitter, Twitter.com/tvnbr. Ministro, nós vamos agora para o seu estado natal, estado de São Paulo, é de lá que vem a pergunta do Yuri Cavalieri da rádio Bandeirantes de São Paulo, Capital, bom dia.REPÓRTER YURI CAVALIERI (Rádio Bandeirantes/São Paulo - SP): Bom dia, bom dia a todos. Ministro, a Controladoria Geral da União lançou essa semana um sistema que calcula valores de referência para produtos adquiridos pelo poder executivo federal. O banco de preços, como isso vai funcionar?MINISTRO VALDIR SIMÃO: Bom dia Yuri. O banco de preços é mais uma ferramenta de transparência, mas também de controle. O que nós fizemos? Todas as informações de compra de produtos no poder executivo federal, nós colocamos nesse banco e é possível para o cidadão verificar atualmente em 42 itens qual é o valor pago, o preço médio e a partir de um modelo econométrico nós calculamos se esse valor está adequado ou não, expurgamos aqueles valores que provavelmente representam algum erro no preenchimento das notas de empenho, e damos uma certeza bastante, uma avaliação bastante certa do preço, bastante precisa do preço que cada um dos órgãos está pagando, por exemplo, no galão de água, no combustível, no papel, e o cidadão pode acompanhar, é claro que essa é uma ferramenta, também ajuda o próprio gestor que vai verificar se as compras que ele vem fazendo estão adequadas em linha em relação ao seu preço aquilo que é praticado por outros órgãos em outras regiões do país, portanto, é mais uma ferramenta de transparência e de controle social que a controladoria implementou e está disponível no portal de transparência.gov.br no link chamado banco de preços.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO: Muito bem, Yuri Cavalieri da rádio Bandeirantes de São Paulo, você gostaria de fazer mais uma pergunta ao ministro Valdir Simão?REPÓRTER YURI CAVALIERI (Rádio Bandeirantes/São Paulo - SP): Só isso, muito obrigado a todos e muito obrigado ao ministro.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO: Agradecemos a participação da rádio Bandeirantes. Ministro, nós temos conversado aqui a respeito das ações, seria interessante também uma breve consideração do senhor em relação a investimentos que O Governo Federal vem fazendo para garantir essas ações e que realmente haja um incentivo em todo o país para maior acesso à informação?MINISTRO VALDIR SIMÃO: Nós temos hoje na Controladoria Geral da União , um trabalho intenso de melhoraria e aparelhamento para que a nossa atuação tenha o seu alcance ampliado, pra você ter ideia, a controladoria já realizou esse ano quase seis mil auditorias, é um número surpreendente, nós somos hoje em torno de 2 mil servidores, realizamos 6 mil auditorias, fiscalizando estados, municípios, poder executivo federal, e a partir dessas auditorias nós temos a oportunidade de recomendar melhorarias na gestão, e também quando apontadas as irregularidades apurar responsabilidade das pessoas. Para fazer isso nós temos investido em tecnológica. Com instrumentos que nos garantam ter um olhar que amplie o alcance do controle. Não é possível estar presente em todos os lugares do país, em todos os órgãos 24 horas por dia. Mas com a utilização de tecnologia, acompanhando o dia a dia desses órgãos, a aplicação dos recursos, as compras, é possível identificar com bastante certeza onde estão os problemas que precisam ser fiscalizados. Então a controladoria é um órgão inteligente, é um órgão de excelência no poder executivo federal, e estamos transferindo também esse conhecimento, essa capacidade, para os órgãos de controle nos estados e municípios. Para que a gente possa fazer uma rede de proteção ao patrimônio público e ao estado. Mas esse trabalho não é completo se não houver a participação de cidadão, o cidadão é decisivo no enfrentamento da corrupção e no apoio as ações de controle. Nós temos feito um trabalho bastante forte também de formação das pessoas, essa semana tivemos dois eventos bastante importantes, premiamos crianças no concurso de desenho e redação na segunda-feira também em celebração ao dia de combate a corrupção. Com o tema: pequenas corrupções, diga não, e as crianças de uma forma bastante clara deixaram a mensagem de que elas não toleram as pequenas corrupções, porque são elas que alimentam no futuro as grandes corrupções, e outra parceria com o Instituto Maurício de Souza, de informação de crianças do ensino fundamental do quinto ano do ensino fundamental, do quinto ano do ensino fundamental, com conceitos de ética e cidadania, um material produzido pelo Maurício com a Turma da Mônica e fizemos uma parceria com o Ministério da Educação, na segunda-feira para aplicação de um milhão de reais que vá alcançar em torno de 250 mil crianças no próximo ano. Vários estados aderindo a isso, nessa semana o estado do Mato Grosso fez uma parceria conosco, vai aplicar recursos que foram, olha que interessante, que foram recuperados de operações de corrupção naquele estado com apoio da justiça federal, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, vai aplicar nessa parceria e vai conseguir alcançar cem mil crianças com esses conceitos de cidadania com material do Maurício de Souza. Portanto, há um trabalho didático, há um trabalho também que é preventivo e há um trabalho de controle e de punição das pessoas bastante forte.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO: Muito bom, ministro, o nosso tempo esgotou, nós temos participação de internautas também, e queremos já esclarecer que as perguntas que não puderam ser respondidas serão encaminhadas a assessoria de Controladoria Geral da União, e fica aqui o convite para você continuar participando pelas redes sociais, o Facebook.com/tvnbr e também nosso canal no youtube que vai disponibilizar esse programa ainda hoje, você poderá acessar na íntegra pelo youtube.com/tvnbr. Nós lembramos que o áudio da entrevista também vai ser possível de ser acessado pela nossa página, www.servicos.ebc.com.br. Ministro Valdir Simão, nós agradecemos muito a sua opinião aqui no programa Bom Dia, Ministro, e fique à vontade para as suas considerações finais.MINISTRO VALDIR SIMÃO: Muito obrigado Roberto, todos os ouvintes, foi um prazer compartilhar com vocês essas informações, quero deixar também a controladoria à disposição para qualquer dúvida, qualquer questionamento que possa ser feito diretamente a nós, e que as pessoas confiem no trabalho que estamos fazendo, nós estamos com a convicção de que ajudaremos a tornar o Brasil e a administração pública algo que nos orgulha com bastante integridade, participação social, transparência e com entrega de produtos e de serviço público de qualidade ao cidadão.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO: Ministro, para encerrarmos, a página que o cidadão pode acessar. Convide toda a sociedade para participar dessa luta contra a corrupção.MINISTRO VALDIR SIMÃO: Todosjuntoscontraacorrupção.gov.br. É o portal que a CGU lançou, reúne todas as informações sobre as ações do poder executivo federal de enfrentamento da corrupção, é uma ferramenta que o cidadão pode usar para fiscalizar os atos de governo, pra saber se aquilo que nós estamos fazendo de combate à corrupção tem dado resultado, mas também para denunciar atos de corrupção que ele fique sabendo.APRESENTADOR ROBERTO CAMARGO: Ok, muito obrigado ministro Valdir Simão, e muito obrigado a você que nos acompanhou, até o próximo Bom Dia, Ministro.