12/03/2014 - Ministra Marta Suplicy falou sobre o projeto Vitrines Culturais e o benefício do Vale-Cultura

O Bom Dia Ministro, que foi ao ar nesta quarta-feira (12), recebeu a ministra da Cultura, Marta Suplicy, que falou sobre a seleção de peças artesanais para o projeto Vitrines Culturais e o benefício do Vale-Cultura

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APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Olá, amigos em todo o Brasil. Eu sou Kátia Sartório e começa agora mais uma edição do programa Bom Dia, Ministro, programa que tem a coordenação e a produção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços. Hoje, a nossa convidada, a ministra da Cultura, Marta Suplicy. Bom dia, Ministra. Seja bem-vinda! MINISTRA MARTA SUPLICY: Bom dia! É um prazer estar com vocês. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ministra, a gente começa falando, a nossa proposta, hoje, do programa são o projeto Vitrines Culturais e também o benefício do Vale Cultura. Nós já temos rádio na linha, Ministra. É a Rádio Gazeta 1260 AM, de Maceió, Alagoas. E quem conversa com a gente é Jeferson Morais. Bom dia, Jeferson. REPÓRTER JEFERSON MORAIS (Rádio Gazeta 1260 AM / Maceió - AL): Bom dia, Kátia. Bom dia, Ministra. MINISTRA MARTA SUPLICY: Bom dia. REPÓRTER JEFERSON MORAIS (Rádio Gazeta 1260 AM / Maceió - AL): Ministra Marta, eu queria que a senhora, por favor, nos falasse a respeito do projeto Vitrines Culturais e o benefício do Vale-Cultura, por favor. MINISTRA MARTA SUPLICY: Bom dia, Jeferson. Nós estamos, assim, a poucos meses da Copa, não é, e o Vitrines Culturais, ele é um edital do Ministério da Cultura para, no Fan Fest, que são aquelas tendas onde vão ocorrer os grandes espetáculos, o Ministério da Cultura ficou com a loja e, nessa lojinha, nós vamos poder vender os produtos artesanais brasileiros. E a Vitrine Cultural é um edital para que todos os artesãos do Brasil possam entrar nesse edital, nós possamos selecionar as peças, são muitas peças, 60 mil peças que vão entrar em consignação para a venda nas lojas de todo o Brasil. O que é interessante é que essas peças, cada estado, nós vamos ter 27 caminhões disponíveis, numa parceria com a Presidência da República, com a Secretaria de Micro e Pequena Empresa, que vão buscar as peças, essas peças são levadas para a capital, onde elas entram em consignação no artesanato brasileiro e aí elas são colocadas no Brasil todo, para que a gente possa exatamente isso, você ter uma peça de Alagoas ser vista no Pará ou ser vista em São Paulo ou no Brasil todo e essa circulação. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Jeferson Morais, da Rádio Gazeta AM, de Maceió, você tem outra pergunta para a Ministra? MINISTRA MARTA SUPLICY: Ele falou do Vale também, não é, Jeferson? APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ah, sim. MINISTRA MARTA SUPLICY: Eu não respondi do Vale. O Vale são... O Vale, eu vou ter que responder para vários, porque o Vale, é longa a explicação, mas, em linhas gerais, quem ganha até cinco salários mínimos e a sua empresa fizer a adesão vai poder ganhar, todo mês, um cartão de crédito que vale R$ 50 e pode usar em qualquer equipamento cultural que estiver cadastrado. E esses equipamentos culturais são cadastrados pela operadora, isso é, pela operadora do cartão de crédito, e vão ser teatros, cinemas, lugares de música ao vivo, vão poder também acumular e comprar instrumentos musicais e é cultura, não é, gente? Teatro também, é muito bom. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Jeferson Morais, você tem ainda alguma outra pergunta? REPÓRTER JEFERSON MORAIS (Rádio Gazeta 1260 AM / Maceió - AL): Não. Eu não quero agradecer à Ministra. Muito obrigado. Um bom dia a todos. MINISTRA MARTA SUPLICY: Obrigada. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Esse é o programa Bom Dia, Ministro e estamos, hoje, com a Ministra da Cultura, Marta Suplicy. A senhora falou agora há pouco, Ministra, sobre os caminhões. Na verdade, são caravanas, não é, que vão percorrer todo o Brasil, não é isso? MINISTRA MARTA SUPLICY: Olha, são caravanas que vão percorrer o Brasil todo e vão pegar essas peças artesanais que foram escolhidas prioritariamente antes e vão levar para a cidade-sede. E a ideia é que nós possamos mostrar a nossa diversidade cultural. Agora, se você que está nos ouvindo for um artesão e quiser entrar, poder concorrer a essa seleção, você entra no site do Ministério, www.cultura.gov.br, e você lá vai ter todas as instruções. Nós temos também alguns telefones, que eu preciso que ela mande aqui para eu dar na próxima vez, que você pode ligar para também tirar todas as dúvidas, aqui em Brasília, no Ministério da Cultura. Qual é o critério que vai ser? O critério, gente, é a qualidade da peça, a diversidade da peça. Se você é um artesão que fez a sua peça com carinho, com cuidado e acha que ela representa a sua região, o Brasil, você, mande a sua peça que, certamente, ela vai ser escolhida. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Aqui já estão os telefones, Ministra, a senhora já pode divulgar. MINISTRA MARTA SUPLICY: (061) 2024-2987 e 2024-2773. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada, então, pela participação de Jeferson Morais, da Rádio Gazeta AM, de Maceió, pela participação com a gente no Bom Dia, Ministro. E agora, Ministra, vamos falar com a Rádio Globo, aqui de Brasília. Quem está lá é Leonor Morais. Bom dia, Leonor! REPÓRTER LEONOR MORAIS (Rádio Globo / Brasília - DF): Bom dia! Bom dia, Ministra! É um prazer estar participando, mais uma vez, do Bom Dia, Ministro. E, dando continuidade aí à resposta da Ministra, gostaríamos de saber como é que vai ser a logística que a senhora estava explicando detalhadamente sobre essas peças artesanais. Quem pode participar? A senhora acabou de passar o telefone, mas como vai ser essa logística? Como o público vai ser informado para ter acesso à visitação e até a possível compra dessas peças? MINISTRA MARTA SUPLICY: Bom dia, Leonor. REPÓRTER LEONOR MORAIS (Rádio Globo / Brasília - DF): Bom dia. MINISTRA MARTA SUPLICY: O público vai ter acesso porque são os Fan Fests, não é, que serão abertos à visitação, o pessoal vai comprar, se quiser, a peça. Agora, a grande oportunidade para o artesão é essa peça estar exposta também, porque nós vamos ter, em todos esses lugares, as televisões todas e tem uma exposição muito grande para o exterior e para o Brasil também. Fora a peça, na hora que ela está lá à venda, mesmo que o artesão tenha posto poucas peças, nós vamos tentar fazer um livro com as peça selecionadas, com as informações sobre o artesão, e isso as pessoas pegam também, a gente sabe que vai poder dar uma exposição, uma visibilidade àquele artesão bastante grande. Então, o que nós precisamos é que as pessoas concorram, que elas entrem, porque nós não podemos pegar: “Olha, eu tenho uma peça”, então vai lá, a peça vai ser buscada para ser... Ela tem que concorrer, ela tem que mandar foto, ela tem que ver as instruções do Ministério da Cultura, que é o que eu falei: www.cultura.gov.br/vitrinesculturais. E aí, ela seguindo aquelas instruções... E como a gente sabe que muita gente acha complicado o edital, nós temos esses telefones que ajudam, mas nós temos mais, nós fizemos todas as regionais da cultura, porque o Ministério da Cultura tem administrações regionais, centrais regionais, em quase todo Brasil e, nas principais capitais, é certo que todos têm. E aí você pode ir lá pegar as informações, e não só as informações, mas ir lá, porque nós vamos fazer um seminário para as pessoas conseguirem entender, para as pessoas poderem preencher. Agora, o artesão, um dos requisitos é ele estar associado à Associação de Artesãos Brasileiros. Como nós sabemos que vão ter alguns que não estão... Porque os artesãos mais qualificados, todos eles estão, estão até naquela lista dos cem melhores do Sebrae e tal, que a gente está ligando para eles e dizendo: “Entrem, venham, a gente quer vocês”. Mas nós queremos também os que não são tão conhecidos e que não estão registrados, cadastrados, e aí nós vamos ensinar e ajudar a fazer isso. Por exemplo, se o artesão tiver uma peça é uma peça, se ele tiver 30 peças são 30 peças, com quantas peças o artesão quiser entrar. São 60 mil peças que nós vamos pôr nessas lojas. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Leonor Morais, da Rádio Globo de Brasília, você tem outra pergunta? REPÓRTER LEONOR MORAIS (Rádio Globo / Brasília - DF): Tenho, sim. Gostaria de saber da Ministra sobre o Vale-Cultura, de que forma que as empresas... Porque são as empresas que aderem ou não ao Vale para os seus funcionários. De que forma essas empresas estão sendo estimuladas pelo governo federal e se a senhora acredita que esses incentivos, eles possam aí atrair a classe empresarial. Brasília, por exemplo, os grandes espetáculos que vêm a Brasília acabam tendo um custo muito elevado, pela distância e por toda a logística, também, para se chegar até aqui e se apresentarem grandes espetáculos. A gente sabe que o Vale, ele é para vários outros serviços, mas, no caso, o que esses incentivos vão estar aí significando em termos de atração para o empresariado? MINISTRA MARTA SUPLICY: Olha, são dois tipos de incentivo. Um é o incentivo fiscal para as empresas que declaram por lucro real, que aí são empresas maiores, elas podem usar até 1% desse lucro real que elas têm. Para ela se cadastrar, ela entra de novo no site do ministério, www.cultura.gov.br, e aí a empresa se cadastra. A partir desse cadastramento, ela aí voa por conta própria, ela vai ter que escolher a sua operadora. Nós temos 23 operadoras, no nosso site, disponíveis. As grandes operadoras estão todas. Operadoras são os cartões de crédito. Então, a empresa diz: “Eu quero esse cartão de crédito”. Ela entra em contato com aquela operadora e a operadora fornece, então, para os funcionários daquela empresa, o cartão de crédito. E aí a pessoa pode usar esse cartão de crédito em todos os estabelecimentos culturais que estejam cadastrados. Então, isso já começa a ocorrer. Nós temos 160 mil trabalhadores já com o seu cartão de crédito na mão e 340 que a empresa já se cadastrou na operadora e estão recebendo agora os seus cartões de crédito. Por exemplo, ontem, nós fomos fazer... Fomos na Livraria Saraiva e lá... Cento e doze Livrarias Saraiva já estão com disponibilidade, em todas as suas livrarias, para receber o cartão de crédito. E, muito bacana, deram o cartão para todos os seus funcionários. Então, isso começa a bombar e, ao mesmo tempo, um fala para o outro, um fala, comenta que vai, que vai porque guardou. Por exemplo, ontem, a moça da livraria, que eu dei o primeiro cartão, ela perguntou... Eu perguntei para ela: “E você vai usar em quê?”. Ela falou assim: “Eu não vou usar esse mês nem o próximo. Eu vou guardar tudo até agosto, porque vai ser a Bienal e eu vou fazer uma festa”. Eu achei muito bonito, não é? Agora, a empresa que declarar por lucro presumido ou lucro simples, ela pode dar também, sem incentivo fiscal, mas não é salário. Então, ela dá R$ 50 para o seu funcionário, mas isso não é descontado, não tem nenhum ônus trabalhista, quer dizer, ela não vai pagar nenhuma taxação nesses R$ 50. E aí, Leonora, as pessoas podem perguntar: “Mas então, por que é bom para a empresa?”. Ué, você tem um trabalhador com uma qualidade da vida melhor, acesso à cultura. Tudo isso é muito bom! E ganha o empregador e ganha o funcionário. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Agradecemos a participação de Leonor Morais, da Rádio Globo de Brasília, aqui no Bom Dia, Ministro, o programa que recebe, hoje, a Ministra de Cultura, Marta Suplicy. Ministra, vamos agora a Uberaba, em Minas Gerais, falar com a Rádio Sete Colinas AM, de Uberaba, onde Élvia Moraes. Bom dia, Élvia! REPÓRTER ÉLVIA MORAES (Rádio Sete Colinas AM / Uberaba - MG): Bom dia! Bom dia, Ministra! É um prazer interagir com vocês. Ministra, é sabido que as perspectivas do Vale-Cultura, principalmente para a questão do mercado editorial, são amplas. Eu estou em Uberaba, Triângulo Mineiro, interior de Minas Gerais, e pergunto à senhora: qual o plano que o Ministério tem para fazer com que as empresas que estão no interior dos estados incentivem os seus trabalhadores a lerem? E mais: como também incentivar que os artistas se interessem pelos incentivos proporcionados atualmente pelo Ministério? MINISTRA MARTA SUPLICY: Olha, é interessante a sua pergunta, porque nós chegamos a uma percepção que nós vamos depender bastante do trabalhador. O trabalhador tem que ir ao empregador e dizer: “Eu quero, eu tenho vontade, eu quero ler, eu quero ir ao museu, eu quero ir ao teatro, eu quero participar mais da vida cultural do país”. E isso nós colocamos no... Estamos tentando em outros também, mas o primeiro que fomos bem-sucedidos foi no acordo coletivo do sistema bancário. Todo trabalhador de banco, todo funcionário de banco, hoje, no Brasil, que ganha até cinco salários mínimos, pelo acordo coletivo, eles têm direito a ter o seu cartão de Vale-Cultura no valor de R$ 50. E nós sabemos, por exemplo, que o Banco do Brasil, eu entreguei o primeiro cartão faz um mês e meio, e já tinha... Das 40 mil pessoas que se credenciavam, eles tinham 32 mil já registrados. A Caixa Econômica está nesse caminho. Nos bancos particulares, eu não sei os números, mas os trabalhadores têm o direito, porque isso é acordo coletivo. Então, outro dia, nós fomos também em Franca, uma cidade do interior de São Paulo, grande fabricantes de calçados. São 40 mil trabalhadores de calçados, você sabe que mais de 90% ganham menos de cinco salários mínimos, então vamos ver se entra no acordo coletivo dos calçadistas. E por esses acordos coletivos é a forma mais segura. Agora, tem uma coisa boa. Por determinação da presidenta da República, a presidenta Dilma, todas as estatais entraram. Então, por exemplo, os carteiros do Brasil inteiro, os carteiros têm, hoje, o seu Vale-Cultura; se não têm, estão recebendo, estão nesses trezentos e poucos mil que já estão cadastrados, a instituição, na operadora, mas estão aguardando o seu cartão. E isso vai propiciar, nas cidades menores, como você dizia, a possibilidade de muita gente ter o cartão. A capilaridade dos Correios é muito grande, dos bancos é muito obrigado, e, às vezes, a cidade não vai ter oferta do tamanho de gente querendo usar o cartão, não é? Aí a internet vai funcionar. As livrarias estão se adequando para uso em internet, para a compra em internet, com o uso do cartão. Isso vai ser muito bom, que vai ser uma possibilidade grande. Outra ação que tomamos é de incentivar o circo. Nós estamos agora com o Projeto Carequinha, que vai ser contemplado com R$ 10 milhões. Por quê? Para trocarem as suas lonas e poderem se adaptar a outras ações também culturais. Então, o circo vai ter circo, cinema e teatro, e com a sua função principal, sendo sempre um circo, mas aí ele vai para uma cidade pequena, onde, às vezes, ele ficava pouco tempo, porque não é que tem tanta gente naquela cidade pequena que pode pagar, que pode ir e que vai ver o mesmo espetáculo várias vezes, que, aliás, às vezes, isso ocorre, porque as pessoas gostam tanto de circo que, às vezes, veem o mesmo espetáculo várias vezes, mas ele vai poder ficar numa cidade pequena muito mais tempo, porque vai ter uma alternância de repertório que vai seduzir e vai, principalmente, ajudar as pessoas a gastarem o seu Vale-Cultura com cultura. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada, Élvia Moraes, da Rádio Sete Colinas AM, de Uberaba, pela participação com a gente no Bom Dia, Ministro, o programa que tem a coordenação e a produção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços. Ministra Marta Suplicy, vamos agora a Manaus, no Amazonas, falar com a Rádio Amazonas FM. Patrick Motta, muito bom dia para você! REPÓRTER PATRICK MOTTA (Rádio Amazonas FM / Manaus - AM): Bom dia a todos! Bom dia, Kátia Sartório e ouvintes do país inteiro. Ministra, o Amazonas possui centenas de artesãos que produzem milhares de peças artesanais aqui no estado. Manaus é cidade-sede da Copa e o local onde irá ocorrer o Fan Fest foi elogiado na última visita de Jérôme Valcke, aliás, a presidente Dilma também fez elogios à nossa Arena Amazônia, recém-inaugurada. Eu pergunto, Ministra: como é que o artesão e a artesã aqui do Amazonas podem participar desse projeto Vitrines Culturais? MINISTRA MARTA SUPLICY: Olha, eles podem participar, como todos do Brasil. Entra no site do ministério, www.cultura.gov.br, lá tem todas as informações, mas eu já vou te dar um telefone, que é (061) 2024-2987 ou 2024-2773. Essas informações, nós estamos também dando através das nossas regionais. Nós temos administrações regionais do Norte, e elas vão estar disponíveis, vão fazer seminários, vão fazer encontros para que os artesãos possam ir e saber exatamente como eles se cadastram, como que eles se colocam para serem escolhidos. E aí, o transporte das peças, porque não necessariamente quem foi escolhido de Manaus vai expor suas peças em Manaus, ele pode expor em outra cidade-sede, porque a ideia é exatamente essa, a ideia, Patrick, é que a diversidade brasileira, ela circule, que alguém do Rio Grande do Sul possa ver uma obra de um artesão de Manaus. Agora, nós temos um tempo relativamente curto, acaba dia 6 de abril o nosso edital para escolher as 60 mil peças que vão ser expostas nas lojas. São lojas que vão vender e, para o artesão, é uma enorme oportunidade, porque vai ter televisão filmando as peças, vai ter gente do exterior comprando, vai ter gente do Brasil todo. Então, é uma oportunidade muito grande de a gente mostrar o trabalho do nosso artesão e a sua criatividade. E Manaus, a gente sabe que o Amazonas é muito, muito rico em artesanato. Eu mesma estive num lugar perto do Rio Negro, faz uns meses, e fui ver... Era um lugar pequeno, era um galpão de criação e estavam produzindo pratos com sobras de madeira, mas era tão lindo! Mas isso faz tempo, já faz uns três, quatro meses, mas a pessoa que gerenciava disse: “Olha, aqui nós já estamos produzindo para a Copa”. Então, eu percebi que já estão todo mundo se mexendo, muitos já estão até colocados, mas deixa uma parcela para vir para a nossa loja também, porque acho que as nossas lojas querem ter esses produtos de qualidade, como eu vi aí, e era um lugar longe de Manaus, viu? APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Patrick Mota, da Amazonas FM, você tem outra pergunta? REPÓRTER PATRICK MOTTA (Rádio Amazonas FM / Manaus - AM): Sim, Kátia Satório. Ministra, e sobre o Vale-Cultura, hein? Os empregadores, eles têm aderido em massa a essa iniciativa importante que possibilita ao trabalhador de carteira assinada a ir ao teatro, cinema, museus, espetáculos, etc., ou essa adesão dos empregadores ainda é tímida, hein, Ministra? MINISTRA MARTA SUPLICY: Olha, nós estamos fazendo força para os grandes empregadores entrarem. Por exemplo, a Vale já entrou, todas as estatais entraram, por determinação da presidenta da República, todos os bancos entraram, por causa do acordo coletivo, mas essa parte está indo mais devagar. A que está indo mais rápido são os pequenos, que declaram por lucro presumido ou lucro simples, por exemplo, um restaurante... Aliás, teve uma que eu achei ótimo, uma oficina mecânica no Rio Grande do Sul, uma creche aqui em Brasília, doceria em São Paulo. Setenta por cento dos que se cadastraram até agora são pequenos e eles declaram lucro presumido ou simples e dão o Vale-Cultura ao seu funcionário. Eles não têm incentivo fiscal, mas esses R$ 50 não é considerado salário, então, ele não tem nenhuma taxação. É uma forma muito legal de ele poder ajudar o seu funcionário a ter acesso à cultura e uma qualidade melhor de vida, mais formação. Isso resulta para a empresa também, não é? APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada, Patrick Motta, da Rádio Amazonas FM pela participação com a gente aqui no Bom Dia, Ministro. Ministra Marta Suplicy, vamos agora a Anápolis, em Goiás, conversar com a Rádio São Francisco 670 AM. Nilton Pereira, muito bom dia! REPÓRTER NILTON PEREIRA (Rádio São Francisco 670 AM / Anápolis - GO): Bom dia para você também, Kátia Sartório, e bom dia, Ministra. Ministra, nós estamos aqui a 130 quilômetros de Brasília, na cidade de Anápolis, e aqui está sendo concluída a obra de um CEU, o Centro de Artes e Esportes Unificados, que deve ser entregue à população dentro das próximas semanas. A grande pergunta que se faz aqui na cidade: a Ministra Marta Suplicy vai estar presente nessa grande inauguração aqui? Bom dia! MINISTRA MARTA SUPLICY: Bom dia! Depende da data, não é? Vontade eu tenho. Eu não fui em nenhum aí na região ainda e vocês vão ter, deixa eu ver quantos, 15, 15 CEUs, um investimento de R$ 36 milhões. O de Anápolis é na Avenida Hong Kong e tem outro com a Avenida Juscelino Kubitscheck e com a Avenida Varig e no Jardim Alvorada. Eu fico muito contente que vocês estejam já perto da inauguração. Você não falou se está e eu também não sei se você está perto da inauguração, mas eu acho que eu terei prazer em ir, sim. Vamos ver que data será, porque sempre depende um pouco disso. Esses CEUs, nós já inauguramos 17 CEUs. Você acredita que nós inauguramos um CEU no Xingu, com os índios? Estamos inaugurando em várias regiões do país. Às vezes, eu consigo ir; às vezes, não consigo ir. Mas é uma oportunidade única para as pessoas terem acesso a uma formação cultural, uma formação artística, porque o CEU tem, além da parte de esportes, o CEU tem um teatro com filmes, nós mandamos todo um acervo muito bom de filmes brasileiros e estrangeiros, filmes clássicos, temos uma biblioteca também de arte e um telecentro. E esse telecentro que nós estamos agora, vamos transformá-los, nos que já foram inaugurados, a gente ainda não tinha se dado conta de que nós temos que fazer desses telecentros não só um lugar onde tem acesso à informática, mas, principalmente, que ele seja um ‘labmídia’, isto é, que se possa criar nesses telecentros, não é, que os jovens possam criar games e possam ter todos os recursos de criação. Então, os próximos... Espero já que o de Anápolis tenha essa possibilidade de já ter um ‘labmídia’ também para a juventude. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Nilton Pereira, da Rádio São Francisco AM, de Anápolis, você tem outra pergunta? REPÓRTER NILTON PEREIRA (Rádio São Francisco 670 AM / Anápolis - GO): Ah, sim, apenas mais uma, Kátia. Nós temos aqui, Ministra, em Anápolis, alguns prédios antigos, dentre eles uma estação ferroviária que é muito bonita arquitetonicamente, da década de 30, 40, e temos também a chamada Casa JK, é um edifício onde o presidente Juscelino, à época, assinou a ordem para a construção de Brasília, na década de 60. Esses prédios, dentre outros, precisam, carecem de um serviço de recuperação, de restauração. Qual é o caminho mais fácil, mais viável para que o Ministério possa ajudar a cidade de Anápolis na restauração desses prédios? MINISTRA MARTA SUPLICY: Olha, o caminho melhor é que consigam primeiro um projeto, tem que ter projeto, porque, sem isso, não vai a lugar nenhum. Depois, deve entrar na Lei Rouanet para buscar patrocínio, porque aí vocês podem também ter o patrocínio de empresas que se interessem em resgatar esses monumentos da cidade, e o Ministério, às vezes, entra também com algum recurso. Então, são essas as possibilidades, um projeto enviado ao Ministério e, ao mesmo tempo, um projeto enviado para a Lei Rouanet, que também é no Ministério da Cultura. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Agradecemos a participação de Nilton Pereira, da Rádio São Francisco AM, de Anápolis, aqui, com a gente no Bom Dia, Ministro, que recebe hoje a Ministra da Cultura, Marta Suplicy. Ministra, agora nós vamos conversar com a Rádio CBN, de Salvador, a 91,3 FM, onde está Heider Mustafá. Olá, Heider, bom dia. REPÓRTER HEIDER MUSTAFÁ (Rádio CBN 91,3 FM / Salvador - BA): Bom dia, Kátia. Bom dia, Ministra Marta Suplicy. Ministra, queria primeiro parabenizar a iniciativa do Ministério da Cultura, no Projeto Vitrines Culturais, para dar visibilidade aos nossos artesãos aqui em todo o Brasil, principalmente nesse período de Copa do Mundo, onde, enfim, milhares de pessoas de fora estarão aqui nas cidades-sede. Mas queria perguntar à senhora se existe algum projeto do próprio Ministério para poder depois da Copa, ainda assim, continuar incentivando esses profissionais que existem já há muito tempo e aparentemente só agora ganham esse apoio considerável do Governo Federal, Ministra. MINISTRA MARTA SUPLICY: Ah, sim. Olha, tudo isso é uma coisa muito nova para nós do Ministério, fazer uma ação de tanta envergadura, porque você imagina por todos os artesãos brasileiros em disponibilidade para apresentar suas obras em uma Copa. Tem toda uma logística grande e tudo. Aí, nós vamos fazer avaliação de como isso funcionou, porque eu acho que nós devemos ter isso para sempre. Uma possibilidade do artesão, por exemplo, da Bahia ter sua exposição em São Paulo, ou em Curitiba, ou em qualquer outro lugar do Brasil. E cabe ao Ministério essa função, também, porque nós temos muitas lojas. Nós temos o Sebrae, que é um exemplo fantástico em relação também ao artesanato, de fazer rodar esse artesanato, mas o Ministério estava até agora fora desse processo e eu acho que a gente tem que ajudar. Eu vou dar o número do Ministério para que os baianos, aí, que tenham interesse em colocar suas peças, eles possam ligar e ter mais informação. É (061) 2024-2987 ou 2024-2773. Isso se quiser informação pelo telefone, senão entra no site do Ministério: www.cultura.gov.br e, aí, vai poder ter todas as informações de como ele pode participar. Nós temos uma regional, aí, do Ministério da Cultura e essa nossa... Tipo uma filial do Ministério da Cultura, aí, na Bahia, em Salvador, que pode estar preparada, vai dar as instruções, vai ajudar a preencher formulário, vai fazer alguns seminários para essa ajuda e as peças serão escolhidas e depois transportadas em consignação para os estados. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada, Heider Mustafá, da Rádio CBN, de Salvador, pela participação com a gente no Bom Dia, Ministro. E de Salvador vamos a Campina Grande, na Paraíba, Ministra, falar com a Rádio Campina FM. Olá, Geovanne Santos, bom dia. REPÓRTER GEOVANNE SANTOS (Rádio Campina FM / Campina Grande - PB): Bom dia, Kátia. Bom dia, Ministra Marta Suplicy. Bom dia a todos que acompanham nesse momento, também, a Rádio Campina FM que transmite este programa. A minha pergunta, Ministra Marta, é muito simples. Nós temos em todo esse país, Ministra, diversos secretários municipais de Cultura e há diversas Secretarias de Cultura no âmbito dos municípios. Boa parte delas, os secretários são indicações políticas, completamente amadores, não sabem absolutamente nada, ocupam a pasta, única e exclusivamente por uma conveniência política, o que impede muitas vezes de uma política surgida no âmbito do Governo Federal surtir um efeito considerável lá na ponta, no município. Eu gostaria de saber da senhora exatamente qual seria a qualificação ideal para um profissional se tornar secretário de Cultura? Bom dia, muito obrigado. MINISTRA MARTA SUPLICY: Olha, é uma pergunta complicada, porque você está desqualificando de certa forma quem é só da política, não é? E não necessariamente isso é uma desqualificação. Eu vejo, por exemplo, que se você põe alguém, por exemplo, um artista em uma Secretaria Municipal, muitas vezes dá supererrado, viu? É como, às vezes, você por pessoas que são altamente qualificadas e não sabem lidar com a questão da política. Então, a política é muito importante. Um secretário municipal de Cultura, ele não pode ser só da área da cultura, ele não pode ser impermeável à política, a política faz parte da cultura, também. Agora, se você põe um troglodita que não entende nada, não sabe nada e não conhece nada, aí eu sei que atrapalha, também, não é? Então, tem que pesar, viu? Tem que pesar as duas qualificações, porque ambas são extremamente importantes. Também vai muito da personalidade, como qualquer cargo público, isso também afeta. Então, eu acredito que são qualidades múltiplas para ser um bom secretário. Agora, a gente tem que trabalhar com secretários que nós temos e tem vários excepcionais que eu tenho encontrado, fazem um bom trabalho. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Agradecemos a participação da Rádio Campina FM no Bom Dia, Ministro. E ainda no Nordeste, Ministra, vamos ao Ceará, Juazeiro do Norte, falar com a Rádio Verde Vale. Olá, Francisco Biá, bom dia. REPÓRTER FRANCISCO BIÁ (Rádio Verde Vale / Juazeiro do Norte - CE): Olá, bom dia, Kátia. Bom dia, Ministra. Bom dia a todos. Ministra, não só o nosso Estado do Ceará, mas a região do Cariri, é rica na produção de artesanato. O artesão, na maioria das vezes, está nas ruas e sobrevive da arte. Com ações como estas, o Governo Federal pretende abrir fronteiras para estes artistas? MINISTRA MARTA SUPLICY: Olha, a gente pretende, sim, pretende ajudar o máximo a colocação das suas obras. Nós sabemos que é um desafio, não é fácil. A gente estava ainda há pouco falando das Secretarias Municipais e elas podem ajudar, também. Elas têm bons cadastros de artesãos, conhecem a produção local e nós achamos que para ajudar seria bom ter um telefone no Ministério que pudesse ajudar esse artesão que está nos escutando. Eu vou dar o telefone: é Brasília, viu, 61, 2024-2987 ou 2024-2773. Esse telefone pode responder as dúvidas do artesão. O site do Ministério, também: www.cultura.gov.br, responde todas as dúvidas do artesão. Mas nós temos também representação regional. Esta representação regional vai estar dando seminários, workshops para que o artesão possa aprender como ele entra no edital. Nós temos esse edital aberto até dia 06 de abril, quando serão fechadas as inscrições e, aí, entraremos no processo de seleção das obras. Serão selecionadas 60 mil obras, cada artesão pode mandar quantas obras ele quiser, elas vão em consignação e serão transportadas para todas essas vitrines no Brasil, que vão ser os Fan Fest. É o lugar de maior visibilidade da Copa para televisões e para venda. Então, nós esperamos receber muitos artesãos desse estado que é realmente um celeiro de excelente produção artesanal. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Francisco Biá, da Rádio Verde Vale, você tem outra pergunta? REPÓRTER FRANCISCO BIÁ (Rádio Verde Vale / Juazeiro do Norte - CE): Só em termos da divulgação, já que esse edital, ele será aberto dia 06 de abril... MINISTRA MARTA SUPLICY: Não, não, não. Ele já está aberto, faz quase duas semanas. Ele fecha dia 06 de abril. REPÓRTER FRANCISCO BIÁ (Rádio Verde Vale / Juazeiro do Norte - CE): Fecha dia 06. Só a divulgação maior aqui para a nossa região, Ministra. MINISTRA MARTA SUPLICY: Eu espero que ajude, viu, porque a gente está fazendo o possível. REPÓRTER FRANCISCO BIÁ (Rádio Verde Vale / Juazeiro do Norte - CE): Tudo bem. MINISTRA MARTA SUPLICY: Obrigada. REPÓRTER FRANCISCO BIÁ (Rádio Verde Vale / Juazeiro do Norte - CE): Obrigado, bom dia. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigado, então, a Francisco Biá, da Rádio Verde Vale, de Juazeiro do Norte, Ceará, pela participação com a gente no Bom Dia, Ministro. Ministra, a senhora estava falando agora pouco dos artesãos que vão se inscrever e a gente pergunta o seguinte: a expectativa do Ministério é mostrar mais o Brasil aos estrangeiros ou também aos brasileiros que conhecem pouco? MINISTRA MARTA SUPLICY: Aos dois, porque nós não nos conhecemos, também, não é? Se você ver um obra do Pará que seja mostrada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, que é uma das cidades-sede, provavelmente vai surpreender muitos gaúchos e o Amazonas vai ficar muito surpreso com a produção cultural também do Rio Grande do Sul. O Brasil não se conhece culturalmente nas tradições, em tudo mais. A não ser aquelas que passam na televisão e que de repente você vê os bois, algumas obras, assim, excepcionais que aparecem e que, então, a gente não imagina, o frevo, né? Então, todo mundo sabe o que é o frevo, mas em termos artesanais a gente se conhece bem menos e é uma grande oportunidade. Para os estrangeiros certamente e, inclusive, a ideia nossa é essa, que o estrangeiro possa ver o Brasil além do futebol, das mulheres, das praias, do carnaval, mas possa ver essa riqueza cultural que o Brasil tem. Isso eu não tenho nenhuma dúvida, vão ocorrer muitos espetáculos em todas as sedes, as prefeituras estão sendo parceiras e nós também vamos colocar nas nossas lojas dentro desses Fan Fests artesanato brasileiro de qualidade. Agora, para isso nós precisamos que os artesãos todos entrem nesses editais para a gente poder selecionar suas peças, qualquer dúvida ligar aqui em Brasília, 61 2024-2987 ou 2024-2773, ou entrar no site do Ministério: www.cultura.gov.br, porque nós queremos ter a maior amplitude possível de peças selecionadas. Nós temos 27 caminhões que vão pegar essas peças todas no Brasil para fazer com que elas também circulem através de todas as cidades-sede. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ministra Marta Suplicy, vamos agora conversar com a Rádio Mirante AM, em São Luís do Maranhão. Quem está lá é o Roberto Fernandes e ele está ao vivo com a gente, não é isso, Roberto? Bom dia. REPÓRTER ROBERTO FERNANDES (Rádio Mirante AM / São Luís - MA): Bom dia, Kátia. Bom dia, Ministra. É verdade, estamos ao vivo. Bom, a Ministra já falou do processo de seleção, da participação do edital. Então, eu gostaria de perguntar, especificamente, aqui, em Maranhão, tem um potencial de artesanato muito grande, de que forma independentemente daqueles que possam vir a participar ou não do Vitrines Culturais, podemos ter esse programa transformado, de fato, em uma grande política de incentivo ao artesanato, como fator de geração de emprego e renda e até também com possibilidade de recursos técnicos para melhorar a qualidade do artesanato local. MINISTRA MARTA SUPLICY: Olha, esse programa que está sendo lançado por causa da Copa, ele vai ser um programa que nós nunca tivemos a experiência no Ministério da Cultura e vai ser muito interessante para nós vermos a possibilidade do interesse e depois a possibilidade de continuar o trabalho. E isso nós entramos no artesanato, não é? Ele já está de certa forma na Lei Rouanet. Inclusive, em relação à moda, o artesanato de moda entrou pela primeira vez na possibilidade de ser patrocinado, de ter autorização da Rouanet, isso é uma boa coisa, também. Principalmente, nós estamos falando aí... É Maranhão que nós estamos falando, São Luís? Nós estamos falando de São Luís, Maranhao, vocês têm coisas lindíssimas também nessa área e que podem vir como artesanato também para essas lojas do Fan Fest. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Roberto Fernandes, da Rádio Mirante AM, você tem outra pergunta? REPÓRTER ROBERTO FERNANDES (Rádio Mirante AM / São Luís - MA): Perguntaria apenas à Ministra o seguinte: São Luís tem um centro histórico muito grande, um dos maiores do país, e a gente percebe com o crescimento do [ininteligível] dos automóveis, você tem hoje um problema seríssimo de estacionamento. Para evitar problemas no centro histórico é possível pensar também nessa criação de estacionamentos públicos, mesmo que isso possa trazer algumas reformas em prédios históricos? MINISTRA MARTA SUPLICY: Olha, isso depende sempre do IPHAN. É necessário que o prefeito entre em contato com a representação do IPHAN, que cuida do nosso patrimônio e veja essa possibilidade. O IPHAN geralmente tem bastante restrição e, olha, cada vez que eu mais conheço os procedimentos vejo a gritaria, mais eu gosto do IPHAN. Sabe por quê? Porque eu tenho visto cada barbaridade de tentativa de acabar com o nosso patrimônio. Eu não estou dizendo que você esteja querendo fazer isso, pondo os estacionamentos, não, porque eu acho que muitas vezes é necessário e a gente tem que também criar uma possibilidade de visitação. Mas o IPHAN está lá exatamente para isso, para poder pensar. Mas isso cabe à prefeitura e que ela possa fazer essa análise. Agora, eu tenho a boa notícia que São Luís foi selecionada no PAC das Cidades Históricas, está recebendo muitos e muitos milhões para a recuperação do centro histórico de São Luís. Talvez isso possa entrar, essa questão dos estacionamentos, se vocês puderem, aí, chegar ao prefeito e ao IPHAN. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada, Roberto Fernandes, da Rádio Mirante AM, de São Luís do Maranhão, pela participação com a gente no Bom Dia, Ministro. Ministra Marta Suplicy, vamos agora nesse giro pelo Brasil, agora vamos ao Rio de Janeiro, falar com a Rádio Rio de Janeiro 1400 AM. Marcelo José, bom dia. REPÓRTER MARCELO JOSÉ (Rádio Rio de Janeiro 1400 AM / Rio de Janeiro - RJ): Muito bom dia, Kátia Sartório. Bom dia, Ministra Marta Suplicy. É um prazer sempre participar do Programa Bom Dia, Ministro. Ministra, o Projeto Vitrines Culturais, ele vai ser, vamos dizer assim, beneficiado fundamentalmente pelo grande fluxo de turistas que vão estar no Brasil durante o período da Copa do Mundo. Como esse projeto, Ministra, está estruturado para receber visitantes com tantas diversidades culturais como vai acontecer nesse período? MINISTRA MARTA SUPLICY: Sabe o que eu penso? Primeiro, bom dia, Marcelo. Eu penso que o maior fluxo é como em todo o país do próprio país e isso é uma oportunidade maravilhosa para nós, de nós nos conhecermos. Do artesão, por exemplo, do Paraná poder mostrar a sua arte no Rio de Janeiro, o artesão do Rio de Janeiro... O Rio de Janeiro tem muitos artesãos também tão importantes no seu interior, que ele possa levar sua arte para o centro do Rio de Janeiro, nessa vitrine que vai ser o Fan Fest, e para o Brasil todo, o artesão de Manaus e vice-versa, isso vai rodar. Agora, vou aproveitar essa oportunidade para falar para todos os artesãos, aí, do Rio de Janeiro, eles entrarem no site do Ministério, que é www.cultura.gov.br, para obter as informações como ele pode apresentar as suas obras, para que a gente possa levá-las ou para o Rio de Janeiro, ou para o Fan Fest da cidade do Rio, ou para todas as outras cidades, também. Porque o interessante é nós mostrarmos essa diversidade para o turista estrangeiro, como você falou, para as televisões estrangeiras que vão estar, aí, filmando as Fan Fests todas, o que vai estar dentro, para o nosso turista que vai circular muito, não tenho a menor dúvida, e certamente o Rio de Janeiro vai ser um dos locais mais visitados. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Marcelo José, da Rádio Rio de Janeiro AM, você tem outra pergunta para a Ministra? REPÓRTER MARCELO JOSÉ (Rádio Rio de Janeiro 1400 AM / Rio de Janeiro - RJ): Tenho, sim, Kátia. Ministra, eu considero particularmente o Vale-Cultura como um dos mais importantes projetos do Governo Federal. Realmente, é extremamente importante esse acesso do cidadão à cultura. É claro que R$ 50 mensais é um valor que pode até limitar de uma certa forma a assiduidade do cidadão em relação a esse acesso à cultura. Há algum projeto do Ministério da Cultura para um aumento desse valor, Ministra? MINISTRA MARTA SUPLICY: Olha, nós estamos tentando implantar ainda, o aumento é para depois. É como o Vale-Alimentação. Lembra quando começou, era “Vale-Coxinha”, está lembrado? E ninguém achava que ia dar certo. O Vale-Cultura, todo mundo acha que vai dar certo e alguns dizem, como você está dizendo, é pouco dinheiro. Sabe que não é não? Quando você vai ver, isso aí é um dado do IBGE, foi o último dado do IBGE referente a quanto o brasileiro gasta em cultura. Os mais carentes não gastam, porque não dá no orçamento. A classe média, que tem mais dificuldade, gasta R$ 35 por mês. Gente, o Vale-Cultura é 50, se colocar mais 35 já dá para alguma coisa e mesmo quem tiver só os 50 dá para ir a dois cinemas por mês, dá para comprar dois livros, dá para acumular, como me disse... Ontem, nós demos, na Livraria Saraiva, o Vale-Cultura, estava todo o mercado editorial presente e eles vão ter o Vale-Cultura em todas as livrarias. A Saraiva já tem 112 livrarias e está recebendo o Vale-Cultura. O primeiro cartão que eu dei para a funcionária deles, eles deram para todos os funcionários, eu perguntei para ela: “Onde você vai gastar o seu Vale-Cultura?”. E ela falou: “Ah, eu vou economizar porque eu quero gastar em uma festa na Bienal do Livro”. Então, olha, as pessoas são criativas e vão usar muito bem esse recurso. Nós começamos agora com R$ 50 e quando o programa estiver com mais musculatura isso pode eventualmente mudar, depende de conjuntura econômica e uma série de coisas. No momento, o que nós queremos, Marcelo José... O que nós queremos no momento, Marcelo, é que as empresas façam a adesão, nós queremos que as grandes empresas brasileiras façam adesão. Porque o que nós temos feito até agora, nós temos a adesão de todas as estatais por determinação da Presidenta Dilma. Então, você vai ter todos os carteiros do Brasil já com o seu cartão de crédito podendo gastar, você vai ter os bancários todos do Brasil, aí por um acordo coletivo. Nós precisamos entrar nos acordos coletivos das diferentes categorias para que, por exemplo, os bancários todos têm direito, quem ganha até cinco salários mínimos, a ter o seu cartão de crédito. Eu entreguei para o Banco do Brasil há um mês o primeiro cartão de crédito. Dos 40 mil funcionários que poderiam fazer essa adesão, 32 mil já tinham feito. Então, nós sabemos que isso vai ter uma capilaridade muito grande. Onde entra funcionário de banco e onde entra carteiro é no Brasil todo, né? E aí, nós vamos ter que também dar muita força para a musculatura da produção cultural dessas regiões poderem ter ofertas. Por isso, nós estamos fazendo, vamos agora começar o Projeto Carequinha, que é o do circo, 10 milhões para o circo, para que ele possa se aprimorar, trocar suas lonas, também poder ter outro tipo de oferta como cinema, e aí, ele pode ficar mais tempo nessas cidades de 20, 40 mil habitantes, com várias possibilidades de entretenimento e nós sabemos que assim vai crescendo. É um processo e estamos tendo uma adesão grande das pequenas empresas que declaram pelo lucro presumido e simples, sem incentivo fiscal, e elas estão entrando e elas dão para o seu funcionário o cartão de crédito de R$ 50, ele não é tachado como salário, é R$ 50 que ele dá para o seu funcionário ter acesso à cultura, e o benefício é esse para o empregador, um funcionário com uma qualidade de vida muito melhor. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada, Marcelo José, da Rádio Rio de Janeiro AM, pela participação com a gente no Bom Dia, Ministro. Lembrando que a íntegra dessa entrevista está em: www.servicos.ebc.com.br. Ministra Marta Suplicy, vamos agora a São Paulo conversar com a Rádio Amiga FM, de Registro, lá em São Paulo, com o locutor Nelsinho. É o Nelson Rodrigues. Olá, Nelsinho, bom dia. REPÓRTER NELSON RODRIGUES (Rádio Amiga FM / Registro - SP): Bom dia. Bom dia, Ministra. Bom dia a todos. Notícias boas sobre o Vale-Cultura. Ministra, acredito que a senhora conhece bem a região do Vale do Ribeira. Nós temos uma carência em várias áreas, em várias situações, entre elas a cultura. Existe um planejamento diferenciado para a nossa região, para que os nossos jovens, nossos estudantes também tenham esse Vale-Cultura? Essa é a primeira pergunta. MINISTRA MARTA SUPLICY: O Vale-Cultura é para trabalhador, registrado em carteira, que ganha até cinco salários mínimos e aí depende da adesão da sua empresa. Se a sua empresa for grande, ela tem lucro real que permite ela gastar 1% nos seus funcionários que ganham até cinco salários mínimos. Nessa categoria, por exemplo, aderiu, nós tivemos a adesão da Vale, que é uma enorme empresa, tivemos a adesão de todas as estatais por determinação da Presidenta da República, Dilma Rousseff, tivemos os acordos salariais com os bancos, todos os bancários que ganham até cinco salários mínimos, eles agora têm direito ao seu cartão de crédito. Mês passado, creio, eu entreguei o primeiro cartão do Banco do Brasil. Eles têm 40 mil funcionários que ganham até cinco salários mínimos, 32 mil aderiram. A Caixa Econômica também está fazendo isso e os outros bancos particulares, também. Então, vai ter uma capilaridade que vai poder ser usada na cidade onde a pessoa mora e aí que vai ser interessante, porque vai fortalecer a produção cultural. Um cinema que está, por exemplo, para fechar, não fecha não, espera um pouco todo mundo ter o seu Vale-Cultura, porque você vai ter muita gente para poder assistir e ter uma boa plateia pagante. Nós estamos incentivando os circos com um recurso grande para que eles possam também circular e oferecer espetáculo de melhor qualidade também nos lugares onde tem menos produção cultural, onde tem menos museus, menos cinemas também. As pessoas sempre podem também acumular os seus R$ 50, como me disse uma moça ontem quando fizemos o lançamento para as grandes editoras brasileiras, foi na Livraria Saraiva, que já tem as 112 livrarias da rede já aceitando o cartão de crédito. As outras livrarias também, quase todas já estão com isso pronto. Mas perguntando para a moça que ganhou o primeiro cartão, ela disse que ela ia gastar fazendo uma festa na Bienal do Livro, em São Paulo em agosto. Eu gostei, ela já entendeu como é o mecanismo. Você pode acumular, você pode comprar instrumento musical, você pode ir em grande shows, em grande espetáculos que são às vezes muito caros e que as pessoas não têm acesso. Então, as pessoas vão aprendendo a usar esse Vale-Cultura. O importante é que as empresas façam essa adesão e daí nós vamos precisar do trabalhador, o trabalhador dizer ao seu empregador: “Eu quero o Vale-Cultura. Eu quero”. Isso vai fazer que o empregador tenha essa sensibilidade para poder fornecer uma qualidade de vida melhor para o seu funcionário. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Nelsinho, da Rádio Amiga FM, de Registro, São Paulo, você tem outra pergunta? REPÓRTER NELSON RODRIGUES (Rádio Amiga FM / Registro - SP): Sim, eu tenho. Com relação a esse Vale-Cultura, a empresa que fica responsável, ela ganha algum benefício em dar o seu Vale-Cultura para o seu funcionário? MINISTRA MARTA SUPLICY: Lucro presumido e lucro simples, ele não tem um benefício de incentivo fiscal, ele não tem taxação nesses R$ 50 que ele dá para o seu funcionário. Quem declara pelo lucro real, aí tem que ser uma empresa maior, ela tem o incentivo fiscal total, inclusive, da operação. Mas antes da gente desligar, eu queria chamar aos artesãos aí, toda a região do Vale do Ribeira, que nós estamos aceitando as peças artesanais para por no Fan Fest para venda. Então, se você quiser mais informação, você fale com o 61 2024-2987 ou 2024-2773, para ter as informações de como você pode se inscrever, ou no site do Ministério: www.cultura.gov.br. Nós queremos todo artesanato brasileiro representado nas lojas das cidades-sede. Precisa só ter qualidade, criatividade e ser muito, muito brasileiro, mostrar a nossa diversidade cultural. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada, Nelsinho, da Rádio Amiga FM, de Registro, em São Paulo, pela participação. Vamos agora falar com Caruaru, em Pernambuco, Rádio Jornal 1080 AM, de Caruaru. Igor Maciel, bom dia. REPÓRTER IGOR MACIEL (Rádio Jornal 1080 AM / Caruaru - PE): Bom dia. Bom dia, Ministra. Ministra, eu acredito que a senhora, com certeza, conhece aqui os artesãos, o trabalho dos artesãos no Alto do Moura, aqui, em Caruaru. É um trabalho muito conhecido nacionalmente e internacionalmente, também. Sobre o Vitrine, como é que eles vão poder participar, como é que eles vão poder mostrar o trabalho deles se a cidade do Recife, a sede mais próxima aqui, não vai ter a Fan Fest, já foi anunciado que não vai acontecer, eles não vão realizar a Fan Fest. Como é que eles podem participar? MINISTRA MARTA SUPLICY: Olha, primeiro dizer que é uma maravilha o trabalho, é exatamente coisas desse nível, desse tipo que nós estamos procurando, muito Brasil, muito a nossa cara e que vá poder mostrar a nossa diversidade cultural, além de praia e carnaval, que a gente gosta, mas nós somos além, também. Nós temos para todo artesão, para ele ter todas as informações é: www.cultura.gov.br. Ele terá lá todas as informações, como ele pode entrar nesse edital e participar. Agora, a questão do transporte não tem problema, porque nós estamos com 27 caminhões que a Secretaria da micro e pequena empresa nos colocou à disposição para buscar as obras em consignação que serão levadas para a capital, lá serão cadastradas, etc. e vão circular algumas delas pelo país, para que a gente possa mostrar o que o artesão de Caruaru faz para outra sede. Em Recife, vai ser em praça pública que nós estamos fechando. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada, Igor Maciel, da Rádio Jornal AM, de Caruaru, Pernambuco, pela participação no Bom Dia, Ministro. Ministra Marta Suplicy, mais uma vez agradecemos muito a sua participação no nosso programa. MINISTRA MARTA SUPLICY: Eu que agradeço, mas eu vou dar de novo esse telefone, se você me permitir. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Claro. MINISTRA MARTA SUPLICY: É 2024-2773, Brasília, 61 ou 2024-2987, Brasília 61, para que você possa ter mais informação sobre o Programa Vitrine Cultural, que acaba a inscrição dia 06 de abril para o artesão do Brasil poder expor as suas peças em consignação nas vitrines culturais dos Fan Fests no Brasil todo. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada, Ministra Marta Suplicy. A todos que participaram conosco dessa rede do Bom Dia, Ministro, meu muito obrigada e até o próximo programa.