17/03/2016 - No Bom Dia, Ministro, Tereza Campello detalha novo cartão da Caixa para beneficiários do Bolsa Família

O Bom Dia, Ministro que foi ao ar nesta quinta-feira (17) recebeu a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, para falar sobre um novo cartão da Caixa Econômica Federal para beneficiários do programa Bolsa Família. A partir deste mês, beneficiários do Bolsa Família terão a opção de receber seu dinheiro creditado diretamente em uma conta poupança e também utilizar o cartão de débito para compras, saques, consulta a saldo e extrato bancário. A entrevista é produzida e coordenada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e transmitida ao vivo, das 8h às 8h30 (horário de Brasília), pela TV NBR e via satélite de rádio para todo o país (pelo mesmo canal de A Voz do Brasil).

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Transcrição

APRESENTADORA KARLA WATHIER: Olá, começa agora o programa Bom Dia, Ministro, uma produção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a NBR, e com a participação de emissoras de rádio de todo o país. Hoje, nós vamos falar sobre o novo cartão da Caixa para os beneficiários do Bolsa Família, e quem vai detalhar para a gente essa novidade é a Ministra Tereza Campello, Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à fome. Olá, Ministra, seja bem-vinda, bom dia a você. MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Bom dia, bom dia a todos, é um prazer muito grande estar aqui trazendo mais uma novidade para os beneficiários do Bolsa Família. APRESENTADORA KARLA WATHIER: Bem, você que nos acompanha, também pode participar, enviando perguntas pelas nossas redes sociais, anote aí: facebook.com/tvnbr e twitter.com/tvnbr. Ministra, a gente já tem então a primeira rádio na linha, a gente vai até Marabá, no Pará, pergunta de Zeca Moreno, da Rádio Clube de Marabá. Olá, Zeca, bom dia para você. Qual é a sua pergunta? REPÓRTER ZECA MORENO (Rádio Clube de Marabá/Marabá - PA): Bom dia Karla, bom dia Ministra Tereza. Aqui no estado do Pará, quantas pessoas estão sendo beneficiadas atualmente com o Bolsa Família e quais os requisitos para quem quiser ter esse novo benefício, que está sendo disponibilizado pelo seu Ministério? E eu também gostaria de saber, com esse alto índice de desemprego no país, isso tem feito com que mais famílias tenham acessado o Bolsa Família, e tem, realmente recursos para atender esse grande número de pessoas que certamente estão indo para a linha da pobreza, porque estão perdendo os seus postos de trabalho. Bom dia. MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Bom dia. Bom dia, Zeca moreno, bom dia ouvintes da rádio Marabá no Pará. Aí no Pará, Zeca Moreno, nós temos 913 mil famílias recebendo o Bolsa Família, a partir de hoje essas famílias, se quiserem, porque é uma opção dessa família, podem abrir essa conta, que é uma conta poupança na Caixa Econômica, e passa a receber o benefício do Bolsa Família na conta, sabe, que antes a pessoa tinha direito ao Bolsa Família, o beneficiário, a beneficiária, porque a maioria são mulheres, ela tinha que tirar o benefício de uma vez só. Então ela ia na lotérica, ou ela ia no Caixa Eletrônico, e tirava o benefício de uma vez só. Agora, se ela optar, se ela quiser abrir essa conta, ela pode tirar até em duas vezes, ou ela tem direito a poder fazer as compras com o débito em conta, que vai ser uma segurança a mais, que vai ser uma facilidade, um direito e eu acho que muita gente vai acabar optando por essa facilidade. A tua outra pergunta, que é bem importante também, Zeca, se tem aumentado o número de famílias, procurando o Bolsa Família. Apesar de a gente ter tido uma elevação dos índices do desemprego no Brasil, nós não tivemos ainda um aumento na procura do Bolsa Família, mostrando que esses índices de desemprego não atingiram principalmente as famílias de baixíssima renda, que são as que são atendidas pelo Bolsa Família, os recursos do Bolsa Família estão garantidos, preservados. Ano passado, nós tivemos um intenso debate, no Congresso Nacional, se deveriam manter ou não os recursos do Bolsa Família e por unanimidade, os deputados preservaram os recursos do Bolsa Família, que já tinha sido uma decisão da Presidenta Dilma. Então, os valores no orçamento, para garantir o Bolsa Família, foram colocados no orçamento integralmente e foram mantidos, então nós estamos bem tranquilos, o Bolsa Família continua firme e forte. APRESENTADORA KARLA WATHIER: Zeca, você tem mais alguma pergunta para a Ministra Tereza? REPÓRTER ZECA MORENO (Rádio Clube de Marabá/Marabá - PA): Ministra Tereza, quem faz parte do programa Bolsa Família, quais os outros benefícios que têm do Governo Federal, em relação a políticas sociais? MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Hoje, que está no cadastro único, tem acesso a um conjunto de política, a população de baixa renda. Tarifa social de energia elétrica, e a entrada no cadastro único, ela é uma entrada também para inscrição em programas, ela não dá direito a esse programa. Por exemplo, Minha Casa, Minha Vida, a pessoa que está no cadastro único, ela pode se inscrever para requerer esse outro direito, que é o direito à casa própria, e entrar no Minha Casa, Minha Vida, então tem 18 outros programas que as pessoas têm a acesso via cadastro único, agora, estando no Bolsa Família, ela tem direito a receber uma renda que é uma renda complementar. Tem muita gente que acha que o Bolsa Família substitui o salário da família, a pessoa resolve ter o Bolsa Família e para de trabalhar, e não é isso que acontece. Na verdade, metade das pessoas que estão no Bolsa Família não trabalham, não trabalham porque são crianças e adolescentes, tem menos de 18 anos de idade, os outros 50% que são os adultos, eles trabalham, na sua maioria. Então 75% mais ou menos trabalham, os outros estão procurando emprego, outros são mães com crianças pequenas, como acontece com o restante da população. Então, na verdade, a população do Bolsa Família tem acesso a esse complemento de renda, que dá aí uns R$165,00 por mês, e agora passa a ter mais esse benefício, que é poder estar direito de estar 'bancarizado', é um direito, a maior parte da população adulta no Brasil tem conta bancária, e agora os nossos beneficiários do Bolsa Família vão ter essa facilidade também. APRESENTADORA KARLA WATHIER: Obrigado, então, a Zeca Moreno, da Rádio Clube de Marabá. Agora, Ministra, a gente vai até Fortaleza, no Ceará. A pergunta é da Jocasta Pimentel, da Rádio FM Dom Bosco. OIá, Jocasta, bom dia para você. REPÓRTER JOCASTA PIMENTEL (Rádio FM Dom Bosco/Fortaleza - CE): Bom dia, Karla. Bom dia, Ministra Tereza Campello, com a realização da revisão cadastral, que acontece todo ano, a gente vem observando a saída de beneficiários do programa. Como é que a senhora observa esse movimento? MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Tem acontecido mesmo. Bom dia, Jocasta, obrigada pela pergunta. Bom dia, ouvintes da Rádio FM Dom Bosco. Todo ano, a gente tem tido um nível de revisão cadastral muito alto, você sabe que, só lembrando aí para as famílias do Bolsa Família e também para conhecimento dos outros ouvintes. A família do Bolsa Família, ela tem que se recadastrar a cada dois anos, então ela faz o cadastro, entra no Bolsa Família e a cada dois anos, ela tem que atualizar as suas informações. Se mudou de endereço, se mudou de telefone, se melhorou a renda, se melhorou as condições, se tem mais gente na família, se faleceu alguém, se o filho casou... então essas informações, elas têm que ser atualizadas a cada dois anos, e as famílias vêm fazendo isso. E mais, a maior parte das famílias, não só declara a sua renda, como em muitos casos declara que vem melhorando de renda, mesmo com essa conjuntura, que é uma conjuntura difícil. Porque as famílias não contam só com a renda do Bolsa Família, como eu falei agora mesmo, contam também com aquele trabalho que uma das pessoas da família faz bico, trabalha para fora, mesmo tem carteira assinada, uma família grande, então não tem o recurso suficiente para a família viver com dignidade. APRESENTADORA KARLA WATHIER: Jocasta, você tem mais alguma pergunta para a Ministra? REPÓRTER JOCASTA PIMENTEL (Rádio FM Dom Bosco/Fortaleza - CE): Sim. Ministra Tereza, aqui no Ceará, a gente vem vivenciando aí, o quinto ano, estamos no quinto ano de seca consecutivo, né? Que tipo de trabalho o Ministério vem desenvolvendo para assistir essas famílias da região Nordeste? MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Jocasta, nós entramos no quinto ano de seca, realmente uma situação grave, mas eu acho que a gente pode dizer, hoje, que nós nunca vivemos no Nordeste uma seca com as condições que nós temos hoje. Porque a seca faz parte do clima semiárido do Nordeste, a gente nunca vai mudar isso. Agora, nós podemos mudar a condição dessas famílias, e isso tem mudado muito. O Bolsa Família, é uma das condições, só para a gente ter uma ideia, no Ceará nós temos um milhão e cem mil famílias recebendo o Bolsa Família, nós temos o Seguro Safra que, no caso do Ceará, ele tem funcionado muito bem, é um dos estados que executa melhor o Seguro Safra, por quê? Porque a agricultura é uma atividade de risco. O nosso agricultor, pequeno agricultor, agricultor familiar, ele planta, se ele perder tudo, ele não tem condições de plantar no ano seguinte. Então, hoje, nós temos um Seguro Safra que é exatamente para o semiárido. E temos as nossas cisternas, nós já conseguimos construir no semiárido nordestino, um milhão e cem mil cisternas. Esse ano, a gente esperava entrar no quinto ano sem chuva, e o que aconteceu? Choveu, teve uma chuva grossa aí, principalmente no Ceará, que eu sei que o pessoal saiu, inclusive, para tomar banho de chuva, tomar banho daquela água que cai da calha, né? Foi uma alegria muito grande essa chuva que não era esperada. E o que aconteceu? Enchemos todas as nossas cisternas, dando um fôlego para essas famílias poderem, nesse período, esse período de estiagem que a gente abre agora, poder viver com um pouco mais de qualidade de vida, com as nossas cisternas cheias. APRESENTADORA KARLA WATHIER: Obrigada, portanto, Jocasta Pimentel, da Rádio FM Dom Bosco, de Fortaleza, no Ceará, pela sua participação. Ministra, agora a gente vai para a Bahia, Salvador, a pergunta de Arla Coqueiro, ela é da Rádio Sociedade. Olá, Arla, bom dia para você, qual é a sua pergunta? Alô, Arla, você nos escuta? Bom, enquanto a gente tenta retomar o contato, vamos até Recife, então? Recife, Pernambuco. A pergunta de Joffre Melo, da Rádio Folha FM. Joffre, você nos escuta? Bom dia para você. Alô, Joffre? Bom, Ministra, então dando continuidade, o que é que vai mudar na vida do beneficiário do Bolsa Família, com esse novo tipo de conta, né? Que é uma conta poupança. O que é que vai mudar na prática? MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Ah, muita coisa, olha só. Primeiro, ele não vai precisar sacar o dinheiro todo de uma vez só, antes, o beneficiário que não tinha conta, ele vai ou na lotérica, ou no ATM, que é esse Caixa Eletrônico, e tinha que tirar todo o dinheiro, saia até uma insegurança, apesar de ser um dinheiro pequeno, em média são 165 reais, a pessoa sai com esse dinheiro, ás vezes acabava sendo assaltada, ou você tem esse dinheiro, você vai guardar em casa, você acaba gastando mais do que você precisa. Hoje, esse beneficiário pode deixar o dinheiro na conta e usar um cartão de débito. A maior parte das pessoas no Brasil, hoje, usam o cartão de débito, você vai no supermercado, você não precisa levar o dinheiro e comprar e gastar aquele todo. Você passa o cartão de débito, sem dinheiro nenhum e paga somente aquilo que você comprou. Vai, por exemplo, em uma farmácia, paga só o remédio; vai comprar um caderno para o menino, um calçado para o menino, passa o cartão de débito. Com isso, a família não precisa ficar andando com o dinheiro, consegue se planejar melhor, se sobrar um dinheirinho na conta, esse dinheiro é remunerado, coisa que antes não acontecia, e ajuda a famílias a fazer um planejamento. Muitas vezes, você pode começar a se organizar, esse começo de ano, por exemplo, as famílias, geralmente, têm um gasto alto com a escola, então se organiza, já vai juntando um dinheiro. Quer fazer uma compra maior, está precisando de alguma coisa em casa, junta o dinheirinho de um mês, de outro, de outro, e com isso, consegue ir melhorando as coisas na casa. APRESENTADORA KARLA WATHIER: Uma educação financeira que é muito importante, não é, Ministra? MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Ah, educação financeira, exatamente. APRESENTADORA KARLA WATHIER: Bom, a gente vai agora até Imperatriz, no Maranhão, a pergunta de Wilton Barbosa, da Rádio Nativa FM. Olá, Wilton, bom dia para você. REPÓRTER WILTON BARBOSA (Rádio Nativa FM/Imperatriz - MA): Bom dia a você, Karla. Bom dia a Ministra Tereza. O cartão realmente vem para facilitar a vida do cidadão, no entanto, é preciso entender quais os problemas encontrados, porque aqui no maranhão, sobretudo, há um problema que o beneficiário geralmente perde os prazos até mesmo de atualização, o manuseio desse cartão, pode ser um problema para o beneficiário? Como protege-lo, em caso de fraude, Ministra? MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Bom, primeiro, obrigado pela pergunta, Wilton, da Rádio Nativa. Primeiro, lembrando: para abrir a conta ou para retirar esse dinheiro, você não precisa estar na agência mais, você vai fazer isso lá na lotérica. Porque tem gente que fala: "Ah, não tem agência da Caixa no meu município", não precisa ir na agência, você pode fazer em qualquer lotérica, principalmente naquela que você já vai todo mês retirar o seu benefício. Nós temos conseguido trabalhar reduzindo muito a fraude no Bolsa Família, o Bolsa Família já é um dos programas com o menor índice de desvio que nós temos nos programas do Brasil, então ele é muito elogiado exatamente por causa disso, e todo o ano nós fazemos o quê? Nós cruzamos os vários cadastros que existem. Por exemplo, existe um cadastro no Brasil que chama SISOBI, que é o cadastro de óbitos, que tem os falecimentos. A gente cruza o cadastro de óbitos, com o cadastro do Bolsa Família, para verificar se diminuiu uma pessoa, se é uma pessoa da família que ainda não estava no cadastro, se o próprio chefe da família que faleceu. Segundo, nós cruzamos com a Rais, com o Caged e com o Cnis, que é o cadastro do INSS, para quê? Exatamente para saber se esse beneficiário, se essa família está recebendo algum outro benefício, e declarou corretamente, e quando essa renda, a gente tem algum indício de que tem um problema, o que nós fazemos? Chamamos essas famílias, e ela tem que ir lá explicar porque teve essa divergência de informação, ela declarou uma coisa, e a gente acabou identificando outra, às vezes é uma coisa que tem alguma explicação, a pessoa teve um emprego, mas já perdeu, porque a gente está com uma informação de um ano atrás. E a gente vem melhorando muito, então, nós tivemos, por exemplo, em 2014, um milhão e duzentas mil pessoas saíram do Bolsa Família, seja porque fizeram a atualização cadastral e declararam que já não precisavam mais, seja porque a gente identificou problemas, e essas famílias foram desligadas. O ano passado, de novo, em torno de um milhão e trezentas mil famílias, abrindo espaço para que novas famílias pudessem estar entrando, sendo beneficiadas. No caso do Maranhão, nós temos quase setecentas mil famílias beneficiárias do Bolsa Família, que agora vão poder contar com mais esse benefício, que é um benefício que, hoje, chega a maior parte dos cidadãos do Brasil, e agora chega também ao beneficiário do Bolsa Família, que é ter o cartão de débito, que é ter a sua conta. APRESENTADORA KARLA WATHIER: Wilton, você tem mais alguma pergunta? REPÓRTER wilton Barbosa (Rádio Nativa FM /Imperatriz - MA): Só perguntar, ministra, essa foi uma das medidas adotadas para facilitar e para beneficiar aquele que já tem o Bolsa Família, o programa pensa em ampliar esses benefícios, já se tem alguma medida em relação aos estabelecimentos que podem aceitar o cartão? O que se pensa daqui pra frente em relação aos benefícios adquiridos através do cartão? MINISTRA EREZA CAMPELLO: O cartão pode ser usado como qualquer cartão de débito, certo?! Então, eu vou mostrar daqui a pouco, pega na minha bolsa aí, meninos, aqui o cartão para quem estiver nos assistindo, dá para ver também pela internet, mas nós temos aquela bandeira, que é uma bandeira que pode ser usada em qualquer lugar, certo?! Elo, né?! Vou pegar. Tem um cartão aqui? Desculpa, gente, daqui a pouco eu mostro. Olha só, então, não tem um estabelecimento credenciado não, certo?! Pode ser usado aonde a gente estiver aquela maquininha para ser usada com o cartão Elo, então... com a bandeira Elo, então, não tem estabelecimento credenciado, porque no caso do Maranhão, eu sei até por que você está fazendo essa sua pergunta, porque o material escolar só pode ser retirado em alguns estabelecimentos que foram credenciados, que é um benefício que o governo do Maranhão está dando pros seus beneficiários, que pra quem tem criança na escola, está recebendo um recurso a mais, podendo tirar também nesses estabelecimentos credenciados, e no nosso caso, é um cartão de débito, como vale para qualquer outro beneficiário, qualquer outra pessoa que tenha conta com um cartão de débito. APRESENTADORA KARLA WATHIER: Está certo, então, obrigada a participação de Wilton Barbosa da Rádio Nativa FM, de Imperatriz no Maranhão. E agora, ministra, a gente vai até Salvador/Bahia, vamos falar com a Arla Coqueiro, da Rádio Sociedade. Olá, Arla, bom dia pra você, qual é a sua pergunta? REPÓRTER ARLA COQUEIRO (Rádio Sociedade/Salvador - BA): Bom dia, a minha pergunta é em relação ao trabalho com as prefeituras para esclarecer aos beneficiários essa nova forma de fazer com que o benefício chegue até eles, né, que trabalho vai ser feito para que as prefeituras expliquem pra esses beneficiários o alcance dessa complementação de renda, enfim, dessa renda destinada a eles, porque muitas vezes fica nas mãos da prefeitura, e as prefeituras não têm a estrutura adequada para fazer chegar esse benefício a quem precisa. Então, a minha pergunta é sobre esse trabalho na base, que é com as prefeituras. MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Bom dia, Arla, bom dia ouvintes da Rádio Sociedade. Você sabe que a Bahia é o estado que a gente tem o maior número de beneficiários do Brasil, hoje chega a um milhão e oitocentos mil beneficiários, dos 14 milhões de beneficiários no Brasil, um milhão e oitocentos mil estão na Bahia. Arla, olha, primeira coisa, não muda nada no Bolsa Família, tá?! Então, o Bolsa Família continua exatamente como ele sempre foi, então existem 13.900.000 famílias que recebem Bolsa Família hoje e vão continuar recebendo, se elas não quiserem abrir conta, o que é que vai mudar? Nada, ela vai receber o Bolsa Família como ela sempre recebeu, com o cartão que ela sempre recebeu. Então, essa família não precisa fazer nada, por isso que a sua pergunta é muito importante, porque a gente não quer que o beneficiário, primeiro, ache que ele é obrigado a abrir conta, segundo, se ele não é obrigado a fazer isso esse mês, se ele quiser fazer isso depois, se ele quiser pensar melhor, se quiser ver se o vizinho abriu, deu certo, se é bom, se não é, ele não precisa fazer nada, então a prefeitura também não precisa fazer nada. Nós estamos, através da Caixa Econômica Federal, que é um banco público, que é o nosso parceiro no Bolsa Família, que tem uma rede enorme de agências e que conta com as lotéricas, com correspondente bancário, chegando com essas informações, via mídias, via informações que a gente está tendo na televisão, em rádios, então o beneficiário não precisa fazer nada, certo?! O Bolsa Família continua exatamente como ele está, se o beneficiário quiser ter uma conta, ele pode, e vai ser bem simples, por quê? Porque ele só precisa ir nessa agência lotérica, onde ele já tira, nessa casa lotérica, onde ele já tem as informações do Bolsa Família, onde ele já vai normalmente, levar o CPF dele e dizer: "eu quero abrir essa conta que é uma conta poupança Caixa", e ele vai passar a receber o benefício dele, se ele abrir esse mês, por exemplo, no mês que vem o benefício já vai cair na conta dele, também não muda nada para ele. Se ele quiser tirar o dinheiro todo de uma vez só, ele pode continuar tirando, se ele não quiser tirar, ele não tira, se ele quiser tirar em duas vezes, até duas vezes, ele pode. E se ele quiser usar o cartão de débito, ele pode. Então, as informações somos nós que estamos dando, é óbvio que as prefeituras vão, são nossas parceiras, vão ficar felizes em poder ter seus beneficiários contando com mais esse direito cidadão, que é poder ter uma conta, que é poder ter essa facilidade de ter o cartão de débito, agora, é importantíssimo, e aí eu conto com o apoio de vocês que estão em contato direto com os nossos beneficiários, nas rádios, aqui contando com o apoio da EBC, para que a gente leve essa informação. Beneficiário, o Bolsa Família continua firme e forte, continua como sempre, você pode não fazer nada, vai continuar recebendo o seu benefício, não fazer nada, não, tem que manter a criança na escola, tem que ter frequência escolar, tem que manter a criança sendo atendida no posto de saúde, e a gestante tem que estar indo fazer o exame pré-natal. Agora, o seu benefício, atualize o seu benefício, mantenha ele atualizado, não precisa abrir a conta, porque não é obrigatório. APRESENTADORA KARLA WATHIER: Arla, você tem mais alguma pergunta? REPÓRTER ARLA COQUEIRO (Rádio Sociedade/Salvador - BA): Não, muito obrigada pela resposta. Bom dia. APRESENTADORA KARLA WATHIER: Então, tá. Obrigada, então, pela sua participação. E você pode ouvir o áudio dessa entrevista ainda hoje no site da EBC Serviços, www.ebcservicos.com.br. Ministra, a gente tem agora uma participação em vídeo pelo WhatsApp, é do Marcos Barbosa de Goiânica, goiás, vamos então ouvir. SR. MARCOS BARBOSA: Ministra, o que mudará na prática com esse novo cartão do Bolsa Família? MINISTRA TEREZA CAMPELLO: O que é que vai mudar, primeiro, se a pessoa quiser ter uma conta bancária, a vida dela vai poder ficar bem melhor, por quê? Porque ela vai ter essa facilidade, ter uma conta. A bancarização é um processo muito amplo no Brasil, nós queremos dar mais esse acesso, é um direito do cidadão, a pessoa poder contar com uma conta, se ela quiser, se ela não quiser, não é obrigada, como eu acabei de falar, porque eu fico com receio das pessoas dizerem: "agora tem a conta, eu sou obrigada a abrir a conta". Não é obrigado, se quiser, nós criamos uma forma fácil para que essa abra essa conta sem burocracia, não tem que ter comprovante de moradia. Por quê? Porque esse beneficiário do Bolsa Família já é nosso conhecido e já é conhecido da Caixa também, ele já vem recebendo o Bolsa Família. Então nós temos ele no Cadastro Único, nós temos informações de endereço, nós temos informações sobre essa família, o que o beneficiário precisa fazer? Vai lá com o CPF, e abre a conta, o que muda para ele? Ele passa a ter acesso a alguns benefícios, por exemplo, poder contar com o cartão de débito, ou seja, a família não precisa mais tirar todo o dinheiro de uma vez só, ficar andando com esse dinheiro na bolsa, ou muitas vezes você acaba gastando ele todo de uma vez, você pode agora fazer um planejamento: não, eu só vou comprar o material escolar quando tiver o desconto que é só no final do mês, eu vou no supermercado em tal data, que é a data que geralmente na promoção, eu vou fazer feira em tal dia, eu posso me organizar melhor, por quê? Porque agora o meu dinheiro está guardado em uma conta e eu posso usar um cartão de débito. Então, isso vai facilitar muito a vida do beneficiário. APRESENTADORA KARLA WATHIER: Bom, a gente vai agora, ministra, para Recife/Pernambuco, vamos falar com o Joffre Melo, da Rádio Folha FM. Olá, Joffre, bom dia pra você, qual é sua pergunta? REPÓRTER JOFFRE MELO (Rádio Folha FM/Recife - PE): Bom dia. Bom dia, Ministra Tereza Campello. Essa medida pode também, de repente, embutir nas pessoas, a necessidade ou a importância, de repente, de poupar, de transformar o dinheiro do Bolsa Família, também, em algo que venha trazer uma educação financeira para as famílias, ministra? MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Ah, com certeza, eu acho que isso tende a acontecer, e nós estamos com um programa de educação financeira para os nosso beneficiários, algumas dessas dicas, a gente já vem trabalhando, por exemplo, o beneficiário quando ele tira o dinheiro em um terminal bancário, sai um extrato bancário, ali no extrato a gente tá dando algumas dicas de como administrar melhor esse dinheiro, pega o dinheiro, agora que ele não vai precisar tirar todo de uma vez, eu acho que vai facilitar muito esse estímulo, para que ele pense "ah, no que é que eu vou gastar, não preciso pegar o dinheiro, sair com o dinheiro", então acaba também tendo essa oportunidade de planejar. Como o dinheiro que ficar na conta, ele vai ser remunerado, isso tem um estímulo a mais, e essa é uma conta, a gente não pode achar que só vai ter o dinheiro do Bolsa Família. Pensa, por exemplo, uma manicure ou uma pessoa que faz bico, alguém que vende comida para fora, porque as famílias do Bolsa Família trabalham, quer dizer, tem a renda do Bolsa Família que é um complemento, e tem a renda que é a renda do seu trabalho, esse dinheiro também pode ser depositado na conta, não é só dinheiro do Bolsa Família, com isso ele pode planejar o conjunto da sua renda, né?! Então, eu quero, por exemplo, melhorar, ampliar um quartinho na minha casa, eu vou juntar, né, então compra o material de construção aos poucos, ou não, junta um dinheirinho e posso fazer uma compra, às vezes até em melhores condições. Então, pensar, se organizar, tentar melhorar de vida, é uma das questões, que eu acho que a partir de agora, vai avançar também no público do Bolsa Família. APRESENTADORA KARLA WATHIER: Joffre, você tem mais alguma pergunta para a ministra? REPÓRTER JOFFRE MELO (Rádio Folha FM/Recife - PE): Ministra, mas as exigências para a permanência no programa, isso não muda de nenhuma forma com essas facilidades, não é?! MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Não, não muda nada. No programa Bolsa Família não muda nada, nós estamos, na verdade, lançando um produto da Caixa Econômica Federal, que é nossa parceira, que é quem executa o Bolsa Família junto com a gente, que é um banco público e que colocou à disposição dos beneficiários, essa facilidade que é um cartão poupança Caixa, que já existia, e que está sendo simplificado e que, a partir de agora, começa a ser ofertado também nas casas lotéricas para os beneficiários do Bolsa Família. A Caixa também vai ganhar muito com isso, por quê? Primeiro, ela essa a ter esse conjunto de clientes, que passam a ser seus clientes, tem muita gente que fala: "ah, mas a população de baixa renda", tem muito banco privado hoje entrando nas grandes favelas do Rio de Janeiro, nos grandes bairros pobres, por quê? Porque interessa para a rede bancária ter esses clientes, que são também consumidores na sua cesta, na sua oferta de clientes. Então, a Caixa passará a ter essas contas, que serão clientes da Caixa para além do Bolsa Família. Segundo, ajuda também a gente, porque as pessoas não precisam... quando você vai tirar todo o numerário, ou seja, quando você vai tirar todo o dinheiro, às vezes o recurso é 183 reais, bom, se não tiver três reais, né?! Ser não tiver nota de... de três não existe, né, gente?! Se não tiver nota de dois, moeda dentro do lugar onde ele tiver tirando, ele não consegue sacar todo o benefício, 185 e não tiver nota de cinco, ele não consegue sacar o benefício, tem que voltar uma outra vez, e agora não. Então, isso também vai melhorar o funcionamento da Caixa Econômica Federal, que poderá... e pro beneficiário, que não vai ser obrigado a tirar o benefício de uma vez só. APRESENTADORA KARLA WATHIER: Obrigado, então, a participação de Joffre Melo, da Rádio Folha FM de Recife/Pernambuco. E só lembrando que a gente vai colocar nas redes sociais a imagem do novo cartão da Caixa para os beneficiários do Bolsa Família, twitter.com/tvnbr, e facefacebook.com/tvnbr. Ministra, a gente tem uma outra participação aqui em vídeo, via WhatsApp, do Ronaldo Pereira de Barra do Corda, no Maranhão, vamos ouvir. SR. RONALDO PEREIRA: Olá, bom dia, ministra. Eu sou Ronaldo Pereira, da cidade de Barra do Corda, no estado do Maranhão. Gostaria de saber da senhora, quais os benefícios esse novo cartão de Caixa vai trazer para os beneficiários do Bolsa Família? Obrigado. MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Ronaldo, olha só, esse... no Bolsa Família não muda nada, o que muda? As pessoas poderem ter uma conta, certo? Eu acho que muita gente vai ficar feliz em poder ter uma conta bancária. Isso é uma segurança para a nossa beneficiária, principalmente para as mulheres, isso é uma segurança. Também para o pessoal da área rural, eu acho que vai ser uma diferença muito grande, aí no caso do Maranhão, por exemplo, você tem uma população no meio rural que é beneficiária do Bolsa Família, grande, nem sempre compensa você ir até a cidade buscar esse dinheiro, às vezes compensa você esperar dois meses para você ir e não gastar tanto, porque tem gente que se desloca para ir receber o dinheiro, né, então gasta com transporte. Então, estando lá o dinheiro na conta, a pessoa já vai ter esse benefício de poder ficar com o dinheiro, tirar quando achar que é mais importante, ou quando estiver indo para a cidade, o dinheiro fica lá, fica rendendo, então, é importante sim, poder ter esse direito de cidadão, que é um direito de formalização, a pessoa que está formalizada, está no mercado financeiro, tem direito a conta, e vai poder também se planejar melhor. E lembra essa história que eu falei do cartão de débito. Então, não é só uma conta, é um cartão de débito, as pessoas vão poder passar e comprar, quer dizer, você não precisa ir com o dinheiro no supermercado, você ir com o dinheiro em uma farmácia, você não precisa ir com o dinheiro comprar um calçado para o menino, você pode ir com o seu cartão e esse cartão vai funcionar. Agora, o cartão da Bolsa Família continua funcionando, quem abrir a conta, pega o seu... não joga o seu cartão fora, guarda o seu cartão, porque ele continua valendo também para tirar o dinheiro do Bolsa Família se quiser. APRESENTADORA KARLA WATHIER: Bom, com essa participação, portanto a gente encerra o programa de hoje, ministra, quero agradecer sua participação, suas explicações, muito obrigada e até uma próxima oportunidade. MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Obrigado vocês, bom dia a todos. APRESENTADORA KARLA WATHIER: Bem, o Bom Dia, Ministro termina aqui, lembrando que você pode ouvir o áudio dessa entrevista no site da EBC Serviços, www.ebcservicos.com.br. O programa também vai estar disponível na nossa página no Youtube, www.youtube.com/tvnbr. E lembrando que as perguntas que não puderam ser respondidas, vão ser encaminhadas para a Assessoria de Comunicação do MDS. Muito obrigado pela companhia e até a próxima edição do Bom Dia, Ministro.