17/06/2015 - o Bom Dia Ministro, Eliseu Padilha falou sobre a concessão de aeroportos, a reestruturação da Infraero e o programa de aviação regional

O Bom Dia, Ministro, que foi ao ar nesta quarta-feira (17), recebeu o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha. O ministro falou sobre a concessão dos aeroportos de Porto Alegre, Florianópolis, Salvador e Fortaleza; a reestruturação da Infraero e o programa de aviação regional, que vai investir R$7,3 bilhões em 270 aeroportos no interior de todo o Brasil

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Transcrição

APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Olá você em todo o Brasil, eu sou Luciano Seixas e estamos começando mais uma edição do programa Bom dia, Ministro. O programa é uma realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e hoje recebemos o Ministro chefe da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha. Bom dia, Ministro, seja bem?vindo.MINISTRO ELISEU PADILHA: Bom dia, bom dia Luciano, bom dia ao Brasil, nesse momento que nós estamos falando, aliás, bom dia a todos os telespectadores, porque na Internet está nos botando de outro lado do mundo também, né? APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Com certeza. No programa de hoje, concessão dos aeroportos de Porto Alegre, Florianópolis, Salvador e Fortaleza. Vai falar também sobre a reestruturação da Infraero e o programa de aviação regional que vai investir 7 bilhões e 30 milhões de reais em 270 aeroportos no interior de todo o Brasil. O Ministro Eliseu Padilha começa a conversar agora com âncoras de emissoras de rádio de todo o país e a primeira participação vem de Porto Alegre. Da rádio Gaúcha, fala Jocimar Farina. Bom dia, Jocimar.REPÓRTER JOCIMAR FARINA (Rádio Gaúcha AM/Porto Alegre - RS): Bom dia. Bom dia, ministro, bom dia a todos. Minha pergunta, ministro, é sobre o aeroporto Salgado Filho, que vale, inclusive também, para as concessões nos demais aeroportos do país. O senhor já em outras oportunidades informou que as obras serão assumidas pela empresa que vencer a concessão, mas a minha dúvida é a seguinte, as obras que estão em andamento, elas terminam com recursos do Governo Federal ou já a partir do início da concessão são assumidas por elas. E aqui no caso do algo Salgado Filho em Porto Alegre, a licitação da ampliação da pista, ela fica para ser realizada pelo Governo Federal ou caberá à empresa que vencer a concessão? MINISTRO ELISEU PADILHA: Bom dia, bom dia Jocimar. Grande alegria estar falando pela rádio Gaúcha e para os ouvintes da Gaúcha. Vamos lá, primeiro, nós tivemos uma experiência que não foi muito positiva em termos obras concomitantes, a Infraero e a concessionária, nas concessões anteriores. Obrigou-nos a chegar a esse tratamento que foi dado por mim, a chamar os concessionários e dizer o seguinte: Nós vamos sair fora, a Infraero sai, vocês ficam sozinhos e nós compensamos esse valor no valor da outorga. Agora, não pode mais, a Infraero não faz porque a concessionária criou óbice ou não fez a sua parte. A concessionária não faz porque a Infraero criou óbice ou não fez a sua parte. Isso nós afastaremos nas próximas concessões, no dia que assinarmos o contrato de concessão, entregarmos a chave do aeroporto, toma que o filho é teu, ele vai levar como está, com todos os contratos em andamento. Então, todos os contratos em andamento serão continuados pela concessionária e o pagamento, já que a pergunta poderia vir, eu respondo, o pagamento será feito pela concessionária mesmo a aquela empresa que tem o contrato de prestação de serviço. A concessionária vai saber antes o tamanho do contrato, as condições do contrato, qual é o prazo do contrato, enfim, quando vai terminar. No caso de Porto Alegre, nós temos em andamento a expansão do terminal de passageiros, vai dobrar o terminal de passageiros, a construção de um terminal de cargas, um pátio para estacionamento de aeronaves e passageiros, outro para aeronave de cargas, nós temos também a construção de um hotel, numa parceria com o setor privado, também entra junto, nós temos o edifício garagem, um novo edifício garagem, porque a construção está findando agora daquele que existe e nós vamos colocar, então, um segundo como obrigação e, por último, a questão da pista, e respondo já também objetivamente. A quem vai fazer a licitação: a Infraero. Este ano ainda deve ser aberto o RDC da pista da Infraero. Quando ela vai começar, a Infraero já colocou as condições, não vou aqui discutir, a construção da extensão da pista, 920 metros, vai começar, diz isso o conselho diretor da Infraero, no dia em que forem retiradas as famílias que estão naquela área de extensão. Então, a Infraero faz a licitação, estará pronto para começar a obra, tão pronto a área esteja limpa. Começará ainda com a Infraero, se isso for antes da entrega ao concessionário, ou será com o concessionário assim que estiver limpa.APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Ministro Eliseu Padilha, embora as concessões tenham se revelado um bom negócio para o país, a Infraero, que operava sozinha todos os aeroportos do Brasil, tornou?se uma empresa deficitária, tendo uma rede de 60 terminais a operar. A empresa vai aguentar perder mais esses quatro aeroportos, importantes aeroportos do Brasil?MINISTRO ELISEU PADILHA: Na nossa equação de custos da Infraero, nós iríamos conceder só Porto Alegre, Florianópolis e Salvador. Fortaleza já não mais estava, porque nos quebra o equilíbrio econômico da Infraero. Nós conversamos com a área econômica do governo e com a própria Presidenta e chegamos à conclusão que ainda dá para a gente fazer um esforço hercúleo para nós termos autossuficiência da Infraero. Isso passa por um processo de reengenharia societária. A Infraero vai criar a Infraero Serviços, uma empresa para prestação de serviços na operação de aeroportos. Qualquer aeroporto no Brasil ou fora do Brasil, vamos estar sendo buscada a parceria de uma empresa alemã, que opera, por exemplo, o aeroporto de Frankfurt, a operadora do aeroporto de Frankfurt, buscaremos uma parceria com a Infraero e vamos nos constituir em player de mercado interno e externo na operação aeroportuária. Por um lado. Pelo outro lado, a Infraero participações. A Infraero tem 49% de todos esses aeroportos. O aeroporto aqui de Brasília, 49% é dela, o aeroporto de Guarulhos, 49% é dela, Galeão, 49% é dela. Então, nós vamos colocar todas essas participações societárias numa empresa e alguns outros ativos, tipo Congonhas, que nós não tencionamos levar à concessão, Santos Dumont que não se vai levar à concessão, Manaus que não se vai levar à concessão e, com esse portfólio de ativos nesta empresa, ela será também um player de mercado na área de participações societárias. Nós vamos ver, naturalmente, buscar resultados positivos. Alguém poderia perguntar: Então, o senhor está dizendo que vai querer vender a participação da Infraero, agora? Não, agora claro que não, nós queremos ver primeiro... o aeroporto de Brasília está uma beleza, mas ele ainda está em obras, ele vai ter efetivamente mais valor, no momento em que as obras estiverem todas concluídas e nós tivermos a operação plena, aí é o momento da Infraero vender. Eu, pessoalmente, entendo que a Infraero não deve vender as suas participações agora. Bem, então, com isso a gente mostra; um: A Infraero, é possível ela se manter sim, como player nacional e internacional. Ela pode auxiliar, nós vamos ter um programa de... nós vamos falar possivelmente ainda nesse programa, de 270 aeroportos regionais e a operação desses 270, quem é que garante? Ah, é o município, é o Estado . Mas lá em São Gabriel da Cachoeira, na cabeça do cachorro, na divisa do Brasil com a Colômbia, será que nós vamos ter operadores aeroportuários lá com condições de operar, com autonomia e qualidade internacional? Não sei, então, nós deveremos ter a Infraero como um pronto socorro.APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Este é o programa Bom dia, Ministro, hoje com o ministro chefe da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, que conversa com ancoras de emissoras de rádio de todo o país. A participação agora vem de São Paulo, da rádio Estadão, fala Gustavo Lopes. Bom dia, Gustavo.REPÓRTER GUSTAVO LOPES (Rádio Estadão/São Paulo - SP): Bom dia, Bom dia, ministro. O presidente do Senado, Renan Calheiros, formalizou a criação de comissão de especialistas encarregada de elaborar um anteprojeto de reforma do Código Brasileiro de Aeronáutica, que é de 86. Segundo o senador, o texto precisa ser atualizado para refletir as grandes transformações da aviação civil nos últimos 26 anos. Eu gostaria de saber a sua opinião, ministro, sobre esta iniciativa do presidente do Senado.MINISTRO ELISEU PADILHA: Eu penso que é uma iniciativa altamente positiva, uma lei numa área, num mercado em que a inovação tecnológica promove alterações profundas a cada semana, não é a cada mês, talvez se nós fôssemos computar em todo o mundo até diariamente. Então, é óbvio que nós temos que ter uma legislação que seja coerente com o momento que nós vamos vivendo e, inclusive, com uma previsão, uma projeção de futuro, para que a gente possa agasalhar todo esse desenvolvimento tecnológico. Ele vem no tipo de equipamento das aeronaves, ele vem na qualificação das equipes que tem que trabalhar, do piloto, copiloto, das pessoas que vão trabalhar dentro da aeronave. Ele vem em como vamos ter a composição societária dessas aeronaves, que 30 anos atrás tinham um determinado tipo de interesse, hoje tem outro. Ele vem como os aeroportos, propriamente dito, que nós no caso da Infraero e da nossa Secretaria cuidamos mais diretamente da questão dos aeroportos, mas em como a Anac, a nossa agência regulatória vai trabalhar? Será que os nossos padrões são os padrões coerentes com o momento de hoje? Seguramente 30 anos numa sociedade dinâmica como a brasileira, numa área em que avançou?se muito, nós avançamos mais de 10% ao ano nos últimos 10 anos. Nós temos uma projeção de crescimento de mais de 7% nos próximos 20 anos, independentemente muito de circunstancial crise que se possa viver, a projeção é 7% ao ano, por 20 anos. Então, óbvio, é muito bem?vinda a iniciativa do Congresso Nacional, personificada na pessoa do presidente Renan Calheiros, que determinou, que criou essa Comissão, tive a oportunidade de participar do ato. Penso que para o Poder Executivo e eu sou membro do Poder Executivo, é muito importante nós contribuirmos, lá colocamos uma equipe também da nossa área, tanto da ANAC, da agência reguladora, quanto da Infraero, quanto das operadoras aeroportuários, os nossos técnicos de operação aeroportuária, para que nós possamos contribuir e ter uma legislação coerente. Montesquieu dizia teoricamente que a lei deve ser a expressão da vontade geral. Então, não há dúvida nenhuma que nós temos que ver o que o Brasil está pensando em relação a aviação civil. Oportuníssima, o governo vai participar, por óbvio vai ter as suas próprias ideias e vai tentar levar a Comissão, mas quando se trata de legislar, quem fala alto mesmo é a nação brasileira através do Congresso Nacional.APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Estamos entrevistando o Ministro Chefe da Secretaria de Aviação Civil Eliseu Padilha, nosso convidado de hoje no programa Bom dia Ministro, que agora conta com a participação da rádio FM Dom Bosco de Fortaleza, quem fala de lá é Jocasta Pimentel. Bom dia, Jocasta.REPÓRTER JOCASTA PIMENTEL (rádio FM Dom Bosco/Fortaleza - CE): Bom dia. Bom dia, Ministro Padilha. Com a privatização do aeroporto de Fortaleza, como ficam as obras do terminal de passageiros que já seguem com atraso?MINISTRO ELISEU PADILHA: Vamos lá, primeiro, realmente as obras do terminal de passageiros não estavam, e não estão, obedecendo o cronograma prefixado, mas nós vamos sim retomar as obras também de Fortaleza agora, antes ainda da concessão e depois da concessão, a regra é que o concessionário conclua todas as obras para que o projeto seja concluído na forma que o plano diretor daquele aeroporto tenha previsto. Portanto, Fortaleza e realmente tem essa razão, estava com as obras paralisadas, problema de contrato com a empresa que estava promovendo a obra, isso se tem muito na área de obras no Brasil. Eu fui Ministro dos Transportes durante vários anos e convivi com este negócio na época, na época se tratava cm aditivo contratual, que era para sempre gente a gente ter a revisão dos preços, hoje há um pouco mais de endurecimento nisso, aí as empresas param, porque elas ganham, mergulham no preço, quer dizer, colocam um preço muito barato, depois não consegue fazer a execução da obra. Mas vai sim, vai ser continuada e Fortaleza terá, sem dúvida nenhuma, um aeroporto de padrão internacional a partir da concessão. E uma pequena, se me permite, uma pequena observação, quando se fala em privatização, não se diz a mesma coisa do que concessão. A concessão, o setor público, nós, o Estado Brasileiro, entrega durante um determinado tempo para exploração por um conglomerado predominantemente privado, por que digo predominantemente? Porque a Infraero participou nos outros, mas é 51% privado, e a privatização é um processo de venda, quando a gente transfere a propriedade, aí tu privatizou. Neste caso há, na verdade, uma privatização do serviço aeroportuário, as pessoas que vão atender a operação aeroportuária, são pessoas que vêm da iniciativa privada. Essa pequena observação, mas ela é muito importante quando a gente... não, mas privatizou. Não, não privatizou o aeroporto, vaio entregar ao setor privado a operação do aeroporto, que é público, e que vai ser entregue para o Estado brasileiro ao fim da concessão, com todas aquelas obras, com todos aqueles benefícios materiais que foram lá implantados.APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: E agora no programa Bom Dia Ministro, a participação da rádio Alvorada 1480 AM de Guanambi, na Bahia. De lá fala José Roberto. Alô, José Roberto, bom dia. Caiu a ligação. Ministro, uma das dificuldades das grandes obras do Brasil diz respeito a concessão de licenças e agora há pouco o senhor falou dos aeroportos regionais, 270 em todo o país, 66 destes aeroportos de aviação regional já estão em condição de serem imediatamente licitados, não fosse a dificuldade para se obter um licenciamento ambiental. A Secretaria de Aviação tem planos para conseguir mais rapidamente a aprovação desses licenciamentos?MINISTRO ELISEU PADILHA: Veja, nós elaboramos juntamente com a presidenta Dilma e com a ministra do Meio Ambiente, um roteiro, um programa específico para as obras que são de interesse puro do Governo Federal e aqui explico eu: A Política Nacional de aviação civil, por definição constitucional, ela é competência da União. A Política Nacional de Aviação Civil e do Meio Ambiente é de competência exclusiva da Constituição, da União por definição constitucional. Então, se a União é que tem o dever de formular política, ela deve formular também a política para o licenciamento ambiental e aí é que a gente encontrou algumas fórmulas para fazer com que esse licenciamento para os aeroportos vai ser utilizado também para os silos e armazéns do Ministério da agricultura, possivelmente para a extensão dos chamados linhões, do Ministério de Minas e Energia, que é um procedimento que deve terminar em 90 dias. Aí no nosso caso dos aeroportos, o Banco do Brasil que foi legislativamente encarregado de fazer a execução desses projetos, ele tem projetos, pedidos de licença ambiental com mais de uma ano e meio que ainda não tem sequer resposta. Então, nós vamos ter agora, possivelmente ainda nesse mês de junho, uma redefinição deste regramento que a gente vai ter a licença em 90 dias, e aí estes que estão já prontos para iniciar o processo de licitação, a gente poderá começar a fazer, não vai fazer por óbvio, todos no mesmo dia, mas à medida que as licenças forem saindo, a gente vai passando para o Banco do Brasil para que ele faça o RDC, que é o regime de contratação... é o Regime Diferenciado de Contratação. Esse mais simples, mas de outra parte mais seguro, porque impõe, inclusive, a empresa que vai construir obra, tem que fazer seguro para execução da obra.APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Perfeito, nós voltamos o contato agora com a rádio Alvorada AM de Guanambi e está na linha José Roberto. Alô José Roberto, bom dia.REPÓRTER JOSÉ ROBERTO (rádio Alvorada 1480 AM/Guananbí - BA): Alô, muito bom dia. Satisfação, vamos falar com o Ministro. Alô. Oi.APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Pode fazer a pergunta.REPÓRTER JOSÉ ROBERTO (rádio Alvorada 1480 AM/Guananbí - BA): Muito bem. Ministro, aeródromos, aeroportos no interior do Brasil ainda é uma coisa muito pouca. Eu sou de uma cidade do interior da Bahia, onde já teve um aeroporto, mas hoje o aeroporto está em processo de refazer tudo novamente. Essa coisa da integração do Brasil, ainda que nós do Nordeste ainda sofremos muito nessa disparidade com o sul do País. Eu queria perguntar o seguinte, os aeroportos para as pequenas e médias cidades do Brasil ainda estão nos planos do governo para essa coisa? Estão na pauta para os próximos anos?MINISTRO ELISEU PADILHA: José Roberto, muito obrigado aí pela tua muito bem posicionada pergunta e ela retrata um sentimento popular, eu sei disso. E eu respondo à pergunta, aliás, quem respondeu à pergunta, foi a presidenta Dilma Rousseff, no momento em que ela concebeu um programa para ser implantado quando nós iniciamos em 2012, para ser implantado de 2012 até, em tese, ir nos próximos 5 anos, portanto nós estamos no curso desse prazo. Eu pretendo dizer que, dadas as circunstâncias, deve ser implantado de 2015 a 2018. Nós temos o Programa Nacional de Aviação Regional. São 270 aeroportos em todo o Brasil, que serão construídos em cidades que mostram-se o centro regional por algumas razões. Vou dar por exemplo, que nesse momento me parece que é o que interessa para ti, é a Bahia, quais os municípios, quais os aeroportos da Bahia que vão estar neste programa? No que consiste esse programa? Esse programa, ele vai implantar um padrão internacional da Organização das Nações Unidas em cada um dos aeroportos. O que tem que ter em padrão internacional? Um: Tem que ter uma pista correspondente à proposta de operação para o tipo de aeronave, que varia a pista, tanto na extensão quanto na resistência da pista para o impacto das aeronaves, isto varia dependendo do tipo de aeronave que vai lá operar. Então, pista correspondente à proposta daquele aeroporto. Dois: uma estação de combate a incêndio. Internacionalmente, não pode-se descer em aeroporto onde não há previsão e equipe treinada para o combate a incêndio, por quê? Porque em tempos idos, os aviões tinham risco de serem, por n circunstâncias, no solo ou no momento em que ele vem aterrissar, dele poder ter algum incidente de incêndio. Então, tem que haver uma atenção imediata, porque é um combustível altamente combustível, ele acaba sendo uma bomba aquele combustível, então, se não for atacado imediatamente, ele pode oferecer risco à muita gente que são os passageiros, logo tem que ter uma equipe de combate a incêndio. Tem que ter uma casa de navegação aérea, para os instrumentos de navegação aérea para orientar a tripulação. Tem que ter um pátio, para estacionamento das aeronaves e tem que ter um terminal de passageiros correspondente à previsão de movimentação naquele município, porque esse município ele sempre será um município polo-regional e agora falo naqueles que estão previstos na Bahia, que são em grande número, vou falar até de forma um pouco lenta, Zé Roberto, para tu poderes, se for o caso, aqueles que pra ti possam parecer mais importantes. Começa com Barreiras, Bom Jesus da Lapa, vai em ordem alfabética, né. Bom Jesus da Lapa, vai em ordem alfabética. Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Cipó, Feira de Santana, Guanambi, Guanambi, mais uma vez, Ibotirama, Ilhéus, Irecê, Itaberaba, Jacobina, Jequié, Lençóis, Maraú, Paulo Afonso, Porto Seguro, Santa Maria da Vitória, Santo Amaro de Jesus, Sento Sé, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista. Então nós podemos ver que a Bahia terá 20 aeroportos, 20 aeroportos regionais. Qual é o papel desse aeroporto nacional? Coletar passageiros para a grande rede dos aeroportos, que são os chamados aeroportos das capitais. Nem sempre capital e um grande aeroporto, mas normalmente nas capitais. O que terá de vantagem nessa aviação regional? E essa é a grande notícia que tu leva para os nossos ouvintes, Zé Roberto, implantado o programa, a passagem aérea com origem ou destino em um desses aeroportos terá subsídio do Governo Federal. Em princípio em 50% dos lugares da aeronave. O governo vai bancar para a empresa aérea a metade para que ela garanta a operação, porque hoje a gente não tem o passageiro porque não tem o voo, e não tem o voo porque não tem o passageiro. Então garantindo a operação, seguramente a gente vai acabar fazendo com que todos os brasileiros possam finalmente utilizar o transporte aéreo, que está bastante democratizado.APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Este é o programa Bom dia, Ministro, a EBC Serviços disponibiliza o sinal desta entrevista para todas as emissoras de rádio do país via satélite no mesmo canal de A Voz do Brasil . O áudio da entrevista também é disponibilizado ainda hoje na página da EBC Serviços na Internet em www.servicos.ebc.com.br, e agora a participação da Rádio Regional, de Florianópolis, Santa Catarina, de lá Luiz Carlos Goedert. Luiz Carlos, bom dia.REPÓRTER LUIZ CARLOS GOEDERT (Rádio Regional FM/Florianópolis - SC): Bom dia, bom dia, Ministro, bom dia a todos. Ministro, aqui em Florianópolis, aqui em Santa Catarina, a reforma, a ampliação, o novo aeroporto Hercílio Luz é uma novela interminável. Assistimos mais um capítulo agora da presidente Dilma lançando esse pacote de concessões. Minha pergunta é, curta e direta, agora vai, Ministro?MINISTRO ELISEU LEMOS PADILHA: Olha, Luiz Carlos, eu gostei da tua introdução. Eu acho que há um sentimento, e isso vale para Florianópolis e para algumas outras capitais, em que a questão do aeroporto acabou sendo uma incógnita, o fim da tua pergunta, mas afinal, agora vai? E eu respondo para ti, vai, vai e digo porquê. Nós temos experiências altamente positivas, que são os aeroportos de Brasília, o aeroporto de Guarulhos, o aeroporto que já está muito bem avançado também, que é Viracopos, são os três do primeiro tranche de concessões com Galeão e Confins, que é do segundo, ainda estão em obras, e as obras ainda não aparecem na plenitude. Mas o de Brasília, outro dia, um amigo meu veio do Rio Grande de Sul, desceu no aeroporto, veio correndo no ministério e disse: Olha, hoje eu tenho orgulho de ser brasileiro , não sabia do que ele ia falar, perguntei: Afinal, o quê que houve? , aí diz ele pra mim: Eu desci no aeroporto de Brasília. E parecia que eu estava descendo no aeroporto da Alemanha, no aeroporto da Inglaterra . Enfim, nós estamos com um projeto que deu certo, viu Luiz Carlos, que é o da concessão da operação aeroportuária. Nós vamos entregar todo o sítio aeroportuário aí de Florianópolis para uma concessionária, e esta concessionária vai receber todas as obras que estão projetadas para o aeroporto Hercílio Luz, inclusive, já antecipando para ti e para os teus ouvintes, o terminal de passageiros vai mudar do lado da pista. Hoje vamos admitir que ele esteja do lado direito, ele vai para o lado esquerdo. Aí direito, esquerdo depende da posição que a pessoa estivesse. Mas vamos admitir que ele estivesse do lado direito, ele vai para o lado esquerdo. O acesso ao terminal de passageiros vai ser feito, eu morei aí em Florianópolis, Luiz Carlos, com grande alegria, muito prazer, Florianópolis realmente é uma cidade encantadora. Quem vai pro sul da ilha é que vai, não é quem vem para o Estádio do Havaí, que vai pra, não é aquela tomada do Estádio do Havaí que vai levar para o aeroporto, não, a gente vai um pouco mais e depois toma a direita, indo pelo sul da ilha, na direção do sul da ilha pra ter acesso ao terminal de passageiros lá pelo outro lado, onde a área é muito mais tranquila, nós temos ela ainda muito pouco habitada, e dá pra gente ter então um acesso mais tranquilo. Mas vai, agora vai. Vamos preparar Florianópolis, e digo isso com muita alegria, pra justificar uma das cidades turísticas mais importantes do Brasil. Uma das regiões de maior beleza natural. Todos os ouvintes sabem, mas nós dois, Luiz Carlos, vamos falar mais uma vez, Florianópolis é a cidade brasileira que tem o maior número de voos charters. Aí nesse aeroporto, com todas essas deficiências, que são grandes sim, nós sabemos, tu tens razão, os nossos ouvintes têm razão ao reclamar. Nós vamos... Aí nós temos o maior número de voos charters do Brasil, nem o Rio de Janeiro recebe tanto voo charter quanto Florianópolis.APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: E agora no programa Bom Dia, Ministro a participação da Rádio A Voz das Comunidades 87,9 FM, de Manaus, Amazonas, com Erleilson Brito. Alô, Erleilson, bom dia.REPÓRTER ERLEILSON BRITO (Rádio A Voz das Comunidades 87,9 FM/Manaus - AM): Bom dia pros nossos ouvintes, bom dia, Ministro, nós estamos falando diretamente de Manaus, a Rádio Comunitária a Voz das Comunidades, participando com grande prestígio do Bom Dia, Ministro de hoje. Ministro, nós tivemos uma informação ontem, ouvimos uma outra emissora, na qual o senhor falava sobre o investimento de 7,3 bilhões em 270 aeroportos no interior de todo o Brasil. Para o estado do Amazonas, quantos aeroportos e quantos bilhões virão pra cá pra melhorar essa nossa estrutura?MINISTRO ELISEU LEMOS PADILHA: Inicialmente, olha, muito obrigado, viu, Erleilson. Nós temos aqui temos muita alegria em falar pra Amazônia Legal, e falando contigo sei que a gente fala pra toda Amazônia. Nós vamos levar para o estado do Amazonas 25 aeroportos regionais. Em todo Norte é o que mais vai receber, porque a Amazônia Legal, ela abrange também outros estados. Apenas pra ter noção, quem vem mais perto do Amazonas aí na região é o Pará, que vai receber 24. Mas o Amazonas receberá 25. Ontem eu declinei as cidades ou então os aeroportos que serão convertidos em aeroportos regionais. Qual é a característica desse aeroporto? Ele terá um padrão internacional, ele terá que... Nas cartas de navegação aérea, quando o sujeito estiver passando por sobre o estado do Amazonas, ele sabe que embaixo, naquele município tem um aeroporto com tais e tais características e que tem padrão internacional. Quais são os itens desse aeroporto? Ele tem que ter primeiro, uma pista correspondente à proposta de aeronave que lá vai operar, seja na extensão da pista ou na resistência, isso varia em função da aeronave; dois, tem que ter um pátio de estacionamento para as aeronaves; três, tem que ter uma estação de combate a incêndio; quatro, tem que ter também uma estação de rádio ou de operação aeroportuária, antigamente era rádio, eu ainda começo a pensar em rádio, hoje o rádio é acessório nisso, trabalha-se muito com outro tipo de equipamento absolutamente de comunicação de mídia, dessas mídias que nós trabalhamos diariamente, então fica um pouco afastada a ideia da comunicação via rádio, embora ela também exista nas aproximações das pistas. E por último, um terminal de passageiros correspondente àquela região, não ao município, à região, porque se pensou sempre numa região a ser atendida pelo município. E lá vão, os nossos ouvintes que se preparem, os teus ouvintes se preparem, Erleilson, pra saber quais são os aeroportos aí do Amazonas. Quais são eles? Amaturá, Barcelos, vai em ordem alfabética, não é um que é primeiro que o outro, não, é ordem alfabética. Amaturá, Barcelos, Boca do Acre, Borba, Caruari, Coari, Conajás, Eirunepé, Fonte Boa, Humaitá, Itaquatiara, Jutaí, Lábria, Manicoré, Maraã, Maués, Nova Olinda do Norte, Parintins, Pauini, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, São Paulo de Olivença, Tabatinga, Tefé, Uarini, o último deles. Portanto, então nós temos aí os 25 aeroportos que serão contemplados. Quanto vai ser gasto? A pergunta que tu fizeste e que eu vou ter que te responder de forma indireta. Como é que é de forma indireta? O custo vai ser determinado em razão daquilo que as circunstâncias ambientais vão determinar. Nós temos uma previsão, mas o estudo ambiental é que vai determinar mais ou menos [...].APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Ministro Eliseu Padilha, agradecemos muito a sua presença aqui no programa Bom Dia, Ministro .MINISTRO ELISEU LEMOS PADILHA: Olha, eu é que agradeço muito aos telespectadores, agradeço à equipe toda que preparou esse nosso encontro, especialmente a ti, Luciano, pela condução firme, coerente, capaz e elucidativa. Tenho certeza de que os nossos telespectadores gostaram do âncora, do apresentador.APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Muito obrigado, Ministro. Nós estamos encerrando neste momento mais uma edição do programa Bom Dia, Ministro , uma realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República com parceria da EBC Serviços. Muito obrigado pela audiência, eu sou Luciano Seixas. Nós voltamos numa próxima oportunidade. Até lá.