18/02/2016 - Aloizio Mercadante falou no Bom Dia, Ministro sobre mobilização da Educação para combate ao mosquito Aedes aegypti

O Bom Dia, Ministro, que foi ao ar nesta quinta-feira (18), recebeu o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para falar sobre a mobilização da Educação, que acontece em todo o País nesta sexta-feira (19), para ajudar no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, febre chikungunya e zika vírus. No programa, o ministro detalhou os objetivos da ação e a programação prevista para o dia

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Transcrição

APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Muito bom dia para você. Hoje, o Bom Dia, Ministro faz uma convocação. Amanhã, é Dia Nacional de Mobilização da Educação Contra o Aedes Aegypti. É mais uma das ações do governo para acabar, para exterminar com esse mosquito, que transmite doenças como a Dengue, a febre Chikungunya, a febre Amarela e também o Zika vírus, que está relacionado a casos de microcefalia em todo o país. E para explicar para a gente, contar para a gente os detalhes de toda essa mobilização, hoje nós conversamos com o Ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Seja muito bem-vindo, ministro. Já começa explicando para a gente como é que vai se dar toda essa mobilização aqui no país.MINISTRO ALOIZIO MERCADANTE: Bom dia, Helen. Bom dia a todos os ouvintes. Nós estamos diante de um grande desafio. Esse mosquito, o Aedes Aegypti, que significa o odioso egípcio, ele é um vetor de várias doenças de muitos vírus. A primeira, para vocês terem uma ideia, a primeira epidemia de Dengue documentada pela medicina é de 1797, há mais de 200 anos, e ele, hoje, está em 113 países, praticamente todos os países tropicais, todos os países da América tem a presença desse mosquito. O que é que esse mosquito transmite? Ele transmite a Dengue, são quatro tipos hoje, inclusive a Dengue hemorrágica. Ele transmite uma febre nova, que foi descoberta no ano passado no Brasil, que nós não tínhamos, a Chikungunya. E transmite a Zika, que também foi documentada, em abril do ano passado, em 2015, e que é uma febre que existe há 40 anos. A Dengue já está no Brasil desde 1986, mas a Zika e a Chikungunya chegaram agora, sempre transmitida pelo mesmo mosquito. É muito difícil exterminar esse mosquito. Por quê? Primeiro, porque ele é silencioso, ele não faz barulho. Segundo, porque quando ele pica, ele anestesia, você não sente nada. Dois terços dos casos que estão documentados pela medicina brasileira, estão dentro de casa, no quintal de casa ou dentro da própria residência, porque ele voa em torno de 300 metros do lugar aonde ele nasce. E o mais grave: cada mosquito fêmea, há uma polêmica se é mosquito ou mosquita, se tem um presidente presidenta, por que não mosquita, né?! Então, nós temos, cada mosquito fêmea coloca em torno de 400 ovos. Esses ovos ficam... ele não põe sempre no mesmo lugar, ele põe na água. Mas se você pegar a vasilha e jogar fora, por exemplo, a água suja, parada, onde a mosquita ou o mosquito, o Aedes Aegypti, colocou os seus ovos, se você jogar fora e ficar na terra, ele sobrevive um ano. Na primeira chuva, vai nascer. A larva fica lá, o ovo fica lá e a larva nasce e nasce o mosquito. Bom, se você imagina, se cada um coloca 400 ovos e nasce metade fêmea e cada fêmea coloca mais 400 ovos, o risco da epidemia é a velocidade de expansão que esse mosquito tem. Por isso, hoje há uma preocupação mundial, a Organização Mundial de Saúde, há um esforço concentrado de todos os laboratórios de pesquisas, os principais centros da medicina estão buscando resposta, especialmente a construção de uma vacina, mas nós não temos ainda uma vacina. Portando, a única vacina que nós temos é a nossa consciência, a nossa participação e todo mundo tem que participar. Por isso, que nós estamos mobilizando a escola. Que nós temos 60 milhões de estudantes no Brasil. Professores e servidores. A escola é aonde a gente organiza, em sala de aula, só na rede pública são mais de 200 mil escolas e milhões de salas de aula, nós, através da sala de aula, a gente pode manter informada a juventude, as crianças, e elas levarem para dentro de casa uma nova atitude, porque não adianta fazer um dia de mobilização; o dia para todo mundo parar e refletir. Vai ter que ser uma campanha permanente, todo mundo tem que gastar 15 minutos por semana para não deixar nada de água parada em casa, olhar vaso, olhar pneu, olhar calha, olhar a caixa d'água, fiscalizar, e quando houver algum indício fora de casa, por exemplo, por um terreno baldio ou um vizinho irresponsável, avisar a vigilância sanitária para que a gente possa de fato erradicar. Por isso que a educação está toda mobilizada no Brasil hoje e eu vou mostrar. Falei com todos os governadores pessoalmente, todos vão participar da campanha amanhã, em todos os estados brasileiros, todos os prefeitos de capital, secretários de educação, priorizamos 115 municípios que são 60 milhões de pessoas que é aonde tem as maiores incidências da doença, todos os secretários de educação no Brasil receberam email, carta, e através da Secretaria da Educação há um grande mobilização para que a gente comece amanhã uma longa encaminhada para combater de forma implacável, impedir que esse mosquito nasça para ele não trazer todas as sequelas, especialmente agora esses primeiros casos documentados de microcefalia, que compromete todo o sistema neurológico central das crianças. Então, a escola é um espaço muito importante, talvez o mais importante que a gente tenha no Brasil para fazer esse combate permanente.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: É isso aí, vai ser mais uma reflexão e o combate tem que ser contínuo. O ministro vai conversar com emissoras de rádio de todo o país, você também pode participar pelas nossas redes sociais, envie a sua pergunta, a sua dúvida para o nosso Facebook, o facebook.com/tvnbr, ou pelo Twitter, twitter.com/tvnbr. Vamos, então, para a primeira rádio, ministro. Vamos conversar lá em Minas Gerais com a Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, e a pergunta é de Alexandre Nascimento. Bom dia, Alexandre.REPÓRTER ALEXANDRE NASCIMENTO (Rádio Itatiaia/Belo Horizonte - MG): Muito bom dia, Helen. Muito bom dia ao Ministro Aloizio Mercadante. Eu gostaria de saber como será na prática mesmo esta mobilização nas escolas, tendo em vista que aqui em Belo Horizonte, ministro, uma das escolas tradicionais aqui, uma escola municipal, o Colégio Marconi, estava com a piscina suja, foi uma denúncia que a Itatiaia recebeu e fomos lá ao local, e realmente constatamos que havia ali possibilidade de encontrar focos do mosquito. Quem vai passar essa orientação para os alunos assim? O Exército vai? Agentes de saúde vão às escolas, como é que vai ser feito?MINISTRO ALOIZIO MERCADANTE: Olha, no caso de Minas Gerais eu conversei pessoalmente com o Governador Fernando Pimentel. Conversamos também com a nossa secretária Macaé Evaristo que estava com Dengue a semana passada. A Secretária de Educação de Minas Gerais estava com Dengue. Conversamos com a secretária municipal, a Sueli. Então, nós vamos ter atividade, a proposta é em toda a rede, mas nós vamos concentrar o evento na Escola Estadual Paschoal Camanducci, às dez horas, e depois, logo em seguida, que é estadual, e às 14 horas, na Escola Municipal Júlia Paraíso, vai ser 4 de março porque está sem aula nesse momento a rede municipal. Então, nós vamos ter dois eventos aí em Belo Horizonte, e vamos ter evento na maioria das cidades de Minas Gerais. A nossa proposta é que todas ações escolas parem para discutir. O que é que nós solicitamos? Primeiro, que nesse dia todas as equipes de Vigilância Sanitária façam a vigilância nas escolas, porque não só eles vão fiscalizar esse tipo de problema que você apontou, Alexandre, e muito bem apontado, porque a escola também seja um espaço para que a escola oriente os alunos e eles façam uma palestra explicando os procedimentos que devem fazer. Também as equipes de Saúde da Família, nós temos 230 mil servidores que trabalham na equipe de Saúde da Família, temos um projeto Saúde na Escola , que essas equipes se dirijam às escolas públicas para, em escolas particulares também, para fazer esse trabalho. Além disso, as Forças Armadas estão junto com as Secretarias Estaduais de Educação, programando que os militares que foram treinados para fazer esse tipo de trabalho à disposição, percorram também e reforcem esse trabalho junto às escolas. No caso do Ministério da Educação, todos os diretores dos nossos hospitais universitários vão para a escola pública. Todos os diretores de faculdade de medicina, são 76, vão com as suas equipes em várias escolas públicas. Todos diretores de enfermagem vão para várias escolas públicas. Em todos os campus universitários, todos os reitores, todos os diretores de campus, só institutos federais nós temos 512 campus. Todos irão fazer um trabalho numa escola. E todos os reitores das universidades federais e diretores de campus vão fazer um trabalho na escola. Então, nós estamos mobilizando toda a nossa estrutura para essa parceria. Nós programamos, nós mandamos um material orientando, por exemplo, você vai falar com uma criança da educação infantil, é um tipo de diálogo, de curiosidade. E nós estamos propondo uma cartinha para levar para os pais. Os alunos do ensino fundamental é um outro nível de informação. Os alunos de ensino médio é um nível mais elevado e nas universidades, porque também as entidades privadas, as entidades da Igreja Católica, evangélica, as universidades municipais, estaduais, todos, nós fizemos um pacto com 22 entidades nacionais, todo mundo da educação está compromissado com essa pauta. Todos os estudantes universitários vão receber uma carta. Todos os professores, dois milhões de professores da rede pública, estão recebendo uma carta orientando. Então, nós estamos começando a dar todo tipo de informação para fazer essa grande mobilização na sexta e para continuar o trabalho na frente, de bióloga, de química, de meio ambiente. Um trabalho permanente de educação, porque nós vamos ter que incorporar uma cultura. Não pode juntar lixo, não pode ter água parada. E tudo isso vai ajudar a saúde de uma forma geral, especialmente o combate ao Aedes Aegypti, que ele não pode nascer para que as nossas crianças nasçam com saúde.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Obrigada, então, pela participação à Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte. Vamos, então, a São Paulo, ministro. Vamos conversar com a Rádio Capital AM de São Paulo, capital. E a pergunta é de Cid Barboza. Bom dia, Cid.REPÓRTER CID BARBOZA (Rádio Capital AM/São Paulo - SP): Bom dia, Helen. Bom dia, Ministro Aloizio Mercadante. Ministro, São Paulo tem a maior rede de ensino do país. O Ministério da Educação tem como garantir a presença de um representante para cada uma dessas escolas no sentido de fazer avançar esse Dia Nacional de Mobilização da Educação Contra o Mosquito Aedes Aegypti?MINISTRO ALOIZIO MERCADANTE: Olha, Cid, eu conversei com o Governador Geraldo Alckmin, o nosso secretário executivo conversou também com o novo secretário estadual de educação, o José Renato Nalini, conversei também com o Prefeito Fernando Haddad e com o secretário municipal Gabriel Chalita, e todos estão engajados em buscar essa parceria que vai ser um longo trabalho que nós temos pela frente. Então, nós, como eu disse, a sugestão é que a Secretaria Estadual e Municipal de Educação trabalhem juntos com a Secretaria da Saúde. Além de tudo que nós temos, no Ministério da Educação, como eu disse, as universidades federais, institutos tecnológicos federais e a prioridade absoluta, ontem eu fiz uma reunião com os 40 reitores dos institutos federais para que eles trabalhem os 512 campus que nós temos e já fizemos uma reunião, há um mês atrás planejando, eles estão rodando o material para distribuir nas escolas. Todos, por exemplo, nesses 115 municípios prioritários, que nós temos 60 milhões de pessoas, é onde tem o maior índice de incidência da doença no Brasil, os nossos campus estão rodando o material para levar para as escolas, para a Secretaria da Educação local. Agora tem que... nós precisamos de um engajamento das equipes de Vigilância Sanitária, são 47 mil profissionais no Brasil, e das equipes de Saúde da Família, que são 230 mil profissionais. Para que eles façam essa visita nas escolas e levem esse tipo de informação. Então, São Paulo realmente é um grande desafio. Mas eu acho que há uma grande consciência de todos, que nós temos que trabalhar em parceria e nós vamos ter uma atividade às 13 horas na Escola Estadual Milton da Silva Rodrigues, ali na Freguesia do Ó, com a participação do governador, secretário de educação, e vamos ter uma atividade também pela manhã no CEU Heliópolis, ali na favela do Heliópolis, que a comunidade, a associação de moradores está muito mobilizada, o diretor da escola ali, o Brás, está totalmente envolvido. Hoje é diretor regional para toda a região do Ipiranga ali, da saúde, está totalmente engajado nessa mobilização para que a gente possa fazer uma grande campanha. Ali em Heliópolis são 120 mil famílias e é uma região que tem muita carência. Então, esse trabalho em Heliópolis, a associação de moradores, a unas, também está envolvida para que a gente possa trabalhar junto e fazer esse mutirão casa a casa.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Você acompanha, então, o Programa Bom Dia, Ministro, que hoje conversa com o Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, sobre o Dia Nacional de mobilização contra o Aedes. Nós vamos agora lá para a região Norte, ministro. Vamos para o Amazonas. A Rádio Amazonas FM de Manaus e a pergunta é de Patrick Motta. Bom dia, Patrick.REPÓRTER PATRICK MOTTA (Rádio Amazonas FM/Manaus - AM): Bom dia, Helen, senhoras e senhores ouvintes. E bom dia, Ministro.ALOIZIO MERCADANTE, MINISTRO DA EDUCAÇÃO: Bom dia.REPÓRTER PATRICK MOTTA (Rádio Amazonas FM/Manaus - AM): Ministro, é digna de aplauso essa mobilização da educação para ajudar no combate a essa praga chamada mosquito Aedes aegypti. Dados mais recentes revelam 5.280 casos notificados de suspeita de microcefalia no país, 500 deles confirmados, 27 mortes. Pergunto, ministro: se o senhor fosse deputado federal do PMDB e ministro da Saúde, o senhor deixaria o cargo para assumir vaga na Câmara dos Deputados somente para participar de disputa pela liderança do PMDB na Câmara federal em meio à epidemia de dengue, chikungunya e do vírus do zika que o país atravessa, ministro? Ou o senhor vai responder algo do tipo que não é do PMDB e sim do PT, que não é deputado federal e sim senador, e que essa pergunta, ministro, deve ser feita ao seu colega, o senhor Marcelo Castro?ALOIZIO MERCADANTE, MINISTRO DA EDUCAÇÃO: Patrick, é o seguinte, o Marcelo Castro, o ministro da Saúde, que tem feito um esforço 24 horas por dia dedicado a essa causa, ele se liberou para votar na bancada e a interrupção da presença dele foi uma tarde. Isso não compromete o trabalho dele como ministro. Ele se sentiu na prerrogativa como deputado de participar da decisão da bancada. Mas eu queria aproveitar a oportunidade, eu estive aí há 15 dias atrás, fiz uma plenária com a presença do governador José Mello, prefeito Arthur Virgílio, o secretário de educação do estado, o Rossieli, a secretária municipal de Educação também, a Kátia, e reunimos ali uns 700 gestores da educação. E eu dei muita ênfase à importância dessa campanha na região Norte. Porque, afinal de contas, o Amazonas tem 12%, 10% da água do planeta, da água doce. E é uma região que nesse período tem muita chuva e, portanto, tem muito risco e já tem uma incidência de mosquito, de insetos, muito grande. O governador, o prefeito Arthur Virgílio e também o secretário Rossieli estão muito engajados nesse trabalho. Estão procurando mobilizar, inclusive o governador já foi secretário de educação, nós vamos ter uma atividade importante ali às nove horas na escola municipal Leonor Uchôa de Amorim, e ali estamos juntando os secretários estaduais e o municipal. E eles vão dar grande prioridade nesse trabalho porque sabe da importância que isso tem. Me lembro inclusive naquela palestra que eu fiz explicando todas essas informações, nós começamos a nossa mobilização federal nos prédios públicos, organizando e fazendo uma faxina em todos os prédios federais. Nós estamos orientando que cada repartição pública tenha cinco membros permanentemente dedicados a esse trabalho de fazer a fiscalização e a faxina todas as semanas. Então, o MEC tem, as universidades têm, as faculdades têm, os institutos têm. E nós queremos que isso, agora, leve a 200 mil escolas. Se cada uma das 200 mil escolas do Brasil tiver cinco servidores professores dedicados a esse tema para levantar informações e passar para os alunos e ajudar nessa mobilização, nós daremos um grande salto. Então, o que nós precisamos nesse país é a unidade nesse momento, é trabalhar junto, é deixar de lado as divergências políticas, parar de fazer disputa menor e trabalhar realmente numa parceria estratégica, porque o que está... eu inclusive quero dar o meu depoimento. O meu motorista, o Raimundo, que é um sargento do Exército, o filho dele pegou dengue. Está com dengue. A secretária que trabalha na chefia do gabinete do meu Ministério, a Janete, pegou zika. A esposa do meu secretário de educação superior da Sisu, que é o ex-reitor da Universidade Federal do Ceará, o Josualdo(F), está com zika. O meu pai com 91 anos e a minha mãe com 90 anos pegaram dengue ali em Osasco. O meu pai quase morreu. Eu achei já que tinha perdido o meu pai. Tanto é que a primeira atividade que eu fiz foi lá em Osasco, no sábado, fazer o trabalho e mostrar que ninguém está imune a essa situação. A mulher do prefeito de Osasco, que eu fui fazer a campanha, a filha dele estava grávida e ele preocupadíssimo. Então, nesse momento nós precisamos ter um grande espírito público de pensar, de sensibilizar e de tratar daquilo que é estratégico. Essas crianças que estão na escola têm familiares que as mães podem estar ficando grávidas, ou estão grávidas. E eles têm a responsabilidade, eles têm que espero a importância que tem para os seus irmãozinhos. Os estudantes universitários que estão entrando e nós conversamos com todas as entidades da educação superior, tratar o trote esse ano, este tema, porque são as futuras mães desse país, são os futuros pais desse país. Então, eu acho que esse tema realmente merece uma grande parceria estratégica e para que a gente deixe de lado a política e cuide do que é fundamental, que é a saúde do nosso povo.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: E ninguém está imune, né? O combate tem que ser de todos.ALOIZIO MERCADANTE, MINISTRO DA EDUCAÇÃO: Ninguém está imune.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Ministro, a gente recebeu, então, participações nas nossas redes sociais. A gente vai ver agora o vídeo da Carla Silva de Brasília, que tem uma dúvida. Vamos ver.SRA. CARLA SILVA: Eu gostaria de saber se o combate ao Aedes nas escolas vai ser só por um período ou vai continuar durante todo o ano letivo.ALOIZIO MERCADANTE, MINISTRO DA EDUCAÇÃO: Excelente o seu tema, porque se for só um período, nós seremos derrotados. Você pode fazer toda a limpeza na escola, mas se a casa do vizinho à escola tiver um copinho d'água, como eu vi em Osasco e mostrei para a imprensa, um copo que tinha menos água do que esse que tem aqui na minha frente, estava cheio de larva. Cada larva daquela ali vira uma mosquita, se for fêmea, vai pôr mais quatrocentos ovos e vão nascer mais 400 mosquito. Então, por isso que nenhum país conseguiu erradicar esse mosquito. São 113 países. A meta da Organização Mundial de Saúde é reduzir para 1% dos domicílios com mosquito, porque no Brasil hoje a gente, estimando que está em 3,8%. Agentes de Vigilância Sanitária, as Forças Armadas, nós já visitamos 35% dos imóveis do Brasil. E estamos estimando em 3,8. Nós temos que reduzir rapidamente essa incidência. Agora tem que ser um trabalho permanente. As pessoas têm que se conscientizar que não podem ter água parada em casa. Não podem juntar lixo em casa. Então, isso tem que ir para a sala de aula. Tem que mudar a cultura diante do meio ambiente, diante da saúde, diante da proteção, diante da responsabilidade de cada um. Eu defendi na reunião de ministro com a presidenta, e a presidenta está muito engajada, inclusive porque a avó acabou de ter o seu segundo neto, como eu tenho duas netinhas pequenas, e os meus dois filhos, o Pedro e a Mariana, estavam pensando em ter filhoS esse ano, adiaram para saber o que está acontecendo. E eu quero mais dois netos na minha família. Eu tenho a Isabel e a Beatriz, eu gostaria de ter mais duas crianças. E eu todo dia na rua, as pessoas param para me perguntar sobre esse tema e a resposta que eu tenho é que... a que eu não tenho para a minha família. A única coisa que nós temos nesse momento é prevenção, prevenção e prevenção. Então, o prêmio professor do Brasil esse ano vai ser sobre esse tema. Todo o trabalho, em todos os níveis que eu falei, nós vamos sugerir trabalhos acadêmicos, perguntas, avaliações, exercícios, para mostrar à ciência, à química, a biologia, tudo isso, meio ambiente, relacionado com o trabalho de prevenção contra a zika, a dengue e a chikungunya.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Obrigada, então, pela participação da nossa telespectadora Carla Silva, aqui de Brasília, pela pergunta. Vamos, então, para o Estado de Goiás, ministro. A rádio São Francisco 670, lá de Anápolis, e a pergunta é de Nilton Pereira. Bom dia, Nilton.REPÓRTER NILTON PEREIRA (Rádio São Francisco/Anápolis - GO): Muito bom dia. Bom dia ao ministro, eu queria parabenizar ao ministro pelo largo conhecimento que ele está demonstrando a respeito do mosquito Aedes aegypti. Mas, ministro, a gente vê nesta preocupação do governo, né, dos governos, de uma maneira geral, mas dá para se notar que a sociedade, a comunidade, ainda não se inteirou na complexidade de tudo isso aí e a gente imagina que se não houver a interação, não houver a participação da comunidade, vai ser em vão o esforço do governo no combate a esse mosquito. Como é que o senhor imagina que deveria ser mais efetiva a participação da comunidade nesse projeto?ALOIZIO MERCADANTE, MINISTRO DA EDUCAÇÃO: Olha, Nilton, eu acho excelente a sua pergunta, porque os meios de comunicação talvez sejam o aliado mais importante que nós temos nesse momento. Nós estamos, por exemplo, com um comercial em rede nacional de rádio e televisão que é um espaço gratuito, que é a Abert, eu quero agradecer aqui à Associação Brasileira de Rádio e Televisão que nos cede esse espaço ao MEC, diariamente, tratando e buscando sensibilizar e mostrando o jovem... nós vamos fazer outros comerciais deste, de publicidade, para que os jovens se sensibilizem. No dia, no sábado passado, quando nós fizemos aquela mobilização das Forças Armadas, nós tivemos 300 milhões de acessos e de menções ao Zika Zero, que é a logomarca que o MEC lançou, que na escola não tem nada pior do que tirar zero. Então, para o zika é zero. Então, exatamente para sensibilizar os jovens e as crianças nessa direção. Então, a comunicação é muito importante. Eu queria realmente agradecer às rádios que hoje estão detectando esse espaço, porque também para os meios de comunicação não é falar um dia e parar, não. Nós temos que fazer um trabalho sistemático. O que eu falo para cada... o que eu perguntaria para cada radialista: olhem no seu entorno e vocês vão ver o quanto está próximo esse mosquito. Quem é que não conhece algum familiar que teve dengue? Eu fiz a reunião, no dia que nós lançamos o pacto da educação, a secretária de Sinop, de educação de Sinop, lá no Mato Grosso, que vai ter atividade agora, amanhã, chegou para mim e falou: ministro, acabei de perder a minha filha de 18 anos com dengue. A secretária de educação de Sinop. Acabei de falar, eu liguei para Macaé, a secretária de educação de Minas Gerais, estava com dengue, estava em casa. Então, está muito próximo esse problema. E se a gente mostrar esses casos e gerar essa mobilização, nós vamos proteger as nossas mulheres grávidas, as nossas crianças. Tanto da dengue, que já está aí há 30 anos no Brasil e nós não conseguimos erradicar, e ela vem crescendo, talvez esse alerta da microcefalia é tão dramático que gere a atitude que nós não conseguimos ter com a dengue, por que qual é a grande dificuldade? É que 2/3 dos casos estão dentro de casa. No sábado passado, nós visitamos com as Forças Armadas dois milhões e 800 mil residências. Quinze mil proprietários não permitiram às Forças Armadas fazer a fiscalização. A presidenta fez uma medida provisória. Ah, não permitiu? Entra com a polícia e vai fazer. E vai multar. Porque aqueles que... a primeira vez, a Vigilância Sanitária vai lá e verificou, tem larva, não cuidou da casa, notifica, faz o larvicida, extermina as larvas e notifica: olha, você está aqui, agora cuida da sua casa. Na segunda vez é multa. Por que todo mundo sabe que não pode dirigir bebendo. Todo dia pegam o sujeito bêbado, tem gente que não consegue ficar de pé, matam os outros dirigindo bêbado. Todos os dias vemos casos como esse. Então, tem que ter multa. Tem gente que não tem responsabilidade. Agora nós temos que começar... as crianças tem responsabilidade. Os jovens tem mais responsabilidade, principalmente porque é a vida deles, é o futuro deles, da família deles, dos irmãos que estão em casa. Então, com a comunicação eu acho que nós vamos fazer uma grande... um grande trabalho. Nós vamos ter uma atividade aí organizada pela Secretaria Estadual de educação, pela secretária Raquel, às dez horas, na escola estadual Francisco Maria Dantas. Depois vamos ter também em Anápolis, lá, eu quero agradecer ao prefeito, o João Batista, nós vamos ter o evento principal na escola municipal Jair Ribeiro Guimarães. E em Goiânia também, nós vamos ter a professora Neide, que organizou às oito e 30 na escola municipal Maria..., esses são três eventos destacados que nós organizamos em Goiânia, o estadual e o municipal, e também em Anápolis, mas nós esperamos que tenham atividades como essa em toda a rede de Goiás para que a gente de fato consiga ter resultados permanentes. Começos nessa sexta-feira uma mudança histórica na atitude diante... água parada não. Lixo não. Limpeza, asseio, proteção do meio ambiente e combater de forma aplicável para esse mosquito não pode nascer.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Obrigada, então, à rádio Goiás lá de São Francisco, Anápolis, pela participação aqui com a gente. Vamos então, para o Nordeste, ministro. Vamos para a Bahia. Rádio Educadora 107,5 FM, lá de Salvador. E a pergunta é de Márcia Moreira. Bom dia, Márcia.REPÓRTER LIZI LOBO (Rádio 107,5 FM/Salvador - BA): Bom dia. Na verdade, é Lise Lobo.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Bom dia. Lise Lobo, não é isso?MINISTRO ALOIZIO MERCADANTE: Isso.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Bom dia, Lise. Pode fazer a sua pergunta.REPÓRTER LISE LOBO (Rádio Educadora 107,5 FM/Salvador - BA): Bom dia. Ministro, bom dia. Ministro, a campanha, ela tem esse foco de mobilizar estudantes, professores [...] técnicos. Mas eu gostaria de saber de que forma essa campanha pode chegar aos pais? As escolas, elas montaram plano junto às famílias de que forma? Como é que isso vai acontecer?MINISTRO ALOIZIO MERCADANTE: Olha, Lise, eu acho muito boa a pergunta. Eu conversei com o governador Rui Costa, que está muito engajado nesse tema, inclusive a rede da Bahia já vem fazendo uma série de atividades. Conversei com o prefeito Antônio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto, também o nosso secretário executivo conversou com o secretário Guilherme, com o secretário Osvaldo Barreto, que é o secretário situação, para nós fazermos uma grande mobilização. Na Bahia tem eventos programados em Salvador, às 15 horas, no colégio estadual Helena Matheus. De manhã, vai ter em Petrolina, lá na fronteira com Pernambuco com Juazeiro. Em Juazeiro, desculpe, em Juazeiro, na fronteira com Pernambuco. O prefeito Isaac Carvalho lá está totalmente engajado no tema. Nós vamos ter evento na universidade federal, nos institutos federais, enfim, na rede municipal, que são 450 escolas na rede municipal de Salvador. Nós vamos ter uma grande mobilização. E a orientação fundamental para as crianças da pré-escola, é exatamente sensibilizá-los para eles fazerem uma pergunta em casa, para mostrarem preocupação, desenho, e vão levar uma cartinha para os pais. Nós mandamos carta para todos os pais. A mesma coisa nós queremos que os alunos nos anos iniciais. Que eles comecem a tomar aquela atitude diante de casa e de perguntar, de provocar e de fiscalizar. E os alunos já nos anos finais do ensino fundamental, do ensino médio e da universidade, eles assumirem a responsabilidade. Então, se cada um gastar 15 minutos por semana para dar uma olhada na sua casa, nós vamos mudar a saúde pública no Brasil. E não é muito, né? E é muito melhor do que assistir, só quem viu, um familiar com uma dengue sabe do que eu estou falando. Eu encontrei a secretária de educação, eu não vou mencionar nesse caso o estado, mas foi a semana passada, que me relatou, ela estava cheia de mancha vermelha, ela falou: Mercadante, acabei de ter um aborto, estou com Zika. Então, eu assisto esse depoimento, talvez porque eu sou uma figura pública, as pessoas me procuram, mas é só vocês abrirem os olhos e vão ver que os pais vão ter que se sensibilizar. Vão ter que se sensibilizar. Porque ou eles podem... novos filhos ou seus filhos vão ter filhos e nós não sabemos exatamente, por exemplo, eu vi um caso agora da Zika que é uma outra doença que está começando a ser documentada, a Guillain-Barré, de um jovem estudante em Araçatuba, universitário, que exatamente estava com Zika, e a Guillain-Barré significa uma paralisia de todo o sistema neurológico muscular. Os músculos foram parando, ele já não comia mais, não falava. E o final do processo é o pulmão paralisar e ele morrer. Que é uma doença irreversível, se ela não for devidamente diagnosticada e medicada. Este jovem em Araçatuba foi diagnosticado e foi medicado e começou a reagir, mas não se sabe exatamente em que condições ele voltará. Então, é um dos desdobramentos da Zika. Então, essas informações são muito graves. E é isso que nós temos que ensinar aos nossos dois milhões de professores e professoras. Falar para a juventude e falar e falar e falar e falar e mostrar. Nós estamos produzindo uma série de materiais didáticos, nós vamos ter um portal no MEC só de experiências. Eu vi, por exemplo, já tem teatro mostrando isso. Na Paraíba, eu falei com o secretário de educação, o Aléssio, eu falei com o governador Ricardo Coutinho, que é médico, lá eles criaram um aplicativo para o celular e está disponível no portal da Paraíba, que você fotografa a água, já vai direto para a central de informação, nós estamos procurando distribuir isso para o Brasil todo. Qualquer jovem pode fazer. Ele já confirma se é ou não e já manda a Vigilância Sanitária para colocar o larvicida. O que eles vão fazer amanhã, por exemplo, na Paraíba, nas escolas de ensino médio? Eles vão ensinar a montar um mosquiteiro para matar mosquito. Você monta dentro de casa com garrafa pet, tem que manter um acompanhamento daquilo ali, mas o mosquito põe os ovos lá e com isso eles matam todos, qualquer mosquito, e exterminam dentro de casa. Então, tem muita coisa nova sendo criada. O brasileiro é criativo, é competente e a gente mobilizando a educação, a ciência, ontem, por exemplo, na reunião, nós estávamos discutindo, alguns larvicidas biológicos, que são inócuos para a saúde humana, que a Anvisa está certificando. É muito melhor do que um larvicida químico, que também é uma solução. É uma pesquisa na universidade federal do Ceará, que está disponível e que estão buscando desenvolver. Então, eu recebi uma série de materiais didáticos inovadores. Então, é isso que nós queremos levar para a casa das pessoas. Além das Forças Armadas indo de casa em casa... e algumas redes nossas, por exemplo, no Maranhão, o governador combinou com o prefeito, o governador Flávio Dino, eles pegaram a praça principal da cidade que tem quatro escolas municipais estaduais, vão colocar todos os alunos na praça para fazer uma aula pública. Em Roraima, que é um estado pequeno, 40 mil jovens estão imaginando que vão para a rua para fazer panfletagem de casa em casa. Então, são várias formas de trabalhar o tema que... e os estudantes, a educação é de luta, né? Sempre foi de luta. Sempre foi na luta contra a ditadura, pela democracia, pela constituinte, pela anistia, pelas diretas. Então, é um setor que tem consciência e mobilização. Nós temos que transformar esse espírito de luta para exterminar esse mosquito e combater e impedir que ele nasça. Então, se a gente mobilizar a educação, eu acho que nós vamos sensibilizar as famílias. Talvez seja o melhor espaço que a gente tenha, exatamente porque ali tem uma sala de aula. Se cada escola tiver cinco responsáveis e trabalhar isso de forma sistemática, nós vamos mudar muito a situação que nós estamos vivendo.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Fora que é o futuro do país, né? Pessoas, crianças que já estão aí sendo orientadas para que no futuro isso também não ocorra.MINISTRO ALOIZIO MERCADANTE: Exatamente.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Olha só, a gente tem uma pergunta lá da Endira Barros, de Brasília, que é uma... uma telespectadora que está participando pelas nossas redes sociais. Ela pergunta, ministro: se a ação vai envolver só a escola, aluno ou alunos e professores e funcionários e os pais também vão participar dessa ação.MINISTRO ALOIZIO MERCADANTE: É, é excelente a pergunta dela porque, por exemplo, algumas redes, no caso do Acre, o Acre, o governador Tião Viana mobilizou todas as escolas estaduais e convidou os pais também para estar na atividade. Por exemplo, a visita em Rio Branco vai o vice-presidente da República, Michel Temer, vai participar junto com o Tião Viana. Então, no Acre nós estamos avaliando que vai ser uma atividade muito interessante, porque já está envolvendo os pais dos alunos numa reunião de pais e filhos para discutir o tema em todas as escolas. Eu acho que isso poderia ficar aqui no nosso programa, no Bom Dia, Ministro , como uma recomendação. Se não para todas as redes na sexta-feira, mas que organizem a semana que vem ou na outra uma reunião de pais para tratar com os pais do tema. E é excelente. Eu vou botar, a próxima mobilização nossa vai ser: hoje é Dia dos Pais na escola, porque é muito boa essa relação. Porque no fundo a escola, ela escolariza. Quem educa são os pais. É a família. E o professor fica ali, por exemplo, com 30 alunos, fica uma hora por dia, depois troca o professor. Quem fica o resto do tempo, a vida inteira, são os pais. Então, os pais têm o papel fundamental. É uma excelente ideia. A próxima atividade que nós vamos fazer, eu vou voltar aqui, vai ser o dia da família na escola, para tratar desse tema. E todas as escolas que tiverem mais informadas poderem orientar os pais e a gente fazer uma relação mais forte aí, a família com a escola.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: A Endira já abriu uma janela pra esse dia.MINISTRO ALOIZIO MERCADANTE: Endira, você já deu uma ideia genial. E quero dizer também aqui uma coisa fundamental. A primeira pessoa que foi falar comigo, falar: Mercadante... logo que surgiram as notícias sobre a zika, foi a senadora Rose de Freitas. Do Espírito Santo. Que ficou, agora, inclusive está com problema de saúde. Ela foi no MEC e falou: Mercadante, ministro, nós temos intimidade, já nos conhecemos desde 90, quando eu era deputado. Ela falou: eu acho que a escola tinha que entrar nessa campanha. Eu falei: Rose, você tem toda a razão. Eu vou me dedicar a montar a melhor campanha possível e etc. E começamos a trabalhar. Então, eu quero agradecer à senadora Rose Freitas, lá do Espírito Santo. Nós vamos ter atividade também, falei com o governador Paulo Hartung, vamos ter na capital, vamos ter em Cariacica, vamos ter duas atividades, para lá vai o ministro Kassab para fazer a atividade e quero agradecer à senadora que foi, para mim, a pessoa que deu o start em relação a essa campanha. E depois quero o contato com a--APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Endira.MINISTRO ALOIZIO MERCADANTE: Com a Endira, que eu vou propor a próxima atividade da rede, família da escola, hoje é dia de combater a Zika. E fazer esse trabalho. Endira, você deu uma grande sugestão.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Ministro, só, para a gente terminar, é bom lembrar que todo governo vai estar mobilizado amanhã para esse combate nas escolas, nós vamos ter ministros, secretários, mais uma vez, em todo o país fazendo esses trabalho novamente, né? Não só o senhor, mas todos.MINISTRO ALOIZIO MERCADANTE: Não, não. Eu vou para Fortaleza, mas todos os ministros, se quiser, eu falo um por um aqui que eu tenho de cabeça, mas não é o caso. Todos os ministros vão para a escola pública amanhã. Não vão só para a escola, não. Amanhã é dia de trabalho, não é sábado. Sábado eu fiquei quatro horas na rua fazendo atividade. Amanhã eu vou, bato e volto, mas todos os ministros terão que ir para a escola participar dessa atividades junto com os governadores, junto com os prefeitos. E isso vale no caso do MEC para todos os diretores do hospital, toda a diretoria das faculdades de medicina, de enfermagem. Todos os reitores e ex-reitores e diretores de campus da universidade, nós temos 100 universidades, temos mais de 700 campus no interior do Brasil. Cada campus tem que trabalhar os municípios do seu entorno. Então, nós estamos colocando realmente tudo que nós temos para gerar essa consciência, essa atitude. O Brasil só ganha com isso. Um Brasil mais limpo, um Brasil que cuida mais do meio ambiente, um Brasil mais bem informado e, principalmente, um Brasil com mais saúde que proteja as nossas crianças, nossas grávidas, que é a coisa mais sagrada que a gente pode ter nesse país.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Então, para a gente só finalizar, ministro, faça a sua convocação para os pais, alunos, professores, as escolas do Brasil inteiro para que participem dessa mobilização.MINISTRO ALOIZIO MERCADANTE: É isso. Acho que a escola é um espaço de consciência, é um espaço de informação, um espaço de cidadania, é um espaço de atitudes. E nós precisamos nos preparar para a vida. É uma grande experiência essa. É uma grande oportunidade. Eu acho que nós fizemos a maior aliança, esse pacto de combate ao Aedes aegypti foi a maior aliança que já se fez na educação. Todas as entidades estudantis que estão envolvidas, de docentes, todas as mantenedoras das universidades, eu quero aqui agradecer particulares e públicos, as confessionais, católicas, evangélicas, comunitárias. Todas se envolveram, assinaram e se comprometeram com esse trabalho. Agora é arregaçar a manga. Amanhã vai ser um marco histórico da educação em relação a essa questão, mas que não fique só amanhã, não. Que toda semana todo mundo gaste 15 minutos que não é muito, na sua casa, para fazer esse trabalho. E nós vamos conscientizar essas crianças para ficar buzinando na orelha do pai e da mãe, se encontrar uma água parada puxar a orelha. Que as crianças têm um trabalho também de educar os pais às vezes. E é isso que nós queremos que façam isso que os nossos jovens assumam essa responsabilidade, porque são essas meninas que vão ter filhos amanhã, são esses rapazes que vão ser pais também e eles querem saúde, querem vida plena para seus filhos. Então, juntos nós derrotaremos esse mosquito. E precisamos estar juntos, porque é muito difícil essa tarefa e está predominantemente, está quase, mais de 70% dos casos, dentro da casa de cada um. Então, amanhã, professores e professoras, servidores todos da educação, estudantes do Brasil, pais e mães, vamos trabalhar para mudar essa história, e a educação e a saúde. Na origem, quando o Ministério da Educação foi criado, era a Educação e Saúde.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Verdade.MINISTRO ALOIZIO MERCADANTE: Depois, nos separamos, há mais de 70 anos atrás, e agora estamos separados, mas estamos juntos, temos que estar juntos. E nessa questão específica é mais educação do que saúde, porque a saúde ainda não tem uma resposta. É só... a única vacina que nós temos é essa consciência de exterminar, não permitir que esse mosquito nasça. Principalmente dentro de casa.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Obrigada, então, mais uma vez pela sua presença aqui com a gente. Obrigado por ter esclarecido aí todas as dúvidas, dado uma verdadeira lição de casa para quem está em casa com relação ao Aedes aegypti. Muito obrigada, ministro.MINISTRO ALOIZIO MERCADANTE: Obrigado a você.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Obrigada a você também que nos acompanhou no Bom Dia, Ministro . Você pode acompanhar o áudio desta entrevista no nosso site na internet, em www.ebcservicos.com.br. O vídeo também estará disponível além do mais no nosso Youtube, youtube.com/tvnbr. Lembrando que este programa é coordenado e produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. A gente fica por aqui. E até o próximo programa.