18/06/2014 - Ministra-chefe da SPM, Eleonora Menicucci, fala sobre campanha “Violência contra as Mulheres - Eu ligo”

No Bom dia, Ministro, que foi ao ar nesta qurta-feira (18) a ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, fala sobre campanha “Violência contra as Mulheres - Eu ligo”e também da criação da Casa da Mulher Brasileira, uma ação do programa “Mulher, viver sem violência” da SPM.

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Transcrição

APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Olá amigos em todo o Brasil, eu sou Kátia Sartório e começa agora mais uma edição do programa Bom Dia, Ministro. O programa que tem coordenação e a produção da Secretária de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços. Hoje a nossa convidada, a ministra da Secretária de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci. Bom dia ministra, seja bem?vinda. MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Bom dia, Kátia, é um prazer novamente estar aqui conversando com você, e com todos os ouvintes da rede satélites da EBC e tenho muitas novidades para falar para vocês. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: É isso aí, e na pauta do programa de hoje as ações de combate à violência contra as mulheres, que ganham espaço na Copa do Mundo, a campanha do ligue 180 que chaga as cidades sedes do mundial. A ministra Eleonora Menicucci, já está aqui pronta para conversar com ancoras de emissoras de rádio de todo o país. Quem já está na linha, ministra, é o Marcelo José, ele é da rádio Rio de Janeiro 1400, AM. Olá Marcelo, bom dia para você. REPÓRTER MARCELO JOSÉ (Rádio Rio de Janeiro 1400 AM/Rio de Janeiro- RJ): Muito bom dia, Kátia Sartório, bom dia ministra Eleonora Menicucci. A gente sabe, ministra, sobre a gravidade, de qualquer tipo de violência, seja passional ou não. Agora, a acompanha "Violência contra as Mulheres - Eu ligo", vai estimular as pessoas, em geral, a não tolerar essa violência. A senhora, ministra, considera que uma punição ou mesmo uma denúncia pode inibir esse tipo de atitude? Ou então ele passa por uma atenção maior de habitação de cada um? MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Bom dia, Marcelo. Bom dia a todos os ouvintes da rádio Rio de Janeiro, é um prazer falar com vocês e, sobretudo, com as mulheres do Rio de Janeiro, que nos ouvem nesse momento. A violência contra a mulher é a uma chaga que nós estamos combatendo cotidianamente e eu tenho convicção que é possível combatê?la, a começar pelas políticas públicas de prevenção, proteção e punição aos agressores e também com campanhas que mudam e sem dúvida nenhuma a cultura do violência no nosso país e a campanha "Eu Ligo 180", é uma campanha que diz que eu ligo, eu ligo, me incomoda, me machuca e eu não aceito. Então qual a atitude que eu vou tocar? Vou ligar para o 180. Nós tivemos atrizes a Luana Piovani e a Sheron Menezes, participando ativamente, uma campanha que está na no ar desde 25 junho e pretendemos até o final da Copa, ela está na mídia, na televisão, nos jornais nos pontos de ônibus, nos metrôs, nos telefones públicos, nos elevadores, enfim, ela não só contribuiu para quebrar um pouco esse valor cultural de que briga de mulher... marido e mulher não se mete a colher de pau, é para mostrar que se mete sim, mas ela tem aumentado muito o número de ligações para o 180. Então houve um aumento de 60% nas ligações para o 180, então eu acredito que foi uma campanha... Já é uma campanha vitoriosa, Marcelo. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Marcelo José, da rádio Rio de Janeiro AM, você tem outra pergunta? REPÓRTER MARCELO JOSÉ (Rádio Rio de Janeiro 1400 AM/Rio de Janeiro- RJ): Tem sim, Kátia. Ministra, a secretaria, não é, de proteção a mulher, ela integrou oito oficinas com parceiros nas cidades sedes da Copa do Mundo, para discutir a igualdade entre homens e mulheres. Ministra, existe a intenção de repetir ou até mesmo aprimorar esse trabalho para Olimpíada de 2016, aqui no Rio de Janeiro? MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Sim, Marcelo. Essa campanha e essa política nacional do trabalho decente, que a Presidenta lançou há uns 20 dias, no Palácio o Planalto, não é só para a Copa, veja bem, ela é para, é uma política de estado, então, nós temos certeza que para as Olimpíadas de 2016, ela já estarão em pleno vapor, porque o trabalho decente é o trabalho sem preconceito, sem discriminação raça, de sexo, de cor, e sem discriminação com a deficiência, mas é também trabalho igual, salário igual, é também trabalho assinado, acabar com o trabalho informal, é acabar com o trabalho escravo, que foi aprovado a lei recentemente, é permitir a igualdade da salário entre homens e mulheres, e é permitir, é possibilitar acesso de todas as minorias ao diferentes mundo do trabalho. E esse compromisso foi assinado pelo governo brasileiro, com a OIT, e não... Organização Internacional do Trabalho, e eu quero quiser dizer para você que não há volta nessa questão. Nós não aceitamos o trabalho que não seja, a relação de trabalho que não seja decente. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada Marcelo José, da rádio Rio de Janeiro AM, pela participação com a gente no programa Bom dia, Ministro. Ministra, Eleonora Menicucci, vamos agora à São Paulo, falar com a rádio Capital AM, de São Paulo, onde está Basílio Magno. Olá Basílio, bom dia. REPÓRTER BASÍLIO MAGNO (Rádio Capital AM/São Paulo - SP): Bom dia, Kátia, bom dia, ministra Eleonora Menicucci. Ministra, a Lei Maria da Penha, que vai completar oito anos, agora em agosto, criou mais coragem as vitimas da violência doméstica, ou muitas mulheres ainda temem denunciar o agressor. MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Olha, Basílio, bom dia, é um prazer falar com você, é um prazer falar com todas e todos ouvintes rádio Capital, da cidade que eu escolhi para morar, que é São Paulo, capital. A Lei Maria da Penha, é uma das leis que ficou, que deu certo, que ficou, que pegou. É uma das leis que veio por meio do movimento social. Do movimento de mulheres, ela foi construída nessa perspectiva dentro do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, e aqui eu quero fazer uma defesa enfática da política nacional de participação popular no Governo Federal e da existência desses Conselhos para tornar mais representativa a nossa política, a nossa participação política. A Lei Maria da Penha, portanto, ela não só protege as mulheres, como ela garante os direitos das mulheres e, sobretudo, ela garante que a mulher não vai morrer e para isso foi preciso uma campanha enorme chamada "Compromisso e Atitude", em parceria com o Conselho Nacional de Justiça e com toda a segurança pública do país, para sensibilizar os operadores de direito, sobretudo os juízes, para que eles expedissem, e expeçam as medidas protetivas que salvam as mulheres da morte em um prazo de 72 horas, e isso nós estamos conseguindo. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Basílio Magno, da rádio Capital AM, de São Paulo, você tem outra pergunta? REPÓRTER BASÍLIO MAGNO (Rádio Capital AM/São Paulo - SP): Eu tenho sim, Kátia, mais uma pergunta para a ministra. Ministra Eleonora, de que forma o programa "Mulher Viver sem Violência" vai beneficiar São Paulo, e por que, ministra, não foi criado aqui em São Paulo, ainda o equipamento que vai atender essas mulheres? A previsão de inauguração era 8 de março de 2014, aparece que ainda não foi inaugurado. Por que, ministra? MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Olha, eu tenho respostas bem objetivas. Veja, construir uma casa depende de encontrar o terreno, depende de adequar o projeto executivo da casa ao terreno, que já fizemos isso, já encontramos, é ali na Baixada do Glicério, bem no ângulo do Ipiranga com a Baixada do Glicério, um lugar excelente, o projeto executivo ficou pronto hoje, até dia 20 nós lançaremos o edital para contratação da empresa que fará a obra em 120 dias. Eu gostaria muito de ter inaugurado as casas prometidas, mas evidentemente que são, é um processo demorado, é um processo burocrático, é um processo legal que o TCU exige, que nós absolutamente coerente com isso e contratamos o Banco do Brasil, para que ele executasse esse projeto, um projeto de todas as 26 casas. Então eu tenho o orgulho de anunciar para São Paulo, que o edital das obras de São Paulo será lançado a partir do dia 20, mas como é feriado amanhã e dia 20 é sexta?feira e 23 é jogo do Brasil, então eu tenho aqui comigo que esse edital vai sair terça?feira, dia 24, e a casa em um prazo máximo de 120 dias ela estará pronta. Eu terei a honra junta com a Presidenta, de entregar essa casa para as mulheres de São Paulo. A casa, terminando, ela agregará todos os serviços do sistema judiciário, do sistema de segurança pública, que são as delegacias, os Ministérios Públicos, uma brinquedoteca, um atendimento psicossocial, e um atendimento muito profissional para capacitação e ressocialização das mulheres, para que elas possam sair do ciclo da violência e, também, uma central de transporte que vá articular com os serviços de saúde especializados. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Agradecemos a Basílio Magno, da rádio Capital AM, de São Paulo, pela participação com a gente no programa Bom dia, Ministro, que recebe hoje a ministra da Secretaria de Políticas Para As Mulheres, da Presidência da República, Eleonora Menicucci. Ministra, vamos agora a falar com a rádio Amazonas FM, lá em Manaus. Patrick Motta, bom dia para você. REPÓRTER PATRICK MOTTA (Rádio Amazonas FM /MANAUS - AM): Bom dia, Kátia Sartório, senhoras e senhores ouvintes, bom dia, ministra Eleonora. MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Bom dia, Patrick Motta. REPÓRTER PATRICK MOTTA (Rádio Amazonas FM /MANAUS - AM): Ministra, no Brasil, apesar de tantas leis existirem a maioria dos homens respeita apenas a lei da pensão alimentícia, e aquele que ainda assim a enfrenta, vai para a cadeia. De jogador de futebol famoso à político e empresário. Eu pergunto, o que falta para os homens respeitarem a Lei Maria da Penha e consequentemente, as mulheres, com o mesmo temor que os homens tem da lei da pensão alimentícia, ministra? MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Olha, eu não entendi muito o início da sua pergunta, você podia repetir para mim, o início só. REPÓRTER PATRICK MOTTA (Rádio Amazonas FM /MANAUS - AM): Posso repetir sim. Eu estou dizendo o seguinte, que no Brasil tem muitas leis importantes e que os homens respeitam a lei da pensão alimentícia... MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Bom dia a todos os ouvintes e a todas... REPÓRTER PATRICK MOTTA (Rádio Amazonas FM /MANAUS - AM): Temor que tem da lei da pensão alimentícia. MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Tá. Muito obrigada. Bom dia, Patrick, Motta, bom dia a todos e todas ouvintes da rádio Amazonas FM. Eu quero dizer para vocês que tanto a da pensão alimentícia, como a Lei Maria da Penha, são leis fortes, leis que são cumpridas, e a Lei Maria da Penha, ela manda para a cadeia sim, a pena mínima são três anos, e além de mandar para a cadeia, tem uma portaria do Ministério da Previdência Social, que faz com que o agressor que a deixa a mulher sequelada ou a mata, ele tem que ressarcir à INSS, a União, todo o gasto que a União teve com essas pensões e essas indenizações. Então a Lei Maria da Penha, é uma lei que realmente coloca na cadeia e realmente tem assustado sim, os jogadores, não só os jogadores de futebol, porque você falou nele, veja o caso do goleiro Bruno, condenação exemplar, e como ela tem funcionado ao longo do Brasil. Agora, o que nós precisamos para que ela seja realmente implementada em todos os rincões do nosso Brasil profundo, é uma parceria com os municípios, com as delegacias, com os juízes da dá comarcas dos pequenos municípios, porque é necessário que lá, naquele município até 50 mil habitantes, 5 mil, 10 mil, que aliás, foram os municípios que mais aumentaram as ligações de denúncias no número 180, quer dizer que lá também, a lei já chegou lá. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Patrick Motta, da rádio Amazonas FM, você ainda tem outra pergunta? REPÓRTER PATRICK MOTTA (Rádio Amazonas FM /MANAUS - AM): Sim, Kátia Sartório, na realidade é algo que a gente observa muito também. Por exemplo, ministra, a senhora acha, a senhora acredita que existem mulheres que colaboram para a violência dos homens, quando ficam enchendo a paciência de maridos, companheiros ou namorados e, esses, até por sua vez, acabam perdendo o controle e agredindo essas mulheres? Ou a senhora achar que não? Existe fórmula mágica para que certos homens jamais agridam certas mulheres, que parecem até gostam de apanhar, ministra? Como diz o ditado popular. MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Olha, eu discordo radicalmente de você, não existe essa teoria, não existe essa prática e não existe esse atitude das mulheres. Porque as mulheres são 51% da população, e mãe da outra metade, portanto, elas têm que ter, nós temos que ter o direito de ir e vir com liberdade em todas as ruas e queremos ruas iluminadas, transportes bons, que nos deem segurança, que nos garantam os nossos direitos e da maneira que nós quisermos sair, nenhuma mulher é culpada por ser agredida, e o discurso masculino patriarcal que as mulheres procuram a agressão é um discurso cultural que nós estamos buscando com nossas políticas e nossas campanhas, desmonta-lo. Então isso realmente não existe. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada Patrick Motta, da rádio Amazonas FM, pela participação no programa Bom Dia, Ministro, que tem coordenação e produção da Secretária de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços. Ministra Eleonora Menicucci, vamos conversar agora com Leonor Morais, da rádio Globo, aqui de Brasília. Olá Leonor, bom dia para você. REPÓRTER LEONOR MORAIS (Rádio Globo/Brasília - DF): Bom dia Kátia, bom dia, ministra Eleonora. A gente aqui em Brasília gostaria de saber sobre um dos grandes problemas que a mulheres enfrenta, a mulher vítima de violência doméstica sofre muito com a falta da autonomia financeira, que ainda à prende em muitos casos ao agressor, apesar da eficácia da Lei Maria da Penha. A gente gostaria de saber sobre a geração de emprego e renda para essas mulheres, se existe essa preocupação, se está sendo levada em conta isso, dentro dos programas da Secretaria. MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Bom dia, bom dia, Leonor, bom dia a todas as mulheres e a todos os ouvintes da rádio Globo. Eu primeiro quero dar uma notícia muito boa, a primeira casa das 26, será inaugurada aqui, a obra já começou com a empresa JW Construções e empreendimentos Ltda., ela é ali em frente ao Serpro, e a obra já está de vento em poupa, é um termo usado, está andando rapidamente, vocês podem ir lá. E por que eu iniciei com essa novidade? Porque nessa casa terá uma equipe multidisciplinar, que irá, junto com todo o Sistema S, orientar a capacitação e a ressocialização das mulheres para autonomia econômica, para que elas já saiam de lá, rompendo o ciclo da violência, empregadas ou com uma linha de crédito para construir o seu próprio negócio. Essa é a uma das grandes políticas nossas de autonomia econômica. Temos também reforçado os fóruns de mulheres pequenas e médias empresárias, o urbano liderado pela Luiza Trajano, do Magazine Luiza, rural liderado por vários grupos de mulheres, que participam ativamente, são diferenciados do grupo urbano, recentemente eu até entreguei um prêmio da para Sônia, da Dudalina, como empresa exportadora, com boas práticas de gênero, temos parceria com o Sesi, o Senat, o Sebrae para toda essa capacitação e, acima de tudo, eu quero dizer, que o Bolsa Família tem uma porta de acesso para as mulheres em situação de violência, que nós fizemos a parceria com a ministra Tereza Campello, para que essas mulheres em situação de violência possam entrar direto no Bolsa família. Então nós temos políticas muito consistentes, de autonomia econômica, temos um programa forte que é o "Pró Equidade de Gênero e Raça", que busca incentivar nas empresas e a EBC aderiu ao nosso programa, incentivar as boas práticas de gênero no âmbito da organização de trabalho interno da empresa. Então, Brasília tem um parceria muito grande conosco, o DF, na pessoa da secretária das Mulheres, a Valesca, e os programa do Governo Federal de autonomia econômica, eles têm sido bastante exitosos. Eu tenho a lhe dizer isso. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Leonor Morais, da rádio Globo, de Brasília, você tem outra pergunta para a ministra? REPÓRTER LEONOR MORAIS (Rádio Globo/Brasília - DF): Tem Kátia. Eu gostaria de saber da ministra como que está sendo feito o trabalho agora nesse período de mundial aqui no Brasil, em relação à prostituição infantil. São muitas as meninas que são exploradas, sobretudo, nas proximidades de locais turísticos, pontos turísticos, Nordeste, enfim, o que tem sido feito para se combater isso com menores. MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Olha Leonor, você tocou em um ponto extremamente importante. A exploração do trabalho infantil, tanto do ponto de vista para fins sexuais, ou de exploração sexual, que é o rufianismo, para vender as meninas ou fazê?las terem relações sexuais obrigadas ou para o trabalho escravo, é uma permanente batalha que nós temos travado no Governo Federal, em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. No momento, a tua pergunta se dirige à Copa. Nós temos o Disque 100, para fazer denúncia, ele pode ser anonimamente que é atendido, é 24 horas por dia, é utilidade pública e nós temos a acolhimento, nós temos abrigos, nós temos forma de retirar essas meninas do ciclo desta violência, e temos para não só nos grandes eventos e na Copa, a parceria com os órgãos da ONU, do sistema ONU, mas sobretudo, nós temos a oferta de vagas em escolas, em creches, em escola de primeiro grau, de segundo grau para essas meninas, para que elas não fiquem jogadas na rua, porque nós acreditamos que o futuro está nessas crianças e que a exploração infantil é um crime inafiançável. Agradecemos a Leonor Morais da rádio Globo de Brasília pela participação com a gente no programa Bom Dia Ministro. Lembrando que a integra dessa entrevista está em www.servicos.ebc.com.br. Ministra Eleonora Menicucci, vamos agora a Belo Horizonte, Minas Gerais, conversa com a rádio Itatiaia, Patrick Vaz, bom dia. REPÓRTER PATRICK VAZ (Rádio Itatiaia/Belo Horizonte - MG): Olá, muito bom dia a todos. Ministra, o Governo Federal vai tomar alguma medida mais severa contra os estupradores, penas maiores, sem flexibilidade para que a gente tente minimizar essas recorrências que são muito comuns em nosso país? MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Olha, bom dia Patrick, bom dia a todos os ouvintes, homens e mulheres da rádio Itatiaia de Belo Horizonte, meu estado Natal, cumprimento com muito carinho o Governo Federal está sim e não é, não está, tem feito por meio da Lei Maria da Penha um aperto no cumprimento da punição da Legislação Maria da Penha. A menor pena para os agressores são três anos, mas dependendo do crime, ele pode pegar mais, ele não pode pegar menos, ele pega mais, mas para que haja o crime é necessário que haja a denúncia, é necessário que nós tenhamos as pistas para comprovação, então é por isso que eu tenho convocado, se transformou ou num mantra para mim, denunciem, se você ouviu, soube, ouviu que alguma mulher, sua vizinha, sua amiga, sua familiar, esteja em processo de violência, sofrendo violência, ligue para o 180, porque nós temos 24 horas de atendimento, e atendemos também mulheres brasileiras que estão em Portugal, na Itália e na Espanha, em situação de violência e em situação de tráfico sexual. Então eu flexibilizar as penas jamais. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Patrick Vaz da rádio Itatiaia, você tem outra pergunta? REPÓRTER PATRICK VAZ (Rádio Itatiaia/Belo Horizonte - MG): Mais uma. Em relação ao projeto Cata da Mulher Brasileira, aqui em Belo Horizonte, já há uma estimativa de quando será realizada as ações para que seja construída essa Casa? MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Há uma estimativa sim e era para ter saído o edital já, mas o terreno é ao lado da estação ferroviária, na avenida do contorno e tem um estacionamento lá que o plano direto e o conselho do plano diretor da prefeitura não autorizou que nós utilizássemos esse estacionamento, portanto estamos refazendo o projeto executivo com a empresa que ganhou aí e para adequar o projeto, porque na nossa proposta é necessário que tenha estacionamento. Então nós, o plano, o conselho da prefeito, o conselho intermunicipal da prefeitura eu tenho discutido muito com o prefeito Marcio Lacerda e mostrado para ele da importância dessa Casa aí, o termo da adesão já está assinado e nós temos que agilizar junto à prefeitura para que o conselho diretor autorize que o estacionamento seja subterrâneo para que nós possamos fazer, abrir o edital para a obra. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada Patrick Vaz da rádio Itatiaia pela participação com a gente no Bom Dia Ministro. Ministra, vamos agora à Natal no Rio Grande do Norte falar com a rádio Universitária FM onde está Cezar Barros, Olá Cezar bom dia para você. REPÓRTER CEZAR BARROS (Rádio Universitária FM/Natal - RN): Bom dia Kátia, bom dia ministra Eleonora e também a todos que nos acompanha. Ministra, além do Disque 180, também das delegacias especializadas de atendimento a mulher, os estados e municípios tem criado a exemplo do Governo Federal, secretarias específicas de políticas paras as mulheres. Aqui em Natal foi criado uma dessas secretarias, mas recentemente a prefeitura da capital do nosso estado encaminhou ao poder legislativo um projeto para extinguir essa estrutura administrativa, alegando apenas que havia manutenção de cargos públicos nessa estrutura, e aí a Câmara municipal rejeitou e ressarciu essa proposta. Ministra, como o Governo Federal vê posturas desse tipo? Em geral o governo tem dado importância mais atenção a esse tipo de política pública, de que forma o Governo Federal está auxiliando a manutenção dessas secretarias de políticas para as mulheres? MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Bom dia Cezar Barros é um prazer falar com a rádio Universitário FM do Rio Grande do Norte da UFRN, bom dia as mulheres e homens. Eu sei que Natal no âmbito estadual não existe a secretaria, existe uma coordenadoria, evidentemente, com pouca infraestrutura e com pouco recurso, mas com uma mulher a frente muito batalhadora, à frente da coordenadoria, e na prefeitura também ainda não se concretizou a secretaria na sua integralidade. O Governo Federal ele repassa recursos, ele descentraliza recurso mediante projetos, convênios que nos chegam via um sistema que nós temos que chama Sincov e a partir daí nós descentralizamos, e esse recurso para implementação da Casa. Depende se ela foi solicitado, se o recurso foi solicitado para a capital ou para custeio, mas de Natal não tem nenhum recurso de prefeituras, da prefeitura ou de nenhum projeto aqui conosco, tem para construir o pacto e a rede, eu acredito muito que Natal tem uma estrutura, tem uma necessidade de ter secretarias tanto estadual, como municipal, portanto, eu tenho certeza que as mulheres de Natal não deixarão essa cidade ficar sem a secretaria, nem a estadual e tão pouco a municipal. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Cezar Barros da rádio Universitária FM de Natal, Rio Grande do Norte, você tem outra pergunta? REPÓRTER CEZAR BARROS (Rádio Universitária FM/Natal - RN): Sim, saber também da ministra se essa Casa da Mulher Brasileira ela tem previsão de implantação aqui em Natal? MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Eu estive aí com o prefeito, com a governadora entreguei dois ônibus para fazerem trabalho que estão desenvolvendo trabalho de prevenção, proteção, divulgação do enfrentamento de violência contras as mulheres na área rural, criou?se o fórum de trabalhadoras do campo e da floresta, assinei o termo de adesão para a Casa, mas o Governo Federal não tem terreno aí e nós prometemos fazer uma permuta, tanto com o estado como com a prefeitura, porque os terrenos da União que tem aí são do exército, os terrenos disponíveis, na metragem de sete mil metros e 300 e até agora nem a prefeitura, nem o Governo Federal disponibilizaram o terreno ainda, acredito que esteja em processo de busca desses terrenos e a hora que esse terrenos chegarem até nós, evidentemente que o processo com a maior rapidez possível. Porque é de nosso interesse que esse processo caminhe rapidamente. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada Cesar Barros da rádio Universitária FM de Natal, pela participação com a gente no programa Bom Dia Ministro. Ministra Eleonora Menicucci, de Natal vamos à Curitiba, no Paraná, conversar com Denise Mello da rádio Banda B de Curitiba. Olá Denise, Bom dia. REPÓRTER DENISE MELLO (Rádio Banda B/Curitiba - PR): Bom dia, bom dia ministra. O Paraná está entre os estados do sul com maior números de casos de violência contra a mulheres, e já figurou entre os mais violentos do país, conversando com a delegada da mulher, aqui em Curitiba, ela disse que a percepção é que a maioria das mulheres que sofre a violência com o parceiro, por exemplo, quando elas são questionadas, elas não se consideram vítima, porém, daí afirmam: ah não, já sofri a violência por deixar de cumprir tarefas como lavar louça, fazer o jantar, a maioria delas não classifica empurrões e socos como violência o que gera a ideia que essa situação é algo ruim, mas é comum. Essa percepção dificulta, ministra, a procura por ajuda, dificulta toda a conscientização esse trabalho contra a violência da mulher? MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Sem dúvida. Bom dia Denise, bom dia todas as ouvintes e ouvintes da rádio Banda B de Curitiba. Sem dúvida nenhuma, você fez a pergunta e respondeu, dificulta muito, tudo isso que você nos disse, agora, existem meios, estratégias para superar, são as campanhas, é a mudança de cultura, é a informação que a mulher precisa ter que ela não é responsável pela violência que ela sofre, e que ela tem meios para sair desse ciclo da violência. Nós estamos abrindo o edital da casa da mulher de Curitiba, a partir da semana que vem, também, projeto executivo já está pronto, e parceria com a prefeitura foi maravilhosa, a parceria com a coordenaria da mulher do estado também foi muito boa, com a secretária Roseli do município, e com as delegadas, eu quero aqui cumprimentar todas as delegadas da mulher, e todo o sistema judiciário, de todas as capitais do Brasil e cumprimento em nome dos e das delegadas e dos juízes do Paraná, né, e pela parceria para a construção dessa Casa, e eu tenho certeza que com essa casa a situação da violência contra as mulheres, essa situação de uma certa... um certo... eu casei com ele, então eu estou com ele, então eu não tenho outra saída. As mulheres verão que tem outra saída sim. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Denise Mello da rádio Banda B de Curitiba, você tem outra pergunta? REPÓRTER DENISE MELLO (Rádio Banda B/Curitiba - PR): Só para complementar que a prefeitura de Curitiba acaba de lançar uma campanha de conscientização sobre respeito as mulheres e com o mote: não quer dizer quer dizer não. Em cinco idiomas, não importa de onde você é, respeite nossas mulheres, isso em razão da Copa do Mundo principalmente. Qual é a percepção do governo em relação à violência contra mulher na Copa? MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Olha Denise, a nossa percepção é a mesma dessa campanha, nós fizemos a campanha Eu ligo, violência contra a mulher, eu ligo, 180, que está estampada em todas as cidades sedes da Copa, distribuímos panfleto nos aeroportos em todas as cidades?sedes da Copa, já fizemos uma intervenção muito positiva com dois, só dois estupros que aconteceram que chegaram a nós da central de controle da Copa, em todas as 12 cidades sedes, foi absolutamente resolvidos, os nossos serviços funcionaram espetacularmente, não tivemos mais nenhum problema, então eu acredito que toda a prevenção que nós fizemos antes e estamos fazendo agora ela deu resultado e foi exitoso. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada, Denise Mello da rádio Banda B de Curitiba, pela participação com a gente no programa Bom Dia Ministro, que recebe hoje, a ministra da Secretaria De Políticas Para As Mulheres, Eleonora Menicucci. Ministra, vamos agora à Recife, Pernambuco, conversar com Jô Araurjo da Rede Brasil. Olá Jô, bom dia. REPÓRTER JÔ ARAÚJO (Rádio Rede Brasil/Recife - PE): Bom dia ministra, bom dia a todos. Dados da ONU indicam que mais de 70% das mulheres de todo o mundo sofre algum tipo de violência, durante a sua vida. Aqui no Brasil, ministra, por regiões, quais são as regiões que tem contribuído para que esse número da violência seja diminuído no Brasil? MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Eu não entendi muito a sua pergunta, eu não ouvi. Se você podia fazer a gentileza Jô, de repeti-la? REPÓRTER JÔ ARAÚJO (Rádio Rede Brasil/Recife - PE): Aqui no Brasil, quais são as regiões que tem contribuído para que o número de violência contra a mulher tenham diminuído, já que dados da ONU indicam que mais de 70% das mulheres no mundo sofrem algum tipo de violência durante a sua vida. MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Ah, está bom. Muito obrigada pela pergunta pela pergunta. Bom dia Jô, bom dia a todos e a todas ouvintes da Rede Brasil, de Recife. Olha tem diminuído muito, por exemplo, Vitoria que era a maior, a primeira no ranking na violência contra as mulheres, já está diminuindo, eu não teria os números precisos agora, mas sem dúvida nenhuma, no Recife também tem diminuído, no DF tem diminuído, agora, o que acontece na realidade, Jô Araujo, é que as porta para a denúncia tem sido muito confiáveis, então as denúncias tem aumentado muito, então nós ficamos numa questão, são as denúncias que aumentaram ou são as violências que aumentaram? Eu acredito que foi a consciência das mulheres e dos homens que aumentou em relação à violência contra as mulheres. Portanto, estão denunciando mais e confiando mais nas políticas públicas do governo brasileiro. E aí eu digo mais que as nossas políticas têm ido num caminho não só da punição, mas da prevenção também, a começar pela construção dessas Casas da Mulher Brasileira, que infelizmente em Recife não será construído porque não houve a adesão por diferentes motivos, mas eu tenho certeza que a rede de atendimento aí no Recife tem dado resultado porque tem uma parceria muito grande com o Governo Federal. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada, Jô Araujo da Rede Brasil de Recife pela participação com a gente aqui no programa Bom Dia Ministro. E de Recife vamos à Porto Alegre, a pergunta é de Jaques Machado. Olá, bom dia você para. REPÓRTER JAQUES MACHADO (Rádio Gaúcha AM/Porto Alegre - RS): Olá, bom dia ministra, bom dia a todos. Dentro desse assunto, também das Casas de Mulheres, a gente queria saber aqui no Rio Grande do Sul como está essa questão, a questão também sobre as unidades moveis de atendimento que foram prometidas para fazer esse atendimento as mulheres, e também perguntar sobre a questão das vaias que a Presidenta Dilma sofreu, na questão, nos jogos agora na Copa do Mundo, a senhora considera como forma de preconceito contra mulher? MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Bom dia a Jaques Machado, bom dia a todos ouvintes da rádio Gaucha. Homens e mulheres. Eu vou começar pelas unidades móveis, as unidades moveis estão funcionando, aí no Rio Grande do Sul, tem excelente, áreas rurais que não ligavam pro 180, tem ligado, a patrulha Maria da Penha do estado tem dado excelente resultado, o edital da construção da Casa da Mulher de Porto Alegre já saiu e estamos em processo de contratação das obras para Porto Alegre nessa próxima semana, e em relação ao xingamento, não foi vaia, ao xingamento que a Presidenta da República Dilma Rousseff sofreu no Itaquerão, na arena do Corinthians, foi lamentável, foi execrável, porque ela, acima de qualquer coisa, é uma mulher Presidenta da República, eleita com mais de 56 milhões de votos, não é necessário que se concorde com ela, nós somos republicanos, mas é necessário sim que respeite no peito dela a faixa do Brasil, a faixa do brasão do Brasil, e além de tudo eu conheço a Presidenta Dilma e sou testemunha da dignidade, da ética e retidão e da conduta exemplar que essa mulher tem, desde jovem, desde a adolescência e que ela tem levado o governo até hoje. Então, as mulheres brasileiras se sentiram sim agredidas e humilhadas e o conselho nacional dos direitos da mulher soltou ontem uma nota lamentando e repudiando que já está no nosso site, está no nosso site, está nas redes sociais, nos Faces, e foi para a mídia em geral, eu não sei se pela Copa do Mundo teremos espaço para a divulgá?la, mas eu acho lamentavelmente, sobretudo porque no estádio da arena do Corinthians estava toda a elite brasileira, então isso é lamentavelmente. Agora, nós saberemos, ela, nós já superamos, já superou porque a sociedade brasileira, toda a imprensa escrita, falada televisionada e até os adversários reconheceram no final no dia e a imprensa desde o primeiro momento, se manifestou contrária aquela forma de xingar a autoridade máxima do Brasil, que é uma mulher, e tem preconceito nisso sim também. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Jaques Machado da rádio Gaúcha AM de Porto Alegre você tem outra pergunta? REPÓRTER JAQUES MACHADO (Rádio Gaúcha AM/Porto Alegre - RS): Apenas isso, obrigado. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Nós agradecemos a participação da rádio Gaúcha AM no programa Bom Dia Ministro. Eu queria aproveitar, ministra, e conversar com a senhora, um pouquinho sobre as casas que estão sendo construídas nas capitais e as mulheres que vivem no interior e que sofrem violência, como elas possam ser atendidas? MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Olha Kátia, as mulher que vivem no interior, eu já disse aqui uma das vezes que eu vim aqui, que, aliás, eu adoro esse programa, nós temos o pacto de enfrentamento da violência com os municípios, esse pacto foi desde 2005 para construir a rede de atendimento, são as delegacias, promotorias, juizados especializados e a saúde. O que nós faremos? Nós começamos a construir as Casas nas capitais e depois nos municípios polos, então essas mulheres não estão desamparadas e as Casa servirá sem dúvida nenhuma de um acolhimento, um lugar para onde as mulheres serão encaminhadas, do interior e da capital não é só para a capital. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ministra, rapidamente, a campanha do Ligue 180 que está sendo veiculada na mídia, qualquer instituição pode participar dessa campanha? O que as instituições devem fazer para participar? MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Olha, qualquer instituição pode participar, pode baixar do nosso site a campanha inteira, ela foi parceria com o Ministério das Cidades, a quem eu quero agradecer a parceria, pode baixar do site e é pública, é de domínio público e nós já tivemos um aumento de 60% nas ligações do 180 com uma média diária que subiu de 12 mil para 20 mil ligações e estamos absolutamente capacitadas para atender esse aumento de ligações. Isso é extraordinário e excelente. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ministra da Secretaria De Políticas Paras As Mulheres Da Presidência Da Republica, Eleonora Menicucci, mais uma vez nós agradecemos a sua participação no nosso programa. MINISTRA ELEONORA MENICUCCI: Eu que agradeço. E para finalizar eu quero dizer que além da Casa, da construção da Casa do Distrito Federal, nós iniciamos o obra em Campo Grande, com a empresa que foi vencedora, foi a Gomes de Azevedo, e em São Luís foi a GM Engenharia Construção e Comercio, então nós temos três obras que a partir dessa semana e da outra estarão em andamento e a de Vitória que precisou fazer um novo edital, é uma reforma. E ainda em processo de contratação, das obras Fortaleza, Porto Alegre e Teresina, e novos editais que saem a semana que vem, São Paulo e Curitiba. Então eu tenho muita alegria de fazer essa comunicação, como esta prestação de contas do que, em que momento estão as construções das nossas Casas. Muito obrigada, e um bom fim de semana para todas e para você em especial. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada ministra, pela participação e a todos que estiveram conosco no programa meu muito obrigada e até a próxima edição.