18/06/2015 - No Bom dia Ministro, Guilherme Afif (SMPE) abordou crescimento dos microempreendedores individuais e melhorias no Simples Nacional

O Bom Dia Ministro, que foi ao ar nesta quinta-feira (18), recebeu o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), Guilherme Afif Domingos. O ministro falou sobre o crescimento do programa Microempreendedor Individual (MEI) que atingiu a atingiu a marca de 5 milhões de trabalhadores formalizados.

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Transcrição

APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Olá você em todo o Brasil, eu sou o Luciano Seixas, e começa agora mais uma edição do programa Bom dia, Ministro. O programa é coordenado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, e hoje recebemos o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos. Bom dia, ministro, seja bem?vindo.MINISTRO GUILHERME AFIF DOMINGOS: Bom dia Luciano, um prazer. APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: No programa de hoje o ministro vai falar sobre o crescimento do Microempreendedor Individual, o MEI, que atingiu a marca de cinco milhões de trabalhadores formalizamos. O ministro Guilherme Afif Domingos começa agora a conversar com ancoras de emissoras de rádio de todo o país, e a primeira participação vem de rádio Banda B, do Paraná. Lá de Curitiba fala Denise Mello. Bom dia, Denise.REPÓRTER DENISE MELLO (Rádio Banda B/Curitiba - PR): Bom dia Luciano, Bom dia, ministro. Ministro a gente tem esse número importante da marca de cinco milhões de trabalhadores formalizados pelo programa de Microempreendedor Individual, e a grande dúvida de um microempreendedor é saber se vale a pena ou não se formalizar, de regularizar sua situação, e ao que parece isso está sendo colocado como uma vantagem para microempreendedor. Eu gostaria que o senhor falasse sobre essas vantagens na prática dessa formalização.MINISTRO GUILHERME AFIF DOMINGOS: Bom dia Denise, tudo bem? Bom, dentro desta colocação se vale a ou não a pena, a pergunta é: vale a pena ser cidadão ou não? Porque quando ele paga e o que ele está pagando, praticamente, é a Previdência Social, ou seja, ele está pagando para ter um benefício que ele não tem, como, o salário?maternidade, o auxílio?doença e toda aquela proteção social da Previdência. E isso, ele obtém pagando somente 5% de um salário?mínimo, o resto é R$ 1,00 para o Estado e R$ 5,00 para Prefeitura, se for prestador do serviço. Portanto, só tem vantagem, o que ele apaga não é ônus, é bônus.APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta, Denise? REPÓRTER DENISE MELLO (Rádio Banda B/Curitiba - PR): Isso, uma outra questão que eu gostaria de colocar para o ministro. Como está tenho a questão do ICMS a substituição tributária para os pequenos e micros empresas enquadradas no Simples? Muitos estados, eles não estão fazendo com que essa tributação diminua para esses pequenos produtores, e aí o produto dessas empresas acabam tendo um custo maior. Como é que está essa questão das empresas do Simples com a substituição tributária?MINISTRO GUILHERME AFIF DOMINGOS: Olha, a substituição tributária, ela existia naquilo que nós chamamos cadeias homogêneas de distribuição, onde o preço é conhecido, as margens da comercialização são conhecidas e a produção é altamente concentrada. É o caso do combustível, o caso de cerveja, é o caso de cigarro. Então, a substituição tributária, ela já é calculada antecipadamente para a facilitar a vida da rede, mas aí inventaram que poderiam simplesmente estender esse substituição tributária' para tudo. Primeiro, anularam o efeito do benefício do Simples na micro e pequena empresa, segundo, passaram a arbitrar margens, e as margens arbitradas se tornaram margens arbitrárias, fazendo com que o pequeno, hoje, pague mais que o grande. É um tratamento diferenciado às avessas. Portanto, no ano passado quando votamos a legislação, nós já reduzimos o poder de tributar por substituição, mas só entra em vigor em 2016, esse foi o acordo feito ano passado. Porém, nós vamos continuar insistindo para que a micro e pequena empresa tenham o direito constitucional garantido e não esta forma de burlar.APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: E agora de Florianópolis, Santa Catarina, a participação da rádio Cultura AM 1110, com José Paganini. Alô José Paganini, bom dia. REPÓRTER JOSÉ PAGANINI (Cultura AM 1110/Florianópolis - SC): Bom dia Luciano Seixas, bom dia ministro Guilherme Afif, bom dia a todos que nos acompanham nesse momento. Ministro Guilherme Afif, cinco milhões de microempreendedores individuais no país, geração de emprego, as micros e pequenas empresas têm sustentado o emprego no Brasil nesses últimos 10 anos e, podemos observar que nesses primeiros meses de 2015, têm sido da mesma forma, mas e daqui pra frente?MINISTRO GUILHERME AFIF DOMINGOS: Bom dia Paganini, aliás estaremos aí em Florianópolis na próxima segunda?feira, para a debatermos todos esses temas com os empreendedores locais. Mas, a marca de cinco milhões é a metade do caminho. Quando eu levei o projeto ao Presidente Lula, isso em 2003(F), eu era presidente da Associação Comercial, a nossa meta era atingir dez milhões, com uma meta de um milhão por ano e ela está sendo integralmente cumprida, ou seja, nos primeiros cinco anos, né? Cinco anos e meio que já estamos com a marca da cinco milhões. Portanto, eu acho que é um sucesso da política de desoneração, simplificação, e desburocratização, segundo é uma lição para a sociedade e para a os governos, principalmente os das áreas tributárias. Quando todos pagam menos, o governo acaba arrecadando mais. O MEI é um caso de sucesso dessa política simplificadora.APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta, Paganini?REPÓRTER JOSÉ PAGANINI (Cultura AM 1110/Florianópolis - SC): Perfeito, Luciano. Ministro, o processo Crescer Sem Medo, ele está sendo implantado diante da daquilo que o governo espera? MINISTRO GUILHERME AFIF DOMINGOS: Olha, o projeto Crescer Sem Medo, é exatamente a correção da distorção das tabelas do Simples que faz com que a empresa tenha medo de crescer, medo de mudar de faixa, exatamente porque é um salto, a verdadeira corrida de obstáculo do crescimento, são 20 faixas com cada dia mais dificuldade para quem cresce, quando na verdade nós devemos incentivar o crescimento. É a correção dessa distorção, está sendo implantada agora num projeto que está na Câmara, ontem mesmo estive em reunião numa Comissão Especial em Audiência Pública, e esperamos votar esse projeto no dia 1º de Julho na Comissão e aguardar na fila para poder entrar no Plenário para que possa vigorar a partir do ano. A gente constrói a rampa além da transição, porque quem sai do Simples cai no complicado e tem risco da morte súbita. Então nós estamos construindo uma rampa de saída mais suave passando de 3.600 há 7 milhões e 200, aonde ele vai gradativamente chegar ao lucro presumido e não abruptamente.APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Esse é o programa Bom dia, Ministro, hoje recebendo o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, que conversa com ancoras de emissoras de rádio de todo país. Agora a participação vem de Pernambuco. De Recife, Rede Brasil FM, e de lá fala Jô Araújo. Bom dia Jô.REPÓRTER JÔ ARAÚJO (Rede Brasil FM/Recife - PE): Bom dia Luciano, bom dia ministro, bom a todos. Bom ministro, já está sendo comemorado aí esses cinco milhões de microempreendedores individuais formados e a meta até 2020 que se alcance 10 milhões. De que maneira o governo pode contribuir para que tudo isso aconteça?MINISTRO GUILHERME AFIF DOMINGOS: Nós contribuímos com a simplificação, o resto é decisão da sociedade e a própria dinâmica da economia que faz com que este, este empreendedor que muitas vezes hoje ele está trabalhando, ele tem registro em carteira, mas lá no fundo ele tem um sonho de trabalhar por conta própria. O conta própria com a família é o sonho da grande maioria dos trabalhadores, falta oportunidade, hoje está demonstrado que o andar debaixo da economia está bem melhor que o andar de cima. O andar de cima está complicado, nós estamos aí com a crise, veja aí o desemprego que acontece em massa nas grandes empresas, que aliás foram as que receberam a maioria dos incentivos, mas a micro e a pequena empresa, ela resiste, porque nos períodos de crise, o cidadão busca novas oportunidades. E trabalhar por conta própria buscando novas oportunidades é uma característica desse MEI, portanto eu tenho certeza que nós vamos crescer. Aliás nós estamos falando e fomos comemorar cinco milhões horas, mas já estamos em cinco milhões e 100 mil, então são 2.000 por dia, nove e cerca de 93 por hora, que estão se registrando no Brasil através do Portal do Empreendedor. É impressionante a adesão ao sistema.APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Jô Araújo, alguma outra pergunta?REPÓRTER JÔ ARAÚJO (Rede Brasil FM/Recife - PE): A outra pergunta, Luciano, é a seguinte, já começa a aparecer também, inclusive, entre esses cinco milhões de microempreendedores uma taxa da 40% de inadimplentes, como é que o governo vê isso?MINISTRO GUILHERME AFIF DOMINGOS: Olha, isso foi desde o começo em função de um sistema que foi concebido para ser tudo por Internet, que aliás está perfeito, agora quando você vai olhar a realidade brasileira nem todos os lugares têm Internet, ele se registrou porque alguém fez o registro para ele, e ele teria que baixar as guias via Internet. E ele acabou não baixando essa via por Internet, porque ele não tem meios para isso. Resultado, nós resolvemos voltar ao velho e bom carnê. Aquele carnê que cabe aqui no bolso, né, porque se for o grande ele também não usa, porque na verdade o escrito é ele. Então, com esse carnê em mãos a adimplência está melhorando, a inadimplência está caindo e é este o caminho, nós vamos por tentativa e erro para descobrir esse mundo que estava escondido e à medida que ele vai sendo revelado, nós precisamos trabalhar com as reais características dele, e nós estamos aprendendo com isso. APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Esse é o programa Bom Dia Ministro, a EBC Serviços disponibiliza o sinal desta entrevista para todas as emissoras de rádio do país via satélite, no mesmo canal de A Voz do Brasil. O áudio da entrevista também é disponibilizado ainda hoje na página da EBC Serviços na internet, em www.servicos -sem cedilha- .ebc.com.br. Agora a participação de Kelly Matos, ela fala da rádio Gaúcha AM de Porto Alegre. Bom dia Kelly. REPÓRTER KELLY MATOS (Rádio Gaúcha AM/Porto Alegre - RS): Bom dia, Luciano. Bom dia Ministro Afif. Bom dia aos ouvintes. Ministro, o governo comemorou ontem essa marca expressiva de 5 milhões de trabalhadores formalizados, que é um número bastante expressivo, e eu queria lhe perguntar se o senhor também tem uma avaliação por regiões, se a Região Sul, no caso especificamente aqui do Rio Grande do Sul, também se destacou, também acompanhou essa expansão do programa e também queria lhe questionar, o colega a pouco falou sobre a inadimplência, se a governo se preocupa com isso e se, de alguma forma, a crise econômica e que o governo vem utilizando de mecanismos para combate-la, para enfrentá?la, se isso de alguma forma pode afetar essa formalização e se isso será enfrentado também através da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Ministro. MINISTRO GUILHERME AFIF: Bom dia Kelly. Aliás, o Rio Grande do Sul tem uma excelente resposta em termos dos MEI's, Microempreendedores Individuais e isto você, os ouvintes da rádio gaúcha, poderão entrar no empresômetro. O empresômetro é uma ferramenta que nós disponibilizamos para, em tempo real, a gente acompanhar a marcha dos acontecimentos, ou seja, a criação de empresas em todo o território nacional. Você entrando pelo site www.forumpermanente.smpe.gov.br, neste site você vai ter exatamente um mapa real do andar de baixo da economia brasileira, são esses milhões de empresas e uma particularidade, se você disser ir no Rio Grande do Sul, clica Rio Grande do Sul, e procura o município que você quer. E dentro do município está georeferenciado, você vai ver as empresinhas pipocando e se você clicar no número da empresinha vai ter o nome, o endereço, portanto, é a hora da verdade. Então, nós estamos ai muito entusiasmados com esta explosão do empreendedorismo no nosso país.Quanto a inadimplência, é uma inadimplência como eu já expliquei, ela está diretamente ligada ao problema da forma de cobrança, né, esse mundo para você conhecer, você precisa estar no dia-a-dia, tanto é que nós criamos um sistema todo por Internet e ele se formalizou pela internet, alguém o ajudou, um contador o ajudou, agora baixar as guias pela internet, para ele é uma dificuldade, então nós voltamos ao velho e bom carnê, aquele carnê do crediário que ele põe no bolso e vai no banco pagar. Quando ele não paga, ele que se prejudica, não é o problema de arrecadação de governo, porque ele passa como inadimplente a não ter o benefício, portanto agora em um trabalho permanente nosso de esclarecimento para que a gente possa ter condições de que todos aqueles formalizados estejam em dia com este benefício social que ele não pode ficar sem. APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Kelly Matos da rádio Gaúcha, alguma outra pergunta? REPÓRTER KELLY MATOS (Rádio Gaúcha AM/Porto Alegre - RS: Eu queria saber também se em relação à crise econômica, se há algum temor de que isso possa afetar a formalização dos trabalhadores, ao que os números vêm indicando, não, né, porque esse número vem sendo bastante expressivo. Mas se fica uma preocupação até em função das medidas que o governo vem tomando. Luciano, Ministro.MININSTRO GUILHERME AFIF: Olha, Kelly, é até o contrário, quanto mais aperta a crise, mais ele vai buscar a chance de sobrevivência e se ele não tem um emprego formal, ele vai ter que se virar em algum canal informal e que nós estamos dando a ele a oportunidade, ou à ela, de estar formalizado, de poder existir, poder ter cidadania, poder ter à proteção social. Então hoje muita gente que perde o emprego, ele já tinha um plano para começar algum tipo de negócio que ele já tinha vislumbrado, mas ele estava esperando porque, é lógico, você tem a garantia do emprego em carteira com toda a proteção, mas na hora que se perde isso em função de uma crise, você não tenha dúvida que o instinto de sobrevivência faz com que ele busque formas alternativas e o MEI está se mostrando um vetor, de repente ele se descobre um empreendedor, ele não sabia a qualidade que ele teria para tomar uma decisão tão corajosa, e aí entra, muito importantemente, a qualificação. Ele, pra poder crescer dentro da nova função, da nova missão, ele tem que estar qualificado aí entra a importância do Sebrae, a importância do Pronatec. Para se ter uma ideia, é impressionante, nós temos hoje mais de 150 mil desses Microempreendedores Individuais que foram para o Pronatec melhorar a sua condição. E a grande notícia: 500 mil, ou seja, meio milhão, 10% dos empreendedores são oriundos do Bolsa Família, e a figura símbolo escolhida para representar os cinco milhões e aí do Rio Grande do Sul, uma microempreendedora individual, que dá exemplo para o país, porque ela foi para o Pronatec, e agora já pensa até em fazer faculdade. APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Esse é o programa Bom dia Ministro, uma realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, e agora nós contamos com a rádio FM Dom Bosco, do Ceará, lá de Fortaleza fala Jô Costa. Jô, Bom dia.REPÓRTER JÔ COSTA (Rádio FM Dom Bosco/Fortaleza - CE): Oi, bom dia, Luciano. Bom dia Ministro Guilherme Afif. Ontem o senhor acendeu o projeto Crescer Sem Medo, que está sendo debatido na Câmara dos Deputados. Qual o principal benefício terá micro e pequenas empresas caso seja aprovado o projeto. MININSTRO GUILHERME AFIF: Tudo bem, Jô. REPÓRTER JÔ COSTA (Rádio FM Dom Bosco/Fortaleza - CE): Tudo bem.MININSTRO GUILHERME AFIF: Nós estamos aí corrigindo uma distorção das tabelas do Simples. O Simples, com vinte faixas de faturamento, faz com que a empresa cada vez que vai crescer, ela tem que enfrentar um obstáculo, que é aumento da própria carga tributária, então, nós estamos construindo uma rampa mais suave, de tal forma que quando ele passa de uma faixa para outra, ele só paga o imposto maior sobre a diferença, sobre o que ele estava enquadrado na faixa anterior continua o mesmo ou igual ao imposto de renda, é um sistema progressivo. E depois quando ele chegar nos 3 e 600, ao invés de entrar no abismo tributário, ou seja, quem sai da simples cai no complicado, ele suavemente continua crescendo até atingir 7 milhões e 200, e aí então ele entra o lucro presumido, mas já, mais parrudo, mais forte para poder enfrentar a concorrência. Portanto são medidas importantes de aperfeiçoamento de uma legislação que tem se aperfeiçoado ano a ano e se mostrou absolutamente correta, porque nós estamos batendo agora dez milhões de CNPJ no Brasil de micros e pequenas empresas e do Microempreendedor Individual. Portanto, esta massa empreendedora é que está segurando o emprego e a renda no país. APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta Jô? REPÓRTER JÔ COSTA (Rádio FM Dom Bosco/Fortaleza - CE): Sim, Luciano. Ministro, quais são os incentivos que o Governo Federal oferece a quem, por exemplo, hoje quer abrir uma micro e pequena empresa diante dos desafios do cenário econômico no Brasil? MININSTRO GUILHERME AFIF: Olha, o que nós estamos oferecendo é: simplificação, desburocratização, para que ela possa ter facilidade de poder se instalar, aliás, Jô, eu queria contar uma particularidade pra você que não foi revelada ontem, né, você está ai no Ceará, em Fortaleza, eu queria dizer que no Ceará as mulheres são maioria dos Microempreendedores Individuais, junto com Alagoas são os únicos estados em que a mulher é maioria, e a gente que conhece ai a microempresa para cearense, o trabalho dos bordados, então isso se justifica, nós temos aí um formigueiro de mulheres trabalhando, sustentando a família. Eu queria, então, cumprimentar todas as cearenses por esse espírito de iniciativa. Parabéns.APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Estamos entrevistando o Ministro da Secretaria de Micro e Pequenas Empresas, Ministro Guilherme Afif Domingos o nosso convidado de hoje no Programa Bom dia Ministro e agora a participação da Rádio Capital da São Paulo, com Cid Barboza.REPÓRTER CID BARBOZA (Rádio Capital AM/São Paulo - SP): Bom dia Luciano Seixas, bom dia ministro Guilherme Afif Domingos, a região, sudeste aqui é que evidentemente tem um maior número, 50,6% do total das micros e pequenas empresas, agora, Ministro a questão do acesso ao crédito, se este setor, é responsável, segundo dados aí fornecidos pelo próprio governo por 87,4% dos saldos da geração liquida de empregos no país, por que ele tem tanta dificuldade da acesso ao crédito? Por exemplo, no caso de bancos oficiais vamos falar do BNDES, que investem fortunas, 2,6% das grandes empresas e médias, que afinal de contas não têm essa importância tão grande na geração de trabalho?MINISTRO GUILHERME AFIF DOMINGOS: Você tem toda a razão Cid, tudo bem? Bom dia todos ouvintes da rádio Capital em São Paulo, você tem toda a razão a razão, o sistema brasileiro de crédito e do sistema financeiro é um dos mais concentrados do mundo, hoje nós praticamente temos três bancos, porque tem um que está saindo, está sendo vendido que é o HSBC, você tem três bancos privados e dois bancos públicos que captam a poupança inteira do país, e então, eles captam de todos, para emprestar para alguns, então o principal responsável pela concentração, financeira e concentração no Brasil é a má irrigação do crédito, o crédito não está disponível ao pequeno, o sistema financeiro só dá prata a quem tem ouro, se você tem bens para dar em garantia você tem acesso a financiamento ou então você tem financiamento para bens de consumo, não tem financiamento para bens de produção. A micro e pequena empresa, se financia muito mais, com seu fornecedor e uma das maiores clientes desta agiotagem oficializada que é o cheque especial, o cartão de crédito dentro da empresa, isso tem que mudar, nos Estados Unidos, existem de oito a 10 mil bancos, e lá nos Estados Unidos, foi praticamente pela legislação proibido de ter bancos federais os bancos são locais, para que o dinheiro possa ser melhor circulado dentro da sua base, nós vamos ter que enfrentar essa realidade, porque nos sistema bancário acabou a concorrência, por isso que nós pagamos taxas de juros absurdas, não só a taxa básica, mas a taxa de empréstimo, um capital de giro para uma micro e pequena empresa é de 3, 3.2 ao mês, que dá 40% ao ano, portanto, qualquer atividade lícita é muito difícil pagar esse montante da crédito, nós vamos ter que mexer estruturalmente no sistema bancário brasileiro.APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta Cid?REPÓRTER CID BARBOZA (Rádio Capital AM/São Paulo - SP): E diante desse quadro, cabe legalmente uma intervenção ou orientação partindo do governo? E o senhor hoje, ministro Guilherme Afif Domingos, aconselharia uma pessoa que perdeu o seu emprego a investir o seu dinheiro que recebe na sua rescisão, aquela grana que aparece, que alimenta o sonho de empreender, o senhor aconselharia essa pessoa, esse trabalhador a investir no negócio próprio? E o que ele deve fazer antes de investir esse dinheiro numa coisa dessa?MINISTRO GUILHERME AFIF DOMINGOS: Primeiro ele não pode ir de forma impensada, perdi o emprego e agora eu vou, isso tem que estar planejado, eu acho que na cabeça do brasileiro isso já está planejado, se eu perder o meu emprego eu vou fazer isso ou fazer aquilo, então, primeiro ele tem que dar um passo de acordo com a perna, não adianta você tentar, como eu falei, o sistema financeiro não ajuda, se ele for pegar capital com juros sobre juros compostos vai consumir todo o esforço dele, se ele tem capital próprio, estudar muito bem onde ele vai entrar, e sempre haverá espaço, mesmo em crise, para que ele possa seguir, segundo, pegar orientação gerencial o SEBRAE está ai exatamente para cumprir esta missão, o SEBRAE é aquele agente da qualificação do micro e pequeno empresário, inclusive preparando para pegar ou não crédito, orientar onde ele possa fazer isso, então com uma boa orientação é bom se arriscar não ter medo de enfrentar o desafio, desde que você tenha perseverança e saiba onde queira chegar.APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: E agora no Bom dia Ministro a participação da rádio Bahia Nordeste 950 AM, com Marcelo França, bom dia Marcelo, qual sua pergunta?REPÓRTER MARCELO FRANÇA (Rádio Bahia Nordeste 950 AM/Paulo Afonso - BA): Bom dia companheiro, bom dia o Ministro Guilherme Afif Domingos, Ministro, com relação a geração de empregos, quanto a isso, com relação a geração de empregos, as mulheres têm ocupado nos últimos 10 anos o seu espaço no mercado de trabalho? Bom dia ministro.MINISTRO GUILHERME AFIF DOMINGOS: Bom dia, tudo bem Marcelo? Olha, vamos falar sobre o MEI, está 52,48 Brasil, 52 homens, 48% de mulheres, no Nordeste, em dois Estados, Alagoas e Ceará, tem mais mulher que homem como Microempreendedores Individuais. Esta é a prova cabal, de que hoje a mulher têm que se lançar ao mercado de trabalho, para o sustento da família e muitas das vezes a própria mulher é o arrimo de família, ela tem na atividade do MEI, a oportunidade da conciliar o trabalho com a vida doméstica, normalmente ela tem uma atividade em casa ela pode ter uma atividade de fundo de quintal em casa e o MEI permite o registro dela no endereço residencial nós já colocamos na lei porque quando registrava um MEI no endereço residencial no dia seguinte o IPTU, a conta de água, a conta da luz, vinha tudo pessoa jurídica, porque tinha uma pessoa jurídica registrada, isso acabou, característica de MEI, ela pode sim trabalhar em casa, cuidar da família e ainda ter uma atividade que possa ajudar no sustento, isso tem acontecido em todos os cantos do país, portanto a participação da mulher tem sido muito crescente na atividade empreendedora. APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: E ainda temos a participação da rádio Belém FM, de Belém do Pará, de lá fala Antônio Carlos, Alô Antônio Carlos, bom dia, qual é sua pergunta?REPÓRTER ANTÔNIO CARLOS (Rádio Belém FM/Belém - PA): Bom dia ministro, presidente Guilherme Afif Domingos, é sobre a situação, eu sei que o banco BNDES, ele ajuda e financia muito as grandes empresas, já que o MEI tem um crédito do Banco do Brasil, da Caixa Econômica, existe também muito microempreendedor que está com mais dívida do que a própria situação crescente, o que você aconselha para esse microempreendedor ministro, bom dia.MINISTRO GUILHERME AFIF DOMINGOS: Bom dia, tudo bem com você Antônio Carlos? Um abraço a todos ouvintes da rádio Belém, aliás, estive recentemente em Belém do Pará numa grande reunião, exatamente para debatermos todos esses assuntos, agora sobre crédito, tem que tomar cuidado, o dinheiro do BNDES não chega no pequeno, ou chega no maior dos pequenos, na massa não chega, no MEI não chega, até porque é um banco concentrado, ele não tem agências, ele distribui por agências bancárias, e essa, por sistema bancário e o sistema financeiro também é altamente concentrado e vai emprestar para o maior dos pequenos, então o juros que o pequeno pega, a não ser no microcrédito orientado, alguma coisa aí do Banco da Nordeste que opera muito bem, no restante o crédito é uma armadilha que ele tem que tomar cuidado, esse é o conselho, porque depois, a rolagem da dívida com juros, sobre juros, quebra qualquer um. APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Ministro Guilherme Afif Domingos muito obrigado por sua presença nesse programa, Bom dia Ministro.MINISTRO GUILHERME AFIF DOMINGOS: Eu é que agradeço essa oportunidade, bom dia Brasil.APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Nós estamos encerrando agora mais uma edição do programa Bom dia Ministro, uma realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, eu sou Luciano Seixas, e nós voltamos numa próxima oportunidade. Até lá.