19/10/2015 - No Bom Dia Ministro, Tereza Campello fez balanço de 12 anos do Bolsa Família

O Bom Dia Ministro dessa segunda-feira (19) recebeu a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, para fazer um balanço do programa Bolsa Família, que esta semana completa 12 anos. A ministra também falou sobre um novo aplicativo para tablets e smartphones, que vai oferecer uma série de informações sobre o benefício e o programa. A entrevista é produzida e coordenada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e transmitida ao vivo, das 8h às 8h30 (horário de Brasília), pela TV NBR e via satélite de rádio para todo o país (pelo mesmo canal de A Voz do Brasil).

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Transcrição

APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Olá, bom dia pra você, 12 anos do Bolsa Família, isso significa 14 milhões de famílias, ou melhor, 50 milhões de brasileiros que tem acesso a comida todos os dias através desse benefício, isso sem contar no acesso a educação e saúde que são condicionalidades do programa e já foi comprovado em pesquisas que essas famílias tem mais acesso a educação e saúde, sobre isso nós vamos conversar hoje com a ministra do Desenvolvimento Social e Combate a fome, Tereza Campello, muito bom dia e seja bem-vinda ministra.MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Bom dia Helen, bom dia a todos, é uma alegria estar aqui comemorando 12 anos do Bolsa família, 12 anos de sucesso, não só as crianças na escola, mas comprovadamente redução da mortalidade infantil, acesso a serviços públicos, acesso ao Pronatec pras famílias, pros adultos, então é o Bolsa Família, na verdade, uma grande porta de entrada para a população de baixa renda aos serviços públicos, e hoje nós temos novidade. APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Exatamente. Isso que a gente vai mostrar hoje aqui, a novidade, olha só, é o novo aplicativo do Bolsa Família no telefone, todas as famílias poderão ter acesso a esse aplicativo, para ter mais informações sobre o Bolsa Família, conta para a gente, ministra, o que tem nesse aplicativo no celular? MINISTRA TEREZA CAMPELLO: A ideia é que a gente ajude as famílias ter mais um canal de comunicação do governo da Caixa com os beneficiários do Bolsa Família. Nesse aplicativo que pode ser baixado, a gente já sabe hoje que mais de 82% da população de baixa renda tem acesso a telefone celular, e pode, portanto, ter mais esse canal de informação, pode ter informação pelo telefone, nós temos o nosso 0800 0707 2003, com a Caixa, e agora tem mais essa alternativa. O que as famílias podem ver nesse aplicativo? Podem saber o calendário de pagamento. Muitas famílias, às vezes, têm dúvida porque o calendário de pagamento, o dia que a pessoa recebe é um dia móvel, então a pessoa vai poder saber antecipadamente que dia ela vai receber no mês seguinte. Dez dias antes de começar o calendário de pagamento, ela já vai saber o valor, quanto ela vai receber. Pode saber onde ela pode tirar o dinheiro, qual é o local da Caixa Econômica, das lotéricas que prestam esse serviço para a Caixa. E também a informação importante que vai estar no aplicativo que é a mensagem do Bolsa Família. Se a família, por exemplo, precisa atualizar o cadastro, vai estar lá a informação no aplicativo, se a criança não está com a frequência escolar correta, também vai ter a mensagem do Bolsa Família para que a família garanta essa pessoa na escola. Se a criança precisa vacinar também essa informação, então a gente vai estar conseguindo ter um canal mais direto e seguro para essa família. MINISTRA TEREZA CAMPELLO: É mais um canal de comunicação, eu já estou aqui no aplicativo, já estou mexendo, parece ser bem funcional, fácil de mexer, muito prático, né? Já está disponível nas três lojas da App Store, IOS, Windows e Android. Vamos começar nosso programa, nós vamos viajar por todo o Brasil hoje, com as rádios que participam do nosso programa, e também com a sua participação pelo Facebook ou pelo nosso Twitter. Www.facebook/tvnbr ou então Twitter/tvnbr. Participe com a gente. Vamos então para Minas Gerais, ministra, vamos começar com a rádio de Itatiaia, lá de Belo Horizonte, a pergunta é de Alexandre Nascimento, bom dia Alexandre. REPÓRTER ALEXANDRE NASCIMENTO (Rádio Itatiaia/Belo Horizonte - MG): Muito bom dia Helen, muito bom dia ministra Tereza Campello. Ministra, hoje como está o Bolsa Família, tanto em relação nacional, tanto em relação a Minas Gerais. Eu digo o balanço mesmo, que a gente tem do Bolsa família em número de pessoas, e formas de evitar que algumas pessoas que já morreram continuem recebendo o Bolsa Família que hoje é muito bem-visto pelo governo, mas é muito atacado ainda pelos partidos de oposição. MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Alexandre, obrigada pela pergunta. Olha só, qual é a nosso balanço? Primeiro, são 14 milhões de pessoas que recebem o Bolsa Família no Brasil e em Minas Gerais são um milhão e cem mil famílias que recebem o Bolsa Família. Só para se ter uma ideia, porque o Bolsa Família, além de ser um benefício que chega na família, vai direto no banco. Então esse dinheiro não fica viajando, está muito menos sujeito a desvios, ele também é um dinheiro que circula e ajuda a economia de cada estado e cada município a funcionar. No caso de Minas Gerais, só o ano passado representou dois bilhões e cem mil reais de recursos que entraram diretamente. Então ajuda comerciante, garante que as pessoas ao fazer a sua feira, ao garantir comida em casa, também melhore a economia da região. Essa sua pergunta sobre desvios e sobre as pessoas que já morreram, é importante, por quê? Todo ano nós cruzamos o cadastro do Bolsa Família com todos os sistemas existentes, e um dos sistemas chama Sisob, Sistema de óbitos, então se a pessoa já morreu ela é desligada sim do Bolsa Família. Agora, muitas vezes morre a pessoa, mas a família continua precisando do benefício, Então, morreu, por exemplo, a mãe que era beneficiária, mas a família continua precisando do benefício, ela tem que atualizar o cadastro, mas ela não perde esse valor se ela precisar. APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Alexandre, você tem outra pergunta? REPÓRTER ALEXANDRE NASCIMENTO (Rádio Itatiaia/Belo Horizonte - MG): No caso de pessoas que já tenham melhorado de vida, conseguido outro emprego, como é que essas pessoas também deixam o Bolsa Família?MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Olha, o que acontece? Primeiro, toda a família tem que atualizar o cadastro a cada dois anos, isso também é uma condição de se manter no Bolsa Família. Quem não atualiza acaba sendo notificado e se não fizer atualização no prazo também é desligado. Então a ideia é que as famílias tenham que dar declarando não só se mudaram de endereço, se mudaram o telefone, várias informações, como qual, atualizem a sua renda. Muitas pessoas famílias procuram o cadastro único, vão na prefeitura, melhorando a renda porque querem se manter no cadastro único. Por quê? Porque o cadastro único hoje não é só entrada para a Bolsa Família, as famílias têm acesso a Tarifa Social de energia elétrica, inscrição do Minha Casa, Minha Vida, um conjunto de outras políticas através do cadastro único. Então as famílias vão, melhoram de renda, mesmo assim querem continuar no cadastro único, procurem a prefeitura, atualizem o cadastro. Muita gente tem saído. Ano passado, por exemplo, 600 mil pessoas saíram do Bolsa Família, porque não atualizaram o cadastro porque não precisavam mais receber o benefício. APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Muito obrigada Alexandre Nascimento de Minas Gerais, da rádio Itatiaia de Belo Horizonte, pela sua participação aqui com a gente. Ministra, vamos ao nordeste, vamos a rádio Sociedade, lá de Salvador, na Bahia. E a pergunta é de Armando Mariane, bom dia, Armando.REPÓRTER ARMANDO MARIANE (Rádio Sociedade/Salvador - BA): Bom dia, bom dia ministra Tereza Campello, ministra, doze anos de Bolsa Família, o programa está alcançando o objetivo ou alguns ajustes ainda precisam ser feitos, ministra? MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Bom dia, bom dia Armando, bom dia ouvintes da rádio Sociedade. Vocês sabem que a Bahia é o estado que tem uma população muito grande, portanto, é o estado que mais recebe Bolsa Família. São um milhão e 800 mil famílias aí na Bahia que recebem o Bolsa Família, entram nos cofres do estado, não do setor público, mas na conta de cada uma, mas entram para o estado, três bilhões e 500 milhões de reais todo ano que ajuda a Bahia a continuar dinâmica com a economia funcionando muito bem. O Bolsa Família tem todo ano melhorado, todo ano a gente consegue ir avançando com melhorias, como é o caso do app que a gente está lançando hoje, que vai ajudar que o Bolsa Família, a família tenha mais segurança, tenha mais informações. As coisas têm melhorado muito e o Bolsa Família já mostrou muito resultado. Tinha muita gente que dizia: Vai receber o Bolsa Família e as pessoas não trabalham. Hoje a gente já tem prova de que as pessoas não deixam de trabalhar por causa do Bolsa Família. Olha só, o Bolsa Família em média representa 170 reais por família, é um valor que complementa as rendas das famílias. Então, muito preconceito existe contra o nordestino e contra a população de baixa renda que recebe o Bolsa Família, mas não tem motivo, o que as pessoas diziam? Ah, Recebe o Bolsa Família e não trabalha. Não é verdade, hoje a gente tem como provar que não é isso que acontece. Recebe o Bolsa Família e vai ter mais filho pra ficar ganhando Bols Família, também não é verdade. No Nordeste, entre a população pobre que mais caiu a taxa de Natalidade. Agora os grandes benefícios que a gente tem e pode consegue comprovar do Bolsa Família, hoje, é o quê? Criança na escola, hoje, a taxa de frequência das nossas crianças é acima da média nacional, as crianças pobres do Bolsa Família têm uma taxa de frequência na escola e de desempenho dos mesmos níveis que as demais crianças, e nós reduzimos a mortalidade infantil, e os nossos meninos estão fora do trabalho infantil, essa eu acho que é uma grande vitória do Bolsa Família. APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Armando Mariane, você tem outra pergunta?REPÓRTER ARMANDO MARIANE (Rádio Sociedade/Salvador - BA): Pra fechar... A Fraude, a gente tem acompanhado fraudes, principalmente aqui na Bahia, Ilhéus semana passada, sete mil pessoas envolvidas, pessoas da prefeitura. A fiscalização tem sido mais rigorosa? Muitas denúncias chegam para vocês aí, ministra?MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Armando, olha só, todas essas denúncias, são denúncias que a gente mesmo é que identifica. Então quando as pessoas falam, olha, tantas pessoas estão saindo do Bolsa Família , isso não foi denúncia de fora, foi o próprio governo que identificou. Como a gente identifica? Nós pegamos todos os bancos de dados hoje que existem disponíveis, por exemplo, do INSS, os da Rais de carteira de trabalho, o Sisobi, como eu tinha comentado agora mesmo. Pegamos esses bancos de dados e cruzados com todas as informações do Bolsa Família, não só do beneficiário chefe de família, mas das outras pessoas da família que a gente também tem informações. Com isso a gente identifica o quê? Pessoas que tem uma renda acima daquela renda que é estabelecida na legislação. Essa pessoa é convocada a comparecer à Prefeitura, e se explicar, explicar porque muitas vezes o fato da gente ter identificado uma informação, não quer dizer que a pessoa esteja fora do perfil, então ela é chamada para dar essa explicação. Então, quem identifica essas eventuais irregularidades é o próprio Governo Federal. E com isso, a gente tem melhorado cada vez mais a focalização, ou seja, recebe cada vez mais quem precisa mesmo. Agora, quem tiver informação de uma pessoa que está recebendo e não deveria receber, tem que nos ajudar. Então liga no nosso 0800, 0800 707 2003, todas as denúncias que nós recebemos tem sido apuradas, isso nos ajuda muito.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Obrigada então Armando Mariane pela sua participação aqui com a gente no Bom Dia, Ministro, esse programa que é coordenado e produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, e hoje recebe a ministra do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Tereza Campello, para falar sobre os doze anos do Bolsa Família. E também sobre o novo aplicativo para celular. Vamos então, ministra. A gente recebe algumas participações via internet, e nós recebemos um vídeo da Isabela Moura aqui de Samambaia, no Distrito Federal, e ela vai falar, vai fazer uma pergunta também. Vamos ouvir.SRA. ISABELA MOURA: É verdade que o dinheiro do Bolsa Família só pode ser usado para comprar comida?MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Ah, essa pergunta é ótima. Tem muita gente que acha que o dinheiro do Bolsa Família só pode comprar comida. Preferencialmente as mães têm comprado comida. Até porque vocês sabem que o cartão, preferencialmente, vai para a mãe, 92% dos chefes de família que recebem o cartão, que é o titular do cartão, são as mães. O que a mãe em geral faz com o dinheiro? Garante alimentação para a sua criança, agora elas compram também material escolar, muitas vezes a casa precisa de algum conserto, choveu, quebrou a telha, pode usar o dinheiro do Bolsa Família. O que a gente tem provado? Que as famílias usam o dinheiro para garantir conforto e segurança para as suas crianças. É isso que a gente quer.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Ótimo, muito obrigada Isabela, aqui de Samambaia, aqui pela sua pergunta. Você também pode participar pelo nosso Twitter e Facebook; facebook/tvnbr ou twitter/tvnbr. Lembrando que o áudio e a transcrição dessa entrevista vão estar disponíveis daqui a pouco em nosso site.Em www.ebcservicos.com.br. Vamos continuar viajando pelo país, minas, vamos agora a Pernambuco, rádio Cultural do Nordeste lá de caruaru, e a pergunta é a Hélio Júnior. Bom dia Hélio.REPÓRTER HÉLIO JÚNIOR (Rádio Cultura do Nordeste/Caruaru - PE): Bom dia Helen, bom dia ministra, bom dia a todos. É um prazer participar do programa. Eu estava observando aqui, ministra, a atividade econômica do Bolsa Família, de que a cada R$ 1,00 do Bolsa Família R$ 1.78 volta diretamente para a economia, já que o cidadão compra ali no mercadinho, compra roupa, como a senhora bem falou pode comprar o que quiser. Mas nós vivemos nesse momento de crise, de ajustes, e o cidadão assiste a televisão e fica um pouco com medo, né? Desse clima todo. Como fazer com que seja preservado esse poder de compra e essa finalidade final do Bolsa Família, que é esse complemento de renda, diante de tantas notícias preocupantes envolvendo a nossa economia?MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Primeiro, o Bolsa Família está garantido, o Bolsa Família segue firme e forte, esse é o compromisso que a Presidenta já assumiu, vocês podem olhar os recursos para o Bolsa Família para o orçamento de 2016 já estão garantidos, o que nós temos hoje que combater e o que eu acho que preocupa a todos nós, preocupa o beneficiário, mas também todo mundo que vê o que o Bolsa Família já fez por esse país, é que tem muita gente com preconceito que continua atacando o Bolsa Família. E atacando a população pobre. Acha que a pessoa é pobre porque é vagabunda. A pessoa é pobre, muitas vezes, trabalhando muito, muito mais do que todos nós, por quê? Porque não teve acesso a um conjunto, não teve acesso à educação, não pode se qualificar, muitas vezes está como no caso dessa seca terrível que a gente vem vivendo no Nordeste brasileiro, planta e não consegue colher. Então, as pessoas têm um apoio no Bolsa Família, uma complementação. Então o Bolsa Família está garantido, garantido pelo governo e, como você mesmo disse, ele não é bom só para o beneficiário. A pessoa recebe esse dinheiro, como ela gasta, gasta na feira local, gasta com roupa, gasta com material escolar, isso volta para a economia e faz a economia ficar mais dinâmica. Cada R$ 1,00 que a gente gasta, que a gente investe no Bolsa Família, que a família gasta, retorna para a economia mais do que aquele R$ 1,00, retorna R$ 1,78.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Hélio Júnior, você tem outra pergunta?REPÓRTER HÉLIO JÚNIOR (Rádio Cultura do Nordeste/Caruaru - PE): Eu tenho sim. A senhora citava no programa a questão da diminuição da taxa de natalidade do Nordeste para responder aquela questão das críticas de que as mulheres engravidam para receber o Bolsa Família. Mas eu queria saber o seguinte. Depois de doze anos, o que falta para diminuir ou acabar esse preconceito? Essa taxa de natalidade ainda é pequena, essa autonomia que o Bolsa Família pode proporcionar para o cidadão, uma autonomia ainda pequena, um número de pessoas que saem porque melhoram de renda ainda é um número baixo, ou o que falta para diminuir esse preconceito doze anos depois, ministra?MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Olha, eu acho que falta informação. O que eu acho que o melhor remédio contra o preconceito é a informação. No caso da taxa de natalidade, por exemplo, caiu a taxa de natalidade no Brasil todo, caiu 10%, entre os pobres do Nordeste, caiu 26%. Quer dizer, caiu duas vezes e meia mais do que no resto do Brasil. Então, não só no é verdade que as famílias têm tido mais filho para receber Bolsa Família, como é verdade que essas famílias já têm reduzido o número de filhos, e as pessoas continuam repetindo uma mentira, né? Por quê? Eu acho que alguns repetem por... Porque são contra o Bolsa Família e são contra pobres, agora tem gente que repete por falta de informação. Então é importante vocês que tem acesso a rádio, vocês comunicadores, nos apoiarem aí, levantando essas informações, ajudando a informar a população para a gente acabar de vez com o preconceito contra a população de baixa renda.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Obrigada então Hélio Júnior, da rádio Cultura lá do Nordeste, de Caruaru, obrigada pela sua participação aqui com a gente. Ministra, vamos agora ao Sul do país, Santa Catarina agora é o nosso destino, rádio Clube de Blumenau AM, e a pergunta é de Tamara Caroline. Bom dia Tamara.REPÓRTER TAMARA CAROLINE (Rádio Clube De Blumenau AM/Blumenau - SC): Bom dia. Um ótimo dia a todos que nos acompanham aqui, a minha pergunta para a Tereza Campello é com relação ao desenvolvimento social também aqui, claro, do Sul, de Santa Catarina. A gente sabe que agora na última semana, a ministra também deve ter acompanhado, a situação das chuvas para cá. O nosso estado também atingido, e aqui Blumenau, da onde eu falo, está no Vale do Itajaí, uma situação que complica quando começa a chover mais. A minha pergunta é quais que são os benefícios que o ministério tem trabalhado, além do Bolsa Família, mais para ajudar pessoas que acabam sendo atingidas pelas enchentes, que acabam sendo recorrentes para a gente nesse período de chuva mais recorrente?MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Bom dia Tamara, bom dia ouvintes da rádio Clube de Blumenau. As ações, né? Para ajudar a população nessa situação de cheias, de enchente ou muita chuva, elas são principalmente do Ministério da Integração. A gente distribuiu cestas, em alguns casos teve aluguel social, quando as pessoas realmente são desalojadas e as casas acabam sendo destruídas. Mas no caso do Ministério do Desenvolvimento Social, nós também antecipamos valor do Bolsa Família quando há decretado a situação de calamidade. Então, no caso de alguns municípios, já do Rio Grande do Sul com essas cheias e com essas chuvas já houve decreto de calamidade, aí em Santa Catarina, nas situações que isso acontecer, nós também vamos antecipar o valor do benefício de prestação continuada, antecipa o FGTS para garantir que essas famílias tenham recursos para ajudar na sua recuperação.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Tamara Caroline lá da rádio de Blumenau, você tem outra pergunta?REPÓRTER TAMARA CAROLINE (Rádio Clube de Blumenau/Blumenau - SC): Pois é, a gente também tem ouvintes acompanhando a questão aqui da nossa participação. Eu só gostaria que a ministra também destacasse aí o benefício que esse aplicativo traz também para os beneficiários do Bolsa Família aqui da nossa região.MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Qualquer beneficiário do Bolsa Família, vai ter agora a oportunidade, sem sair de casa, sem precisar ir a um terminal bancário, saber quando que ele vai receber. Então, vai estar disponível nesse aplicativo, que é baixado gratuitamente, né, nas lojas dentro do próprio celular, a pessoa baixa fácil, eu baixei no meu celular, não precisa ser só beneficiário pra baixar, qualquer pessoa pode baixar, agora, pra saber informações de cada uma das pessoas, cada beneficiário tem que olhar o seu, ou tendo o NIS, pode olhar também os valores, porque os valores do Bolsa Família são públicos. Vocês sabem que qualquer pessoa pode entrar na internet, no portal da transparência e saber quem recebe e quanto recebe. Estes dados públicos, portanto, podem ser vistos também dentro do aplicativo. O que a pessoa pode ver? Quando ela vai receber, a data de pagamento, quanto vai receber no mês seguinte, isso já vai estar disponível dez dias antes do início do pagamento. Qual é o local de saque mais próximo da sua casa, ou do seu trabalho, e também informações sobre a situação do benefício, se o benefício está liberado, se a criança está com a frequência adequada, se não tiver ela vai receber uma informação, chama: Mensagem do Bolsa Família, essa mensagem também está disponível dentro do aplicativo.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Isso que eu queria saber, Ministra, as condicionalidades todas estarão sendo monitoradas também pela família, se ela está dentro da frequência na escola, se a vacina está ok no posto de saúde, tudo isso ela vai poder acompanhar?MINISTRA TERZA CAMPELLO: Isso ela só vai receber informação se não tiver direito.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Ela recebe um alerta?MINISTRA TERZA CAMPELLO: Ela recebe um alerta na Mensagem |Bolsa Família, olha, a frequência escolar do seu filho não está adequada, você tem que regularizar isso. Ou, esse menino precisa ir no médico. Então, essa informação dá mesma forma como ela recebia no extrato bancário, vai estar disponível em um campo que chama, Mensagem Bolsa Família.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Obrigada então, Tamara Caroline, pela participação aqui com a gente no Bom Dia, Ministro. Vamos então a imperatriz no Maranhão, Rádio Difusora Sul FM lá de Imperatriz e a pergunta é de Josafá Ramalho. Bom dia, Josafá.REPÓRTER JOSAFÁ RAMALHO (Rádio Difusora Sul FM/Imperatriz - MA): Muito bom dia, Helen, muito bom dia Ministra, muito bom dia a todas e a todos que nos acompanham agora. Ministra, o aplicativo ele, como a senhora já bem explicou, é para disponibilizar, pra agilizar essas informações do Bolsa Família aos beneficiários. Mas o governo estuda a possibilidade de facilitar o recadastramento, atualização de dados do Bolsa Família por meio de algum aplicativo, por meio de internet. Existe essa possibilidade, o governo estuda isso?MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Não, a gente, por enquanto, não trabalha com essa ideia, por quê? Porque a pessoa tem que, na verdade... ao ir dar essa informação nova, ela se responsabiliza pelo que ela está fazendo e a gente não tem essa segurança ainda pelo telefone. Então, a renda da família, ela tem que declarar e ela tem que assinar as nossas fichas. Talvez no futuro a gente consiga fazer isso de outra forma, mas por enquanto isso ainda não é possível.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Josafá Ramalho, você tem outra pergunta?REPÓRTER JOSAFÁ RAMALHO (Rádio Difusora Sul FM/Imperatriz - MA): Ah, sim. E a minha próxima pergunta, Helen, foge um pouco a pauta do aplicativo, mas se torna muito importante para o público aqui do maranhão. Ministra, diante dessa crise que o Governo enfrenta, diante da situação de contenção de gastos do Governo, o Bolsa Família pode sofrer de alguma forma redução de gastos, a redução de despesas? Como é que fica a situaçãodo Bolsa Família diante dessa crise?MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Nós estamos fazendo questão de deixar muito claro, Bolsa Família continua firme e forte, o Bolsa Família está garantido, os recursos para esse ano estão garantidos, os recursos para o ano que vem já estão previstos no orçamento. Essa ideia de poder lançar um aplicativo, inclusive é para dar mais segurança para as famílias, porque fica muito diz que diz que, né, às vezes só surgem boatos: Ah, vão acabar com a Bolsa Família. Não é verdade! O Bolsa Família não vai sofrer nenhum tipo de interrupção, ao contrário. Então, nós estamos garantindo os nossos canais de comunicação e esse aplicativo é mais um canal de informação segura, para a família saber. Olha, tem algum tipo de modificação, pode entrar lá, pode pegar informação ou liga pra gente. Agora, não precisa se preocupar, a presidenta Dilma tem garantido que o Bolsa Família está preservado, não vai ter nenhum tipo de corte e os recursos para o ano que vem já estão previstos no orçamento.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Obrigada, então, Josafá Ramalho da Rádio Difusora Sul FM, lá de Imperatriz no Maranhão, pela sua participação aqui no Bom Dia, Ministro, que hoje recebe a Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, para falar dos doze anos do Bolsa Família e do novo aplicativo para celular, que qualquer pessoa pode baixar, para ter informações sobre o seu benefício, sobre o benefício do Bolsa Família. Ministra, nós recebemos já uma pergunta do twitter do Alfredo Gomes, ele não fala aqui de onde é: Se a arrecadação de impostos continuar caindo, até quando teremos numerário para o Bolsa Família. É a pergunta.MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Bom, os recursos do Bolsa Família, ao contrário... as pessoas falam muito do Bolsa Família, fica parecendo que a gente está gastando uma enormidade. Eles são meio por cento do PIB. A gente consegue garantir recurso para 50 milhões de pessoas, 14 milhões de famílias com meio por cento do PIB. Então, certamente não é o Bolsa Família que impacta o orçamento. Nós estamos fazendo todo um esforço para garantir o ajuste fiscal, para garantir que as despesas e receitas permaneçam equilibradas, agora, não é o Bolsa Família que está desequilibrando nada, ao contrário. O Bolsa Família tem ajudado a economia funcionar. À medida que a gente, cada real que a gente investe, que eu já tinha comentado, a gente faz a economia continuar funcionando. Então, o dinheiro que está entrando, por exemplo, a gente falou com o Maranhão, falamos com a Bahia, os recursos que estão destinados para o Bolsa Família, são gastos pelas famílias em alimentação, garantem que a feira continue funcionando, que o comerciante continue vendendo, isso melhora a economia e garante que os impostos continuem sendo gerados, mas principalmente que os empregos sejam mantidos, quer dizer, o Bolsa Família não é bom só para quem recebe o Bolsa Família, é bom para toda a economia, e é bom para o futuro do brasil, porque garante as crianças na escola, garante as crianças com saúde, né. Portando garante também que a gente possa preservar o futuro das nossas crianças.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Ministra, e para a gente finalizar o nosso programa, eu queria que a senhora falasse se nesses doze anos é possível dizer que se combateu na prática a fome no brasil nesses últimos doze anos com esse programa?MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Olha, hoje nós temos, já recebemos das Nações Unidas, né?! Para quem não acredita no Governo, fala: Não, quem está falando é a Ministra, que acabou a fome . Mas a própria, as próprias agências das nações unidas já colocaram o brasil fora do mapa da fome. O Brasil ano passado recebeu esse certificado dizendo: O brasil está fora do mapa da fome . Quando o Presidente Lula assumiu de 2003, dez por cento da população no brasil estava em insegurança alimentar, esse número caiu para menos de 1. 7%, agora, nós ainda temos um país muito desigual, precisamos continuar trabalhando, o Bolsa Família é uma forma de ajudar essas famílias a garantir alimento dentro de casa, criança na escola e muitas outras ações precisam ser feitas para que a gente continue melhorando o país.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Aa senhora falou que no ano passado 600 mil famílias deixaram de receber, a partir do momento que essas pessoas deixam de receber, esse benefício passa para outras pessoas que também ainda precisam?MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Essa fila do Bolsa Família é uma fila que, né, muita gente acaba tendo algum problema, entrando em uma situação de pobreza. Então, nós estamos melhorando o foco no Bolsa Família. O que significa isso? Quem não precisa mais do Bolsa Família sai, e as pessoas que precisam estão entrando. A gente imagina que o Bolsa Família hoje está em uma situação estabilizada. Né?! O Bolsa Família cresceu muito, as pessoas falaram: Então é a pobreza que aumentou? Não, tinha gente que era pobre, precisava do Bolsa Família e não tinha entrado ainda. Hoje nós imaginamos que esse patamar já está estabilizado em torno dessas treze milhões e oitocentas, quatorze milhões de famílias.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: Bem, Ministra, infelizmente o nosso tempo acabou, muito obrigada pela participação, e por ter lançado aqui no Bom Dia, Ministro, esse novo aplicativo que eu tenho certeza que vai fazer aí a comunicação mais funcional entre as famílias e entre o Governo Federal. Muito obrigada.MINISTRA TEREZA CAMPELLO: Obrigado, Helen, obrigada pelo espaço. Estamos aqui na verdade comemorando o Brasil todo, doze anos do Bolsa Família, um programa de transferência de renda, que é reconhecido como o melhor programa do mundo e isso é uma vitória do brasil.APRESENTADORA HELEN BERNARDES: E pra você que quer o áudio e a transcrição dessa entrevista, daqui a pouquinho ele está disponível em nosso site na internet, em www.ebcservicos.com.br. Você também vai poder acompanhar essa entrevista toda gravada nosso Youtube, é youtube.com/tvnbr. A gente fica por aqui, eu agradeço a sua participação, muito obrigada e até o próximo programa.