19/12/2013 - o Bom Dia Ministro, Gilberto Carvalho falou sobre Programa Nacional de Apoio ao Associativismo e Cooperativismo Social, Plano Juventude Viva e Política Nacional de Participação Social

O Bom Dia, Ministro desta sexta-feira (20) recebeu o Ministro Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. O ministro falou sobre o Programa Nacional de Apoio ao Associativismo e Cooperativismo Social, o Plano Juventude Viva, a Política Nacional de Participação Social e outros programas, como Pró-Catador e o Cataforte.

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Transcrição

APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Olá, você em todo o Brasil, eu sou Luciano Seixas e começa agora mais uma edição do programa Bom Dia, Ministro. O programa tem a coordenação e a produção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços. Hoje, no programa, temos a participação do Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Bom dia, Ministro. Seja bem-vindo. MINISTRO GILBERTO CARVALHO: Bom dia, Luciano. Prazer te reencontrar e reencontrar os ouvintes dessa nossa grande rede de rádio formada pela EBC em todo o país. É uma honra e uma alegria, nesse final de ano, poder partilhar com você esse momento. APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Muito obrigado! No programa de hoje, o Ministro vai falar sobre o Programa Nacional de Apoio ao Associativismo e Cooperativismo Social, o Plano Juventude Viva, a Política Nacional de Participação Social e outros programas como o Pró-Catador e o Cataforte. O Ministro Gilberto Carvalho começa, agora, a conversar com âncoras de emissoras de rádio de todo o país. E a primeira participação vem de Belo Horizonte, Minas Gerais. Da Rádio América fala Kátia Gontijo. Bom dia, Kátia. REPÓRTER KÁTIA GONTIJO (Rádio América / Belo Horizonte - MG): Bom dia, Luciano. Bom dia, Dr. Gilberto Carvalho. É um imenso prazer participar, mais uma vez, do Bom Dia, Ministro. Bem, Ministro, a pergunta é, realmente, uma atividade que vem sendo desenvolvida pela nossa presidenta durante todos esses três anos de mandato, a prioridade em ajudar, em reintegrar essa população de rua, a população carente. Então, eu gostaria que o senhor fizesse, para a gente, um balanço, já no apoio, aí, ao Programa Nacional de Associativismo e Cooperativismo. Como fazer com que essas pessoas tenham, realmente, acesso à informação para se reintegrar novamente às atividades econômicas do nosso país? MINISTRO GILBERTO CARVALHO: Bom dia, Kátia. Bom dia, ouvintes da Rádio América, de Belo Horizonte. Os cruzeirenses me desculpem, mas eu preciso me solidarizar com os companheiros do Atlético Mineiro, porque, com eles, eu sofri, nessas noites passadas aí, lá no Marrocos, porque, de certa forma, era o Brasil que estava lá, mas bola para frente. Olha, Kátia, ontem, nós tivemos, em São Paulo, um evento da maior relevância que mostra um pouco o que significa o resultado de uma política pública quando ela é realizada com pessoas que eram, até hoje, invisíveis na sociedade, desprezadas, tidas como ineptas, quase como um lixo da sociedade, mas quando você apenas dá um pequeno apoio, dá uma força, essas pessoas têm uma grande capacidade de se organizar e de ganhar, por conta própria e luta, a dignidade da sua vida. O Governo Federal, Kátia e ouvintes, estabeleceu fundamentalmente duas linhas de trabalho, uma com moradores de rua, outra, propriamente, com catadores, porque nem todo morador de rua é catador, e vice-versa. Em relação aos moradores de rua, nós, depois de muita luta, muito tempo, fomos dando conta que essa visão higienista da sociedade, de querer, simplesmente, limpar a cidade dessas pessoas, como se elas sujassem uma certa paisagem da cidade, é uma visão desumana e equivocada. Por isso, nós constituímos, em todo o país, e estamos ampliando cada vez mais, os chamados Centros Pop, que são centros de acolhimento, da primeira acolhida do morador de rua, onde ele tem a possibilidade de tomar o seu banho, onde ele tem a possibilidade de fazer a sua refeição e a possibilidade de regularizar a sua documentação. Em seguida, ele é encaminhado para um abrigo. A questão dos abrigos, nós estamos ainda em grande dívida em todo o país, mas a experiência que mais deu certo, e que nós estamos apoiando para valer, são os abrigos com 30, no máximo 40 pessoas, que formam uma comunidade onde a pessoa tem estímulo para poder reencontrar a sua vida, eventualmente, reencontrar a sua família, readquirir uma profissão, através de um curso no Pronatec. Ontem, em São Paulo, tivemos a alegria de anunciar os primeiros 200 que fizeram o curso, moradores de rua abrigados que fizeram o primeiro curso do Pronatec, portanto, se qualificando para algumas profissões. E nós temos verificado, Kátia, um índice importante de recuperação dessas pessoas, de reinserção familiar, de reinserção na sociedade. Mas aí, ainda na questão dos abrigos, falta muito. Os Centros Pop já estão bem espalhados pelo país, mas, os abrigos, nós estamos trabalhando forte para que eles se ampliem e não achamos correto os grandes abrigos, os grandes albergues, onde não dá para a gente, de fato, ter um tratamento digno com essas pessoas. Bem, no caso do catador, é uma outra linha de trabalho. Aí, como se trata de pessoas que já têm uma estrutura pessoal mais composta, com capacidade de se organizar, o que nós fizemos? Pegamos a Fundação Banco do Brasil, o BNDES, a Caixa Econômica e ainda a Petrobras, são parceiros fundamentais nossos nesse projeto, e começamos a financiar as pequenas cooperativas. Belo Horizonte... Aliás, eu queria cumprimentar, efusivamente, os companheiros da Coopamare, aí, de Belo Horizonte e também o pessoal que organiza o chamado Festival Lixo e Cidadania, na pessoa do Cido, da Irmã Cristina, porque Belo Horizonte, Kátia, é uma referência de sucesso desse tipo de política. E aí, nós vimos, emocionados, uma coisa: nunca um tostão, um dinheiro público foi tão bem empregado, Kátia, porque é impressionante como eles crescem, como eles se organizam. A Presidenta Dilma ficou boquiaberta, ontem, vendo, lá em São Paulo, a chamada Expocatador, onde ela pôde visitar, já, uma série de... Uma exposição com equipamentos provocados pelos catadores, quer dizer, cuja construção foi provocada pelos catadores, como, por exemplo, prensas, carrinhos elétricos para a coleta de lixo na rua, esteiras para a separação do lixo, do material reciclável, e ela pôde ver uma cena emocionante, que foi o seguinte: houve um desfile de modas de mulheres catadoras com roupas feitas com material reciclável, e a coisa mais linda, Kátia, é que um dos vestidos, ou dois dos vestidos, das saias, eram feitas sabe com o quê? Com o cartão do Bolsa-Família reciclado. O que significa isso? São pessoas que tinham o Bolsa-Família e que devolveram, na cooperativa, o Bolsa-Família, exatamente porque elas alcançaram, Luciano, a sua dignidade. E aí, eles transformaram aqueles cartões plásticos em roupas para aquele desfile de ontem. O que significa? Por que isso é muito simbólico? Porque isso significa, primeiro, que o Bolsa-Família não é, ao contrário do que dizem, um lugar em que as pessoas se acomodam e não vão à luta; segundo, significa que quando as pessoas se unem, se juntam, se organizam, elas conseguem dar um salto de qualidade em sua vida. Então, o que está acontecendo em todo o país e agora está se ampliando muito mais? Nós estamos financiando essas cooperativas, financiando caminhões de transporte, financiando esteiras, financiando... prensas e equipamentos, enfim, que facilitam e que permitem que o catador, nas suas cooperativas, evite o atravessador e entregue direto para a indústria o seu produto. Outro dia, eu fiquei muito emocionado, porque eu fui a Gramacho, em Duque de Caxias, no Rio, e aquilo que era o maior lixão da América Latina, e que foi fechado, está se transformando, agora, no quê? Em um local onde os catadores montaram cooperativas, são várias cooperativas, nós fomos lá inaugurar um galpão, e, com isso, começam a entrar em toda essa indústria da reciclagem, que é fundamental. Portanto, a ideia da cooperativa social, para finalizar, Kátia e ouvintes, é exatamente dar a essas pessoas que vêm de uma condição de dificuldade na vida, pessoas que estavam internadas por drogadição, pessoas que saíram de hospitais com problemas mentais, pessoas que estavam na rua e que vão se organizar. Esse programa de cooperativa social visa estabelecer critérios particulares, para que eles tenham apoio de se organizar e ir para a luta, como fizeram essas mulheres de São Paulo, e assim sair de uma situação de dependência para a conquista da sua dignidade. Kátia, eu aproveito para desejar a você e a todos os ouvintes da nossa querida Rádio América um Natal muito abençoado e um grande 2014, se Deus quiser. Muito obrigado! APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Kátia Gontijo, da Rádio América, de Belo Horizonte, mais alguma pergunta? REPÓRTER KÁTIA GONTIJO (Rádio América / Belo Horizonte - MG): Ah, eu gostaria de dar uma sequência na resposta aí do Dr. Gilberto. Muito obrigada pelo feliz Natal, ao senhor também, ao pessoal aí da nossa transmissão, da rádio. E eu gostaria de perguntar ao senhor como, então, os mais de 5 mil municípios podem se organizar, junto com o Governo Federal, para poder fazer esses abrigos, não deixar essa população de fora? MINISTRO GILBERTO CARVALHO: Oi, Kátia. A tua pergunta é muito importante, porque, realmente, Kátia, sem o envolvimento das prefeituras, nós teremos dificuldade para realizar, para ampliar essa nossa rede de abrigos. E você sabe que o Ministério do Desenvolvimento Social, através do Suas, através do Sistema Único de Assistência Social, tem, em cada cidade brasileira, ou em 97% das cidades brasileiras, para ser mais preciso, tem um posto, tem uma referência de um convênio do Governo Federal com as prefeituras, onde você tem um posto de assistência social. É através desses postos de assistência social que nós podemos organizar, nas cidades, esses centros de apoio. Agora, é fundamental que o prefeito se disponha a isso. E aqui eu faço um apelo aos prefeitos dessa tão grande Minas Gerais, que é quase um... É mais do que um país, é quase um continente, é o estado brasileiro com mais prefeituras, eu faço um apelo para que os prefeitos se sensibilizem, até porque eles devem se lembrar que, até o final de 14, eles têm que acabar com os lixões nas suas cidades, e para acabar com os lixões de maneira digna, eles precisam incluir os catadores na coleta seletiva e no tratamento do material reciclável. Portanto, os prefeitos podem... Cada prefeitura pode, ou cada morador que quiser tomar uma iniciativa e se dirigir a um posto da assistência social, do Suas, na sua cidade e ali fazer a tratativa. E não faltará, eu quero insistir, não faltará recurso do Governo Federal para a criação desses centros, porque se trata de uma tarefa de resgatar a dignidade e essa tarefa é central para o nosso governo. APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Esse é o programa Bom Dia, Ministro; hoje, recebendo o Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que conversa, ao vivo, com âncoras de emissoras de rádio de todo o país. A participação agora de Recife, Pernambuco. Da Rádio JC News, Jofre Melo. Alô, Jofre. Bom dia. REPÓRTER JOFRE MELO (Rádio JC News / Recife - PE): Oi, bom dia. Bom dia, querido. Bom dia ao Ministro Gilberto Carvalho. Ministro, eu ouvi, agora, a sua última fala ressaltando a importância da participação dos municípios, em parceria, é claro, com o Governo Federal, para a criação e ampliação desses abrigos para os moradores de rua, principalmente. Nesse sentido, eu queria perguntar ao senhor se existe também alguma ideia de parceria, ou ao menos de capacitação, do Governo Federal para os governos estaduais e replicando para os governos municipais, para que as pessoas possam ter um destino após esses abrigos, que seja algo temporário ou que encaminhe para o mercado de trabalho, que faça a capacitação. Qual a participação do Governo Federal nesse sentido? MINISTRO GILBERTO CARVALHO: Bom dia, Jofre. Bom dia ouvintes da nossa Rádio JC News, da nossa querida Recife. Jofre, é o seguinte, nós fizemos essa primeira experiência em São Paulo, que vai ser replicada agora em todo o país, que é o programa... O Pronatec, que é aquele programa do Ministério da Educação e Cultura que procura fazer uma qualificação técnica das pessoas, profissional, e nós queremos espalhar esse sistema em todo o país. Por quê? Porque é evidente que se a pessoa não se requalifica, ela tem mais dificuldade de ser reinserida no mercado de trabalho. Então, uma das ofertas do Governo Federal é isso. Segundo, nós oferecemos aos estados e municípios, essa possibilidade de convênio. Através do MDS e através do Ministério do Trabalho, com o apoio daquelas entidades que eu falei, a Petrobras, a Fundação Banco do Brasil, o BNDES e a Caixa, nós oferecemos recursos para que eles possam, de fato, implantar esse sistema, que troca o velho sistema dos grandes abrigos, dos grandes e tradicionais asilos, por essas casas, que são comunidades onde os catadores podem conviver. Naturalmente, sempre é muito importante a gente encontrar também entidades que se disponham a fazer o convênio conosco e essas entidades trabalharem nesses asilos. Nesse assunto, a pergunta é muito importante e eu tinha esquecido de falar, a participação da sociedade civil tem sido fundamental para o êxito dessas iniciativas. Quase todas as cooperativas que nós temos, elas têm a presença, a interferência e a participação forte de entidades da sociedade civil que aceitam ter profissionais, ela levanta, atrai profissionais que passam a trabalhar, remuneradamente, evidentemente, nesses locais. Porque, é claro, você tem que ter um acompanhamento diuturno, todo dia tem que ter alguém ali acompanhando, vendo se a pessoa está, de fato, indo para o curso, se ela está, de fato, indo para o trabalho que foi arrumado para ela, porque é um acompanhamento delicado esse, sujeito, muitas vezes, a recuos, a recaídas, então é um trabalho que exige um acompanhamento muito grande. Então, o Governo Federal disponibiliza, de fato, essas linhas de conveniamento, de crédito, para que os estados e municípios entrem nesse processo de contribuir para recuperar as vidas. APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta, Jofre? REPÓRTER JOFRE MELO (Rádio JC News / Recife - PE): Sim. Eu queria falar um pouco, aproveitando essa oportunidade, Ministro, sobre essa questão do Plano Juventude Viva. Esses dados bem contundentes, aí, do Ministério da Saúde mostrando uma quantidade de homicídios com os jovens, e, principalmente, a gente sabe, não tem aqui na pesquisa do Ministério da Saúde, mas, por exemplo, aqui em Recife, esses homicídios, basicamente, são por conta do uso do crack, o endividamento com as drogas e tal. E aí, esse plano também contempla, ele preocupa-se em tirar essa juventude do acesso às drogas, dar, talvez, um apoio psicológico, um apoio de saúde mesmo para eles? MINISTRO GILBERTO CARVALHO: Olha, Jofre, esse é o nosso grande empenho. A gente sabe que o combate ao processo de mortalidade da juventude, sobretudo da juventude negra no país, porque os dados são escandalosos, infelizmente, a esse respeito, de como o jovem negro morre muito mais do que o jovem branco, mas todo esse processo passa, sobretudo, por ações preventivas. Nós lançamos, nesse ano, o Juventude Viva e fizemos uma experiência em algumas cidades brasileiras, como São Paulo, como João Pessoa, como Salvador, Brasília para testarmos, um pouco, o modelo que nós estávamos trabalhando. O modelo está se verificando muito interessante. E o que é esse Juventude Viva, na verdade, Jofre? É uma espécie de injeção de vitamina B, de força, de política, a concentração de políticas públicas em uma determinada área da cidade, localizada com uma área mais frágil ou de maior incidência desses crimes e desses problemas. O que a gente faz? Nós juntamos os Ministérios da Saúde, do Esporte, da Cultura, a própria Secretaria-Geral, na organização, o Ministério da Educação, e fazemos um convênio com o governo do estado e com o governo municipal para, em uma determinada área, estabelecermos um ponto de referência e de aplicação dessas políticas que vão desde um centro chamado Juventude... Estação Juventude, que é um local onde o jovem possa ir para fazer a sua inserção no mundo digital, fazer uma inclusão digital, aprender a lidar com computador, tal, e poder também se conectar e, ao mesmo tempo, ter acesso às informações dos direitos que ele tem e dos serviços públicos que ele tem, porque, às vezes, o jovem nem sabe que ele tem direito a certos serviços, a cursos de qualificação e assim por diante. Bom, nessa Estação Juventude, o jovem tem essa informação. E, naquela área, nós, junto com a prefeitura, localizamos um espaço onde você procura trabalhar a questão do esporte, a questão da cultura, a formação profissional. Com isso, o que nós queremos fazer? Nós queremos oferecer ao jovem uma rota diferente de vida do que a rota que o leva a praticar a violência ou, sobretudo, ser vítima da violência e da droga. Então, é um trabalho fundamentalmente preventivo que oferece uma alternativa ao jovem. No ano de 2014, nós esperamos espalhar esse programa, esperamos chegar aí no Recife, nas grandes cidades do Pernambuco, para cumprirmos esse dever de oferecer uma alternativa à nossa juventude. APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Estamos entrevistando o Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, o nosso convidado de hoje no programa Bom Dia, Ministro, que é transmitido pela EBC Serviços e tem a participação de âncoras de emissoras de rádio de todo o país. Agora, do Rio de Janeiro, da Rádio Rio de Janeiro 1400 AM, fala Marcelo José. Bom dia, Marcelo José. REPÓRTER MARCELO JOSÉ (Rádio Rio de Janeiro 1400 AM / Rio de Janeiro - RJ): Muito bom dia, Luciano Seixas. Bom dia, Ministro Gilberto Carvalho. É sempre um prazer participar desse programa. O número de homicídios, Ministro, é muito grande aqui no Brasil, não é, já aumentou 7,6%, em 2012, com cerca de 50 mil pessoas assassinadas naquele ano, e a taxa também assustadora, não é, 25,8 mortes por 100 mil habitantes. Esse é o maior número registrado em cinco anos. O que prevê, Ministro, o Programa Juventude Viva para diminuir essas elevadas taxas? MINISTRO GILBERTO CARVALHO: Marcelo, bom dia. Bom dia ouvintes da Rádio Rio de Janeiro, um prazer falar com vocês. Marcelo, na linha daquilo que eu já vinha respondendo ao companheiro do Recife, nós entendemos que a violência, evidentemente... Bom, não vamos fazer aqui uma longa análise histórica, mas ela é o resultado de todas as diferenças sociais, de todo o processo de exclusão que nós vivemos na sociedade brasileira, da perversa distribuição de renda que nós tivemos historicamente e de uma certa cultura... De uma certa não, de uma forte cultura de violência que, infelizmente, historicamente, nós vivemos no país, e aí, os meios de comunicação, inclusive, devem ser chamados a uma grande responsabilidade, para tentarmos diminuir essa cultura de violência e trabalharmos na contrapartida, na contramão, a cultura da paz. Agora, diante do quadro, nós, além das medidas de repressão necessárias contra o crime organizado, contra toda a forma, enfim, de violência praticada, nós temos o dever de oferecer aos jovens uma alternativa que os leve a um outro caminho, que não seja o caminho de acabar se empregando ou encontrando uma saída econômica de sobrevivência via o tráfico ou outras formas de crime organizado. Essa é a nossa preocupação. Então, a concepção do Programa Juventude Viva vai, justamente, nessa perspectiva de dizer para o jovem que ele é um cidadão, que ele tem direitos e de oferecer alternativas. Como no Brasil, felizmente, nós estamos em uma situação quase de pleno emprego, o nosso desemprego está na faixa de 5,5, 6%, no caso da juventude, um pouco mais, pode chegar até 12%, mas você tem, hoje, boas possibilidades, nós tratamos, nesses anos, de ir desenvolvendo uma série de programas que ajudassem a gente a oferecer essa alternativa. Daí toda a linha do Pronatec, esse programa de qualificação do jovem, porque sem uma qualificação no mercado de trabalho, ele não vai encontrar um emprego que lhe interesse, porque, cada vez mais, o mercado de trabalho é disputado e precisa de qualificação, então, nessa linha. A outra linha é a questão do esporte; a outra, a questão da cultura, a questão da saúde. Então, nós juntamos esses programas e estamos começando a aplicá-los em áreas localizadas para buscar dar essa alternativa para o jovem. O Governo Federal não poderia ficar de braços parados frente a esse quadro que você traçou bem e que é, de fato, uma chaga no nosso país. Então, ao lado dos programas de segurança, nós estamos entrando com esse programa, na expectativa de que ele se massifique, porque, por enquanto, ele foi feito apenas em pequenas ilhas, em algumas cidades. A nossa expectativa é que ao ele se massificar, ele se constitua, de fato, num caminho que o jovem encontra para construir a sua vida. APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta, Marcelo José? REPÓRTER MARCELO JOSÉ (Rádio Rio de Janeiro 1400 AM / Rio de Janeiro - RJ): Tenho, tenho sim, Luciano. A participação social, Ministro, pode ser exercida, a gente sabe que em diversas frentes, desde o voto até a formulação e até a execução de programas. Em relação à Política Nacional de Participação Social, Ministro, como será feita esta interação entre o cidadão e o Governo Federal? MINISTRO GILBERTO CARVALHO: Marcelo, obrigado por mais essa pergunta. De fato, nós acreditamos, Marcelo, que todos esses problemas que nós estamos analisando, eles não têm saída sem a grande participação da sociedade. Você veja, por exemplo, mesmo aí na região do Rio, a importância que os movimentos de música, os movimentos RAP, os movimentos, enfim, que organizam os jovens em torno da cultura, o quanto eles têm sido importantes para tirar o jovem do caminho da violência, da criminalidade. Em todo o país, as entidades sociais são as grandes responsáveis por organizar a generosidade das pessoas para cuidar, por exemplo, de crianças órfãs, para cuidar de vítima da droga, para cuidar de idosos, enfim. Nós temos, no Brasil, uma tradição de participação social que é muito grande. O que nós queremos, cada vez mais? É organizar essa participação, Marcelo, de modo que essas pessoas possam não só prestar um serviço, mas também contribuir com sugestões, com críticas, com projetos, para que a gente possa avançar. Nenhum governo sabe tudo. O Presidente Lula nos ensinou isso, quanto mais você ouve, mais você tem chance de errar menos, mais você tem chance de acertar. Por isso, nós estamos construindo, ao longo desses anos, as grandes conferências nacionais, que nascem lá nas cidades, passam pelos estados e chegam no plano federal. Só nesse ano, aqui em Brasília, nós tivemos em torno de oito conferências nacionais, onde a Presidenta Dilma fez questão, inclusive, de comparecer para dialogar, para ouvir as reivindicações. Mas, além das conferências, nós ampliamos muito os chamados conselhos setoriais, conselho de saúde, conselho de educação, conselho de assistência social, enfim, em cada área importante nós temos os conselhos, que chamam os cidadãos não só a ouvir, mas a participar, criticar, protestar. Além disso, nós fizemos, ao longo desse ano também, um grande processo de diálogo com os movimentos sociais, formando mesas de negociação. Eu diria para você, Marcelo, que boa parte das melhores políticas que nós desenvolvemos nos últimos anos não estavam nos programas de governo do Lula, lá em 2002, 2006, ou da Dilma, da Presidenta Dilma, em 2010, foram resultado dessa relação, naturalmente tensa, porque a sociedade tem que se organizar e protestar contra o governo, mobilizar-se para exigir do governo, e o governo tem que correr atrás, tem que dar conta de buscar atender essas demandas, nem sempre consegue atendê-las na sua plenitude. Pois bem, desse processo todo, nós resolvemos montar o que a gente chama de um sistema nacional de participação, dando amparo legal para essas atividades, de modo que esses conselhos, essas conferências, essas mesas de negociação, de modo que elas não fiquem mais ao sabor da vontade desse ou daquele governante, mas que ela seja um sistema adotado em todo o país, de modo que o método de governar com a participação se estenda a Governo Federal, a governos estaduais e a governo municipal. Sabe por que Marcelo? Porque, entre outras coisas, nós teremos mais transparência nos governos. Quanto mais a população está perto, olhando, fiscalizando, aumenta a transparência, diminui a chance da corrupção e, como eu te falei, aumenta a possibilidade de nós acertarmos. Então, o Sistema Nacional de Participação quer ser esse sistema, um sistema baseado na lei, aprovado na Câmara dos Deputados, sancionado no Senado, sancionado pela Presidenta Dilma para que a gente, definitivamente, no Brasil, adote a participação social, a participação cidadã como forma de governo. APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Você está ouvindo o Programa Bom Dia, Ministro, que tem a coordenação e a produção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços. A EBC Serviços disponibiliza o sinal desta entrevista para todas as emissoras de rádio do país, via satélite, no mesmo canal de A Voz do Brasil. O áudio da entrevista também é disponibilizado, ainda hoje, na página da EBC Serviços na internet. O endereço: www.servicos.ebc.com.br. Nós temos a participação, agora, de Antônio Carlos. Ele fala da Rádio Belém FM, de Belém do Pará. Alô, Antônio Carlos, bom dia! REPÓRTER ANTÔNIO CARLOS (Rádio Belém FM / Belém - PA): Bom dia a todos. Bom dia, Ministro Gilberto Carvalho. A nossa questão, Ministro, nós temos recebido, aqui na Rádio Belém, quase todo dia, reclamação de... Tem um lixão aqui próximo à divisa de Belém a Ananindeua, que é um município próximo aqui a Belém, Lixão do Aurá. Lá, praticamente todo santo dia, crianças, famílias de lá catando lixo. Já tem reclamado a situação para que o prefeito de Belém, de Ananindeua e também o governo do estado possa tomar alguma providências entre essas crianças que estão naquele lixão, para levar para a escola. E, até agora, já está fazendo um ano, e a cada vez que você passa, aumenta lá as famílias lá, as crianças lá, que estão catando lixo, pegando doença. O que o Ministro tem a fazer, o que o Ministro tem aí de projeto para acabar com essa situação aí de criança no lixão aqui no Aurá, próximo a Belém, Ministro. Bom dia. MINISTRO GILBERTO CARVALHO: Bom dia, Antônio Carlos. Bom dia, ouvintes da Rádio Belém FM, do Pará. Antônio Carlos, muito importante a tua questão, até porque, ontem, na cerimônia que eu me referi, que nós realizamos, lá em São Paulo, da Presidenta Dilma com moradores de rua e catadores, foi citado, de fato, o lixão de Belém como um dos dois maiores da América Latina, Belém/Ananindeua. Eu quero me comprometer com você e com os ouvintes que nós vamos entrar em contato com o prefeito de Belém e de Ananindeua, porque os lixões nunca são de uma única cidade, eles são repositórios de lixo, de desejos, de resíduos sólidos de várias cidades. Nós vamos entrar em contato com Belém, pela importância dessa cidade, pelo significado histórico que ela tem para o país e por essa situação social que você descreveu, para nós fazermos uma parceria como fizemos no Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro tinha, no Gramacho, o maior lixão de América Latina, era maior do que esse de Ananindeua, bem maior, e nós conseguimos, de maneira muito madura, com o Prefeito Eduardo Paes, fazer um processo em que nós fechamos esse lixão, fizemos... O governo, naturalmente, fez um investimento em um aterro sanitário adequado, decente, e aí havia o problema dessas pessoas que viviam do lixão, você sabe que é uma fonte econômica importante, hoje, é toda uma indústria, uma comunidade que se monta em torno dessa questão, e nós conseguimos fazer, primeiro, um processo de indenização daqueles catadores e, mais do que isso, nós conseguimos, com esse financiamento que eu citei, desses patrocinadores nossos, Petrobras, Banco do Brasil, BNDES e Caixa, nós conseguimos construir alternativas, ou seja, cooperativas para que eles pudessem recomeçar a sua vida se inserindo na questão da coleta seletiva de maneira adequada. O prefeito de Belém, de Ananindeua, sabem que eles têm até o final de 14 para acabar com os lixões. Há uma lei, no Brasil, que determina o fim dos lixões até o final de 14. Então, nós queremos auxiliar os prefeitos, dando a eles alternativas para resolver esse problema. Eu te dou inteira razão. Nós não podemos mais, no Brasil, tolerar essa imagem em que crianças e lixo se misturam, nessa paisagem de dor, nessa paisagem de indignidade, e, portanto, eu assumo aqui, publicamente, o compromisso de, ainda nesse mês, entrar em contato com os prefeitos da região para, juntos, governo federal, estadual e municipais, buscarmos uma solução para a cidade. Eu agradeço o teu alerta e tem aí o meu compromisso. APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: E agora, no Programa Bom Dia, Ministro, temos a participação da Rádio ABC 1570 AM, de São Paulo, com Leandro Amaral. Bom dia, Leandro. REPÓRTER LEANDRO AMARAL (Rádio ABC 1570 AM / Santo André - SP): Bom dia. Bom dia, Ministro Gilberto Carvalho. Ministro, e a questão aqui do ABC, o senhor, como alguém que conhece como poucos aqui a região do ABC, trabalhou em Santo André, sabe do dia a dia aqui, das dinâmicas das políticas públicas encabeçadas pela região, segue a pergunta: o senhor também como responsável por programas como o Programa Nacional de Apoio ao Associativismo, Plano Juventude Viva, Política Nacional de Participação Social, outros programas também, como o Pró-Catador, o Cataforte, quais destes programas podem ser ou já estão em curso a implementação aqui na região do ABC, Ministro? MINISTRO GILBERTO CARVALHO: Meu querido Leandro, bom dia. É uma alegria voltar a falar na nossa Rádio ABC, onde tantas vezes eu estive presente, ao tempo que eu tive o privilégio de trabalhar com o nosso querido e saudoso Celso Daniel aí em Santo André. Nós estamos, Leandro, trabalhando forte, já, com os prefeitos aí da região, e, ontem, na cerimônia de São Paulo, os companheiros de Mauá estavam lá já anunciando que, no ano que vem, eles vão... Porque, ontem, os catadores deram um prêmio especial para quatro prefeitos que se distinguiram no país por uma política consequente em relação ao resíduo sólido. O que quer dizer política consequente? Quer dizer acabar com o lixão e inserir na cidade o processo de coleta seletiva com a participação das cooperativas dos catadores, que participam tanto da coleta seletiva como do tratamento do resíduo sólido, através das cooperativas, vendendo esse material e, portanto, conseguindo sobreviver bem, para a indústria, nesse grande processo que nós temos no país. E Mauá já me gritava lá debaixo, ontem, que, no ano que vem, Mauá vai fazer parte desse prêmio, porque eles estão se organizando, estão trabalhando forte nessa perspectiva. Então, nós temos aí já uma tradição no ABC da coleta seletiva. Eu me lembro lá no tempo do Celso, nós implantamos aí em Santo André. Agora, o que nós queremos fazer? Nós queremos ampliar. Estamos em um diálogo também com o Marinho, com o Grana, com o Osvaldo, enfim, com todos os prefeitos da região, para nós estabelecermos uma ampliação do processo de coleta seletiva em todo o ABC, porque é uma área importantíssima para nós, inclusive do ponto de vista ambiental, e ampliarmos esse processo. Agora, o Cataforte, que você mencionou, é exatamente o programa nacional que visa estruturar as cooperativas. São recursos públicos que nós colocamos, mas não é só recurso público não, nós damos curso de qualificação para que as pessoas aprendam também a gerir uma cooperativa, porque não é fácil você gerir uma empresa. A cooperativa é, ao fim, ao cabo, uma empresa coletiva, uma empresa cooperativada. Então, nós damos uma assessoria técnica, damos os recursos, indicamos fornecedores e tal para onde eles podem encontrar os equipamentos, através de licitação, naturalmente, e, com isso, eles se estruturam, e depois a gente dá um acompanhamento, ao longo do tempo, até que a cooperativa ganhe pernas próprias e siga adiante. Então, eu espero, de fato, Leandro, que a gente consiga fazer com que as cooperativas se ampliem e se tornem realidade no ABC. Já há um movimento muito organizado aí no ABC que já está dialogando com as prefeituras, e eu tenho certeza que a paisagem aí vai ser de um avanço importante nos próximos anos. APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Este é o Programa Bom Dia, Ministro, e agora contamos com a participação da Rádio Difusora de Paranaguá 1460 AM, no Paraná, com Flávia Adans. Alô, Flávia. Bom dia. REPÓRTER FLÁVIA ADANS (Rádio Difusora de Paranaguá 1460 AM / Paranaguá - PR): Bom dia. Bom Dia, Ministro Gilberto Carvalho. Ministro, cada estado e cidade têm seus aspectos e realidades diferentes. Por exemplo, uma ação boa para determinada região pode não se aplicar a outra. O senhor é paranaense, eu tenho certeza que conhece bem aqui o nosso estado, por isso gostaria que o senhor falasse um pouco sobre as ações, dentro do Plano Juventude Viva, voltadas ao Paraná e, se possível, especificamente para o nosso litoral paranaense. MINISTRO GILBERTO CARVALHO: Bom dia, Flávia. Bom dia, ouvintes da Difusora de Paranaguá, nossa querida cidade portuária, importantíssima para a economia do nosso estado e, em todo o litoral, para o nosso turismo. Você tem toda razão, Flávia, cada realidade exige uma adaptação, uma encarnação própria dos programas sociais. Nós não tivemos, ainda, a oportunidade de estabelecer, de criar o Programa Juventude Viva aí no Paraná. Então, uma das metas primeiras nossas será, de fato, de implantar, em algumas cidades em 14, não podemos pensar que vamos conseguir atingir, evidentemente, todas, mas, pelo menos, nas principais, e Paranaguá se insere, eu sei, entre essas principais, até por conta do aspecto portuário, de toda a questão social decorrente da atividade portuária, eu sei o quanto é importante a presença de um programa dessa natureza. Nós deveremos entrar em contato com as cidades aí no estado e estudarmos qual é, de fato, a forma mais adequada de implantarmos, sobretudo, esse Programa Juventude Viva. O Paraná é um estado que se destacado, evidentemente, pelo grande progresso econômico, mas também nós conhecemos bem, bastante, os problemas sociais que nós temos aí no estado. Nós precisamos, Flávia, trabalharmos, como eu já disse, as alternativas econômicas sociais para a juventude e também, me lembrava bem aqui um assessor nesse momento, nós precisamos mudar a cultura policial que nós temos em relação ao jovem. Eu não sei se todos os ouvintes sabem, mas nós temos uma lei, hoje, que ela determina que quando um jovem ou uma pessoa é assassinada por uma autoridade policial não cabe processo. Então, está no Congresso uma lei, um projeto de lei que nós estamos apoiando fortemente, que é um processo que determina que qualquer homicídio, praticado por quem for, seja passível, sim, de um processo. Por quê? Porque, caso contrário, você tem a impunidade, você tem a facilitação da violência policial. Então, um dos aspectos que nós estamos trabalhando no programa é a mudança da cultura policial, a mudança da cultura daqueles que tem o duro trabalho, que nós reconhecemos que é muito duro, de fazer a repressão ao crime, mas que também entrem nessa cultura da necessidade de respeito à vida. Então, o que eu posso te dizer, Flávia, é que, nesse nosso querido Paraná, eu espero, de fato, em 14, poder estar criando, trabalhando essa questão do Juventude Viva. Em relação aos outros programas que a nossa Secretaria tem trabalhado, nós já temos, em algumas cidades do estado, um movimento importante de catadores e um trabalho de moradores de rua, com moradores de rua, através de entidades. Quero lembrar que o Paraná é berço de uma das políticas sociais mais importantes do país, talvez a mais importante que nós já tivemos, como forma, como exemplo de engajamento social, que é a questão da Pastoral da Criança. A nossa querida Dra. Zilda Arns, que morava em Curitiba, começou, junto com Dom Geraldo, no norte do Paraná, em Florestópolis, a Pastoral da Criança e ela se irradiou por todo o país e é responsável, junto com outras políticas, naturalmente, com uma grande redução da mortalidade infantil. Portanto, eu aproveito o momento para homenagear a nossa querida Dra. Zilda Arns e os paranaenses por essa política e pelo engajamento que o nosso estado, tradicionalmente, tem da sua sociedade nas políticas sociais. Muito obrigado, Flávia! APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Você está ouvindo e assistindo o programa Bom Dia, Ministro; hoje, com o Ministro chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que conversa com âncoras de emissoras de rádio de todo o país. A NBR, a TV do Governo Federal está transmitindo, ao vivo, esse programa e reapresenta a gravação dessa entrevista hoje à tarde e em outros horários alternativos da sua programação, inclusive, sábado e domingo. Nós temos agora a participação da Rádio Nacional AM de Brasília, com Válter Lima. Bom dia, Válter. REPÓRTER VÁLTER LIMA (Rádio Nacional AM / Brasília - DF): Olá, muito bom dia também para você, Luciano. Bom dia ao Ministro. Eu pergunto ao senhor Ministro Gilberto Carvalho, como tem sido a participação da sociedade em geral, especialmente o setor privado, nesses programas voltados para a busca da diminuição desse fosso social que é a desigualdade, e que sempre foi um desafio para a nossa nação, já que é da nossa cultura esperar que tudo tem que ser feito pelo Governo, Ministro? MINISTRO GILBERTO CARVALHO: Oi, Válter, um bom dia para você, bom dia aos ouvintes da nossa grande e querida Rádio Nacional AM, aqui de Brasília. Eu sou um dos ouvintes da Rádio Nacional e me orgulho muito, e quero cumprimentá-lo, Válter, e a todos os funcionários aí da rádio, pelo belo trabalho que vocês realizam. Olha, Válter, na verdade, eu acho que durante muito tempo, nós não tivemos o estímulo suficiente para essa cultura da solidariedade, da fraternidade em nossa sociedade. Nós tivemos, infelizmente, um modelo de desenvolvimento muito pouco sustentável, em que muitas vezes a competição, o consumismo, a cultura da violência, foi uma marca difundida fortemente na nossa sociedade. Mas eu diria para você, Válter, que apesar disso, nós temos crescente no Brasil, até eu acho que pela generosidade do cidadão brasileiro, um movimento grande de participação e de ação solidária, falta, às vezes, Válter e ouvintes, formas de convite e formas concretas em que o cidadão acaba se engajando. Quando você oferece às pessoas formas muito concretas, estruturas concretas, em que ele percebe em que a ação dele, ou o recurso dele, vai ter um emprego adequado, ele acaba se engajando. Eu tenho vivido, Válter, nesses anos de governo, já estou, aí, há 11 anos no governo, situações muito emocionantes de ver o engajamento das pessoas, a generosidade das pessoas. Eu estive mesmo agora num dos domingos passados aqui em uma missa aqui, no Centro Cultural de Brasília, na L2 com os jesuítas, eu cheguei à missa tinha lá quatro cadeiras de rodas, e quatro senhoras doentes, senhoras idosas, visivelmente com problema de saúde, que estavam ali paradas. Eu não entendi muito porque estavam ali, mas depois, durante a missa, eu fui entender. Era um pessoal de um lar aqui de Brasília que fazia uma campanha pedindo recursos, pedindo fraldas para o cuidado daquelas pessoas. E aí, uma pessoa no final foi explicar para a gente, eles montaram no Lago Sul, sem nenhuma ajuda governamental, até agora, espero que agora passem a ter, porque eu quero ajudá-los, um lar onde eles acolhem pessoas que são rejeitadas pelas suas famílias, idosas, doentes, Luciano, e cuidam dessas pessoas. Eu fiquei me perguntando, o que leva um ser humano a dedicar o seu tempo, a sua vida a um trabalho como esse voluntariamente. Claro que lá há um grupo também de profissionais, para fazer os cuidados de saúde e acompanhamento, mas a organizar, enfim, esse centro. Só pode ser uma coisa muito nobre de dentro do coração da humanidade, uma coisa que Deus colocou nas pessoas, que vão fazer esse cuidado, e que nenhuma entidade do Estado, Válter, vai fazer com esse carinho, que essas pessoas que fazem isso por vocação, realizam. Eu te confesso que eu fiquei muito emocionado e fui me dando conta de como no Brasil, se as entidades sociais cruzassem os braços nós teríamos um cataclisma no Brasil. Porque quem cuida de pobre lá na ponta, quem cuida de criança abandonada, quem cuida de idosos abandonados, de jovens vítimas da drogadição, em grande parte, Válter, são as entidades sociais. Por isso, inclusive, que nós fizemos um longo trabalho de construir um projeto, que, felizmente, nós vimos agora aprovado no Senado e vai para a Câmara, que é um projeto que realmente estabelece um novo marco regulatório da relação das entidades sociais com a sociedade civil. Sabe por que, Válter? Como nessa história das entidades sociais, das ONGs, alguns picaretas, ou vários picaretas entraram para obter recurso público, Luciano, e ao invés de fazer esse trabalho acabaram usando esse dinheiro para se locupletar, houve uma espécie de criminalização inadequada das entidades por parte da sociedade. Nós queremos agora, até porque há um cipoal de leis e regras que dificultam essa relação das entidades com o Governo Federal, e é legítimo, Válter, eu sustento, é legítimo, que o Governo Federal dê recurso para uma entidade como essa do Lago Sul, porque ela faz um trabalho extraordinário. O que nós não podemos é brincar com o recurso público, o que nós não podemos é permitir que não haja prestação de contas, que haja má versação do dinheiro público. Então, nós esperamos agora que a Câmara Federal rapidamente trâmite também, trabalhe esse projeto, e espero ver no começo do ano sancionada pela Presidente essa regra, que vai facilitar esse trabalho. Agora, eu te asseguro, felizmente no Brasil cresce essa participação, tanto do debate da ida para as ruas, da mobilização, quanto da ação de entidades sociais, entidades religiosas. Aqui, eu quero fazer uma homenagem às igrejas que trabalham de maneira extraordinária nesse campo, as entidades filantrópicas, todas as Santas Casas de Misericórdia por esse Brasil a fora, que dão uma assistência extraordinária no caso da saúde, enfim, as cooperativas. É uma generosidade organizada que deve cada vez mais orgulhar a todos nós brasileiros, e ser estimulada por parte do governo. APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: E agora no programa Bom Dia Ministro contamos com a participação da Rádio Jornal AM 710, de Maceió, com Moreira da Silva. Bom dia, Moreira da Silva. REPÓRTER MOREIRA DA SILVA (Rádio Jornal AM 710 / Maceió - AL): Bom dia, Luciano. Bom dia Ministro Gilberto Carvalho. Um grande abraço do povo de Alagoas. O senhor também está, ao vivo, aqui pela Rádio Jornal AM 710, no Programa Mercado Geral, do Pedro Barros. Ministro, o Juventude Viva está sendo desenvolvido pela prefeitura de Maceió também nas comunidades através do programa Bairro Vivo, aos sábados. É possível que o Governo Federal, para dar mais vida ao programa, ajude o município alagoano a abrir frentes de trabalho para esses jovens, que hoje mergulhado no mundo das drogas morrem tão cedo e são tão desamparados, Ministro? MINISTRO GILBERTO CARVALHO: Meu caro, Moreira, meus queridos ouvintes da Rádio Jornal de Maceió, o programa do Pedro. Olha, Moreira, nós temos um compromisso particular com Maceió. Eu sempre tenho dado uma dura no meu pessoal, porque foi aí que nós começamos o programa, e ele tem que dar certo. Eu quero me comprometer com você, Moreira, a gente já na retomada do ano, depois do descansozinho de final de ano, nós queremos voltar a Maceió, fazer uma avaliação da primeira etapa do programa e nós queremos ampliá-lo. Além de Maceió, ele está presente hoje também em Arapiraca, em Marechal Deodoro, e nós queremos fazer com que esse programa para nós ele é uma vitrine, ele tem que dar certo. Então, o que for necessário de empenho nosso e de recursos, nós faremos com o prefeito aí, com o governador para que o programa, de fato, dê resultados. Nós sabemos que o convênio com a Secretaria Nacional de Segurança já deu resultados aí em Maceió, houve uma redução expressiva da criminalidade, mas não basta os resultados momentâneos, porque depois tudo isso volta se você não tem programas que vão na profundidade, e que oferecem como o Juventude Viva oferece, pode oferecer alternativas reais de trabalho, de emprego, de cultura, de esporte, de lazer e de saúde para o jovem. Então, eu agradeço muito a sua participação, Moreira, e me comprometo com os ouvintes, com todos vocês de Maceió, a nós dinamizarmos o programa aí... Desculpe. Não apenas em Maceió, mas no estado para que, de fato, Alagoas seja uma referência positiva para o Brasil de uma iniciativa bem sucedida para a juventude. Muito obrigado, mais uma vez, Moreira, um ótimo Natal para você e que em 14 a gente possa estar aí, conversando com vocês, diretamente, ao vivo, podendo apresentar resultados. APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: De Maceió nas Alagoas, vamos a Campina Grande, Paraíba, com Geovanne Santos, que está falando da Rádio Campina FM. Bom dia, Geovanne. Alô, Geovanne Santos, bom dia? Daqui a pouquinho refaremos o contato, então, com o Geovanne da Rádio Campina FM. Ministro, o senhor falou de projetos, que os projetos do Juventude Viva estão em uma situação de piloto em algumas cidades, falou da necessidade de massificação desse programa e da sua expectativa, inclusive, de atender lá o Paraná. Como é que está sendo feita essa expansão do Plano Juventude Viva? MINISTRO GILBERTO CARVALHO: Luciano, nós estamos entrando em contato com as autoridades. Nós selecionamos no Brasil, por índice justamente de gravidade da violência, nós selecionamos cidades, e a partir dessa escala, que é uma escala trágica, de maior índice da violência, nós selecionamos cidades e estamos entrando em contato com os prefeitos e com os governadores para fazer essa ampliação. O programa não pode parar de pé, ele não pode existir, sem uma participação muito forte do governador e dos prefeitos. Porque nós oferecemos recursos, os ministérios aportam os recursos, mas lá na ponta quem acaba executando são as autoridades locais. Então, esse é o critério de expansão que nós estamos adotando, e agora feito esse primeiro ano de experiência, de fato, vai ser o tempo de expansão. Nós fizemos agora um edital para o Estação Juventude, que é esse equipamento, que é o núcleo, digamos, do Juventude Viva. Nós tivemos um interesse muito grande, mais de 800 cidades entraram nesse programa, mais de 200 já foram selecionados e, em 14, nós faremos uma expansão ainda maior. Nós queremos dizer que nós estamos apostando para valer nessa alternativa de oferecer para a juventude uma alternativa. Nós somos responsáveis por isso, e não fugiremos desta responsabilidade. APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: E agora, vamos a Fortaleza no Ceará, está transmitindo, ao vivo, a Rádio FM Dom Bosco, com Adriano Ribeiro, que participa aqui do Bom Dia, Ministro. Adriano Ribeiro, bom dia! REPÓRTER ADRIANO RIBEIRO (Rádio FM Dom Bosco / Fortaleza - CE): Nós queremos dizer que nós estamos apostando para valer nessa alternativa de oferecer para a juventude uma alternativa. Nós somos responsáveis por isso, e não fugiremos dessa responsabilidade. E agora, vamos a Fortaleza, no Ceará, está transmitindo... APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alô, Adriano Ribeiro, nos ouve nesse momento? Está transmitindo lá o programa, e nós estamos aguardando o contato aqui com o Adriano Ribeiro. Vamos aproveitar, Ministro, para falar sobre os vencedores do Prêmio Cidade Pró-Catador, o senhor fez referência a quatro cidades que foram premiadas, né, são essas as vencedoras? MINISTRO GILBERTO CARVALHO: São. Nós tivemos ontem a alegria de premiar, aliás, foi o movimento que premiou essas cidades. O quê que é, por que esse prêmio? Porque são cidades que estão conseguindo de maneira adequada, como eu já disse, fazer cumprir a lei, mas indo além do cumprimento da lei. O que a lei diz? Que até o final de 2014, isso vai ser cobrado duramente, nós teremos uma... a necessidade de acabarmos com todos os lixões no Brasil. Bem, o que significa isso? Significa que cada cidade vai ter que encontrar uma área adequada, preparar um terreno para fazer, segundo a técnica determina, em vez do lixão, um aterro sanitário. Bom, ao fazer o aterro sanitário, é ideal que vá a destinação para aquele aterro, seja do lixo orgânico, ou do material que não tem como reciclar. A ideia é que junto com o fim do lixão, você implante nas cidades a coleta seletiva. A coleta seletiva, Luciano, era vista por muita gente até agora como um ônus para uma cidade. Só que o quê que está acontecendo? Foi se aprofundando a prática do tratamento do resíduo, e foi se descobrindo que é uma grande fonte de riqueza. O lixo, o resíduo sólido reciclável é hoje disputado, porque ele é uma riqueza que vai ser vendida para a indústria e vai gerar recursos. Então, nós estamos estimulando os prefeitos que façam uma ação combinada, gastem dinheiro, de fato, na questão da constituição de um aterro sólido para o orgânico e podem ganhar dinheiro com a questão do lixo reciclável. Porque você gera um recurso através da venda desse material para a indústria, e nós estamos insistindo para que nada disso seja feito sem a participação dos catadores, porque aí você faz um trabalho ambiental, que é fundamental, com um trabalho social, dando emprego e renda para pessoas que estavam marginalizadas na sociedade. Os prefeitos que ontem foram premiados, o foram exatamente porque eles tiveram a capacidade de fazer de maneira adequada esse trabalho. Então, nós estivemos em uma cidade da Paraíba, Santa Fé, nós estivemos numa cidade do Rio Grande do Sul, que é Arroio Grande, me perdoem, depois nós estivemos numa cidade que já tem se marcado pelo bom desempenho, que é Ourinhos, no estado de São Paulo. E vou pedir para o meu auxiliar aqui me ajudar, falta uma outra cidade, Paraíba, Santa Fé, Rio Grande do Sul, Arroio Grande, São Paulo, Ourinhos, e falta uma cidade que daqui a pouco, me perdoe os ouvintes eu vou mencionar, que eu quero... que se destacaram por esse tipo de comportamento. APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Perfeito. Bom, enquanto aguardamos essa quarta cidade, o senhor se lembrar, nós temos ainda a participação de emissoras, ao vivo, aqui no Bom Dia, Ministro, e nós temos a Rádio Universidade AM da URGS, lá de Porto Alegre. É Regiane Salve que fala conosco. Alô, Regiane, bom dia! REPÓRTER REGIANE SALVE (Rádio Universidade AM URGS / Porto Alegre – RS): Bom dia, bom dia, Ministro. Em relação justamente a questão dos catadores de lixo, que tipo de trabalho que está sendo feito no sentido de profissionalizar esse trabalho? Até como falou Tião dos Santos, no filme Lixo Extraordinário, de Vik Muniz, eles não são catadores, eles são coletores de material reciclável. É um trabalho importante em termos de recurso e até para o ambiente. O que se fazer para tornar esse trabalho mais digno? MINISTRO GILBERTO CARVALHO: Regiane, bom dia a você e aos ouvintes da Rádio Universidade da nossa Federal do Rio Grande do Sul. É um prazer falar com vocês, e eu posso lhe dizer que o Rio Grande do Sul conta hoje com um forte movimento organizado dos catadores, o Rio Grande do Sul é um dos pioneiros nessa história. Eu quero aproveitar, Regiane, fazer uma homenagem ao irmão [ininteligível], o Antônio [ininteligível] que foi uma das primeiras pessoas que se dedicou ao trabalho com os catadores da periferia de Porto Alegre, na região de Viamão. E nós tivemos a alegria, justamente estando com o Tião de Santos, sabe que o Tião é lá desse grande lixão de Gramacho onde foi feito filme, e a gente pode vivenciar há 20 dias a inauguração de um galpão ao lado do velho, do antigo lixão de Gramacho, a inauguração de um galpão financiado pelo Governo Federal, em parceria com a prefeitura do Rio. Um galpão extraordinário, muito bem feito, onde você tem todo o esquema de tratamento adequado do lixo reciclável. Nós conseguimos fazer um convênio com entidades públicas federais no Rio de Janeiro, que destinam para esse galpão o seu material reciclável. E lá você tem desde a entrada com a esteira onde é feita a primeira separação, um segundo equipamento que permite uma separação mais refinada daquilo que é material aproveitável, depois as prensas onde o lixo, então, é acondicionado e já amarrado. E depois a esteira que leva esse lixo, esse material reciclável, me perdoe, para os caminhões. Então o que nós fazemos, Regiane? Nós estamos fazendo... Nós juntamente com o financiamento, nós estamos oferecendo aos catadores cursos de qualificação para gestação de cooperativa, para a gestão empresarial. Porque eu já disse aqui no programa, e quero insistir, é fundamental que eles se qualifiquem, e o resultado, Regiane, tem sido emocionante, tem sido importante. Ontem, tanto a ministra Marta como a presidenta, como todos os ministros que foram à celebração em São Paulo, e viram a chamada expocatador, e viram o desfile de moda, ficaram assustados. E a Dilma pegava no meu braço e dizia: Gilbertinho, que diferença dos anos anteriores, que evolução que as pessoas estão tendo. Porque nós estamos tendo uma coisa maravilhosa, nós estamos vendo as pessoas cada vez mais qualificadas para dirigir as cooperativas, tecnicamente uma evolução provocada na própria indústria que está correndo atrás para produzir equipamentos para essa nova cadeia produtiva, digamos no país. E ao mesmo tempo, você disse muito bem, eles cada vez mais se sentem honrados, se sentem cada vez mais orgulhosos da profissão de catadores ou de agentes ambientais, chamem como se chamem. Então, eu acho que essa é uma nova atividade importante que nós estamos realizando, e eu sinto, sinceramente, Regiane, que este é o símbolo do novo Brasil que está surgindo, em que as pessoas que foram historicamente marginalizadas, inviabilizadas na sociedade, e hoje assumem o seu lugar, assumem o seu direito, e com o pequeníssimo apoio nosso dão um salto de qualidade na sua organização e na sua vivência da dignidade. Extraordinário. Graças ao Sérgio Ali, meu assessor aqui, eu quero homenagear a cidade de Crateús, no Ceará, que junto com Arroio Grande no Rio Grande do Sul, com Santa Rita da Serra na Paraíba, e junto com..., agora me escapou a outra, Arroio Grande, Santa Fé na Paraíba, Crateús, receberam esse prêmio. Eu espero que esse prêmio seja um estímulo para todos os prefeitos do Brasil poderem de fato pôr em prática esse novo padrão de desenvolvimento sustentável em cada uma das cidades do nosso país. Muito obrigado. APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Muito obrigado Ministro Gilberto Carvalho pela sua presença pais mais uma vez aqui no programa Bom Dia Ministro. MINISTRO GILBERTO CARVALHO: Eu que agradeço, e peço desculpa pelo cansaço e omissão de alguns dados. Mas, Luciano, eu coloco a disposição de vocês, eu quero aproveitar para desejar a você, sua família, a todos os funcionários aqui da nossa querida EBC, a todos que nos acompanham nesse, um Natal muito abençoado e 2014, gente, com esperança renovada. Vale à pena apostar no ser humano, vale à pena apostar na solidariedade humana. Muito obrigado. APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Muito obrigado, Ministro. Igualmente. Estamos encerrando neste momento mais uma edição do programa Bom Dia, Ministro, que tem a coordenação e a produção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços. Eu sou Luciano Seixas e nós nos vemos em uma próxima oportunidade. Até lá.