Finalmente, Brasil conseguiu combinar estabilidade econômica com crescimento , afirma Lula

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Transcrição

' Apresentador: Olá você, em todo o Brasil. Eu sou Luiz Fara Monteiro e começa o programa de rádio do presidente Lula. Tudo bem, presidente?

Presidente: Tudo bem, Luiz.

Apresentador: Os números do PIB, o Produto Interno Bruto, que são as riquezas produzidas no país, divulgados pelo IBGE [o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], mostram uma melhora no crescimento do Brasil. Inclusive, a previsão de crescimento para este ano já está sendo revista pelos analistas de mercado. Qual é a sua avaliação, presidente, do atual momento da economia brasileira?

Presidente: Luiz, eu acredito que o povo brasileiro está acompanhando, tanto quanto eu, seja pela imprensa, seja pelos debates que têm acontecido, que nós estamos vivendo um momento bom da economia brasileira. Todos os números são positivos, todos os números demonstram que finalmente o Brasil conseguiu combinar estabilidade econômica com crescimento. Todo mundo está percebendo que nós conseguimos combinar crescimento com controle da inflação. E mais importante, todo mundo conseguiu perceber que nós estamos fazendo o crescimento das exportações e o crescimento das importações e o crescimento do mercado interno. O que me indica esse número agora de 4.3 do primeiro trimestre? Me indica que nós crescemos um pouco mais do que o último trimestre do ano passado, indica que nós temos uma possibilidade de crescimento ainda no segundo trimestre, no terceiro trimestre e no quarto trimestre. Portanto, me indica uma melhor situação para a economia brasileira, o que me deixa acreditando que a gente vai ter mais crescimento econômico, mais geração de emprego, mais distribuição de renda, mais exportação, mais importação, portanto, mais riqueza será produzida neste país para o bem de todo o povo brasileiro.

Apresentador: O senhor falou em importação e exportação, a balança comercial registrou um superávit de
48 bilhões nos últimos 12 meses, presidente. Que outros números impressionam o senhor?

Presidente: Olha, eu acho que há vários números que me impressionam. Se nós pegarmos a questão do crédito, por exemplo, que nós crescemos 21%. é importante lembrar que em 2003 o crédito estava por volta de R$ 300 bilhões e agora estamos com crédito de R$ 757 bilhões, um crescimento de 21% nos últimos 12 meses. Mas se você pegar, por exemplo, a agricultura, que nós partimos de 2 bilhões e meio, chegamos a liberar 8 bilhões e meio na safra 2006/2007 e agora estamos colocando 12 bilhões para a safra 2007/2008. E é isso que conta para fortalecer o crescimento da economia.

Apresentador: Esse é o Café com o Presidente e hoje falamos sobre o cenário econômico brasileiro. Agora, presidente, o risco-país, por exemplo, recuou para a faixa de 150 pontos, é um número favorável para o Brasil. Em relação ao aumento do investimento que cresceu mais de 7% no primeiro trimestre, isso significa confiança na economia brasileira?

Presidente: Luiz, o Brasil está vivendo um momento que nem o pior dos pessimistas brasileiros poderia, neste momento, estar pessimista. Não só porque o crescimento de investimento na indústria chegou a 7.2%, não só porque o emprego no último mês de abril cresceu 302 mil empregos, ou seja, pessoas que tiveram carteira profissional registrada, é o maior número desde que foi criado o Caged [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados], mas por tudo que se apresenta para o futuro. Ou seja, o Brasil continua aumentando a sua credibilidade internacional, internamente o Brasil continua despertando muito interesse para investimentos novos, sobretudo com a tomada de decisão do governo da criação do Programa de Aceleração da Economia, do PAC. A construção civil está vivendo um momento extraordinário, sobretudo na construção de habitação e nós vamos colocar R$ 40 bilhões nesses próximos três anos e meio para investimento e urbanização de favela e saneamento básico e tudo isso, a partir deste ano, começa a aparecer esse dinheiro na praça, começam a ser feitos os contratos com as empresas e começa a construção com a geração de emprego e com a distribuição de renda. Eu vou lhe contar dois casos. Ou seja, no ano passado, uma empresa automobilística me procurou dizendo que estava em crise e que tinha que fechar um projeto. Este ano essa empresa bateu recorde de produção. Uma outra que produz caminhão tinha mandado trabalhadores embora no ano passado e este ano contratou 600 novos empregos e as pessoas estão esperando até oito meses para comprar um caminhão. Eu posso hoje dizer ao povo brasileiro, com muita tranqüilidade, que mesmo aqueles que são pessimistas ou mesmo aqueles que querem torcer contra o governo, porque a verdade é que tem gente que gosta que as coisas não dêem certo para eles poderem dizer que têm razão, é que o Brasil vive o seu melhor momento desde que a República foi proclamada. Eu não tenho dúvida de dizer isso. Obviamente que a gente poderia estar crescendo mais, mas a gente poderia estar crescendo mais com inflação e nós vamos crescer mais sem inflação. Porque nós aprendemos que o crescimento é importante, mas tão importante quanto o crescimento é a gente fazer distribuição de renda e controlar a inflação porque, ela controlada, significa um ganho extraordinário para aqueles que vivem de salário. E eu dizia sempre: nós não vamos brincar com a economia, não tem mágica na economia, a economia significa seriedade. E tudo aquilo que precisar fazer com muita seriedade para que a economia brasileira seja mais séria, ganhe mais credibilidade, tenha mais respeitabilidade tanto externa quanto interna, nós vamos fazer.

Apresentador: Está certo, presidente. Obrigado e até a semana que vem.

Presidente: Obrigado a você, Luiz. E até o próximo programa Café com o Presidente.

Apresentador: E você pode acessar o nosso conteúdo em www.radiobras.gov.br. Um abraço para você e até
segunda-feira que vem.