01/03/17 - A Voz do Brasil

Amanhã começa o prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda. Inmetro definirá normas para carros alegóricos com objetivo de evitar acidentes. FGTS de trabalhadores falecidos podem ser resgatados por seus dependentes. Governo federal busca facilitar apadrinhamento e adoção de crianças. Tudo isso você ouviu nesta quarta-feira em A Voz do Brasil!

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Transcrição


A VOZ DO BRASIL - 01/03/2017

 

 

Apresentador Airton Medeiros: Em Brasília, 19h00.

 

Apresentadora Gláucia Gomes: Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje.

 

Airton: Boa noite.

 

Gláucia: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Airton: Quartafeira, 1º de março de 2017.

 

Gláucia: E vamos ao destaque do dia: amanhã começa o prazo para quem precisa declarar o imposto de renda.

 

Airton: E quem enviar logo no início do prazo pode receber a restituição nos primeiros lotes. Raquel Mariano.

 

Repórter Raquel Mariano: A Receita espera que 28,3 milhões de pessoas façam a declaração este ano.

 

Gláucia: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje...

 

Airton: Parentes de trabalhadores que já morreram têm direito a retirar o dinheiro do FGTS. Nós vamos explicar como.

 

Gláucia: Inmetro vai definir regras e fiscalizar rodagem de carros alegóricos no carnaval. Natália Mello.

 

Repórter Natália Mello: A ideia é evitar acidentes como os que aconteceram nos desfiles das escolas Paraíso do Tuiuti e Unidos da Tijuca, deixando 32 pessoas feridas.

 

Airton: Vamos falar ainda da proposta do governo para acelerar o processo de adoção de crianças e adolescentes no Brasil.

 

Gláucia: Na Voz do Brasil de hoje, Gláucia Gomes e Airton Medeiros.

 

Airton: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gláucia: Amanhã começa o prazo para a entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2017.

 

Airton: É, e você já está com os documentos em mãos para preencher a declaração? O programa da Receita Federal já está disponível na internet.

 

Gláucia: E o envio das declarações pode ser feito a partir das 8h00 da manhã. Lembrando que quem envia primeiro pode receber a restituição logo nos primeiros lotes.

 

Repórter Raquel Mariano: Devem fazer a declaração do imposto de renda pessoas que durante todo o ano de 2016 receberam um valor maior que R$ 28.500,00. Também devem declarar aqueles que têm alguma atividade rural com receita bruta anual de mais de R$ 142.000,00. Esse ano a Receita Federal simplificou o processo e agora só é necessário preencher um programa com os dados. Para baixar basta entrar na página da Receita Federal no endereço receita.fazenda.gov.br. O programa também tem versões para celulares e tabletes. Outra mudança é que deve ser informado o CPF dos dependentes que tenham completado 12 anos até o dia 31 de dezembro de 2016. Na hora de preencher os dados tenha em mãos o número do seu CPF e dos dependentes que tenham mais de 12 anos, o informe do imposto de renda retido na fonte que é entregue pelo seu empregador e o extrato de movimentação de conta que o banco envia. Também é preciso informar investimentos que você tenha feito por meio de financeiras. A declaração pode ser feita até às 23hs59min do dia 28 de abril. O supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir, lembra que após esse prazo quem não entregar deve pagar multa.

 

Supervisor Nacional do Imposto de Renda - Joaquim Adir: Quem não entregar estará sujeito a multa de 1% ao mês sobre o imposto devido, pode ser uma multa alta, e uma multa mínima, mesmo para quem não tem imposto a pagar, de R$ 165,74.

 

Repórter Raquel Mariano: A Receita espera que 28,3 milhões de pessoas façam a declaração este ano. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Airton: E quem está em débito com a Receita tem condições especiais para conseguir quitar a dívida.

 

Gláucia: O governo aumentou o parcelamento desses débitos para pessoas físicas e empresas: é o novo Programa de Regularização Tributária, que vai até o dia 31 de maio.

 

Repórter Mara Kenupp: O programa é um socorro para quem tem dívidas com o Fisco, como o analista de sistemas Anderson Audi. Ele tem um débito de R$ 30 mil com a Receita e negociou um parcelamento.

 

Analista de Sistemas - Anderson Audi: Ficou muito bom para o meu orçamento e eu vou conseguir quitar a minha dívida.

 

Repórter Mara Kenupp: O analista parcelou a dívida por meio do Programa de Regularização Tributária. O coordenador de cobrança da Receita, Frederico Faber, explicou que a adesão é feita pela internet e vai até 31 de maio.

 

Coordenador de Cobrança da Receita Federal - Frederico Faber: Não é preciso no caso de ações administrativas que o contribuinte venha até a unidade da Receita para apresentar isso, não. Ele vai fazer tudo pelo próprio site. Entretanto, quando se trata de uma ação judicial, aí sim o contribuinte terá que previamente, antes de 31 de maio, ir na respectiva Vara, apresentar a desistência dessa ação judicial, e essa documentação tem que ser entregue na respectiva unidade do contribuinte para que a gente então, no momento oportuno, inclua esse débito no Programa de Regularização Tributária.

 

Repórter Mara Kenupp: Nos sete primeiros dias de funcionamento do programa, seis mil contribuintes já renegociaram suas dívidas. A estimativa é arrecadar, até o final de 2017, R$ 10 bilhões. A adesão ao programa deve ser feita na página da Receita Federal na internet, no endereço receita.fazenda.gov.br. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Airton: Começa na semana que vem, dia 10 de março, o prazo para o saque de contas inativas do FGTS.

 

Gláucia: Segundo o governo, a medida deve injetar mais de R$ 40 bilhões na economia do país.

 

Airton: Os trabalhadores devem seguir um calendário de saque baseado pelo mês de nascimento.

 

Gláucia: E você sabia que parentes de trabalhadores que já morreram também têm direito a retirar o dinheiro do FGTS? O repórter José Luiz Filho explica o que deve ser feito.

 

Repórter José Luiz Filho: Para ter acesso ao dinheiro em caso de morte do trabalhador titular da conta inativa é preciso ir até uma agência da Caixa Econômica Federal e apresentar a carteira de trabalho da pessoa que faleceu, além da identidade de quem vai sacar o dinheiro. A medida vale para viúvos e viúvas, além dos herdeiros. Caso a família não tenha um inventário deixado pelo parente que morreu indicando a divisão de bens é preciso ir antes até ao INSS e solicitar a emissão de uma Declaração de Dependência Econômica e uma Declaração de Inexistência de Dependentes Preferenciais. Além disso, o INSS emite uma Declaração de Dependentes que podem receber a Pensão por Morte e que tem direito aos valores. Se os filhos do trabalhador que morreu forem menores de idade, também é necessário apresentar a identidade e o CPF deles. O dinheiro que estiver disponível para saque vai ser dividido e depositado em uma caderneta de poupança desses dependentes, que só poderão ter acesso aos valores depois de completarem 18 anos. José Luiz Filho, para a Voz do Brasil.

 

Airton: No desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, dois acidentes com carros alegóricos assustaram os foliões.

 

Gláucia: E para dar mais segurança a esses veículos que desfilam pelos carnavais em todo o país, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, o Inmetro, vai definir regras para construção dos carros.

 

>> [Música de carnaval].

 

Repórter Luana Karen: Milhares de pessoas desfilam todos os anos no sambódromo mais famoso do mundo, na Marquês de Sapucaí. Só pelo grupo especial das escolas de samba, o mais popular de todos, são cerca de 70 carros alegóricos, um dos maiores símbolos do carnaval. E para dar mais segurança aos sambistas e ao público o Inmetro vai agilizar a regulamentação desses veículos. A ideia é evitar acidentes como os que aconteceram nos desfiles das escolas paraíso do Tuiuti e Unidos da Tijuca, deixando 32 pessoas feridas. O presidente do Inmetro, Carlos Augusto de Azevedo, diz que os carros alegóricos evoluíram ao longo dos anos e por isso a necessidade da certificação.

 

Presidente do Inmetro - Carlos Augusto de Azevedo: Esses carros foram crescendo em tamanho, em extensão, em altura, em complexidade, e aí, na medida que você vai complexificando a atividade, você vai precisando de regramento. É uma atividade importante, é uma atividade nobre, em que a certificação vai trazer mais segurança e vai evitar justamente acidentes que já aconteceram no passado, sendo que infelizmente esse ano nós tivemos dois acidentes bastante graves.

 

Repórter Luana Karen: Para definir a certificação dos carros alegóricos, o Inmetro vai discutir o assunto com as escolas de samba de todo o país, ressalta Carlos Augusto de Azevedo.

 

Presidente do Inmetro - Carlos Augusto de Azevedo: A gente vai chamar agora em março todos os componentes de pessoas que podem estar envolvidos: as escolas de samba, as ligas das escolas, as prefeituras, o Denatran, e vamos fazer um painel setorial. Desse painel setorial sai um grupo de trabalho que faz a regulamentação. Pronta essa regulamentação, ela é colocada em consulta pública e depois passa a valer.

 

Repórter Natália Mello: E, além da certificação, para atestar a segurança dos carros alegóricos o Inmetro também pretende vistoriar os veículos. Reportagem, Natália Mello.

 

Gláucia: 19hs09min, em Brasília.

 

Airton: O processo de adoção de crianças e adolescentes no Brasil muitas vezes é demorado, pode durar meses ou até anos, dependendo do caso.

 

Gláucia: Mas depois de muitas discussões e de receber sugestões da própria sociedade, o governo quer mudar as regras.

 

Airton: Nós valos falar que mudanças são essas daqui a pouquinho. Fique aí.

 

Gláucia: O mercado financeiro continua otimista em relação à economia do Brasil. Pela oitava vez seguida, mais de 100 analistas e economistas ouvidos pelo Banco Central reduziram a previsão de inflação deste ano.

 

Airton: Agora a estimativa da inflação para 2017 é de 4,36%, ficando mais uma vez abaixo do centro da meta do governo, que é de 4,5%.

 

Gláucia: Com inflação menor, a taxa básica de juros da economia, a Selic, também foi reduzido pelo Banco Central do mês passado, de 13% para 12, 25% ao ano.

 

Airton: Os economistas e analistas ouvidos mantiveram a estimativa de crescimento do PIB, que é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país. Para 2017, o PIB deve crescer 0,48%.

 

Gláucia: As expectativas do mercado financeiro fazem parte do Boletim Focus, divulgado toda semana pelo Banco Central.

 

>> [Barulho de Fogo].

 

Airton: O período da seca está chegando: começa em abril e vai até novembro.

 

Gláucia: E o Ministério do Meio Ambiente já deu o primeiro passo para ajudar as regiões que mais sofrem com incêndios florestais nessa época do ano.

 

Airton: Foram publicadas no Diário Oficial as datas e estados em que vai ser declarado Estado de Emergência Ambiental.

 

Gláucia: Essa medida torna possível a contratação dos brigadistas, que são os profissionais que ajudam a prevenir e combater os focos de incêndio.

 

Airton: Mas, mesmo com esse reforço, cada cidadão tem que fazer a sua parte. E a dica é simples: não brincar com fogo nem grande nem pequeno. Vamos ouvir na reportagem de Beatriz Amiden.

 

Repórter Beatriz Amiden: Todos os anos, entre os meses de abril e novembro, o governo decreta Estado de Emergência Ambiental em muitas regiões do país. Por causa da estiagem do período, estados como o Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro e algumas localidades da Bahia, Piauí, Maranhão, Minas Gerais e Mato Grosso ficam em estado de alerta devido ao aumento dos incêndios florestais. Quem explica é Gabriel Zacharias, do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, o PrevFogo.

 

Funcionário do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais - Gabriel Zacharias: A partir desta portaria o Ibama tem autorização, via Ministério do Planejamento, para que faça o procedimento de contratação dos brigadistas. Então, a portaria de emergência é o primeiro passo para que a gente possa fazer os trabalhos de prevenção e combate aos incêndios florestais nas áreas prioritárias para o governo federal.

 

Repórter Beatriz Amiden: De acordo com o Corpo de Bombeiros, a maioria dos incêndios florestais é causado por ações humanas, como a utilização do fogo para queimar o lixo ou limpar terrenos, e é justamente por isso que para preservar o meio ambiente o mais importante é a colaboração da população, como explica o tenente do Corpo de Bombeiros de Brasília, João Henrique.

 

Tenente do Corpo de Bombeiros de Brasília - João Henrique: A gente pede que a população, né, possa sempre estar em alerta, não subestimar os pequenos focos de incêndio, porque todo incêndio grande tem uma origem e essa origem é sempre pequena, reduzida, principalmente no período crítico, aonde a gente tem a influência de ventos muito fortes.

 

Repórter Beatriz Amiden: Em caso de incêndio, mesmo que seja de pequenas proporções, é preciso falar com os Bombeiros pelo telefone 193. Reportagem, Beatriz Amiden.

 

>> "Ciência e Tecnologia. Fique por dentro".

 

Gláucia: A cada dia a tecnologia surpreende: casas automatizadas, relógios que monitoram o ritmo cardíaco, compras no mundo todo com alguns toques no celular.

 

Airton: É, e essa revolução tecnológica tem um nome: internet das coisas.

 

Gláucia: O governo acredita no potencial do Brasil para desenvolver esse setor e melhorar os serviços públicos, a competitividade da economia brasileira e a qualidade de vida das pessoas.

 

Airton: Para isso, assinou nesta semana um memorando para trocar experiências com os europeus e trabalhar em projetos reais, e, assim, alcançar progressos na área.

 

Repórter Luana Karen: O futuro chegou e pode não ser tão incrível quanto o desenho animado Os Jetsons, que teve o primeiro episódio exibido há quase 50 anos e trazia na abertura carros voadores. Mas já é possível fazer exercícios com um professor que está a quilômetros de distância. Também dá para pedir comida a uma máquina e andar em esteiras que encurtam o caminho. A internet conectou o mundo e o desafio agora é integrar as tecnologias. Há cinco anos, o empresário Ronaldo Fernandes põe em prática os sonhos de quem quer ter uma casa conectada: iluminação, ar-condicionado, som, tudo pode ser controlado à distância.

 

Empresário - Ronaldo Fernandes: A automação é um dos segmentos que tem mais crescente, né? Cresce em média 300% ao ano.

 

Repórter Luana Karen: A rede de objetos que se comunicam e interagem de forma autônoma via internet recebe o nome de "internet das coisas". E você pode estar fazendo parte dessa revolução sem ter notado. O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, fala dos usos da internet das coisas.

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: Nos ajuda na nossa rotina diária. Nós já temos hoje condições de remotamente os médicos e pacientes de diabetes, eles estarem acompanhando a quantidade de açúcar no sangue para monitorar o paciente através da internet.

 

Repórter Luana Karen: O governo quer expandir as conexões máquina a máquina e por isso fez uma consulta pública, para montar um plano nacional com diretrizes e medidas capazes de impulsionar a internet das coisas no país. A consulta terminou no início de fevereiro e recebeu mais de duas mil contribuições que estão sendo agora avaliadas. A previsão é que o plano seja apresentado em setembro e torne possível avanços até para o serviço público. É o que explica Talles Marçal, coordenadorgeral de Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

 

CoordenadorGeral de Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Talles Marçal: Para a sociedade a gente vai ter um ganho de tempo para as pessoas, né? Para o governo público, na gestão do seu serviço que está sendo prestado você vai ter também um ganho de eficiência.

 

Repórter Luana Karen: Há no Brasil cerca de 20 milhões de conexões máquina a máquina. A previsão é que o número salte para 42 milhões em 2020. Reportagem, Luana Karen.

 

Gláucia: A adoção de crianças e adolescentes é um procedimento lento na maioria das vezes.

 

Airton: Para acelerar esse processo, que frustra tanto pais e filhos, o Ministério da Justiça elaborou um projeto que muda alguns termos do ECA, o Estatuto da Criança e do Adolescente.

 

Gláucia: A proposta quer estabelecer pela primeira vez o prazo máximo de oito meses para qualquer processo de adoção.

 

Airton: As mudanças criam também a figura do padrinho afetivo, já que existe em projetos estaduais, mas não está na lei federal.

 

Gláucia: Para começar a valer as mudanças ainda precisam de aprovação do Congresso Nacional.

 

Repórter Gabriela Noronha: Doar tempo, carinho e amor. Esse era o objetivo dos brasilienses Marina Grecco e Welton Rezende quando entraram no Programa de Apadrinhamento Afetivo da Instituição Aconchego, no Distrito Federal. Pelo programa, conheceram Juliana.

 

>> [Música].

 

Repórter Gabriela Noronha: A adolescente de 13 anos mora em um abrigo e conta que desde então o casal participa da sua vida.

 

Menor Abrigada - Juliana: Eu quero continuar com eles dois porque eles são importantes, eles me ajudam, perguntam da escola, perguntam como é que eu estou. Todo santo dia a gente conversa. Tipo família mesmo.

 

Repórter Gabriela Noronha: O apadrinhamento afetivo é voltado a crianças e adolescentes com mais dificuldade em serem adotados. Não há obrigação jurídica. A madrinha Marina explica que é uma grande responsabilidade, mas que tudo compensa.

 

Madrinha Afetiva - Marina Grecco: É uma pessoa que está crescendo, ela está em formação, e ajudála nisso é muito responsabilidade. É maravilhoso, mas é muita responsabilidade.

 

Repórter Gabriela Noronha: Welton concorda com a namorada.

 

Padrinho Afetivo - Welton Rezende: O programa é bem importante por isso, você pode ajudar a preparar criança para quando ela completar os 18 anos, ela possa ter condição de arrumar um emprego, poder arrumar uma casa, se alimentar e viver sozinha.

 

Repórter Gabriela Noronha: Em 2016, só aqui no Distrito Federal, mais de 70 pessoas se inscreveram para serem padrinhos, e o governo federal quer incentivar mais pessoas em todo o país. O Ministério da Justiça divulgou uma proposta de projeto de lei para padronizar o apadrinhamento afetivo e incluir no Estatuto da Criança e do Adolescente. Para Maria da Penha Oliveira Silva, coordenadora do Programa de Apadrinhamento Afetivo da Instituição Aconchego, a padronização vai ser positiva para as instituições.

 

Coordenadora do Programa de Apadrinhamento Afetivo da Instituição Aconchego - Maria da Penha Oliveira Silva: Se está na lei, as pessoas que fazem esse programa provavelmente vão buscar melhorar os seus programas.

 

Repórter Gabriela Noronha: O governo federal pretende ainda facilitar a entrega voluntária de crianças para adoção com atendimento psicológico à gestante. É o que explica Clarice Oliveira, diretora da Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça.

 

Diretora da Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça - Clarice Oliveira: O mais importante é a gente entender que a criança tem um direito à família, né, que o Estado brasileiro precisa atuar para que esse direito seja de fato concretizado.

 

Repórter Gabriela Noronha: A proposta quer também diminuir os obstáculos para a adoção no Brasil, com a criação de um prazo único para a conclusão do processo de até quatro meses, prorrogáveis por mais quatro. A proposta de lei ainda vai ser encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gláucia: 19hs20min, em Brasília.

 

Airton: A osteoartrose é uma doença sem cura que desgasta as cartilagens e provoca muitas dores. Pode até comprometer os movimentos das pernas e braços.

 

Gláucia: Em alguns casos a recomendação é uma cirurgia para a colocação de prótese, mas o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, no Rio de Janeiro, tem conseguido evitar as operações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

 

Airton: O tratamento por lá é de graça, todo feito pelo Sistema Único de Saúde.

 

Repórter Natália Mello: A cozinheira Valciméia Macedo é paciente do Into, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia no Rio de Janeiro. Ela conta que sofre de artrose, doença que desgasta as cartilagens dos ossos.

 

Cozinheira - Valciméia Macedo: Eu sinto muita dor, dor mesmo. Nesse lado aqui todinho, desde a ponta do pé até a cabeça.

 

Repórter Natália Mello: D. Valciméia acredita que a colocação de uma prótese é a única solução para acabar com a dor, mas a cirurgia não é a única opção. Um programa criado em 2014 no Into quer conscientizar as pessoas de que em alguns casos a operação no joelho pode esperar. De acordo com o coordenador do projeto, o ortopedista Eduardo Branco, o chamado tratamento conservador previne a realização precoce de cirurgias no joelho e diminui, assim, o risco de complicações.

 

Ortopedista - Eduardo Branco: Além de eu melhorar a qualidade de vida daquela pessoa que fica sem dor e consegue fazer as suas atividades do dia a dia que estavam comprometidos, eu consigo postergar uma cirurgia que não é isenta de riscos.

 

Repórter Natália Mello: O ortopedista lembra que a preocupação maior é com os jovens.

 

Ortopedista - Eduardo Branco: Uma prótese dessa, após a colocação, dura em média de 10 a 15 anos. E se essa prótese é colocada num paciente mais jovem, como é um paciente que uma demanda de movimento, de trabalho, de dia a dia mais pesada, essa prótese pode gastar ainda mais rápido.

 

Repórter Natália Mello: D. Helena Souza sofria há anos com dores no joelho, até iniciar o tratamento no instituto. Agora, fazer uma cirurgia está longe dos planos da aposentada.

 

Aposentada - Helena Souza: A cirurgia é a última hipótese, né? Seria a minha última opção da vida.

 

Repórter Natália Mello: Dados do Ministério da Saúde mostram que cerca de 15 milhões de brasileiros sofrem de artrose. O valor de uma primeira prótese é de R$ 20 mil, mas com a instituição o custo vai para R$ 50 mil. Só em 2016, o Into realizou mais de 1.600 cirurgias de joelho. Reportagem, Natália Mello.

 

Gláucia: Os produtores de municípios do Ceará vão garantir a venda da produção por meio do Programa de Aquisição de Alimentos, o PAA.

 

Airton: São mais de 1.100 famílias cearenses que entraram num programa realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário. Natália Koslyk.

 

Repórter Natália Koslyk: Oito milhões de reais vão ser investidos na compra de 1.200 toneladas de alimentos produzidos por agricultores familiares de 16 municípios cearenses. O dinheiro vai pagar 35 novos projetos que serão executados ao longo deste ano por mais de 1.100 famílias de pequenos produtores vinculados a cooperativas e associações. Entre os produtos que serão fornecidos estão: carne bovina, suína, galinha caipira, queijo, mel de abelha, hortaliças, feijão, arroz, peixe e poupa de frutas. A compra dos produtos será feita pelo Programa de Aquisição de Alimentos. Todos os produtos vão ser distribuídos para complementar a alimentação de milhares de pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional em cidades cearenses. Natália Koslyk, para a Voz do Brasil.

 

Gláucia: A partir de hoje, o percentual obrigatório de biodiesel no óleo diesel passa para 8%. O aumento foi publicado no Diário Oficial da União.

 

Airton: Nos próximos anos as composições continuam a ser elevadas: para 9% em 2018 e 10% em 2019. Os novos percentuais de adição do biodiesel colocam o Brasil em destaque no mercado internacional do produto.

 

Gláucia: Essas foram as notícias do governo federal.

 

Airton: Uma realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gláucia: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Airton: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, a notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Gláucia: Boa noite para você e até amanhã.