01 06 2017 - A Voz do Brasil

E vamos ao destaque do dia: Economia do Brasil cresce, depois de dois anos da maior recessão da história. Presidente Michel Temer fala com exclusividade para A Voz do Brasil e comemora a retomada do crescimento. Saldo da balança comercial continua batendo recordes. Termina hoje o prazo para inscrições no SISU. São mais de 50 mil vagas em universidades federais.

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Transcrição

A Voz do Brasil - 01/06/2017

 

Apresentador Aírton Medeiros: Em Brasília, 19 horas.

 
 "Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje." 
 
 

Aírton: Olá, boa noite.


 Apresentadora Gláucia Gomes: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país. 

 

Aírton: Quinta-feira, 1 de junho de 2017.

 

Gláucia: E vamos ao destaque do dia. Economia do Brasil cresce depois de dois anos da maior recessão da história.

 

Aírton: E presidente Michel Temer fala com exclusividade para a Voz do Brasil e comemora a retomada do crescimento.

 

Presidente Michel Temer: A tendência é de melhorar a vida do brasileiro, porque na verdade os preços ficam mais em conta, a confiança do Brasil cresce, isso gera empregos. Isso é que significa ter um PIB elevado, ou seja, um Produto Interno Bruto elevado. Por isso que nós temos motivo neste momento para comemorar.

 

Gláucia: O setor da economia foi o que mais alavancou os números. Paulo La Salvia.

 

Repórter Paulo La Salvia: A Agropecuária foi o setor responsável por puxar a recuperação da economia brasileira nos três primeiros meses deste ano.

 

Aírton: E as exportações também ajudam nesse crescimento, já que o saldo da balança comercial continua batendo recordes. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: Medidas tomadas pelo governo também têm facilitado a vida das empresas que querem conquistar o mercado exterior.

 

Gláucia: E você ainda vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Aírton: Daqui a pouco termina o prazo para inscrições no Sisu. São mais de 50 mil vagas em universidades federais. 

 

Gláucia: E vamos falar também sobre o novo aplicativo que será lançado pelo Ministério da Saúde.

 

Aírton: A Voz do Brasil de hoje na apresentação de Gláucia Gomes e Aírton Medeiros.

 

Gláucia: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Aírton: As reformas adotadas pelo governo desde o ano passado já dão resultados.

 

Gláucia: Controle nos gastos, queda na inflação e juros menores, e agora a volta do crescimento econômico.

 

Aírton: Depois de dois anos na maior recessão da história do Brasil, o PIB, que é o Produto Interno Bruto, cresceu 1% entre janeiro e março desse ano, se comparado aos últimos três meses do ano passado.

 

Gláucia: E o presidente Michel Temer falou com exclusividade para os ouvintes da Voz do Brasil. Ele explica porque esses números devem ser comemorados pela população.

 

Presidente Michel Temer: Eu queria dizer aos ouvintes da Voz do Brasil, digamos, rememorar o que é o PIB, né? O PIB é o Produto Interno Bruto, que significa a soma das riquezas nacionais. Qual é a vantagem quando o índice do PIB aumenta, portanto aumentam as riquezas nacionais? A tendência é de melhorar a vida do brasileiro, porque na verdade os preços ficam mais em conta, a confiança do Brasil cresce, isso gera empregos. Isso é que significa ter um PIB elevado, ou seja, um Produto Interno Bruto elevado. Por isso que nós temos motivo neste momento para comemorar. Vocês sabem, ouvintes da Voz do Brasil, vocês que estão me ouvindo, que o país acaba de sair da pior recessão dos últimos tempos. E agora, com crescimento de 1%, ou seja, volto a dizer, cresceram as riquezas que o país produz. Mas também devo dizer que, na verdade, nós tínhamos um PIB negativo no ano passado de 2,5%. Então, quando você pega 2,5% negativo mais 1% positivo, significa que as riquezas nacionais cresceram 3,5%, portanto, é motivo para comemorar. Foram dois anos de queda do PIB no Brasil, com gravíssimo impacto na economia. Então eu quero dizer a você, que está nos ouvindo neste momento, que essa alta, depois de oito trimestres que não havia nenhum crescimento do Produto Interno Bruto, traz mais confiança para novos investimentos e reforça a importância das medidas adotadas pelo governo para recuperação da economia e para gerar oportunidades mais dignas de vida aos brasileiros, entre as quais o emprego. Você sabe que nós temos muitos desempregados, e tudo isso que nós falamos a respeito do Produto Interno Bruto é para permitir a geração de empregos, é para isso que o nosso governo trabalha.

 

Aírton: E os dados divulgados revelam que grande parte desse crescimento do PIB veio do campo. O repórter Paulo La Salvia foi atrás das explicações para esse aumento e conta agora pra gente. 

 

Repórter Paulo La Salvia: A riqueza que vem do campo. A agropecuária foi o setor responsável por puxar a recuperação da economia brasileira nos três primeiros meses deste ano. Em relação ao último trimestre do ano passado, o aumento foi de 1%. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, explica o resultado.

 

Ministro da Agricultura - Blairo Maggi: São fretes maiores, são consumo de combustíveis, de pneus, pessoas empregadas, serviços, então indiretamente a agricultura impulsiona a economia, porque tem um volume maior de produção.

 

Repórter Paulo La Salvia: O coordenador do Núcleo de Economia da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Ricardo Conchon, afirma que este foi o maior crescimento do setor em 20 anos.

 

Coordenador do Núcleo de Economia - Ricardo Conchon: Ou seja, é um resultado bastante expressivo, muito por conta da boa safra que foi colhida nesse primeiro trimestre de 2017. Os destaques de produção foram crescimentos na ordem de 47% na produção de milho, pra quase 18% pra produção de soja e 14% pra produção de arroz.

 

Repórter Paulo La Salvia: Os 1.400 associados da Cooperativa Regional de Campos Novos dão vida às estatísticas do setor. Eles cultivam a terra em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul e vão colher 10% a mais do que no ano passado, cerca de 700 mil toneladas de soja e milho. O vice-presidente da Copercampos, Cláudio Hartmann, justifica o aumento da produção.

 

Vice-presidente da Copercampos - Cláudio Hartmann: Além do clima, que é o principal fator, na nossa região aqui está se fazendo muita agricultura de precisão, está se corrigindo a terra, tendo mais tecnologia, pra que a gente obtenha então um resultado maior em produtividade, na mesma área.

 

Repórter Paulo La Salvia: Com o resultado deste trimestre, o PIB, que é o conjunto de bens, serviços e riquezas produzidos pelo país, saiu do vermelho dos últimos dois anos. Em termos técnicos, a recessão do passado já pode ser vista pelo retrovisor. Foi isso que defendeu o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: O Brasil, de fato, retornou à rota de crescimento e já criou empregos no mês de abril, quer dizer, depois, no início do segundo trimestre. Em resumo, o país está forte, o país está crescendo, o que mostra que nós estamos na direção certa, nós estamos na direção correta, fazendo as reformas que o Brasil precisa, equilibrar as contas públicas, controlar a inflação que está caindo, o poder de compra da população já aumentando. Portanto, tudo isso faz com que o Brasil esteja na rota certa, com todas as condições pra continuar a crescer. E isso é que é o importante para todos os brasileiros.

 

Repórter Paulo La Salvia: Além da agricultura, outro setor de destaque foi a indústria, que teve uma ampliação de 0,9%. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Gláucia: E o comércio exterior também foi um dos responsáveis pelo crescimento da economia.

 

Aírton: Em maio, as exportações superaram as importações em mais de US$ 7,6 bilhões. 

 

Gláucia: É o maior resultado positivo da balança comercial para um único mês em quase 30 anos.

 

Repórter Luana Karen: A trajetória da balança comercial brasileira segue batendo recordes. As exportações brasileiras chegaram a US$ 19,8 bilhões em maio. Já as importações ficaram em US$ 12,1 bilhões. Com isso, o saldo positivo foi recorde de mais de US$ 7.660.000.000, valor quase 20% maior que o registrado em maio do ano passado. O diretor de estatística e apoio à exportação, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Herlon Brandão, explica os motivos desse resultado.

 

Diretor de estatística e apoio à exportação - Herlom Brandão: Safra agrícola recorde, demanda aquecida pelos bens brasileiros e preços favoráveis no mercado internacional, principalmente petróleo, minério de ferro e soja. 

 

Repórter Luana Karen: Além desses fatores, medidas tomadas pelo governo também têm facilitado a vida das empresas que querem conquistar o mercado exterior. É o que diz Herlon Brandão, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

 

Diretor de estatística e apoio à exportação - Herlom Brandão: Um deles é o portal único de comércio exterior, e tem ocorrido sucessivas melhorias nesse ambiente, facilitação de comércio, e há também programas de incentivo às empresas, à inserção de micro e pequenas empresas, como o Plano Nacional da Cultura Exportadora.

 

Repórter Luana Karen: E quanto mais vende lá pra fora, mais o Brasil gera empregos aqui dentro. O professor de economia Nilton Braga explica.

 

Professor - Nilton Braga: Quando nós estamos conseguindo fazer um maior volume de exportação, significa que é necessário aumentar a produção, e para aumentar a produção eu vou gerar também mais emprego. E mais pessoas trabalhando significa também que a renda que circula na economia também aumenta.

 

Repórter Luana Karen: A empresária Débora Sayonara, de Natal, no Rio Grande do Norte, sabe da importância de exportar. Ela é diretora de uma empresa de moda praia, que há 18 anos vende os produtos pra outros países, como França, Itália e Estados Unidos. Débora conta que as exportações ajudaram os negócios nesse momento de dificuldades na economia.

 

Empresária - Débora Sayonara: Tem ajudado. Ela não cresceu, porém estabilizou, e nos garante manter pelo menos 20% do nosso grupo de trabalho.

 

Repórter Luana Karen: No acumulado dos cinco primeiros meses de 2017, a balança também pendeu para o lado brasileiro. O superávit passou dos US$ 29 bilhões, também o melhor resultado para o período desde 1989. Entre os produtos que o Brasil mais exporta estão soja em grão, petróleo bruto, celulose e veículos de carga. China, Estados Unidos e Argentina são os principais destinos das exportações brasileiras. Reportagem, Luana Karen.

 

Aírton: E atenção você que quer tentar uma vaga para estudar em uma universidade pública. Termina daqui a pouco o prazo para se inscrever no Sistema de Seleção Unificada, o Sisu.

 

Gláucia: O sistema é a ferramenta do Ministério da Educação onde as universidades federais e estaduais oferecem vagas a candidatos participantes do Enem.

 

Repórter Bruno Romeu: Os estudantes interessados na segunda edição do Sisu 2017 têm até as 23h59 desta quinta-feira, 1 de junho. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo portal do programa no endereço sisu.mec.gov.br. É por meio do Sisu que as instituições públicas de educação superior oferecem vagas a candidatos participantes do Enem. O resultado será divulgado no dia 5 de junho, em chamada única. Para acessar o portal, o candidato deve utilizar o número de inscrição e senha de cadastro do Enem 2016 e lá ele poderá escolher até duas opções de vagas por ordem de preferência, sendo possível alterar estas escolhas somente até o final dessa quinta. Este ano, são oferecidas pelo Sisu 51.913 vagas em 1.462 cursos de 63 instituições de ensino, entre universidades federais e estaduais, institutos federais e instituições estaduais. Também nesta quinta-feira será aberta a lista de espera, que permanecerá disponível até 19 de junho. Do Ministério da Educação, Bruno Romeu.

 

Aírton: E foi prorrogado para 16 de junho o prazo para renovação de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies, referente ao primeiro semestre deste ano.

 

Gláucia: O prazo, que terminaria ontem, foi estendido, para que nenhum candidato seja prejudicado.

 

Aírton: O Fies financia a juros mais baixos a mensalidade de alunos de cursos de graduação em faculdades particulares.

 

Repórter Cleide Lopes: Nesses 16 anos, o programa já beneficiou mais de 2 milhões de estudantes em todo o país. John Matos, de 21 anos, morador de Brasília, é um deles. O estudante está cursando o 7º semestre de jornalismo, e desde o início do curso fez a opção pelo financiamento. E sabe muito bem a importância disso para a sua formação.

 

Estudante - John Matos: Eu talvez tivesse que optar por uma faculdade que não tivesse tanto reconhecimento e que não me desse um ensino bom, para poder entrar no ensino superior.

 

Repórter Cleide Lopes: Para dar mais oportunidades aos alunos, o Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação, o FNDE, prorrogou o prazo para renovação semestral dos contratos de financiamento estudantil, como explica o diretor de gestão de fundos e benefícios do FNDE, Pedro Pedrosa.

 

Diretor de gestão de fundos e benefícios - Pedro Pedrosa: Quando a gente dá esse prazo adicional de um mês, a gente garante que eles vão conseguir fazer esse aditamento. A gente viu que o número não estava chegando muito perto da média histórica dos últimos anos, então a gente decidiu prorrogar por mais um mês, até o dia 31 agora de maio.

 

Repórter Cleide Lopes: A expectativa do FNDE é de que 1,2 milhão de estudantes consiga o financiamento este ano. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Gláucia: 19h14 em Brasília.

 

Aírton: O Brasil enviou hoje sua última tropa para o Haiti.

 

Gláucia: E daqui a pouco vamos falar de novas missões que as Forças Armadas Brasileiras devem integrar em breve.

 

"Momento Social"

 

Aírton: O Momento Social de hoje vai esclarecer a dúvida da Valdinere, moradora de Niterói, lá no Rio de Janeiro.

 

Gláucia: A auxiliar de limpeza é beneficiária do Bolsa Família. Ela ficou sabendo que o governo lançou uma ferramenta chamada Consulta Cidadão.

 

Aírton: A Valdinere quer saber pra que ela serve. O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, é quem explica.

 

Auxiliar de limpeza - Valdinere Moreira de Jesus: Olá, ministro. Aqui é a Valdinere Moreira de Jesus. Moro em Niterói, Rio de Janeiro. E eu gostaria de tirar a dúvida o que significa Consulta Cidadão.

 

Ministro do Desenvolvimento Social e Agrário - Osmar Terra: Valdinere, a Consulta Cidadão é uma ferramenta que facilita o acesso aos dados das famílias inscritas no Cadastro Único, pros programas sociais do Governo Federal. Você sabe que esses programas tem o Bolsa Família, tem o Minha Casa Minha Vida, com subsídios, né? Tem subsídio pra taxa de iluminação pública, tudo isso pras famílias que estão no Cadastro Único. Os beneficiários do Bolsa Família, por exemplo, podem ter acesso pela internet ao NIS, que é o Número de Identificação Social de cada integrante da família. Também é possível ver a faixa de renda, a composição familiar e se as informações estão atualizadas. Ao final da consulta, o resumo desses dados pode ser impresso e serve também como comprovante, para que o cidadão se inscreva, por exemplo, em programas sociais ofertados por estados e municípios. O endereço da página Consulta Cidadão é o www.mds.gov.br/consultacidadao.

 

Gláucia: Dúvida respondida. E se você também tem alguma pergunta sobre ações e programas sociais do governo, manda pra gente.

 

Aírton: Pode ser por e-mail, no endereço voz@ebc.com.br. Tem também o nosso Facebook: facebook.com/bolsafamilia.

 

Gláucia: A sua pergunta vai ser respondida aqui na Voz do Brasil, sempre na quinta-feira. Participe com a gente.

 

Aírton: Nos próximos dias um novo aplicativo vai fornecer individualmente informações de saúde pra toda a população.

 

Gláucia: Isso quer dizer que qualquer pessoa vai poder consultar dados do Cartão Nacional de Saúde, lista de medicamentos retirados nas unidades de saúde, cartão de vacinação e lista de exames realizados.

 

Repórter José Luís Filho: Com a digitalização de processos, como a compra de remédios e equipamentos, o Ministério da Saúde economizou no último ano R$ 3,2 bilhões. E agora o novo passo vai ser dado para aliar a tecnologia à saúde. O ministério vai lançar um aplicativo em parceria com a Google. O e-Saúde vai permitir a 170 milhões de brasileiros ter acesso online a serviços e informações de saúde de uso pessoal e restrito, como dados do Cartão Nacional de Saúde, lista de medicamentos retirados nas unidades de saúde, acompanhamento do cartão de vacinação e exames realizados, como explica o ministro da Saúde.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: O papel do novo aplicativo vai ser justamente conectar as pessoas com o SUS ou explicar a eles, dar informação do serviço, do seu lugar na fila, das oportunidades, da disposição dos serviços, onde está o serviço de saúde mais próximo, que ele possa encontrar uma solução para o problema que apresenta. Então, isso vai ser uma interação importante para o cidadão, em especial porque, a cada serviço prestado pelo SUS, ele vai avaliar o serviço.

 

Repórter José Luís Filho: Estudos do Ministério da Saúde mostram que o uso da tecnologia na gestão do dinheiro e do trabalho do SUS pode aumentar em 30% os atendimentos da atenção básica e em até 70% os de alta complexidade. Reportagem, José Luís Filho.

 

Aírton: E tem mais. Com o aplicativo, qualquer pessoa também vai fazer denúncias online.

 

Gláucia: Se você tem alguma denúncia, já pode fazer por meio da Ouvidoria do SUS, ligando de graça para o número 136.

 

Aírton: A crise política na Venezuela foi tema de uma reunião nos Estados Unidos, que teve representantes dos países que fazem parte da OEA, a Organização dos Estados Americanos.

 

Gláucia: A OEA conta com 35 países das Américas e é considerada o principal fórum político, jurídico e social do continente.

 

Aírton: Quem representa o Brasil é o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes. A nossa correspondente, Paola de Orte, acompanha e tem as informações.

 

Repórter Paola de Orte: Depois de não conseguirem chegar a um consenso sobre a situação venezuelana, que sofre uma crise política, os países da OEA, a Organização dos Estados Americanos, decidiram colocar um novo prazo para alcançar um acordo. No mês passado, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convocou uma assembleia nacional constituinte para redigir uma nova constituição, o que provocou protestos por todo o país. O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, demonstrou otimismo com o debate.

 

Ministro das Relações Exteriores - Aloysio Nunes: Muitos países caminham para apoiar firmemente esse rechaço a um processo constituinte, que não vai resolver nada, só vai agravar a situação.

 

Repórter Paola de Orte: Nesta quinta-feira, Aloysio Nunes se reuniu com o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, e conversou sobre a possibilidade de enviar uma missão da organização para acompanhar as próximas eleições no Brasil. Almagro afirmou que as instituições no Brasil estão funcionando e que os poderes continuam mantendo a independência.

 

Secretário-geral da OEA - Luis Almagro: [pronunciamento em outro idioma]

 

Repórter Paola de Orte: O ministro Aloysio Nunes também demonstrou confiança nas instituições brasileiras. O ministro afirmou que partidos da base aliada no Congresso estão firmes no objetivo de aprovar as reformas propostas pelo governo.

 

Ministro das Relações Exteriores - Aloysio Nunes: O PSDB está no governo, o PSDB é cioso dos seus compromissos e o compromisso que o presidente assumiu conosco ao nos convidar para integrar o governo, o compromisso de apoiarmos as reformas em curso.

 

Repórter Paola de Orte: O ministro Aloysio Nunes se reúne nessa sexta-feira com o secretário de estado norte-americano Rex Tillerson. Os dois vão discutir propostas brasileiras para investimentos em diversas áreas, como comércio, energia, agricultura e saúde. De Washington, nos Estados Unidos, Paola de Orte.

 

Gláucia: O Brasil enviou hoje sua última tropa para o Haiti.

 

Aírton: 970 militares estão viajando para finalizar a missão de paz das Nações Unidas para estabilização do país.

 

Gláucia: A saída definitiva do Haiti começa no dia 31 de agosto e termina em outubro.

 

Aírton: É, mas o sucesso da missão brasileira por lá rendeu novos convites para que as Forças Armadas possam agora integrar uma nova missão de paz, desta vez na África.

 

Repórter Natália Koslik: O Coronel Ricardo Bezerra partiu para o Haiti em dezembro de 2015, para comandar uma tropa de quase mil militares. Foram quatro meses de treinamento para a missão, manter um ambiente seguro e estável na área mais sensível do país, a capital Porto Príncipe. Eles atuaram na segurança de civis, na qualificação da polícia haitiana e na reconstrução da nação. Ainda são muitas memórias e um orgulho imenso.

 

Coronel - Ricardo Bezerra: Uma comunidade onde morriam um, dois por dia, depois que a gente atuou, que parou, em três meses acho que só teve um morto. Então várias vidas foram poupadas nesse período, né? Então a gente se sentia muito satisfeito de, de alguma forma, estar contribuindo para aquele povo haitiano, e para que ele pudesse se reestruturar, pra que pudesse caminhar com as próprias pernas. A gente volta pro nosso país cheio de orgulho e muito satisfeito de ter colocado um tijolo na história de um país amigo como o Haiti.

 

Repórter Natália Koslik: As Forças Armadas enviaram a última tropa de brasileiros para o Haiti nesta quinta-feira. 970 militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica partiram para o país, marcando o encerramento de 13 anos de história. A missão foi iniciada em 2004, quando o governo brasileiro foi convidado pela Organização das Nações Unidas para liderar as Forças Internacionais na promoção da paz no país caribenho. A missão foi considerada um sucesso, como comemora o Ministro da Defesa Raul Jungmann.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Não só cumpriu exemplarmente, como conquistou o respeito do mundo. Encontrou um país devastado pela guerra civil, deixa um país estabilizado, com um novo governo. E sobretudo teve a capacidade de conquistar o respeito e o afeto da população haitiana. 

 

Repórter Natália Koslik: A retirada das tropas do Haiti foi decidida em abril deste ano pelo Conselho das Nações Unidas, e mesmo antes do fim o Brasil já tem 13 convites para integrar novas missões de paz. O próximo desafio deve ser na África, como antecipa o ministro Raul Jungmann.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Será muito provavelmente na África, e na África, um dos três locais que desponta como a maior possibilidade, mas que não é definitivo, é a República Centro-Africana.

 

Repórter Natália Koslik: Desde o início da missão, mais de 35 mil militares brasileiros passaram pelo Haiti. A previsão é de que até outubro a última tropa de brasileiros já tenha regressado para o país. Reportagem, Natália Koslik.

 

Gláucia: Em comunicado conjunto, os ministérios das Relações Exteriores e do Meio Ambiente afirmam que o governo recebeu com profunda preocupação e decepção o anúncio de que o governo norte-americano pretende retirar-se do Acordo de Paris. 

 

Aírton: Os ministérios reiteram que o Brasil continua comprometido com o esforço global de combate à mudança do clima e com a implementação do acordo assinado por vários países.

 

Gláucia: Essas foram as notícias do Governo Federal. 
 
 

Aírton: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gláucia: Com produção da Empresa Brasil de comunicação.

 

Aírton: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. E tenha uma boa noite.

 

Gláucia: Boa noite pra você e até amanhã.