01 DE AGOSTO DE 2017

Destaques da Voz do Brasil: 11 novos cursos de medicina vão começar a funcionar em cidades do interior. Para o presidente Michel Temer um reforço no atendimento a população que mais precisa. Terra Legal amplia acesso a títulos com nova lei de regularização fundiária no campo. INSS convoca beneficiários para revisão do auxílio doença e aposentadoria por invalidez.

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Transcrição


A Voz do Brasil - 1/08/2017

 

 

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19 horas.

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje."

Nasi: Boa noite.


Apresentadora Alessandra Bastos: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.

 

Nasi: Terça-feira, 1 de agosto de 2017.

 

Alessandra: E vamos ao destaque do dia: Onze novos cursos de medicina vão começar a funcionar.

 

Nasi: São mais de 700 vagas por ano abertas em cidades do interior.

 

Alessandra: Para o presidente, o reforço no atendimento à população que mais precisa.

 

Presidente Michel Temer: Estamos criando condições para que mais médicos cheguem ao interior do país.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Alessandra: Terra legal. Você vai saber como o programa está atuando com a nova lei de regularização fundiária no campo.

 

Nasi: Vamos falar ainda de mais uma convocação de beneficiários do INSS para revisão do auxílio-doença e aposentadoria por invalidez.

 

Alessandra: E as últimas ações de combate à violência no Rio de Janeiro.

 

Nasi: Medidas que integram forças policiais e maior acesso à educação, saúde e esporte.

 

Alessandra: Hoje na apresentação, Alessandra Bastos e Nasi Brum.

 

Nasi: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Alessandra: Municípios das regiões sul e sudeste foram autorizados a abrir cursos de medicina.

 

Nasi: A abertura de novas faculdades deve aumentar o número de médicos em pequenos municípios e também movimentar a economia.

 

Alessandra: E novos cursos devem ser autorizados em breve para outras regiões do país.

 

Repórter Luana Karen: Os onze novos cursos de medicina vão reforçar a educação e a saúde em municípios do sul e sudeste do país. Ao todo, serão 710 novas vagas em faculdades particulares. O presidente Michel Temer destacou que a medida cria condições para levar médicos ao interior do país.

 

Presidente Michel Temer: Estamos criando condições para que mais médicos cheguem ao interior do país. É o nosso compromisso com a redução das desigualdades regionais, também em matéria de saúde.

 

Repórter Luana Karen: No Rio de Janeiro, Angra dos Reis vai receber um curso de medicina. Novo Hamburgo e São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, também vão ganhar cursos. Já em São Paulo, foi autorizada a abertura de cursos em Araras, Guarulhos, Mauá, Osasco, Rio Claro e São Bernardo do Campo. No Paraná, Campo Mourão e Pato Branco serão contemplados. A expectativa do prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli, é de que o novo curso movimente não só a saúde e a educação, mas também a economia da cidade.

 

Prefeito de Campo Mourão - Tauillo Tezelli: Cada aluno que chega, os profissionais que estão chegando, é os hospitais que precisam evoluir, é o município que precisa melhorar.

 

Repórter Luana Karen: A autorização levou em conta critérios como a necessidade da região, a infraestrutura da faculdade e a relação entre o número de médicos e a quantidade de habitantes do município. O ministro da Educação, Mendonça Filho, destacou a importância dos novos cursos.

 

Ministro da Educação - Mendonça Filho: E que nós tenhamos a oportunidade de garantir qualidade, de um lado, e de outra parte também nós tenhamos a condição de ofertar vagas para os municípios mais distantes do Brasil.

 

Repórter Luana Karen: Nos novos cursos de medicina, o aluno deverá ser inserido desde o começo no serviço de saúde, para conhecer a realidade local. A médica Cláudia Garcez, que também será professora da faculdade de Campo Mourão, acredita que a nova metodologia vai formar profissionais mais completos.

 

Médica - Cláudia Garcez: Vai trazer grandes benefícios a médio e longo prazo, né? Porque a gente vai ter mão de obra qualificada, médicos que vão se interessar pela região.

 

Repórter Luana Karen: Nas próximas semanas, outros 25 cursos de medicina devem receber autorização para funcionar nas regiões sul e sudeste. Já as regiões norte, nordeste e centro-oeste vão ser contempladas na próxima rodada de autorizações. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: Mais de 700 mil brasileiros vivem numa terra rural sem título.

 

Alessandra: E pra resolver essa situação, o governo publicou uma medida provisória já aprovada pelo Congresso e que facilita a regularização.

 

Nasi: É uma medida muito importante, especialmente na Amazônia Legal, formada por nove estados. É nessa região onde há mais conflitos de terras no Brasil.

 

Alessandra: Nesses estados, é o programa Terra Legal que atua, dando ao dono da terra o título da sua propriedade.

 

Nasi: E pra explicar melhor, nós recebemos aqui ao vivo o superintendente do Terra Legal, da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, José Dumont. Uma boa noite.

 

Superintendente do Terra Legal - José Dumont: Boa noite, Alessandra, boa noite, Nasi, boa noite a todos os ouvintes da voz do Brasil.

 

Nasi: Superintendente, explica pra gente o que é o Programa Terra Legal e qual o balanço do programa até agora.

 

Superintendente do Terra Legal - José Dumont: Bom, o programa foi criado em 2009 e tem como objetivo regularizar a situação de produtores rurais que ocupam terra pública federal na Amazônia Legal, né? Desde a sua criação, já foram emitidos quase 30 mil títulos a produtores rurais nessa região. Além disso, já georreferenciamos mais de 150 mil imóveis rurais e destinamos 412 áreas urbanas aos municípios na Amazônia.

 

Alessandra: A nova lei de regularização fundiária, assinada pelo presidente Michel Temer, dá mais eficiência ao programa. Como é que essa lei ajuda?

 

Superintendente do Terra Legal - José Dumont: Bom, foram alterados alguns conceitos e requisitos na legislação, que vão permitir que a regularização tenha início, meio e fim. Com isso, a gente acredita que a lei vai poder ser aplicada com mais eficiência.

 

Nasi: Quem ainda não tem o título da sua terra no campo, como é que ele faz pra participar? A quem ele deve procurar?

 

Superintendente do Terra Legal - José Dumont: Bom, nós temos unidades nos nove estados da Amazônia Legal. O produtor deve se dirigir a uma dessas unidades, munido da sua documentação pessoal, fazer o requerimento da regularização fundiária e o georreferenciamento do seu imóvel. E aguardar a instrução do seu processo.

 

Alessandra: E quem são, superintendente, os maiores beneficiários dessas regularizações?

 

Superintendente do Terra Legal - José Dumont: Essa é uma ótima pergunta. Dos títulos que nós emitimos na Amazônia, a gente tem 95% do público como agricultor familiar.

 

Nasi: E essa regularização, ela pode ajudar a combater os conflitos de terra e o desmatamento?

 

Superintendente do Terra Legal - José Dumont: Certamente. Esse é o princípio fundamental da regularização fundiária na Amazônia, combater o desmatamento e a grilagem de terras.

 

Nasi: Bem, nós conversamos aqui ao vivo com o superintendente do Terra Legal, da Secretaria Especial da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, José Dumont. Obrigado pela participação aqui na Voz do Brasil.

 

Superintendente do Terra Legal - José Dumont: Obrigado e boa noite a todos.

 

Alessandra: As tropas federais continuam no Rio de Janeiro, apoiando a polícia local no combate ao crime organizado.

 

Nasi: No quinto dia da operação Rio Quer Segurança e Paz, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, divulgou o resultado da ação da Polícia Rodoviária Federal nos últimos dias, nas rodovias, que são a porta de entrada de drogas e armas no Rio de Janeiro.

 

Alessandra: Ações que estão trazendo mais segurança à população.

 

Repórter Natália Melo: Em mais um encontro para discutir os resultados da operação Rio Quer Segurança e Paz, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, falou sobre o esforço do governo em apoiar o estado do Rio de Janeiro no combate ao crime organizado. Desde a última sexta-feira, cerca de 10 mil homens e mulheres de tropas federais atuam para garantir a segurança da população. Torquato Jardim afirmou que o elemento surpresa é fundamental para as ações da operação, que segue na primeira fase por tempo indeterminado.

 

Ministro da Justiça - Torquato Jardim: A ênfase é em dados e informação, para daí decorrer a operação pontual, para que haja resultado objetivo. Qual é a operação pontual mantém-se, necessariamente, em sigilo. Quando, mantém-se necessariamente em sigilo.

 

Repórter Natália Melo: O ministro destacou a importância da integração entre União, estado e município na luta contra a criminalidade.

 

Ministro da Justiça - Torquato Jardim: É um casamento, encontro de dados, para que possa ser indicado um objetivo factível, para então depois, num terceiro momento, poder saber qual é a força militar necessária para aquele objetivo.

 

Repórter Natália Melo: A operação Rio Quer Segurança e Paz completou cinco dias nesta terça-feira. Nós fomos às ruas para saber se o carioca está se sentindo mais seguro.

 

Entrevistado: O Exército na rua, ele está ajudando a população a sentir um pouco mais segura, está ajudando o policiamento e deixa a gente mais tranquilo no ir e vir do trabalho.

 

Entrevistada: Eu me sinto segura, quando eu vejo tropa na rua.

 

Entrevistado: Isso é de fundamental importância, ter esse aparato todinho na rua, porque vai dar mais segurança pra todo o povo brasileiro, principalmente o estado do Rio de Janeiro.

 

Repórter Natália Melo: Nesta terça-feira, a Polícia Rodoviária Federal divulgou um balanço das ações dos últimos 22 dias nas rodovias, que ficam na fronteira com outros países. No período, foram apreendidas 36 toneladas de maconha, 270 quilos de cocaína, 32 quilos de crack e 76 armas de fogo. Além disso, foram recuperados 163 veículos roubados e 1.572 pessoas foram presas em flagrante ou por ordem judicial. As rodovias são consideradas porta de entrada de drogas e armas, que têm como destino o Rio de Janeiro. Reportagem, Natália Melo.

 

Nasi: E as polícias Rodoviária Federal e Civil do Rio de Janeiro divulgaram um balanço da operação Tempo Zero, realizada hoje para combater o roubo de cargas e veículos.

 

Alessandra: Onze pessoas foram presas e 28 veículos recuperados. Entre eles, dois caminhões que eram utilizados para transportar a carga roubada.

 

Nasi: E o combate à violência no Rio vai além das ações de Inteligência e do patrulhamento das ruas.

 

Alessandra: Ele passa também por investimentos na área social, que impedem que jovens pratiquem crimes.

 

Nasi: É o que afirmaram ministros que participaram hoje de um debate sobre soluções para a crise da segurança pública no Brasil.

 

Repórter Carolina Grazziadei: Coordenador das ações do Governo Federal na área social, dentro do plano elaborado para enfrentar a crise da segurança pública no Rio de Janeiro, o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, disse que é preciso retomar a presença do estado nas áreas hoje dominadas por facções criminosas.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: Nós temos uma tarefa de mostrar pra juventude desses lugares, hoje, que têm maior controle do crime organizado, o tráfico de drogas, mostrar que tem outro mundo possível, inspirá-los, né, em outras ações, que possam estimulá-los a ter uma perspectiva de vida fora dessa área, resgatar a juventude e a cidadania dessas comunidades. Eu acho que esse é o grande trabalho.

 

Repórter Carolina Grazziadei: O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional General Sérgio Etchegoyen afirmou que as ações de inteligência, policiamento e repressão ao crime em andamento no Rio de Janeiro foram elaboradas para dar resultados em longo prazo. O ministro Etchegoyen afirmou ainda que o trabalho será permanente e com efeitos no Rio e no Brasil.

 

Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional - General Sérgio Etchegoyen: Nós não estamos buscando soluções midiáticas, pra amanhã de manhã ter solução e depois de amanhã os problemas voltarem. Pelo contrário, estamos buscando resultados consistentes, perenes e que possam trazer paz definitivamente, ou começar a trazer paz para o Rio de Janeiro.

 

Repórter Carolina Grazziadei: Entre as ações previstas, estão a reativação de serviços de saúde, assistência social e educação, além da oferta de atividades complementares no contraturno escolar, que ofereçam práticas esportivas e capacitação profissional para os jovens que hoje vivem em situação de vulnerabilidade social. Reportagem, Carolina Grazziadei.

 

"Criança Feliz - Primeira infância"

 

Alessandra: Ontem, você conferiu aqui na Voz do Brasil o início das visitações do programa Criança Feliz numa aldeia indígena lá no Tocantins.

 

Nasi: E hoje vamos para o sul do país, dando continuidade à nossa série especial sobre essas visitas. Vamos conhecer a experiência do Rio Grande do Sul que inspirou o programa.

 

Repórter Mariana Moreira: Com foco no desenvolvimento infantil integral, o programa deu início às primeiras visitas domiciliares. A iniciativa, que é coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Social, se inspirou em uma série de programas mundo afora. Um deles é o programa Primeira Infância Melhor, o PIM, que já melhorou a vida de mais de 230 mil crianças no Rio Grande do Sul. Na casa das famílias, uma vez por semana, os visitadores avaliam o estágio do desenvolvimento das crianças, ensinam brincadeiras e formas de estímulo adequadas e ainda orientam os pais. Segundo a coordenadora-adjunta do PIM, Gisele Silva, o programa serve de elo com outros serviços públicos.

 

Coordenadora-adjunta do PIM - Gisele Silva: O visitador, ele trabalha a estimulação do desenvolvimento infantil, vínculos familiares, mas ele precisa ter, no momento que ele entrou, vai ter a demanda pra algum serviço da rede. Então, o PIM acaba sendo o eixo integrador de políticas públicas.

 

Repórter Mariana Moreira: Franciele Vargas, moradora de São Lourenço do Sul, conhece bem os benefícios deste acompanhamento. Ela trabalhou por cinco anos como visitadora do PIM, até que resolveu trocar de emprego. Mas quando engravidou, voltou ao programa. Desta vez como beneficiária. Foi acompanhada desde a gestação até a filha completar dois anos.

 

Entrevistada - Franciele Vargas: Eu me coloquei no lugar, porque a minha família sempre, também, quando eu vou lá, o que significa pra mim, assim, além de a gente aprender muito, né?

 

Repórter Mariana Moreira: Um estudo da Universidade McMaster, de Toronto, no Canadá, mostrou que o programa aumentou a compreensão das crianças em sala de aula, especialmente meninos filhos de pais com baixa escolaridade. A fundação Getúlio Vargas também mediu a receptividade das famílias às visitas do PIM e 96% delas consideram a estratégia ótima ou boa. A chegada do Criança Feliz tende a aperfeiçoar ainda mais esses indicadores. Reportagem, Mariana Moreira.

 

Alessandra: 19h15 em Brasília.

 

Nasi: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Alessandra: Presidente Michel Temer fala dos milhões de brasileiros beneficiados com saque do FGTS.

 

Presidente Michel Temer: Pensei na necessidade que cada um desses 25 milhões de trabalhadores e trabalhadores tinha em saldar suas dívidas, comprar algum bem, visitar um familiar ou poupar onde e como quisesse. E é isso que me motiva a pensar em novas medidas para facilitar a sua vida.

 

Nasi: Aposentados por invalidez estão sendo convocados para realizarem uma nova perícia.

 

Alessandra: A convocação foi feita pelo Diário Oficial da União de hoje, e o beneficiário que não atender ao chamado pode ter o benefício suspenso.

 

Nasi: E pra dar mais detalhes, vamos conversar com Alberto Beltrame, secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário. Uma boa noite, secretário.

 

Secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário - Alberto Beltrame: Boa noite, Nasi, boa noite, Alessandra, boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil.

 

Nasi: Secretário, a gente já falou várias vezes aqui na Voz do Brasil sobre essas convocações. Dessa vez, quantas pessoas estão sendo convocadas e o que elas devem fazer?

 

Secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário - Alberto Beltrame: Em primeiro lugar, eu preciso fazer uma correção. A publicação que foi feita hoje no Diário Oficial foi de convocação daqueles beneficiários de auxílio-doença que não responderam à carta que o INSS enviou. Então, essas pessoas estão sendo convocadas por edital e deverão, em cinco dias úteis, ligar para o 135 para marcar sua perícia. Não se trata, portanto, de convocação de aposentados por invalidez. Isso será feito a partir do dia 15 de agosto, nós vamos emitir cartas para todos esses aposentados, convocando-os para que se manifestem e marquem a perícia. Então, repetindo: Esse edital de hoje é de convocação de pessoas que não receberam a carta e que, portanto, precisam ser convocados por edital, dando prazo legal estabelecido, pra que eles se manifestem e marquem a perícia. E, não marcando e não se manifestando, em 60 dias o benefício será cancelado.

 

Alessandra: Uma espécie de reconvocação então, né, secretário?

 

Secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário - Alberto Beltrame: É, o INSS usualmente usa carta pra isso. Quando o beneficiário não é encontrado por carta, nós temos obrigação formal de convocá-los por edital. E esse edital foi publicado hoje com 55 mil beneficiários que não atenderam, não receberam a carta e, portanto, são convocados por edital.

 

Nasi: Secretário, e qual a intenção do governo em fazer essa revisão? É mesmo o combate à fraude?

 

Secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário - Alberto Beltrame: O grande objetivo do governo ao realizar esse pente fino é de melhorar a governança da concessão e da manutenção de benefícios como o auxílio-doença e aposentadoria por invalidez. Essa revisão, ela é obrigatória, por norma do INSS, mas deixou por algum motivo de ser feita na gestão passada. Então, houve um acúmulo enorme de benefícios sem revisão há mais de dois anos, no caso da aposentadoria por invalidez de mais de um milhão de pessoas deixou de ter o benefício revisado. E, no caso do auxílio doença, 530 mil pessoas deixaram de ser chamados para revisão pericial. É o que nós estamos fazendo agora. O objetivo final disso é focalizar o programa e garantir que aquelas pessoas que estão recebendo tais benefícios recebam devidamente. E aqueles que, por ventura, no caso do auxílio-doença, estiverem recebendo sem que a condição da incapacidade pro trabalho que gerou a concessão do benefício, não estiver mais vigente, que esse benefício seja cortado, gerando uma economia pros cofres dos fundos de previdência, que é a poupança dos contribuintes, a poupança dos trabalhadores, que tem que ser preservado.

 

Alessandra: Está joia. Nós conversamos com Alberto Beltrame, o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário. Muito obrigada, secretário, pela participação aqui na Voz do Brasil.

 

Secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário - Alberto Beltrame: Boa noite, muito obrigado a vocês.

 

"Defesa do Brasil, defesa do Brasil, defesa do Brasil"

 

Nasi: Toda vez que o país enfrenta algum tipo de calamidade, como enchentes ou deslizamentos, as Forças Armadas são acionadas para ajudar.

 

Alessandra: Mas para prestar socorro de forma ágil é preciso um trabalho coordenado com a Defesa Civil e outros órgãos.

 

Nasi: E é exatamente pra organizar essas ações nesta semana, um grande treinamento está sendo realizado na região serrana do Rio de Janeiro. E a repórter Marina Melo tem os detalhes.

 

Repórter Marina Melo: O ano de 2011 mal havia começado e o Brasil inteiro se estarrecia ao ver pela TV uma das maiores tragédias naturais da história do país, os deslizamentos em decorrência de fortes chuvas na região serrana do estado do Rio de Janeiro, que resultaram na morte de quase 800 pessoas. Na ocasião, os órgãos ligados à Defesa Civil se desdobraram para socorrer as vítimas, e agora, seis anos após o acidente, os mesmos agentes voltam ao local para a 3ª edição do Ecadec, Exercício Conjunto de Defesa Civil, que tem o objetivo de testar conhecimentos e aprimorar o poder de resposta a situações de extrema calamidade, conforme explica o sub-chefe de operações do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas do Ministério da Defesa, brigadeiro Hudson Potiguara.

 

Sub-chefe de operações - Brigadeiro Hudson Potiguara: O exercício agora da região serrana, ele é como que uma reprise de tudo que aconteceu naquela época, onde nós vamos atualizar nossas necessidades e meios, como melhor atender à população e ficar preparados. Não queremos mais, que num próximo acidente dessa proporção, que a gente possa ser mais efetivo.

 

Repórter Marina Melo: O sub-chefe de operações conjuntas do Ministério da Defesa explica que, por contarem com treinamento e equipamentos adequados, o apoio das Forças Armadas acaba sendo fundamental nesse tipo de situação.

 

Sub-chefe de operações - Brigadeiro Hudson Potiguara: Nós temos uma capacidade de comando e controle de deslocamento, de apoio imediato com tropas, que realmente supera as atividades das outras agências. Por isso que fica praticamente com as Forças Armadas capacitar e propiciar todo esse apoio.

 

Repórter Marina Melo: Para que o exercício possa testar as habilidades dos órgãos envolvidos, o cenário simulado é construído com o apoio de ferramentas virtuais das Forças Armadas, que ajudam a criar uma rede de informações e situações para provocar a resposta imediata dos órgãos envolvidos. Reportagem, Marina Melo.

 

Alessandra: 19h22.

 

Nasi: Em vídeo divulgado agora há pouco na internet, o presidente Michel Temer fez um balanço do saque de contas inativas do FGTS, cujo prazo terminou ontem.

 

Alessandra: Temer falou sobre o resultado da iniciativa. Foram aproximadamente R$ 43 bilhões sacados por mais de 25 milhões de trabalhadores.

 

Presidente Michel Temer: Era uma ação simples: Bastava devolver o dinheiro aos seus verdadeiros donos. Simples para mim, simples para você. Mas entrava governo, saía governo e nunca ninguém pensou nisso. Nunca ninguém fez nada. Ficava aquele dinheirão parado, um dinheiro que era do trabalhador brasileiro. Tem hora que a gente tem que inovar, tem hora que tem que ter a sensibilidade e perceber que devolver para a sociedade o que lhe pertence é obrigação de um gestor responsável. Tive a coragem e a iniciativa de encomendar a medida, sem naturalmente descuidar do equilíbrio das contas do Tesouro. Pensei na necessidade de cada um desses 25 milhões de trabalhadores e trabalhadoras tinha em saldar suas dívidas, comprar algum bem, visitar um familiar ou poupar onde e como quisesse. Não fiz mais do que a minha obrigação. E é isso que me motiva a pensar em novas medidas para facilitar a sua vida. O Brasil não pode, não deve e não vai parar. No que depender do seu presidente, podem estar certos, disposição e coragem não me faltarão para reformar e melhorar o que for preciso.

 

Nasi: Nunca o Brasil faturou tanto no comércio internacional em um mês de julho como neste ano.

 

Alessandra: A balança comercial, que é a diferença entre importações e exportações, fechou o mês passado com saldo positivo superior a US$ 6 bilhões.

 

Nasi: É o melhor resultado desde o início da série histórica do governo, em 1989. As exportações brasileiras superaram os US$ 18 bilhões, os principais destaques foram a soja em grãos, o petróleo em bruto e o minério de ferro.

 

Alessandra: E essas foram as notícias do Governo Federal.

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Alessandra: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Alessandra: Boa noite pra você e até amanhã.

 

 

"Brasil, ordem e progresso."