01 DE SETEMBRO DE 2017

Destaque da Voz do Brasil: Com economia aquecida, PIB cresce no segundo trimestre. Presidente Michel Temer destaca bom momento do país. Publicadas as regras para adesão ao Refis, prorrogado até o fim do mês.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Uma boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Sexta-feira, 1 de setembro de 2017.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Brasileiros confiantes e que consomem mais.

 

Nasi: Com economia aquecida, PIB cresce no segundo trimestre. José Luiz filho.

 

Repórter José Luiz Filho: O setor de serviços, influenciado diretamente pelo consumo das pessoas, avançou 0,6%, com destaque para o comércio.

 

Gabriela: Crescimento que também é reflexo das nossas exportações. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: O saldo positivo da balança comercial entre janeiro e agosto deste ano já espera o resultado de todo ano passado.

Nasi: E em busca de novos investimentos na China, Presidente Michel Temer destaca bom momento do país.

 

Presidente da República - Michel Temer: Os comentários vários nestas reuniões que tivemos foram exatamente a respeito da recuperação que o Brasil está tendo. Portanto, a China e o mundo acreditam no Brasil.

 

Gabriela: E você vai também ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Vamos explicar as regras quem quiser aderir ao Refis, que foi prorrogado até o fim do mês.

 

Gabriela: E você vai saber ainda do perfil dos estudantes que estão nas faculdades e universidades do país.

 

Nasi: Hoje na apresentação da Voz do Brasil: Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br.

 

Nasi: As medidas que o governo vem tomando para retomar o crescimento econômico do país mais uma vez deram resultado.

 

Gabriela: O PIB, o Produto Interno Bruto, cresceu entre os meses de abril a junho, ele que é a soma de tudo o que é produzido no país e serve como a principal referência para saber como anda a economia.

 

Nasi: Inflação menor, queda nos juros e a liberação do saque de contas inativas do FGTS levaram as pessoas a consumiram mais, principal fator para o crescimento da economia.

 

Repórter José Luiz Filho: A rotina de Larissa Almeida, vendedora de um quiosque de lenços de seda e acessórios femininos em um shopping de São Paulo, é a mesma nos últimos meses, atender um cliente após o outro. Segundo ela, o movimento no quiosque melhorou de uns tempos para cá.

 

Vendedora - Larissa Almeida: O pessoal, antes, parava muito para perguntar sobre liquidação, e tal. E agora o pessoal está vindo para comprar mais, comprar presente, etc.

 

Repórter José Luiz Filho: Antes?

 

Vendedora - Larissa Almeida: Antes não. Antes o pessoal parava, perguntava o preço e saía, achava caro.

 

Repórter José Luiz Filho: A percepção de Larissa tem sentido, o comportamento dos brasileiros quando o assunto é ir às compras mudou nos últimos meses. Para o comerciante Antônio e a mulher dele, a nutricionista Eliede Barnabé, a confiança ainda não é total, mas é bem maior do que do ano passado.

 

Comerciante - Eliede Barnabé: A gente abre algumas exceções, algumas coisas mais necessárias, que ano passado não abria. Vontade de consumir você sempre tem, né? Aí você consome com um pouco mais de confiança.

 

Repórter José Luiz Filho: E essa volta ao consumo foi o principal fator para a economia do país crescer entre abril e junho deste ano. O PIB, o Produto Interno Bruto, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, considerado o mais importante indicador de como está a economia, cresceu 0,2% em relação aos meses de janeiro e março. É o segundo trimestre seguido de crescimento. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira pelo IBGE. A coordenadora de contas nacionais do instituto, Rebeca Palis, explica os motivos que fizeram as famílias voltarem a consumir.

 

Coordenadora de contas nacionais do instituto - Rebeca Palis: A liberação do FGTS, é lógico que tem importância nesse período, que apesar de a gente saber que parte das famílias usou esse recurso para quitar dívidas e até, eventualmente, para poupar uma parte, também, obviamente, foi direcionada para a aquisição principalmente aí de bens. Além disso, a gente também tem com a queda rápida, né, e forte da inflação, a gente tem os salários reais crescendo. E a massa, né, o que tem disponível na mão das famílias para elas gastarem ou pouparem, né, aumentou. E, além disso, os juros também estão em queda.

 

Repórter José Luiz Filho: De acordo do IBGE, o setor de serviços, influenciado diretamente pelo consumo das pessoas, avançou 0,6%, com destaque para o comércio com alta de 1,9%. Para o economista Carlos Eduardo de Freitas, o crescimento foi maior que o mercado esperava, uma amostra de que a recessão passa a ser vista pelo retrovisor.

 

Economista - Carlos Eduardo de Freitas: A certeza, a convicção de que a economia está se recuperando e vai se recuperar. Então, é um resultado muito bom, isso afeta a vida das pessoas, claro, de uma maneira geral com o retorno das oportunidades de emprego, algumas melhoras de salários, melhoras de lucros, de vendas para o comércio, melhora de encomendas para a indústria, e assim por diante.

 

Repórter José Luiz Filho: O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o resultado do PIB é um sinal claro de que o governo tem feito dever de casa e a economia brasileira está no rumo certo. Segundo o ministro, o governo vai continuar a trabalhar para que a economia cresça de forma duradoura, gerando emprego e renda para os brasileiros.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: O governo está controlando as suas despesas, o que é uma demanda importante hoje para o crescimento da economia e uma demanda da população. Por outro lado, isso está dando mais espaço para o consumo das famílias crescer e o Brasil produzir mais e melhor. Portanto, nós estamos no caminho certo e durante os próximos meses cada vez mais a população vai poder sentir, de fato, que está havendo um aumento do emprego, está havendo um aumento da atividade econômica e o padrão de vida, devagar, vai aumentar.

 

Repórter José Luiz Filho: O Presidente Michel Temer, que está na China, afirmou que a economia do país está se recuperando.

 

Presidente da República - Michel Temer: O PIB teve uma boa solução, revelando aquilo que nós estamos revelando ao longo do tempo, que o Brasil está crescendo, está se recuperando, gerando 720 mil empregos, nesses 90 dias, né? Também revelação de que o Brasil está melhorando.

 

Repórter José Luiz Filho: Com o crescimento, o PIB do Brasil alcanço eu R$1 trilhão R$639 bilhões. Reportagem, José Luiz Filho.

 

Gabriela: E entre os fatores que impulsionaram o crescimento do PIB estão as exportações.

 

Nasi: Desde o início do ano as vendas para outros países só crescem e em agosto não foi diferente.

 

Gabriela: Também aumentou o chamado superávit da balança comercial, o que significa que o Brasil vendeu para outros países do que comprou.

 

Repórter Pablo Mundim: O saldo positivo da balança comercial entre janeiro e agosto deste ano já supera o resultado de todo ano passado, foram US$48 bilhões em oito meses, contra pouco mais de R$47 bilhões de todo ano de 2016. Considerando só o mês de agosto o levantamento do Ministério da Indústria e Comércio Exterior mostra um superávit recorde de quase US$6 bilhões. De acordo do Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério, o resultado positivo é um sinal de recuperação econômica.

 

Diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério - Herlon Brandão: A exportação tem crescido por conta de aumento, principalmente, de embarques de petróleo, e esses embarques também são favorecidos pelo crescimento de preço, que faz com que a receita de exportação de petróleo cresça 90% nesse ano. E a importação, ela é uma reação da melhora do cenário econômico nacional. Temos demandado mais bens intermediários, que são insumos industriais.

 

Repórter Pablo Mundim: Ao todo, as exportações para o mês ultrapassaram os R$19 bilhões. Os produtos mais vendidos foram petróleo, minério de ferro, milho e carne bovina. Já as importações totalizaram quase US$14 bilhões. O Brasil comprou principalmente combustíveis e lubrificantes, seguido por bens de capital, como automóveis. Herlon Brandão destaca que a exportação tem papel importante para o cenário econômico nacional.

 

Diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério - Herlon Brandão: A exportação contribuiu com mais de 100% do PIB do primeiro trimestre. E o agora no PIB do segundo trimestre um novo aumento aí de 0,2% de PIB e a exportação teve um aumento de 0,5%.

 

Repórter Pablo Mundim: Entre os principais compradores de produtos brasileiros está a China, que adquiriu principalmente soja em grão, petróleo em bruto e carne bovina. As vendas brasileiras para lá chegaram a US$4 bilhões e US$200 milhões. Endrigo Dalcin, presidente uma empresa de Mato Grosso exportadora de soja, conta que a relação comercial com a China está cada vez mais forte.

 

Presidente uma empresa de Mato Grosso - Endrigo Dalcin: Eles já são investimento no Brasil. Essa parceria de investimentos em infraestrutura que eles já sinalizam em fazer no Brasil é muito importante para que a gente consiga atender a demanda crescente que vai ser na China.

 

Repórter Pablo Mundim: Além da China, os outros países que mais compraram do Brasil foram os Estados Unidos e os membros do Mercosul, com destaque para Argentina. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Nasi: E com a economia mostrando recuperação, fica mais fácil atrair investimentos para o país e aumentar ainda mais esse número de exportações.

 

Gabriela: E é com esse objetivo que o Presidente Michel Temer está na China.

 

Nasi: E a agenda por leoa foi cheia hoje. Junto com o presidente chinês, Temer anunciou várias parcerias, entre elas, o interesse chinês em projetos de portos e aeroportos e o aumento na importação de carne brasileira.

 

Repórter João Pedro Neto: A viagem à China já produziu resultados. O Presidente Michel Temer se reuniu por cerca de uma hora com o presidente chinês Xi Jinping nesta sexta-feira. Depois disso, os dois acompanharam a assinatura de atos por autoridades dos países. Foram 14 acordos assinados entre os governos e empresas dos dois lados. Entre eles, compromissos para facilitar a produção conjunta de filmes e o intercâmbio entre profissionais de futebol. E ampliar de três para cinco anos o prazo de validade de vistos para turistas e viajantes a negócios, como explicou o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes.

 

Ministro das Relações Exteriores - Aloysio Nunes: É um número enorme de turistas chineses que vieram pelo mundo afora, cerca de 200 milhões de turistas chineses. Nós queremos atrair uma parte desse fluxo para o Brasil.

 

Repórter João Pedro Neto: Representantes dos dois países assinaram ainda atos que preveem a abertura de linhas de crédito que podem somar mais de R$10 bilhões. Também foram assinados acordos que reforçam interesse dos chineses em projetos na área portuária e de ferrovias e na continuidade das obras da usina de Angra 3. Foi assinado ainda o licenciamento para obras de transmissão de energia para da usina de Belo Monte e o contrato de financiamento para a construção de um porto privado em São Luís do Maranhão. O que, segundo o ministro dos Transportes, Maurício Quintela, demonstra o interesse chinês de continuar investimento no Brasil.

 

Ministro dos Transportes - Maurício Quintela: Isso demonstra o interesse da China nas áreas portuárias que o Brasil vai amanhã apresentar, que são inúmeras, né, em todo o Brasil.

 

Repórter João Pedro Neto: O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse também que o governo chinês anunciou que vai credenciar novos frigoríficos brasileiros para exportar carne bovina ao apesar asiático.

 

Ministro da Agricultura - Blairo Maggi: Nós temos mais de 80 plantas que estavam sendo pedidas. O Brasil tem exportado em torno de 17,5 bilhões por ano de produtos aqui para a China, sendo que 1 bilhão 750 é de carnes, a gente acha que com essa liberação a gente pode até duplicar esse valor de 1 bilhão 750.

 

Repórter João Pedro Neto: No primeiro compromisso do dia em Pequim, o Presidente Michel Temer rendeu homenagem aos heróis do povo chinês, monumentos aos cidadãos que se sacrificaram para a construção da República Popular da China. Essa é uma tradição para todos os chefes de estado que visitam a capital do país. Ao término da agenda, o presidente Temer falou aos jornalistas sobre os resultados da visita de estado ao país.

 

Presidente da República - Michel Temer: Nós todos estamos impressionadíssimos com o interesse da China pelo Brasil. Quem assistiu aos eventos de hoje, à reunião, que tivemos com o presidente do conselho consultivo, com o presidente, o primeiro ministro, e agora com o presidente Xi Jinping, verificou a dimensão extraordinária que a China dá ao nosso país. E os comentários vários nessas reuniões que tivemos foram exatamente a respeito da recuperação que o Brasil está tendo, portanto, a China e o mundo acreditam no Brasil.

 

Repórter João Pedro Neto: Já neste sábado, o último dia da visita a Pequim, o presidente participa de um seminário de promoção de investimentos organizado pelo Governo Federal, quando devem ser assinados novos acordos entre representantes dos dois países. De Pequim, na China, João Pedro Neto para a Voz do Brasil.

 

Gabriela: E em mensagem gravada durante a viagem à China, o Presidente Michel Temer também comemorou a queda do desemprego no Brasil.

 

Nasi: Ontem nós destacamos aqui na Voz do Brasil a geração de 720 mil novos postos de trabalho entre maio e julho deste ano.

 

Gabriela: A expectativa, segundo, Michel Temer, é que o Brasil possa criar ainda mais vagas nos próximos meses com programa de concessões e com investimentos chineses e de outras partes do mundo.

 

Presidente da República - Michel Temer: De um lado, volto a dizer, o combate ao desemprego. De outro lado, as aplicações vultosas de todos esses empresários estrangeiros que querem investir no Brasil, portanto, dando sequência ao combate ao desemprego, que tem sido, digamos, o norte, o caminho, o objetivo do nosso governo.

 

Gabriela: 19h13 em Brasília.

 

Nasi: Baixa renda tem bolsas do Prouni ou financiamento estudantil e são os primeiros da família a cursar o ensino superior.

 

Gabriela: Daqui a pouco vamos falar do perfil dos estudantes que estão em universidades e faculdades em todo o país.

 

Nasi: A Receita Federal publicou hoje as novas regras para os contribuintes que desejam aderir ao Refis, o Programa de Refinanciamento de Dívidas com a União.

Gabriela: É que o prazo para a adesão, que terminaria ontem, dia 31 de agosto, foi prorrogado para até 29 de setembro.

 

Nasi: Além de pagar menos multas e juros, a dívida pode ser parcelada e o contribuinte volta a ter crédito na praça.

 

Gabriela: Mas, atenção, quem aderir agora precisa estar atento, porque vai precisar pagar duas parcelas neste mês. A Repórter Raquel Mariano explica.

 

Repórter Raquel Mariano: O contribuinte que aderir ao Programa de Renegociação de Dívidas, Refis, pode receber um desconto na multa dê 90% para pagamentos à vista ou pode optar por parcelar o pagamento em até 120 meses. A contadora tributária e conselheira do Conselho Federal de Contabilidade, Sandra Batista, dá dica para o contribuinte na hora de escolher a forma de pagamento.

 

Contadora tributária e conselheira do Conselho Federal de Contabilidade - Sandra Batista: O devedor, ele deve ter um cuidado grande para avaliar, porque são várias as formas de desconto oferecido e tudo isso requer uma análise muito apurada do contribuinte para ver qual é a melhor forma para ele não entre num parcelamento e tenha depois esse parcelamento frustrado porque vai impactar no seu dia a dia, na sua atividade e não vai conseguir pagar a parcela.

 

Repórter Raquel Mariano: O empresário Marcos Eduardo Carneiro possuía uma dívida tributária e seguiu à risca essas dicas na hora de escolher a forma de regularizar a empresa.

 

Empresário - Marcos Eduardo Carneiro: Peguei a medida provisória, li, vi onde eu me enquadrava, vi as minhas condições. A legislação me permitiu fazer o parcelamento dentro das condições da empresa para que ela possa retomar sua atividade e no futuro aí voltar a operacionalizar com a situação regular perante o fisco e aos credores, né?

 

Repórter Raquel Mariano: Os contribuintes que aderirem ao Refis devem efetuar o pagamento das prestações de agosto e setembro até o próximo dia 29. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Nasi: Em sua maioria, jovens e mulheres. A renda familiar não passa dos R$2.600,00, e, por isso, dependem de apoio para conseguir realizar um sonho.

 

Gabriela: É, Nasi, estamos falando do esforço que muitos brasileiros fazem para cursar uma faculdade, ter um diploma.

 

Nasi: Pessoas que só têm acesso ao ensino superior por meio de políticas como o Prouni ou o Fies.

 

Gabriela: Esse é o perfil dos estudantes da área de saúde e ciências agrícolas avaliados pelo Enade aplicado no ano passado.

 

Repórter Nei Pereira: Quase 200 mil universitários que estavam concluindo os cursos nas áreas de saúde e ciências agrícolas fizeram o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, Enade, em 2016. Os dados mostram que estudantes de família de baixa renda estão tendo acesso ao ensino superior. Segundo a diretora de avaliação superior do Inep, Mariângela Abrão, programas do Governo Federal como o Universidade Para Todos, Prouni, e Financiamento Estudantil, Fies, têm peso importante no acesso dos mais pobres à universidade.

 

Diretora de avaliação superior do Inep - Mariângela Abrão: Se esse grupo de estudantes com percentual elevadíssimo está concentrado uma faixa de renda até R$2.640,00 eu posso dizer que isso é uma condição elitizada? Fies, Prouni, outras políticas relacionadas à renda, elas são observáveis também com a análise dos dados dos concluintes.

 

Repórter Nei Pereira: Quase 8% dos universitários avaliados no ano passado foram beneficiários do Prouni, que continua a abrir as portas para outros estudantes. É o caso de Rodolfo de Oliveira que está no quarto semestre do curso de odontologia em uma instituição do Gama, no Distrito Federal. Rodolfo tem bolsa integral e disse que sem ajuda não poderiam estudar.

 

Entrevistado - Rodolfo de Oliveira: É um curso que é relativamente caro, né? E tem mais a parte de material e tudo mais. E, assim, se não fosse a bolsa eu acho que não estaria cursando.

 

Repórter Nei Pereira: O Enade é uma das formas de avaliar o ensino das instituições de ensino superior de todo país. A maior parte dos cursos avaliados ficou com nota três, considerada mediana na escala que vai de um a cinco. Segundo o secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Henrique Sartori Prado, cursos mal avaliados precisam fazer readequações.

 

Secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC - Henrique Sartori Prado: O curso deixa de ser conhecido, passa-se por um Termo de Ajustamento de Conduta. Existem várias outras maneiras que podem afetar as instituições do ensino que, porventura, não tenham bons indicadores.

 

Repórter Nei Pereira: Por meio do teste, aplicado aos alunos, o Inep avaliou 4.300 cursos de quase mil instituições de ensino superior de todo o país. Reportagem, Nei Pereira.

 

Nasi: E a pesquisa do Enade mostra também que mais da metade desses estudantes são os primeiros da família a cursarem uma faculdade.

 

Gabriela: Sonho dos pais, que agora se realiza com os filhos.

 

Nasi: É o caso da estudante de enfermagem Liandra Moura de Jesus. A repórter Carolina Rocha conta essa história para a gente.

 

Repórter Carolina Rocha: Uma hora e meia para ir, uma hora e meia para voltar. Mais de 200 quilômetros rodados todos os dias da semana na BR-040, que liga Cristalina, em Goiás, a Paracatu, em Minas Gerais. Na estrada, Liandra Moura de Jesus, de 21 anos vai repassando as matérias do curso de enfermagem, que faz em uma faculdade particular na cidade mineira. Outros pensamentos também vêm à cabeça.

 

Estudante de enfermagem - Liandra Moura de Jesus: Muitas pessoas falaram para mim que não valia a pena, que não está dando dinheiro, que é uma profissão que tem que ter bastante coragem para poder atuar, entendeu? Mas eu disse: "Não, eu quero fazer. Eu vou fazer", para dar coisas melhores para os meus filhos no futuro, eu acho que ter uma casa boa.

 

Repórter Carolina Rocha: Atualmente, no sexto período do curso de enfermagem Liandra já percorreu o equivalente a mais de duas voltas ao redor do mundo pela linha do Equador, tudo para realizar o sonho de ser a primeira da família a conquistar um diploma universitário. Os pais não tiveram a oportunidade de continuar os estudos, nem chegaram a cursar o Ensino Médio. O esforço da universitária é acompanhado de perto pela mãe Soraia Moura Vidal, que vê na filha a realização de seus próprios sonhos.

 

Mãe - Soraia Moura Vidal: Ah, é muito orgulho, né? É um orgulho imenso, porque eu não pude e ela está tendo, graças a Deus.

 

Repórter Carolina Rocha: Liandra é um retrato do perfil dos estudantes que se formaram no ano passado no Brasil em cursos das áreas de saúde, ciências agrárias e áreas afins. A pesquisa do Enade 2016 mostra que mais de 60% dos universitários que responderam ao questionário foram os primeiros de suas famílias a conquistarem um diploma de ensino superior. Maria Inês Fini, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Inep, destaca que o mercado de trabalho exige cada vez mais a continuidade dos estudos.

 

Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - Maria Inês Fini: Cada vez mais o mundo do trabalho está a exigir um estudo contínuo. E isso sempre será um impositivo para ter sucesso no mundo do trabalho.

 

Repórter Carolina Rocha: Os números mostraram também que a maior parte dos estudantes pesquisados, cerca de 47%, vêm de famílias com renda entre um salário mínimo e meio e quatro salários mínimos e meio e que 20% ingressaram por meio de políticas afirmativas. Mas como tantos outros estudantes, a origem humilde não limita e para Liandra o sonho de uma vida melhor não para com o diploma.

 

Estudante de enfermagem - Liandra Moura de Jesus: Eu quero passar em concurso em Brasília.

 

Repórter Carolina Rocha: Reportagem, Carolina Rocha.

 

Gabriela: 19h21 em Brasília.

 

Nasi: Alemão, espanhol, francês, italiano, japonês e português. Estão abertas as inscrições para alunos do ensino superior e professores que tenham interesse em aprender uma dessas línguas.

 

Gabriela: Os cursos do Programa Idiomas Sem Fronteiras são graça e quem tiver interesse tem até a próxima segunda-feira, dia 4, para se inscrever.

 

Repórter Gabriela Noronha: Nesta turma da Universidade de Brasília é assim, nada de português. Alunos e professor conversam na língua mais usada no mundo inteiro, o inglês. Isso porque estamos num curso de Idiomas Sem Fronteiras, programa do Governo Federal que incentiva o aprendizado de idiomas como inglês, espanhol, japonês e até mandarim. A carioca Letícia da Silva tem 24 anos e está no segundo semestre de enfermagem. Para ela o curso é um grande diferencial no currículo.

 

Entrevistada - Letícia da Silva: Na área científica artigos em inglês são mais interessantes, as pessoas veem com bons olhos. Então, eu acho que vai agregar no meu currículo.

 

Repórter Gabriela Noronha: Colega de Letícia e também aluna da UNB, a brasiliense Kaoru Tanaka de Lira é doutoranda em linguística, ela é fluente em português e japonês, mas acredita que o domínio de um terceiro domina pode abrir portas em diversos lugares do mundo.

Doutoranda em linguística - Kaoru Tanaka de Lira: Quero melhorar o inglês para poder fazer um doutorado sanduíche, estudar algum período nos Estados Unidos para desenvolver minha pesquisa.

 

Repórter Gabriela Noronha: Assim como na UNB, as aulas do programa Idiomas Sem Fronteiras são ofertadas de graça pelos núcleos línguas das universidades federais credenciadas. O coordenador geral do programa em Brasília, Virgílio Almeida, explica que a ideia é melhorar a educação superior do país integrando as universidades brasileiras com o resto do mundo.

 

Coordenador geral do programa em Brasília - Virgílio Almeida: Permitir que nossos alunos de graduação, de pós-graduação e nossos professores, pesquisadores possam também participar de pesquisa e ensino em extensão fora do país.

 

Repórter Gabriela Noronha: Podem participar alunos da graduação, mestrado, doutorado, além de professores de idiomas da rede pública de ensino. Mais informações na página do programa em: isf.mec.gov.br. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Nasi: Governo e sociedade vão debater alternativas para o futuro da Reserva Nacional de Cobre e Associados, a Renca, que fica entre o Pará e o Amapá.

 

Gabriela: O Ministério de Minas e Energia suspendeu qualquer procedimento relativo à exploração e pesquisa mineral na região.

 

Nasi: Depois de ouvir a sociedade, um novo projeto vai definir alternativas de proteção da área.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: O Ministério de Minas e Energia deve abrir um debate com a sociedade com o objetivo de encontrar soluções para proteger a região onde fica a Reserva Nacional do Cobre e Associados, a Renca. Em 120 dias o Ministério deve apresentar as medidas de proteção que vão ser tomadas. A Renca está numa área de mais de 46 mil quilômetros quadrados entre os estados do Pará e do Amapá e foi criada em 1984. O espaço é usado para pesquisas geológicas e minerárias. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma Boa noite e um bom fim de semana.

 

Gabriela: Boa noite para você e até segunda.

 

"Brasil, ordem e progresso".