01 de outubro de 2018 - Poder Executivo

Destaques da Voz do Brasil: Órgãos de segurança unidos no combate a crimes eleitorais, como boca de urna e divulgação de notícias falsas. Centro Integrado de Comando e Controle das Eleições começa a funcionar em Brasília. Mais de 75% dos idosos do país usam apenas os serviços do SUS. E mais da metade deles tem diabetes, hipertensão ou artrite. Ministério da Saúde quer reforçar ações para garantir velhice saudável. Exportações em alta. Brasil fecha setembro com resultado positivo na balança comercial.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Segunda-feira, 1º de outubro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Órgãos de segurança unidos no combate a crimes eleitorais, como boca de urna e divulgação de notícias falsas.

 

Alessandra: Centro Integrado de Comando e Controle das Eleições começa a funcionar em Brasília. Nei Pereira.

 

Repórter Nei Pereira: Por meio de telões, é possível acompanhar as estatísticas sobre inquéritos eleitorais, a apreensão de bens e a segurança dos candidatos, por exemplo.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Alessandra: Mais de 75% dos idosos do país usam apenas os serviços do SUS.

 

Nasi: E mais da metade deles têm diabetes, hipertensão ou artrite.

 

Alessandra: Ministério da Saúde quer reforçar ações para garantir a velhice saudável.

 

Nasi: Exportações em alta.

 

Alessandra: Brasil fecha setembro com resultado positivo na balança comercial. João Pedro Neto.

 

Repórter João Pedro Neto: As exportações brasileiras superaram as importações no mês de setembro, em cerca de US$ 5 bilhões. Destaque para as vendas de produtos como o petróleo bruto, soja, minério de ferro e carne bovina.

 

Nasi: Na apresentação da Voz do Brasil, Alessandra Bastos e Nasi Brum.

 

Alessandra: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

Nasi: Começou a funcionar hoje, em Brasília, o Centro Integrado de Comando e Controle das Eleições 2018.

 

Alessandra: Instalado pela Polícia Federal, em parceria com 14 órgãos e instituições, a ideia é apoiar os órgãos de segurança pública na investigação de infrações eleitorais.

 

Nasi: Um dos focos vai ser a investigação de notícias falsas, as chamadas 'fake news', que possam prejudicar algum candidato ou o andamento da votação.

 

Alessandra: O Centro vai funcionar nas semanas do primeiro e do segundo turno das eleições.

 

Repórter Nei Pereira: E experiência do Brasil na organização de grandes eventos, como Copa do Mundo e Olimpíadas, está agora a serviço das eleições, que ocorrem neste mês. O Centro Integrado de Comando e Controle das Eleições 2018 vai dar apoio à Justiça Eleitoral e aos demais integrantes do Sistema de Segurança Pública, para agilizar a investigação de crimes eleitorais. Nesse período, as infrações desse tipo chegam a aumentar em 50%, como explica o coordenador-geral de Defesa Institucional da Polícia Federal, Tiago Borelli.

 

Coordenador-geral de Defesa Institucional da Polícia Federal - Tiago Boreli: Um momento significativo, então a propaganda eleitoral fraudulenta, crime contra a honra de candidato, partido, caixa dois, fraude eleitoral, transporte de eleitores, boca de urna, alguns crimes, só para citar como exemplo.

 

Repórter Nei Pereira: No primeiro turno, o Centro Integrado funciona de 1º a 8 de outubro. Já no segundo turno, de 22 a 28 de outubro. Por meio de telões, é possível acompanhar as estatísticas sobre inquéritos eleitorais, a apreensão de bens e a segurança dos candidatos, por exemplo. São 14 órgãos compartilhando dados em tempo real. Para o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, o Centro vai ajudar a garantir que a vontade do povo seja respeitada.

 

Ministro de Segurança Pública - Raul Jungmann: Eu gostaria de destacar dois pontos, que são sensíveis e que a Polícia Federal também vai estar investigando. O primeiro deles é a questão dos chamados 'fake news', que têm o efeito de turbar, de desinformar, de criar situações que prejudiquem esse ou aquele outro candidato com o mesmo andamento das eleições. Em segundo lugar, a questão daqueles que estão ligados ou associados ao crime organizado.

 

Repórter Nei Pereira: Os estados do Amazonas, Pernambuco e Roraima vão receber reforços de policiais federais de outras unidades. Os agentes vão ser enviados para municípios com alta incidência de conflitos e crimes eleitorais. Reportagem, Nei Pereira.

 

Nasi: A população brasileira está envelhecendo.

 

Alessandra: Enquanto na década de 40 a expectativa de vida era de 45 anos, em 2015 a expectativa já era de 75 anos.

 

Nasi: E hoje, Dia Nacional e Internacional do Idoso, uma pesquisa inédita divulgada pelo Ministério da Saúde traz novas informações sobre o envelhecimento no Brasil.

 

Alessandra: E um dos desafios da gestão pública é ajudar a garantir uma velhice saudável para as pessoas.

 

Repórter Cleide Lopes: O aposentado de Brasília Fioravante Mieto Filho, de 72 anos, diz que começou a fazer atividade física porque descobriu que seus músculos estavam atrofiados.

 

Aposentado - Fioravante Mieto Filho: Todo mundo aqui se congrega, não tem disputa de um quer ter um físico mais bonito do que o outro. Aqui, todo mundo tem o físico mais ou menos semelhante.

 

Repórter Cleide Lopes: Os idosos, como Fioravante, representam 14% da população brasileira. Isso significa mais de 29 milhões de pessoas acima de 60 anos. Esse dado faz parte de um estudo inédito divulgado nesta segunda-feira, Dia Internacional do Idoso. O levantamento mostra também que a população está vivendo mais. Em sete décadas, a média de vida do brasileiro aumentou em 30 anos. O desafio é pensar os problemas e as oportunidades do envelhecimento da população, como explica a coordenadora de Saúde da Pessoa Idosa, do Ministério da Saúde, Cristina Hoffmann.

 

Coordenadora de Saúde da Pessoa Idosa - Cristina Hoffmann: O que se tem feito? Focado muito na qualificação da atenção que é ofertada, desde a atenção primária, de que forma? Capacitando, atualizando os profissionais nesse olhar, que é um olhar diferenciado para a população idosa, porque o sistema, ele precisa se preparar para identificar aqueles idosos de maior vulnerabilidade.

 

Repórter Cleide Lopes: O estudo aponta ainda que mais de 75% dos idosos usam exclusivamente o Sistema Único de Saúde, o SUS. As doenças crônicas não transmissíveis atualmente afetam boa parte dessa população. De acordo com pesquisas anteriores do Ministério da Saúde, 25% dos idosos têm diabetes, mais de 18% são obesos, quase 60% são hipertensos e mais de 66% têm excesso de peso. O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, falou sobre uma das ações que está sendo tomada para diminuir as doenças.

 

Ministro da Saúde - Gilberto Occhi: Nós vamos fazer um acordo com a indústria, onde os alimentos processados terão uma redução da quantidade de açúcar. Muito em breve, acredito que esse mês de outubro, nós vamos assinar esse acordo.

 

Repórter Cleide Lopes: A divulgação da pesquisa do Ministério da Saúde marca também os 15 anos do Estatuto do Idoso. Para o diretor de Políticas para Pessoas Idosas, do Ministério dos Direitos Humanos, Fábio Bruni, houve avanços na proteção aos direitos dessa população, mas ele afirmou que uma das grandes preocupações é o endividamento dessas pessoas.

 

Diretor de Políticas para Pessoas Idosas - Fábio Bruni: Esse endividamento, muitas vezes, é decorrente de uma violência familiar, é um neto que quer um iPhone, e aí ele pede para o avô ou para a avó, que façam o seu empréstimo.

 

Repórter Cleide Lopes: Qualquer denúncia de maus-tratos, exploração de idosos, pode ser feita pelo Disque 100. A ligação é gratuita, de qualquer parte do país, todos os dias da semana. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Nasi: No mês de setembro, o Brasil vendeu para outros países mais do que comprou.

 

Alessandra: Também houve saldo positivo no resultado acumulado desde janeiro.

 

Repórter João Pedro Neto: As exportações brasileiras superaram as importações no mês de setembro, em cerca de US$ 5 bilhões. Destaque para as vendas de produtos como o petróleo bruto, soja, minério de ferro e carne bovina. Esse resultado é o segundo melhor, desde 1989, para o mês de setembro. Considerando os nove primeiros meses do ano, o saldo positivo na balança comercial foi de cerca de US$ 42 bilhões. As importações também cresceram no período. O secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Abrão Neto, destaca o impacto na economia das trocas comerciais com outros países.

 

Secretário de Comércio Exterior - Abrão Neto: Nós temos tido nesse ano aumento de exportações e de importações, o que representa então uma atividade econômica mais forte, que gera mais riquezas, cria mais empregos, e que faz com que o comércio exterior tenha um peso ainda maior para a economia brasileira.

 

Repórter João Pedro Neto: Entre janeiro e setembro deste ano foram registrados recordes nas exportações de dois dos principais produtos vendidos pelo Brasil. Tanto em termos de valor quanto de volume, as vendas de soja e petróleo para outros países foram as maiores de toda a série histórica da balança comercial. Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Paraná, Márcio Bonezi, o aumento das vendas da soja é provocado por dois fatores.

 

Presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Paraná - Márcio Bonezi: O que favoreceu muito isso foi essa guerra comercial entre Estados Unidos e China. E isso aumentou bastante o número nosso de exportação para a China e, consequentemente também, essa alteração na balança comercial, devido à alta do dólar.

 

Repórter João Pedro Neto: A expectativa do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços é que a balança comercial do país termine o ano com um superávit na casa de US$ 50 bilhões. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Nasi: Usuários de telefones públicos de 11 estados das regiões Norte e Nordeste vão poder fazer ligações de graça por pelo menos mais seis meses.

 

Alessandra: A gratuidade nos orelhões vale para as chamadas locais, interurbanas e para celulares.

 

Nasi: A medida foi adotada pela Anatel em punição à operadora responsável pelos orelhões, que não cumpriu a meta de manter 90% dos aparelhos em funcionamento.

 

Alessandra: O coordenador de Processos da Anatel, Sérgio Blanco, detalhou que a gratuidade vale até a próxima fiscalização.

 

Coordenador de Processos da Anatel - Sérgio Blanco: isso foi em decorrência de uma piora que foi percebida dos orelhões, de uma forma geral. Então, a gente entrou com uma cautelar, para que ela colocasse os aparelhos funcionando, pelo menos com 90% da sua planta. Nos estados em que isso não está ocorrendo, a gente está com essa imposição da gratuidade. Em final de fevereiro, a gente fará uma outra fiscalização e os estados que não estiverem ainda nessa condição de melhoria dos orelhões, a partir de abril, vai ter uma outra gratuidade.

 

Nasi: Os estados onde se pode fazer ligações de graça dos orelhões são Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Amazonas e Amapá.

 

Alessandra: E você vai ouvir ainda nessa edição.

 

Nasi: Pessoas de baixa renda com deficiência ou doença renal crônica podem viajar de ônibus de um estado para outro de graça.

 

Alessandra: Vamos dar os detalhes de como se cadastrar e pedir esse direito.

 

Nasi: Simular financiamentos, quanto se ganha em uma aplicação e fazer a correção de valores usando índices como poupança e inflação.

 

Alessandra: Cálculos complexos que podem ser feitos de graça pela internet.

 

Nasi: É a calculadora do cidadão, um serviço do Banco Central.

 

Alessandra: Assunto do "Pra você, Cidadão" de hoje.

 

"Pra você, Cidadão"

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Quem nunca teve a curiosidade de saber como são feitos os cálculos de juros, financiamentos e aplicações? Muitas vezes, esses números que os bancos usam deixam os consumidores em dúvida. Pensando nisso, o Banco Central criou a Calculadora do Cidadão. Disponível no site do Bacen e em aplicativos gratuitos de celular, a ferramenta ajuda a calcular, por exemplo, quanto se ganha numa aplicação ou quanto de juros serão pagos num financiamento imobiliário. Ainda é possível verificar valores de futuro de capital, cartão de crédito e prestações fixas. Basta acessar www.bcb.gov.br, ou baixar o app disponível para Android e iOS. Beatriz Albuquerque para a Voz do Brasil.

 

Nasi: Começou a valer hoje o acordo entre Brasil e Estados Unidos que amplia a cobertura previdenciária aos trabalhadores que atuam nos dois países.

 

Alessandra: A medida evita também que os trabalhadores tenham que contribuir para a previdência dos dois países ao mesmo tempo, em casos de deslocamento temporário.

 

Repórter Carolina Graziadei: O brasileiro que mora nos Estados Unidos vai ter direito a contar o tempo trabalhado fora para solicitar aposentadoria por idade ou invalidez e pensão por morte. Isso valerá tanto para aqueles que estão ligados ao Regime Geral de Previdência Social como para servidores públicos e militares. O acordo também vai permitir que o norte-americano possa requerer os mesmos benefícios equivalentes no seu país, como por morte, idade e invalidez. Segundo o coordenador de Acordos Internacionais do Instituto Nacional de Seguro Social, Renato Lopes, o acordo é uma forma de garantir direitos para essa parcela da população.

 

Coordenador de Acordos Internacionais - Renato Lopes: A gente sabe que muitas pessoas agora estão viajando para outros países, estão trabalhando lá por períodos significativos, e que realmente, se eles perderem esse tempo, eles contribuírem esses anos todos e não poderem usar esse tempo depois, eles acabam sendo muito prejudicados.

 

Repórter Carolina Graziadei: Renato Lopes destaca que a aposentadoria por tempo de contribuição não está prevista no acordo. Ele ressalta também que o país de residência não é necessariamente um requisito para a contagem das contribuições, mas o regime ao qual o trabalhador está sujeito. A pessoa que estiver contribuindo devidamente para a previdência de qualquer um dos países poderá ter acesso aos benefícios do acordo, que devem ser solicitados nas agências do INSS ou na instituição responsável pela previdência daquele país. Segundo o Governo, dos 3 milhões de brasileiros que vivem no exterior, cerca de 1,4 milhão deles moram nos Estados Unidos. Já o número de norte-americanos no Brasil chega a 35 mil. O Brasil também tem acordos com o Mercado Comum do Sul, que inclui, Argentina, Paraguai e Uruguai, além de países como o Chile, Bolívia, Portugal, Espanha, Alemanha, Bélgica, entre outros. Reportagem, Carolina Graziadei.

 

Nasi: Usar a palha e o bagaço da cana-de-açúcar para produzir energia elétrica.

 

Alessandra: Muitos produtores no Brasil têm apostado nesse modelo, uma ajuda para os negócios e também para a produção de energia limpa, um recurso natural renovável e com menos impacto no meio ambiente.

 

Nasi: Essa geração de energia a partir de resíduos ou biomassa já responde por 9% das fontes renováveis no Brasil.

 

Alessandra: E esse é o tema da última reportagem da nossa série especial sobre energia limpa no Brasil. Vamos ouvir.

 

Repórter Iuri Guerreiro: São quase 50 anos investindo em cana-de-açúcar para produzir o álcool combustível. Hoje, dos milhões de hectares de cana plantados em todo o Brasil, saem o etanol para carros flex e para mistura com a gasolina, açúcar e outros derivados químicos. O consultor da Embrapa Agroenergia em Brasília, Felipe Vinec, confirma esse pioneirismo do Brasil.

 

Consultor da Embrapa Agroenergia - Felipe Vinec: Lá atrás, no proálcool, conseguiu fazer com que o Brasil produzisse um biocombustível, não é? O que tem a maior produtividade é o Brasil, do açúcar e etanol. Vários países vêm, inclusive, buscar essa tecnologia aqui com o Brasil.

 

Repórter Iuri Guerreiro: E ao longo do tempo, a indústria foi se modernizando e inventando outros usos para a cana-de-açúcar. O diretor-presidente de uma empresa do setor, Otávio Lage Filho, comenta essa diversificação.

 

Empresário - Otávio Lage Filho: Muitas daquelas usinas, como a nossa, não é? Que começou produzindo só álcool, hoje faz álcool, faz açúcar, faz energia, faz levedura, saneantes. Hoje nós ajudamos aí, o sistema elétrico nacional, quando você coloca a energia no período seco, que é a grande contribuição que o setor dá para o sistema elétrico nacional, devido nós termos a nossa matriz energética preponderantemente hidráulica.

 

Repórter Iuri Guerreiro: Nós últimos anos, as usinas passaram a gerar energia elétrica a partir da queima do bagaço e da palha da cana-de-açúcar. Esses resíduos, ou biomassa, são responsáveis por 9% da geração de energia renovável. Hoje, são mais de 560 usinas em pleno funcionamento. Para o secretário de Energia do Ministério de Minas e Energia, Hildo Gritner, essa é uma forma complementar às outras fontes de geração.

 

Secretário de Energia - Hildo Gritner: Com o aumento da indústria da cana, se produziu muito mais bagaço, e com a disponibilização de bagaço passa-se a produzir mais energia elétrica. É claro que também as próprias plantas, a industrialização da cana, passaram a utilizar energia elétrica, dada a sua maior eficiência no conjunto dessas plantas.

 

Repórter Iuri Guerreiro: Em uma empresa próxima ao município de Goianésia, no interior de Goiás, após a colheita da cana-de-açúcar, uma parte da palha é recolhida e enviada para a usina, onde é misturada com o bagaço da cana, para a queima e geração elétrica. É o que explica o gerente de Processos da empresa, Rogério Faleiro.

 

Gerente de Processos - Rogério Faleiro: Hoje, a gente utiliza esse bagaço para gerar energia. Então, a gente queima em caldeiras de alta eficiência e gera a energia que é vendida para o mercado externo.

 

Repórter Iuri Guerreiro: Entre abril e novembro, época da colheita da cana, a usina em Goianésia gera mais energia do que consome. Neste período de safra, são gerados constantemente cerca de 29 mil quilowatts, sendo 12 mil para o consumo interno da empresa e 17 mil para o sistema elétrico nacional. Desta forma, o ciclo produtivo do etanol e do açúcar se complementa com a geração elétrica, como explica o diretor-presidente da empresa, Otávio Lage Filho.

 

Empresário - Otávio Lage Filho: Muitas usinas estão entrando nesse segmento, agregando valor ao seu negócio, ajudando a falta de energia no período seco, devido aos rios estarem produzindo pouca água, e assim o setor faz essa contribuição.

 

Repórter Iuri Guerreiro: Assim, o Brasil vai consolidando o seu pioneirismo na produção de combustíveis renováveis. O que antes não era aproveitado se transforma em energia limpa, com valor e responsabilidade ambiental e social. Reportagem, Iuri Guerreiro.

 

Nasi: Viajar de ônibus de um estado para o outro, e de graça.

 

Alessandra: Esse é um direito assegurado para pessoas com deficiência ou que tenham doença renal crônica e com renda familiar de até um salário mínimo.

 

Nasi: É o programa Passe Livre, que agora conta com uma forma mais acessível, para garantir o direito dessas pessoas.

 

Alessandra: A partir de uma página na internet, que conta com acessibilidade, é possível fazer todo o cadastro, pedir ou renovar o passe.

 

Repórter Márcia Fernandes: O aposentado Célio Lopes é um dos beneficiados pelo programa. Há seis anos, ele foi diagnosticado com uma doença crônica nos rins. Para se tratar, ele faz hemodiálise três vezes por semana. O aposentado decidiu viajar de Brasília para Goiás, para visitar a mãe. Ele conta que chegou cedo na Rodoviária e que o processo para retirar o bilhete é simples.

 

Aposentado - Célio Lopes: Eu chego no guichê que eu quero, qual estado eu vou, aí eu peço a passagem. Aí eu dou o cartão do Passe Livre com a identidade. Aí eles tiram a passagem para mim.

 

Repórter Márcia Fernandes: Quem quiser saber mais sobre o Passe Livre pode acessar um site desenvolvido especialmente para as pessoas com deficiência. O usuário pode também pedir o benefício ou solicitar a renovação do passe. O site também permite que pessoas com deficiência auditiva possam ver o conteúdo em Libras, a Língua Brasileira de Sinais. Já os cegos podem ouvir todos os textos. Marciano Roberto é chefe do Passe Livre do Ministério dos Transportes. Ele conta que os funcionários do Ministério que trabalham com o programa são treinados para atender as pessoas com deficiência e que agora o site também oferece esse serviço com acessibilidade.

 

Chefe do Passe Livre - Marciano Roberto: Nós estamos cada dia mais trabalhando aí com a acessibilidade da pessoa com deficiência, exatamente com a nossa cartilha em Braille, intérprete de Libras aqui dentro da nossa sede, do Passe Livre, e agora a novidade do site, não é? Totalmente acessível para o nosso público, com intérprete de Libras, contraste de imagem, até para a pessoa com deficiência de baixa visão também.

 

Repórter Márcia Fernandes: Para conhecer melhor o site e o programa Passe Livre, acesse a página do Ministério dos Transportes, em www.transportes.gov.br . Lá dentro, procure por Passe Livre. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Nasi: Construir uma sociedade em que todas as diferenças são respeitadas começa na escola.

 

Alessandra: Movido por essa ideia, o Ministério da Educação decidiu premiar iniciativas de combate à discriminação de origem, raça e cor, desenvolvidas em escolas públicas e privadas da educação básica.

 

Nasi: A repórter Cleide Lopes foi conhecer de perto uma dessas ações e mostra como pequenos gestos dentro da sala de aula podem acabar com preconceitos.

 

"Batam palmas... Vou contar... Era uma vez...".

 

Repórter Cleide Lopes: Numa sala de aula da pré-escola de uma instituição particular de ensino em Brasília, a professora Verônica Silva entra com uma mala, onde está escrito 'Tem história nessa mala'. E tem mesmo. A pequena mala traz histórias de diversidade e de respeito ao próximo. São livros com temas com diferenças raciais e sociais e bonecos de óculos, de aparelho nos dentes, com cão-guia, bonecas negras de cabelos cacheados. Quando a mala se abre, a tia Verônica entra em ação.

 

Professora - Verônica Silva: Era uma vez uma menina linda, linda. Os olhos pareciam duas azeitonas pretas, os cabelos eram enroladinhos e bem negros, a pele era escura e lustrosa, que nem o pelo de uma pantera negra. Menina bonita, do laço de fita, qual é o seu segredo pra ser tão pretinha?

 

Repórter Cleide Lopes: De forma lúdica, cantando e contando histórias, ela vai ensinando aos pequenos que é preciso respeitar todas as pessoas.

 

Professora - Verônica Silva: O que eu passo para eles é que não importa mesmo a cor da pele, não importa se uma criança não tem um braço ou uma perna. Eles precisam aprender a ajudar. A importância do nosso trabalho aqui hoje é fazer com que as crianças sejam adultos melhores. Eu creio nisso.

 

Repórter Cleide Lopes: Há quatro anos, a instituição desenvolve com as crianças da pré-escola o projeto 'Meu amigo, eu me importo'. Crianças como Bruna de Assis, de seis anos, já têm a lição na ponta da língua.

 

Estudante - Bruna de Assis: A cor não importa, o que importa é o coração.

 

Repórter Cleide Lopes: Projetos como esse, que trabalham com a questão da diversidade de etnias e de raças, desenvolvidos em escolas públicas e privadas de educação básica e superior, serão premiados pelo Ministério da Educação. Rita Potiguara, diretora de Políticas para as Relações Étnico-Raciais, do Ministério, explica que o objetivo é construir uma sociedade mais democrática.

 

Diretora de Políticas para as Relações Étnico-Raciais - Rita Potiguara: É uma forma de enfrentamento a situações de preconceito, à situação de violência que se tem contra as culturas dos povos indígenas, as culturas dos negros do nosso país, que compõem a maior parte da população do nosso país. Então, nessa perspectiva, a gente quer um país plural, um país mais democrático nas suas relações.

 

Repórter Cleide Lopes: O edital com as regras do concurso de boas práticas na temática Educação para as Relações Étnico-Raciais já está disponível no site etnicoracial.mec.gov.br, e as inscrições devem ser feitas entre os dias 18 de setembro e 2 de outubro. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Alessandra: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Alessandra: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Alessandra: Uma boa noite para você e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil. Governo Federal".