01 de dezembro de 2017

Destaques da Voz do Brasil: Economia cresce no terceiro trimestre. Resultado do maior consumo das famílias, aumento do emprego e do investimento. Para o presidente Michel Temer, o Brasil sai de vez da recessão. Crescem também as exportações e balança comercial é recorde. Mortalidade infantil cai e brasileiros estão vivendo mais e tendo menos filhos. No Dia Mundial de luta contra a Aids, números mostram aumento de casos no Brasil. E Ministério da Saúde lança campanha que reforça as diversas formas de prevenção da doença.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília 19h.

“Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje”.

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite. 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país. 

Gabriela: Sexta-feira, 1º de dezembro de 2017.

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

Gabriela: A economia cresce no terceiro trimestre.

Nasi: Resultado do maior consumo das famílias, aumento do emprego e do investimento. Natália Melo.

Repórter Natália Melo: Na comparação com o mesmo período do ano passado, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país avançou 1,4%.

Gabriela: Para o Presidente Michel Temer, o Brasil sai de vez da recessão.

Presidente Michel Temer: Vamos fechar 2017 no positivo, deixando para trás a recessão. É uma grande vitória.

Nasi: Crescem também as exportações e balança comercial é recorde. Pablo Mundim.

Repórter Pablo Mundim: Mais uma vez o Brasil vendeu para outros países mais do que comprou. Do começo do ano até agora, a diferença positiva é de US$ 62 bilhões.

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

Nasi: Mortalidade infantil cai e brasileiros estão vivendo mais e tendo menos filhos. Luana Karen.

Repórter Luana Karen: A previsão é de um país com mais idosos e menos gente no mercado de trabalho, o que, para o governo, reforça a necessidade de uma reforma da Previdência.

Gabriela: E hoje, no Dia Mundial de Luta Contra a Aids, números mostram aumento dos casos do Brasil.

Nasi: E Ministério da Saúde lança campanha que reforça as diversas formas de prevenção da doença.

Gabriela: Na apresentação da Voz do Brasil de hoje: Gabriela Mendes e Nasi Brum.

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br.

Gabriela: A gente começa essa edição da Voz do Brasil com mais um indicador de que a economia do país voltou a crescer.

Nasi: O PIB, Produto Interno Bruto, que é a soma de tudo o que é produzido no país, registrou mais um aumento.

Gabriela: Ontem, você ouviu aqui no programa que mais pessoas estão trabalhando, com isso, mais dinheiro está circulando.

Nasi: E na economia é assim, uma coisa leva à outra. Se tem mais gente trabalhando, mais dinheiro circulando, isso significa maior consumo.

Gabriela: Com mais gente consumindo, o empresário investe mais na produção, em estoque, porque tem mais perspectiva de vai vender.

Nasi: E todo esse cenário fez o PIB crescer, resultado que foi comemorado pelo Presidente Michel Temer nas redes sociais.

Gabriela: O presidente comentou os resultados positivos para a economia divulgados esta semana e deu o recado: “Para o país avançar, as reformas devem continuar”. A principal delas, a da Previdência... a da Previdência, isso mesmo. Vamos ouvir.

Presidente Michel Temer: Os números mostram que recuperamos os investimentos. É o primeiro resultado positivo depois de mais de três anos. E por que é que isso é importante? Porque quando os empresários investem, a economia aquece e surgem os empregos. Vamos fechar 2017 no positivo, deixando para trás a recessão. É uma grande vitória. Outra boa notícia é que o IBGE anunciou que o desemprego segue caindo e pelo terceiro trimestre consecutivo temos bons resultados no mercado de trabalho. De agosto a outubro, mais de 868 mil pessoas conseguiram emprego, e o valor dos salários está em média 4,6% mais alto do que no ano passado. É mais renda mensal para todas as famílias. A realidade é essa, nossa economia cresce, a inflação e os juros caem, incentivando a produção e o consumo. E tudo isso ocorre, exata e precisamente, porque tivemos coragem de fazer as reformas necessárias. Produzimos mais mudanças do que qualquer governo do passado recente. Estamos transformando o Brasil. Falta agora a reforma da Previdência, fundamental para garantir a continuidade desse crescimento, que já está aí. É uma reforma para o povo, porque combate privilégios e mantém os direitos de quem já se aposentou ou mesmo de quem já tem condições para aposentar-se. Não muda nada para o trabalhador rural, nem para os mais pobres, nem para os que dependem da assistência social. O que se busca é a igualdade de oportunidades sem distinção entre servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada. Tenho compromisso com o povo, trabalho para convencer os companheiros do Congresso Nacional, que muito têm auxiliado o governo, a votar essa matéria pelo bem de todos. É hora de os brasileiros que acreditam no futuro entrarem em cena. Juntos, construiremos uma nação melhor.

Nasi: E quais foram os fatores para este crescimento do PIB?

Gabriela: Quem explica para a gente é a repórter Natália Melo.

Repórter Natália Melo: Entre julho e setembro, o PIB, o Produto Interno Bruto do país, avançou 0,1% se comparado aos três meses anteriores. Esta é a terceira alta seguida do ano. Segundo o IBGE, o setor de serviços teve forte influência para este resultado. Para Rebeca de La Roque, da Coordenação de Contas Nacionais do instituto, consequência da volta do consumo pelas famílias.

Entrevistada - Rebeca de La Roque: O grande destaque foi a continuação aí, do crescimento do consumo das famílias e beneficiado pelo aumento do poder de compra das famílias, com o crescimento da ocupação do emprego, do rendimento, da queda do endividamento das próprias famílias, uma parte do FGTS, da liberação do FGTS foi usado para quitar dívida. A gente tem uma queda sistemática aí, da taxa da inflação, também contribuindo positivamente, a queda da taxa de juros e também a volta, né, uma retomada do crédito voltado especificamente para as famílias.

Repórter Natália Melo: Na comparação com o mesmo período do ano passado, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país avançou 1,4%. Outro destaque foi a retomada do investimento, que cresceu 1,6% depois que 15 trimestres em queda. O resultado foi puxado, principalmente, pelo aumento da produção nacional de bens de capital e pela importação de máquinas e equipamentos. Cláudio Considra, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, diz que as projeções para o próximo trimestre são positivas e defende as reformas em andamento no Congresso para garantir a continuidade desse crescimento.

Pesquisador da Fundação Getúlio Vargas - Cláudio Considra: No quarto trimestre a previsão que a equipe do Boletim Macro do Ibre faz é de um crescimento de 0,2% e o ano terminando positivo na ordem de 0,9% a 1%. Isso é um resultado espetacular, porque nós viemos de uma recessão. Então, o resultado é muito bom, mas para ter continuidade, ele precisa que as reformas sejam feitas. A previsão que a equipe do Boletim Macro do Ibre é de um crescimento em torno de 3% no próximo ano, se as reformas se realizarem.

Repórter Natália Melo: No período entre janeiro a setembro, o aumento do Produto Interno Bruto foi de 0,6% em relação ao mesmo período de 2016, com expansão de mais de 14% na agropecuária. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, comentou os resultados nas redes sociais. Segundo ele, o avanço no acumulado do ano já supera a previsão inicial dos economistas para 2017 e mostra que o Brasil segue uma trajetória de crescimento. Meirelles afirmou que o crescimento pode parecer baixo, mas é forte, se analisado por setores. Sem a agricultura, que caiu por razões sazonais, o avanço foi de 1,1%. Reportagem, Natália Melo.

Nasi: E se estamos empregando mais e a economia cresce, isso também se deve ao que produzimos e vendemos para outros países.

Gabriela: É, Nasi, a balança comercial registrou um recorde histórico.

Nasi: A diferença entre o que importamos e exportamos foi positiva e passa dos US$ 60 bilhões.

Gabriela: Os números foram divulgados hoje pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Repórter Pablo Mundim: Mais uma vez o Brasil vendeu para outros países mais do que comprou. Do começo do ano até agora a diferença positiva é de US$ 62 bilhões, uma marca inédita desde o início da série histórica, em 29 anos. Neste mês as exportações totalizaram US$ 16 bilhões. Os destaques foram os produtos básicos, que incluem milho, soja, carnes e minério-de-ferro. Giovani Muller produz soja no Distrito Federal e praticamente tudo o que colhe é exportado para os Estados Unidos e China.

Entrevistado - Giovani Muller: Praticamente toda a soja do brasileiro, ela é exportada. O agronegócio como um todo tem 50% do mercado de trabalho.

Repórter Pablo Mundim: Já as importações passaram dos US$ 13 bilhões. O Brasil comprou mais bens de capital, como maquinários. Segundo o secretário Abrão Neto, isso demonstra a retomada do investimento no país.

Secretário - Abrão Neto: O aumento das importações é um resultado direto da retomada do crescimento da atividade econômica brasileira, que faz, então, com que se tenha uma demanda maior, e, por consequência, um aumento também maior das nossas importações.

Repórter Pablo Mundim: Na parcial de 2017, até novembro, as exportações somaram US$ 200 bilhões e as importações US$ 138 bilhões. Reportagem, Pablo Mundim.

Nasi: Amanhã, quase 1.800 famílias de Americana e Limeira, cidades a cerca de duas horas de São Paulo, vão receber a chave da casa própria.

Gabriela: A conquista é resultado de investimento do Governo Federal na retomada de obras com o Programa Agora É Avançar.

Nasi: O Presidente Michel Temer vai participar da entrega dessas casas e a repórter Caroline Blauth já está lá para cobertura ao vivo... Não, e, agora, ao vivo, ela tem mais informações. Boa noite, Caroline.
Repórter Caroline Blauth (ao vivo): Boa noite, Nasi, Gabriela e ouvintes desde a Voz do Brasil. É isso mesmo, mais de 7 mil pessoas vão receber amanhã, no interior de São Paulo, as chaves da casa própria. Por volta das 9h o Presidente Michel Temer chega em Limeira e depois ele segue para Americana para fazer essa entrega especial. São cerca de 1.800 apartamentos, todos construídos por meio do Programa Avançar, que está retomando e concluindo obras paradas em todo o Brasil. Só no Estado de São Paulo, o Avançar fez 722 projetos nas mais diversas áreas como habitação, mobilidade e infraestrutura. Além dos prédios, foram construídos nos dois residenciais uma estrutura completa que conta com parque infantil, quadra de esportes, salão de festas. A área também foi toda urbanizada com pavimentação, drenagem, iluminação e redes de água e esgoto. Os condomínios vão ter coleta de lixo, transporte público, além de creches e escolas por perto. Foram investidos quase R$ 150 milhões na construção desses empreendimentos. E hoje, eu conversei com pessoas que vão receber as chaves da casa própria amanhã e a emoção e ansiedade de todos é a mesma, todo mundo muito feliz com a realização desse sonho. De Limeira, Caroline Blauth.

Gabriela: 19h11 no horário brasileiro de verão.

Nasi: E você vai ouvir ainda nesta edição.

Gabriela: Mortalidade infantil cai e brasileiros estão vivendo mais.

Nasi: E no Dia Mundial de Luta Contra a Aids, Ministério da Saúde lança campanha para a prevenção da doença.

“A partir de 2 de dezembro o sinal de satélite que transmite a Voz do Brasil e a Rede Nacional de Rádio vai mudar. Para ouvir as nossas programações você precisa sintonizar os novos parâmetros. Para informações detalhadas acesse o site: redenacionalderadio.com.br”.

Gabriela: Quase um terço das mulheres nordestinas com idade de 15 a 49 anos já foram vítimas de violência doméstica ao longo da vida.

Nasi: Os dados foram revelados por um estudo inédito da ONU, financiado pela Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres.

Repórter José Luiz filho: A pesquisa ouviu relatos de 10 mil mulheres com idades entre 15 e 50 anos, moradoras de nove capitais do Nordeste. O estudo foi divulgado pela ONU Mulheres e financiado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República. Inédito no Brasil, o estudo estabelece uma ligação da violência doméstica no Nordeste brasileiro com vulnerabilidades raciais e socioeconômicas, incidência sobre a saúde, direitos sexuais e reprodutivos, como conta José Raimundo de Carvalho, professor da Universidade Federal do Ceará e coordenador da pesquisa.

Professor da Universidade Federal do Ceará e coordenador da pesquisa - José Raimundo de Carvalho: Ela mostrou até agora um conjunto de evidências que até então ninguém tinha visto no Brasil.

Repórter José Luiz filho: Pela pesquisa, Salvador, Natal, e Fortaleza são as cidades mais violentas do Nordeste. Vinte e sete por cento das mulheres da região, de 15 a 49 anos de idade, já foram vítimas de violência doméstica e 17% foram agredidas fisicamente pelo menos uma vez na vida. Entre elas, 77% são negras. Vítima da violência que a deixou paraplégica, a cearense Maria da Penha dá nome a lei de proteção às mulheres e alerta que a violência, além da dor física, afeta a saúde mental e abala a vida social e profissional da vítima.

Entrevistada -  Maria da Penha: Ela faz a mulher adoecer. E quando a mulher adoece, falta muito ao emprego e ela perde o emprego, né? Se ela não trabalhasse, também ela estaria em casa, num quadro de depressão ou então bebendo.

Repórter José Luiz filho: A divulgação da pesquisa marca o início da campanha internacional 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra A Mulher. Neste ano o lema é Não Deixar Ninguém Para Trás, Acabar Com A Violência Contra Mulheres E Meninas. Algo, que, segundo a secretária especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Fátima Pelaes, o governo já realiza.

Secretária especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República - Fátima Pelaes: Porque já temo o programa estabelecido em relação à punição, que é o Programa de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, Casa da Mulher Brasileira, o Ligue 180, que é um serviço que está disponível 24 horas. E, ao mesmo tempo, estamos agora lançando a nossa Rede Brasil Mulher. No dia 6 ele faz esse chamamento para que nós juntos, mulheres e homens, possamos trabalhar, tirarmos, eliminamos de vez por todas a violência.

Repórter José Luiz filho: A campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher é realizado atualmente em mais de cem países. Reportagem, José Luiz filho.

Gabriela: A expectativa de vida dos brasileiros continua aumentando e a mortalidade infantil diminuiu ainda mais.

Nasi: Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE, e mostram também que as mulheres estão tendo menos filhos.

Gabriela: Em consequência, há menos pessoas entrando no mercado de trabalho e mais idosos no país.

Nasi: Se por um lado temos uma boa notícia na área de saúde, por outro, os números mostram a necessidade de uma reforma da Previdência.

Repórter Luana Karen: Os brasileiros estão vivendo mais e as crianças têm mais chances de ir além dos cinco anos de idade. A tábua da mortalidade, que traz as expectativas de vida do brasileiro, mostrou que a mortalidade infantil caiu de 16,1 por mil, em 2015, para 15,5 por mil, em 2016. Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, o resultado positivo se deve a melhoria nos serviços de atenção básica à saúde.

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Basicamente são os cuidados na atenção básica da Rede Cegonha, com exames pré-natais, com acompanhamento das gestantes para que elas não tenham agravamento no parto. E as gestações de risco identificadas nestes acompanhamento pré-natal são encaminhadas para maternidades com recursos para socorrer eventuais questões, UTI neonatal.

Repórter Luana Karen: Os dados mostram ainda que, quem nasceu no Brasil em 2016, tem expectativa de viver em média, até os 75 anos, nove meses e sete dias. Três meses e onze dias a mais do que quem nasceu em 2015. Fernando Albuquerque, técnico de demografia do IBGE, explica que a diminuição da mortalidade e da fecundidade tem feito com que a população envelheça.

Técnico de demografia do IBGE - Fernando Albuquerque: Cada vez mais pessoas estão chegando no topo da pirâmide etária. Então, essa massa de aposentados, a tendência é que ela vá aumentando ao longo do tempo. E a população ativa, a tendência é que ela diminua porque as mulheres estão tendo cada vez menos filhos.

Repórter Luana Karen: Com o brasileiro envelhecendo mais e tendo menos filhos, a previsão é de um país no futuro com mais idosos e menos gente do mercado de trabalho. O que, para o secretário da Previdência Social, Marcelo Caetano, reforça a urgência da reforma da Previdência.

Secretário da Previdência Social - Marcelo Caetano: Essa alteração demográfica, no que diz respeito tanto ao fato de as pessoas viverem mais, quanto o fato do número de crianças no país estar diminuindo, isso tem um impacto direto na Previdência. A gente tem um regime previdenciário, que com o passar do tempo fica cada vez mais gente recebendo benefício e cada vez menos gente contribuindo para a Previdência, porque o número de crianças, o número de filhos vai diminuindo. Então, isso traz a urgência da reforma da Previdência.

Repórter Luana Karen: Entre os estados brasileiros, tem mais chance de viver mais quem mora em Santa Catarina e a menor expectativa de vida está no Maranhão. Reportagem, Luana Karen.

Gabriela: E no Dia Mundial de Luta Contra a Aids, o Brasil comemora mais uma vitória.

Nasi: A cidade de Curitiba conseguiu eliminar a transmissão da doença de mães para filhos.

Gabriela: Mas ainda existe um caminho longo para eliminar o HIV no país.

Nasi: O Ministério da Saúde está trabalhando para que todas as pessoas com a doença sejam diagnosticadas rapidamente e comecem o tratamento.

Gabriela: E o mais importante, a prevenção ainda é um dever de todos.

Repórter Gabriela Noronha: Leonardo Lima tem 20 anos e chegou a Instituto Vida Positiva com seis anos. Ele contraiu o vírus HIV quando ainda era um bebê. Na casa de apoio, em Brasília, recebeu remédios, alimentação adequada e ganhou uma família.

Entrevistado -  Leonardo Lima: Meu pai era muito pobre, então não tinha como cuidar de mim. Aqui eu recebo remédio, recebo amor, recebo comida.

Repórter Gabriela Noronha: Vicky Tavares, a vovó Vicky, como é conhecida, não esconde o carinho pelo jovem que está sob seus cuidados há 14 anos. Ela fundou o instituto ao perceber que faltava um tratamento mais humanitário para as crianças e jovens que vivem com a doença. E hoje atende a 23 pessoas infectadas por transmissão vertical, o nome técnico que se dá para o contágio dos filhos por suas mães ou antes do parto ou durante a amamentação. Para a Vicky, o amor é vital do tratamento da doença.

Entrevistada - Vicky Tavares: Cozinho, porque tem coisa melhor do que comida de vó? Não tem, né? Então, isso é uma forma também de fazer um carinho. E sempre estou ali lutado ando por eles, sou amiga mesmo. Eu os amo, muito.

Repórter Gabriela Noronha: E no Dia Mundial de Combate à Aids a cidade de Curitiba, a primeira do Brasil a eliminar a transmissão vertical, foi a escolhida para o lançamento da nova campanha contra a doença. Durante a cerimônia o ministro da Saúde, Ricardo Barros falou sobre a importância da prevenção para evitar novos casos da doença no país.

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: O lema da campanha é ‘Está Combinado’, quer dizer, que as pessoas combinem utilizar a camisinha, fazer a prevenção, evitar os riscos de uma contaminação. E com essa campanha a gente espera sempre que nós possamos diminuir o contágio da Aids no Brasil.

Repórter Gabriela Noronha: Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2016 aumentou o número de casos de HIV, foram mais de 37 mil casos no ano passado, um aumento de 4% em relação a 2015. Os números são explicados pela obrigatoriedade da notificação dos hospitais, que começou em 2014. Para o ministro Ricardo Barros, a conscientização da sociedade é fundamental para diminuir o número de pessoas infectadas.

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Nós temos procurado encontrar um maior número de pessoas que tenham o vírus para que elas se tratem, e parem de transmitir o vírus, e não fiquem doentes de Aids. Então, nós estamos avançando muito em várias medidas, várias ações.

Repórter Gabriela Noronha: A partir de dezembro as populações com maior vulnerabilidade à infecção terão acesso ao tratamento pré-exposição. O Ministério da Saúde adquiriu 3,6 milhões comprimidos para abastecimento de um ano. Reportagem, Gabriela Noronha.

Nasi: Mais recursos para pesquisas nas áreas da saúde e tecnologia.

Gabriela: São R$ 150 milhões liberados pelo Ministério da Saúde para institutos credenciados à Embrapii, Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial.

Nasi: O dinheiro vai ser usado no desenvolvimento de projetos inovadores na saúde, novos medicamentos e procedimentos.

Gabriela: 19h21 no horário brasileiro de verão.

Nasi: Para a população que vive em reservas extrativistas na Amazônia, ter acesso à água potável e saneamento básico era um desafio.

Gabriela: Mesmo sendo uma região banhada por rios, consumir água de qualidade não era a realidade da maioria das famílias da região.
Nasi: Mas aos poucos isso está mudando. O Programa Cisternas já chegou a mais de 500 famílias de duas reservas extrativistas. A repórter Carolina Graziadei conta para a gente que iniciativa é essa.

Repórter Carolina Graziadei: Agora as famílias têm acesso à água de qualidade dentro de casa. O sistema captura a água da chuva, faz o armazenamento e tratamento correto e também contempla a construção de um banheiro completo e de uma pia para a cozinha. O Francisco de Araújo é um exemplo de como o sistema modifica a vida das famílias. Morador da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uacari, o extrativista lembra dos perigos em se banhar à noite no rio por conta de animais como cobras e jacarés, além do difícil acesso à água tratada para o consumo. Pai de duas filhas pequenas, Francisco explica a importância de ter acesso à água de qualidade, o que reflete na saúde de toda a família.

Entrevistado - Francisco de Araújo: Isso representa para mim, assim, um dos maiores sonhos da minha vida, porque hoje eu vejo a facilidade que a gente tem, né? Porque representa para mim um momento de saúde, né, que a gente não tinha antes. Faz a gente esquecer o passado porque antes a gente via que aquela vida que a gente achava que era boa, hoje, graças a Deus é melhor, né?

Repórter Carolina Graziadei: Além da Reserva do Uacari, distante cerca de sete dias de barco da capital Manaus, famílias da reserva extrativista do Médio Juruá também foram contempladas com a tecnologia. Para o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Caio Rocha, a construção do sistema nestas localidades representa uma melhora significativa da qualidade de vida da população, além de promover o controle de doenças.

Secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional - Caio Rocha: Nós, através da secretaria e do ministério, colocamos unidades sanitárias e os microssistemas para acesso a água, porque lá a água tem uma qualidade muito ruim em função do excesso de matéria orgânica e nós estamos, portanto, tornando esta água potável e também levando condições de melhor higiene, de melhores condições de saúde em função da questão sanitária.

Repórter Carolina Graziadei: O Ministério do Desenvolvimento Social investe R$ 43 milhões no projeto. Serão beneficiadas 3.200 famílias com tecnologias sociais para captação, tratamento e uso da água da chuva. Além disso, o Sanear Amazônia irá construir cem sistemas em escolas da região. Já foram implementadas mais de 2 mil tecnologias em reservas extrativistas do Acre, Amapá, Amazonas e Pará. Reportagem, Carolina Graziadei.

Gabriela: Saiu hoje o gabarito do Encceja, o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos.

Nasi: As provas foram aplicadas do dia 19 de novembro. O exame serve para que jovens e adultos tirem o Certificado De Conclusão do Ensino Médio ou do Ensino Fundamental.

Gabriela: O gabarito pode ser conferido no portal Inep, no endereço: portal.inep.gov.br. Eu vou repetir: portal.inep.gov.br.

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite e um bom fim de semana.

Nasi: Boa noite para você e até segunda.

“Brasil, ordem e progresso”.