02 DE JANEIRO DE 2018

Brasil bate recorde em exportações e saldo da balança comercial é o melhor dos últimos 28 anos. Começa a valer novo salário mínimo. Caixa Econômica Federal retoma financiamento mais barato para a compra da casa própria. Forças Armadas continuam nas ruas de Natal e garantem segurança da população. Ultrapassagem indevida e excesso de velocidade são principais causas de acidentes nas estradas no feriado do Ano Novo.

audio/mpeg 02_01_18 - A VOZ DO BRASIL.mp3 — 23550 KB




Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentador Luciano Seixas: Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Luciano: Terça-feira, 2 de janeiro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Luciano: Economia em alta e Brasil bate recorde em exportações.

 

Nasi: Saldo da balança comercial é o melhor dos últimos 28 anos. Graziela Mendonça.

 

Repórter Graziela Mendonça: Em 2017, o Brasil vendeu para outros países US$ 67 bilhões a mais do que importou.

 

Luciano: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Valor do novo salário mínimo já está valendo. Nei Pereira.

 

Repórter Nei Pereira: A partir de agora, começa a valer o novo piso nacional, que passou de R$ 937 para R$ 954.

 

Luciano: E a Caixa também retoma financiamento mais barato para compra da casa própria. Raquel Mariano.

 

Repórter Raquel Mariano: Para imóveis antigos, agora é permitido financiar até 70% do valor do imóvel. Já para os imóveis novos, é possível financiar até 80% do valor total.

 

Nasi: Forças Armadas continuam nas ruas de Natal e garantem segurança da população.

 

Luciano: Hoje, na apresentação, Luciano Seixas e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Luciano: Em 2017, as vendas de produtos do Brasil para o exterior passaram dos US$ 200 bilhões.

 

Nasi: As compras de produtos de outros países foram de aproximadamente US$ 150 bilhões.

 

Luciano: Fazendo as contas, a diferença entre o que compramos e o que vendemos, a chamada balança comercial, chegou aos US$ 67 bilhões, um recorde. A repórter Graziela Mendonça explica.

 

Repórter Graziela Mendonça: Foi o melhor resultado dos últimos 28 anos. Em 2017, o Brasil vendeu para outros países US$ 67 bilhões a mais do que importou, um aumento de 40% na comparação com 2016. Os produtos mais vendidos em quantidade foram minério de ferro, soja e petróleo bruto. Em valor exportado, os destaques foram soja, automóveis de passageiros e celulose. O secretário de comércio exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Abrão Neto, explica quais foram os fatores que impulsionaram as exportações.

 

Secretário de comércio exterior - Abrão Neto: No primeiro semestre de 2017, o crescimento das exportações foi puxado pelo aumento de preços. Já no segundo semestre, tem uma inversão, e o motor do crescimento das exportações é o aumento das quantidades.

 

Repórter Graziela Mendonça: De acordo com o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, a expectativa para 2018 é que as importações e exportações continuem crescendo.

 

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Pereira: Todos os analistas apontam que a economia brasileira deve crescer em torno de 3%, então haverá, naturalmente, um aquecimento da demanda interna. Há uma expectativa também do aumento do comércio, pelo segundo ano consecutivo, o que seria também de grande relevância. Também não poderia deixar de destacar as medidas de facilitação de comércio e, em especial, a implementação do Portal Único do Comércio Exterior, do módulo importação. Tudo isso gera uma perspectiva muito boa para esse ano.

 

Repórter Graziela Mendonça: China, Estados Unidos e Argentina continuam sendo os países que mais vendem para o Brasil e também os que mais compram nossos produtos. Locução, Graziela Mendonça. Reportagem, Raissa Lopes.

 

Nasi: Já está valendo o novo valor do salário mínimo.

 

Luciano: É, a partir de 1º de janeiro, todo trabalhador com carteira assinada, além de aposentados e pensionistas, devem receber, no mínimo, R$ 954.

 

Nasi: Também está valendo a nova idade para saques do PIS/Pasep. O repórter Nei Pereira tem os detalhes.

 

Repórter Nei Pereira: A partir de agora, começa a valer o novo piso nacional, que passou de R$ 937 para R$ 954. No Brasil, aproximadamente 45 milhões de pessoas recebem um salário mínimo. Nesse cálculo estão pensionistas e aposentados no INSS. O valor segue uma fórmula definida em lei. Como em 2016 o PIB teve variação negativa, esse valor não foi levado em conta e o mínimo foi ajustado apenas pela inflação de 2017. Além do salário mínimo, começa a valer a partir de agora a nova idade para saques do PIS/Pasep. A medida que fixa em 60 anos a idade mínima para o saque vai injetar mais de R$ 23 bilhões na economia brasileira. Em outubro do ano passado, o governo já havia reduzido a idade mínima para acessar os recursos. Tem direito às cotas o trabalhador cadastrado no fundo entre 1971 e 1988, que ainda não fez o saque total do dinheiro. Os funcionários públicos cadastrados no Pasep devem procurar o Bando do Brasil. Já os do setor privado, incluídos no PIS, devem se dirigir a uma agência da Caixa Econômica Federal. Nei Pereira para a Voz do Brasil.

 

Luciano: Segundo dia do ano, momento de fazer planos e realizar sonhos em 2018.

 

Nasi: E para quem quiser comprar um novo imóvel, já está disponível um financiamento com a menor taxa de juros do mercado.

 

Luciano: São R$ 4 bilhões disponíveis em crédito na Caixa Econômica Federal.

 

Repórter Raquel Mariano: Quem está fazendo planos para a compra da casa nova já pode procurar a Caixa Econômica Federal para fazer o financiamento. A partir desta terça-feira foi reaberta a linha de financiamento habitacional Pró-Cotista. O crédito é permitido para quem tem uma conta ativa do FGTS ou para quem comprovar o período mínimo de 36 meses de trabalho sob o regime do fundo e ter um saldo de 10% do valor do imóvel. O vice-presidente de habitação da Caixa Econômica Federal, Nelson Antonio de Souza, explica porque vale a pena optar por esse tipo de financiamento.

 

Vice-presidente de habitação da Caixa Econômica Federal - Nelson Antonio de Souza: Tem a menor taxa de juros do mercado e tem um prazo, que é um prazo muito adequado para quem quer financiar sua casa, que vai até 360 meses, no sistema SAC, né, Sistema de Amortização Constante de juros. E além do mais não tem limite de renda para quem está pleiteando o imóvel, certo? Ao financiamento do imóvel. Então todas essas facilidades levam a uma procura muito grande, por conta desse, para esse financiamento.

 

Repórter Raquel Mariano: A outra novidade deste ano é que a Caixa Econômica também alterou o valor a ser financiado. Para imóveis antigos, agora é permitido financiar até 70% do valor do imóvel. Antes era permitido apenas 50%. Já para os imóveis novos, é possível financiar até 80% do valor total. O valor máximo do imóvel a ser financiado é de R$ 950 mil, nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Já nas demais regiões do país o valor é de até R$ 800 mil. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Nasi: E quem paga aluguel está, como diz o ditado popular, com a faca e o queijo na mão na hora de renovar os contratos.

 

Luciano: Isso porque, com a melhora da economia, ocorreu uma queda na inflação nos preços dos alimentos e também no índice que calcula o preço dos aluguéis, como nos conta a repórter Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: A imobiliária do Hermes Alcântara administra 500 contratos de aluguel em Brasília. Na hora de renovar a locação em 2017, 90% dos contratos mantiveram o mesmo valor. Nem teve aumento nem teve redução de preço.

 

Dono de imobiliária - Hermes Alcântara: O locatário renovava o valor do aluguel pelo mesmo índice, pelo mesmo valor, ou ele mudava para o apartamento do lado, que estava sendo alugado por um pouquinho mais baixo. Para o proprietário, é muito mais interessante negociar o valor do aluguel, mantendo um bom locatário, do que o imóvel desocupar e colocar o preço no mercado, a um preço mais baixo.

 

Repórter Luana Karen: Localização, tamanho e estado de conservação são alguns dos fatores que influenciam no valor do aluguel. Já na hora de reajustar o contrato, a maioria usa o Índice Geral de Preços de Mercado, o IGPM, que fechou o ano com queda de 0,52%, como explica André Brás, economista da Fundação Getúlio Vargas.

 

Economista - André Brás: A gente teve uma oferta de alimentos maior. Essas safras permitiram um aumento da oferta e queda no preço. E essas quedas de preço então, favoreceram essa taxa negativa no final de 2017.

 

Repórter Luana Karen: Para o professor de economia da Universidade de Brasília, Vander Lucas, o IGPM negativo dá mais poder de negociação para o inquilino.

 

Professor de economia - Vander Lucas: O inquilino tem agora, vamos dizer assim, um poder de barganha maior, ele pode chegar agora no proprietário e falar: "Bem, olha lá o nosso indicador de reajuste. Então, eu gostaria que o nosso, o valor do aluguel fosse reajustado para baixo". O proprietário, que ele tem que acolher as condições de mercado, de tal maneira que ele vai ter uma certa pressão de ter que reajustar esse contrato para baixo.

 

Repórter Luana Karen: Além de nortear o reajuste dos contratos de aluguel, o IGPM serve como referência para contratos de energia elétrica. O índice é calculado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas. Reportagem, Luana Karen.

 

Luciano: 19h10 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Vai pegar a estrada?

 

Luciano: Então nada de ultrapassagem em locais proibidos e excesso de velocidade.

 

Nasi: Essas foram as principais causas de acidentes nas rodovias durante o feriado do ano novo. Vamos detalhar esses números ainda nesta edição.

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!!".

 

Luciano: Nem todo mundo sabe, mas, em parceria com o Ministério do Esporte, o Ministério da Defesa presta um importante apoio ao esporte nacional, por meio de programas que já transformaram a vida de muita gente.

 

Nasi: É o Programa Atletas de Alto Rendimento das Forças Armadas, que ganhou destaque com um grande número de medalhas conquistadas durante os Jogos Olímpicos Rio 2016.

 

Luciano: Mas o trabalho de treinamento desses atletas é contínuo e segue de forma bem planejada, para que o Brasil possa repetir o sucesso em 2020, nas Olimpíadas do Japão.

 

Repórter Marina Melo: Para fazer sucesso num grande campeonato esportivo, como nos Jogos Olímpicos, por exemplo, o atleta passa anos num treinamento exaustivo, onde cada segundo pode fazer a diferença na hora dos resultados. Após o bom desempenho dos atletas militares nas Olimpíadas de 2016, o desporto militar teve um ano repleto de treinamentos e participações em campeonatos, que mostraram que o esporte no Brasil continua no caminho certo. Ao longo de 2017, os atletas militares foram destaque em campeonatos como o europeu de vela, pentatlo naval e aeronáutico e triatlo feminino, além de o Brasil ter sediado duas importantes competições: o Campeonato Mundial Militar de Vôlei de Praia e de Natação. O diretor do Departamento de Desporto Militar do Ministério da Defesa, almirante Paulo Zúcaro, explica que isso tudo faz parte de um amplo planejamento com vistas às Olimpíadas de 2020.

 

Diretor do Departamento de Desporto Militar - Almirante Paulo Zúcaro: Isso tudo faz parte do nosso planejamento para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, e antes desses jogos, os 7º Jogos Mundiais Militares na China, em 2019. Isso tudo faz parte de um grande planejamento estratégico, que já foi feito, está em plena marcha. Então, a gente já está visando 2020, estamos trabalhando dentro de todo um sistema, de toda uma estrutura pensada, um projeto.

 

Repórter Marina Melo: O Programa Atletas de Alto Rendimento do Ministério da Defesa se consolidou como uma das principais saídas para atletas que não têm patrocínio e precisam continuar treinando, como foi o caso de Robson Conceição, que ganhou medalha de ouro no boxe durante as Olimpíadas do ano passado.

 

Atleta - Robson Conceição: Fiquei distante da Confederação por dois anos e estava quase desistindo de continuar seguindo pelo meu sonho, e estava sem apoio nenhum, né? E tinha que ajudar a família de alguma forma. E a Marinha apareceu em minha vida, com esse projeto de inclusão social, e foi onde minha chama reacendeu de novo e eu pude continuar seguindo. O apoio para o atleta é tudo, né?

 

Repórter Marina Melo: E para quem ainda sonha em um dia ser um atleta, o Profesp, Programa Forças no Esporte, também avançou, como explica o diretor do Departamento de Desporto Militar.

 

Diretor do Departamento de Desporto Militar - Almirante Paulo Zúcaro: Esse ano, nós conseguimos aumentar a ajuda financeira do Ministério do Desenvolvimento Social, para a alimentação das crianças e jovens nas nossas unidades militares, isso foi muito bom. Ampliamos as compras na Agricultura Familiar, para alimentação das crianças, então também tem mais esse transbordamento positivo, do ponto de vista social.

 

Repórter Marina Melo: em 2017, o Profesp também foi expandido para poder atender a crianças em situação de vulnerabilidade social que vivem em comunidades violentas do Rio de Janeiro. Reportagem, Marina Melo.

 

Nasi: A presença das Forças Armadas no Rio Grande do Norte, principalmente na região metropolitana de Natal, reduziu os índices de violência e garantiu uma passagem de ano tranquila à população.

 

Luciano: O início da Operação Potiguar III foi acompanhado de perto pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, que fez um balanço positivo das ações.

 

Repórter Pablo Mundim: Cerca de 2.800 homens das Forças Armadas garantem a segurança da população do Rio Grande do Norte. O reforço federal foi enviado após uma paralisação das Polícias Militar, Civil e do Corpo de Bombeiros no estado, que começou no dia 19 de dezembro. A Operação Potiguar III começou na noite da última sexta-feira, na região metropolitana de Natal, capital do estado. De acordo com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, que acompanhou pessoalmente as ações, no dia 29 foram contabilizadas 18 mortes. No sábado, dia 30, o número caiu para 11. No domingo, dia 31, foram dois homicídios e apenas um registro na primeira madrugada de janeiro. Para o ministro Raul Jungmann, os resultados foram muito positivos.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: O resultado é absolutamente expressivo, no sentido da redução de todos os delitos praticamente, à exceção de um ou dois, e obviamente na sensação de segurança que foi conferida à população potiguar a partir da chegada das Forças Armadas e o início da Operação Potiguar III.

 

Repórter Pablo Mundim: O ministro também reforçou a necessidade do retorno do policiamento no estado e o fim da paralisação.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Tudo que nós prometemos, nós entregamos. Quero, entretanto, lembrar que essa é uma situação extraordinária, que não pode perdurar. As Forças Armadas não podem ficar permanentemente nem aqui e em nenhum outro estado. É porque a Constituição não permite.

 

Repórter Pablo Mundim: E após decisão da Justiça do Rio Grande do Norte, que determinou a prisão de policiais que promovam e defendam a paralisação, policiais militares começaram a deixar os batalhões da região metropolitana de Natal para fazer o patrulhamento nesta terça-feira. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Nasi: E a Força Nacional vai continuar atuando por mais 180 dias no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Sergipe, por determinação do Ministério da Justiça.

 

Luciano: Em Aracaju, Natal e Porto Alegre, as ações se concentram no combate aos homicídios e violência contra as mulheres.

 

Nasi: No Rio de Janeiro, a Força Nacional atua como apoio no combate ao crime organizado, tráfico de drogas e armas e roubo de cargas.

 

"Trânsito. Atenção, motorista".

 

Luciano: O número de mortes em acidentes nas rodovias federais no feriado de ano novo foi menor do que no Natal.

 

Nasi: Na comparação com o réveillon anterior, este ano também foi menos violento.

 

Luciano: Os dados são da Polícia Rodoviária Federal, que realiza até o carnaval a Operação Rodovida, com ações de fiscalização e educação no trânsito.

 

Repórter Natália Melo: No feriado de ano novo, foram registrados nas rodovias federais 987 acidentes, com mais de mil feridos e 67 mortos. Ultrapassagens perigosas, alta velocidade e motoristas embriagados ao volante foram as causas de acidentes nas estradas brasileiras durante o feriado de ano novo, segundo o balanço da Polícia Rodoviária Federal. O porta-voz da Polícia Rodoviária Federal, Diego Brandão, explica que os números são menores que os do ano passado, mas diz que eles ainda preocupam.

 

Porta-voz da Polícia Rodoviária Federal - Diego Brandão: Ano passado, feriado de ano novo caiu num domingo. E esse ano, na segunda-feira. Mesmo não sendo essa comparação direta tão correta, nós tivemos uma diminuição, se a gente comparar quatro dias de operação. Mas, mesmo assim, ainda são números preocupantes.

 

Repórter Natália Melo: Os dados são da Operação Rodovida e reúnem as ocorrências nas estradas federais, entre os dias 29 de dezembro do ano passado a 1º de janeiro de 2018. A fiscalização, que tem por objetivo ajudar a diminuir a violência no trânsito, continua até o fim do carnaval, em fevereiro. E para quem pretende pegar a estrada, agora no período de férias, o porta-voz da Polícia Rodoviária Federal dá as dicas para uma viagem mais segura.

 

Porta-voz da Polícia Rodoviária Federal - Diego Brandão: Tenha um planejamento prévio para conhecer sua rota, o seu caminho, pontos de parada, de descanso, de alimentação, fazer uma manutenção prévia no seu veículo, para que ele consiga fazer essa viagem com tranquilidade, que você tenha condições físicas e psicológicas para dirigir o seu veículo durante esse período e, durante a condução, não exceda a velocidade, não use álcool, não faça ultrapassagens onde você não tenha total segurança. Use o cinto de segurança, capacete, cadeirinha, para minimizar ou evitar o acidente.

 

Repórter Natália Melo: Só por excesso de velocidade, foram mais de 36 mil ocorrências em todo o país. Também foram flagrados mais de 3.200 motoristas fazendo ultrapassagem irregular e mais de 1.600 sem cinto de segurança. A polícia registrou ainda cerca de 560 motoristas alcoolizados. Reportagem, Natália Melo.

 

Nasi: Você que é aposentado ou pensionista do INSS, já fez a sua comprovação de vida?

 

Luciano: O prazo, que era até o dia 31 de dezembro, foi prorrogado para o final de fevereiro.

 

Nasi: Fazer a comprovação é simples e garante o pagamento do benefício.

 

Repórter Mara Kenupp: Do alto dos 80 anos, a aposentada Marieta Gonçalves está bem tranquila. Ela conta que já compareceu ao banco, apresentou documentos e cadastrou uma nova senha para receber o benefício do INSS. Por isso, não corre mais o risco de ter o pagamento interrompido. Para a aposentada, o benefício é muito importante.

 

Aposentada - Marieta Gonçalves: Eu tomo muito remédio, aí tem que ter o dinheiro para comprar o remédio, né? Por isso que eu tenho todo o interesse de deixar a minha aposentadoria bem cara. Eu sou muito cuidadosa com meus documentos, com minha aposentadoria. Tudo certo, para saberem que eu estou viva mesmo.

 

Repórter Mara Kenupp: Dos mais de 34 milhões de beneficiários do INSS, quase 28 milhões já fizeram como dona Marieta: foram ao banco e realizaram a comprovação de vida, ou seja, mostraram que estão vivos. Mas ainda faltam cerca de 6 milhões de pessoas. Para dar uma chance aos atrasados, o INSS esticou o prazo, que agora vai até 28 de fevereiro de 2018. O aposentado ou pensionista precisa comparecer ao banco em que recebe o benefício e levar um documento com foto, só assim garante a continuidade do recebimento. O procedimento é obrigatório. Quem não puder ir a uma agência bancária, por motivo de doença, pode fazer tudo por meio de um procurador. O importante é não perder o prazo. Quem não fizer a comprovação de vida no tempo previsto poderá ter o pagamento suspenso. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Nasi: 19h21 no horário brasileiro de verão.

 

Luciano: Chapada dos Veadeiros, Lençóis Maranhenses, Serra da Capivara, Cataratas do Iguaçu e Corcovado.

 

Nasi: Essas são algumas das mais de 300 unidades de conservação do Brasil.

 

Luciano: Áreas que são protegidas pelo Governo Federal para preservar as riquezas naturais do país.

 

Nasi: E uma medida provisória publicada pelo governo vai facilitar a utilização de recursos e melhorar a gestão desses parques e reservas. Quem tem os detalhes é a repórter Natália Koslyk.

 

Repórter Natália Koslyk: O empreendedor de alguma obra que tenha impacto ambiental é obrigado, por lei, a destinar uma parte dos recursos para cuidados com as unidades de conservação. O dinheiro, que até então era administrado pelo próprio empreendedor, vai poder ser gerido por um fundo do Governo Federal. De acordo com o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Ricardo Soavinski, essa opção vai trazer avanços para a gestão dos parques e reservas naturais.

 

Presidente do ICMBio - Ricardo Soavinski: Mais de R$ 1 bilhão que foram acumulados ao longo do tempo, e que agora, com a medida provisória, criando um fundo em um dos bancos públicos, esse recurso realmente vai chegar nas unidades de conservação. Então, isso será traduzido em pagamento de terras privadas dentro dos parques, construção de infraestrutura.

 

Repórter Natália Koslyk: O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros é uma das unidades de conservação que vai receber recursos do fundo. De acordo com o diretor do parque, Fernando Tatagiba, o dinheiro vai aumentar o potencial turístico do lugar, que recebe cerca de 60 mil visitantes e movimenta em torno de R$ 100 milhões por ano.

 

Diretor do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros - Fernando Tatagiba: Esse recurso vem em muito boa hora, considerando que o parque nacional foi ampliado. Ele passou de 65 mil hectares para mais de 240 mil hectares. Então, esse recurso vai nos auxiliar nos trabalhos de demarcação, sinalização e cercamento da unidade, vai ser utilizado na indenização de imóveis abarcados pelos novos limites do parque.

 

Repórter Natália Koslyk: Mais de 150 unidades de conservação vão ser beneficiadas com os recursos do fundo, que vão ser disponibilizados em até três meses. A medida provisória também amplia o prazo para contratação de brigadistas, que antes era de seis meses, para até dois anos. Isso vai ajudar na prevenção de incêndios, como explica Fernando Tatagiba, diretor do Parque Chapada dos Veadeiros.

 

Diretor do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros - Fernando Tatagiba: As principais ações preventivas aos grandes incêndios, os incêndios que atingem vegetações sensíveis, devem ser desenvolvidos ainda no período das chuvas. Então é muito bom para nós ter a possibilidade de contarmos com brigadistas já a partir do início do ano.

 

Repórter Natália Koslyk: As novas regras também ampliam a área de atuação dos brigadistas e permitem a contratação da população local, contribuindo para geração de emprego e renda. Reportagem, Natália Koslyk.

 

Luciano: Começou a valer uma nova regra para transações financeiras em espécie acima de R$ 30 mil.

 

Nasi: A partir de agora, todas as movimentações feitas em dinheiro, a partir desse valor, terão de ser declaradas à Receita Federal.

 

Luciano: Com essa mudança, qualquer movimentação financeira a partir de R$ 30 mil terá de ser declarada por meio de um formulário eletrônico.

 

Nasi: Para evitar problemas com a Receita, o contribuinte tem de apresentar o formulário até o último dia do mês seguinte ao recebimento do dinheiro.

 

Luciano: Quem descumprir a regra pode pagar multa, que vai de 1,5% a 3% do valor total da operação.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Luciano: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Luciano: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".