03 DE JANEIRO DE 2019 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Presidente Jair Bolsonaro faz primeira reunião ministerial e reafirma compromisso de que cargos do governo vão ser preenchidos por critérios técnicos. E presidente pede ainda levantamento sobre gastos das pastas. Novo presidente da Petrobras toma posse. Roberto Castello Branco afirma que mudanças na empresa vão atrair novos investimentos. Feriado de Ano Novo tem queda de 30% no número de acidentes.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite pra você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quinta-feira, 3 de janeiro de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Presidente Jair Bolsonaro faz primeira reunião ministerial.

 

Gabriela: E reafirma compromisso de que cargos do governo vão ser preenchidos por critérios técnicos.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Tivemos o compromisso também de não aceitar indicações políticas, de modo que as indicações foram técnicas.

 

Nasi: E presidente pede ainda levantamento sobre gastos das pastas. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: Ficou acertado ainda que os ministros devem fazer o levantamento de todos os imóveis da União.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Novo presidente da Petrobras toma posse.

 

Gabriela: Roberto Castello Branco afirma que mudanças na empresa vão atrair novos investimentos.

 

Presidente da Petrobras - Roberto Castello Branco: Assim, viabilizaremos a construção de um mercado competitivo e vibrante em nosso país.

 

Nasi: Feriado de ano-novo tem queda de 30% no número de acidentes. Cleide Lopes.

 

Repórter Cleide Lopes: Outro dado positivo é que houve redução de 20% nas mortes em relação a 2017.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

Gabriela: O presidente Jair Bolsonaro fez a primeira reunião ministerial no Palácio do Planalto.

 

Nasi: Durante quase quatro horas, o presidente esteve reunido com o vice, general Hamilton Mourão, e os 22 ministros, para discutir as primeiras medidas que serão adotadas na nova gestão.

 

Gabriela: Ficou decidido que os cargos de segundo e terceiro escalões serão preenchidos segundo critérios técnicos, respeitando a afinidade com as propostas da atual gestão.

 

Nasi: Jair Bolsonaro lembrou que os ministros foram escolhidos por esses mesmos critérios, sem indicação política.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Tivemos o compromisso também de não aceitar indicações políticas, de modo que as indicações foram técnicas. E hoje em dia, em grande parte... Não sou eu não, é a presença de vocês que nos têm levado a um índice de aceitação muito grande junto à população. E nenhum aqui destoa ou tem destoado daquilo que nós nos comprometemos ao longo da nossa campanha.

 

Gabriela: E uma das decisões da reunião ministerial diz respeito à redução de custos.

 

Nasi: Uma das propostas é o uso racional dos imóveis públicos.

 

Gabriela: Também ficou acertado que o governo vai diminuir estruturas, como os conselhos de assessoramento que existem nos ministérios.

 

Repórter Luana Karen: O governo extinguiu o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão. O órgão, formado por integrantes da sociedade civil, prestava assessoramento direto ao Presidente da República em todas as áreas de atuação do Poder Executivo. Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o governo também vai revisar todos os outros conselhos de assessoramento na administração pública.

 

Ministro-chefe da Casa Civil - Onyx Lorenzoni: Contam-se a casa das centenas de conselhos, todos eles com um volume muito grande de pessoas, o que traz custos para a administração pública e, em muitos momentos, sendo repetidos em ministérios diferentes conselhos que às vezes têm quase que a mesma função.

 

Repórter Luana Karen: Segundo Onyx Lorenzoni, na terça-feira que vem, os ministros devem também apresentar ao presidente Jair Bolsonaro um conjunto de medidas e propostas que podem ser implementadas nas primeiras semanas de janeiro, e é esperada para os próximos dias a apresentação da proposta de reforma da previdência do governo Bolsonaro. Ficou acertado ainda que os ministros devem fazer o levantamento de todos os imóveis da União.

 

Ministro-chefe da Casa Civil - Onyx Lorenzoni: Nós estamos pretendendo criar o que nós chamamos de Casa Brasil, que será em cada capital brasileira nós podermos reunir toda a estrutura dos ministérios, da administração direta, com o objetivo de poder racionalizar e depois permitir a venda destes imóveis. As primeiras informações são que a União tem próximo de 700 mil imóveis. Então, vocês imaginem o que isto significa em termos de custo da sua manutenção.

 

Repórter Luana Karen: Esta foi a primeira reunião do Conselho de Governo, também conhecida como reunião ministerial. A ideia é que esses encontros sejam feitos toda semana. A próxima reunião está marcada para terça-feira da semana que vem. Reportagem: Luana Karen.

 

Nasi: E o presidente Jair Bolsonaro conheceu hoje a secretaria que é responsável pela sua segurança.

 

Gabriela: Na visita, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, mostrou a Bolsonaro como funcionam os procedimentos para garantir a proteção do presidente.

 

Nasi: A repórter Danielle Popov acompanhou a visita e tem ao vivo mais informações. Boa noite, Danielle.

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): Boa noite, Nasi, boa noite, Gabriela, boa noite também aos ouvintes da Voz do Brasil. A Secretaria de Segurança do Presidente da República é responsável pela proteção ao presidente, tanto nas atividades do dia a dia quanto nos deslocamentos oficiais ou particulares, dentro e fora do Brasil. Na visita à secretaria, que faz parte do Gabinete de Segurança Institucional, GSI, Jair Bolsonaro conheceu os procedimentos adotados para garantir a integridade do presidente, como explicou o general Augusto Heleno, ministro do GSI.

 

Ministro do GSI - General Augusto Heleno: A autoridade tem que se acostumar a esse ritual, são procedimentos-padrão, que são adotados por quase todos os serviços de segurança sérios e bem preparados do mundo. Mas é importante que ele compreenda a necessidade disso para a preservação, não só a preservação da vida, mas evitar constrangimentos.

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): Segundo o general Augusto Heleno, foram apresentados ao presidente Bolsonaro um simulador de tiros, equipamentos e armamentos. O presidente também assistiu a uma demonstração da ação dos agentes no comboio presidencial, que é a estrutura montada para a segurança do presidente em deslocamentos por terra.

 

Gabriela: E, Danielle, o presidente Bolsonaro também se reuniu hoje com o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, não foi mesmo?

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): Isso, Gabriela. O diretor-geral da OMC, o embaixador Roberto Azevêdo, disse que conversou com o presidente a respeito de temas ligados ao comércio internacional.

 

Diretor-geral da OMC - Roberto Azevêdo: Falamos sobre temas de economia mundial, comércio mundial, os cenários que se apresentam, as oportunidades que estão aí, as mudanças que estão se verificando, não somente no Brasil, no mundo inteiro. E eu acho que, a partir disso, criamos a oportunidade de aprofundar o diálogo entre a organização, o governo brasileiro, com a mentalidade aberta, cabeça aberta, prontos para pensar de maneira diferente, de maneira inovadora, que é o que nós estamos precisando nesse momento.

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): Bem, a OMC tem o objetivo de regular as relações comerciais entre os mais de 160 países-membros, e o Brasil foi um dos fundadores da organização. Gabriela, Nasi.

 

Nasi: Obrigado, Danielle Popov, pelas informações ao vivo aqui na Voz do Brasil.

 

Gabriela: E pelas redes sociais, o presidente Bolsonaro afirmou que o Brasil vai atrair investimentos de R$ 7 bilhões em breve.

 

Nasi: Os valores vão ser investidos por meio de projetos de concessão de 12 aeroportos, 4 terminais portuários e 1 ferrovia.

 

Gabriela: Os projetos mencionados por Bolsonaro incluem aeroportos nas Regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, a Ferrovia Norte-Sul e terminais portuários na Paraíba e Espírito Santo.

 

Nasi: Segundo o presidente, a confiança dos investidores vai fazer com que o governo resgate o desenvolvimento inicial da infraestrutura do Brasil, com condições favoráveis à população.

 

Gabriela: E hoje foi dia de outras posses no novo governo.

 

Nasi: O economista Roberto Castello Branco assumiu a presidência da Petrobras.

 

Gabriela: No discurso de posse, ele afirmou que a maior empresa do setor energético do país vai priorizar a produção e exploração dos campos de petróleo em águas profundas, e que vai passar por mudanças para atrair novos investidores.

 

Presidente da Petrobras - Roberto Castello Branco: O foco deve ser nos ativos em que a Petrobras é dona natural, aqueles em que é capaz de extrair o máximo de retorno possível. A competência principal da companhia é na exploração e produção de grandes campos de petróleo em águas profundas e ultraprofundas. Os interesses do país e da Petrobras devem ser conciliados por mudanças na estrutura legal e regulatória e venda de ativos. Assim, atrairemos investidores privados e, juntos, viabilizaremos a construção de um mercado competitivo e vibrante em nosso país.

 

Nasi: E os investimentos no setor também foram destacados no discurso do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

 

Gabriela: O ministro afirmou que, nos próximos oito anos, o setor de energia deverá receber investimentos de R$ 1,8 trilhão.

 

Nasi: O ministro disse ainda que o governo não vai interferir na política de preços dos combustíveis da Petrobras.

 

Ministro de Minas e Energia - Bento Albuquerque: Não haverá interferência do governo nessa área, não é saudável para as empresas nem para as pessoas. O setor de energia é estratégico para o desenvolvimento de qualquer país. Criar políticas públicas alinhadas com conceitos modernos de governança e oferecer previsibilidade, estabilidade regulatória e sólida regulamentação jurídica para os investidores certamente garantirão a entrada desses investimentos na economia brasileira.

 

Gabriela: E o novo ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, conversou agora há pouco com a equipe da Voz do Brasil e destacou algumas áreas prioritárias nos primeiros dias de sua gestão.

 

Nasi: O Programa Minha Casa Minha Vida, por exemplo, vai continuar e deve ser aperfeiçoado.

 

Repórter Pablo Mundim: Ao assumir o comando do Ministério do Desenvolvimento Regional, Gustavo Henrique Canuto reuniu os servidores e colaboradores dos antigos ministérios das Cidades e da Integração Nacional, e apresentou os novos secretários de sua equipe. O ministro falou quais áreas serão prioridades do ministério nos primeiros dez dias de governo.

 

Ministro do Desenvolvimento Regional - Gustavo Henrique Canuto: O Programa Minha Casa Minha Vida, [ininteligível] integração do São Francisco, a questão do saneamento, as obras que estão paralisadas, a questão da mobilidade urbana, que a gente consiga alinhar as políticas de habitação, principalmente com a mobilidade urbana, a Defesa Civil, ela recebe uma nova competência, que é a proteção das encostas. A gente precisa que as cidades sejam um promotor do desenvolvimento regional.

 

Repórter Pablo Mundim: O ministro também falou sobre o Programa Minha Casa Minha Vida, que deve passar por um aperfeiçoamento durante a sua gestão.

 

Ministro do Desenvolvimento Regional - Gustavo Henrique Canuto: O Programa Minha Casa Minha Vida tem uma relevância ímpar. A gente vai fazer uma análise mais detida, uma revisão do programa, a fim de aperfeiçoar. Mas, nesse momento, o programa continua como está.

 

Repórter Pablo Mundim: Em relação às obras paralisadas em todo o Brasil, o ministro Gustavo Canuto disse que é necessário fazer uma análise de viabilidade para que possam ser retomadas.

 

Ministro do Desenvolvimento Regional - Gustavo Henrique Canuto: O critério principal é verificar aquelas que têm viabilidade orçamentária e financeira. A depender do estágio de execução dessas obras e da condição orçamentária e financeira é que vai pautar essa decisão.

 

Repórter Pablo Mundim: Gustavo Canuto foi o 17º ministro anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro. Graduado em Engenharia de Computação e bacharel em Direito, o ministro é servidor efetivo do Ministério do Planejamento e foi secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional no governo Temer. Reportagem: Pablo Mundim.

 

Gabriela: O novo Ministério da Cidadania, criado pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, vai incorporar as funções de outros ministérios.

 

Nasi: Entre eles, o do Desenvolvimento Social, do Esporte e da Cultura.

 

Gabriela: E esta mudança vai trazer benefícios à população.

 

Nasi: Os novos secretários especiais de cada uma destas áreas tomaram posse e falaram sobre as prioridades.

 

Repórter Diego Queijo: Os secretários especiais que vão compor o Ministério da Cidadania foram apresentados durante o evento de transmissão de cargo ao ministro Osmar Terra, em Brasília. De acordo com o ministro, a integração dará mais eficiência ao governo federal para atingir bons resultados para o país.

 

Ministro da Cidadania - Osmar Terra: Nós estamos aqui para celebrar um ministério grandioso. Ele pode fazer um trabalho extraordinário, tanto nas suas especificidades, da Cultura, do Esporte, do Desenvolvimento Social, mas também pode ser um grande instrumento de redenção, de incorporação da sociedade ao Brasil novo que a gente espera que venha, e venha logo.

 

Repórter Diego Queijo: O secretário especial do Desenvolvimento Social, Lelo Coimbra, disse que, entre as prioridades, estão a criação de um 13º benefício para quem recebe o Bolsa Família e a atenção à primeira infância.

 

Secretário especial do Desenvolvimento Social - Lelo Coimbra: O Bolsa Família, que é um programa importantíssimo, continuar o trabalho, aprimorando o trabalho de fazer o seu acompanhamento, a eliminação daqueles que não têm o direito de estarem ali.

 

Repórter Diego Queijo: Jornalista e radialista, o secretário especial de Cultura, Henrique Pires, defende a qualificação da Cultura e a integração com o Desenvolvimento Social e o Esporte para gerar resultados positivos à sociedade, inclusive na criação de oportunidades de trabalho.

 

Secretário especial de Cultura - Henrique Pires: A minha expectativa é que a cultura seja um forte componente na virada que nós [ininteligível] país com relação a esse índice altíssimo de desemprego. E a economia da cultura pode ser um fator de diferença, que envolve, assim, a cadeia produtiva do cinema, envolve livro e literatura.

 

Repórter Diego Queijo: Já o secretário do Esporte, Marco Aurélio Vieira, é general da reserva do Exército Brasileiro e tem trabalho reconhecido como diretor-executivo de Operações dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro em 2016. Entre os planos, está reforçar o papel social da área nas comunidades.

 

Secretário especial do Esporte - Marco Aurélio Vieira: O esporte também é... cumpre um papel social, tem uma interação muito grande com a cultura em todas as civilizações. A nossa ideia é fazer com que o trabalho até hoje realizado, de sucesso, ele seja potencializado, e que a gente possa melhorar aquilo que possa ser melhorado.

 

Repórter Diego Queijo: O Ministério da Cidadania foi criado pelo Presidente da República Jair Bolsonaro. A pasta engloba, além de Esporte e Cultura, as políticas nacionais de desenvolvimento social, segurança alimentar e nutricional, assistência social, renda de cidadania e parte das políticas sobre drogas. Reportagem: Diego Queijo.

 

Gabriela: Você vai ouvir ainda nesta edição que o feriado de ano-novo teve menos acidentes e mortes nas estradas federais.

 

Nasi: E a gente vai explicar as razões para a queda nesses índices.

 

Gabriela: As exportações do Brasil atingiram US$ 240 bilhões no ano passado, o maior valor nos últimos cinco anos.

 

Nasi: Um dos principais destaques foi para a venda de soja.

 

Gabriela: E o saldo da balança comercial, que é a diferença entre o que o país vendeu e comprou, fechou o ano com resultado positivo de quase US$ 60 bilhões, o segundo melhor resultado dos últimos 30 anos.

 

Repórter Natália Koslyk: As exportações brasileiras aumentaram pelo segundo ano consecutivo e alcançaram quase US$ 240 bilhões em 2018, de acordo com dados do Ministério da Economia, um aumento de cerca de 10% em relação ao ano anterior e o maior valor dos últimos cinco anos. Um dos principais destaques foi a comercialização da soja, que apresentou recorde de 84 milhões de toneladas exportadas, além de óleos brutos de petróleo, celulose e minério de ferro. O maior volume de vendas foi para o mercado chinês, somando US$ 76 bilhões, um incremento de 32%. As compras do país também tiveram aumento de quase 20%, somando pouco mais de US$ 180 bilhões. E o saldo da balança comercial, que é a diferença entre as exportações e as importações, terminou positivo em US$ 58 bilhões. É o segundo melhor resultado em quase 30 anos. Natália Koslyk para a Voz do Brasil.

 

Nasi: O feriado de ano-novo foi menos violento nas estradas federais.

 

Gabriela: Segundo o balanço da Operação Rodovida, da Polícia Rodoviária Federal, o número de acidentes teve redução de 30% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

 

Nasi: E o de mortes caiu 20%.

 

Gabriela: Mas o número de infrações, como as ultrapassagens indevidas, aumentou.

 

Repórter Cleide Lopes: Para a bancária Mirele Longuinho, ser parada na estrada dá um friozinho na barriga, mas sabe que isso é necessário para a segurança de todos.

 

Bancária - Mirele Longuinho: É extremamente importante, tanto para a nossa segurança enquanto condutor quanto para toda a população.

 

Repórter Cleide Lopes: A Polícia Rodoviária Federal continua intensificando a fiscalização nas rodovias, especialmente em feriados prolongados e em operações de final de ano, tudo para reduzir as mortes nas estradas. A população já está acostumada com a abordagem e a vê como um ponto positivo, como é o caso do Prof. João Ramalho.

 

Professor - João Ramalho: Eu fico satisfeito quando me param, eu queria que parassem era todo mundo, porque diminuiria muitas coisas aí, inclusive mortes.

 

Repórter Cleide Lopes: A Operação Rodovida, que inclui as festas natalinas, vai terminar depois do Carnaval, mas a Operação Ano-Novo, realizada entre 28 de dezembro e 1º de janeiro, já divulgou os resultados. Nos últimos anos, a Polícia Rodoviária Federal tem conseguido reduzir o número de acidentes e vítimas, e desta vez não foi diferente. O total de acidentes registrados nesses dias teve uma queda de 30% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Caiu de 1.264 para 880. Outro dado positivo é que houve redução de 20% nas mortes em relação a 2017. Mas, em compensação, mais do que dobrou o número de condutores flagrados sob efeito de álcool, ultrapassagens indevidas e falta de cinto de segurança, principais causas de morte nas rodovias, como explica o inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Éder Rommel.

 

Inspetor da Polícia Rodoviária Federal - Éder Rommel: Na realidade, isso explica de alguma forma a redução de acidentes, porque na medida que a PRF se faz mais presente, autua mais motoristas que agem de maneira irresponsável, ultrapassando em locais proibidos, que flagra mais motoristas dirigindo de maneira embriagada, isso necessariamente impacta na redução de acidentes. Por conta disso é que nós conseguimos, também, reduzir os acidentes e vítimas.

 

Repórter Cleide Lopes: Além de fiscalizar estradas, a Polícia Rodoviária Federal também tem intensificado, desde 2017, o combate ao crime organizado. De acordo com o inspetor Éder Rommel, na operação deste ano o foco foi na apreensão de armas, drogas e contrabando de cigarros. Reportagem: Cleide Lopes.

 

Nasi: Hoje, o índice da Bolsa de Valores brasileira bateu mais um recorde ao encerrar o dia em 91.564 pontos.

 

Gabriela: Foi uma alta de 0,60% em relação ao pregão de ontem.

 

Nasi: É a resposta do mercado à expectativa de retomada da economia.

 

Gabriela: Com destaque para compromissos do governo Bolsonaro de reforma da previdência e corte de gastos.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Durante a transmissão de cargo em Brasília, o novo ministro da Economia, Paulo Guedes, definiu os três pilares da política macroeconômica.

 

Ministro da Economia - Paulo Guedes: O primeiro pilar é a reforma da previdência, o segundo pilar são as privatizações aceleradas, o terceiro pilar, a simplificação, redução e eliminação de impostos.

 

Repórter Ricardo Ferraz: E a resposta do mercado financeiro foi imediata. Ontem, a Bolsa de Valores fechou o pregão com um recorde no volume negociado, mais de 91 mil pontos. O dólar recuou 1,70% e fechou cotado a R$ 3,81. Um dos principais pontos a animar os economistas e os operadores do mercado financeiro foi o compromisso com a reforma da previdência. Há cinco anos, o governo gasta mais do que arrecada, e os gastos com o pagamento de aposentadorias são elevados. Por isso, o mercado viu de maneira tão positiva o compromisso da equipe econômica com a reforma da previdência, como explica Fernanda Consorte, estrategista de câmbio de um banco de investimentos.

 

Estrategista de câmbio - Fernanda Consorte: Isso já é um sinal muito positivo para mercado. Então, acho que isso gerou essa onda de otimismo que a gente viu ontem, está continuando hoje, por exemplo, na taxa de câmbio. O que acontece é que a gente não cresce porque a gente tem uma questão fiscal muito séria. A única forma de a gente arrumar isso é cortando gastos. E quando a gente olha os gastos fixos, os não discricionários, nos resta apenas a previdência.

 

Repórter Ricardo Ferraz: O ministro Paulo Guedes também falou sobre a necessidade de desvincular os gastos do orçamento para fazer os recursos chegarem aos estados e municípios. Reportagem: Ricardo Ferraz.

 

Nasi: Perdeu a carteira de identidade na festa de réveillon, ou a carteira de motorista naquela viagem para a praia?

 

Gabriela: Seja que caso for, uma dica é consultar os Correios.

 

Repórter Márcia Fernandes: Em qualquer época do ano, os documentos perdidos são guardados na Agência Central do estado, e disponibilizados para retirada. São mais de 20 mil documentos que vão parar nos Correios todos os meses, mas apenas 3% são devolvidos aos proprietários. E nessa época do ano, o volume de documentos perdidos aumenta ainda mais, como explica Aurélio Silva, gerente da Agência Central dos Correios, em Brasília.

 

Gerente da Agência Central dos Correios - Aurélio Silva: Há uma demanda muito grande de documentos perdidos e a procura é muito baixa. Então, é importante que as pessoas, os cidadãos, saibam que os Correios prestam esse serviço.

 

Repórter Márcia Fernandes: Quem encontrar um documento na rua pode depositar numa caixa de coleta ou deixar em uma agência. Uma vez recebidos, os documentos ficam disponíveis durante dois meses. Se não forem retirados nesse prazo, são enviados ao órgão emissor, como o Detran ou a Secretaria de Segurança. Caso a perda tenha ocorrido em outro estado, é só se identificar, que os Correios enviam o documento para você. Para retirar o documento perdido, a pessoa deve apresentar um documento de identificação e pagar uma tarifa de R$ 5,70. Para saber se seu documento está com os Correios, basta procurar uma agência ou acessar o site correios.com.br, ou ainda ligar para o número 0800 725 7282. Reportagem: Márcia Fernandes.

 

Nasi: Publicada no Diário Oficial a portaria que demite servidores de cargos comissionados e de confiança que são preenchidos sem concurso público da Casa Civil.

 

Gabriela: Cerca de 320 funcionários foram dispensados.

 

Nasi: A medida já tinha sido anunciada ontem pelo ministro-chefe da Casa Civil Onyx Lorenzoni.

 

Gabriela: Segundo o ministro, a ideia é trabalhar apenas com servidores que tenham afinidade ideológica com o projeto do governo.

 

Nasi: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Gabriela: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil, governo federal".