03/04/17 - A Voz do Brasil

Mudanças de regras do cartão de crédito começam a valer hoje. Governo federal reduz juros consignados para servidores públicos, aposentados e pensionistas. Balança comercial tem superávit de US$ 7,1 bilhões em março.

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Transcrição


A VOZ DO BRASIL - 03/04/2017







Apresentador Airton Medeiros: Em Brasília, 19h00.




Apresentadora Gláucia Gomes: Está no ar a Voz do Brasil.




As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje.




Airton: Olá, boa noite.




Gláucia: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.




Airton: Segunda-feira, 03 de abril de 2017.




Gláucia: E vamos ao destaque do dia: começam a valer novas regras para pagamento do cartão de crédito.




Airton: Agora quem pagar só o mínimo da fatura fica no crédito rotativo por no máximo 30 dias. Uarbi Kalil.




Repórter Uarbi Kalil: A medida tem o objetivo de reduzir os juros do cartão de crédito.




Gláucia: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.




Airton: Brasil continua batendo recorde em exportações no mês de março.




Gláucia: E a ação rápida do governo assegurou o aumento nas vendas da carne para outros países. Beatriz Amiden.




Repórter Beatriz Amiden: Apesar da Operação Carne Fraca da Polícia Federal, a venda das carnes brasileiras para o exterior subiu 4,4%, se comparado ao mesmo período do ano passado.




Airton: E hoje vamos falar de terapias alternativas oferecidas pelo SUS.




>> "Música".




Airton: A gente foi saber como a música se transforma em remédio para crianças que lutam contra o câncer.




Gláucia: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gláucia Gomes e Airton Medeiros.




Airton: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.




Gláucia: Começam a valer hoje novas regras para a cobrança de juros no cartão de crédito.




Airton: É, a partir de agora o banco deve oferecer, depois de 30 dias, alternativas de pagamento com juros menores para o cliente que não pagar o valor total da fatura.




Repórter Uarbi Kalil: A partir desta segunda-feira, quem não conseguir pagar o valor total da fatura do cartão de crédito terá apenas 30 dias nesta opção. No mês seguinte, se novamente não saldar o valor integral da dívida, o banco deverá oferecer uma alternativa ao cliente com juros menores. Essas regras foram divulgadas pelo Banco Central em janeiro e foram criadas para diminuir o número de clientes que acumulavam dívidas do chamado crédito rotativo do cartão de crédito, e para reduzir os juros que, só em 2016, fecharam com taxas de mais de 480%. Para o professor de administração e finanças, Lucas Esmeraldo, a decisão do governo é boa para o consumidor, mas ele ressalta também alguns cuidados a serem levados em consideração.




Professor de Administração e Finanças - Lucas Esmeraldo: Essa regra, ela vale como benefício para o consumidor, mas é muito importante ter um planejamento financeiro; sem um planejamento financeiro a gente vai acabar voltando para uma bola de neve. A instituição bancária, ela não vai deixar de cobrar juros. Então, a negociação é essencial nesse momento.




Repórter Uarbi Kalil: O professor Lucas Esmeraldo explica também que a nova regra deve ainda estimular a economia, já que vai permitir que clientes, hoje endividados, voltem a consumir.




Professor de Administração e Finanças - Lucas Esmeraldo: Quando eu estimulo o consumidor ou dou oportunidade para que ele quite as suas dívidas, eu dou oportunidade para que ele volte a comprar. Então, o grande varejista passa a arrecadar e eu tenho uma economia que melhora. Eu tenho ali dinheiro que é injetado de novo no mercado para que a gente volte a gerar emprego, para que a gente diminua o índice de inadimplência. Isso é benéfico para o consumidor, sim.




Repórter Uarbi Kalil: A variação das taxas de juros e as regras para o financiamento variam de acordo com cada instituição bancária. Portanto, o melhor para quem está precisando negociar o crédito rotativo é procurar o banco e conversar com o gerente. Reportagem, Uarbi Kalil.




Gláucia: E se essa medida tem o objetivo de reduzir os juros dos cartões, outra decisão do governo também determinou a queda dos juros do crédito consignado para aposentados, pensionistas e servidores públicos da União.




Airton: O consignado é um empréstimo com juros mais baixos e o pagamento é descontado direto na folha de pagamento. É por isso que a expectativa agora é que muita gente consiga pagar dívidas mais caras.




Gláucia: A repórter Mara Kenupp foi saber como você pode se beneficiar.




Repórter Mara Kenupp: Para servidores públicos, o teto para a taxa de juros nas operações de crédito consignado caiu de 2,5% para 2,2% ao mês. Já para aposentados e pensionistas, o teto dos juros teve redução de 2,34% para 2,14% por mês. Quando soube da notícia, o aposentado Antonio Ferreira Filho, de 68 anos, que tem muitas dívidas, comemorou.




Aposentado - Antonio Ferreira Filho: Baixar juro é uma coisa ótima, é um dinheiro que vai entrar no meu bolso.




Repórter Mara Kenupp: Para substituir uma dívida pelo crédito consignado é preciso ter, no mínimo, entre 20% e 30% do contrato já pago, e o primeiro passo é se informar sobre o saldo devedor. Raquel de Souza é gerente de uma financeira em Brasília. Ela explica como fica a substituição do empréstimo de quem financiou a juros mais altos.




Gerente de Financiadora - Raquel de Souza: Pega o saldo devedor no banco de origem, procura um outro banco ou uma financeira. Essa financeira vai fazer a pesquisa de mercado para ele para ver qual o banco que tem a taxa mais baixa e que cubra o saldo devedor dele.




Repórter Mara Kenupp: O subsecretário do Regime Geral de Previdência Social do Ministério da Fazenda, Benedito Brunca, explicou que as pessoas precisam pesquisar para encontrar a melhor taxa no mercado.




Subsecretário do Regime Geral de Previdência Social do Ministério da Fazenda, Benedito Brunca: Tem que pesquisar muito, entre as mais de 50 instituições financeiras que oferecem esse serviço, qual a que oferece a melhor taxa de juros e, portanto, que ele consiga fazer um bom negócio.




Repórter Mara Kenupp: Com a medida, o governo estima o que pagamento de juros por parte de servidores, aposentados e pensionistas seja reduzido em até R$ 3,7 bilhões. Reportagem, Mara Kenupp.




Airton: O rei Carlos e a rainha Silvia, da Suécia, estão em visita oficial ao Brasil.




Gláucia: Aqui eles participam de encontros para discutir a economia e direitos das crianças.




Airton: O primeiro compromisso é em São Paulo. Junto com o presidente Michel Temer, eles participam de uma reunião com empresários brasileiros e suecos.




Gláucia: Pois é, e quem acompanha este evento é o repórter José Luiz Filho, que tem mais informações, ao vivo. Boa noite, José Luiz. Que assuntos estão sendo discutidos aí?




Repórter José Luiz Filho (ao vivo): Olá. Boa noite, Gláucia. Boa noite, Airton. Boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. O encontro aqui no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, reúne 62 empresários e executivos brasileiros e suecos. Eles debatem temas das áreas da indústria, tecnologia, finanças e governo. O presidente Michel Temer encerra o encontro de hoje dentro de instantes. Brasil e Suécia mantêm relações diplomáticas há quase 200 anos e também são parceiros comerciais. No ano passado, o Brasil vendeu para a Suécia o equivalente a US$ 514 milhões. Os principais produtos foram minério de cobre, café in natura e carne. Já o país escandinavo vendeu para o Brasil principalmente peças para carros e tratores, além de medicamentos, no valor de US$ 972 milhões. Agora há pouco eu falei com o embaixador da Suécia aqui no Brasil, Per-Arne Hjelmborn. Ele me falou que os empresários suecos estão dispostos a investir mais no Brasil. Vamos ouvir.




Embaixador da Suécia no Brasil - Per-Arne Hjelmborn: O Brasil é o nosso parceiro mais importante na América Latina. Temos mais de 200 empresas suecas aqui. Algumas empresas têm mais de 100 anos aqui. Então, é claro que essa mudança que vemos agora, essa nova energia dentro da economia, dá muito incentivo para investir mais e vai ter muito efeitos em outros setores: mineração, florestal, novos materiais, automação. Isso é que eu estou escutando agora, que os empresários estão propondo novas ideias, novos projetos em conjunto.




Repórter José Luiz Filho (ao vivo): Hoje é o primeiro dia dos cinco dias da viagem oficial do rei Carlos XVI Gustavo e da rainha Silvia ao Brasil. Além de negócios, eles discutem com o presidente Michel Temer e a primeira-dama Marcela Temer direitos das crianças e a atração de investimentos para a geração de empregos aqui no Brasil. Ao vivo, de São Paulo, José Luiz Filho.




Airton: É, e se o Brasil busca ampliar parceria com outros países, isso significa abrir novos mercados para vender nossos produtos.




Gláucia: É por isso que a balança comercial apresenta saldo positivo mês após mês.




Airton: Ou seja, o Brasil vende mais produtos para o mercado externo do que compra.




Gláucia: Nos três primeiros meses de deste ano, as exportações registraram crescimento de mais de 20%. Isso significou mais um recorde no período, com um saldo de US$ 14 bilhões para o país.




Airton: Os números divulgados hoje mostram ainda que o governo superou rapidamente os problemas com as exportações de carne, que também apresentaram resultado positivo.




Repórter Beatriz Amiden: O saldo da balança comercial do mês de março apresentou um superávit de US$ 7,1 bilhões, o que representa um aumento de 61,2% se comparado ao mesmo período do ano passado. As exportações cresceram no mês de março, alcançando a casa dos US$ 20 bilhões, e, apesar da Operação Carne Fraca da Polícia Federal, a venda das carnes brasileiras para o exterior subiu 4,4%, como explica Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.




Diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Herlon Brandão: Houve uma menor média diária de exportação na quarta semana, que foi rapidamente retomada pelos exportadores. Então, os embarques estão normais e os principais mercados estão abertos. A ação do governo foi decisiva, o governo agiu rapidamente com os seus pares de outros governos para manter esses mercados abertos e mostrar a qualidade e a boa imagem do produto brasileiro.




Repórter Beatriz Amiden: Os destaques das exportações foram a soja, o minério de ferro e o petróleo. A China continua sendo o país que mais compra do Brasil. As importações também cresceram, atingindo quase US$ 13 bilhões. Para Herlon Brandão a tendência é que esses resultados positivos permaneçam ao longo do ano.




Diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Herlon Brandão: Esperamos que os preços desses produtos se mantenham e que o Brasil aumente também o volume exportado desses produtos que têm boa aceitação no mercado internacional.




Repórter Beatriz Amiden: No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo da balança comercial cresceu 59% em relação ao período anterior, atingindo quase US$ 54 bilhões. Reportagem, Beatriz Amiden.




Gláucia: E o presidente Michel Temer lamentou neste fim de semana as perdas na Colômbia, depois de enchentes e deslizamentos de terra que tiraram a vida de centenas de pessoas.




Airton: Através das redes sociais, Temer disse que os brasileiros se solidarizam com todas as vítimas e que o Brasil está pronto para cooperar no que seja possível.




Gláucia: Fortes chuvas que caíram na última sexta-feira causaram deslizamentos de terra na cidade de Mocoa, no sul da Colômbia. Mais de 200 pessoas estão desaparecidas. 19hs11min, em Brasília.




Airton: Dezenove terapias alternativas podem agora ser encontradas no SUS.




Gláucia: Daqui a pouquinho a gente detalha para você quais são esses tratamentos e os benefícios que eles podem trazer.




Airton: A qualificação profissional pode fazer a diferença na hora de enfrentar o mercado de trabalho e conseguir um bom emprego.




Glaucia: E é para ajudar os jovens que estão no ensino médio e aqueles que querem dar um salto na profissão que o governo federal oferece o Pronatec.




Airton: Confira, então, as modalidades deste programa aqui no "Para Você, Cidadão".




>> "Para Você, Cidadão".




Repórter Mirna Ledo: O Pronatec, Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, oferece cursos de graça em todo o país para diferentes públicos. Os cursos técnicos são divididos em três modalidades. O primeiro tipo é o integrado, que é para quem ainda vai começar o ensino médio, mas já quer iniciar fazendo o curso técnico ao mesmo tempo. O segundo é o concomitante, que é direcionado a quem já está cursando o ensino médio. E o terceiro é o subsequente, que é para pessoas que já concluíram o ensino médio. Já os cursos de qualificação profissional podem ser feitos inclusive por quem já está no mercado de trabalho. Uma novidade do programa é o MedioTEC, que é uma iniciativa do Ministério da Educação para aumentar a oferta de vagas para jovens. Cerca de 82 mil vagas serão ofertadas só na fase inicial. Para tirar dúvidas ou ter mais informações acesse o site www.mec.gov.br. Mirna Ledo, para a Voz do Brasil.




Gláucia: Falta menos de um mês para o fim do prazo da entrega da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física.




Airton: Até agora foram entregues quase oito milhões de declarações.




Gláucia: É para ajudar muita gente que tem dúvida na hora de preencher os dados e informações que a Receita Federal tem parcerias com universidades espalhadas em todo o país.




Airton: São os Núcleos de Apoio Fiscal, que auxiliam no atendimento à população e ao mesmo tempo treinam estudantes de ciências contábeis para o exercício da profissão.




Repórter Natália Mello: A estudante Adriana dos Santos tem pressa: ela sabe que o prazo para entregar com a declaração do imposto de renda está correndo. Com pouco conhecimento de informática, ela tem dúvidas sobre o preenchimento dos formulários da Receita Federal, que ela conseguiu esclarecer na universidade onde estuda, no Rio de Janeiro.




Estudante - Adriana dos Santos: Gera muitas dúvidas na gente, aí as pessoas estando esclarecendo para a gente é importante.




Repórter Natália Mello: As dúvidas de Adriana e de outros contribuintes são solucionadas por professores e estagiários da universidade. Eles fazem parte dos chamados Núcleos de Apoio Fiscal. Os NAFs foram criados em 2011 e já se espalharam por diversas instituições de ensino no país. Os núcleos são fruto de parcerias da Receita Federal com universidades. Eles contribuem para o desenvolvimento técnico e prático de alunos de ciências contábeis, que recebem treinamento para oferecer de graça serviços contábeis e fiscais para cidadãos e empresas de menor poder aquisitivo. Cláudia Basílio, coordenadora do curso de ciências contábeis, explica que, enquanto aprendem, os estudantes ajudam a desafogar os portais da Receita Federal oferecendo vários serviços.




Coordenadora do Curso de Ciências Contábeis - Cláudia Basílio: Os alunos atendem alteração de recadastro de CPF, eles atendem as pessoas que querem saber como abrir a sua própria empresa, sobre imposto de renda.




Repórter Natália Mello: Jorge Luiz Vianna, analista tributário da Receita Federal, lembra que 80% dos serviços realizados pelo órgão são feitos de forma virtual, o que torna indispensável a ajuda oferecida pelos núcleos a pessoas que não têm familiaridade com computadores.




Analista Tributário da Receita Federal - Jorge Luiz Vianna: Por exemplo, os idosos, eles têm muito dificuldade do acesso à internet, à informática, e ali nós vamos ter estudantes que com muita paciência vão dar orientações.




Repórter Natália Mello: Atualmente, a Receita Federal conta com a parceria de mais de 100 universidades brasileiras na área de ciências contábeis. Reportagem, Natália Mello.




Gláucia: Relaxar, fazer um alongamento, diminuir o estresse. E por que não arriscar alguns passos de dança?




Airton: São terapias alternativas que podem ajudar em inúmeros tratamentos.




Gláucia: Dezenove tipos de terapias alternativas podem ser encontradas no SUS. Entre eles, homeopatia, acupuntura, plantas medicinais, dança, meditação, musicoterapia, reiki e yoga.




Airton: A repórter Beatriz Amiden foi conhecer como essas terapias são instrumento importantes para a recuperação de muitos pacientes.




Repórter Beatriz Amiden: Violão, bateria, pandeiro e flauta.




>> "Música".




Repórter Beatriz Amiden: Não, nós não estamos num estúdio musical. Essa é a sala de musicoterapia do Hospital da Criança de Brasília. Quase mil pacientes com problemas neurológicos, psiquiátricos ou em tratamentos oncológicos e de reabilitação são atendidos aqui todos os anos. Aqui a música não é só uma diversão; ela ajuda cada criança a se conhecer melhor e contribui com o sucesso do tratamento, como explica o musicoterapeuta Cláudio Fialho.




Musicoterapeuta - Cláudio Fialho: Fortalece, parece que dá um empoderamento ao paciente até para lidar com a situação difícil que ele está passando.




>> "Música".




Repórter Beatriz Amiden: Ryan Silva tem oito anos e faz quimioterapia no Hospital da Criança para tratar uma leucemia, que descobriu em agosto do ano passado. De todos os remédios que ele precisa tomar, a música é o único que ele recebe sem fazer careta.




Paciente do Hospital da Criança - Ryan Silva: Quando eu canto e toco um instrumento, eu esqueço de tudo, me sinto bem feliz.




>> "Música".




Repórter Beatriz Amiden: Pacientes como Ryan agora podem contar com 19 terapias alternativas de graça no Sistema Único de Saúde, o SUS. O Ministério da Saúde publicou portaria incluindo mais 15 práticas no rol de procedimentos do SUS. São atividades como musicoterapia, reiki, yoga, homeopatia, acupuntura, plantas medicinas, dança, meditação e shantala. A ideia do governo é melhorar o tratamento das pessoas e até prevenir algumas doenças, como explica o ministro da Saúde, Ricardo Barros.




Ministro da Saúde - Ricardo Barros: As nossas equipes de atenção básica poderão promover lá na unidade de saúde atividades coletivas ou individuais das práticas integrativas, o que vai evitar que as pessoas precisem buscar o serviço de saúde.




>> "Música".




Repórter Beatriz Amiden: Ah, e para quem pensa que o tratamento com a música ajuda só os pacientes está muito enganado. Isso é o que garante o professor de música Cláudio Fialho.




Musicoterapeuta - Cláudio Fialho: Isso me humanizou também. Eu não estou doando algo apenas. O crescimento é de ambos os lados.




Repórter Beatriz Amiden: Para saber se no seu município essas terapias estão disponíveis basta procurar um posto de saúde. Reportagem, Beatriz Amiden.




>> "Música".




Gláucia: Uma campanha de rádio e TV está no ar para estimular o valor à vida.




Airton: A campanha destaca o valor de cada ser humano e a necessidade de proteção que cada um merece.




Gláucia: E faz parte das ações do Plano Nacional de Segurança, lançado há dois meses pelo Ministério da Justiça.




>> "Uma mãe, uma batalhadora".




>> "Um pai, um amigo".




>> "Um filho, um irmão".




>> "Toda vida é importante. Por isso, o governo federal está se unindo com estados, municípios, o Sistema Judiciário e sociedade civil para implantar o Plano Nacional de Segurança Pública".




Repórter Natália Koslyk: Para sensibilizar a população sobre o valor da vida de cada brasileiro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou uma campanha publicitária de rádio e TV, como explica o ministro da Justiça, Osmar Serraglio.




Ministro da Justiça - Osmar Serraglio: O que a campanha quer mostrar é que a violência pode tirar de nós pessoas que são muito importantes e que protegê-la merece uma mobilização nacional.




Repórter Natália Koslyk: As ações para a valorização da vida fazem parte do Plano Nacional de Segurança Pública. Ele reúne uma série de ações para diminuir a violência no país e trazer qualidade de vida para os cidadãos. As ações ocorrem de forma integrada entre o governo federal, os estados e a sociedade, como destaca o ministro da Justiça, Osmar Serraglio.




Ministro da Justiça - Osmar Serraglio: Estamos trabalhando na capacitação de profissionais de segurança até com a intervenção, com o auxílio de especialistas da polícia norte-americana, entre muitas outras ações que estão em andamento nessa busca de eficácia desse grande Plano Nacional de Segurança Pública.




Repórter Natália Koslyk: Até o momento, 12 estados já assinaram o documento de participação no Plano Nacional e a expectativa é de que até o final deste ano todos os 26 estados e o Distrito Federal já estejam participando.




>> "Para reduzir os homicídios, combater a violência contra a mulher, revisar o sistema penitenciário e evitar que armas e drogas entrem no país. Saiba mais em mj.gov.br. A vida merece mais. Governo federal".




Repórter Natália Koslyk: Reportagem, Natália Koslyk.




Gláucia: 19hs21min, em Brasília.




Airton: O sistema financeiro do país é forte e preparado para enfrentar os desafios da economia, seja aqui no Brasil ou no exterior.




Gláucia: Esta é a conclusão do Banco Central que divulgou, hoje, um documento que traz um panorama do setor.




Airton: Com isso, as instituições financeiras podem auxiliar o país na retomada do crescimento econômico.




Repórter Paulo La Salvia: Menos crédito para empresas e pessoas e a inadimplência, que é quando o atraso no pagamento supera 90 dias, estável no país. Estas são duas tendências observadas no Relatório de Estabilidade Financeira, documento divulgado a cada seis meses pelo Banco Central. A publicação desta segunda-feira se debruçou sobre o comportamento do sistema financeiro nacional no segundo semestre do ano passado em comparação com o primeiro. Segundo o relatório, algumas características garantem a força do sistema financeiro mesmo neste momento de recessão na economia. Os bancos, tanto públicos como privados, têm um patrimônio que supera as dívidas no caso de calote. As instituições também possuem dinheiro para financiar a economia e quando emprestam os valores emprestados representam uma parte do volume em caixa, seguindo regras internacionais. É o que explica o diretor do Banco Central, Antero Meirelles.




Diretor do Banco Central - Antero Meirelles: O sistema está preparado, inclusive para um processo de deterioração adicional muito acima do que é o horizonte previsível da economia e os testes de estresse não mostram dificuldades do sistema para enfrentar situações ainda mais deterioradas.




Repórter Paulo La Salvia: O Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central também concluiu que o sistema financeiro do país é resistente a choques externos, como uma possível política mais conservadora e fechada em termos comerciais por parte dos Estados Unidos com a eleição de Donald Trump, e também a choques internos, como a crise financeira de estados brasileiros afetados pela queda na arrecadação. Reportagem, Paulo La Salvia.




Gláucia: Os analistas do mercado financeiro reduziram a previsão para os juros neste ano.




Airton: Agora, a aposta dos economistas é que a taxa básica de juros, a Selic, encerre o ano em 8,75%. Há uma semana essa mesma projeção era de 9%.




Gláucia: As informações fazem parte de uma publicação do Banco Central que reúne projeções de analistas do mercado.




Airton: Já a inflação, os especialistas estimam que encerre o ano em 4,10%, ou seja, dentro da meta perseguida pelo Banco Central, fixada em 4,5%.




Gláucia: E o crescimento da economia em 2017 deve ser de 0,47%.




Airton: O Ciência sem Fronteiras vai oferecer cinco mil bolsas de pós-graduação em 2017.




Gláucia: Os editais vão ser para estudantes de mestrado, doutorado, pós-doutorado e jovens cientistas.




Airton: Já na graduação o programa ainda conta com cerca de quatro mil bolsas, preenchidas pelas vagas que sobraram no último edital de 2014.




Gláucia: A Capes, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, informou que os recursos financeiros para manter os estudantes no exterior estão garantidos e que estão discutindo novas estratégias de apoio à excelência nas universidades.




Airton: E essas foram as notícias do governo federal.




Gláucia: Uma realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.




Airton: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.




Gláucia: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.




Airton: Boa noite para você e até amanhã.