03 de outubro de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Reta final de preparação para o Enem. E pra ajudar o estudante com a redação, uma cartilha dá dicas importantes. Mudanças nas regras para saque da cota do PIS/PASEP beneficiaram mais de 16,5 milhões de trabalhadores. Mais de R$ 18,5 bilhões foram injetados na economia. E vamos falar do Plano Progredir, que oferece microcrédito para quem recebe o Bolsa Família montar um pequeno negócio ou melhorar o empreendimento que já possui.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Quarta-feira, 3 de outubro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Reta final de preparação para o Enem.

 

Alessandra: E para ajudar o estudante com a redação, uma cartilha dá dicas importantes. João Pedro Neto.

 

Repórter João Pedro Neto: O texto apresenta quais são as competências avaliadas, mostra ainda as regras usadas na correção, e traz também exemplos de redações nota mil, com comentários.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.
 
Alessandra: Mudanças nas regras para saque da cota do PIS/Pasep beneficiaram mais de 16,5 milhões de trabalhadores.


Nasi: Mais de R$ 18,5 bilhões foram injetados na economia.

 

Alessandra: E vamos falar do Plano Progredir, que oferece microcrédito para quem recebe o Bolsa-Família poder montar um pequeno negócio ou melhorar o empreendimento que já possui. Graziela Mendonça.

 

Repórter Graziela Mendonça: Nesse primeiro ano, o Progredir já concedeu mais de R$ 3 bilhões em crédito, e o governo anunciou mais R$ 4 bilhões para os próximos 12 meses.

 

Nasi: Hoje, na apresentação, Alessandra Bastos e Nasi Brum.

 

Alessandra: E para assistir a gente ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

Nasi: Interpretar fatos, opiniões e ainda defender um ponto de vista.

 

Alessandra: Junta tudo isso com acentuação, ortografia e pontuação correta.

 

Nasi: Quem vai fazer o Enem tem que se preocupar com todos esses detalhes na hora de fazer a redação.

 

Alessandra: E para ajudar os estudantes que estão na reta final de preparação para o exame foi lançada, hoje, uma cartilha com explicações e exemplos da redação do Enem.

 

Nasi: A prova ocorre nos dias 4 e 11 de novembro, e a redação é no primeiro dia de exame.

 

Repórter João Pedro Neto: Domínio da Língua Portuguesa, interpretação e organização de informações, capacidade de desenvolver argumentos consistentes sobre um tema. A redação avalia o candidato de diversas formas e costuma preocupar muitos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. E faltando um mês para as provas, muita gente, como a Hanna Gabriele, dá uma atenção especial para essa parte do exame.

 

Entrevistada - Hanna Gabriele: O principal é o treino, né, treino de redação e a estrutura também do texto dissertativo, né? E é o essencial

 

Repórter João Pedro Neto: A Hanna fez aulas em um cursinho para praticar bastante e entender a estrutura da redação do Enem, que é aplicada no primeiro domingo do exame. O professor Filemon de Moraes lembra do peso da redação e diz que para ir bem é preciso estar atento a vários aspectos.

 

Professor - Filemon de Moraes: Deve se preocupar, sobretudo, com as técnicas de redação, é a pessoa saber organizar as ideias, fazer uma estrutura textual adequada, com início meio e fim; trabalhar a parte de introdução, em que apresenta o tema. É muito importante que o candidato procure colocar pontos de vistas diferentes. Por exemplo, argumentos favoráveis e contrários.

 

Repórter João Pedro Neto: E o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Inep, que organiza o Enem, lançou uma cartilha que explica o que se espera do candidato, e pode ajudar na preparação dos participantes para a redação. O texto apresenta quais são as competências avaliadas, que vão do domínio do português formal à aplicação de conceitos de várias áreas do conhecimento na argumentação. Mostra ainda as regras usadas na correção e traz também exemplos de redações nota mil, com comentários. A diretora de Avaliação da Educação Básica do Inep, Luana Bergmann, explica qual o formato da prova de redação.

 

Diretora de Avaliação da Educação Básica do Inep - Luana Bergmann: É muito importante que ele tenha a capacidade de escrever em Língua Portuguesa, então apresentar a norma culta, ou seja, se expressar de maneira articulada e gramaticalmente correta. E, além disso, apresentar argumentos para defender a sua posição. E, ao final, apresentar uma proposta de solução - ou de soluções - condizente a esse tema e que respeite os direitos humanos e a Constituição brasileira.

 

Repórter João Pedro Neto: A advogada Priscila Reis já definiu como aproveitar o tempo que resta para estudar para a redação. Ela quer concorrer a uma vaga de Medicina.

 

Advogada - Priscila Reis: Eu acho que ainda dá tempo de treinar muito. Se fizer uma redação por dia, eu acho que tem um mês aí de redação, são 30 redações que já para fazer.

 

Repórter João Pedro Neto: A cartilha do participante sobre a redação do Enem pode ser acessada na página do Inep, na internet, no site: portal.inep.gov.br. O material também está disponível em libras, para pessoas com deficiência auditiva. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Alessandra: A cartilha também está no Twitter da Voz do Brasil, no endereço: twitter.com/avozdobrasil.

 

Nasi: Dezesseis milhões e seiscentos mil trabalhadores aproveitaram as regras mais flexíveis para sacar as cotas do PIS/Pasep.

 

Alessandra: No total, foram pagos aos cotistas R$ 18,6 bilhões.

 

Nasi: Entre os que receberam as cotas estão quase 11,5 milhões de trabalhadores com menos de 60 anos, que foram beneficiados pela chamada flexibilização.

 

Alessandra: O diretor de Assuntos Financeiros do Ministério do Planejamento, Sérgio Calderini, explica que sem essa mudança nas regras esses trabalhadores teriam de esperar para receber o dinheiro.

 

Diretor de Assuntos Financeiros do Ministério do Planejamento - Sérgio Calderini: Muitas pessoas teriam que aguardar pela regra anterior até os 70 anos para fazer o seu saque. Com as regras que a gente tem agora, essas pessoas puderam fazer o saque e utilizar esse recurso para diversas razões. Por exemplo, aquelas pessoas que sacaram as cotas inativas do FGTS, que aqui a gente pode fazer uma comparação, elas utilizaram para consumo, ou então para pagar uma conta atrasada, aquele crédito que você tinha que estava com dificuldade para pagar, as pessoas puderam utilizar esse recurso. E, com isso, aquela renda da família teria uma folgazinha durante esses dias.

 

Nasi: O prazo de recebimento das cotas para quem tem menos de 60 anos terminou em setembro.

 

Alessandra: Ainda podem receber as cotas os maiores de 60 anos, os aposentados, herdeiros de cotistas, pessoas em situação de invalidez ou com doenças, como câncer ou Aids, e aqueles que recebem o BPC, o Benefício de Prestação Continuada.

 

Nasi: Pequenos empréstimos com condições favoráveis de pagamento estão ajudando beneficiários do Bolsa-Família.

 

Alessandra: Com o dinheiro, eles podem montar um pequeno negócio ou comprar material e equipamentos para melhorar o empreendimento.

 

Nasi: O chamado microcrédito é uma das ações do Plano Progredir, que acaba de completar um ano.

 

Alessandra: Neste período, mais de R$ 3 bilhões já foram emprestados.

 

Nasi: E o governo garantiu outros R$ 4 bilhões para microcrédito até o ano que vem.

 

Alessandra: Na segunda reportagem sobre o programa que exibimos essa semana aqui, na Voz do Brasil, vamos conhecer histórias de quem já usou o microcrédito e como ter acesso ao empréstimo.

 

Repórter Graziela Mendonça: José Ualisson(F) Farias tem 21 anos, é beneficiário do Programa Bolsa-Família e mora em Arapiraca, Alagoas. Há quatro anos, o jovem teve que complementar a renda da casa e começou a fazer serviços como eletricista no bairro onde mora. Com o tempo, os clientes foram aumentando e José precisou de uma ajuda para continuar atendendo. Foi quando decidiu pegar o microcrédito, que é um pequeno empréstimo, e comprar uma motocicleta para agilizar o trabalho. Ele conta que agora vai poder aumentar a renda.

 

Entrevistado - José Ualisson Farias: Em poucos minutos, você pode rodar a cidade inteira, e, no caso, onde eu moro, posso visitar mais clientes, fazer mais orçamentos. É bem melhor, 100%.

 

Repórter Graziela Mendonça: A oferta de microcrédito para famílias de baixa renda melhorarem de vida é um dos pilares do Plano Progredir, lançado há um ano pelo Governo Federal. O objetivo é apoiar a criação de pequenos negócios ou ajudar pessoas que já têm algum tipo de atividade, como o José. Nesse primeiro ano, o progredir já concedeu mais de R$ 3 bilhões em crédito, e o governo anunciou mais de R$ 4 bilhões para os próximos 12 meses. O secretário de Inclusão Produtiva do Ministério do Desenvolvimento Social, Vinícius Botelho, explica que o microcrédito é importante para a emancipação dessas famílias.

 

Secretário de Inclusão Produtiva - Vinícius Botelho: O microcrédito é uma ferramenta de superação da pobreza para as pessoas que tenham alguma atividade para a sua subsistência e que podem melhorar essa atividade para aumentar a sua renda. A maior parte das pessoas do Cadastro Único e do programa Bolsa-Família tem atividades informais, pequenas, e que precisam de algum apoio.

 

Repórter Graziela Mendonça: Foi também com o ajuda do microcrédito que a Regina Alves, moradora de Brasília, conseguiu criar um negócio de marmitas e lanches. Ela faz parte do Cadastro Único e fez um empréstimo para comprar o material e começar a vender as refeições. Agora, todo ano, ela acessa o microcrédito para manter o empreendimento.

 

Entrevistada - Regina Alves: Eu gosto de pegar ou no final do ano, né, ou no começo do ano, que é para poder ter ali todo o material. E desse material, eu vendo, pago o microcrédito, né, as parcelas todo mês, e eu posso ter a renda durante o ano todo.

 

Repórter Graziela Mendonça: O microcrédito fez Regina progredir. Com o sucesso do negócio, ela saiu da faixa de renda do Bolsa-Família e este ano abriu mão do benefício.

 

Entrevistada - Regina Alves: Eu não preciso mais do Bolsa-Família, né, ficou para outras pessoas que precisam. E, através disso tudo, a minha vida mudou muito. Eu agradeço muito a esse crédito, porque se não fosse ele eu não teria conseguido o que eu consegui hoje.

 

Repórter Graziela Mendonça: Para mais informações sobre como acessar o microcrédito, basta entrar no site do plano, que é mds.gov.br/progredir. Reportagem, Graziela Mendonça.

 

Nasi: Abrir um negócio de uma marca já conhecida pode ser vantajoso para quem quer investir e crescer.

 

Alessandra: Longe de qualquer crise, o setor de franquias tem previsão de crescimento esse ano.

 

Nasi: E o BNDES oferece uma linha de crédito com juros mais baixos para este modelo de negócio.

 

Repórter Raíssa Lopes: Tatiane Borges é enfermeira de formação. Há quatro anos decidiu mudar a área de atuação e virou empresária, escolheu abrir uma franquia pelas vantagens que o modelo de negócio traz.

 

Empresária - Tatiane Borges: Trabalhar com uma marca estabelecida no mercado é uma coisa que favorece a escolha da franquia, e também a questão de ter uma previsibilidade quanto ao retorno financeiro em que é feito para esse investimento.

 

Repórter Raíssa Lopes: Tatiane acertou, e hoje tem cinco lojas pelo Distrito Federal. Dados da Associação Brasileira de Franchising, a ABF, mostram que o setor de franquias prevê expansão de 8% no faturamento e de 3% em número de unidades em 2018. As franquias respondem por 2,4% do Produto Interno Bruto e empregam diretamente mais de 1,2 milhão trabalhadores. Segundo Rogério Gama, diretor-adjunto de projetos especiais da ABF, uma das explicações para o sucesso é que, ao adquirir uma franquia, a pessoa está comprando um modelo de negócios já testado.

 

Diretor-adjunto de projetos especiais da ABF - Rogério Gama: Ele está entrando num negócio onde os erros que poderiam ter sido cometidos já foram.

 

Repórter Raíssa Lopes: A pedagoga Glaucia Costa, de Tucuruí, no Pará, diz que sempre quis ser empresária. Ela resolveu unir duas paixões: a educação e o empreendedorismo, e há 15 anos abriu a franquia de uma escola.

 

Empresária - Glaucia Costa: Eu entrei na internet para saber o que é que era, eu não sabia do que se tratava e fiquei apaixonada. Virou um investimento grande, mas vale muito a pena.

 

Repórter Raíssa Lopes: E por reconhecer a importância do setor para a economia do país, o governo anunciou, recentemente, programa para facilitar o acesso de franqueados e franqueadores ao cartão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, é o que conta o presidente do BNDES, Diogo Oliveira.

 

Presidente do BNDES - Diogo Oliveira: Através do cartão BNDES para franquias, ele terá acesso a uma linha mais barata e com prazos mais apropriados para o investimento.

 

Repórter Raíssa Lopes: Com o cartão do BNDES, o empresário pode contratar crédito de até R$ 2 milhões e assim comprar máquinas, equipamentos e serviços. Para ter acesso, os franqueadores devem procurar o BNDES e cadastrar seus fornecedores. Mais informações podem ser encontradas no site do banco: www.bndes.gov.br . Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Alessandra: Vamos falar ainda nesta edição sobre a EJA, a Educação de Jovens e Adultos.

 

Nasi: Uma oportunidade para retomar e concluir os estudos em menor tempo, e até fazer um curso técnico para aumentar as chances no mercado de trabalho.

 

Alessandra: A interiorização dos venezuelanos, que tira os imigrantes de Roraima para outros estados, já transferiu mais de 2.450 pessoas desde abril.

 

Nasi: Hoje, 124 venezuelanos foram levados para os estados do Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, para buscarem melhores condições de vida e trabalho.

 

Alessandra: E para facilitar a busca por vagas já foram emitidas mais de 14,3 mil carteiras de trabalho para os imigrantes.

 

Nasi: A subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, Natália Marcassa, falou sobre a importância da interiorização e sobre esse trabalho de recolocação profissional dos venezuelanos.

 

Subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil - Natália Marcassa: Boa Vista, hoje, já tem uma saturação de imigrantes, é a nossa fronteira de entrada com a Venezuela. Então, o processo de interiorização, ele traz uma oportunidade grande também para o imigrante conseguir emprego em outros lugares. Então, a gente leva esses imigrantes para outros estados do país onde a gente tem maior oportunidade de emprego. Além disso, a gente também faz nesses estados e cidades que os imigrantes estão indo uma sensibilização com o empresário e com o comércio local, além de disponibilizar os currículos deles para a sociedade civil ali conhecê-lo.

 

Alessandra: A interiorização continua neste mês, todos os imigrantes participam do programa voluntariamente e são vacinados e submetidos a exame de saúde antes de sair da capital de Roraima.

 

Nasi: O presidente Michel Temer condecorou hoje o jurista português José Gomes Canotilho.

 

Alessandra: A obra dele sobre direito constitucional serviu de inspiração para a Constituição de 1988, que completa 30 anos esta semana.

 

Repórter Luana Karen: O jurista português José Gomes Canotilho, de 77 anos, é professor da Universidade de Coimbra, autor de vários livros de Direito Constitucional, e foi condecorado duas vezes pela presidência de Portugal. As ideias dele inspiraram a Constituição brasileira de 1988. Canotilho lembrou que a Constituição cidadã brasileira tem a missão máxima de garantir a democracia no estado de direito.

 

Jurista português - José Gomes Canotilho: A Constituição cidadã do Brasil tem tido a missão máxima de garantir a democracia e o estado de direito.

 

Repórter Luana Karen: Ao conceder a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul ao jurista, o presidente Michel Temer, que foi deputado na Assembleia Constituinte, lembrou que estudava os livros escritos por Canotilho.

 

Presidente Michel Temer: Das vezes em que ministrei aulas de Direito Constitucional, das quantas e quantas vezes me utilizei dos seus livros. Algumas vezes professor, eu começava o curso e dizia: Olha, nós vamos examinar aqui a obra do professor Canotilho. E os trabalhos todos versavam exatamente de um exame apurado da sua obra.

 

Repórter Luana Karen: Prestes a fazer 30 anos, a Constituição brasileira se tornou o principal símbolo do processo de redemocratização nacional. A sociedade brasileira recebeu uma Constituição que assegurava a liberdade de pensamento e como mecanismos para evitar abusos de poder do Estado. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: Quem tem plano de saúde vai poder ter acesso de forma detalhada ao custo de todos os atendimentos que receber, desde uma consulta até uma cirurgia em hospital.

 

Alessandra: O governo deve publicar em breve uma norma nova que vai dar maior transparência e qualidade aos consumidores.

 

Repórter Pablo Mundim: Após um acidente doméstico, a psicóloga Priscila de Souza Gomes, de Brasília, precisou passar por uma cirurgia no braço.

 

Psicóloga - Priscila de Souza Gomes: Caí, bati na janela, cortei, um corte profundo, e vim para a emergência direto, passei naquele procedimento para suturar, e tal.

 

Repórter Pablo Mundim: Todo o custo da cirurgia foi pago pelo plano de saúde, mas a Priscila nunca foi informada quais materiais foram usados e o preço do procedimento, informações que ela gostaria de saber.

 

Psicóloga - Priscila de Souza Gomes: Serem mais transparente, né? A gente não paga barato, a gente soubesse o que está sendo gasto, o que está sendo utilizado de verdade seria mais justo.

 

Repórter Pablo Mundim: A Secretaria Nacional do Consumidor, órgão vinculado ao Ministério da Justiça, pretende ampliar o direito de acesso à informação do consumidor e aperfeiçoar as regras para a prestação desses serviços. Segundo a medida, que será publicada em breve, os hospitais deverão informar previamente aos usuários o preço dos itens oferecidos para o atendimento, como, por exemplo, quantas luvas descartáveis serão usadas e o custo da unidade do material. A norma também vai valer para os planos de saúde, que vão ter que detalhar na fatura do beneficiário os produtos e serviços usados durante o atendimento. Para a diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, Ana Carolina Caram, a medida é mais uma ferramenta de transparência para o consumidor.

 

Diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor - Ana Carolina Caram: Nós buscamos trazer mais transparência, informação e qualidade para o consumidor. A partir do momento que nós regulamentarmos que os hospitais previamente informem aos consumidores os preços dos seus serviços, como luva, medicamento, consulta médica, a partir daí vai haver uma padronização na informação, o consumidor vai ter previamente direito à escolha de saber se ele pode ou não utilizar o serviço daqueles hospitais, e, a partir daí, ter respeitado o seu direito de escolha.

 

Repórter Pablo Mundim: Os hospitais também deverão alimentar o programa Qualiss, um serviço da Agência Nacional da Saúde Suplementar, ANS, onde são analisados os índices de qualidade hospitalar. O estabelecimento hospitalar ou o plano de saúde que descumprir a norma após publicada está sujeito a multa superior a R$ 9 milhões, além de suspensão das atividades. A fiscalização será feita pelos Ministérios Público e da Justiça, assim como pelo Procon. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Nasi: Aproximadamente 11 milhões de brasileiros, com 15 anos ou mais, não sabem ler e escrever.

 

Alessandra: Muitos outros deixaram a escola sem concluir o Ensino Fundamental ou Médio.

 

Nasi: A EJA, Educação de Jovens e Adultos, representa uma oportunidade para as pessoas que não tiveram acesso à escola na idade convencional.

 

Alessandra: Com ela é possível retomar e concluir os estudos em menos tempo, e até fazer um curso técnico para aumentar as chances no mercado de trabalho.

 

Repórter Márcia Fernandes: Em 2001, o vigilante Joanilson Pereira decidiu, junto de um grupo de amigos, cursar o Ensino Médio integrado a um curso técnico em Química, na cidade de Xapuri, no interior do Acre. Ele conta que terminou o Ensino Fundamental e ficou seis anos sem ir à escola. Para ele, fazer o Ensino Médio e ter uma formação técnica foi fundamental para conseguir trabalhar em um mercado cada vez mais competitivo.

 

Vigilante - Joanilson Pereira: Foi muito importante, eu era um jovem que não tinha muita perspectiva de vida. Hoje tenho uma mentalidade totalmente diferente do que eu tinha antes, trabalhei um ano na área de técnico em Química, tive uma experiência muito boa, espero que futuramente eu possa voltar para a minha área. Sei que o estudo, hoje, é fundamental, porque o mercado de trabalho está muito competitivo. Então, você tendo um curso técnico numa boa área, você já sai na frente no mercado de trabalho.

 

Repórter Márcia Fernandes: Joanilson, que hoje tem 29 anos, fez o Ensino Médio pelo EJA, Educação de Jovens e Adultos. No caso dele, além dos conteúdos tradicionais, ele também passou pela educação profissional. A coordenadora-geral da EJA, do Ministério da Educação, Elaine Sampaio, explica que a maioria dos alunos que se inscrevem na Educação de Jovens e Adultos, assim como Joanilson, é jovem e quer terminar o Ensino Médio para melhorar as chances no mercado de trabalho.

 

Coordenadora-geral da EJA - Elaine Sampaio: Tem pessoas que estudaram há muitos anos e que gostariam de, por exemplo, cursar um curso técnico profissional, da educação profissional do Ensino Médio, mas que não dispõem daqueles três anos para fazer o curso, concomitante, enfim. E a Educação de Jovens e Adultos é uma alternativa para você se atualizar e fazer outros cursos, aprender outras coisas também.

 

Repórter Márcia Fernandes: Uma outra modalidade na Educação de Jovens e Adultos é o Programa Brasil Alfabetizado, voltado para adultos que não tiveram acesso às escolas. Este é o caso da dona de casa Maria Lúcia da Silva. Todos os dias, ela pega cadernos, livros e o estojo e segue para uma escola pública em Taguatinga, a 25 quilômetros de Brasília. Com 70 anos, dona Maria explica que a vida na roça não deixou que ela, quando criança, frequentasse a escola. Ela conta que agora consegue ler, escrever e fazer contas, e que sonha com o futuro.

 

Dona de casa - Maria Lúcia da Silva: Depois dos meus filhos é escola. Amo, mas amo mesmo, viu? É muito difícil eu faltar à aula. Já faço continha. Ainda vou cursar uma faculdade, e vou.

 

Repórter Márcia Fernandes: Além dessas modalidades, ainda existe a EJA para quem quer terminar o Ensino Fundamental. Os estudantes também podem optar pela Educação de Jovens e Adultos a distância, assim é possível ter aulas na hora e no local que julgarem melhor. Os jovens e adultos que querem começar a estudar, como dona Maria Lúcia, ou terminar o Ensino Fundamental, devem procurar a Secretaria de Educação do município onde moram. Quem quiser terminar o Ensino Médio, como o Joanilson, deve procurar a Secretaria de Educação do estado. Reportagem, Márcia Fernandes.

Nasi: A Receita Federal recebeu mais de 5,6 milhões declarações do imposto sobre a propriedade territorial rural.

 

Alessandra: O prazo para a entrega da declaração terminou na sexta-feira.

 

Nasi: Quem não entregou no prazo está sujeito a pagamento de multa de 1% do imposto devido.

 

Alessandra: A multa mínima é de R$ 50,00.

 

Nasi: Mais de 540 famílias de Lagarto, em Sergipe, receberam as chaves da casa própria pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

 

Alessandra: O investimento do governo no empreendimento ultrapassou R$ 30 milhões e vai beneficiar 2 mil moradores da região.

 

Nasi: As moradias possuem dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço.

 

Alessandra: O local tem infraestrutura completa, com sistema de esgoto, ruas pavimentadas, iluminação pública e praças com playground e centro comunitário.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Alessandra: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Alessandra: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Nasi: Boa noite e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil, governo federal".