03 DE JANEIRO DE 2018

Destaques da Voz do Brasil: Mais de 900 profissionais do Mais Médicos começam a trabalhar semana que vem. Eles vão atender em mais de 500 municípios do país. Ano Novo no Rio de Janeiro movimenta quase R$ 2 bilhões e gera 50 mil empregos. Em dois meses Escola do Trabalhador oferece 21 cursos e registra mais de 173 mil inscrições.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentador Luciano Seixas: Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Luciano: Quarta-feira, 3 de janeiro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao nosso destaque de hoje.

 

Luciano: Mais de 900 profissionais do Mais Médicos começam a trabalhar semana que vem.

 

Nasi: Eles vão atender em mais de 500 municípios do país.

 

Luciano: E quase 100% deles são brasileiros. Natália Koslyk.

 

Repórter Natália Koslyk: Esse resultado vai ao encontro do que a atual gestão pretende: ampliar a participação dos brasileiros no programa.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Luciano: Ano novo no Rio de Janeiro movimenta quase R$ 2 bilhões e gera 50 mil empregos.

 

Nasi: E para quem procura qualificação profissional, vamos falar da Escola do Trabalhador.

 

Luciano: Em dois meses, a plataforma oferece 21 cursos e registra mais de 173 mil inscrições. Cleide Lopes.

 

Repórter Cleide Lopes: Os cursos são gratuitos e realizados na modalidade à distância, de qualquer computador ou celular.

 

Nasi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Luciano Seixas e Nasi Brum.

 

Luciano: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: A saúde ganha reforço em mais de 500 municípios brasileiros.

 

Luciano: Novos profissionais do programa Mais Médicos começam a trabalhar a partir da próxima semana.

 

Nasi: São quase mil médicos selecionados e praticamente 100% deles são brasileiros.

 

Repórter Natália Koslyk: Quase todas as vagas do último edital do programa Mais Médicos foram preenchidas por profissionais brasileiros. Apenas seis vagas, menos de 1% do total ofertado, vão ser ocupadas por médicos de outras nacionalidades. De acordo com o secretário executivo do Ministério da Saúde, Antônio Nardi, esse resultado vai ao encontro do que a atual gestão pretende: ampliar a participação dos brasileiros no programa.

 

Secretário executivo do Ministério da Saúde - Antônio Nardi: Se trata de um programa, não somente de colocar médicos nos municípios, mas de fixar médicos, de estimulá-los, de formá-los e capacitá-los em medicina de família e comunidade, e haver a vinculação com a população. Um programa que está altamente aprovado, mas que essa renovação vem mostrar o compromisso do governo brasileiro com a saúde da nossa população.

 

Repórter Natália Koslyk: O município de Ibiapina, no interior do Ceará, vai receber mais três profissionais por meio do Mais Médicos. Dois deles vão atuar em zona urbana e um em zona rural, completando assim as 12 equipes de saúde da família que atendem os 24 mil habitantes da cidade. O secretário de Saúde de Ibiapina, Adeílton Mendonça Amaro, fala da expectativa da população com a chegada dos médicos.

 

Secretário de Saúde de Ibiapina - Adeílton Mendonça Amaro: A população, mesmo em início de ano, já perguntando: "E aí, vai ter mesmo? Já chegaram? Já vieram?". E aí a gente pegou e disse que, com o Mais Médicos, do Governo Federal, o município não iria ficar descoberto. Então, a população fica bastante satisfeita.

 

Repórter Natália Koslyk: Até a próxima sexta-feira, os médicos estão sendo validados pelos gestores municipais, e na próxima semana começam a atender nas unidades básicas de saúde de 507 municípios brasileiros e um distrito sanitário especial indígena. Em caso de desistência, as vagas remanescentes vão ser ofertadas a médicos brasileiros formados em instituições estrangeiras. O programa Mais Médicos, criado em 2013, já conta com mais de 18 mil vagas em todo o país, levando assistência básica para cerca de 63 milhões de brasileiros. Reportagem, Natália Koslyk.

 

Luciano: Investir no turismo para ajudar o estado do Rio de Janeiro a sair da crise.

 

Nasi: Para o Ministério do Turismo, os números comprovam que a cidade maravilhosa tem o potencial de gerar renda e emprego.

 

Luciano: Durante o Réveillon, o número de turistas aumentou 11%. Foram gerados quase 50 mil postos de trabalho e injetados na economia cerca de R$ 2 bilhões.

 

Repórter Natália Melo: Reforçar a segurança pública, estimular a recuperação fiscal e investir em ações sociais são algumas das prioridades do governo para o Rio de Janeiro em 2018. O anúncio foi feito pelo ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, que reforçou o compromisso da Pasta com o programa Rio de Janeiro a Janeiro, para alavancar o turismo e gerar mais emprego e renda. Segundo o ministro, os resultados já são visíveis, após a grande primeira festa do ano. Foram mais de 2,4 milhões de pessoas no tradicional Réveillon de Copacabana.

 

Ministro da Cultura - Sérgio Sá Leitão: Desses 2,4 milhões, nós tivemos 707 mil turistas. Desses, 614 mil brasileiros e 93 mil estrangeiros.

 

Repórter Natália Melo: Segundo o ministro, o Réveillon carioca injetou quase R$ 2 bilhões na economia do estado, cerca de 19% a mais que no ano anterior. Para Sérgio Sá Leitão, um resultado que superou as expectativas.

 

Ministro da Cultura - Sérgio Sá Leitão: Os resultados são muito positivos e nos mostram que nós estamos no caminho certo, que realmente essa aposta em uma das vocações econômicas do Rio de Janeiro, que é justamente a realização de eventos de economia criativa, cultura, esporte, turismo e negócios, é, realmente, uma das maneiras de colocar o Rio de volta no trilho do desenvolvimento econômico, gerando resultados para a sociedade.

 

Repórter Natália Melo: Os dados fazem parte de um levantamento da Fundação Getúlio Vargas. O calendário do Programa Rio de Janeiro a Janeiro deve contar ainda com mais de 600 eventos ao longo deste ano na cidade maravilhosa. Reportagem, Natália Melo.

 

Nasi: O aumento da temperatura em todo o planeta é causado, segundo cientistas, pelos chamados gases de efeito estufa, que são o resultado, por exemplo, da fumaça que sai de carros e caminhões.

 

Luciano: E uma forma de reduzir esse efeito é diminuir o uso de combustíveis fósseis, como o petróleo.

 

Nasi: Para isso, é preciso buscar novas fontes, como o etanol, por exemplo, que polui menos.

 

Luciano: Uma lei sancionada pelo presidente Michel Temer estabelece as regras para incentivar o desenvolvimento dos chamados combustíveis limpos no Brasil. A repórter Mara Kenupp explica.

 

Repórter Mara Kenupp: No laboratório da Embrapa Agroenergia, em Brasília, são desenvolvidos vários projetos que têm como base combustíveis produzidos de fontes vegetais, como o bioetanol, biodiesel, biogás e o bioquerosene. Uma das pesquisas, por exemplo, se concentra na criação de uma nova espécie de cana-de-açúcar. De acordo com o chefe de transferência de tecnologia da Embrapa, Alexandre Alonso, a ideia é criar variedades e ofertar para o mercado.

 

Chefe de transferência e tecnologia da Embrapa - Alexandre Alonso: A gente precisa de combustíveis cada vez mais eficientes e mais sustentáveis. Novas biomassas, novas tecnologias mais eficientes permitem que o setor produtivo produza um volume bastante elevado de biocombustível, ao mesmo tempo que ele emite menos CO2.

 

Repórter Mara Kenupp: Para estimular ainda mais a produção de combustíveis vegetais no país, o governo criou a Política Nacional de Biocombustíveis. A lei, conhecida como RenovaBio, prevê o planejamento para desenvolver todos os tipos de biocombustíveis usados no Brasil. Segundo o diretor do Departamento de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Miguel Ivan Lacerda, a lei contribui ainda para o cumprimento do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, firmado pelo Brasil.

 

Diretor do Departamento de Biocombustíveis - Miguel Ivan Lacerda: Essa lei mostra que, talvez, programas como o brasileiro, aquele que produz biocombustível tem a grande solução mundial pra evitar o problema do aquecimento global, dos acidentes climáticos que vêm acontecendo, da redução de chuvas, do aumento de seca.

 

Repórter Mara Kenupp: Representantes do setor, como Elizabeth Farina, presidente da Empresa Única, que produz biocombustíveis, veem na RenovaBio regras claras, energia estável, que gera emprego e aumento de renda.

 

Presidente da Empresa Única - Elizabeth Farina: Esta lei permite também uma visão para o investidor, uma visão de quais são as regras do jogo. Elas são estáveis, elas são previsíveis, e é isso que vai orientar o investimento no setor.

 

Repórter Mara Kenupp: Está prevista também a criação do Crédito de Descarbonização, o CBio, que, na prática, é uma fonte de financiamento para os empresários do setor. Segundo o diretor do Departamento de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Miguel Ivan Lacerda, o governo estima que a medida vai gerar empregos no país nos próximos anos, além de trazer benefícios para o consumidor.

 

Diretor do Departamento de Biocombustíveis - Miguel Ivan Lacerda: As nossas primeiras simulações calculam que a gente pode gerar até 2030 mais de R$ 1,4 trilhões em investimentos no país. Isso significa aí uma geração superior a mais de um milhão de empregos no setor de biocombustíveis.

 

Repórter Mara Kenupp: A lei estabelece um período de dois anos para que o programa seja implementado. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Nasi: Mais de 200 escolas públicas rurais do Rio Grande do Sul vão receber investimentos para garantir acesso à água potável.

 

Luciano: R$ 42 milhões vão ser usados pra construir cisternas, que vão atender 12 mil estudantes de 70 municípios gaúchos.

 

Repórter Diego Queijo: O anúncio foi feito pelo ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, durante visitas a escolas rurais dos municípios de Gravataí, Charqueadas e Montenegro. Elas estão entre as unidades que receberão recursos para implementação de tecnologias de acesso à água, como a instalação de cisternas. De acordo com Terra, o acesso à água de qualidade é garantia de saúde e contribui para uma alimentação adequada, requisitos essenciais para que as crianças tenham melhores condições de estudo. O investimento também vai acabar com uma realidade triste: a suspensão de aulas por falta de água.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: Então, nós estamos trabalhando para oferecer a todas as escolas do Brasil que não têm água ainda, que tenham a oportunidade de ter água potável e, por isso, facilitar a vida tanto de professores quanto de alunos.

 

Repórter Diego Queijo: A Escola Estadual de Educação Infantil e Ensino Fundamental Tekoa Guajayvi é uma das que serão beneficiadas. Ela fica dentro da comunidade indígena Guarani Guajayvi, no município de Charqueadas. O líder da comunidade, Cláudio Acosta, diz que com o acesso à água potável todos terão uma qualidade de vida melhor.

 

Líder indígena - Cláudio Acosta: Vai ser importante para as nossas crianças aprenderem e defender nossa cultura também.

 

Repórter Diego Queijo: O programa Cisternas é executado pelo Ministério do Desenvolvimento Social, com o objetivo de garantir às famílias mais pobres o acesso à água de qualidade para beber, além de possibilitar a produção de alimentos. Reportagem, Diego Queijo.

 

Nasi: Ontem a gente falou aqui na Voz do Brasil que o governo editou nova medida provisória antecipando para 60 anos a idade para saque das cotas do PIS ou Pasep.

 

Luciano: Como a medida anterior perdeu prazo para aprovação no Congresso Nacional, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal suspenderam os saques das cotas temporariamente.

 

Nasi: Os saques devem ser reabertos a partir de um novo calendário, que deverá ser definido entre os dois bancos e o Ministério do Planejamento.

 

Luciano: Segundo a assessoria da Caixa, esse novo calendário deve ser anunciado já na semana que vem. 19h12 em Brasília, no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Está precisando se qualificar e não tem dinheiro para pagar um curso?

 

Luciano: Daqui a pouco vamos falar sobre a Escola do Trabalhador, uma... Em apenas dois meses já oferece 21 cursos de graça e registra 173 mil inscrições.

 

Nasi: Reforço no combate à violência contra as mulheres.

 

Luciano: A Secretaria Nacional de Segurança Pública está capacitando policiais militares para o acompanhamento de mulheres vítimas da violência doméstica.

 

Nasi: É a Patrulha Maria da Penha, que está sendo expandida e vai chegar a todo o país.

 

Ativista - Bárbara Pena: Eu sou Bárbara Pena, vítima de violência doméstica em 2013. Depois de uma discussão por não querer continuar no relacionamento, eu optei por ir dormir. Fui acordada sendo espancada. Nesse momento, eu acabei desmaiando. Acordei com o cheiro do álcool e logo em seguida percebi que o meu corpo estava sendo queimado vivo, eu já estava em chamas. Nesse momento, ele veio atrás de mim e me jogou do terceiro andar.

 

Repórter Raissa Lopes: O depoimento chocante da ativista Bárbara Pena, do Rio Grande do Sul, reforça a estatística feita pela ONU Mulheres. O Brasil é o quinto país do mundo onde as mulheres sofrem mais violência e são assassinadas. O governo vem trabalhando para mudar esse quadro. O Ministério da Justiça está capacitando neste ano 142 policiais militares para atuarem nas Patrulhas Maria da Penha, um modelo de policiamento que acompanha e protege vítimas de violência. O diretor do Departamento de Ensino e Desenvolvimento de Pessoal em Segurança Pública da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Rinaldo de Souza, explica como o curso funciona.

 

Diretor do Departamento de Ensino e Desenvolvimento de Pessoal em Liderança Pública - Rinaldo de Souza: Através de um modelo que se instaura a partir da determinante de medidas protetivas, ela consegue acompanhar essas pessoas que foram vítimas, né, de violência doméstica, e evitar que haja um incremento na violência contra elas.

 

Repórter Raissa Lopes: As patrulhas surgiram em 2012, no Rio Grande do Sul. Nelas, um grupo de dois ou três policiais militares visitam com frequências as vítimas de violência. Os resultados fizeram com que outros estados, como Minas Gerais, Paraná e Bahia, também adotassem o modelo de policiamento. Agora, com o curso, o governo quer expandir a ação e uniformizar a atuação das patrulhas. Reportagem, Raissa Lopes.

 

Luciano: Quem mora em cidades onde só existe uma unidade da Receita Federal agora vai contar com atendimento integral nesses locais.

 

Nasi: Isso porque nessas unidades apenas alguns serviços são prestados à população, sendo necessário se deslocar para outra cidade.

 

Luciano: A ideia é facilitar a vida do contribuinte, ampliando o atendimento em cidades do interior.

 

Repórter Natália Koslyk: Nos municípios que contam com apenas uma unidade da Receita Federal, o cidadão vai ter acesso a todos os serviços vinculados ao órgão no mesmo lugar. Isso significa que vai ser possível, por exemplo, fazer uma alteração no CPF e obter habilitação para o comércio exterior numa mesma unidade, seja agência, alfândega ou inspetoria. De acordo com o auditor fiscal Antônio Lindemberg, coordenador-geral de atendimento da Receita Federal, a medida vai facilitar a vida do cidadão.

 

Auditor fiscal - Antônio Lindemberg: Agilidade, conforto, evitar que o indivíduo ou o cidadão tenha que se deslocar para obter serviços da Receita Federal, gerando maior capilaridade da Receita Federal no território nacional, especialmente em localidades interioranas do Brasil.

 

Repórter Natália Koslyk: É o caso da cidade de Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul. A alfândega é a única unidade da Receita Federal no município, e os 16 mil habitantes que precisavam de serviços diferentes tinham que ir para outras cidades. Mas agora, com a nova portaria, isso vai mudar. É o que explica Clóvis Ribeiro Neto, delegado da Alfândega da Receita Federal em Mundo Novo.

 

Delegado - Clóvis Ribeiro: Nós teremos alteração de CNPJ, serviço para não residentes e falecidos, de CPF, poderá ser requerida a certidão de imóvel rural, consulta a pendências da pessoa física, consulta a pendências da pessoa jurídica, regularizar débitos fazendários, entre muitos outros. Aqueles que moram próximo não precisarão se deslocar até outros municípios caso precisem de algum atendimento presencial.

 

Repórter Natália Koslyk: A medida já está em vigor e vale para todo o Brasil. Nos municípios que possuírem mais de uma unidade da Receita Federal, o atendimento integral é opcional. Reportagem, Natália Koslyk.

 

Nasi: E o que o governo deve gastar e investir com arrecadação em 2018 agora é lei.

 

Luciano: A sanção do orçamento deste ano foi assinada pelo presidente Michel Temer e publicada hoje no Diário Oficial da União.

 

Nasi: O texto prevê, por exemplo, o valor do salário mínimo para este ano, de R$ 954.

 

Luciano: O orçamento também determina o montante mínimo a ser aplicado em educação e saúde. Serão R$ 119 bilhões para a saúde e R$ 89 bilhões para a educação.

 

Nasi: Nas contas, o governo vai gastar mais do que arrecada. A previsão do orçamento é de um déficit de R$ 157 bilhões para 2018.

 

Luciano: O governo trabalha para recuperar investimentos e, assim, gerar empregos.

 

Nasi: Uma das frentes para a criação de novas vagas é o Programa Agora é Avançar, que prevê a retomada de 7 mil obras que estavam paradas em todo o país.

 

Luciano: O programa foi um dos temas tratados pelo ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco, em entrevista à TV Brasil.

 

Repórter Nei Pereira: O lançamento do Programa Agora é Avançar foi possível porque o governo conseguiu recuperar a capacidade de investimento. A afirmação é do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco. O programa vai destinar R$ 130 bilhões para concluir, até o fim do ano, mais de 7.400 obras que estavam paradas, como a integração do Rio São Francisco e a extensão da Ferrovia Norte-Sul. Segundo o ministro, o Agora é Avançar estimula a criação de empregos.

 

Ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência - Moreira Franco: Esse esforço de investimento do setor público tem permitido a criação de novos empregos. E novos empregos significa renda. Renda significa o restabelecimento da confiança, da autoestima, e as pessoas passam a olhar-se com muito mais respeito, com muito mais afeto a si próprio e aos seus familiares, à sua comunidade, do que num ambiente de crise.

 

Repórter Nei Pereira: O ministro ressaltou ainda que o desemprego é um problema que o governo vem enfrentando com determinação. E, segundo Moreira Franco, o programa Agora é Avançar é também uma oportunidade para aumentar a produtividade das empresas. Para isso, ele afirma que uma das saídas é a qualificação das pessoas que já estão no mercado de trabalho.

 

Ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência - Moreira Franco: Para aumentar produtividade é necessário que se incorpore a qualificação na empresa, para mudar a cultura do empresário, que vai cada vez mais saber quanto vale mão de obra que saiba o que está fazendo, que tem capacidade de criar, de aplicar novas técnicas, novas tecnologias na produção, aumentando, em consequência, o volume produzido em um determinado espaço de tempo. E é o aumento desse volume que vai permitir preços razoáveis.

 

Repórter Nei Pereira: Moreira Franco defendeu também que a reforma tributária deve dar igualdade de oportunidade a quem quer ter o próprio negócio. Segundo ele, existem muitos privilégios nesse setor, com créditos subsidiados para poucos. E é necessário simplificar os processos.

 

Ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência - Moreira Franco: É muito difícil no Brasil você abrir uma empresa. É muito mais difícil fechar uma empresa. É muito difícil você ser micro e transformar-se em médio. Médio para grande é quase impossível. E não há a possibilidade de nós termos uma sociedade democrática com essas barreiras. Nós temos que simplificar processos.

 

Repórter Nei Pereira: O ministro da Secretaria Geral de Governo, Moreira Franco, ressaltou ainda que a solução fiscal é prioridade do governo para sanear as contas públicas e recuperar a capacidade de investimentos do Estado. Reportagem, Nei Pereira.

 

Nasi: 19h20 no horário brasileiro de verão.

 

Luciano: Em um mercado cada vez mais competitivo, ter novos conhecimentos, melhorar o currículo é fundamental para o trabalhador buscar uma vaga de emprego.

 

Nasi: E agora é possível melhorar a qualificação de graça, com cursos que podem ser feitos a qualquer momento pelo computador ou celular.

 

Luciano: Estamos falando da Escola do Trabalhador, do Ministério do Trabalho.

 

Nasi: Lançada há dois meses, a procura pelos 21 cursos oferecidos é alta, aí, já registra 173 mil inscrições.

 

Repórter Cleide Lopes: Os cursos são gratuitos e realizados na modalidade à distância, de qualquer computador ou celular. A proposta da nova plataforma virtual é atender às necessidades do trabalhador e a demanda de qualificação, a partir do estudo do mercado de trabalho. É o que explica o diretor do Departamento de Empregabilidade do Ministério do Trabalho, Higino Brito Vieira.

 

Diretor do Departamento de Empregabilidade do Ministério do Trabalho - Higino Brito Vieira: Nós fizemos o mapeamento de uma demanda e iniciamos o projeto da Escola do Trabalhador, de maneira que esses cursos possam ter a maior aderência possível com o que há de demanda do mercado de trabalho.

 

Repórter Cleide Lopes: Inicialmente, estão sendo oferecidos cursos em áreas como indústria, informação, comunicação, turismo e gestão. Mas, de acordo com Higino Brito Vieira, a meta do governo é fechar o ano de 2018 com um total de 50 cursos disponíveis, qualificando 6 milhões de pessoas.

 

Diretor do Departamento de Empregabilidade do Ministério do Trabalho - Higino Brito Vieira: Como consequência, nós teremos um mercado de trabalho mais bem nutrido de mão de obra qualificada.

 

Repórter Cleide Lopes: Os cursos têm duração de 40 horas e, ao final, os trabalhadores precisam passar por uma avaliação para receber o certificado de conclusão. O documento é emitido pela Universidade de Brasília, parceira do Ministério do Trabalho. Além de formar trabalhadores para que tenham mais oportunidades no mercado de trabalho, a Escola do Trabalhador vai ajudar o governo na construção de políticas públicas no setor. É o que afirma a coordenadora do projeto na Universidade de Brasília, Thérèse Hofmann.

 

Coordenadora da Escola do Trabalhador - Thérèse Hofmann: Esses primeiros cursos disponíveis, eles vão gerar dados para que a gente possa otimizar outros cursos, dar acesso a outras formas de capacitação, trabalhar com essa informação, para propiciar que o Ministério tenha a informação devida para a aplicação das políticas públicas.

 

Repórter Cleide Lopes: Não há pré-requisito para fazer os cursos, nem escolaridade mínima exigida, e o trabalhador pode se qualificar em quantos cursos quiser. As inscrições são feitas pela internet, na página escola.trabalho.gov.br. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Luciano: E o presidente Michel Temer definiu hoje o comando do Ministério do Trabalho.

 

Nasi: Em nota, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República informou que a deputada federal Cristiane Brasil será a nova ministra da pasta.

 

Luciano: Cristiane Brasil tem 44 anos, é formada em Direito e, em 2014, se elegeu deputada federal pela primeira vez.

 

Nasi: E o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços informou hoje, também por meio de nota, que o ministro Marcos Pereira entregou ao presidente Michel Temer seu pedido de demissão do cargo, por razões pessoais.

 

Luciano: Marcos Jorge de Lima, secretário executivo do Ministério, segue interino até uma definição do Palácio do Planalto.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Luciano: Fique agora com o Minuto do TCU. Em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".