04 DE ABRIL DE 2019 - PODER EXECUTIVO

Destaques do dia: Diálogo pela Nova Previdência. Presidente Jair Bolsonaro faz série de encontros com líderes de partidos. E busca união entre os poderes para aprovar proposta que garante aposentadorias no futuro. Maior eficiência e redução nos custos de transporte na Região Norte. Governo realiza mais um leilão em áreas de portos, desta vez no Pará. Empresas tem até amanhã para enviar a Rais.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quinta-feira, 4 de abril de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Diálogo pela Nova Previdência.

 

Gabriela: Presidente Jair Bolsonaro faz série de encontros com líderes de partidos.

 

Nasi: E busca união entre os poderes para aprovar proposta que garante aposentadorias do futuro. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: Prioridade do governo, a Nova Previdência está em análise na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. A meta é aprovar a Nova Previdência neste primeiro semestre.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil.

 

Nasi: Maior eficiência e redução nos custos de transporte na Região Norte.

 

Gabriela: Governo realiza mais um leilão em áreas de portos, desta vez no Pará. Ricardo Ferraz.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Um leilão nesta sexta-feira vai escolher as empresas que vão administrar seis terminais portuários do estado do Pará, destinados à armazenagem e transbordo de combustíveis.

 

Nasi: Empresas têm até amanhã para enviar a Rais. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: Os dados asseguram direitos aos trabalhadores, são usados como comprovante do tempo de serviço para a aposentadoria e controle de registro do FGTS, por exemplo.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil: Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br .

 

Gabriela: Mais agilidade no transporte de combustíveis por portos da Região Norte do país.

 

Nasi: Para alcançar esse objetivo, o governo vai conceder para a administração privada seis áreas em portos do estado do Pará.

 

Gabriela: Amanhã vai ser realizado em São Paulo o leilão que vai escolher as empresas responsáveis pela administração e por investimentos em melhorias nos terminais.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Um leilão nessa sexta-feira vai escolher as empresas que vão administrar seis terminais portuários do estado do Pará, destinados à armazenagem e transbordo de combustíveis. A ideia do Ministério da Infraestrutura e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, Antaq, que realizam a concessão, é trazer mais eficiência e reduzir os custos de transporte para a Região Norte, carente de serviços logísticos. Como explica Diogo Piloni, secretário nacional dos Portos.

Secretário nacional dos Portos - Diogo Piloni: Os leilões programados para o dia 5 de abril são importantíssimos porque trarão a possibilidade de novos investimentos. Esses terminais, eles abastecem não só a população da região, ali de Belém, no Pará, mas também podem servir como um hub de distribuição para os combustíveis até o centro-oeste brasileiro, na região produtora dos grãos.

 

Repórter Ricardo Ferraz: No Porto de Belém, são cinco terminais já existentes, já no Porto de Vila do Conde, a concessionária que vencer o leilão terá de construir uma nova área. Os investimentos passam de R$ 420 milhões e os prazos dos contratos variam entre 15 e 25 anos, podendo ser prorrogados até o limite de 70 anos. O advogado especialista em portos, Fernando Neves, disse que o modelo pode promover o desenvolvimento do setor e o crescimento da economia.

 

Advogado especialista em portos - Fernando Neves: É fundamental porque o país está num vetor agora de voltar a crescer, muita demanda que estava represada, para isso precisa ter espaços nos portos para se fazer a movimentação da carga com segurança, com preços competitivos. Então, é um vetor de crescimento que, agora, nos próximos cinco anos, eu acredito que vai ser muito forte.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Vence o leilão quem oferecer o maior valor de outorga, ou seja, a parcela paga diretamente ao governo federal pela exploração do espaço. O preço mínimo estabelecido é de R$ 1, mas o objetivo não é arrecadar dinheiro para os cofres públicos, como explica Mário Povia, diretor-geral da Antaq.

 

Diretor-geral da Antaq - Mário Povia: A ideia é que não dê nenhum vazio, né? Que nós tenhamos aí licitantes vencedores para todas as áreas. Essas empresas vão remunerar melhor a autoridade portuária, que, por sua vez, vai dragar melhor esse porto, vai permitir que embarcações maiores cheguem com custos de fretes menores por litro de combustível, né? Que vai permitir que a população tenha, ao fim, ao cabo, produtos aí mais competitivos, mais baratos, reduzindo o Custo Brasil através de eficiência.

 

Repórter Ricardo Ferraz: No último leilão portuário ocorrido no mês passado, que concedeu áreas dos Portos de Cabedelo, na Paraíba, e em Vitória, no Espírito Santo, o preço mínimo estabelecido para a concessão foi amplamente superado pelos concorrentes. O governo arrecadou quase R$ 220 milhões. A expectativa é de que isso volte a acontecer com o leilão dos portos do Pará. Para Thiago Gonçalves, diretor de logística de uma empresa de seguros, a região tende a se desenvolver.

 

Diretor de logística de empresa de seguros - Thiago Gonçalves: A importância portuária em cada uma das regiões, ela alimenta não só o fluxo de importação, exportação ou movimentação de cabotagem, mas ela gera emprego, direto e indireto, ela gera investimento, como novos terminais, como novas estruturas, e isso aumenta muito a capacidade do Estado, falando financeiramente, também estrategicamente para movimentação.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Segundo Adalberto Vasconcelos, secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos, além da geração de emprego e de renda, as concessões ajudam a diminuir o custo país, ele explica que os investimentos no setor portuário reduzem os gastos com transporte e isso torna os produtos de exportação brasileiros mais competitivos, trazendo riquezas para o país.

 

 

Secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos - Adalberto Vasconcelos: O porto é a entrada e a saída de nossas riquezas. Então, é importante que a gente busque uma organização do setor portuário nacional, né?

 

Repórter Ricardo Ferraz: Com o leilão, se pretende superar a meta de 23 concessões estabelecida para os primeiros cem dias de governo dentro do PPI, o Programa de Parcerias e Investimentos. Reportagem: Ricardo Ferraz.

 

Nasi: Ele pode fazer um sobrevoo na Floresta Amazônica ou um pouso de emergência na Antártica.

 

Gabriela: Acomoda equipamentos de grandes dimensões, como armamentos, tanques blindados e pode ser empregado em uma série de missões.

 

Nasi: Esse é o KC-390, avião com tecnologia de ponta que vai fazer parte da equipe da Força Aérea Brasileira a partir de agosto.

 

Repórter Maurício de Almeida: Um gigante do céu, assim pode ser definido o avião KC-390, a maior aeronave militar que já foi produzida no Brasil. Para se ter uma ideia, ele pode voar levando 26 toneladas, o equivalente a um caminhão grande totalmente carregado. O tamanho não é a única vantagem da aeronave, as novidades tecnológicas também chamam a atenção. O coronel Carlos Coelho, da Força Aérea Brasileira, que é gerente de projetos do KC-390, diz que esse é o único avião da categoria equipado com um sistema eletrônico que permite maior eficiência de voo e possibilita a integração com as tropas em terra, como, por exemplo, fazer lançamentos de carga com precisão.

 

Gerente de projetos do KC-390 - Carlos Coelho: Sistemas de controle eletrônicos que vão facilitar a vida do piloto, que vão deixar a aeronave segura e mais precisa nos lançamentos de carga, nas leis(F) de controle de voo, na proteção militar do avião, que são sistemas que protegem o avião em caso da combate real de ameaças externas que possam ocorrer. Toda tecnologia dele é de um estado da arte nos requisitos mais modernos que foram demandados e que o mercado pode oferecer nos últimos anos.

 

Repórter Maurício de Almeida: O KC309 foi todo produzido pela Embraer. O novo avião foi desenvolvido a pedido da Força Aérea Brasileira, faz parte do projeto de modernização da Aeronáutica. Vinte e oito modelos foram encomendados em 2014 para substituir os antigos Hércules. Em agosto, o primeiro avião vai entrar em operação na base de Anápolis, em Goiás. Para o coronel Carlos Coelho, a aeronave é um grande avanço porque pode ser utilizada em diversas missões, em períodos de paz ou de guerra. É importante que a Força Aérea está se modernizando?

 

Gerente de projetos do KC-390 - Carlos Coelho: Sim, a Força Aérea está se modernizando, essa aeronave vai suportar as necessidades, uma espinha dorsal do transporte aéreo logístico da Força Aérea pelos próximos 40 anos.

 

Repórter Maurício de Almeida: O KC-390 é uma das principais atrações da Laad, a maior feira de defesa e segurança da América Latina, que está sendo realizada no Rio de Janeiro. Durante o evento, a Força Aérea Brasileira firmou convênio para permitir a produção de equipamentos que vão ser utilizados na manutenção do avião. Do Rio de Janeiro, Maurício de Almeida.

 

Gabriela: Para melhorar atendimento no SUS, hospitais universitários federais vão receber mais de R$ 100 milhões.

 

Nasi: E ainda nesta edição, a gente explica de que forma esta verba do Ministério da Saúde vai ser usada.

 

Gabriela: Termina amanhã o prazo para a entrega da Rais, a Relação Anual de Informações Sociais.

 

Nasi: O documento reúne informações sobre as empresas e os trabalhadores do Brasil, uma espécie de censo do trabalho formal.

 

Gabriela: Os dados são usados como referência para ações do governo e para assegurar direitos ao trabalhador, como o pagamento do abono salarial.

 

Nasi: E a empresa que não enviar a Rais está sujeita a multas.

 

Repórter Pablo Mundim: No salão da Inês Carvalho, em Brasília, em média, 50 clientes são atendidos semanalmente por oito funcionários, todos eles declarados na Relação Anual de Informações Sociais, a chama Rais. O documento reúne diversas informações sobre a empresa e os trabalhadores, como salário e tipo de vínculo, e é encaminhado ao Ministério da Economia pela proprietária do salão.

 

Proprietária do salão - Inês Carvalho: Faço todos os anos porque é nossa obrigação para cumprir as leis.

 

Repórter Pablo Mundim: No ano passado, 8,5 milhões estabelecimentos apresentaram a declaração da Rais relacionadas à 2017. Os dados asseguram direitos aos trabalhadores, são usados como comprovante do tempo de serviço para a aposentadoria e controle de registros do FGTS, por exemplo. Também ajudam no planejamento das ações do governo, como explica o coordenador-geral de Estatísticas de Trabalho do Ministério da Economia, Mário Magalhães.

 

Coordenador-geral de Estatísticas de Trabalho do Ministério da Economia - Mário Magalhães: É uma radiografia completa do segmento do mercado de trabalho formal no Brasil, né? A Rais é uma fonte inesgotável de informações para planejamento de políticas públicas e que o governo terá melhor o termômetro de como está a economia e as ações do governo tenderão a ser mais assertivas.

 

Repórter Pablo Mundim: Todas as pessoas com o CNPJ ativo na Receita Federal precisam entregar a declaração da Rais. Além das empresas públicas e privadas, os microempreendedores individuais também precisam declarar, caso tenham empregados. O contador Bruno Camargos, de Brasília, explica que a declaração é feita totalmente pela internet, simples e rápido.

 

Contador - Bruno Camargos: Hoje em dia, existem sistemas que eles compilam todas as informações trabalhistas necessárias para a Rais, de uma forma que esses sistemas gerem um arquivo e importe para o programa.

 

Repórter Pablo Mundim: A empresa que descumprir o prazo ou fornecer informações incorretas vai ficar sujeita a multa de até R$ 42 mil. A relação dos documentos necessários para preenchimento e o envio da declaração estão no endereço: rais.gov.br. Reportagem: Pablo Mundim.

 

Gabriela: Hospitais universitários federais de todo o país vão receber mais de R$ 100,5 milhões do Ministério da Saúde.

 

Nasi: A verba vai ser usada para a compra de materiais de uso diário, como medicamentos, além de reformas, obras e aquisição de equipamentos.

 

Gabriela: O objetivo é melhorar o atendimento no SUS e a formação de novos profissionais de saúde.

 

Repórter Danielle Popov: São R$ 102,5 milhões liberados pelo governo federal a hospitais universitários federais. É o primeiro repasse do ano pelo Ministério da Saúde por meio do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais, o Rehuf. O Hospital Universitário de Brasília foi contemplado com R$ 2,2 milhões por meio dessa medida. O gerente administrativo do hospital, Paulo Mendes Castro, ressalta a importância do recurso e detalha como o dinheiro vai ser usado.

 

Gerente administrativo do Hospital Universitário de Brasília - Paulo Mendes Castro: [ininteligível] desse recurso a gente vai estar destinando à reforma da unidade de processamento de material esterilizado e os outros 1,7 milhões a gente vai estar investindo em insumos, né? Medicamentos, insumos, de modo geral para o hospital. É de grande relevância, uma vez que hoje nós... é um hospital 100% SUS.

 

Repórter Danielle Popov: Rehuf, financiado pelos Ministérios da Educação e da Saúde, é usado para a compra de equipamentos e medicamentos e também para obras e reformas nos hospitais universitários. Desde que o programa foi criado em 2010, tem sido um aliado na administração desses hospitais para atender pacientes do Sistema Único de Saúde e apoiar a formação de novos profissionais, como destaca Oswaldo Ferreira, presidente da Ebserh, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.

 

Presidente da Ebserh - Oswaldo Ferreira: São recursos colocados diretamente para auxiliar, tanto na parte do custeio como, e principalmente, para a parte de, vamos dizer assim, o avançar, né? O investimento que é muito importante para uma instituição que tem que estar sempre se modernizando para podermos acompanhar a evolução própria da assistência à saúde, que tanto dependem os nossos assistidos, daqueles que dependem do SUS.

 

Repórter Danielle Popov: Os recursos liberados nesta quinta-feira foram repassados a todos os hospitais administrados pela Rede Ebserh de acordo com a dimensão e as necessidades particulares de cada um, e também a outros oito hospitais que não fazem parte da rede. Reportagem: Danielle Popov.

 

Nasi: Um dia de muito diálogo com o objetivo de aprovar a Nova Previdência.

 

Gabriela: Durante todo o dia, o presidente Jair Bolsonaro fez diversas reuniões com deputados, senadores e líderes de partidos para buscar a união entre os poderes para aprovar a proposta.

 

Nasi: E o repórter Pablo Mundim está agora no Palácio do Planalto e conta para a gente como foram esses encontros. Boa noite, Pablo.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Boa noite, Nasi, Gabriela, e, principalmente, a você, ouvinte da Voz do Brasil. Hoje foi um dia intenso, de muitas reuniões aqui no Palácio do Planalto em torno da proposta que cria a Nova Previdência. Ontem, o presidente Jair Bolsonaro disse que é uma prioridade do governo aprovar a Nova Previdência. Hoje, Bolsonaro participou de encontros com os presidentes de vários partidos políticos e outras lideranças. O objetivo é buscar união para aprovar a Nova Previdência, que está em discussão na Câmara dos Deputados desde fevereiro. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi recebido pelo presidente e afirmou que mudar a Previdência também vai ajudar nas finanças de estados e municípios, que já sofrem para pagar as aposentadorias de funcionários públicos.

 

Governador de Goiás - Ronaldo Caiado: Se nós não tivermos a reforma implantada, nós vamos ver uma total insolvência, inviabilidade financeira dos municípios e dos estados. Já são muitos municípios em Goiás que já estão inviabilizados até de pagar folha, muito menos de fazer investimento.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): O prefeito de Salvador e presidente do DEM, Antônio Carlos Magalhães Neto, também defende a aprovação de uma Nova Previdência.

 

Prefeito Salvador e presidente do DEM - Antônio Carlos Magalhães Neto: O espírito do Democratas, até porque isso faz parte dos nossos princípios, da nossa bandeira, é de entender que o país precisa, o quanto antes, aprovar a Reforma da Previdência, não só para destravar a economia, para garantir a retomada da geração de empregos, mas também porque hoje nós temos uma situação fiscal da União, dos estados e municípios muito grave e o Democratas tem essa consciência.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): A repórter Luana Karen acompanhou as reuniões que o presidente fez pela manhã. Vamos ouvir a reportagem.

 

Repórter Luana Karen: Menos de 12 horas após desembarcar de Israel, onde esteve para uma visita oficial de quatro dias, o presidente Jair Bolsonaro comandou uma série de reuniões com presidentes de seis partidos políticos, o tema: a Nova Previdência. Gilberto Kassab, presidente do PSD, partido com 36 deputados na Câmara, afirmou que vai trabalhar pela aprovação da proposta.

 

Presidente do PSD - Gilberto Kassab: As reformas, elas são compatíveis, elas são integradas com aquilo que prega o nosso programa, em relação à Previdência, em relação à tributária, em relação a todas as reformas. Haverá uma boa vontade do partido, e em relação às bancadas o partido não fechará a questão, mas haverá um esforço bastante intenso no sentido de mostrar aos parlamentares a importância delas para o Brasil.

 

Repórter Luana Karen: O presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, também garantiu apoio às modificações da Previdência. A legenda conta com 30 deputados federais.

 

Presidente do PSDB - Geraldo Alckmin: Coloquei claramente que a posição do PSDB sempre foi da necessidade de se fazer a Reforma da Previdência e a Reforma da Previdência precisa ser centrada em dois objetivos, o primeiro de justiça social, e de outro lado, fiscal.

 

Repórter Luana Karen: Prioridade do governo, a Nova Previdência está em análise na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Nos últimos dias, o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi ao Congresso Nacional duas vezes tirar dúvidas de deputados e senadores sobre a proposta. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também tem mantido encontros com parlamentares. A meta é aprovar a Nova Previdência neste primeiro semestre. Ao todo, os presidentes dos partidos recebidos hoje pelo presidente Jair Bolsonaro contam com 196 deputados na Câmara dos Deputados. Reportagem: Luana Karen.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Entre as principais mudanças apresentadas pelo governo para a Nova Previdência, estão a idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, com contribuição mínima de 20 anos. Alíquotas progressivas para trabalhadores dos setores público e privado, ou seja, quem ganha mais passa a contribuir mais, e mudanças nas aposentadorias dos futuros parlamentares, que passarão para o regime do INSS, tanto no nível federal, estadual e municipal. O governo pretende economizar em dez anos mais de R$ 1 trilhão com a Nova Previdência, mas, para isso, a proposta precisa seguir o trâmite no Congresso Nacional. Hoje, a matéria aguarda ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, assim que aprovada, a proposta segue para uma comissão especial, onde será discutido o mérito, ou seja, são apresentadas emendas para possíveis mudanças no texto. Já no Plenário, a proposta precisa de pelo menos 308 votos em 2 turnos de votação antes de ser enviada ao Senado. E agora há pouco, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, fez um balanço das reuniões de hoje. Ele acredita que os encontros foram positivos.

 

Ministro-chefe da Casa Civil Onyx Lorenzoni: Todos foram unânimes em reconhecer, e foi esta a fala do presidente, de que a Nova Previdência não é um projeto do governo Bolsonaro, ele é uma necessidade do país chamado Brasil. O presidente lembrou os episódios lá de São Paulo, aquelas filas intermináveis das pessoas atrás de uma oportunidade de emprego. Essa é a nossa missão e o convite aos presidentes dos partidos é que ajudem o Brasil a encontrar o caminho, porque esse é o dever que todos nós temos, de servir o país.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Eu volto com vocês, Nasi e Gabriela.

 

Gabriela: Obrigada, Pablo Mundim, pelas informações, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Nasi: E hoje, quinta-feira, é o dia em que o presidente Jair Bolsonaro usa suas redes sociais para falar sobre a semana do governo.

 

Gabriela: O presidente anunciou mudanças no 13º. A Nova Previdência também foi um dos assuntos comentados. A repórter Graziela Mendonça acompanhou e está aqui no estúdio para contar tudo para gente. Boa noite, Graziela. O que o presidente falou com os internautas?

 

Repórter Graziela Mendonça (ao vivo): Boa noite, Gabriela, Nasi, e ouvintes da Voz do Brasil. Então, o presidente Jair Bolsonaro acaba de fazer a transmissão ao vivo, onde comentou sobre vários assuntos que marcaram a semana. Também participaram da transmissão o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno. O presidente anunciou o 13º do Bolsa Família, ele disse que o benefício está garantido para o fim do ano, vamos ouvir.

 

Presidente Jair Bolsonaro: O 13º do Bolsa Família será anunciado a semana que vem, vai atingir diretamente os mais necessitados. De onde virá o recurso? Do combate a fraudes, que existe, e muita fraude. Então, continua esse trabalho, um trabalho cansativo, porque tem que pegar um a um, fazer cruzamento, etc., mas está dando resultado aqui e o 13º está garantido, então, para o pessoal do Bolsa Família no final do ano.

 

Repórter Graziela Mendonça (ao vivo): Outro assunto que o presidente Jair Bolsonaro destacou hoje foi a Reforma da Previdência. Ele disse que recebeu hoje pela manhã várias lideranças políticas para debater a reforma. O presidente deixou bem claro que essa reunião não teve o objetivo de discutir nenhum tipo de cargo e, sim, tratar do interesse maior do país. Vamos ouvir.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Interessa é para os nossos filhos e netos. É importantíssimo que nós tenhamos que garantir, via essa Reforma da Previdência, que os aposentados do futuro vão receber suas pensões e seus proventos, suas aposentadorias, né? E bem como os já aposentados também vão continuar recebendo.

 

Nasi: E, Graziela, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, também participou dessa transmissão, né, o que ele comentou?

 

Repórter Graziela Mendonça (ao vivo): Olha, Nasi, o ministro da Justiça falou sobre a Operação Luz da Infância, a operação que ocorreu no fim do mês passado e teve como objetivo combater a pedofilia e a pornografia infantil no país inteiro. Vamos ouvir o ministro.

 

Ministro da Justiça - Sérgio Moro: Por que isso é importante? Fazer coordenado? Porque isso manda um recado forte, esse tipo de crime não vai ser tolerado, esse tipo de crime não pode compensar e as pessoas que, muitas vezes, procuram fazer isso, servindo-se lá do anonimato da internet, tem que saber que a internet não é um porto seguro, que a polícia vai atrás, com apoio do ministério, e essas pessoas vão ser responsabilizadas pelos seus atos. Afinal de contas, nada mais relevante do que proteger essas pessoas que são as mais vulneráveis, as nossas crianças e os adolescentes.

 

Repórter Graziela Mendonça (ao vivo): O ministro também disse que os pais precisam acompanhar de perto as crianças para evitar que casos como esses aconteçam. Nasi e Gabriela.

 

Gabriela: Obrigada, Graziela Mendonça, pelas informações, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Nasi: Divulgado hoje o resultado final da segunda etapa do Revalida.

 

Gabriela: O Revalida é o exame que reconhece o diploma de médicos estrangeiros e brasileiros que se formaram no exterior e querem atuar no Brasil.

 

Nasi: O resultado final está disponível na internet em: revalida.inep.gov.br.

 

Gabriela: Estudantes que contrataram o Fies até o segundo semestre de 2017 podem pedir a renegociação da dívida com o banco.

 

Nasi: O estudante interessado em renegociar a dívida deve ir até à agência bancária onde firmou contrato com pelo menos um fiador.

 

Gabriela: O prazo vai de 29 de abril a 29 de julho deste ano.

 

Nasi: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Uma boa noite e até amanhã.

 

"Governo federal. Pátria amada, Brasil".