04 DE JULHO DE 2017

Destaques da Voz do Brasil: Produção na indústria cresce pelo segundo mês seguido e registra melhor maio em 7 anos. Crescimento na indústria e na geração de empregos entre os mais jovens. Duzentos e setenta cubanos começam a atender pelo Mais Médicos até o final da semana em 17 estados. Garantia Safra está com inscrições abertas para agricultores familiares de 10 estados. Encceja para brasileiros no exterior também está com inscrições abertas.

audio/mpeg 04-06-17_A VOZ DO BRASIL.mp3 — 23384 KB




Transcrição

A Voz do Brasil - 04/07/2017

 

 

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19 horas.

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje."

Nasi: Boa noite.


Apresentadora Gabriela Mendes: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.

 

Nasi: Terça-feira, 4 de julho de 2017.

 

Gabriela: E vamos ao destaque do dia: Produção na indústria cresce pelo segundo mês seguido e registra melhor maio em sete anos. Natália Melo.

 

Repórter Natália Melo: De janeiro a maio deste ano, a indústria acumulou alta de 0,5%, o que mostra uma trajetória de recuperação do setor.

 

Nasi: E se houve crescimento na indústria, também teve geração de emprego entre os mais jovens. Alessandra Bastos.

 

Repórter Alessandra Bastos: Dados do Caged de maio mostram que os jovens foram os que mais conseguiram assinar a carteira de trabalho.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Mais Médicos. 270 cubanos começam a atender em 17 estados.

 

Gabriela: Garantia Safra está com inscrições abertas para agricultores familiares de dez estados.

 

Nasi: E no Japão tem brasileiro à espera do Encceja, a prova que dá o certificado para conclusão dos estudos. As inscrições também estão abertas.

 

Gabriela: Hoje na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Pelo segundo mês consecutivo, a produção industrial cresce no Brasil.

 

Nasi: E quem alavancou esse aumento foi o setor de veículos automores, com a maior fabricação de automóveis e caminhões.

 

Gabriela: Resultado positivo na indústria de alimentos e perfumaria, produtos de limpeza e de higiene pessoal.

 

Nasi: Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE.

 

Repórter Natália Melo: O aumento de 0,8% na produção industrial em maio é o melhor resultado para o mês desde 2011. De acordo com a pesquisa, de janeiro a maio deste ano a indústria acumulou alta de 0,5%, o que mostra uma trajetória de recuperação do setor. A categoria que mais contribuiu para o resultado positivo foi a de automóveis e caminhões, que subiu 9% de abril para maio. O empresário Luís Gambin (F) comprova. Ele, que é diretor de uma multinacional que produz caminhões, conta que a empresa passou por períodos difíceis mas que já se recupera.

 

Diretor comercial - Luís Gambin (F): Dois anos atrás a gente produzia um caminhão por dia, hoje nós estamos produzindo quatro caminhões por dia, já aumentando a produção. A gente já sente uma reação, um ânimo dos clientes nesse sentido, bom, e nós devemos ainda esse ano fechar com o crescimento no setor de caminhões.

 

Repórter Natália Melo: O resultado positivo alcança maioria dos ramos pesquisados, 17 das 24 categorias cresceram em maio. Além dos veículos, a produção de alimentos, produtos de limpeza e higiene pessoal, um ganho de ritmo para o setor, segundo o gerente de coordenação de indústria do IBGE, André Macedo.

 

Gerente de coordenação de indústria - André Macedo: Todas as categorias econômicas mostrando crescimento na produção, a maior parte das atividades investigadas também com taxas positivas e, é claro, o destaque para o resultado desse mês vem pela maior produção dos automóveis e caminhões, o que impulsiona o resultado da atividade de veículos automotores.

 

Repórter Natália Melo: Em relação a maio do ano passado, o crescimento do setor industrial foi ainda maior, de 4%. O melhor resultado para esse tipo de comparação desde 2010. Reportagem, Natália Melo.

 

Gabriela: E nas redes sociais, o ministro Henrique Meirelles disse que a recuperação do setor mostra que o país está voltando a investir na ampliação de sua capacidade produtiva.

 

Nasi: Meirelles afirmou ainda que o crescimento dos bens de capital mostra a retomada da confiança no crescimento do país.

 

Gabriela: E boa notícia também para quem está iniciando a vida.

 

Nasi: Além do crescimento industrial, o país comemora o aumento do número de empregos com carteira assinada em maio.

 

Gabriela: Hoje, o Ministério do Trabalho soltou novos dados e os jovens foram os mais contratados. A repórter Alessandra Bastos tem os detalhes.

 

Repórter Alessandra Bastos: Os dados são do Caged, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. E foram eles, os mais jovens, que tiveram melhores oportunidades de um novo emprego. Em maio, foram mais de um milhão de novas contratações no país. Em mais da metade delas, 600 mil, foram de trabalhadores com até 29 anos. Foram mais de 70 mil novas vagas somente para essa faixa etária. Para o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, os dados são ainda mais positivos, porque as estatísticas sempre mostraram que os jovens não tinham boas perspectivas no mercado de trabalho. Segundo a Penad, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, no primeiro trimestre a taxa de desocupação nos jovens de 18 a 24 anos foi de 28%, o dobro da média nacional de 13%. Outra vitória para o ministro do Trabalho é que os jovens, quando conseguem entrar no mercado formal, não precisam recorrer à informalidade e ao subemprego, o que muitas vezes prejudica todo o futuro da sua vida profissional. Agora, é torcer pra esses jovens continuarem conseguindo emprego, ingressando no mercado formal e dando início à vida profissional. Alessandra Bastos para a Voz do Brasil.

 

Nasi: Mais Médicos para atender a população.

 

Gabriela: O governo publicou hoje uma lista de 275 profissionais cubanos selecionados e que vão substituir profissionais que já terminaram o contrato.

 

Nasi: Eles começam a atender até o final desta semana em 17 estados.

 

Gabriela: Com dois anos de existência, o programa já atendeu mais de 4 mil municípios brasileiros, lugares que tinham pouca oferta de médicos, como a cidade de Santa Cruz do Capibaribe, no interior pernambucano.

 

Repórter Beatriz Amiden: Uma vila com 3 mil habitantes no município de Santa Cruz do Capibaribe, em Pernambuco. E é num posto de saúde de lá que trabalha o Leossandro de Oliveira. Ele chegou há sete meses pelo Programa Mais Médicos e é o único médico do lugar. Junto com um enfermeiro e seis agentes de saúde, eles fazem toda a atenção básica da vila, como o primeiro atendimento no posto e as visitas domiciliares. Ele conta que 25 a 30 pessoas são atendidas todos os dias por essa equipe.

 

Médico - Leossandro de Oliveira: Nós fazemos visita domiciliar e nós fazemos também controle dos pacientes que têm doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e outras doenças.

 

Repórter Beatriz Amiden: Agora, dois médicos também do programa vão reforçar a equipe do Dr. Leossandro. A novidade deixou o clínico-geral muito satisfeito, não só por diminuir a demanda de trabalho diária mas também por poder prestar um atendimento melhor para a população.

 

Médico - Leossandro de Oliveira: Melhorar o atendimento, qualificar mais a atenção, humanizar e prestar mais qualidade de saúde para a população. Então, são profissionais que vão somar com a gente e que, no momento, o município precisa muito.

 

Repórter Beatriz Amiden: Esses médicos que vão para Santa Cruz do Capibaribe fazem parte da nova etapa do programa, que selecionou 275 profissionais para atuar em 17 estados. Com dois anos de existência, o programa já atendeu mais de 4 mil municípios brasileiros com cerca de 18 mil médicos. São 63 milhões de brasileiros que ainda não tinham atendimento e agora contam com uma unidade de saúde perto da sua casa. Reportagem, Beatriz Amiden.

 

Nasi: E o ministro da Saúde, Ricardo Barros, explicou que o governo tem priorizado a contratação de médicos brasileiros para o programa, mas que é preciso também manter os estrangeiros.

 

Gabriela: O ministro lembrou que no ano passado foi renovado o convênio com os cubanos, com 11.400 vagas. Ricardo Barros disse que o programa tem uma alta aprovação entre os gestores e a população.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: A principal característica dos médicos é estar presentes, então aquela população sabe que pode se dirigir à unidade de saúde e vai encontrar lá o médico, coisa que, nos outros casos, não acontece. Aí as pessoas vão direto pro hospital, congestionam o sistema. Então, é muito importante o Mais Médicos. Está havendo agora em Cuba uma reunião, Brasil, Cuba e Opas, que é a coordenadora desse convênio, pra organizar a reposição dos médicos, que, a cada três anos, devem voltar a Cuba e serem substituídos.

 

Nasi: Brasileiros que moram no exterior já podem se inscrever no Encceja.

 

Gabriela: O Exame Nacional para Certificação de Competência de Jovens e Adultos é voltado para brasileiros que querem adquirir o certificado de conclusão do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio.

 

Nasi: As provas vão ser aplicadas no Japão, Estados Unidos, Portugal, Espanha, França e outros cinco países.

 

Repórter Raquel Mariano: Japão, a terra do sol nascente. A esperança de uma vida melhor influenciou a vida da família de Rafael Mikio. Para acompanhar os pais, ele foi ainda criança para o país, onde nasceram os antepassados dele.

 

Entrevistado - Rafael Mikio: Meus pais vieram pra cá e eu era pequeno ainda, aí eu voltei pro Brasil, estudei na escola brasileira, estudei só até o primeiro ano, aí eu parei, né? Aí eu vim pro Japão para trabalhar.

 

Repórter Raquel Mariano: Essas idas e vindas atrasaram os estudos do operário Rafael. Agora, o brasileiro, que vive em Isesaki, no Japão, quer conseguir o certificado do Ensino Médio para continuar estudando. Ele vai se inscrever no Encceja, o exame que certifica a conclusão do ensino básico para brasileiros, mesmo os que moram no exterior. A esposa de Rafael também vai se inscrever no exame para tentar o certificado do ensino fundamental. Os dois pretendem voltar ao Brasil no futuro com uma faculdade concluída.

 

Entrevistado - Rafael Mikio: Aqui no Japão tem universidades do Brasil, que dá pra fazer faculdade. Então meu objetivo é fazer o Encceja, terminar o segundo grau e fazer faculdade aqui.

 

Repórter Raquel Mariano: O professor Éder Hashizumi, que dá aulas de língua portuguesa na cidade de Oizumi e participa da aplicação das provas do Encceja no Japão, explica porque o exame é importante para os brasileiros que moram e trabalham lá.

 

Professor - Éder Hashizumi: Muitos que vieram do Brasil não têm o ensino médio, querem fazer faculdade, sentem a necessidade de tirar o diploma do Ensino Médio para cursar uma faculdade no retorno ao Brasil ou mesmo aqui no Japão, com ensino à distância.

 

Repórter Raquel Mariano: Para conseguir a certificação do Ensino Fundamental o participante deve ter pelo menos 15 anos de idade. Já para o Ensino Médio, pelo menos 18 anos. Quem mora no exterior pode se inscrever até o dia 17 de julho. As provas serão aplicadas no dia 10 de setembro. As inscrições são gratuitas e pela internet, no endereço inep.gov.br. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Gabriela: E só pra lembrar, pra quem vai fazer as provas no Brasil, as inscrições começam em agosto e os exames serão aplicados em outubro. 19h12 em Brasília.

 

Nasi: A seca pode atrapalhar a produção de muitos pequenos agricultores.

 

Gabriela: Mas daqui a pouco vamos falar do programa que pode garantir renda, mesmo com a falta de chuva.

 

"Defesa do Brasil, Defesa do Brasil, Defesa do Brasil"

 

Nasi: Combater a ação de criminosos na fronteira é um dos maiores desafios dos órgãos de Defesa, Segurança Pública e Inteligência.

 

Gabriela: É, Nasi, ali o combate ao crime é feito por órgãos como a Polícia Federal e Rodoviária Federal, cabendo ao Ministério da Defesa coordenar as ações da Marinha, o Exército e da Aeronáutica, voltadas à proteção do território.

 

Nasi: A repórter Marina Melo conta pra gente como esse trabalho vem sendo feito em parceria com países que fazem fronteira com o Brasil.

 

Repórter Marina Melo: Quase 17 mil quilômetros de extensão, passando por onze estados brasileiros, que são vizinhos de outros 10 países, como Paraguai, Uruguai, Bolívia, Venezuela e Guiana Francesa. Essa é a chamada região de fronteira, onde os órgãos de Defesa e Segurança se desdobram na missão de coibir crimes como o tráfico de drogas e contrabando. Atento ao problema que se torna cada vez mais grave, com o avanço do crime organizado, o governo publicou em novembro um decreto, que estabeleceu novas linhas de atuação das Forças Armadas, instituindo o Programa de Proteção Integrada de Fronteiras, que prevê, entre outras ações, um contato maior com autoridades dos países vizinhos. Nesta quarta-feira, o ministro da Defesa Raul Jungmann estará em Rondônia, onde irá discutir a questão com autoridades da Bolívia.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Eu irei ao Forte da Beira, que é uma fortaleza colonial portuguesa, que fica na fronteira com a Bolívia, onde terei um encontro com o ministro da Bolívia e com assessores para discutir as nossas estratégias de combate a drogas, a contrabando, a tráfico de armas, e assim por diante.

 

Repórter Marina Melo: O ministro da Defesa também irá conhecer de perto parte da estrutura montada pela Força Aérea Brasileira para a Operação Ostium, criada para reforçar a vigilância no espaço aéreo sobre a região de fronteira. O ministro explica a importância da operação.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Recentemente, todo o Brasil viu que a FAB interceptou um avião clandestino, vindo da Bolívia com 662 quilos de cocaína pura. Isso é fruto dessa Operação Ostium, que utiliza alta tecnologia de radares, também com veículos não tripulados, satélites, inteligência, pra exatamente sufocar, reduzir e aumentar a fiscalização do espaço aéreo brasileiro, não permitindo que drogas, que armas ingressem e que venham alimentar o crime nas cidades.

 

Repórter Marina Melo: Além da Bolívia, Colômbia, Peru e Venezuela estão entre os países com os quais o Ministério tem mantido contato para discutir a segurança na fronteira. Reportagem, Marina Melo.

 

Gabriela: E o prazo para o alistamento militar obrigatório terminou na sexta-feira passada. Quem não se alistou, fica em débito com o Serviço Militar e está sujeito a multa de R$ 4, que aumenta por dia de atraso.

 

Nasi: Para resolver, é preciso comparecer a uma Junta de Serviço Militar mais próxima e marcar uma nova data para seleção.

 

Gabriela: O alistamento é obrigatório e, sem ele, o cidadão fica impedido, por exemplo, de tirar passaporte, ingressar no serviço público ou ser matriculado em qualquer instituição de ensino, inclusive universidades.

 

Nasi: E os ventos estão soprando a favor do sistema de energia eólica no Brasil.

 

Gabriela: É um negócio que vem crescendo cada vez mais e hoje a energia elétrica que vem dos ventos representa quase 7% da matriz energética do país.

 

Repórter Mara Kenupp: Em uma fazenda de café, na zona rural de Cristais Paulista, a 400 quilômetros de São Paulo, seu Mário Domingues, que administra a propriedade, passa aperto com as constantes quedas de luz. A torrefação dos grãos de café ficava comprometida, até que resolveu comprar aerogeradores para produzir a própria energia. A modalidade é chamada de eólica, onde a força do vento é captada por hélices, parecidas com as de um helicóptero, que são ligadas a uma turbina, que aciona um gerador elétrico.

 

Administrador - Mário Domingues: Chega essa época agora de colheita de café, que a gente usa muito maquinário, o consumo de energia é muito alto. Então, pra nós foi muito bom isso aí, resolveu o nosso problema.

 

Repórter Mara Kenupp: O diretor Egberto Neves, de uma empresa que vende turbinas eólicas desde 2007 revela que o país está em um bom momento de crescimento desse mercado.

 

Diretor - Egberto Neves: Nós estamos muito otimistas com relação a percepção de mercado, já mesmo em 2017 ainda. Nós temos um mercado quase que explosivo, né, muito grande.

 

Repórter Mara Kenupp: Em 2017, a energia eólica deve representar 6,6% da matriz de toda a oferta elétrica do país. O dado foi apresentado no Boletim Mensal de Energia do mês de março do Ministério de Minas e Energia. De acordo com o diretor técnico da Associação Brasileira de Energia Eólica, Sandro Yamamoto, essa modalidade de energia limpa é bastante competitiva no mercado.

 

Diretor técnico - Sandro Yamamoto: A energia eólica é a segunda fonte mais competitiva em preço entre as fontes de geração, que significa que, quando ela participa dos leilões, ela oferece um dos melhores preços.

 

Repórter Mara Kenupp: Um levantamento da EPE, Empresa de Pesquisa Energética, mostrou que a produção de energia eólica se concentra nas regiões sul e nordeste. Ao todo, são cerca de 450 parques. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Nasi: Pra quem mexe com a terra, a seca pode significar grandes prejuízos.

 

Gabriela: E para os agricultores familiares que perderem mais da metade da produção, o governo dá um auxílio de R$ 850.

 

Nasi: É o Garantia Safra. E as inscrições estão abertas em dez estados.

 

Repórter Gabriela Noronha: O benefício auxilia agricultores como Eliane Martins de Oliveira. No pequeno sítio em São Paulo do Potengi, no Rio Grande do Norte, convive há cinco anos com a seca. Ela conta que, das plantações de fava, milho e feijão, não tem colhido nem 10%.

 

Agricultora - Eliane Martins de Oliveira: Já teve anos que foi perda total, né? Assim, o máximo que a gente conseguiu colher de safra foi 10%.

 

Repórter Gabriela Noronha: Eliane recebe o Garantia Safra desde 2008 e afirma que o dinheiro ajuda a sobreviver no campo.

 

Agricultora - Eliane Martins de Oliveira: Tem sido uma ajuda, sim, porque já é muito difícil quando a gente produz, e quando a gente não consegue produzir aquilo que a gente projeta pra uma safra, fica mais difícil ainda. Então, tem ajudado nessa questão de a gente se manter no campo.

 

Repórter Gabriela Noronha: Cada agricultor recebe R$ 850 dividido em cinco parcelas de R$ 170. Roberto Henrique do Prado, coordenador substituto do Garantia Safra, explica que o benefício é condicionado.

 

Coordenador substituto do Garantia Safra - Roberto Henrique do Prado: É destinado para agricultores de baixa renda que tenham uma renda média familiar de até um salário mínimo e meio e que plantam as culturas básicas, de arroz, milho, feijão, mandioca ou algodão. Então antes do início do calendário de plantio da região, ele faz uma inscrição.

 

Repórter Gabriela Noronha: Os recursos do programa são do Fundo Garantia Safra, constituídos por recursos da União, dos estados, municípios e pela contribuição individual dos agricultores que aderiram ao programa. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: E pra fazer a inscrição no programa, os interessados devem procurar os escritórios locais de assistência técnica com documentos pessoais. O prazo de adesão é diferente pra cada estado.

 

Nasi: Mais de 50% das áreas urbanas brasileiras têm alguma pendência, ou seja, tem muita gente morando em terreno irregular.

 

Gabriela: E a Voz do Brasil já vem falando sobre novas regras que vão facilitar a regularização dessas terras.

 

Nasi: A nova lei, que foi enviada pelo governo e aprovada no Congresso, desburocratiza e reduz os custos das ações.

 

Gabriela: Além disso, a transferência vai ser de graça para 120 mil famílias.

 

Repórter Luana Karen: A pedagoga Cleide Moreira Maciel chegou ao Incra 8, um assentamento, quando ainda estava na barriga da mãe. De lá pra cá, viu o povoado crescer em terras da União, e o medo de perder o terreno sempre rondou a família. Agora, 43 anos depois, mudanças no processo de regularização renovam as esperanças da pedagoga.

 

Pedagoga - Cleide Moreira Maciel: Eu prefiro morar num lugar legalizado, com documento, que eu possa me beneficiar de mais coisas, porque aqui falta muita coisa. Eu acho que, através desse projeto aí deles, eu acho que vai melhorar, vai vir muita melhoria pra cá.

 

Repórter Luana Karen: A situação irregular enfrentada por Cleide se repete em vários outros cantos do país. Agora, com a aprovação de uma lei que mudou as regras para regularização fundiária, todos estão mais próximos de receber a escritura de seus terrenos. Nas cidades, a regularização dos terrenos que pertencem à União vai acontecer em duas frentes: Uma voltada pra famílias de baixa renda, que não vão precisar pagar qualquer imposto, multa ou taxa de cartório. E outra frente voltada a famílias que não se enquadram no quesito de baixa renda. Neste caso, o morador vai ter de arcar com os custos da regularização. Rodrigo Numeriano, consultor jurídico do Ministério das Cidades, explica.

 

Consultor Jurídico - Rodrigo Numeriano: Os municípios poderão promover a regularização fundiária de interesse social, inteiramente gratuita para os beneficiários. De outro lado, a regularização fundiária de interesse específico, aquela que alcança famílias que não são de baixa renda, esta sim deverá ser custeada por seus beneficiários.

 

Repórter Luana Karen: Nos dois casos, quem vai tocar o processo é o município. Identificados os donos reais do terreno e os moradores que vivem no local, começa o processo de mediação para regularização da terra. O município terá que colocar em prática medidas de infraestrutura. As áreas regularizadas deverão ter, no mínimo, água potável, esgotamento sanitário, sistema de drenagem das águas da chuva e energia elétrica. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: 19h23 em Brasília.

 

Nasi: 500 mil vagas estão abertas para cursos de qualificação profissional, na modalidade à distância, dentro do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, o Pronatec.

 

Gabriela: Os cursos são de graça e os interessados têm até amanhã para escolher uma das mais de 80 opções oferecidas.

 

Nasi: O diretor de articulação e expansão da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, do Ministério da Educação, Geraldo Andrade de Oliveira, explica quem pode ter acesso aos cursos.

 

Diretor de articulação e expansão - Geraldo Andrade de Oliveira: Que é aquela demanda para quem vai entrar mais rápido no mercado e não necessariamente com um curso técnico. Então, com alguns meses de qualificação, aquele profissional já se torna apto a entrar no mercado de trabalho.

 

Gabriela: Segundo Geraldo Oliveira, o curso é o primeiro passo para quem precisa se profissionalizar.

 

Diretor de articulação e expansão - Geraldo Andrade de Oliveira: Isso aí abre as portas do mercado de trabalho, tanto para os alunos de Ensino Médio como para a população em geral. Lembrando: O Pronatec voluntário não é restrito a alunos do Ensino Médio, ele é para a população em geral. Pronatec voluntário é tanto para quem está no Ensino Médio como para quem já concluiu, ou até pra quem já está no mercado e quer uma qualificação complementar.

 

Nasi: Os cursos têm duração de 160 horas e as aulas serão ministradas de julho a novembro, totalmente pela internet.

 

Gabriela: A idade mínima para participar é de 15 anos e novas vagas vão ser ofertadas ainda este ano.

 

Nasi: As inscrições devem ser feitas pela internet em sistec.mec.gov.br.

 

Gabriela: Começou o prazo de adesão ao parcelamento de débitos do microempreendedor individual.

 

Nasi: Micro e pequenos empresários vão poder regularizar impostos vencidos até maio de 2016 parcelando a dívida em até 120 meses.

 

Gabriela: É a primeira vez, desde a criação do MEI, que o governo abre um programa de parcelamento de débitos.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite pra você.

 

Nasi: Uma boa noite pra você e até amanhã.

 

 

"Brasil, ordem e progresso."