04 DE JANEIRO DE 2018

Ministério da Saúde corta desperdícios e economia se transforma em novas unidades de saúde, mais ambulâncias e maior atendimento de emergência. 346 mil cadastros do Bolsa Família tem indícios de fraudes e governo exige devolução do dinheiro. Começam a valer novas regras do Simples Nacional com aumento no limite de faturamento para Microempreendedor Individual e pequenos empresários.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentador Luciano Seixas: Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que está nos ouvindo aí em todo o país.

 

Luciano: Quinta-feira, 4 de janeiro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Luciano: Ministério da Saúde corta desperdícios.

 

Nasi: E economia se transforma em novas unidades de saúde, mais ambulâncias e maior atendimento de emergência. Mara Kenupp.

 

Repórter Mara Kenupp: O balanço feito pelo ministro Ricardo Barros mostrou que o Ministério da Saúde investiu, em 2017, R$ 6,6 bilhões no total.

 

Luciano: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Trezentos e quarenta e seis mil cadastros do Bolsa Família têm indícios de fraudes.

 

Luciano: Governo vai exigir devolução do dinheiro. Raquel Mariano.

 

Repórter Raquel Mariano: A suspeita é de que esses beneficiários possam ter fraudado informações no cadastro para receber o recurso.

 

Nasi: Você vende produtos e envia pelos Correios? Fique atento, que tem mudanças para postagem das encomendas.

 

Luciano: E vamos dar os detalhes das novas regras do Simples Nacional.

 

Nasi: Aumenta o limite de faturamento para microempreendedor individual e pequenos empresários.

 

Luciano: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Luciano Seixas e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Luciano: Novas ambulâncias, consultórios odontológicos, unidades de saúde, informatização.

 

Nasi: O Ministério da Saúde divulgou hoje um balanço das ações realizadas em 2017.

 

Luciano: O ministro da Saúde, Ricardo Barros, garantiu que o novo modelo de gestão permitiu economia de gastos e novos investimentos, que devem continuar este ano.

 

Repórter Mara Kenupp: Crescimento de 95%. Este foi o percentual de investimentos a mais aplicado em serviços e ações de saúde pelo Ministério da Saúde, em comparação a 2015. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que o modelo de gestão eficiente adotado pelo Ministério permitiu a ampliação das ações.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: O modelo de gestão que estabelecemos aqui no Ministério, transparente e austera, tem permitido reaplicar os recursos economizados, de R$ 4,5 bilhões, em mais serviços de saúde.

 

Repórter Mara Kenupp: O balanço feito pelo ministro Ricardo Barros mostrou que o Ministério da Saúde investiu, em 2017, R$ 6,6 bilhões no total. R$ 5 bilhões foram para a construção de unidades básicas de saúde e de pronto atendimento. Outros R$ 1,2 bilhão foram direcionados para serviços de urgência, emergência e serviços especializados, como o de saúde mental. Também foram compradas mais de 6.800 ambulâncias e vans, uma parte para ampliação e renovação da frota do SAMU e a outra para o transporte sanitário e de pacientes. Foram entregues ainda cerca de 5.200 novos consultórios médicos e odontológicos. Agora, com o novo modelo de financiamento da saúde, segundo Ricardo Barros, vai ser possível fazer o monitoramento de todas as ações pela internet.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Informatização de todas as unidades básicas. Nós saímos de 920 unidades básicas, com prontuário eletrônico, para 17 mil, e vamos entregar 41 mil unidades, todas informatizadas, com biometria do usuário, com biometria do funcionário. Isso vai permitir um aproveitamento muito grande dos recursos e uma economia, que eu estimo, na ordem de R$ 20 bilhões.

 

Repórter Mara Kenupp: Para 2018, o valor previsto no orçamento do Ministério da Saúde é de R$ 131 bilhões. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Nasi: O Bolsa Família atende hoje mais de 13 milhões de famílias consideradas extremamente pobres.

 

Luciano: É. Um benefício que leva comida para mesa de muita gente, dinheiro que compra material escolar, roupas, enfim.

 

Nasi: E para receber o recurso, as famílias precisam ter renda de até R$ 170 por pessoa. Mas tem gente fraudando essa renda e outras informações para ter acesso ao benefício.

 

Luciano: O governo está de olho, realiza todo mês um pente fino para garantir que o Bolsa Família chegue a quem realmente precisa.

 

Repórter Raquel Mariano: Um levantamento feito pela Controladoria Geral da União apontou que 346 mil famílias beneficiadas pelo Bolsa Família podem estar recebendo dinheiro sem ter direito. A suspeita é de que esses beneficiários possam ter fraudado informações no cadastro para receber o recurso. Os principais erros encontrados foram inconsistência na documentação, no número de pessoas e na renda declarada por elas, além de endereços incompletos. Segundo o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, essas famílias já tiveram o benefício cortado.

 

Secretário executivo - Alberto Beltrame: Todos esses benefícios já foram cancelados pelo Ministério, e essas 340 mil famílias que há suspeita de má fé na declaração de renda, nós estamos investigando e vamos pedir o ressarcimento. Dessas 342 mil famílias, nós já identificamos 3.240 que têm renda superior a dois salários mínimos per capita, como renda, então nós priorizamos essas 3 mil para solicitar a devolução desses recursos. Já mandamos carta, estamos cobrando administrativamente.

 

Repórter Raquel Mariano: De acordo com Alberto Beltrame, o pente fino do Ministério já alcançou 4,7 milhões de famílias que perderam ou tiveram benefício bloqueado. Essa ação garante que o benefício chegue a quem realmente precisa.

 

Secretário executivo - Alberto Beltrame: O pente fino, hoje, é permanente e é mensal. E isso permitiu focalizar o programa e zerar a lista de espera das famílias, que já foi de mais de 1 milhão de famílias esperando, ficavam mais de um ano esperando para ficar no Bolsa. Hoje, a lista é zero e isso foi possível graças à focalização, fazendo com que as pessoas que realmente necessitam do Bolsa recebam esse benefício.

 

Repórter Raquel Mariano: E dentro da amostragem, a CGU identificou ainda suspeitas no cadastro de 2,5 milhões de famílias. Algumas tiveram o benefício bloqueado. E as famílias que estão nessa condição devem procurar o CRAS ou a prefeitura de sua cidade para atualizar o cadastro e voltar a receber o Bolsa Família. Reportagem, Raquel Mariano.

 

"Momento Social".

 

Nasi: E o nosso quadro de hoje responde a dúvida da Kátia Soares. Ela recebe o Bolsa Família e mora em Águas Lindas de Goiás.

 

Luciano: Ela quer saber sobre a diferença de valores do benefício de uma família para outra. O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, responde.

 

Ouvinte - Kátia Soares: Ministro, meu nome é Kátia Soares, eu moro em Águas Lindas de Goiás. Eu recebo a Bolsa Família e gostaria de saber por que cada pessoa recebe um valor diferente da Bolsa Família.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: O valor a ser recebido por cada família inscrita no Cadastro Único varia, varia muito de família para família, porque ele depende de vários fatores. Varia conforme o número de crianças, o número de adolescentes, o número de jovens mulheres grávidas ou nutrizes daquela família, além da renda per capita. O Bolsa Família, na verdade, não é um programa de uma renda fixa, é uma renda complementar, e por isso o cálculo de cada família é diferente, depende do que a família já tem de renda. O objetivo é oferecer para cada uma dessas famílias um valor que permita ter o sustento básico, em outras palavras, que permita botar comida na mesa. Ninguém deve passar fome. Todo mundo tem acesso a esse programa.

 

Nasi: E se você também tem alguma pergunta sobre programas sociais, manda para a gente.

 

Luciano: Pode ser por e-mail, no endereço voz@ebc.com.br. Tem também o nosso Facebook: facebook.com/bolsafamilia.

 

Nasi: A sua pergunta vai ser respondida aqui na Voz do Brasil, sempre na quinta-feira. Participe.

 

Luciano: Foi reaberto o prazo para adesão ao Criança Feliz.

 

Nasi: O programa atende gestantes e crianças de zero a três anos, beneficiários do Bolsa Família.

 

Luciano: Essas famílias recebem a visita de profissionais que vão ajudar a estimular o desenvolvimento dos filhos.

 

Nasi: Os municípios que fizerem a adesão recebem apoio do Governo Federal.

 

Repórter Diego Queijo: Podem se inscrever os 975 municípios que cumprem os requisitos para participar. O prazo vai até o dia 30 de junho. Em todo o país, 2.624 municípios já fazem parte do Criança Feliz. Com essa nova oportunidade, o número poderá chegar a 3,567, consolidando a atenção à primeira infância no país. O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, destacou que a ampliação do Criança Feliz garante o atendimento às crianças e famílias mais vulneráveis do Brasil e que o programa será fortalecido para chegar ao maior número de lares possível.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: As crianças não podem esperar, essas crianças que estão hoje nascendo, que estão hoje passando pelos primeiros mil dias de vida, que é onde muda todas as possibilidades dela, futuras, competências, habilidades, diversas formas de inteligência. Elas precisam ter apoio, elas precisam ter esse apoio da visita domiciliar, da orientação dos visitadores, das políticas locais, para o seu desenvolvimento pleno.

 

Repórter Diego Queijo: A ciência já comprovou que crianças acompanhadas e estimuladas de forma correta, se desenvolvem melhor e têm melhores condições para vencer a pobreza. Para integrar o programa, o município deve ter ao menos um Centro de Referência de Assistência Social com registro no Cadastro Nacional do Sistema Único de Assistência Social, e no mínimo 140 pessoas do público prioritário do programa. Reportagem, Diego Queijo.

 

Luciano: 19h10 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Já estão valendo novas regras do Simples Nacional.

 

Luciano: Daqui a pouco vamos explicar as mudanças para microempreendedor individual e pequenos empresários. Não saia daí.

 

Nasi: E terminou há pouco, no Palácio do Planalto, uma reunião para discutir o andamento das ações do Plano Nacional de Segurança no estado do Rio de Janeiro.

 

Luciano: Quem está lá e tem as informações ao vivo é o repórter Pablo Mundim. Boa noite, Pablo, quem participou da reunião?

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Boa noite, Nasi. Boa noite, Luciano. Boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. Luciano, participaram da reunião aqui no Palácio do Planalto o presidente Michel Temer, o governador do Estado do Rio de Janeiro, Luís Fernando Pezão, e os ministros da área da segurança: Raul Jungmann, ministro da Defesa, Torquato Jardim, ministro da Justiça, e Sérgio Etchegoyen, ministro do Gabinete de Segurança Institucional. Durante o encontro, foi apresentado um protocolo, que ainda não foi divulgado pelo governo, onde se define quais serão as ações das Forças Armadas no estado. A tropa federal tem ajudado a manter a segurança pública no Rio. Somente no ano passado, o estado teve reforço federal em fevereiro e a partir de julho, atuando em inúmeras operações integradas com as forças estaduais de segurança no combate ao crime organizado. Ao vivo, Pablo Mundim.

 

Nasi: No Rio Grande do Norte, a Força Nacional já está reforçando o policiamento na região metropolitana de Natal.

 

Luciano: A medida foi adotada depois que as Forças Armadas assumiram o controle das operações de segurança pública no estado. O objetivo é melhorar a distribuição do patrulhamento.

 

Nasi: A Força Nacional atua contra o crime e a violência em Natal desde fevereiro do ano passado.

 

Luciano: Na semana passada, o Ministério da Justiça prorrogou a operação por mais seis meses e efetivo também foi aumentado em cem homens.

 

Nasi: E está cada vez mais comum a compra de produtos pela internet.

 

Luciano: E para receber este produto em casa, sempre precisamos dos serviços dos Correios.

 

Nasi: Mas, a partir de agora, quem realiza esse tipo de transação precisa ficar atento.

 

Luciano: Todas as encomendas nacionais devem estar acompanhadas pela nota fiscal do produto. A repórter Raquel Mariano explica.

 

Repórter Raquel Mariano: A mudança principal é para as postagens de varejo nos Correios, que também serão exigidas a nota fiscal ou a declaração de conteúdo. Isso significa que, agora, quem vende mercadoria, mesmo os usados, e envia pelos Correios, tem que anexar a nota fiscal na parte externa da encomenda. A regra vale para empresas e pessoas físicas. Caso a encomenda seja isenta de tributação, a nota fiscal pode ser substituída por uma declaração de conteúdo. Esse documento está disponível no site dos Correios ou nas agências e também deve estar do lado de fora do pacote, como explica o presidente dos Correios, Guilherme Campos.

 

Presidente dos Correios - Guilherme Campos: É uma imposição dos fiscos estaduais, que há muito tempo já vem sendo praticada e existia aí um percentual dos nossos usuários que ainda não faziam esse procedimento. E, a partir de 2 de janeiro, nós deixamos de estar recebendo qualquer mercadoria que seja oriunda de uma transação comercial, que não seja junto com a nota fiscal.

 

Repórter Raquel Mariano: O presidente dos Correios lembra que nenhuma encomenda será aceita nas agências sem que a nota esteja devidamente presa na parte externa da embalagem. A regra já era adotada para as empresas, como por exemplo, lojas que vendem artigos pela internet. A nova medida vai ajudar na fiscalização tributária dos estados. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Nasi: E o ano começou com novas regras para a tributação de empresas inscritas no Simples Nacional e o MEI, o Microempreendedor Individual.

 

Luciano: As mudanças incentivam a geração de empregos e devem beneficiar o setor que mais gera empregos no país, de acordo com o Sebrae.

 

Repórter Raissa Lopes: Samar Semann e o marido abriram, em 2009, um restaurante de comida libanesa no Distrito Federal. A pasta de alho fabricada por eles fez tanto sucesso, que, em 2016, decidiram comercializá-la. Hoje, o produto pode ser encontrado em 300 estabelecimentos no Distrito Federal e começa a ser vendido para outros estados. Pelo tamanho e faturamento, a empresa do casal é enquadrada pelo Simples Nacional, um sistema tributário simplificado que facilita a vida de empresários como Samar.

 

Empresária - Samar Semann: O empreendedor, ele tem tantas tarefas diárias. A questão de simplificar essa parte é muito importante, né? Acaba que ele tem tempo para ele resolver outros problemas também, né? Então, com certeza, essas regras vão ser benéficas, especialmente no nosso caso, que nós estamos em crescimento, nós estamos pensando numa expansão. E, com certeza, as regras vão ser bem benéficas para nós também.

 

Repórter Raissa Lopes: E o ano começou com novas regras para tributação de pequenos e microempresários. Entre as principais mudanças no Simples Nacional estão: O limite de faturamento sobe de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões anuais. O presidente do Sebrae Nacional, Afif Domingos, acredita que a nova lei vai facilitar o crescimento do setor.

 

Presidente do Sebrae Nacional - Afif Domingos: Principalmente nas empresas prestadoras de serviços. Se as empresas tiverem mais de 28% de mão de obra no seu faturamento, ela cai na tabela mais favorecida, que é a menor tabela, entendeu? Então é incentivo à empresa prestadora de serviço, que gera emprego

 

Repórter Raissa Lopes: Já para enquadramento como MEI, Microempreendedor Individual, o limite de faturamento passou de R$ 60 mil para R$ 81 mil por ano. Segundo o Sebrae, os microempreendedores individuais e as micro e pequenas empresas representam 98% das empresas brasileiras e são responsáveis pela geração de 57% dos empregos no país. Quem tem dúvidas sobre as novas regras pode entrar na página do Sebrae: sebrae.com.br. Reportagem, Raissa Lopes.

 

Nasi: Mais de 100 mil trabalhadores já instalaram a Carteira de Trabalho Digital no telefone.

 

Luciano: O aplicativo da carteira permite aos trabalhadores terem em mãos, a qualquer tempo, todas as informações que constam no documento físico atual.

 

Nasi: Nesse primeiro momento, a Carteira Digital não substitui a carteira de papel, mas o trabalhador poderá fazer as consultas de informações pessoais, de contratos de trabalho, e também solicitar a primeira e a segunda via da Carteira de Trabalho física.

 

Luciano: A expectativa do Ministério do Trabalho é de que 70 milhões de trabalhadores tenham acesso ao aplicativo, disponível para smartphones nas versões Android e iOS.

 

Nasi: Mais facilidade na hora de pagar uma compra e mais acesso a serviços bancários, sem precisar sair de casa.

 

Luciano: Muitos brasileiros já vivem essa realidade, pagam tudo com cartão ou fazem tudo pelo celular.

 

Nasi: Pois é, Luciano. Mas tem muita gente que mora em pequenas cidades do país e não tem acesso a tanta facilidade.

 

Luciano: Para inserir esses municípios no século XXI, o Banco do Brasil iniciou um projeto em 23 cidades. A repórter Natália Koslyk conta para a gente a transformação que essa ideia vem realizando.

 

Repórter Natália Koslyk: Soluções digitais para fortalecer o comércio nos pequenos municípios brasileiros, é o que pretende o Projeto Município Mais que Digital, do Banco do Brasil, que está sendo implantado em 23 cidades no interior do país. A ideia é incentivar o uso de aplicativos no celular e meios eletrônicos de pagamento no lugar do dinheiro. A medida traz mais comodidade e segurança, como explica o diretor de governo do Banco do Brasil, João Pinto Rabelo Junior.

 

Diretor de governo do Banco do Brasil - João Pinto Rabelo Junior: E nessas cidades pequenas, ainda a movimentação de numerário é muito grande, de dinheiro, não é? Isso não leva a segurança necessária para os nossos clientes, então com isso a gente vai levar mais comodidade, mais segurança, vai fazer com que a economia circule mais, que gere mais impostos locais, que gere mais riqueza para os cidadãos dessas pequenas cidades.

 

Repórter Natália Koslyk: O projeto piloto foi lançado no ano passado em Ibirataia, no interior da Bahia. Em oito meses, o faturamento médio da bandeira utilizada aumentou mais de 200% na cidade. Antônio Carlos Cerqueira, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do município e empresário, explica a importância dessa experiência.

 

Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Ibirataia - Antônio Carlos Cerqueira: O cartão, do ponto de vista financeiro, que é uma cidade que tem uma renda pequena, é muito importante, porque consegue-se reter essas poucas rendas geradas no município no próprio comércio. Se não tiver uma forma de segurar isso na cidade, a gente ia continuar perdendo muitas das nossas receitas para aquela cidade vizinha, que tem o comércio mais desenvolvido.

 

Repórter Natália Koslyk: E lá no interior do Piauí, no município de Demerval Lobão, a população também já sente os ganhos com a digitalização. Raimundo Alves Feitosa tem uma lanchonete, que fica na beira da estrada. E, desde que adquiriu a máquina do cartão de crédito, não perdeu mais vendas.

 

Dono de lanchonete - Raimundo Alves Feitosa: Ao final de semana, todo mundo procura ir para chácara, para sua cidade natal, né? E aí o que aconteceu? Simplesmente eles paravam e perguntavam se eu recebia cartão, eu simplesmente disse que não recebia. Com isso, aí o que acontecia? Eu perdia, eu deixava de ganhar.

 

Repórter Natália Koslyk: A iniciativa também prevê a instalação de wi-fi nas agências de algumas dessas localidades. Os resultados do projeto, que está sendo implantado nas cidades da Bahia, do Maranhão, da Paraíba e do Piauí, vão ser medidos em junho. Depois disso, o projeto vai poder ser expandido para outras 1.800 localidades. Reportagem, Natália Koslyk.

 

Nasi: 19h20 no horário brasileiro de verão.

 

Luciano: Os rios são a via de transporte mais comum em grande parte da Amazônia.

 

Nasi: Os deslocamentos às vezes levam dias inteiros.

 

Luciano: Para quem procura atendimento de saúde, ir de uma cidade para outra pode significar um grande problema.

 

Nasi: Por isso, existem equipes de saúde que se deslocam de barco para visitar comunidades ribeirinhas.

 

Luciano: O Ministério da Saúde acaba de liberar recursos para a construção dessas unidades básicas de saúde fluviais.

 

Repórter Carolina Rocha: Djalma Moreira Lima mora na reserva Tapajós-Arapiuns, no estado do Pará. Ele é agente de saúde e mora há mais de 30 anos na comunidade ribeirinha, que hoje conta com cerca de 500 pessoas. Ele conta como é o lugar.

 

Agente de saúde - Djalma Moreira Lima: É um lugar cheio de praia, água para tudo que é lado, tem igarapés, tem mato, ainda nós temos bastantes animais silvestres.

 

Repórter Carolina Rocha: A distância da comunidade ribeirinha em relação à cidade grande tem vantagens, mas também pode ser um problema quando o assunto é saúde. Para ser atendido em hospitais, fazer exames e procedimentos médicos, os moradores precisam viajar de barco, o que gera uma despesa grande no orçamento dessas famílias.

 

Agente de saúde - Djalma Moreira Lima: O atendimento pelo barco dá mais um respaldo para o ribeirinho, por exemplo, o seu filho adoeceu, para você chegar na cidade, hoje, a passagem aqui está R$ 35, só de um. De ida e volta é R$ 70, com os dois, R$ 140. Aí o barco vai num domingo, volta na terça de manhã. E o médico pede mais exames, para o cara ficar lá, ele fica onde?

 

Repórter Carolina Rocha: Se é difícil ir até os médicos, os médicos vão até os ribeirinhos, por meio de embarcações que funcionam como unidades básicas de saúde. Nelas, trabalham as equipes de saúde da família fluviais, com pelo menos um médico, um enfermeiro, um técnico de saúde bucal e um bioquímico ou técnico de laboratório. O coordenador do Departamento de Atenção Básica da Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde, João Salame, fala da importância dessas embarcações para a saúde das comunidades.

 

Coordenador do Departamento de Atenção Básica da Secretaria de Atenção à Saúde - João Salame: Essas unidades básicas de saúde fluviais, elas atendem regiões de difícil acesso. Não existem estradas, não existem pistas de pouso para aviões, nem sequer de pequeno porte. A única maneira de acessar as comunidades, que ficam bastante isoladas e distantes, é através dos rios.

 

Repórter Carolina Rocha: O Ministério da Saúde anunciou que vai investir este ano R$ 85 milhões na construção de mais 45 unidades básicas de saúde fluviais, para melhorar a assistência à população ribeirinha. Hoje, já funcionam 50 embarcações. A verba vai ser destinada a cinco estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará e Tocantins. Cada embarcação custa cerca de R$ 1,880 milhão mais cerca de R$ 460 mil para os equipamentos. Reportagem, Carolina Rocha.

 

Nasi: Novas cidades de São Paulo vão desligar totalmente o sinal analógico de televisão a partir de 17 de janeiro.

 

Luciano: Campinas e mais 84 municípios, além de 19 cidades do Vale do Paraíba, vão ter mais qualidade de som e imagem com a TV Digital.

 

Nasi: no final do mês, também devem ter o sinal analógico desligado as cidades paulistas das regiões de Franca e de Ribeirão Preto.

 

Luciano: Neste período, ainda estão na lista para desligamento capitais na região Sul, como Curitiba, e outros 26 municípios, Florianópolis e seis municípios no entorno, além de Porto Alegre e outras 106 cidades.

 

Nasi: Mais de 30 mil pequenos criadores de várias regiões do país foram beneficiados com a venda de milho dos estoques da Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab.

 

Luciano: Duzentas e seis mil toneladas de milho foram comercializadas para uso na alimentação de bovinos, caprinos, ovinos, bubalinos e codornas.

 

Nasi: A venda foi feita por meio do programa de vendas em balcão a preço de atacado. A maior procura pelo milho ocorreu nos estados do Ceará e do Rio Grande do Norte.

 

Luciano: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Luciano: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Luciano: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".