05 DE FEVEREIRO DE 2019 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Após diminuir atuação do crime organizado no Ceará, Força Nacional de Segurança vai deixar o Estado. Ministro da Economia começa a discutir Reforma da Previdência com parlamentares. Pesquisa da Fiocruz aponta impactos do rompimento da barragem na saúde da população. E governo já faz atendimento de casa em casa em Brumadinho para garantir saúde da população.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 5 de fevereiro de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Após diminuir atuação do crime organizado no Ceará, Força Nacional de Segurança vai deixar o estado. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: Agora, com a situação mais calma, a retirada das tropas será gradual.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Ministro da Economia começa a discutir reforma da previdência com parlamentares. Danielle Popov.

 

Repórter Danielle Popov: A reforma da previdência pode gerar ao país uma economia de até R$ 1 trilhão em dez anos.

 

Nasi: Pesquisa da Fiocruz aponta impactos do rompimento da barragem na saúde da população. Maurício de Almeida.

 

Repórter Maurício de Almeida: A curto prazo, devem se agravar os casos de doenças infecciosas, como dengue e febre amarela. A longo prazo, uma das consequências vai ser o agravamento das doenças mentais na região.

 

Gabriela: E governo já faz atendimento de casa em casa em Brumadinho para garantir a saúde da população.

 

Nasi: Na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br .

 

Nasi: As ações da Força Nacional reduziram os ataques do crime organizado em Fortaleza e em outros municípios cearenses.

 

Gabriela: E a partir de agora os agentes começam a se retirar gradualmente do estado.

 

Nasi: A Forço Nacional começou a operar na segurança do Ceará no início de janeiro e se mobiliza agora para combater a violência do estado do Pará.

 

Repórter Gabriela Noronha: A Força Nacional atua há 31 dias no estado do Ceará, são 420 homens e 93 viaturas em ação. O estado sofre uma onda de violência desde o dia 2 de janeiro, foram registrados 261 ataques a ônibus, carros, prédios públicos, prefeituras e comércios na capital Fortaleza e em mais 50 municípios. Agora, com a situação mais calma, segundo o secretário nacional de Segurança Pública, general Guilherme Theophilo, a retirada das tropas será gradual.

 

Secretário nacional de Segurança Pública - Guilherme Theophilo: E já que a situação no Ceará está arrefecendo, nós vamos progressivamente começar a retirada ainda essa semana da Força Nacional do estado do Ceará.

 

Repórter Gabriela Noronha: Além do Ceará, hoje a Força Nacional atua em Brumadinho, com 60 bombeiros especializados. Em março, cerca de 200 homens vão reforçar a segurança em Belém do Pará. O general Guilherme Theophilo explicou ainda que o crime organizado precisa ser combatido em todo o país.

 

Secretário nacional de Segurança Pública - Guilherme Teófilo: Hoje nós temos que ser muito incisivos, começar com o tripé da segurança pública, que eu sempre falo, que é uma inspeção melhor em termos de fronteira, portos e aeroportos, investir muito em inteligência policial, inteligência investigativa e usar a tecnologia no que há de mais moderno.

 

Repórter Gabriela Noronha: A criação da Força Nacional de Segurança Pública foi inspirada na Organização das Nações Unidas de Intervenção Para a Paz. O efetivo é formado por policiais militares, civis, bombeiros e profissionais de perícia dos estados e Distrito Federal. Ela pode ser empregada em qualquer parte do território, mas é necessária uma solicitação do governador. Reportagem: Gabriela Noronha.

 

Gabriela: E o Ministério da Justiça e Segurança Pública está formando uma força-tarefa de intervenção penitenciária com cem agentes para atuarem em apoio ao sistema penitenciário dos estados.

 

Nasi: Os custos de diárias e passagens dos agentes vão ser cobertos pelo governo federal.

 

Gabriela: E ontem você ouviu aqui na Voz do Brasil os detalhes do Projeto de Lei Anticrime apresentado pelo governo.

 

Nasi: A proposta foca nos crimes violentos, organizações criminosas e corrupção.

 

Gabriela: Para especialistas, medidas são eficazes e devem diminuir a violência no país.

 

Repórter Graziela Mendonça: O projeto de lei apresentado ontem pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, tem três grandes eixos: combate à corrupção, ao crime organizado e crimes violentos. Hoje, a proposta repercutiu entre a sociedade civil. Segundo a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, a lei vai permitir uma punição mais severa aos criminosos, como explica o vice-presidente Manoel Murrieta.

 

Vice-presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público - Manoel Murrieta: Olha, eu acho que esse é um anseio da sociedade e é um anseio de todos do Ministério Público, para que a gente possa dar uma resposta mais rápida, mais célere(F). Então, alguns instrumentos, principalmente no combate ao caixa 2, novos conceitos de organização criminosa estão sendo bem vistas, né?

 

Repórter Graziela Mendonça: A proposta atualiza vários itens da legislação. Quem cometer crimes hediondos com morte só vai poder progredir de regime, do fechado para o semiaberto, por exemplo, depois que cumprir três quintos de pena. Hoje esse prazo é de dois quintos. Outra medida é que as decisões em Tribunal do Júri sejam cumpridas imediatamente, principalmente em casos de assassinatos. Para Keiko Ota, fundadora do Instituto Ives Ota, as medidas são necessárias para a redução da violência.

 

Fundadora do Instituto Ives Ota - Keiko Ota: Esse pacote, ele torna mais eficaz, difícil na vida de quem comete os crimes hediondos. Eu, como faço parte, fui vítima de violência, perdi meu filho, eu estou muito feliz, eu tenho certeza que nós vamos dar um passo para realização da paz entre as pessoas.

 

Repórter Graziela Mendonça: Outro foco do projeto são os crimes contra a administração pública, como corrupção ativa e passiva. A prática de caixa 2 passa a ser crime e o confisco de bens de criminosos é ampliado, o que para o especialista em direito penal e promotor de Justiça, Christiano Gonzaga, é um grande avanço.

 

Especialista em direito penal e Promotor de justiça - Christiano Gonzaga: Vai doer no bolso. Com essa pena com o fisco ele vai perder tudo, vai perder também aquelas pessoas que tiveram bens transferidos para o seu nome ou até mesmo doado.

 

Repórter Graziela Mendonça: O Projeto de Lei Anticrime já tem a aprovação do presidente Jair Bolsonaro e será enviado nos próximos dias ao Congresso Nacional. Reportagem: Graziela Mendonça.

 

Nasi: Hoje ocorre a cerimônia de posse do novo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Adriano Marcos Furtado.

 

Gabriela: O repórter Pablo Mundim está lá e traz as informações, ao vivo, para a gente. Boa noite, Pablo.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Boa noite, Gabriela, Nasi, e, principalmente a você, ouvinte da Voz do Brasil. Servidor carreira, Adriano Marcos Furtado assume oficialmente a partir de hoje o comando da Polícia Rodoviária Federal. Há 25 anos na corporação, o novo diretor era superintendente da PRF no estado do Paraná. Neste momento, acontece a cerimônia de transmissão de cargo aqui na sede da Polícia Rodoviária Federal, que fica aqui em Brasília. Com a posse de Adriano Furtado na Polícia Rodoviária Federal, a equipe montada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, fica completa. O ministro já trocou comandos em todos os principais órgãos de segurança, como Polícia Federal e Departamento Penitenciário Nacional. Ao vivo, de Brasília, Pablo Mundim.

 

Nasi: A reforma da previdência deve combater privilégios e garantir o futuro do sistema.

 

Gabriela: As opiniões são do ministro da Economia Paulo Guedes.

 

Nasi: A proposta de reforma da previdência que está sendo elaborada pelo governo foi o tema de uma reunião hoje entre o ministro e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

 

Gabriela: A proposta é prioridade no governo federal e precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.

 

Repórter Danielle Popov: Na reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, falou sobre a estrutura da reforma. Guedes afirmou que a previdência brasileira trata os segurados de forma desigual e que a tentativa é estruturar um sistema para corrigir essa situação. O ministro ressaltou que há hoje 96 milhões de brasileiros economicamente ativos e 46 milhões que não contribuem e vão envelhecer, um quadro que, segundo ele, pode quebrar a previdência.

 

Ministro da Economia - Paulo Guedes: Nosso desafio é não só salvar a previdência antiga, como impedir que ela seja um mecanismo perverso de transferência de renda, como, ao mesmo tempo, livrar as futuras gerações dessa armadilha em que essas gerações passadas, as nossas, caíram. Que foi produzir um sistema que piora a desigualdade e, ao mesmo tempo, destrói empregos em massa, uma série de defeitos que ela tem.

 

Repórter Danielle Popov: Segundo o ministro Paulo Guedes, a reforma da previdência pode gerar ao país uma economia de até R$ 1 trilhão em dez anos. A proposta, que está sendo elaborada por técnicos do governo, vai passar ainda pela avaliação do presidente Jair Bolsonaro antes de ser enviada ao Congresso. Reportagem: Danielle Popov.

 

Nasi: O quadro de saúde do presidente Jair Bolsonaro melhorou de ontem para hoje.

 

Gabriela: O presidente se recupera de uma cirurgia realizada na semana passada.

 

Nasi: Nós vamos conversar, ao vivo, com o repórter Ricardo Ferraz, que está em São Paulo, no hospital onde o presidente está internado. Uma boa noite, Ricardo.

 

Repórter Ricardo Ferraz (ao vivo): Boa noite, Nasi, Gabriela e ouvintes da Voz do Brasil. O presidente Jair Bolsonaro está sem dor e sem febre, de acordo com o boletim médico divulgado no fim da tarde. Ele começou a ingerir líquidos, já retomou atividades intestinais e nos próximos dias deve começar a receber alimentos pastosos. Os exames laboratoriais também apresentaram melhores resultados. Segundo o porta-voz da Presidência da República, general Otávio Rêgo Barros, o presidente continua tomando antibióticos e os médicos recomendam repouso para não atrapalhar na evolução da recuperação.

 

Porta-voz da Presidência da República Otávio Rêgo Barros: O corpo médico ainda advoga que ele deve manter-se em estado de repouso para que a evolução, a curva de evolução positiva possa configurar-se nos próximos dias. As visitas, conforme o boletim médico, se mantêm restritas.

 

Repórter Ricardo Ferraz (ao vivo): O porta-voz da Presidência também informou que o presidente realiza exercício de fisioterapia motora e respiratória e que ainda não foi definida uma data para a alta. De São Paulo, Ricardo Ferraz.

 

Gabriela: Você sabia que já é possível comprar em lojas do exterior e pedir para os Correios entregarem na sua casa?

 

Nasi: A gente traz os detalhes daqui a pouco.

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!".

 

Gabriela: Mais de 260 militares, agentes da Polícia Rodoviária Federal e técnicos do Dnit estão atuando na Operação Radar, no Pará, para filas de caminhões na BR-163.

 

 

Nasi: A medida faz parte da força-tarefa para garantir segurança no transporte de grãos produzidos na Região Centro-Oeste até os portos da Região Norte do país.

 

Repórter Lane Barreto: A ação ocorre no trecho não asfaltado da rodovia no estado do Pará, local onde é realizada uma série de medidas, como a coordenação de fluxos de veículos, a retirada de caminhões atolados e a manutenção da rodovia, colocando cascalho. Além disso, os militares oferecem aos caminhoneiros e motoristas apoio com comunicação, água e alimentação. O diretor de Obras e Construção do Exército, general Paulo Roberto Viana, explica qual é o foco da ação.

 

Diretor de Obras e Construção do Exército - Paulo Roberto Viana: Dar condições dos caminhões que estão escoando a safra lá de Mato Grosso para o Porto de Miritituba e eles possam fazer seu escoamento sem nenhum problema de interrupção do tráfego, como aconteceu no passado.

 

Repórter Lane Barreto: Foram instaladas bases de apoio em pontos críticos da rodovia entre Novo Progresso e Moraes Almeida, municípios localizados no estado do Pará. O trecho percorrido pelo caminhoneiro Paulo Orlando está sob os cuidados do 8º Batalhão de Engenharia de Construção do Exército.

 

Caminhoneiro - Paulo Orlando: No ano passado e esse ano, o 8º BEC está ajudando, está puxando, está tampando os buracos, já fez bastante asfalto. Está ajudando, está ficando bom.

 

Repórter Lane Barreto: A operação na BR-163 é realizada com recurso de R$ 4 milhões do orçamento geral de União. A ação teve início em dezembro de 2018 e segue até maio deste ano. O trabalho da força-tarefa está centralizado em mais de cem quilômetros da rodovia. Reportagem: Lane Barreto.

 

Gabriela: E no último fim de semana, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, percorreu de caminhão o trecho da BR-163 para ver de perto a situação da rodovia.

 

Nasi: O objetivo é concluir a pavimentação para que o trecho possa ser entregue à iniciativa privada, trazendo mais segurança para os caminhoneiros.

 

Gabriela: E para que não seja preciso repetir a força-tarefa da Operação Radar no fim de 2019.

 

Ministro da Infraestrutura - Tarcísio Gomes de Freitas: O fato de não ter pavimento aumenta o custo, isso eleva o frete porque é mais despesa com manutenção, é mais tempo de viagem. Então, a partir do momento que isso aqui estiver asfaltado, o tempo de viagem diminui, as despesas de manutenção diminuem. Com isso, o consumo de combustível diminui, o consumo de pneu diminui, isso impacta no frete. As cargas vão chegar mais rápido no porto, e isso vai ser fundamental também para o agronegócio.

 

Nasi: Pesquisadores da Fiocruz estão em Brumadinho para fazer um levantamento do impacto do rompimento da barragem na saúde da população.

 

Gabriela: A equipe já observou complicações decorrentes da contaminação provocada pela lama, como vômito, náuseas e doenças de pele.

 

Nasi: Por isso, a Fiocruz está montando um plano de ação que deve atuar em socorro à população no médio e longo prazo.

 

Repórter Maurício de Almeida: Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz montaram um escritório de emergência para acompanhar a tragédia de Brumadinho. Um levantamento inicial revelou diversos riscos para a saúde da população. No curto prazo, devem se agravar os casos de doenças infecciosas, como dengue e febre amarela. Um surto de leptospirose também não está descartado. De acordo com o epidemiologista Diego Xavier, da Fiocruz, outro problema é o contato com a lama contaminada.

 

Epidemiologista da Fiocruz - Diego Xavier: As pessoas estão tendo a situação de vômito, náusea, dermatites, só pelo contato com a lama. Então, a lama é tóxica, e o contato dessa lama com a água e depois o consumo, a curto prazo, você ter esse tipo de situação.

 

Repórter Maurício de Almeida: Para minimizar os transtornos, o pesquisador da Fiocruz Carlos Machado explica que está sendo montado um plano de ação.

 

Pesquisador da Fiocruz - Carlos Machado: Passado um mês após o desastre vão diminuir os recursos e as pessoas que estão presentes lá, então a gente tem que ter um plano para os próximos seis meses, e, principalmente, para os próximos dois anos em termos de cuidar de algumas doenças que nós sabemos que certamente vão ocorrer.

 

Repórter Maurício de Almeida: O pesquisador da Fiocruz, Christovam Barcellos, estima que cerca de 50 mil pessoas estão sofrendo com os efeitos da tragédia em Brumadinho. A longo prazo, de acordo com Christovam, uma das consequências vai ser o agravamento das doenças mentais na região.

 

Pesquisador da Fiocruz - Christovam Barcellos: As pessoas que perderam suas casas, perderam entes da sua família, estão visivelmente impactadas com o que aconteceu, a gente tem que cuidar delas. Diversos problemas mentais, como ansiedade, depressão, podem estar surgindo nessa população.

 

Repórter Maurício de Almeida: A Fiocruz acredita que ainda podem surgir outros problemas em decorrência do desastre, como agravamento de casos de hipertensão, diabetes e de doenças cardiovasculares. Reportagem: Maurício de Almeida.

 

Gabriela: E o governo está trabalhando para minimizar os problemas de saúde em Brumadinho.

 

Nasi: De acordo com o porta-voz da Presidência da República, general Otávio Rêgo Barros, equipes do Ministério da Saúde estão realizando busca ativa de casa em casa em alguns bairros para orientar a população.

 

Porta-voz da Presidência da República Otávio Rêgo Barros: O objetivo é identificar possíveis sinais de contaminação e orientar as pessoas quanto aos cuidados que se deve tomar com alimentos e produtos oriundos daquela região.

 

Nasi: E o Programa Saúde da Família está funcionando com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e psicólogos em regime de plantão para atender a população.

 

Gabriela: Já faz 12 dias desde o rompimento da barragem na cidade mineira. Até agora foram confirmadas 134 mortes e 199 estão desaparecidos.

 

Nasi: Uma das medidas adotadas pelo governo federal para cortar gastos foi a redução no número de ministérios.

 

Gabriela: O Ministério da Economia, por exemplo, é resultado da fusão de quatro pastas.

 

Nasi: Ele reúne os antigos Ministérios da Fazenda, do Planejamento, do Trabalho e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

 

Gabriela: Em entrevista exclusiva à repórter Márcia Fernandes, o secretário de gestão da nova pasta, Cristiano Rocha Heckert, explica que a fusão permitiu a redução de quase 3 mil cargos comissionados.

 

Nasi: Uma economia, segundo o secretário, de R$ 43 milhões. Vamos ouvir a entrevista.

 

Repórter Márcia Fernandes: Qual o objetivo dessa grande fusão?

 

Secretário de gestão do Ministério da Economia - Cristiano Rocha Heckert: A fusão teve dois objetivos, em primeiro lugar, um objetivo de enxugamento da estrutura governamental, que é o mandato do presidente Jair Bolsonaro, da gente ter um governo mais enxuto, mas, principalmente uma maior coordenação das políticas na área econômica.

 

Repórter Márcia Fernandes: E qual é a importância dessa fusão?

 

Secretário de gestão do Ministério da Economia - Cristiano Rocha Heckert: Na estrutura vigente até então muitos assuntos transitavam ao mesmo tempo pelo Ministério da Fazenda, Planejamento, Indústria e Comércio, às vezes, Trabalho, Previdência, dependendo da matéria, e isso requeria um esforço de coordenação maior. Em determinadas situações, você poderia ter posições um tanto divergentes entre um ministério e outro, o que acabava fazendo com que o processo de tomada de decisão se alongasse. Agora, dentro do Ministério da Economia, as equipes estão muito mais próximas, os processos tramitam mais rápido e há um comando único do ministro Paulo Guedes para que a decisão seja tomada de forma mais rápida e eficiente.

 

Repórter Márcia Fernandes: Nós temos praticamente um mês de trabalho, é um tempo curto, mas qual o balanço que vocês podem fazer dessa junção, dessa fusão dos ministérios?

 

Secretário de gestão do Ministério da Economia - Cristiano Rocha Heckert: O balanço é altamente positivo. O desenho que foi feito com a criação das secretárias especiais, são sete secretarias que cuidam de temas específicos, né? Tem feito com que o processo de tramitação e tomada de decisão ocorra de forma muito mais célere, o que tem nos possibilitado fazer já várias entregas nesse apenas um mês de governo.

 

Repórter Márcia Fernandes: E do ponto de vista de economia, houve uma redução de custos a partir da fusão dos ministérios?

 

Secretário de gestão do Ministério da Economia - Cristiano Rocha Heckert: Sim, é uma redução bastante expressiva, né? Sem dúvida nenhuma, o Ministério da Economia foi o que mais contribuiu com o processo de enxugamento solicitado pelo Presidente da República. Antes da fusão, se nós somássemos os cargos e funções comissionadas que existiam nos quatro ministérios, totalizavam 10.213 funções. Nós conseguimos cortar 2.987 cargos ou funções comissionadas, ou seja, a gente tem uma estrutura mais enxuta e uma estrutura mais barata para a sociedade, nós estamos falando de R$ 43 milhões que são economizados por ano só com o que era pago com esses cargos comissionados.

Repórter Márcia Fernandes: Ok, Cristiano. Obrigada pela sua entrevista aqui à Voz do Brasil.

 

Secretário de gestão do Ministério da Economia - Cristiano Rocha Heckert: Muito obrigado, Márcia e aos ouvintes da Voz do Brasil.

 

Gabriela: Fazer compras nos Estados Unidos sem sair de casa vai ficar mais fácil.

 

Nasi: Uma plataforma lançada pelos Correios vai permitir o envio de produtos de sites americanos diretamente para a casa do comprador.

 

Gabriela: É, Nasi, tudo de forma simples, já com o cálculo da entrega e dos impostos.

 

Repórter Cleide Lopes: Há dez anos, a empresária Suzi Rocha compra produtos em sites e lojas virtuais dos Estados Unidos. Mesmo quando viaja para lá, faz compras pela internet e recebe no hotel onde está hospedada.

 

Empresária - Suzi Rocha: Quando eu gosto, encontro aquele produto inusitado que a gente não encontra aqui, eu costumo comprar acessórios, roupas, produtos para ginástica, são esses que eu mais utilizo.

 

Repórter Cleide Lopes: Assim como Suzi, 21 milhões de brasileiros compram em sites internacionais, o que representa uma movimentação de R$ 2 bilhões por ano. A possibilidade de ter acesso a produtos internacionais é um grande desejo dos consumidores brasileiros e muitos incomodam para amigos e familiares que estão viajando para os Estados Unidos. Mas a partir de agora não é preciso mais incomodar ninguém, basta acessar o Portal Compra Fora dos Correios. O vice-presidente de Operações dos Correios, Carlos Fortner, explica como vai funcionar o novo serviço.

 

Vice-presidente de Operações dos Correios - Carlos Fortner: O consumidor passa a ter um endereço nos Estados Unidos, que é de um parceiro credenciado pelos Correios, é um endereço em Miami e o consumidor remete o produto dele para esse endereço. O parceiro faz a consolidação e a pré-triagem do produto.

 

Repórter Cleide Lopes: No site também é possível simular quais serão os custos do serviço e impostos, permitindo assim que o comprador saiba previamente quanto irá gastar. A novidade agradou muito Suzi Rocha, a empresária que conversamos no início da reportagem.

 

Empresária - Suzi Rocha: Isso aí é fantástico. Aí é uma tranquilidade, uma segurança e conforto para você.

 

Repórter Cleide Lopes: Para pesquisar, comparar e comprar qualquer produto nos Estados Unidos, basta acessar o portal de importação do Correios, em: www.comprafora.com.br . Reportagem: Cleide Lopes.

 

Nasi: Produtores rurais de Itaituba, no Pará, estão se preparando para ampliar as suas vendas.

 

Gabriela: É que o Exército está com chamada pública aberta para a compra de mais de 130 produtos da agricultura familiar.

 

Repórter Roberto Rodrigues: Serão investimentos mais de R$ 1,3 milhão na aquisição de hortaliças, frutas, arroz, feijão e carnes, entre outros. Obter alimentos frescos e de boa qualidade produzidos no estado e contribuir para o desenvolvimento regional são os aspectos mais importantes do processo, na opinião do tenente-coronel Peixoto Santos, comandante do 53º Batalhão de Infantaria de Selva.

 

Comandante do 53º Batalhão de Infantaria de Selva - Peixoto Santos: Funciona como um vetor social, pois estimula o pequeno produtor rural, proporciona fomento da economia local e permite também a aquisição de itens frescos e saudáveis. Além de respeitar a tradição cultural alimentar da região que nós encontramos aqui no Pará.

 

Repórter Roberto Rodrigues: Os agricultores familiares da Organização das Cooperativas do Pará estão mobilizados. O superintendente da entidade, Júnior Serra, afirma que as chamadas públicas do governo federal são garantia de preço justo para os produtores.

 

Superintendente da Organização das Cooperativas do Pará - Júnior Serra: Ele acaba trazendo uma oportunidade de negócio com o preço justo, em que elas podem escoar os produtos de uma forma assertiva, né? Acaba garantindo a sustentabilidade nas nossas cooperativas.

 

Repórter Roberto Rodrigues: A coordenadora-geral de Aquisição e Distribuição de Alimentos da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania, Hetel Santos, destaca as vantagens da modalidade, tanto para os agricultores quanto para os órgãos participantes.

 

Coordenadora-geral de Aquisição e Distribuição de Alimentos da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania - Hetel Santos: É muito importante porque ela traz aí uma demanda grande de alimentos regionais, fomentando a economia local, abrindo um acesso novo para os batalhões do Exército.

 

Repórter Roberto Rodrigues: O edital está disponível no site: www.comprasagriculturafamiliar.gov.br , na modalidade compra institucional. Cada agricultor poderá vender até o limite de R$ 20 mil por ano para cada órgão comprador. Já para as cooperativas ou associações, o teto é de R$ 6 milhões por ano por órgão comprador, respeitando o limite individual por agricultor. O prazo para o envio das propostas e dos documentos de habilitação vai até o dia 27 de fevereiro. Reportagem: Roberto Rodrigues.

 

Nasi: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as Notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Governo federal. Pátria amada, Brasil".