05 DE JULHO DE 2017

Destaques da Voz do Brasil: Operação da Força Aérea na fronteira reduz em 80% o número de aviões clandestinos que entram no país Vem aí as inscrições para cursos do mediotec. Sucesso no primeiro teste com o satélite brasileiro que reforça a segurança do país e ainda vai levar internet banda larga para todas as regiões.

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Transcrição


A VOZ DO BRASIL - 05/07/2017

 

 

Apresentador Nazi Brum: Em Brasília, 19h00.

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje.

 

Nazi: Boa noite.

 

Gabriela: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Nazi: Quarta-feira, 5 de julho de 2017.

 

Gabriela: E vamos ao destaque do dia: operação da Força Aérea na fronteira reduz em 80% o número de aviões clandestinos que entram no país. Beatriz Amiden.

 

Repórter Beatriz Amiden: E é pelo ar que chega a maior parte dos contrabandos de pessoas, armas e drogas.

 

Nazi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje...

 

Gabriela: Vem aí as inscrições para cursos do MedioTEC. Cleide Lopes.

 

Repórter Cleide Lopes: Em todo o Brasil são oferecidas 107 mil vagas em 131 cursos técnicas. As matrículas começam na próxima quinta-feira, dia 13.

 

Nazi: E também tem universitário embarcando para a próxima operação do Projeto Rondon. Nós acompanhamos. Alessandra Bastos.

 

Repórter Alessandra Bastos: São estudantes e professores universitários que vão levar cidadania a 15 municípios a partir de amanhã.

 

Gabriela: E você vai saber sobre o primeiro teste com o satélite brasileiro que reforça a segurança do país e, ainda, vai levar internet banda larga para todas as regiões.

 

Nazi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nazi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nazi: Mais segurança nas fronteiras.

 

Gabriela: A presença de aeronaves do narcotráfico e de outras organizações criminosas foi reduzida em 80% no espaço aéreo brasileiro nessas regiões.

 

Nazi: E esse é um dos resultados da Operação Ostium, do Ministério da Defesa, que durante um ano reforça a segurança nas fronteiras do Brasil.

 

Repórter Beatriz Amiden: Oitocentos homens e 30 aeronaves só nas fronteiras do Brasil com a Bolívia e com o Paraguai. Esse é um balanço da primeira operação de fronteiras no país que conta com o suporte da Força Aérea Brasileira. A ação começou em novembro de 2016 e deve durar um ano. Nesse período houve uma redução de 80% nos voos ilícitos e irregulares, como explica o ministro de Defesa, Raul Jungmann, que visitou um posto da operação em Rondônia nesta quarta-feira.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: É um sucesso realmente estupendo no sentido de coibir o crime, no sentido de reduzir o contrabando do tráfico de armas, de drogas, de pessoas, e aqui deixando bem claro, até pelos três aviões que nós vimos aqui, que foram devidamente obrigados a aterrissar, e foram apreendidas mais de uma tonelada de cocaína.

 

Repórter Beatriz Amiden: A operação, chamada de Ostium, faz parte do Programa de Proteção Integrada das Fronteiras, lançado no final do ano passado pelo presidente Michel Temer. As ações envolvem a instalação temporária de radares móveis em cidades próximas às fronteiras, como Chapecó, em Santa Ernestina, e Corumbá, em Mato Grosso do Sul, o reforço das atividades aéreas nas bases da Força Aérea Brasileira, a FAB, e o deslocamento de aeronaves militares para cidades como Cascavel, no Paraná, Foz do Iguaçu, também no Paraná, e Dourados, em Mato Grosso do Sul. Raul Jungmann mandou um recado para quem opera voos irregulares no espaço aéreo brasileiro.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Eu quero dar um recado para criminosos e bandidos: não tentem violar o espaço aéreo brasileiro, nós estamos atentos, e se isso acontecer sigam as orientações dos pilotos da FAB, porque nós estamos decididos em última instância a dar um tiro de destruição e destruir aqueles que querem trazer o crime, que querem trazer as drogas para as nossas cidades no Brasil.

 

Repórter Beatriz Amiden: Depois da visita em Rondônia, o ministro Raul Jungmann seguiu para a Bolívia para tratar com o ministro da defesa boliviano de assuntos relativos a uma parceria em combate ao contrabando de armas, pessoas e drogas nas fronteiras dos dois países. Reportagem, Beatriz Amiden.

 

Gabriela: E o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas realizou hoje sua primeira transmissão criptografada.

 

Nazi: O satélite promoveu uma videoconferência entre o ministro da Defesa, Raul Jungmann, que estava em Vilhena, Rondônia, e o comandante de Operações Aeroespaciais, brigadeiro Ricardo César Mangrich, em Brasília.

 

Gabriela: Raul Jungmann reforçou a importância desse momento histórico, uma vez que o país conta agora com um mecanismo que assegura comunicação 100% segura, já que este é o primeiro satélite totalmente controlado pelo Brasil.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Ele foi utilizado criptografado com criptografia verde e amarela para fazer a primeira e histórica comunicação. Esse evento é extremamente importante porque a partir de agora nós teremos muito mais segurança em termos das nossas comunicações através da banda X, depois vamos poder através da banda K levar a internet a todos os brasileiros e brasileiras, acabando com o apartheid digital, e, por fim, é um imenso passo no sentido da soberania, da autonomia, da independência das comunicações e, obviamente, do Brasil como um todo.

 

Nazi: Hoje foi dia de embarque e festa.

 

Gabriela: Trezentos e dez estudantes e professores universitários de vários estados estão voando para Rondônia.

 

Gabriela: É a Operação Rondônia Cinquentenário, que vai comemorar amanhã os 50 anos do projeto que já atendeu a mais de dois milhões de pessoas.

 

Repórter Alessandra Bastos: O coração batendo forte. Na bagagem, expectativa, sonho e vontade de ajudar. Eles estão decolando de Brasília rumo a Rondônia. O avião da Força Aérea Brasileira tem uma missão: levar oficinas, cidadania e conhecimento. São professores e alunos universitários que integram mais uma operação do Projeto Rondon. O professor de ciências biológicas, João Paulo Cunha de Menezes, explica o trabalho.

 

Professor de Ciências Biológicas - João Paulo Cunha de Menezes: São mais de 20 oficinas e cada dia tem uma programação diferenciada para tentar abranger o máximo de público possível: desde o menor, da criança, até o professor e gestores públicos.

 

Repórter Alessandra Bastos: Chegando em Rondônia, eles se juntam a outros 300 professores e alunos. E essa turma vai ter também uma outra responsabilidade muito especial: o peso de ter sido escolhida para comemorar os 50 anos do projeto. É a Operação Rondônia Cinquentenário. Aos 23 anos, a estudante Tamillin Ueno é só ansiedade.

 

Estudante - Tamillin Ueno: Eu tinha vontade de trabalhar com alguma coisa assim. Está todo mundo assim esperançoso para conviver com o pessoal lá e vai dar tempo de fazer muita coisa legal. Tem oficina de pipa, oficina de compostagem, oficina de papel reciclado, encadernação. A gente vai fazer um pouco de receita também.

 

Repórter Alessandra Bastos: Rondônia foi a sede da primeira operação do projeto, em julho de 67. Nesses 50 anos, o Projeto Rondon, do Ministério da Defesa, realizou 76 operações, em 1.142 municípios, com a participação de 21 mil estudantes e professores. Juntos, eles serviram cerca de dois milhões de pessoas. E é esse espírito de união que mais emociona o capitão Rafael de Oliveira Bertoldo, piloto que transportou a equipe de Tocantins.

 

Piloto Aéreo - Capitão Rafael de Oliveira Bertoldo: É uma satisfação pessoal levar pessoas que possam ajudar outras pessoas que estão distantes aí dos grandes centros do nosso país.

 

Repórter Alessandra Bastos: A Operação Rondônia Cinquentenário vai visitar 15 municípios. Se depender da agitação dos alunos no aeroporto, alegria é o que não vai faltar na festa de 50 anos do projeto. É o que você confere amanhã aqui na Voz do Brasil. Reportagem, Alessandra Bastos.

 

Gabriela: O Pronatec muita gente conhece, a gente até falou dele ontem aqui na Voz do Brasil: são cursos técnicos de capacitação oferecidos de graça pelo Ministério da Educação.

 

Nazi: Pois é, Gabriela, e agora vem aí uma nova modalidade para quem quer fazer o ensino médio profissionalizante e terminar já com o pé no mercado de trabalho.

 

Gabriela: É, Nazi, é o MedioTEC. O programa já nasce com mais de 100 mil vagas abertas em 131 cursos diferentes e as inscrições começam na próxima quinta-feira, dia 13.

 

Repórter Cleide Lopes: A estudante goiana Taiana Rever Pereira é apaixonada por teatro e estuda arte desde os 13 anos. Ela diz que está ansiosa com a oportunidade de fazer o ensino médio técnico na área de artes cênicas. O curso só começa em agosto, mas a futura atriz já faz planos para quando se formar.

 

Estudante - Taiana Rever Pereira: Eu pretendo investir um pouco na carreira como atriz e quem sabe trabalhar como professora, né?

 

Repórter Cleide Lopes: O curso técnico em artes cênicas de Taiana é um dos 131 cursos profissionalizantes do MedioTEC, o programa do Ministério da Educação que permite aos estudantes terminarem o ensino médio com a certificação técnica profissional. O curso é direcionado aos alunos de escolas públicas e a ideia é valorizar a vocação econômica da comunidade. Para o diretor de Articulação e Expansão da Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Geraldo Andrade de Oliveira, o curso técnico abre oportunidades de emprego e renda e o aluno já sai com uma profissão.

 

Diretor de Articulação e Expansão da Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação - Geraldo Andrade de Oliveira: Nós tomamos o cuidado nessas 100 mil vagas de mapear em todo o Brasil uma alta probabilidade de empregabilidade naquelas vagas que estão sendo ofertadas. Então, o jovem, ele já sai praticamente com o futuro premeditado.

 

Repórter Cleide Lopes: A pré-seleção dos candidatos é feita pelas Secretarias Estaduais de Educação. As matrículas começam na próxima quinta-feira, dia 13. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Nazi: O Senado aprovou nesta terça-feira o regime de urgência para a votação do projeto de lei que moderniza a legislação trabalhista.

 

Gabriela: E o presidente Michel Temer agradeceu mais esse passo dado pelo Congresso para a aprovação da proposta enviada pelo governo e que já foi aprovada na Câmara.

 

Nazi: Temer também comemorou números positivos da economia divulgados nesta semana.

 

Repórter Paulo La Salvia: Com a aprovação do regime de urgência, a tramitação do projeto de lei que moderniza a legislação trabalhista pode ser acelerada no plenário. Entre outros pontos, o projeto estabelece que acordos firmados entre patrões e empregados, como flexibilização da jornada de trabalho, tenham força de lei e não sejam derrubados na Justiça. Já os direitos fundamentais do trabalhador são preservados. Em pronunciamento, o porta-voz da presidência, Alexandre Parola, afirmou que a aprovação do regime de urgência é um sinal do comprometimento da base de apoio ao governo com as medidas que estão modernizando o Brasil e a economia. Sobre o setor econômico, Alexandre Parola também apresentou uma série de dados positivos divulgados nesta semana, como o aumento da produção da indústria, o saldo recorde da balança comercial e a ampliação da venda de veículos novos no país. Paulo La Salvia, para a Voz do Brasil.

 

Gabriela: 19hs11min, em Brasília.

 

Nazi: Atenção, consumidor: você vai ouvir ainda nesta edição...

 

Gabriela: Ministério da Justiça determina que homens e mulheres devem pagar o mesmo valor para entrada em festas e shows.

 

Nazi: E para quem pretende viajar de avião nas férias, vamos explicar novos direitos e deveres dos passageiros.

 

Gabriela: Ontem nós mostramos aqui na Voz do Brasil que o país cresce na produção de energia eólica, aquela que gera eletricidade pela força dos ventos.

 

Nazi: Pois é, e hoje você vai descobrir que em matéria de energias renováveis o Brasil se destaca e tem potencial para crescer cada vez mais.

 

Gabriela: Uma energia limpa que em pouco tempo gera crescimento e economia.

 

Repórter Mara Kenupp: Para reduzir custos com a conta de luz, que passa dos R$ 25 mil por mês, o pecuarista Luís Carlos Figueiredo, que tem uma propriedade de produção de leite em Cristalina, a 130 quilômetros de Brasília, comprou um sistema de energia solar fotovoltaica. Seu Luís Figueiredo instalou 1.150 painéis solares num lago artificial da propriedade. Quando estiver em funcionamento, vai gerar energia suficiente para abastecer 170 domicílios por ano. Seu Luís Figueiredo diz que a economia na conta de luz será em torno de 80%.

 

Pecuarista - Luís Carlos Figueiredo: A gente tem hoje uma carência muito grande em energia. Eu espero economizar ao máximo.

 

Repórter Mara Kenupp: Dados da Aneel, a Agência Nacional de Energia Elétrica, revelam que em todo o país são quase 11.500 unidades consumidoras que geram a própria energia. Dessas unidades, cerca de 99% são de energia solar. O especialista de regulação da Aneel, Daniel Vieira, explica que uma das vantagens das fontes renováveis é a compensação do sistema.

 

Especialista de Regulação da Aneel - Daniel Vieira: O consumidor que tiver interesse pode gerar a sua própria energia na sua própria unidade consumidora, então na sua residência, no seu comércio, na sua indústria, e aí a energia que ele gerar e injetar na rede fica como crédito para ele.

 

Repórter Mara Kenupp: A Aneel, a Agência Nacional de Energia Elétrica, faz planos para chegar, em 2024, com 900 mil unidades consumidoras de energia solar. Para o diretor de Estudos da Empresa de Pesquisa Energética, Amílcar Guerreiro, o desafio é manter o crescimento.

 

Diretor de Estudos da Empresa de Pesquisa Energética - Amílcar Guerreiro: Outros países têm o desafio de aumentar a participação de renováveis. A gente pode até aumentar, mas já é um desafio grande manter essa participação, que é uma das maiores do mundo.

 

Repórter Mara Kenupp: As classes que mais consomem a chamada energia limpa, que contribui para a redução de gases do efeito estufa, são a residencial, seguida do comércio, setor rural e depois a indústria. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Nazi: A prática é comum na entrada de shows, festas e baladas.

 

Gabriela: É, Nazi, as mulheres pagam menos, às vezes até entram de graça.

 

Nazi: Mas a diferença de preços em função do gênero está com os dias contados. O Ministério da Justiça decidiu que a situação é ilegal.

 

Repórter Luana Karen: O tema é polêmico. Para a professora Anne Braga, as mulheres devem pagar menos pelo ingresso em determinados eventos porque gastam mais para sair.

 

Professora - Anne Braga: A gente sempre quer estar bem arrumada com uma roupa nova, com a unha feita, e claro que isso é um gasto muito maior para a gente.

 

Repórter Luana Karen: O empresário José Carlos Petillo concorda.

 

Empresário - José Carlos Petillo: O que é que um homem gasta para ir numa festa, numa balada? Nada. É uma calça jeans e uma camisa de manga cumprida como eu estou aqui. E o que você, mulher, gasta?

 

Repórter Luana Karen: Já o Márcio Batista, comerciante, é totalmente contra.

 

Comerciante - Márcio Batista: O direito acho que é o mesmo, entendeu? Eu acho justo pagar o mesmo tanto, sabia?

 

Repórter Luana Karen: Para a técnica de enfermagem Janete de Freitas os preços devem mesmo ser iguais.

 

Técnica de Enfermagem - Janete de Freitas: Eu acho que a mulher acaba sendo usada, né, como isca para poder chamar os homens para participar dos eventos. Acaba sendo um objeto, sim.

 

Repórter Luana Karen: A polêmica começou no Distrito Federal, depois que um homem recorreu à Justiça para reclamar de ter pago ingresso mais caro que o cobrado de mulheres para entrar em um evento. O processo ainda está em andamento, mas a juíza responsável por analisar o caso entendeu que a cobrança diferenciada é ilegal. Essa é a mesma posição do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que divulgou nota técnica sobre o assunto. Para Ana Carolina Karan, diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, a diferenciação de preços para homens e mulheres em festas e eventos contraria a Constituição e viola a dignidade da mulher.

 

Diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor - Ana Carolina Karan: Nós entendemos que isso aí viola a nossa Constituição Federal. A mulher não pode ser tratada como uma forma de atrair o mercado masculino para essa relação de consumo.

 

Repórter Luana Karen: A nota técnica já foi encaminhada aos órgãos que compõem o Sistema de Defesa do Consumidor e às associações que representam o setor de entretenimento. Eles têm 30 dias para se adequarem. Depois desse prazo, os estabelecimentos que cobrarem preços diferentes estão sujeitos à multa e até ao fechamento do local. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: E por falar em relação de consumo, julho é mês de férias escolares e o movimento nos aeroportos aumenta.

 

Nazi: E para quem for viajar de avião é bom lembrar que desde março estão valendo as novas regras para o setor.

 

Gabriela: Uma delas tem relação com a bagagem despachada. Mas não é só isso, não.

 

Nazi: É, a gente lembra agora para você de outros direitos que os passageiros passaram a ter.

 

Repórter José Luiz Filho: Para muitos brasileiros, principalmente crianças como Maria Luiza Lopes, de oito anos, julho é tempo de?

 

Criança - Maria Luiza Lopes: Férias.

 

Repórter José Luiz Filho: E férias combina com?

 

Criança - Maria Luiza Lopes Viagem.

 

Repórter José Luiz Filho: E isso é uma tradição. O mês de férias escolares é o segundo mais movimentado do ano nos aeroportos do país, atrás apenas de dezembro. Mas este ano os passageiros devem ficar atentos às mudanças nas normas do transporte aéreo promovidas pela Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac. As novas regras, aprovadas no fim do ano passado, começaram a valer no mês de março e estabelecem direitos e deveres das companhias e também de quem viaja de avião. Embora seja um conjunto de regras, uma delas sempre é mais lembrada por mexer no bolso dos passageiros, como nos conta o representante comercial Sidney Mello.

 

Representante Comercial - Sidney Mello: A cobrança da taxa de bagagem. Porque, assim, o que afetou mais eu acho que o consumidor é essas taxas aí da cobrança de bagagem que sofreram algumas alterações.

 

Repórter José Luiz Filho: A resolução da Anac define os novos direitos e deveres das empresas aéreas e dos clientes com bilhetes comprados depois de 14 de março deste ano. Além do direito da companhia de cobrar pela bagagem despachada e do passageiro de embarcar com uma mala de mão com até 10 quilos, também está previsto que, em caso de cancelamento feito pela empresa aérea, o passageiro tem direito a reembolso integral da tarifa de embarque e demais taxas no prazo de sete dias. Se o passageiro não comparecer para o embarque, a multa não poderá ser maior que o valor da passagem. O cliente agora também pode desistir da compra até 24 horas depois do recebimento do comprovante da passagem, e desde que a compra tenha sido feita com mais de sete dias de antecedência não é precisos pagar por isso. Para a designer gráfica Beatriz Lopes, que vizinha de férias com os filhos, as novas regras dão mais garantias aos passageiros.

 

Designer Gráfica - Beatriz Lopes: Acho que cada vez mais o consumidor está sendo visto, né, com mais importância.

 

Repórter José Luiz Filho: Em voos domésticos com passagens de ida e volta, quem não comparecer para embarque no primeiro trecho não terá mais o retorno cancelado automaticamente, mas o passageiro precisa informar a companhia aérea. Na opinião do médico Fernando Brunori, as mudanças fazem com que as empresas aéreas tenham mais respeito com o consumidor.

 

Médico - Fernando Brunori: Considerando que as empresas e os passageiros têm que ter direitos e deveres, acho válido, mas desde que funcione.

 

Repórter José Luiz Filho: Caso o passageiro se sinta prejudicado ou tenha os seus direitos desrespeitados, deve procurar a empresa aérea contratada para reivindicar seus direitos. Reportagem, José Luiz Filho.

 

Gabriela: Hand Spinner, um brinquedo que virou a nova sensação de crianças e adolescentes.

 

Nazi: É, e por isso são encontrados facilmente em diversas lojas do país e também na internet.

 

Gabriela: Mas o Inmetro faz um alerta: para ser vendido por aqui precisa ter o selo.

 

Nazi: Além disso, o brinquedo não é indicado para crianças menores de seis anos.

 

Repórter Gabriela Noronha: Você já ouviu falar no Hand Spinner? O estudante João Pedro de Sá tem 11 anos e conta que conheceu o brinquedo pela internet.

 

Estudante - João Pedro de Sá: Eu fiquei sabendo, que eu estava usando a internet. Virou uma febre no mundo inteiro, todo mundo tem, está todo mundo brincando e tal.

 

Repórter Gabriela Noronha: Pois é, o Hand Spinner é um pequeno disco giratório e virou uma verdadeira febre. Têm de todas as cores e diferentes formatos, alguns até com luzes de led com efeitos visuais. A graça deste brinquedo é fazê-lo girar em diversas posições. De acordo com Márcio de Araújo, gerente de uma loja em Brasília, o Hand Spinner tem conquistado crianças e adultos.

 

Gerente de Loja - Márcio de Araújo: É um dos produtos que mais se vende e tem muita procura mesmo.

 

Repórter Gabriela Noronha: Apesar de ser vendido há pouco tempo no Brasil, o brinquedo não é novidade. Ele foi inventado há duas décadas para tratar ansiedade em crianças com autismo ou déficit de atenção. Amanda Beatriz, de 11 anos, garante que fica menos estressada com o brinquedo.

 

Estudante - Amanda Beatriz: Eu comprei faz uma semana e foi muito divertido, porque ele realmente desestressa.

 

Repórter Gabriela Noronha: Mas os benefícios terapêuticos do Hand Spinner não têm qualquer comprovação científica. A analista em metrologia e qualidade do Inmetro, Luciana Lobo, alerta: o Hand Spinner não é indicado para crianças menores de seis anos e só pode ser comercializado com o selo de identificação de conformidade.

 

Analista em Metrologia e Qualidade do Inmetro - Luciana Lobo: Tem registro de acidente de crianças que engoliram essas peças, se engasgaram e se asfixiaram. A maioria está no mercado sem o selo de identificação da conformidade do Inmetro, o que está errado.

 

Repórter Gabriela Noronha: Denúncias da comercialização do brinquedo sem o selo de identificação no Inmetro devem ser encaminhadas à ouvidoria do instituto. O formulário pode ser encontrado no endereço www.inmetro.gov.br/ouvidoria. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: 19hs22min. em Brasília.

 

Nazi: Um autoteste para diagnóstico rápido do vírus HIV começa a chegar às farmácias de todo o país.

 

Gabriela: O novo teste tem um índice de acerto maior que os dos exames que usam saliva, disponíveis em outros países.

 

Repórter Natália Mello: Ainda este mês, farmácias de todo o país vão começar a vender testes rápidos, que podem identificar, em no máximo 20 minutos, se uma pessoa tem HIV, o vírus que causa a Aids. No Rio de Janeiro a venda do produto já começou e os cariocas contam o que acharam da novidade.

 

Entrevistada: Se tem uma certa precisão no resultado, acho que é interessante, sim.

 

Entrevistada: Dizem que esse teste demora tanto nos hospitais que até descobrir já era, né?

 

Repórter Natália Mello: O exame, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, confirma a presença do vírus por meio de gotas de sangue, como os testes para a medição de glicose feitos por diabéticos. O exame é capaz de acertar o resultado em 99,9% dos casos, mas só é capaz de identificar a presença do HIV 30 dias depois da situação de exposição ao vírus. Aplicar o teste é simples e rápido. Para Vânia Ramos da Silva, gerente de farmácia no Rio de Janeiro, o exame é um avanço.

 

Gerente de farmácia - Vânia Ramos da Silva: Têm pessoas que, por exemplo, não tem tempo ou tem vergonha, não quer se expor, e tem uma dúvida, com esse teste se torna uma coisa mais prática, né? É rápido também.

 

Repórter Natália Mello: Se o resultado do teste for negativo, ele deve ser repetido em 30 dias. Se for positivo, o paciente deve procurar um serviço de saúde do SUS para confirmação do resultado com exames de laboratório. Reportagem, Natália Mello.

 

Nazi: Essas foram as notícias do governo federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nazi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com o Minuto do TCU. Em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nazi: Boa noite para você e até amanhã.