05 DE SETEMBRO DE 2017

Destaques da Voz do Brasil: No último dia de compromissos na China, presidente Michel Temer defende desenvolvimento compartilhado. Indústria tem mais um mês de crescimento, segundo IBGE. Assinado plano de apoio do governo para recuperação fiscal do Rio de Janeiro. Mais recursos para Santas Casas e hospitais filantrópicos que atendem pelo SUS.

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Transcrição

A VOZ DO BRASIL - 05/09/2017

 

 

Apresentador Luciano Seixas: Em Brasília, 19h00.

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje.

 

Gabriela: Olá, boa noite.

 

Luciano: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 5 de setembro de 2017.

 

Luciano: E vamos ao destaque do dia...

 

Gabriela: Inflação e juros em queda, geração de empregos e retomada da economia.

 

Luciano: No último dia de compromissos na China, presidente Michel Temer apresenta Brasil de responsabilidade.

 

Gabriela: E defende desenvolvimento compartilhado.

 

Presidente Michel Temer: É ilusão acreditar que possa haver desenvolvimento para uns e não para outros. O verdadeiro desenvolvimento sustentável é necessariamente compartilhado.

 

Luciano: E você também vai ouvir hoje, na Voz do Brasil.

 

Gabriela: Indústria tem mais um mês de crescimento, segundo o IBGE.

 

Luciano: Assinado o plano de apoio do governo para a recuperação fiscal do Rio de Janeiro.

 

Gabriela: E vamos falar de mais recursos para as Santas Casas e hospitais filantrópicos que atendem pelo SUS. Nei Pereira.

 

Repórter Nei Pereira: O novo programa vai disponibilizar R$ 10 bilhões para as Santas Casas e hospitais filantrópicos nos próximos cinco anos.

 

Luciano: Hoje, na apresentação, Gabriela Mendes e Luciano Seixas.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

>> "Música Oriental".

 

Luciano: O presidente Michel Temer já está voando de volta ao Brasil.

 

Gabriela: E no último compromisso na China falou a representantes de países emergentes e em desenvolvimento.

 

Luciano: Além de defender que o crescimento econômico deve ser compartilhado, Temer apresentou o que o governo vem fazendo para promover desenvolvimento com investimentos em áreas essenciais como saúde e educação.

 

Repórter Paulo La Salvia: Desenvolvimento para todos. Esta foi uma das principais bandeiras levantadas pelo BRICs na cúpula de Xiamen, na China. E para que esta meta seja alcançada, nada melhor do que ampliar as discussões e buscar a maior representatividade possível. Foi por isso que o BRICs convidou cinco países de economias emergentes e em desenvolvimento para participar do encontro. Foram eles: o México, da América Latina; Egito e Guiné, da África; Tailândia, do Sudeste Asiático; e Tajiquistão, da Ásia. O presidente Michel Temer destacou meios que possam promover o desenvolvimento econômico e social no mundo. Para o presidente, o crescimento só é possível com a integração entre os países.

 

Presidente Michel Temer: É ilusão acreditar que possa haver desenvolvimento para uns e não para outros. É um equívoco pensar que seja viável no longo prazo este mundo em que ilhas de prosperidade e bem-estar convivem com a exclusão da maioria. O verdadeiro desenvolvimento sustentável é necessariamente compartilhado.

 

Repórter Paulo La Salvia: Michel Temer também apresentou durante o encontro o trabalho que vem sendo feito no Brasil para a promoção de um crescimento econômico com inclusão social.

 

Presidente Michel Temer: A responsabilidade compensa, os resultados aparecem e são significativos. A inflação está novamente sob controle no Brasil. A atividade produtiva reconquistou o dinamismo. Novos postos de trabalho vão ser criando. Está preservada a capacidade do estado de investir em educação, saúde, habitação.

 

Repórter Paulo La Salvia: O encontro com os países de economias emergentes e em desenvolvimento foi o último desta reunião do BRICs. A partir de agora quem assume a coordenação do grupo pelo prazo de um ano é a África do Sul. De Xiamen, na China, Paulo La Salvia.

 

Gabriela: E antes de retornar ao Brasil o presidente Michel Temer conversou com os jornalistas.

 

Luciano: Temer fez um balanço da viagem e destacou os bons resultados da reunião com os países do BRICs. O Brasil trabalha, por exemplo, para abrir uma agência do novo banco de desenvolvimento do bloco aqui no país.

 

Gabriela: Além disso, em reunião com os chefes de estado de Rússia, Índia, China e África do Sul, Michel Temer defendeu a criação do fórum de inteligência para integrar o combate ao terrorismo, proposta que foi apoiada pelo presidente russo, Vladimir Putin.

 

Luciano: Na área comercial, Temer comemorou os encontros e acordos para ampliar as nossas importações e intensificar investimentos estrangeiros no Brasil.

 

Presidente Michel Temer: Penso que esta viagem foi bem sucedida, seja na visita de estado a Pequim, seja na reunião do BRICs. Foram milhões ou mais, bilhões de dólares que poderão ir para o nosso país em face da abertura que nós fizemos para o mercado nacional naturalmente e para o mercado estrangeiro.

 

Gabriela: E a indústria esquenta os motores para atender a esses novos mercados.

 

Luciano: É que hoje foi divulgada mais uma pesquisa sobre a produção industrial brasileira. E o resultado foi positivo.

 

Gabriela: Com mais um mês em crescimento, a produção já acumula alta de quase 3,5%. A repórter Carolina Rocha tem os detalhes.

 

Repórter Carolina Rocha: É o quarto resultado positivo em sequência, com o total do setor industrial acumulando um crescimento de 3,4% entre abril e julho deste ano. Catorze dos 24 ramos pesquisados tiveram em julho aumento frente ao mês anterior. O destaque foi para a indústria alimentícia, que cresceu pelo terceiro mês seguido, como explica André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE.

 

Gerente da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE - André Macedo: Favorecido aí pela maior fabricação do açúcar, de alguma forma impulsionado por um clima mais favorável e mais seco na região Centro-Sul do país, que também favorece o resultado de crescimento observado na atividade derivados de petróleo e biocombustíveis com uma maior produção do álcool.

 

Repórter Carolina Rocha: O presidente da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação, Edmundo Klotz, concorda que o aumento da safra no último trimestre impulsionou a cadeia de beneficiamento de matéria-prima, já que mais da metade da produção agrícola é processada pela indústria.

 

Presidente da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação - Edmundo Klotz: Cinquenta e oito por cento da produção total da agricultura passa pela indústria de alimentos para o seu processamento. A industrialização permite prolongar a vida do alimento, garantindo não somente o armazenamento por períodos mais longos, mas também garante a saudabilidade para o consumidor. Agrega valor aos produtos agrícolas, gerando mais renda para o agricultor e mais renda para o país através de impostos, geração de empregos e vendas externas de maior valor.

 

Repórter Carolina Rocha: Outras contribuições positivas para a indústria no mês de julho vieram do setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e óticos, da área de produtos farmoquímicos e farmacêuticos e também do setor de fabricação de móveis. Reportagem, Carolina Rocha.

 

Luciano: Os preparativos dos estudantes que vão participar dos Desfiles de 7 de Setembro estão na reta final.

 

Gabriela: É, as escolas fazem os ajustes finais, e nós vamos contar aqui como andam os ensaios em três cidades brasileiras.

 

Luciano: Começamos por Brasília, onde a repórter Mara Kenupp visitou a escola que vai abrir o desfile na Esplanada dos Ministérios.

 

Professora de Educação Física - Verônica Fermino do Nascimento: Dois, um. A nossa coreografia é feita sempre para frente, porque atrás da gente vai estar todo o pessoal que desfila: são os bombeiros, os marinheiros, o Exército.

 

Repórter Mara Kenupp: As instruções da professora de educação física Verônica Fermino do Nascimento são os últimos acertos para o Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro para 40 alunos do Centro de Ensino Médio 3, escola pública em Ceilândia, cidade do entorno de Brasília. Para a professora Verônica Fermino, comandar os alunos no Dia da Independência é um momento especial.

 

Professora de Educação Física - Verônica Fermino do Nascimento: Os meninos ficam muito empolgados porque nós vamos representar não só a nossa escola. Na realidade, a gente está representando todas as escolas públicas do Brasil.

 

Repórter Mara Kenupp: A estudante Maria Eduarda Pereira, de 12 anos, vai participar do desfile pela primeira vez.

 

Estudante - estudante Maria Eduarda Pereira: Ah, eu estou muito ansiosa. Mais de 30 mil pessoas lá vendo. Aí, né, deve ser legal.

 

Repórter Mara Kenupp: Em sala de aula os alunos aprendem que vários acontecimentos colaboraram para a nossa independência. Primeiro, com revoluções e duelos das elites daqui e de Portugal entre 1816 e 1821. Depois, quando os comerciantes e donos de terra resolveram apoiar Dom Pedro para enfrentar e resistir ao projeto do governo português de recolonizar a país, até culminar na ruptura definitiva, em 7 de setembro de 1822, com a Proclamação da Independência do Brasil por Dom Pedro. Para o diretor da escola de Ceilândia, Divaldo de Oliveira, o patriotismo se forma com o conhecimento da história.

 

Diretor da Escola de Ceilândia - Divaldo de Oliveira: Foi através da independência que o Brasil realmente conseguiu iniciar o processo mais severo de formação da sua sociedade e desta forma consolidar o país que nós temos hoje.

 

Repórter Mara Kenupp: Em São Paulo também vai haver desfile no 7 de setembro. O repórter José Luiz Filho conta como estão os preparativos.

 

Repórter José Luiz Filho: Aqui na capital paulista o Dia da Independência também será comemorado com um Desfile Cívico-Militar. A parada no Sambódromo do Anhembi vai ser acompanhada por um público de 30 mil pessoas e terá cerca de sete mil participantes. Os estudantes ensaiam para o desfile há aproximadamente um mês, e nós fomos até uma escola da zona norte na cidade para acompanhar os preparativos. A música e a fanfarra fazem parte do conteúdo extracurricular dos alunos da Escola Estadual Milton da Silva Rodrigues. Para o diretor da escola e regente da fanfarra, Osmar de Carvalho, esta é uma forma de despertar o patriotismo e a disciplina nos alunos.

 

Diretor da Escola Estadual Milton da Silva Rodrigues e Regente da Fanfarra - Osmar de Carvalho: Você trabalha a questão disciplinar da escola, a performance do aluno que é exigida nessas habilidades de competência de uma fanfarra e ao mesmo tempo, assim, ele muda também a forma de ele de estar na escola, de sentir representante desta unidade, por exemplo.

 

Repórter José Luiz Filho: Dos 400 alunos, todos do ensino médio, 90 vão desfilar. Entre eles, Giovana Motta, que não vê a hora de pisar na avenida.

 

Estudante - Giovana Motta: Incentiva os alunos a saber mais como foi o 7 de setembro, ver os militares lá. Eu acho que é um evento bem legal.

 

Repórter José Luiz Filho: E desfilar lá no sambódromo, como é?

 

Estudante - Giovana Motta: Ah, eu me sinto importante.

 

Repórter José Luiz Filho: E no Rio de Janeiro a Independência do Brasil é comemorada durante toda a semana nos desfiles de diferentes bairros da cidade. Entre eles, Bangu. Quem conta para a gente sobre a preparação da escola e a repórter Carolina Rocha.

 

Repórter Carolina Rocha: Faltando alguns dias para o Desfile da Independência do Brasil, os alunos da Escola Municipal Milton Campos, de Bangu, na cidade do Rio de Janeiro, aproveitam cada minuto livre para ensaiar. A banda foi conformada em 2013, quando a escola recebeu recursos do governo federal destinados à compra de materiais para estimular o aprendizado. Entre eles, instrumentos musicais que mudaram a vida da jovem Daffini Júlia.

 

Estudante - Daffini Júlia: Eu me interessei mais por música. Quando eu não treino assim, eu fico até meio chateada.

 

Repórter Carolina Rocha: Aluna do nono ano, Yasmin Castellão explica por que gosta de participar do Desfile de 7 de Setembro.

 

Estudante - Yasmin Castellão: Daqui das redondezas daqui, a única escola que desfila é a Milton Campos. Então, é uma honra.

 

Repórter Carolina Rocha: A Escola Milton Campos enfrentou no passado problemas com a violência do bairro e o baixo rendimento escolar nos índices nacionais de avaliação. Com a ajuda de recursos do Ministério da Educação, a escola foi reformada, equipada e conseguiu melhorar no ranking. O diretor Reginaldo Tupinambá explica que a Semana da Pátria tem um importante papel nesse processo.

 

Diretor da Escola Milton Campos - Reginaldo Tupinambá: Trabalho as regras, as normas, aí eles entenderem que eles são plenos em direitos, mas eles também têm que exercer toda a sua responsabilidade como aluno, e nós podemos chamar o desfile cívico como a culminância disso tudo.

 

Repórter Carolina Rocha: Reportagem, Carolina Rocha.

 

>> "Defesa do Brasil. Defesa do Brasil. Defesa do Brasil".

 

Gabriela: E o nosso quadro que trás as ações das Forças Armadas pelo Brasil também vai falar sobre a Semana da Pátria.

 

Luciano: É, em todo o país os militares também preparam as comemorações pela Independência do Brasil.

 

Gabriela: Isso porque, muito além do que apenas um dia de folga e dos desfiles cívico-militares, o 7 de setembro precisa ser lembrado e celebrado com orgulho por cada um de nós brasileiros.

 

Repórter Marina Mello: Liberdade, o direito de tomar decisões de acordo com a própria vontade, algo que só se torna realidade se um país for soberano como nação. No dia 7 de setembro, feriado da independência, todos nós, brasileiros e brasileiras, celebramos a nossa liberdade. No Brasil, as Forças Armadas são as principais responsáveis por assegurar a soberania nacional, fazendo com que o grito de independência dado por Dom Pedro I há 200 anos ecoe até os dias de hoje. Para além de sua missão principal de defesa da Pátria, as Forças Armadas do Brasil também assumem funções de defesa da população brasileira em suas mais variadas necessidades, como destaca o ministro da Defesa, Raul Jungmann.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Além de defender o Brasil, os seus interesses, o território nacional, as Forças Armadas, elas atuam no campo social, por exemplo, no maior programa de distribuição de água do mundo, que é exatamente a Operação Carro-Pipa, que atente a quatro milhões de nordestinos. As Forças também, por exemplo, atuam na área médica com o transporte de órgãos para transplantes, que tem salvado muitas vidas. As Forças estão sempre presentes nos desastres naturais, naquelas questões que são afetas à Defesa Civil.

 

Repórter Marina Mello: A partir de uma diretriz do Ministério da Defesa, na Semana da Pátria todas as organizações militares do Brasil são chamadas a realizar atividades comemorativas, levando a mensagem de patriotismo. O chefe da seção de operações complementares da pasta, comandante Walter Marinho, destaca que, apesar do forte componente militarizar, as comemorações são voltadas para todos os brasileiros.

 

Chefe da Seção de Operações Complementares da Pasta - Comandante Walter Marinho: Seria um orgulho muito grande comemorar junto com a população. Que venham todos prestigiar o Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro.

 

Repórter Marina Mello: Para a próxima quinta-feira estão previstas atividades em todas as capitais do país, e em Brasília, que é a capital de todos os brasileiros, um dia inteiro de atividades na Explanada dos Ministérios, com destaque para o espetáculo no céu com a já consagrada Esquadrilha da Fumaça. Portanto, neste Sete de Setembro não fique de fora, procure a programação da sua cidade e participe. Reportagem, Marina Mello.

 

>> "Ou deixar a Pátria livre ou morrer pelo Brasil".

 

Gabriela: 19h15min, em Brasília.

 

Luciano: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Gabriela: SUS vai oferecer novo medicamento para crianças com microcefalia.

 

Luciano: Depois de meses de negociações, foi anunciado hoje o plano de recuperação fiscal do Rio de Janeiro.

 

Gabriela: O estado precisou pedir ajuda ao governo federal porque passa por um momento de crise financeira, com dificuldades até para pagar os servidores.

 

Luciano: Agora, a dívida do Rio com a União fica suspensa. Por outro lado, o estado precisa fazer uma série de ajustes para equilibrar as contas e sair do vermelho.

 

Repórter Pablo Mondino: O governo federal autorizou a suspensão do pagamento da dívida do estado com a União até o final de 2020. Um ajuste fiscal de R$ 63 bilhões entre cortes de gastos, aumento de receitas, empréstimos e suspensão do pagamento da dívida com a União. Com a ajuda, o governo do estado vai poder usar os recursos para superar a crise financeira e equilibrar as contas, como afirma o presidente da República em exercício, Rodrigo Maia.

 

Presidente da República em Exercício - Rodrigo Maia: Esse é o primeiro passo de outros passos que nós vamos ter que tomar em conjunto, não é? O governo estadual ainda tem muita coisa a fazer e certamente o Congresso Nacional, o governo federal, tem muita coisa a fazer em reformas que possam resolver principalmente a Previdência, como nós falamos na hora da assinatura.

 

Repórter Pablo Mondino: A homologação do acordo feito nessa terça-feira vai permitir, por exemplo, que o Rio de Janeiro privatize a Companhia de Águas e Esgoto, a Cedae, como contrapartida de um empréstimo de até R$ 3,5 bilhões. O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse que o momento é de cautela com as contas públicas.

 

Governador do Rio de Janeiro - Luiz Fernando Pezão: Não é um empréstimo de R$ 3,5 bilhões que nós vamos ter que vai salvar o estado, não é a concessão ou a privatização ou o modelo que foi escolhido para a Cedae que vai salvar o estado. É o momento de a gente estar junto cortando custos.

 

Repórter Pablo Mondino: A expectativa é que o recurso esteja disponível em até 30 dias. Somente para este ano, o plano prevê um alívio de R$ 5 bilhões com a suspensão da dívida com a União. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, espera que a medida recupere o equilíbrio fiscal do estado.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Com isto, o plano de ajuste fiscal do estado atinge o seu ponto de equilíbrio. Em resumo, o estado volta a pagar as suas contas em dia, volta a pagar seja fornecedores, seja salários, seja pensões e seja demais despesas do estado, aposentadorias, etc.

 

Repórter Pablo Mondino: O Rio de Janeiro é o primeiro estado em crise a receber ajuda do governo federal. Outros estados também devem aderir ao plano de ajuste, como o Rio Grande do Sul, que já está em diálogo com o governo federal. Reportagem, Pablo Mondino.

 

Gabriela: Entidades filantrópicas vão ganhar a partir do ano que vem mais recursos para reestruturar as unidades de saúde.

 

Luciano: Foi sancionada hoje a lei que cria um programa de financiamento para as Santas Casas e hospitais sem fins lucrativos que atendem ao SUS.

 

Repórter Nei Pereira: As mais de 1.700 Santas Casas e hospitais filantrópicos do país são responsáveis pela metade dos atendimentos do Sistema Único de Saúde, mas com dívidas que chegam a R$ 21 bilhões essas instituições vivem uma crise financeira e muitas já fecharam as portas. A situação deve melhorar no ano que vem, com a entrada em vigor da lei que cria o programa de financiamento específico para Santas Casas e hospitais sem fins lucrativos, o Pró-Santas Casas. A lei foi sancionada nesta terça-feira pelo presidente da República em exercício, Rodrigo Maia. Ele acredita que os recursos vão viabilizar a continuidade dessas instituições.

 

Presidente da República em Exercício - Rodrigo Maia: Muitas das Santas Casas terão hoje um instrumento para reorganização das suas contas e para que elas possam continuar de forma muito generosa atendendo milhões e milhões de brasileiros.

 

Repórter Nei Pereira: O novo programa vai disponibilizar R$ 10 bilhões para as Santas Casas e hospitais filantrópicos nos próximos cinco anos. Para o presidente da Confederação das Santas Casas, Edson Rogatti, a medida é um alívio para as instituições.

 

Presidente da Confederação das Santas Casas - Edson Rogatti: Essa linha de crédito que foi construída junto com os hospitais trará um fôlego às instituições, permitindo que possam continuar a sua missão e atender a população que depende do seu trabalho.

 

Repórter Nei Pereira: O financiamento com juros mais baixos será operado pelos bancos oficiais como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e BNDES. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destaca o empenho do governo em solucionar a crise.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: O governo já tem o Programa da Caixa Hospitais que já financia R$ 4 bilhões em refinanciamento de dívidas e investimentos das Santas Casas e que, agora, será substituído por esse programa que vem resolver a dívida que as Santas Casas têm.

 

Repórter Nei Pereira: Apenas neste ano, já foram investidos quase R$ 8,5 bilhões no setor. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gabriela: E, além dos financiamentos, as Santas Casas recebem ainda uma outra ajuda.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Palmital, no interior de São Paulo, tem 23 mil habitantes. Só a Santa Casa de Misericórdia da cidade atende quase três mil pessoas por mês na emergência do hospital e realiza 50 cirurgias eletivas mensalmente. Todos os anos a instituição recebe uma ajuda extra do governo federal que vem do lucro da Timemania, loteria da Caixa Econômica Federal. Edson Rogatti, presidente da Santa Casa, conta que o dinheiro é utilizado em cursos à distância para a formação dos profissionais.

 

Presidente da Confederação das Santas Casas - Edson Rogatti: Esse é um projeto de educação continuada com substância com os provedores, com a superintendência.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Três por cento do valor arrecadado com a loteria é repassado às entidades filantrópicas. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, explica que a instituição precisa se inscrever para receber os recursos.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: São recursos da loteria que têm que ser aplicados em ações de saúde e o Ministério abre uma inscrição. Neste ano, 185 entidades se inscreveram, hospitais filantrópicos e entidades, e vão receber o rateio desses recursos conforme a sua proposta.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: E não é só a saúde que é beneficiada com recursos das loterias federais. Educação, saneamento básico, segurança e esporte são outras áreas que recebem parte dos valores arrecadados. Para Deusdina do Reis Pereira, vice-presidente de Fundos de Governo e Loteria da Caixa Econômica Federal, um dos grandes propósitos das loterias é justamente atender as áreas sociais.

 

Vice-Presidente de Fundos de Governo e Loteria da Caixa Econômica Federal - Deusdina do Reis Pereira: O brasileiro participa buscando realizar o seu sonho de ganhar um bom prêmio, e indiretamente ele está contribuindo para uma causa social.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Mais de R$ 35 milhões já foram investidos nas entidades filantrópicos com recursos da Timemania. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Luciano: E o SUS vai contar com um novo medicamento para tratamento de pessoas com microcefalia.

 

Gabriela: É um remédio usado para controlar as convulsões em pacientes que tenham a doença transmitida pelo zika vírus.

 

Repórter Mara Kenupp: O menino Gustavo Meirik, de um ano e nove meses, nasceu com microcefalia em Itaquaquecetuba, em São Paulo. A mãe, Joyce Meirik, conta que ele teve algumas convulsões que estão controladas com o medicamento valproato de sódio. Joyce disse que precisou comprar o remédio porque esteve em falta na farmácia popular.

 

Mãe de Criança com Microcefalia - Joyce Meirik: A gente pede a ajuda para os familiares e consegue comprar.

 

Repórter Mara Kenupp: A boa notícia é que o Ministério da Saúde vai disponibilizar um novo medicamento para pacientes com microcefalia: é o levetiracetam. Um alívio para a mãe do menino Gustavo, que agora tem outra opção para o tratamento.

 

Mãe de Criança com Microcefalia - Joyce Meirik: E têm muitas mães, né, que os filhos usam e não têm condições. Têm umas que tem até que viajar para poder pegar o remédio do filho. Se o SUS puder fornecer para todas essas regiões será muito bem.

 

Repórter Mara Kenupp: Segundo a neuropediatra de Pernambuco, Vanessa Van Der Linden, que fez o relatório ao Ministério da Saúde com a solicitação para a distribuição do remédio de graça aos pacientes, o levetiracetam é importante no tratamento da epilepsia.

 

Neuropediatra de Pernambuco - Vanessa Van Der Linden: As medicações que a gente tem atualmente às vezes não são suficientes para a gente controlar as convulsões. Então, o levetiracetam vem com uma nova forma da gente controlar de uma forma adequada esses pacientes aí.

 

Repórter Mara Kenupp: Para o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a liberação do novo medicamento serve para dar mais conforto e qualidade de vida aos pacientes com microcefalia.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: As crianças com microcefalia têm no Brasil 1.500 centros de reabilitação, 4.500 equipes de Atenção à Saúde da Família e outros que são necessários para esse atendimento.

 

Repórter Mara Kenupp: Desde outubro de 2015, quando o Ministério da Saúde começou a contabilizar a microcefalia, 2.800 casos foram confirmados. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Luciano: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Luciano: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Gabriela: Boa noite para você e até amanhã.