05 DE OUTUBRO DE 2018 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Governo organiza esquema especial para envio de urnas, segurança em locais de votação e combate a crimes eleitorais no primeiro turno. E em entrevista exclusiva à Voz do Brasil sobre os 30 anos da Constituição, presidente Michel Temer fala sobre a restauração da democracia e o papel fundamental das eleições nesse processo. No Dia Nacional do Empreendedor, vamos falar das ações do governo para estimular a criação de novas empresas e formalizar quem está começando um novo negócio. Lei da Cadeirinha completa 10 anos e ajuda a diminuir o número de mortes de crianças em acidentes.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Sexta-feira, 5 de outubro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Reta final para as eleições.

 

Gabriela: Governo organiza esquema especial para envio de urnas, segurança em locais de votação e combate a crimes eleitorais no primeiro turno. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: Trabalho envolve 25 mil homens das Forças Armadas e centrais para monitorar segurança pública em todo o país.

 

Nasi: E em entrevista exclusiva à Voz do Brasil sobre os 30 anos da Constituição, o presidente Michel Temer fala sobre a restauração da democracia e o papel das eleições nesse processo.

 

Presidente Michel Temer: Quando a Constituição diz, de uma forma singela: Todo poder emana do povo. Agora, exatamente nas eleições, nós vamos ter a manifestação daquele que é dono do poder. Eu aproveito para dizer: Olha, não deixe de votar. Vai votar.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil.

 

Nasi: No Dia Nacional do Empreendedor, vamos falar das ações do Governo para estimular a criação de novas empresas e formalizar quem está começando um novo negócio.

 

Gabriela: Lei da Cadeirinha completa dez anos.

 

Nasi: E ajuda a diminuir o número de mortes de crianças em acidentes. Luciana Colares de Holanda.

 

Repórter Luciana Colares de Holanda: A Polícia Rodoviária Federal contabiliza uma diminuição de 28% nas mortes de crianças vítimas de acidentes nas estradas.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

Gabriela: Mais de 147 milhões de brasileiros vão poder votar neste domingo para escolher o próximo presidente da República, governadores e também membros do Legislativo, federal e local.

 

Nasi: E uma eleição desse tamanho requer muita preparação para tudo funcionar bem.

 

Gabriela: Aproximadamente 25 mil militares já estão organizados para ajudar no transporte de urnas e também para garantir a votação e a apuração.

 

Nasi: E duas centrais de monitoramento vão coordenar as ações de combate a crimes eleitorais, como boca de urna e divulgação de notícias falsas.

 

Repórter Márcia Fernandes: Uma eleição de grandes números. Mais de 95 mil locais de votação, em 5.570 municípios no Brasil. Para garantir que as pessoas possam votar tranquilamente, o Governo Federal organizou um esquema para o primeiro turno. O Tribunal Superior Eleitoral pediu o apoio das Forças Armadas no trabalho em 510 locais de votação. Até agora, cerca de 25 mil militares foram destacados. Eles são responsáveis pelo transporte das urnas e pessoas que vão trabalhar no pleito para as regiões mais distantes. Um outro trabalho é garantir que os eleitores possam ir às urnas e exercer o direito do voto, como explica o chefe de Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, Almirante Ademir Sobrinho.

 

Chefe de Estado Maior Conjunto das Forças Armadas - Almirante Ademir Sobrinho: Nós trabalhamos para garantir o acesso dos eleitores aos locais de votação. Nós não envolvemos com a segurança pública, exceto no Rio de Janeiro, onde já há uma situação diferente, que é uma garantia da lei e da ordem em andamento. Então, no Rio de Janeiro, ocorrem as duas coisas, o patrulhamento das ruas e a garantia da votação e apuração.

 

Repórter Márcia Fernandes: Na segurança pública, há dois centros de Comando. Um deles coordena o trabalho de 280 mil profissionais, das Polícias Militares, Civis, Federal e órgãos de trânsito. Eles vão policiar ruas, trânsito e combater os crimes eleitorais, como a boca de urna. Já o Centro de Combate e Controle das Eleições cuida da parte de inteligência e investigação de crimes eleitorais. A Advocacia-Geral da União também criou uma força-tarefa com 300 advogados para atuar em regime de plantão nas eleições. O procurador-geral da União, Sérgio Tapety, conta que esses advogados vão dar rapidez nas ações judiciais ligadas ao pleito.

 

Procurador-geral da União - Sérgio Tapety: Se tiver alguma invasão, por exemplo, a um local onde vai ter votação. Se é um prédio público federal, se tiver impedimento de acesso aos eleitores para esse prédio, poderemos tomar medidas judiciais buscando garantir o livre acesso do cidadão e do eleitor no dia da eleição.

 

Repórter Márcia Fernandes: No domingo, 147 milhões de eleitores estão aptos a votar para escolher deputados distritais, estaduais, federais, senadores, governadores e vices, além do presidente e vice-presidente da República. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Gabriela: E os eleitores que estiverem viajando no domingo e não puderem votar, vão poder justificar a ausência também nos aeroportos.

 

Nasi: Até agora, os postos de justificativa estarão em 17 aeroportos.

 

Gabriela: Estão nessa lista terminais como o de Brasília, Belém, Recife, Fortaleza, Salvador, Cuiabá e Porto Alegre.

 

Nasi: Os postos vão funcionar de 8h da manhã até às 5h da tarde.

 

Gabriela: E por falar em eleições, o presidente Michel Temer afirmou que a Constituição foi fundamental para restaurar a democracia no país e que o voto popular é essencial para isso.

 

Nasi: Hoje, na segunda e última parte da entrevista realizada pela repórter Daniele Popov sobre os 30 anos da Constituição, que começamos a exibir ontem aqui na Voz do Brasil, o presidente fala da importância deste conjunto de leis e os desafios para modernizar o país. Vamos ouvir.

 

Repórter Daniele Popov: Presidente Temer, a Constituição trouxe direitos que eram considerados inovadores àquela época, não é? São os direitos fundamentais, direito de ir e vir, direito de imprensa, direito de liberdade de expressão. O senhor acredita que esses direitos hoje já estão totalmente consolidados na cultura brasileira?

 

Presidente Michel Temer: Eu acho que estão se consolidando. Agora, aliás, nós vamos ter eleições, e veja, o que a Constituição mais fez foi restaurar a democracia. Qual é a âncora? Qual é o suporte da democracia? É a soberania popular. Por isso que a Constituição diz. Eu sou presidente da República, mas eu sou autoridade constituída, eu não sou autoridade por conta própria. Autoridade por conta própria no nosso sistema é o povo. Quando a Constituição diz, de uma forma singela: Todo poder emana do povo. Ela diz: Olha, ninguém se meta a ser dono do poder. Você pode ser uma autoridade constituída, alguém te delega o poder. Quem é que delega o poder? É o soberano. Quem é o soberano? É o povo. E agora, exatamente nas eleições do dia 7 de outubro, nós vamos ter a manifestação daquele que é dono do poder. Até eu aproveito para dizer: Olha, não deixe de votar. Vai votar, porque você, ao dar o seu voto, você está dando uma procuração para cuidar da sua grande casa, que é o seu país. Isto a Constituição Brasileira assegurou.

 

Repórter Daniele Popov: Presidente Michel Temer, a Constituição Federal prevê também direito à atenção, à saúde, de onde deriva aí o Sistema Único de Saúde, o SUS, e também a ampliação do acesso à educação. O senhor acredita que é possível ampliar esses direitos mantendo a responsabilidade fiscal?

 

Presidente Michel Temer: É preciso sempre preservá-los e ampliá-los, não é? Você sabe que saúde, educação, nos termos da Constituição, é dever de todos, até a expressão constitucional é dever de todos, é dever do Estado e dever de todos. Então, todos têm que colaborar para isso. Agora, evidentemente que o serviço de saúde, o serviço de educação, eles têm que ser sempre ampliados e melhorados, porque o Brasil ainda é um país com muitas carências, não é? Você tem ainda parcelas da população muito vulneráveis. A pobreza ainda existe no país. Então, o sistema, por exemplo, como o SUS, Sistema Único de Saúde, é fundamental. Nós temos que prestigiá-lo cada vez mais. Os governos têm, o meu inclusive, têm prestigiado esse sistema, mas nós, no nosso governo, avançamos mais. Nós criamos um Sistema Único de Segurança Pública, o Susp, não é? Que já está sendo implantado. Nós criamos o Ministério da Segurança Pública e, sequencialmente, propusemos o Sistema Único de Segurança Pública. E dá resultado. Você sabe que, embora a segurança pública seja competência dos estados da Federação Brasileira, basicamente, mas na verdade estava demandando uma certa coordenação, uma certa cooperação entre os vários estados, coordenado pela União Federal. E a União Federal tem feito isso. Você sabe que o nosso ministro da Segurança, o Raul Jungmann, tem feito reuniões, eu estive em várias delas, com os vários secretários de Segurança Pública dos estados e, portanto, com as várias corporações civis e militares dos estados brasileiros, juntamente com a Polícia Federal, com a Polícia Rodoviária Federal, e tem feito ações de coordenação e de cooperação entre elas.

 

Repórter Daniele Popov: Bom, presidente Michel Temer, para a gente encerrar, quais os desafios para o futuro?

 

Presidente Michel Temer: Olha, os desafios é a continuação das reformas. Qual é a reforma essencial que deve ser feita e, por força de uma trama existente no passado, se impediu? Foi a reforma previdenciária. O déficit público, em boa parte, vem precisamente do déficit previdenciário. Ou seja, continuar com as reformas.

 

Repórter Daniele Popov: Presidente Michel Temer, muito obrigada pela entrevista.

 

Presidente Michel Temer: Obrigado a você.

 

Gabriela: E ontem, nós chamamos a participação dos nossos ouvintes aqui na Voz do Brasil.

 

Nasi: É, Gabriela, e a pergunta era: Na sua opinião, como a Constituição mudou a sua vida e a realidade do país?

 

Gabriela: E muita gente respondeu o nosso chamado, Nasi. Entre eles, o baiano Carlos Alberto Silva, que inclusive hoje recebe um benefício instituído pela nossa lei máxima. Vamos ouvir.

 

Ouvinte - Carlos Alberto Silva: Meu nome é Carlos Alberto Silva Ribeiro, moro aqui em Cachoeira, interior da Bahia. Essa mensagem é em homenagem à Constituição Federal, chamada a Constituição Cidadã. Eu sou beneficiário do BPC, sinto-me muito feliz pelo benefício que essa Constituição me trouxe. Graças a ela, eu tenho acesso à saúde, à minha alimentação, moradia, me sinto muito bem, como um cidadão brasileiro deve se sentir. Graças a Deus, me sinto bem, sou um cidadão deficiente, tenho 63 anos. Muito obrigado.

 

Nasi: E o Hélio do Espírito Santo Filho também mandou sua mensagem homenageando a Constituição, e lembrando da disciplina Organização Social e Política do Brasil, onde aprendeu muito do que sabe sobre as nossas leis.

 

Gabriela: Já o ouvinte Victor, estudante de direito de Presidente Prudente, em São Paulo, fala sobre a importância da Constituição neste momento tão importante para o país.

 

Ouvinte - Victor: Boa noite, me chamo Victor, sou acadêmico de direito e falo de Presidente Prudente, São Paulo. É de suma importância a valorização da Constituição Federal de 1988, como símbolo de democracia, cidadania e garantias de direitos e liberdades básicas do povo brasileiro.

 

Nasi: E o alagoano André Luís conclui.

 

Ouvinte - André Luís: Boa noite, Voz do Brasil. Eu me chamo André Luís, da cidade de São Miguel dos Campos, Alagoas. A Constituição Federal é a única soberania democrática do povo, pois nela estão assegurando os seus direitos e os seus deveres.

 

Gabriela: E nós agradecemos a todos os ouvintes que participaram com a gente e enviaram mensagens ao nosso Whatsapp.

 

Nasi: Hoje é o Dia Nacional do Empreendedor.

 

Gabriela: Os micro e pequenos empreendedores são responsáveis por mais da metade dos empregos e 27% das riquezas produzidas pelo país.

 

Nasi: É, e o Governo trabalha para estimular a criação de novas empresas e a formalização de quem está começando um novo negócio.

 

Repórter Graziela Mendonça: A empresária Samar Ciaman é dona de um restaurante em Brasília que serve comida libanesa há nove anos. E o maior sucesso da casa é a pasta de alho gourmet cremosa, receita do próprio restaurante. O produto vende tanto que, há dois anos, a empresária viu potencial para produzir em alta escala.

 

Empresária - Samar Ciaman: Hoje estamos em muitos mercados no DF, mais de 300 pontos de vendas, e temos também em Goiás, em São Paulo também iniciando, indo também para o Sul do país. Então, começando uma expansão.

 

Repórter Graziela Mendonça: Empreendedores como Samar têm um peso importante para a economia brasileira. São responsáveis por mais de 50% dos empregos no país e 41% do volume de salários, um setor essencial para a economia, afirma o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima.

 

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Jorge de Lima: É o que faz o país girar, então é fundamental que nós tenhamos um olhar atento para darmos cada vez mais melhorias do ambiente de negócios, simplificação para atração de investimentos.

 

Repórter Graziela Mendonça: De janeiro a setembro deste ano, o Brasil registrou quase 890 mil novos empreendedores. E atualmente o país já conta com 7,3 milhões de inscritos no Programa do Microempreendedor Individual. Para o ministro Marcos Jorge de Lima, o empreendedor tem vantagens ao buscar a formalização.

 

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Jorge de Lima: Temos o Simples Nacional, que diminui a carga tributária e terá condição de trabalhar sem a preocupação de uma fiscalização, fica mais fácil obter crédito para os seus empreendimentos.

 

Repórter Graziela Mendonça: O Portal do Empreendedor tem hoje uma média de 2 milhões de acessos por mês. Ali, é possível tirar dúvidas, se formalizar como microempreendedor individual, cumprir as obrigações fiscais e encontrar capacitações para incrementar os negócios. Outras informações no site www.portaldoempreendedor.gov.br . Reportagem, Cleide Lopes, locução, Graziela Mendonça.

 

Gabriela: Há dez anos, andar com crianças dentro dos carros ficou mais seguro.

 

Nasi: Desde então, a lei que obriga o uso da cadeirinha ajudou a diminuir em quase 30% as mortes dos pequenos nas rodovias do país.

 

Gabriela: E não é só isso, esses equipamentos de proteção conseguem reduzir em até 90% a gravidade dos ferimentos das crianças.

 

Nasi: Mas alguns pais ainda têm dúvidas sobre o uso correto das cadeirinhas.

 

Gabriela: A repórter Luciana Colares de Holanda explica tudo para a gente.

 

Repórter Luciana Colares de Holanda: Benício Teixeira tem cinco anos. Na saída da escolinha, em Brasília, a mamãe, a Manuela, o coloca na cadeirinha. Não tem choro nem reclamação. Ele sabe que, para andar de carro, só ali.

 

Estudante - Benício Teixeira: Eu só ando na cadeirinha, porque é seguro.

 

Repórter Luciana Colares de Holanda: Emanuela Teixeira, mãe de Benício, conta que desde que ele nasceu ela já trocou algumas vezes o equipamento para atender às necessidades dele e da Legislação, mas sem cadeirinha nunca ficou.

 

Entrevistada - Emanuela Teixeira: Desde que ele nasceu, ele foi para o bebê conforto. Aí, com o passar do tempo, a gente passou ele para a cadeirinha. Sem dúvida nenhuma, é bem mais seguro, e sem cadeirinha ele não anda no carro.

 

Repórter Luciana Colares de Holanda: Apesar de existir há mais de dez anos, muita gente ainda tem dúvida sobre essa legislação e o uso dos equipamentos de segurança adequados para cada faixa etária. Então, a gente explica. Até um ano, deve ser o bebê conforto. De um a quatro anos, a cadeirinha. De quatro a sete anos e meio, o assento de elevação. De sete anos e meio a dez, cinto de segurança, no banco traseiro. Depois dos dez anos de idade, já pode ser transportada no banco dianteiro, sempre com cinto de segurança. A infração prevê multa e o motorista não pode seguir viagem, mesmo depois de autuado, porque o que importa na verdade é a segurança das crianças. E o assessor de comunicação da Polícia Rodoviária Federal, Éder Rommel, alerta: Estes não são os maiores problemas.

 

Assessor de Comunicação - Éder Rommel: O essencial não é o valor da multa e não são os sete pontos na habilitação, mas é a consciência que tem que ser despertada junto a esses motoristas, a esses pais. Eles têm que ter a consciência plena de que eles estão transportando vida e uma criança é muito mais vulnerável numa situação de acidente.

 

Repórter Luciana Colares de Holanda: Desde 2008, quando a lei da cadeirinha entrou em vigor, até agora, a Polícia Rodoviária Federal contabiliza uma diminuição de 28% nas mortes de crianças vítimas de acidentes nas estradas, mas, só no ano passado, 20 mil veículos que levavam crianças sem os equipamentos obrigatórios de proteção foram flagrados nas rodovias brasileiras. Reportagem, Luciana Colares de Holanda.

 

Nasi: Novas técnicas para produzir mais algodão na África.

 

Gabriela: Um projeto de cooperação do Brasil está levando mais conhecimento aos produtores do Mali.

 

Nasi: O nosso repórter Nei Pereira está no país africano e traz mais detalhes deste projeto, ainda nesta edição.

 

Gabriela: Foi publicada hoje, no Diário Oficial da União, a lei que mantém o subsídio pago pelo Governo de R$ 0,30 por litro do óleo diesel até 31 de dezembro deste ano.

 

Nasi: O valor vem sendo pago pelo Governo desde agosto e estava previsto na Medida Provisória que foi parte do acordo do Governo com os caminhoneiros, para colocar fim à greve da categoria que ocorreu em maio.

 

Gabriela: Ao todo, o acordo prevê desconto de R$ 0,46 por litro do combustível. Além dos R$ 0,30 da lei, outros R$ 0,16 são referentes à redução de impostos como PIS, Cofins e Cide incidentes sobre o diesel.

 

Nasi: A lei prevê que o subsídio total pago pelo Governo fique limitado a R$ 9,5 bilhões.

 

Gabriela: Tem muita gente que está nos ouvindo agora que cresceu com o pé na terra, subindo em árvores em meio aos animais.

 

Nasi: Mas, para que essas lembranças não fiquem apenas na saudade, é necessário preservar.

 

Gabriela: O governo ajuda quem quer proteger áreas privadas.

 

Nasi: São cerca de 1,5 mil reservas particulares de patrimônio natural, as RPPNs, em todo o país.

 

Gabriela: E agora o Governo está aceitando sugestões para atualizar a legislação que regulamenta essas reservas.

 

Nasi: A ideia, por exemplo, é definir que atividades econômicas podem ser desenvolvidas nestes locais, gerando emprego e renda.

 

Repórter Cleide Lopes: São 750 mil hectares de áreas privadas de conservação da natureza, que, após reconhecimento, passam a contar com apoio federal. Ganha a natureza, que continua preservada, e o proprietário, que tem benefícios com isenção de impostos. Para tornar mais claros os procedimentos de criação e gestão dessas reservas, o Instituto Chico Mendes está trabalhando na elaboração da minuta de um novo decreto. A presidente da Confederação Nacional das RPPNs, Maria Cristina Vieira, fala sobre os benefícios dessa atualização.

 

Presidente da Confederação Nacional das RPPNs - Maria Cristina Vieira: Nesse decreto, fica muito claro quais são os deveres do proprietário da RPPN, quais são os deveres do ICMBio, tem a questão do programa estadual e uma série de aspectos que podem favorecer a RPPN. As atividades que podem ser desenvolvidas nela, que são atividades de educação ambiental, de visitação turística e de pesquisa científica.

 

Repórter Cleide Lopes: Com a atualização do decreto, também vai ser possível definir de forma clara que tipos de atividades econômicas podem ser exploradas nessas áreas, criando novas oportunidades de emprego e renda na região. É o que explica o coordenador de Criação de Unidades de Conservação, Bernardo Brito.

 

Coordenador de Criação de Unidades de Conservação - Bernardo Brito: Nós estamos tentando outros atrativos que os proprietários também podem ter, como desenvolvimento de mudas, gerando emprego, renda e também gerando o efeito multiplicador em relação aos vizinhos.

 

Repórter Cleide Lopes: A sociedade pode mandar sugestões para a minuta do decreto até o dia 8 de outubro. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Gabriela: E quem quiser enviar sugestões sobre esse assunto, é só acessar a página do ICMBio na internet, no endereço icmbio.gov.br, na aba Consultas Públicas.

 

Nasi: Ele está presente na maior parte das roupas e é usado para curativos, limpeza da pele e em produtos de higiene.

 

Gabriela: Estamos falando do algodão.

 

Nasi: O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores do produto.

 

Gabriela: E as tecnologias de produção desenvolvidas aqui no país estão sendo levadas para o Mali, na África, num projeto da Agência Brasileira de Cooperação em parceria com a Embrapa.

 

Nasi: O repórter Nei Pereira está no país africano e conta como funciona essa parceria.

 

Repórter Nei Pereira: Exportar conhecimento da produção de algodão do Brasil para a África. Esse é o objetivo de um projeto que ensinou técnicas no Mali a um grupo de extensionistas rurais, que são profissionais responsáveis por repassar os conhecimentos aos agricultores. Eles aprenderam a fazer plantio direto, que aproveita restos das plantas para fertilização do solo e segurar a umidade da terra. A iniciativa também tem pesquisas nas áreas de melhoramento genético da semente do algodão e combate de pragas da lavoura por meio do controle biológico, sem uso de pesticidas. O coordenador de Cooperação Técnica Bilateral da Agência Brasileira de Cooperação para a África, Ásia, Oceania e Oriente Médio, Nelci Peres Caixeta, explica a importância dessa iniciativa do Brasil para esses países.

 

Coordenador de Cooperação Técnica Bilateral - Nelci Peres Caixeta: A gente percebe que o algodão é uma cultura de grande destaque na economia desses países. E, através de novas tecnologias, os países podem aumentar a sua produção, ter um rendimento maior para as famílias, para os agricultores, que, enfim, vai melhorar a vida dessas pessoas.

 

Repórter Nei Pereira: Só no Mali, cerca de 4 milhões de pessoas dependem do setor algodoeiro para o seu sustento. De Bamako, no Mali, África, Nei Pereira.

 

Gabriela: A região antártica é o principal regulador das temperaturas do planeta e o que acontece lá tem impacto no Brasil.

 

Nasi: As mudanças climáticas nas geleiras afetam nossa agricultura e a nossa economia, por exemplo.

 

Gabriela: E os interessados em estudar esses fenômenos e explorar a região antártica têm agora uma oportunidade.

 

Nasi: Estão abertas vagas de mestrado e doutorado para projetos na área.

 

Repórter Raíssa Lopes: Rodrigo Kerr ainda era estudante de Biologia Marinha na Universidade Federal do Rio Grande do Sul quando participou do primeiro grupo de pesquisas do Programa Antártico Brasileiro, o Proantar, que realiza expedições para explorar o local. Fez mestrado, doutorado, tornou-se professor universitário, sempre aprimorando o conhecimento da região. O professor conta sobre o projeto atual, do qual participa desde 2014.

 

Biólogo - Rodrigo Kerr: A gente realiza expedições de campo, realiza uma série de coletas de parâmetros químicos, físicos, biológicos, para fazer o monitoramento de algumas áreas e inferir sobre as alterações relacionadas às mudanças climáticas.

 

Repórter Raíssa Lopes: Para que o projeto continue e novos pesquisadores sejam formados, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, a Capes, junto com outros órgãos, abriu seleção para a concessão de 75 bolsas de graduação e pós-graduação. O diretor de Programas e Bolsas da Capes, Geraldo Nunes, fala da importância dessas bolsas.

 

Diretor de Programas e Bolsas da Capes - Geraldo Nunes: Os países precisam investir para adquirir conhecimento, que tem relação com mudanças climáticas, a interação desses continentes com a América do Sul, com correntes marítimas, interação mar-atmosfera, quer dizer, tem muita coisa.

 

Repórter Raíssa Lopes: Criado em 1982, o Proantar incluiu o Brasil no grupo de 29 países que definem o futuro da Antártida e do Oceano Austral. O objetivo é ampliar o conhecimento científico no continente gelado para compreender os fenômenos que acontecem lá e a influência deles sobre o território brasileiro. O pesquisador interessado deve acessar o edital no site do CNPq, no endereço cnpq.br, e se inscrever em um dos projetos disponíveis até a próxima segunda-feira, 8 de outubro. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite e um bom fim de semana.

 

Gabriela: Boa noite para você e até segunda.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".