05 DE DEZEMBRO DE 2018 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Informação para o combate à violência contra as mulheres. No momento da denúncia, vítimas vão responder a formulário para agilizar investigações. Prevenção contra o câncer. Estudo do Ministério da Saúde mostra atividades e condições de trabalho que podem causar a doença. E vamos falar do Prêmio Jovem Cientista, um incentivo a pesquisas inovadoras. Para o presidente Michel Temer, cientistas podem transformar um país.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quarta-feira, 5 de dezembro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia: informação para o combate à violência contra mulheres.

 

Gabriela: No momento da denúncia, vítimas vão responder a formulário para agilizar investigações. Eduardo Biagini.

 

Repórter Eduardo Biagini: No documento, ela vai dizer, por exemplo, se já foi ameaçada de morte, se o agressor usa drogas ou se tem armas. Esses dados vão permitir ações mais eficazes das autoridades.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Prevenção contra o câncer.

 

Nasi: Estudo do Ministério da Saúde mostra atividades e condições de trabalho que podem causar a doença.

 

Repórter Natália Koslyk: Dezenove por cento dos casos de câncer poderiam ser evitados controlando fatores de risco no ambiente de trabalho.

 

Gabriela: E vamos falar do Prêmio Jovem Cientista, um incentivo a pesquisas inovadoras.

 

Nasi: Para o presidente Michel Temer, cientistas podem transformar um país.

 

Presidente Michel Temer: A cura de doenças, uso sustentável de recursos naturais são horizontes daqueles que se dedicam à pesquisa.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente ao vivo na internet basta acessar: www.voz.gov.br .

 

Gabriela: Canal para denúncias de violência contra a mulher, o Ligue 180 recebeu mais de 72 mil denúncias só no primeiro semestre deste ano, sendo que 34 mil foram de agressões físicas.

 

Nasi: E agora, mais um passo foi dado para o combate a esse crime: a adoção de um formulário onde as autoridades poderão traçar um perfil do agressor.

 

Gabriela: O documento é resultado de uma parceria entre especialistas do Brasil e da União Europeia.

 

Repórter Eduardo Biagini: A auxiliar de serviços gerais, Patrícia Costa, de 29 anos, viveu com o companheiro por nove anos. Já no primeiro ano, surgiram as pequenas agressões, como puxões de cabelo, violência verbal e psicológica. Com o tempo, as agressões ficaram mais constantes e violentas, até chegar às surras de fato. Patrícia cansou e há quatro meses decidiu denunciar e começar uma nova vida.

 

Entrevistada - Patrícia: Eu vi, praticamente, a morte de frente. E foi aí que eu decidi não querer mais ele e denunciar ele.

 

Repórter Eduardo Biagini: Assim como Patrícia, milhares de mulheres sofrem com a violência doméstica. Para se ter uma ideia, em 2017, foram 2.749 tentativas de assassinato pelo simples fato de serem mulheres. Até outubro deste ano, o número subiu para mais de 5.600. Preocupados com as estatísticas, o Ministério dos Direitos Humanos, o Conselho Nacional do Ministério Público e o Conselho Nacional de Justiça decidiram reforçar o combate a esse tipo de violência e assinaram um acordo para difundir o uso de um formulário que será preenchido pela vítima no momento da denúncia. No documento, ela vai dizer, por exemplo, se já foi ameaçada de morte, se o agressor usa drogas ou se tem armas. De acordo com a delegada titular da Delegacia da Mulher do Distrito Federal, Sandra Melo, esses dados vão permitir ações mais eficazes das autoridades.

 

Delegada titular da Delegacia da Mulher do Distrito Federal - Sandra Melo: Esse formulário nós adotamos como forma piloto na Delegacia da Mulher, e ele permite a gente avaliar qual o grau de risco que essa mulher se encontra, no caso da delegacia, para que a gente possa entrar com medidas de proteção mais eficazes, como, por exemplo, até um pedido de prisão preventiva desse agressor para que essa violência seja interrompida imediatamente.

 

Repórter Eduardo Biagini: O formulário foi elaborado em cooperação por especialistas brasileiros e da União Europeia. O ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, disse que uma versão reduzida já está sendo aplicada às mulheres que procuram a Central Telefônica de Atendimento, o Ligue 180.

 

Ministro dos Direitos Humanos - Gustavo Rocha: Estamos, com esse formulário, podendo verificar qual a autoridade competente para a autuação, se é o Ministério Público, se é a Polícia Civil, se é a Polícia Militar, e tem se mostrado uma ferramenta extremamente eficaz.

 

Repórter Eduardo Biagini: De acordo com organismos de defesa dos Direitos Humanos, a violência doméstica não tem classe social e qualquer forma de agressão deve ser denunciada. O Ligue 180 é um serviço gratuito que funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano, em todo o país. Com locução de Eduardo Biagini e reportagem Cleide Lopes.

 

Nasi: Usuários de planos de saúde coletivos e empresariais vão poder trocar de operadora sem precisar cumprir carência.

 

Gabriela: A medida da ANS, Agência Nacional de Saúde Suplementar, foi publicada hoje.

 

Nasi: De acordo com o diretor de Normas e Habilitação de Produtos da ANS, Rogério Scarabel, a medida é uma demanda dos consumidores e entra em vigor a partir de junho de 2019.

 

Diretor de Normas e Habilitação de Produtos da ANS - Rogério Scarabel: Os beneficiários dos planos coletivos empresariais podem aderir com as contabilidades(F) de carência, né? O que antes só era permitido com [ininteligível] de planos individuais e os coletivos por adesão. Então, agora que você, por exemplo, é aposentado, demitido, ou mesmo peça demissão de uma empresa que possui seu plano empresarial, você pode migrar para um, para um plano individual, por exemplo, ou para um plano coletivo por adesão. Não tem mais a barreira, né?

 

Gabriela: O usuário só vai ter que cumprir carência para coberturas que não estavam previstas no plano de origem.

 

Nasi: Quase 20% dos casos de câncer têm relação com as condições de trabalho e a fatores ambientais, como a exposição a agrotóxicos, radiação e poeira de madeira e grãos.

 

Gabriela: É o que mostra um estudo do Ministério da Saúde divulgado nesta semana.

 

Nasi: O documento mostra ainda os fatores de risco e ajuda na criação de ações para promover a saúde dos trabalhadores.

 

Gabriela: E assim evitar as ocorrências da doença que já é a segunda principal causa de morte no Brasil.

 

Repórter Natália Koslyk: Quando criança, Arlindo Perini e os quatro irmãos trabalhavam com o pai numa lavoura de fumo, no interior do município de Nova Prata, no Rio Grande do Sul. Foram mais de dez anos cultivando a planta e manuseando altas quantidades de agrotóxico, motivo a que ele atribui o câncer descoberto no ano passado, já aos 58 anos. Doença que também acometeu o pai já falecido e dois de seus irmãos.

 

Entrevistado - Arlindo Perini: De manhã, lá para umas 9 horas, a gente começava com a máquina nas costas e passava veneno até meio-dia, para depois ir para o colégio, né? Era um dia sim e outro também, todo dia tinha que passar um pouco de veneno. Ah, eu devia ter eu acho que uns dez anos. Eu estava aplicando veneno de manhã, no meio do fumo, né? E eu desmaiei no meio desse fumo e depois eu não conseguia mais sentir o cheiro dele que me dava ânsia de vômito, né?

 

Repórter Natália Koslyk: De acordo com o atlas do câncer relacionado ao trabalho no Brasil, 19% dos casos de câncer poderiam ser evitados controlando fatores de risco no ambiente de trabalho, como agrotóxicos, poeiras orgânicas, metais e radiação. O documento traz informações sobre 18 tipos de cânceres ligados às atividades diárias dos trabalhadores e levanta 900 agentes cancerígenos. Tudo isso ajuda a nortear as ações e políticas públicas voltadas para a promoção da saúde do trabalhador, como explica a diretora de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Daniela Buosi.

 

Diretora de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde - Daniela Buosi: O que a gente procura a partir desse atlas é trazer uma informação de onde estão ocorrendo os óbitos por cânceres relacionados ao trabalho, quanto desses óbitos estão relacionados, têm uma fração atribuível ao trabalho, para que a gente possa, para além daquelas políticas públicas que já estão estabelecidas, organizar novamente a nossa rede de vigilância em saúde do trabalhador para atuar especificamente onde a gente ainda continua encontrando problemas.

 

Repórter Natália Koslyk: Em todo o país, mais de 200 Centros de Referência em Saúde do trabalhador realizam ações de vigilância, promoção e prevenção. Também existem ações específicas, como no caso dos agrotóxicos, como detalha a diretora Daniela Buosi, do Ministério da Saúde.

 

Diretora de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde - Daniela Buosi: Então o Brasil, há dez anos, é o maior mercado de agrotóxicos do mundo. Então a gente procurou estabelecer políticas públicas por meio de diretrizes diagnósticas e terapêuticas que elas procuram levar para o profissional de saúde a informação de como detectar precocemente, por exemplo, uma intoxicação por agrotóxico.

 

Repórter Natália Koslyk: Qualquer trabalhador também pode obter informações ou fazer denúncias por telefone para a Ouvidoria do Ministério da Saúde. O número é 136 e a ligação é gratuita. Reportagem: Natália Koslyk.

 

Nasi: Desenvolver a inovação científica para conservar a natureza e transformar a sociedade.

 

Gabriela: Foi esse o tema de trabalhos reconhecidos com o Prêmio Jovem Cientista.

 

Nasi: O prêmio foi criado há quase 40 anos para incentivar a pesquisa no país e é considerado um dos mais importantes reconhecimentos aos cientistas.

 

Gabriela: A cerimônia de entrega do prêmio foi realizada hoje, aqui em Brasília.

 

Repórter Pablo Mundim: Foi a partir de uma pequena ideia que a estudante do Rio Grande do Sul, Juliana Davoglio Estradioto, de 18 anos, conseguiu desenvolver um grande projeto. Usando a casca do maracujá, ela criou um plástico biodegradável que após usado se decompõe na natureza em apenas 20 dias.

 

Estudante - Juliana Davoglio Estradioto: Eu fiquei muito motivada a tentar propor uma solução, realmente, ecológica, né? Ambientalmente amigável, que foi uma alternativa a esses plásticos que são um dos vilões do nosso século.

 

Repórter Pablo Mundim: E por que não pesquisar um manejo comunitário no Amazonas e criar um modelo de preservação do maior peixe de escamas do mundo, o pirarucu? Este foi o projeto do pesquisador João Vitor Campos e Silva, da Universidade Federal de Alagoas. Ele explica como o estudo ajuda a comunidade a preservar e gerar desenvolvimento econômico e social.

 

Pesquisador - João Vitor Campos e Silva: O manejo do pirarucu é uma atividade que vem se destacando, porque além de gerar benefícios ecológicos fantásticos, ele também proporciona uma melhoria da qualidade de vida bastante pronunciável em termos econômicos e sociais.

 

Repórter Pablo Mundim: Pesquisas inovadoras e vencedoras do Prêmio Jovem Cientista que, neste ano, tratou sobre conservação da natureza e transformação social. Ao todo, foram mais de 1.500 pesquisas de todo o Brasil inscritas no prêmio, 9 foram selecionadas em 3 diferentes categorias. Para o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, os jovens cientistas são exemplo e esperança de desenvolvimento do país.

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: Que vocês, premiados, possam, efetivamente, servir de referência para todas aquelas crianças, adolescentes, jovens, universitários que perseguem como seu futuro uma profissão voltada à ciência.

 

Repórter Pablo Mundim: Durante a cerimônia de premiação realizada no Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer falou sobre uma das iniciativas que o governo apoia na área: o Projeto Sirius. É a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no país e que funciona como um grande microscópio que pesquisa a estrutura molecular, atômica e eletrônica dos mais diversos materiais.

 

Presidente Michel Temer: Você conhecer aquele projeto, você se sente otimista, você sente que o Brasil é um grande país. Nós que, muitas vezes, temos a mania do pessimismo, de desprestigiar o país, interna e externamente, quando você vai lá, você diz: o Brasil está ao lado das grandes missões do mundo.

 

Repórter Pablo Mundim: O Prêmio Jovem Cientista existe há 37 anos e é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e do CNPQ. Reportagem: Pablo Mundim.

 

Nasi: Dois bilhões de reais para projetos esportivos.

 

Gabriela: Ainda nesta edição, vamos falar da Lei de Incentivo ao Esporte.

 

Nasi: E como a vida de milhões de pessoas foi transformada com essa iniciativa.

 

Gabriela: O Brasil saiu de uma recessão para um período de retomada de crescimento.

 

Nasi: A afirmação foi feita pelos ministros Moreira Franco, de Minas e Energia, e Ronaldo Fonseca, da Secretaria Geral da Presidência da República.

 

Gabriela: Eles participaram hoje de uma entrevista feita por um jornal em São Paulo, onde falaram sobre as ações do governo que ajudaram a recuperar a situação econômica do país.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Na entrevista realizada pelo jornal O Estado de São Paulo, o ministro Ronaldo Fonseca destacou a recuperação econômica ocorrida nos últimos dois anos, em especial, a situação das contas públicas.

 

Ministro da Secretaria-Geral - Ronaldo Fonseca: O governo Temer está terminando com dados muito positivos, pegou com uma inflação alta de dois dígitos, né? Pegou com uma taxa Selic com mais de 14%, está deixando com 6,5%, uma inflação aí na base de 4%. Então, veja, são dados na economia muito importante para o momento que o Brasil está enfrentando.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Moreira Franco ressaltou o programa de parceria de investimentos. Segundo o ministro, ele foi o principal responsável pela injeção de R$ 236 bilhões na economia brasileira em 88 obras de infraestrutura. Já o Programa Avançar recuperou cerca de 7 mil obras paralisadas e trouxe R$ 130 bilhões em investimentos. O ministro Moreira Franco falou sobre as mudanças que possibilitaram os investimentos.

 

Ministro da Secretaria-Geral - Ronaldo Fonseca: Nós chamamos o Cade para criar um ambiente de concorrência adequado, do ponto de vista regulatório. O Tribunal de Contas para acompanhar e nos ajudar a definir as regras. Os editais eram todos feitos em inglês, espanhol e português. Os prazos de análise, que no passado você tinha 20, 30 dias, passaram a ser, no mínimo, cem dias entre a publicação do edital e a realização do leilão.

 

Entrevistado: Em inglês também, não?

 

Ministro da Secretaria-Geral - Ronaldo Fonseca: Em inglês também. Então o seguinte, quer dizer, foi uma mudança não só do ponto de vista financeiro, mas, sobretudo, do ponto de vista de restabelecer a segurança jurídica e a credibilidade do país.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Os ministros ainda falaram sobre a importância de o atual governo ter colocado em Pauta no Congresso Nacional uma proposta de reforma da previdência. Para eles, isso facilita que as mudanças sejam feitas num futuro próximo. Reportagem: Ricardo Ferraz.

 

Nasi: E a reforma da previdência é uma das prioridades do novo governo.

 

Gabriela: O presidente eleito Jair Bolsonaro reafirmou hoje que, no primeiro semestre do ano que vem, o Congresso deve começar a votar as alterações.

 

Repórter Gabriela Noronha: O presidente eleito Jair Bolsonaro voltou a falar que pretende aprovar a reforma da previdência nos primeiros seis meses de governo. Bolsonaro afirmou que a prioridade é aprovar primeiro a idade mínima para aposentadoria.

 

Presidente eleito - Jair Bolsonaro: Então vamos começar com essa ideia, pode mudar até lá, isso não quer dizer que houve recuo, é sinal que houve mais negociação, mas a ideia é começarmos pela idade, depois apresentarmos outras propostas.

 

Repórter Gabriela Noronha: Bolsonaro falou também sobre as prioridades de seu governo para a economia.

 

Presidente eleito - Jair Bolsonaro: O que nós queremos? Um juro mais baixo, uma inflação dentro dos limites. Queremos aqui aquilo que pode fazer a nossa economia andar. Nós queremos desburocratizar, desregulamentar.

 

Repórter Gabriela Noronha: Jair Bolsonaro recebeu, nesta quarta-feira, a Medalha do Pacificador com Palma do Exército. A honraria é concedida a militares que, em tempo de paz, tenham colocado a própria vida em risco por um ato de bravura. Em 1978, quando era do Exército, Bolsonaro impediu que um soldado se afogasse. Reportagem: Gabriela Noronha.

 

Nasi: Aulas de dança, artesanato, prática de esportes e tudo de graça.

 

Gabriela: Pois é, Nasi, esses são alguns dos atendimentos realizados pelo Suas, o Sistema Único de Assistência Social.

 

Nasi: E o objetivo é prevenir situações de risco social.

 

Repórter Carolina Graziadei: Após anos de uma vida agitada por conta do trabalho, a dona de casa Maria Aparecida Torres, de 66 anos, passou a ter uma rotina muito tranquila ao se aposentar. Trocou a cidade de Guarulhos, em São Paulo, pelo pequeno município de Andradas, Minas Gerais. Mas com a calmaria repentina vieram os primeiros sinais de depressão. Ao procurar ajuda, Maria Aparecida foi encaminhada para o Centro de Referência de Assistência Social, o Cras. Ela conta que o apoio dos profissionais da assistência social que atuam no serviço de convivência e fortalecimento de vínculos mudou sua vida por completo.

 

Dona de casa - Maria Aparecida Torres: No caso, estou no coral, no grupo de mulheres, na terceira idade e outras atividades aqui do Cras, o que, por sinal, me fez muito bem.

 

Repórter Carolina Graziadei: Já Rodrigo Paulino, de 15 anos, descobriu o gosto pelo esporte ao frequentar as aulas de caratê oferecidas no Cras. Duas vezes por semana, o estudante faz questão de não faltar às aulas. Rodrigo diz que a disciplina do esporte tornou ele mais responsável.

 

Estudante - Rodrigo Paulino: Ah, eu fiquei mais experiente, fiz novos amigos, fiquei mais comportado, mudei a postura, comecei a respeitar mais as pessoas para ser respeitado. Quero terminar até a faculdade. O sonho meu é a carreira militar.

 

Repórter Carolina Graziadei: A transformação da realidade de crianças e jovens por meio do esporte é um incentivo que move o professor de caratê Maquiel Inocêncio. Seu trabalho desenvolvido no Centro de Convivência o enche de orgulho. Para ele, pequenas atitudes podem mudar o futuro dos alunos.

 

Professor de caratê - Maquiel Inocêncio: A gente começa fazendo um trabalho, olhando sempre com esperança para essas crianças, sabendo que esses valores que, às vezes, foram perdidos com o tempo lá na frente vai ser essencial para uma entrevista de emprego, ou para uma, uma... um caráter dentro de uma empresa para qualquer coisa. Aqui eu estou podendo ensinar e podendo ajudar essas pessoas.

 

Repórter Carolina Graziadei: As atividades que Maria Aparecida e Rodrigo participam fazem parte dos atendimentos disponibilizados pelo Sistema Único de Assistência Social, o Suas. O serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos oferece trabalhos em grupos com atividades artísticas, culturais, de lazer e esportivas. As ações também incentivam os usuários a conversarem sobre suas vivências, além de prevenir situações de risco social. É o que explica a coordenadora-substituta do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do Ministério do Desenvolvimento Social, Késsia da Silva.

 

Coordenadora-substituta do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do Ministério do Desenvolvimento Social - Késsia da Silva: Eu acredito muito no serviço de convivência como estratégia para fazer as pessoas saírem de uma condição de baixa autoestima, de não reconhecimento das suas potencialidades para uma condição de empoderamento.

 

Repórter Carolina Graziadei: O serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos é oferecido nos Cras ou nos Centros de Convivência próximo a eles. O atendimento é gratuito e voltado a todas as faixas etárias. Reportagem: Carolina Graziadei.

 

Gabriela: Uma iniciativa que ajuda a formar campeões.

 

Nasi: Desde que foi criada, 11 anos atrás, a Lei de Incentivo ao Esporte já captou R$ 2 bilhões para projetos.

 

Gabriela: Só no ano passado, 1,2 milhão pessoas foram beneficiadas diretamente com os recursos captados.

 

Nasi: A lei permite que empresas e pessoas físicas invistam parte do que pagariam de imposto de renda em projetos esportivos aprovados pelo Ministério do Esporte.

 

Gabriela: A repórter Luana Karen vai contar para a gente de que forma a lei ajuda atletas, como Gabriel Medina, do surfe, e o Guga, do tênis, a mudar a vida das crianças que também querem chegar ao lugar mais alto do pódio.

 

Repórter Luana Karen: Aos 14 anos de idade, Caio da Costa Santos tem uma certeza na vida, o estudante quer ser atleta do surfe e já acumula prêmios, como o Campeonato Paulista e a primeira etapa do Brasileiro deste ano. Para chegar ao campeonato mundial, o morador de Maresias, no litoral paulista, treina no Instituto Gabriel Medina.

 

Estudante - Caio da Costa Santos: Eu quero ser atleta profissional de surfe, eu quero estar no WCT, poder tentar conquistar título mundial.

 

Repórter Luana Karen: O instituto começou a sair do papel quando Gabriel Medina se tornou o primeiro brasileiro campeão mundial de surfe em 2014. Após muito planejamento, preparação de equipe e construção da sede, o Instituto Gabriel Medina abriu as portas em fevereiro de 2017. Desde então, conta com recursos captados via Lei de Incentivo ao Esporte. Atualmente, o instituto oferece de graça a 33 jovens de 9 a 16 anos de idade a mesma estrutura que Medina tem na área técnica, física e médica, além de garantir aos atletas aulas de idiomas e informática. Orgulhoso, Gabriel Medina fala da importância da Lei de Incentivo para o projeto.

 

Campeão mundial de surfe - Gabriel Medina: Eles têm uma rotina de atletas, né? Que eles treinam, se alimentam bem, aprendem outra língua, que é o inglês, tem aula de informática. Ele tem, eles têm a vida que eu queria ter quando era criança. Acho que sem a Lei do Incentivo ia ser muito difícil a gente manter o nosso instituto do jeito que tem sido mantido.

 

Repórter Luana Karen: O diretor do Departamento de Incentivo e Fomento ao Esporte, Leonardo Castro, explica que o ministério atua tanto selecionando projetos que atendam aos requisitos legais quanto fiscalizando a aplicação dos recursos.

 

Diretor do Departamento de Incentivo e Fomento ao Esporte - Leonardo Castro: Então a gente monitora o desenvolvimento dos projetos, o Ministério do Esporte, ele não libera todos os recursos de uma vez só, normalmente é liberado de 50% do valor captado, e o proponente, ele tem que apresentar uma prestação de contas parcial, que é analisada, para saber se ele está cumprindo o objetivo que ele propôs, que ele está chegando pelo menos perto das metas que ele se comprometeu junto ao ministério. E após essa análise e aprovação que é liberado o restante do recurso, os outros 50%. E no final do projeto, ele tem 60 dias para apresentar a prestação de contas final.

 

Repórter Luana Karen: Em Santa Catarina, enquanto a bola pinga de um lado para outro da quadra, o tenista Gustavo Kuerten sustenta o sorriso largo que o caracteriza. O tricampeão de Roland Garros e ex-número 1 do mundo mantém na capital catarinense um projeto apoiado pela Lei de Incentivo ao Esporte. Ao todo, 700 crianças e adolescentes e 20 pessoas com deficiência participam de atividades esportivas, oficinas culturais e têm à disposição profissionais, como psicólogos e pedagogos no horário contrário ao da escola. Para Guga, a Lei de Incentivo ao Esporte dá segurança para a continuidade do projeto.

 

Tenista - Gustavo Kuerten: Acredito que a Lei de Incentivo, hoje, dá muita segurança, em termos de perspectiva para o futuro, porque é algo já sacramentado e homologado, consagrado, eu diria. E, consequentemente, o benefício maior é das crianças, eles que recebem isso na ponta final para usufruir da alegria, da felicidade também, dos desafios que são impostos, das frustrações que aparecem.

 

Repórter Luana Karen: Por ano, o Ministério do Esporte calcula que cerca de 400 projetos recebam recursos via Lei de Incentivo. Quem tiver interesse em apoiar algum deles, pode verificar como fazer e a lista dos projetos na página do ministério na internet em: www.esporte.gov.br . Reportagem: Luana Karen.

 

Nasi: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com Minuto do TCU, e em seguida as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".