07 DE MARÇO DE 2019 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Militares vão participar da Nova Previdência. Em evento da Marinha no Rio de Janeiro, presidente Jair Bolsonaro afirma que proposta vai respeitar características do Exército, Marinha e Aeronáutica. Cai número de acidentes e mortes nas rodovias federais durante o Carnaval. E vamos dar os detalhes sobre a operação da Funai para evitar conflitos entre indígenas que vivem isolados na Amazônia.

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Transcrição

Apresentador Luciano Seixas: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Luciano: Boa noite pra você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quinta-feira, 7 de março de 2019.

 

Luciano: E vamos ao destaque do dia. Militares vão participar da nova previdência.

 

Gabriela: Em evento da Marinha, no Rio de Janeiro, presidente Jair Bolsonaro afirma que proposta vai respeitar características do Exército, Marinha e Aeronáutica.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Entraremos, sim, numa nova previdência, que atingirá os militares, mas não deixaremos de lado, não esqueceremos as especificidades de cada força.

 

Luciano: E você também vai ouvir na Voz do Brasil.

 

Gabriela: Cai o número de acidentes e mortes nas rodovias federais durante o Carnaval. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: O feriado teve queda de 24% nos acidentes e 19% no número de mortos. Daqui a pouco eu volto com mais informações.

 

Luciano: E vamos dar os detalhes sobre a operação da Funai para evitar conflitos entre indígenas que vivem isolados na Amazônia.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Luciano Seixas.

 

Luciano: E para assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar: www.voz.gov.br .

 

Gabriela: Os militares possuem um papel importante para o país, principalmente na segurança nacional.

 

Luciano: A afirmação é do presidente Jair Bolsonaro, que participou de um evento no Rio de Janeiro para comemorar os 211 anos de criação do Corpo de Fuzileiros Navais.

 

Gabriela: O presidente falou que conta com as Forças Armadas na missão de mudar o Brasil.

 

Luciano: E afirmou que os militares vão fazer parte da nova previdência.

 

Repórter Maurício de Almeida: Fuzileiro naval é um militar que atua exclusivamente em combate. É diferente de um marinheiro, que também desempenha funções na rotina da embarcação. O Corpo de Fuzileiros Navais comemorou nesta quinta-feira 211 anos de criação. Na cerimônia, o comandante da Marinha, Ilques Barbosa, falou sobre a atuação dos fuzileiros navais do Brasil.

 

Comandante da Marinha - Ilques Barbosa: A prontidão da nossa tropa anfíbia garante seu caráter [ininteligível] e poder de projeção de força sobre terra, atuando de forma inconteste para a defesa da nossa soberania e dos interesses do Brasil.

 

Repórter Maurício de Almeida: O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, lembrou a participação dos fuzileiros navais em momentos importantes para a história do Brasil e falou sobre a importância deles para a defesa nacional.

 

Ministro da Defesa - Fernando Azevedo e Silva: A disponibilidade de uma tropa profissional, como o nosso Corpo de Fuzileiros Navais, proporciona grande tranquilidade e segurança por saber que o Brasil contará com o que há de melhor na defesa dos seus interesses, onde e quando se fizer necessário.

 

Repórter Maurício de Almeida: No fim da cerimônia, Jair Bolsonaro discursou. Ele disse que tem a missão de valorizar o Exército, a Marinha e a Aeronáutica.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Eu quero é vocês conversando, ouvindo, debatendo e, em especial, [ininteligível] da Defesa, uma retaguarda jurídica, para que vocês possam bem exercer o seu trabalho, em especial, nas missões extraordinárias da tropa. O que eu quero aos senhores é sacrifício também. Entraremos, sim, numa nova previdência, que atingirá os militares, mas não deixaremos de lado, não esqueceremos as especificidades de cada força.

 

Repórter Maurício de Almeida: O presidente Jair Bolsonaro também falou sobre o que deseja para o Brasil.

 

Presidente Jair Bolsonaro: O que eu mais quero para o Brasil é integrá-lo ao primeiro mundo de fato, de modo que, com as nossas riquezas e com o povo maravilhoso que temos ao nosso lado, colocá-lo no lugar de destaque que ele merece no mundo.

 

Repórter Maurício de Almeida: Segundo a Marinha, até 2030, o Corpo de Fuzileiros Navais deve se consolidar como força estratégica de pronto emprego. Como integrante da Marinha do Brasil, o corpo vai garantir prontidão operativa ao poder naval e permitir a ampliação das possibilidades de atuar eficazmente em qualquer região de interesse. Reportagem: Maurício de Almeida.

 

"Nova previdência. É para todos, é melhor para o Brasil".

 

Gabriela: E a gente ouviu agora há pouco o presidente Jair Bolsonaro falando da nova previdência para os militares.

 

Luciano: E, pelas redes sociais, ele afirmou que os avanços necessários ao Brasil dependem da aprovação da nova previdência.

 

Gabriela: Segundo o presidente, com a reforma, o país vai ter condições de estabilizar as contas, potencializar investimentos, viabilizar a reforma tributária e enxugar ainda mais a máquina pública.

 

Luciano: O presidente disse ainda que a proposta da nova previdência, elaborada pela equipe econômica, segue os padrões mundiais, que combate privilégios, como a aposentadoria especial para políticos.

 

Gabriela: Desde que a proposta foi apresentada, a Voz do Brasil vem colocando no ar reportagens que explicam os pontos principais da nova previdência.

 

Luciano: Hoje, você vai saber como vão funcionar as regras de transição para os servidores públicos.

 

Repórter Ricardo Ferraz: A nova previdência prevê que os funcionários que ingressarem no serviço público depois da reforma se aposentarão seguindo as mesmas regras do regime geral. Haverá um período de transição para quem ainda está na ativa. No primeiro ano, os servidores poderão se aposentar quando o tempo de contribuição e a idade somarem 96 pontos. Por exemplo, pode se aposentar com vencimentos integrais um servidor com 61 anos de idade e 35 anos de contribuição. Para as mulheres, a soma deve chegar a 86 pontos. A partir daí, será acrescido 1 ponto por ano, até chegar aos 105 anos para homens e 100 para as mulheres. Ao final da transição, o sistema prevê que os servidores públicos se aposentarão com a mesma idade mínima que o regime geral, 62 anos para as mulheres e 65 para os homens. O tempo mínimo de contribuição será de 25 anos e os futuros servidores terão que cumprir um tempo mínimo de dez anos no serviço público e de cinco anos no mesmo cargo. Quem quiser receber um benefício acima do teto, hoje estabelecido em R$ 5.839,45, terá de contribuir com um sistema complementar. Para o economista e consultor Fabio Klein, a reforma acaba com distorções do sistema.

 

Economista - Fabio Klein: O regime próprio dos setores públicos, ele acabou gerando, ao longo dos anos, uma série de tratamentos diferenciados, privilegiados, que geram um déficit por beneficiado muito maior do que o do regime geral da previdência. Então, existe o entendimento de uma injustiça de regras. Então, as propostas vão no sentido de tentar reduzir esses privilégios e convergir as regras do sistema geral e do sistema público.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Pelas regras em vigor, funcionários que ingressaram no setor público antes de 2003 contribuem com 11% do salário e se aposentam com o salário integral. Servidores contratados depois desse período, se aposentam com 80% dos seus maiores salários. A nova previdência prevê alíquotas que aumentam de acordo com o salário do servidor e podem variar de 7,5% para quem ganha um salário mínimo até 16,79% para quem recebe acima de R$ 39 mil por mês. O professor de economia da Universidade de São Paulo, Paulo Tafner, diz que a reforma cumpre o papel de acabar com privilégios.

 

Professor de Economia - Paulo Tafner: Sob a minha ótica, o primeiro imperativo é tornar o sistema mais justo, reduzir os privilégios que abundam no nosso sistema. Um trabalhador comum recebe R$ 1.200 e um marajá do setor público recebe R$ 35 mil, R$ 40 mil. Isso é um absurdo no sistema público, o sistema público não pode ter essa iniquidade. Então, atacou os privilégios.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Para entrar em vigor, a reforma da previdência precisa ser aprovada em votação de dois turnos na Câmara dos Deputados e no Senado, com voto de três quintos dos deputados e senadores. Reportagem: Ricardo Ferraz.

 

Gabriela: E ao conversar com a população ao vivo numa rede social, agora há pouco, o presidente voltou a falar sobre a importância da nova previdência.

 

Luciano: Ele destacou que a proposta do governo é acabar com privilégios e garantir mais recursos para investimentos em saúde, educação e segurança.

 

Presidente Jair Bolsonaro: O parlamentar vai se aposentar com o teto do INSS, em torno de R$ 5.800. Assim, as demais categorias. E nós, não é porque eu quero, nós precisamos fazer uma reforma da previdência, afinal de contas, ela está mais do que deficitária. E nós não queremos que, no futuro, o Brasil se transforme numa Grécia, onde chegou-se ao fundo do poço na questão econômica. E nós pretendemos, sim, aprovar essa reforma que está lá. Se bem que o Parlamento é soberano para fazer qualquer possível alteração, só esperamos que ela não seja muito desidratada, para que atinja realmente o seu objetivo e sobrem recursos para nós investirmos em emprego, em segurança, em saúde, em educação. É isso que nós pretendemos com a nova reforma da previdência, que sabemos que desagrada algumas pessoas, sim, mas vamos combater os privilégios e vamos [ininteligível] o Brasil no rumo do crescimento.

 

Gabriela: O presidente também comentou as próximas viagens que deve fazer aos Estados Unidos, Israel e Chile. Segundo ele, deve trazer acordos importantes e concretos para o país.

 

Luciano: Ao final, o presidente Jair Bolsonaro informou que, a partir de hoje, deve se pronunciar ao vivo nas redes sociais toda semana, às quintas-feiras, às 18h30min.

 

Gabriela: Para o presidente, é uma oportunidade de conversar com os brasileiros, acompanhado de ministros e respondendo dúvidas da população.

 

Luciano: E se você quiser ouvir as outras reportagens que já foram ao ar aqui na Voz do Brasil sobre a nova previdência, basta acessar redenacionalderadio.com.br.

 

Gabriela: Todo Carnaval tem seu fim, e o deste ano terminou com menos acidentes e mortes no trânsito, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal.

 

Luciano: A Operação Carnaval começou na sexta-feira que antecedeu o feriado e foi até ontem, com foco na fiscalização de embriaguez ao volante, excesso de velocidade e ultrapassagens proibidas.

 

Gabriela: E o repórter Pablo Mundim traz um balanço da situação das principais rodovias do país nesse período. Boa noite, Pablo. Qual o resultado dessa operação?

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Boa noite, Gabriela, Luciano e principalmente a você, ouvinte da Voz do Brasil. Caiu o número de acidentes e mortes nas estradas durante o Carnaval deste ano. De acordo com o balanço da Operação Carnaval 2019, divulgada há pouco pela Polícia Rodoviária Federal, houve queda de 24% no número de acidentes e 19% no número de óbitos durante o feriadão. Para falar sobre estas estatísticas, eu converso com o porta-voz da PRF, Anderson Poddis. Boa noite, Anderson. Essa queda no número de acidentes e mortes durante esses seis dias de operação foi significativa?

 

Porta-voz da PRF - Anderson Poddis (ao vivo): Boa noite, Pablo, boa noite, ouvinte da Voz do Brasil. Realmente é uma queda significativa, a gente fala de 24% no número de acidentes e principalmente 19% no número de mortos, isso representa vidas poupadas. Mas, a gente também precisa lembrar que, por trás dos números frios, nós temos vidas que foram perdidas. Então a PRF, ela registrou, infelizmente, após esses seis dias de operação, 83 vidas perdidas no trânsito. E isso demonstra que há um caminho ainda a ser seguido para a construção de um trânsito seguro, e esse caminho, ele passa principalmente por uma mudança de comportamento.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): E, Anderson, muitos motoristas ainda insistem em dirigir embriagados?

 

Porta-voz da PRF - Anderson Poddis (ao vivo): Insistem, Pablo, insistem. E esse é o ponto da mudança de comportamento que eu me referia, né? Não são poucas as campanhas e avisos que foram dados a respeito dos riscos de se dirigir embriagado, e mesmo após todos esses avisos, a PRF registrou nesses seis dias de operação 1.959 pessoas dirigindo sob efeito de álcool. E a embriaguez ao volante, junto com outras infrações, ela é responsável por um grande número de acidentes e por um grande número de mortes.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): O senhor falava em mudança de consciência do motorista. Em relação ao uso do cinto de segurança, quais foram os resultados?

 

Porta-voz da PRF - Anderson Poddis (ao vivo): O cinto também é um fator preocupante. Assim como o cinto de segurança, o não uso do capacete, o transporte de uma criança sem o dispositivo adequado, apesar dele não contribuir para a ocorrência do acidente, ele tem um fator definitivo na gravidade do acidente, quando esse acidente acontece, porque essa pessoa, ela está desprotegida. E somente quando a gente fala de cinto de segurança foram mais de 5.200 pessoas flagradas sem esse dispositivo. É um número ainda extremamente alto e demonstra a necessidade da consciência e de que as pessoas assumam o seu papel na construção de um trânsito seguro, por meio de uma mudança comportamental.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): A Operação Carnaval 2019 foi encerrada, mas a Operação Rodovida continua?

 

Porta-voz da PRF - Anderson Poddis (ao vivo): A Operação Carnaval encerrou, a Rodovida continua e, após o término da Operação Rodovida, o ano continua, e a PRF, ela vai continuar trabalhando para gerar mais segurança no trânsito, para ampliar a segurança viária e para que, ao final desse ano, nós possamos ter aí índices tão positivos quanto nós obtivemos agora na Operação Carnaval 2019.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Obrigado pela entrevista, Anderson. Bom trabalho.

 

Porta-voz da PRF - Anderson Poddis (ao vivo): Obrigado, Pablo, boa noite a todos.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Além da fiscalização, a PRF também realizou ações educativas. Mais de 21.200 pessoas participaram de vídeos e palestras de conscientização em todo o Brasil. Luciano e Gabriela.

 

Gabriela: Obrigada, Pablo Mundim, pelas informações ao vivo aqui na Voz do brasil.

 

Luciano: Uma expedição na Floresta Amazônica, para evitar conflitos entre indígenas.

 

Gabriela: Daqui a pouco você vai ouvir detalhes da ação da Funai e os cuidados para manter contato com indígenas que vivem isolados na Amazônia.

 

Luciano: O tráfego na BR-163 foi liberado em mais um sentido, agora na direção norte.

 

Gabriela: Ontem, a rodovia foi liberada no sentido de quem está indo para o Centro-Sul do país, em direção a Cuiabá. Hoje, o governo liberou o fluxo na direção oposta.

 

Luciano: A repórter Graziela Mendonça está aqui no estúdio e conta pra gente as novidades. Boa noite, Graziela. A situação, aos poucos, está voltando ao normal, não é isso?

 

Repórter Graziela Mendonça (ao vivo): Boa noite, Luciano, Gabriela e ouvintes da Voz do Brasil. É isso mesmo. Desde a semana passada, o governo vem fazendo um esforço concentrado para recuperar a BR-163 nos trechos prejudicados pela chuva, entre os municípios de Novo Progresso e Moraes Almeida, no Pará. As obras não param por lá, viu? Hoje começou a ser liberado o fluxo na rodovia no sentido norte, ou seja, de quem está indo em direção ao Pará, caminhões carregados que levam safra do Mato Grosso até os portos de Miritituba e Santarém. Ontem, já tinha sido liberado o fluxo no sentido sul, descendo dos portos. Então, quer dizer que, aos poucos, a situação vai se normalizando. Hoje, a gente conversou com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, que esteve acompanhando a situação de perto.

 

Ministro da Infraestrutura - Tarcísio Gomes de Freitas: Hoje não foi necessário fazer mais bloqueios, então o tráfego estava liberado ontem no sentido sul e hoje foi liberado no sentido norte. Nós já conseguimos liberar aí quase mil carretas, com condição de trafegabilidade, com condição de segurança. Então, a gente pôde atestar que os serviços de manutenção da via foram feitos, a via está suportando o tráfego, caminhões estão seguindo aí para Miritituba, a gente já vai poder voltar a carregar no Mato Grosso, então a normalidade está sendo restabelecida.

 

Gabriela: É um esforço integrado do governo, né, Graziela?

 

Repórter Graziela Mendonça (ao vivo): Sim, Gabriela. Estão reunidos neste esforço o Exército, Dnit, Polícia Rodoviária Federal. Desde o início dos bloqueios, as tropas distribuíram água e comida para os motoristas que ficaram presos. Só ontem, foram 800 refeições e 17 mil litros de água. A equipe da PRF também recebeu reforços de policiais e de veículos, que estão ajudando a controlar o tráfego na região.

 

Luciano: E, Graziela, a gente sabe que as chuvas nessa região vão continuar até o mês que vem. Como que vai ficar o tráfego na BR? Tem alguma mudança?

 

Repórter Graziela Mendonça (ao vivo): Então, Luciano. Segundo o Dnit, por enquanto, a liberação das carretas será feita em sentido único, alternando entre quem passa numa mão e em outra. O tempo de parada vai variar de acordo com o fluxo dos veículos em cada sentido. Essa situação vai permanecer assim até que a trafegabilidade da BR seja totalmente retomada. Ah, e hoje saiu uma portaria da Polícia Rodoviária Federal informando que vão ter bloqueios controlados na rodovia até o fim de abril, que é quando deve parar de chover tanto. O objetivo é evitar que a situação se repita. Segundo a PRF, no Mato Grosso, serão dois pontos de bloqueio, nos municípios de Santa Helena e Guarantã do Norte. No Pará, o ponto será em Novo Progresso. Os horários e o tempo desses bloqueios ainda vão ser definidos após avaliação e informados aos caminhoneiros.

 

Gabriela: E, Graziela, a ideia é que no ano que vem não tenha mais esses problemas, não é mesmo?

 

Repórter Graziela Mendonça (ao vivo): Exatamente, Gabriela. A previsão do governo é concluir as obras de pavimentação da BR até o final desse ano. Isso é importante, porque, como a gente já disse aqui na Voz, essa rodovia é estratégica para o país, principalmente para o escoamento da nossa produção. Só este ano, são 3 milhões(F) de toneladas a mais passando por essa via. O fluxo de caminhões esse mês chegou a mais de 3.500. Gabriela, Luciano.

 

Luciano: Obrigado, Graziela, pelas informações ao vivo para a Voz do Brasil.

 

Gabriela: Para evitar conflitos entre indígenas que vivem isolados, a Funai, Fundação Nacional do Índio, promove uma expedição no Vale do Javari, no extremo oeste do estado do Amazonas.

 

Luciano: É uma das maiores terras indígenas demarcadas do país, com mais de 8 milhões de hectares, e a região com maior concentração de povos indígenas isolados com registro.

 

Gabriela: A expedição começou no último domingo. Uma equipe com cerca de 30 pessoas está acampada na região.

 

Luciano: Além de monitorar possíveis conflitos entre as etnias locais, eles também vão levar atendimento de saúde aos povos indígenas, caso necessário.

 

Gabriela: A repórter Gabriela Noronha conversou com Marco Aurélio Milken, coordenador da Política de Proteção e Localização de Índios Isolados da Funai, sobre os detalhes desta ação. Vamos ouvir.

 

Repórter Gabriela Noronha: Marco Aurélio, por que a Funai está fazendo essa expedição?

 

Coordenador de Política de Proteção e Localização de Índios Isolados - Marco Aurélio Milken: Na verdade, essa expedição, ela está sendo planejada aí pela Funai há mais de um ano, localizada lá na terra indígena Vale do Javari, no estado do Amazonas, onde se concentra a maior quantidade de registros de povos indígenas isolados. E, dentro desse planejamento, a Funai, há algum tempo, ela está sendo demandada pelas etnias Matis e Korubo, para efetuar essa expedição, que é um deslocamento terrestre e também pelo rio, buscando aí promover o monitoramento desses povos.

 

Repórter Gabriela Noronha: Quantas pessoas estão participando? São vários órgãos envolvidos?

 

Coordenador de Política de Proteção e Localização de Índios Isolados - Marco Aurélio Milken: Sim. Além da Funai, nós temos aí a participação da Sesai, do Exército Brasileiro, da Polícia Federal e da própria Polícia Militar do Estado do Amazonas também, em uma movimentação que é bastante ampla e que não é configurada apenas por essa expedição em si, mas também pelas ações de proteção territorial que estão sendo executadas aí para que os ilícitos possam ser coibidos.

 

Repórter Gabriela Noronha: Como que funciona na prática? Que tipo de ações serão feitas?

 

Coordenador de Política de Proteção e Localização de Índios Isolados - Marco Aurélio Milken: Na verdade, essa expedição começou muito antes de domingo, até com o deslocamento das equipes para a região. E essa equipe então se desloca pra região, com embarcações, inclusive uma embarcação de médio porte, faz a entrada na terra indígena Vale do Javari e atinge o Rio Coari, que é a região onde a ação se desenvolve. E lá então é montado um acampamento, toda uma estrutura é montada, com a preocupação específica de fornecer as condições para que, caso o contato venha a ocorrer, o Estado Brasileiro possa fornecer as condições de atendimento de saúde. A gente tem que lembrar que esses povos isolados, eles não têm as defesas imunológicas no organismo para um contato. Caso o contato venha a acontecer então, a ação de saúde, nesse primeiro momento, ela é fundamental.

 

Repórter Gabriela Noronha: Marco Aurélio, você falou que foi uma expedição requisitada também pelos índios, né? Existe um conflito na área? A ideia é apaziguar esse conflito?

 

Coordenador de Política de Proteção e Localização de Índios Isolados - Marco Aurélio Milken: Foi uma expedição demandada tanto pelos indígenas Matis quanto pelos Korubo, que já têm o contato com a sociedade nacional. Então, esses indígenas que já foram contatados têm apresentado à Funai a demanda de reencontrar seus parentes. E, por sua vez, os Matis, eles demandam que a Funai participe desse processo, para evitar qualquer tipo de encontro, digamos assim, no interior da mata, que possa gerar algum tipo de situação conflituosa. Então, o papel da Funai é um papel justamente de intermediação nesse ponto. A Funai vai promover as condições para que os Korubo busquem os seus parentes, que estão... A gente trabalha na promoção dos direitos dos povos indígenas e, dentre eles, também o direito dos povos indígenas isolados de se manterem em isolamento.

 

Repórter Gabriela Noronha: Certo, Marco Aurélio. E até quando vai essa expedição?

 

Coordenador de Política de Proteção e Localização de Índios Isolados - Marco Aurélio Milken: Nós temos aí um planejamento de equipes por todo o ano. Essa primeira equipe, ela tem a previsão aí de estar em campo entre 30 e 45 dias. Tudo vai depender do desenvolvimento dos trabalhos, né? E posteriormente a gente vai ter equipes que vão se alternando, no decorrer do ano, para garantir essa presença.

 

Repórter Gabriela Noronha: Esse foi Marco Aurélio Milken, Coordenador de Política de Proteção e Localização de Índios Isolados da Funai. Obrigada, Marco Aurélio, pela entrevista pra Voz do Brasil.

 

Coordenador de Política de Proteção e Localização de Índios Isolados - Marco Aurélio Milken: Obrigado.

 

Luciano: A Força Nacional de Segurança Pública vai atuar na região metropolitana de Belém, no Pará, por 90 dias.

 

Gabriela: A força vai dar apoio aos órgãos de segurança pública paraenses nas ações de policiamento ostensivo, polícia judiciária e perícia forense.

 

Luciano: O efetivo da força também vai atuar em atividades de preservação da ordem pública, de proteção às pessoas e ao patrimônio.

 

Gabriela: E no Ceará, a participação da Força Nacional foi prorrogada por 45 dias, atendendo a um pedido do governo local.

 

Luciano: O estado viveu uma onda de violência no início do ano.

 

Gabriela: E a Força Nacional está no Ceará exercendo atividades de guarda, vigilância e custódia de presos desde o dia 21 de janeiro.

 

Luciano: O Ministério de Minas e Energia divulgou o cronograma completo dos leilões de energia elétrica até 2021. Serão dois leilões para contratação de energia gerada por novos empreendimentos a cada ano. Além disso, serão realizados certames para compra de energia proveniente de empreendimentos já existentes, que acontecerão uma vez em 2019, 2020 e 2021.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Luciano: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Luciano: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite pra você e até amanhã.

 

"Governo federal. Pátria amada, Brasil".