07 DE JUNHO DE 2017

E vamos ao destaque do dia: R$190 bilhões em crédito para agricultura brasileira. E além de mais recursos o presidente Michel Temer anuncia juros mais baixos para o setor que ajudou a tirar o país da recessão. 1 ano da lei que determina o transporte de órgãos pela FAB.

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Transcrição



 
A VOZ DO BRASIL - 07/06/2017

 

 

Apresentador Airton Medeiros: Em Brasília, 19h00.

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje. Olá, boa noite.

 

Airton: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quarta-feira, 7 de junho de 2017.

 

Airton: E vamos ao destaque do dia: R$ 190 bilhões em crédito para a agricultura brasileira.

 

Gabriela: E, além de mais recursos, o presidente Michel Temer anuncia juros mais baixos para o setor que ajudou a tirar o país da recessão.

 

Presidente Michel Temer: Vocês dão uma injeção de otimismo no nosso país. E é com esta alma desta animação, não é, com este vigor, com esta revitalização que nós vamos conduzir o governo até 31 de dezembro de 2018.

 

Airton: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje...

 

Gabriela: Agricultores familiares de orgânicos recebem incentivos para levar seus produtos a todo o país e ao mundo.

 

Airton: Um novo aplicativo vai ajudar a preservar nossas nascentes e garantir água no futuro.

 

Gabriela: E vamos fazer o balanço de um ano da lei que determina o transporte de órgãos pela FAB, lei que salva-vidas como a da Ana Júlia, de apenas nove anos.

 

Criança Transplantada - Ana Júlia Aleixo: Eu agradeço muito todos os dias. Eu agradeço a Deus por ter me dado esse coração.

 

Airton: A Voz do Brasil de hoje, na apresentação de Gabriela Mendes e Airton Medeiros.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Airton: A agropecuária foi a maior responsável pelo crescimento de 1% do PIB, que é o Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas pelo país.

 

Gabriela: O número, divulgado na última semana, é referente aos três primeiros meses deste ano e tem um significado especial para a economia do Brasil porque encerrou dois anos seguidos de recessão, a maior da nossa história.

 

Airton: Pois é, Gabriela, e um setor tão estratégico para o país tem reconhecimento do governo.

 

Gabriela: Para produzir e gerar mais empregos, os produtores vão ter mais de R$ 190 bilhões em crédito. É o maior volume de recursos da história para financiar a agropecuária brasileira.

 

Repórter João Pedro Neto: Com o Plano Agrícola e Pecuário, médios e grandes produtores poderão acessar os mais de R$ 190 bilhões disponíveis em crédito rural para a compra de fertilizantes, máquinas, equipamentos e seguro da produção. O presidente Michel Temer disse que o governo tem dedicado prioridade ao setor.

 

Presidente Michel Temer: Eu não preciso dizer o quão é moderna a nossa agropecuária. Ela é sinônimo de pesquisa, de inovação, de eficiência. E aí é que gera emprego, crescimento e renda, não é? É interessante como a agricultura, ela é geradora também do desenvolvimento industrial, como também é fator de segurança alimentar para o país e para o mundo, daí o sentido de prioridade que o nosso governo dedica ao campo.

 

Repórter João Pedro Neto: São várias linhas de financiamento e de crédito que incluem também inovação e tecnologia, modernização da frota e a armazenagem, todas com juros entre um e dois pontos percentuais mais baixos do que nos anos anteriores. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, destacou que o setor é o que mais tem contribuído com a retomada da economia do país.

 

Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Blairo Maggi: O que nós agricultores, pecuaristas, homens ligados ao agronegócio, consigamos junto com a agricultura familiar cada vez mais fazer esse país um país agrícola, um país que produz alimentos, um país que exporta para mais de 150, 160 países mundo afora produtos de qualidade.

 

Repórter João Pedro Neto: O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, João Martins, afirmou que o governo consegue oferecer boas condições de financiamento para o período de 2017 e 2018.

 

Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - João Martins: O apoio à produção e à pecuária se faz por meio de condições mais favorecidas de crédito e é uma das políticas públicas mais eficientes e racionais do estado brasileiro.

 

Repórter João Pedro Neto: Um reforço para agricultores de todo o Brasil, como o Vilson Thomas, que produz, beneficia e comercializa cerca de 33 mil toneladas de grãos por ano em um complexo agroindustrial do Distrito Federal. Ele já usou recursos do programa e diz que os financiamentos ajudam a produzir.

 

Produtor Rural - Vilson Thomas: Esse dinheiro, ele é estritamente para nós fazer as compras de sementes, fertilizantes, produtos químicos, etc., para a safra seguinte. E aí você faz bons negócios com dinheiro na frente.

 

Repórter João Pedro Neto: A agropecuária responde por mais de 20% de tudo que é produzido no país e por cerca de metade das exportações. A safra que se encerra é a maior da história: mais de 230 milhões de toneladas de grãos. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Airton: É, e para falar mais do Plano Agrícola e Pecuário a gente recebe aqui no estúdio da Voz do Brasil, ao vivo, Neri Geller, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. Secretário, boa noite.

 

Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura - Neri Geller: Boa noite.

 

Airton: Secretário, vamos começar falando das taxas de juros. Foi anunciado que os juros para os financiamentos do plano vão ser menores. Quais vão ser as taxas para essa edição do plano?

 

Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura - Neri Geller: Airton, nós tivemos um avanço bastante importante. O produtor que está nos ouvindo nesse momento sabe da importância disso. Nós conseguimos, mesmo com muita dificuldade, com muita dificuldade no espaço fiscal, avançar junto à equipe econômica para reduzir o custeio de 9,5% para 8,5%. Conseguimos reduzir de forma significativa também no programa de investimento. Os programas de investimentos, no caso do Moderfrota, que financia trator, colheitadeira, máquina, enfim, para fazer com que a produção avance no campo, ela reduziu também 1%, e aumentamos o volume de R$ 5 bilhões para R$ 9,2 bilhões. Então, esse foi um avanço importante. Além disso, nós priorizamos alguns outros programas que são importantes do ponto de vista da sustentabilidade para a produção continuar avançando, tendo em vista que esse ano nós crescemos 23%, 48 milhões de toneladas nós avançamos na produção. E, com isso, têm alguns programas que precisavam ter prioridade. Nós priorizamos o programa de armazenagem para ajudar a questão da logística e este programa desceu a taxa de juros de 8,5% para 6,5% e com 15 anos para que os produtores, as cooperativas e também as cerealistas pudessem acessar esse recurso e fazer a armazenagem.

 

Gabriela: E, secretário, como é que os produtores podem ter acesso a esse financiamento? Quem eles devem procurar?

 

Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura - Neri Geller: Os produtores podem, é outro avanço importante, eles podem procurar qualquer agente financeiro, seja ele agente financeiro oficial, como o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica, ou bancos cooperativos ou até bancos privados, seja eles que são ligados à Febraban. Qualquer um dos agentes financeiros que têm lá no seu município, ele pode fazer o seu cadastro e se habilitar fazendo o projeto e acessar esses recursos.

 

Airton: Nós ouvimos na matéria agora há pouco, secretário, os números que mostram a importância da agropecuária para a economia do país. Como o plano lançado hoje vai ajudar a melhorar estes números?

 

Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura - Neri Geller: Não tenha dúvida que a produção no Brasil está avançando de forma muito forte. O que nós precisamos, o governo, é viabilizar essa produção a produtores através de crédito, através de uma segurança jurídica, e o Plano Safra vem exatamente nessa linha: dar crédito, dar garantia de preço mínimo e avançar muito forte também na questão do seguro.

 

Gabriela: Nós conversamos com o Neri Geller, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. Secretário, muito obrigada pela sua participação, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura - Neri Geller: Obrigado, Gabriela, e obrigado a todos.

 

Airton: E o presidente Michel Temer também citou o incentivo do governo aos agricultores familiares.

 

Gabriela: Eles que levam comida para a mesa da maioria dos brasileiros.

 

Airton: E entre os setores que estão recebendo atenção especial está a agricultura orgânica. Além de receber financiamento e assistência técnica, o setor tem apoio para divulgar seus produtos no Brasil e no mundo.

 

Gabriela: Um exemplo é a Biofar, a maior feira de orgânicos da América Latina, que acontece em São Paulo.

 

Repórter José Luiz Filho: Além de aprendizado, quem vem à Biofar encontra produtos in natura como as verduras que formam a base da agricultura orgânica, mas também arroz, café, sucos, cerveja, cachaça e cosméticos. Um ótimo lugar para se fazer negócios, como nos conta a comerciante Paola Godoy.

 

Comerciante - Paola Godoy: Pensou em produtos orgânicos é só vir aqui. Tem integral, biorgânico. Tem bastante novidade.

 

Repórter José Luiz Filho: E com o apoio do governo federal, pequenos agricultores e cooperativas familiares também têm oportunidade de divulgar produtos, encontrar parceiros e fechar negócios na Biofar. São produtores e extrativistas de várias regiões do país reunidos no stand Brasil Produtos da Agricultura Familiar, como explica o secretário especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, José Ricardo Roseno.

 

Secretário Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário - José Ricardo Roseno: São 750 mil hectares hoje já de orgânicos no Brasil e a agricultura familiar responde com 70% dessa produção. A nossa Secretaria estimula também não só a organização, a comercialização, a assistência técnica, mas também agora o financiamento dessa atividade.

 

Repórter José Luiz Filho: Nélson Krupinski, representante de uma cooperativa com mais de 500 famílias assentadas do Rio Grande do Sul, reconhece a importância do apoio do governo federal.

 

Representante de Cooperativa - Nélson Krupinski: O apoio das políticas públicas para a implementação da agroecologia na pequena propriedade é fundamental e estruturante porque garante a sobrevivência, garante o investimento, garante o retorno para a produção.

 

Repórter José Luiz Filho: Hortência Ossak está na feira pela primeira vez e espera encontrar aqui muitos clientes para os doces, geleias e licores orgânicos de frutas regionais que produz com outras quatro famílias no Pará.

 

Produtora Orgânica - Hortêncio Ossak: É conseguir mais, digamos, compradores, né, e divulgar o nosso produto, que a Amazônia tem frutas maravilhosas.

 

Repórter José Luiz Filho: Maria Zélia representa uma associação de 3.500 famílias também do Pará e trouxe acessórios feitos de látex orgânico. E um lançamento: sandálias feitas com a seiva da seringueira.

 

Produtora Orgânica - Maria Zélia: Pessoas que passam aqui vão levar certamente ou um produto ou um cartão. Vai voltar isso para nós, para a comunidade como um pedido. Esse retorno como renda para as comunidades.

 

Repórter José Luiz Filho: Patrícia Louzada, dona de uma loja de produtos orgânicos em São Paulo, se encantou com os acessórios de látex.

 

Empresária - Patrícia Louzada: É curioso saber que existe essa preocupação, né, com o meio ambiente, que é um produto natural incrível.

 

Repórter José Luiz Filho: Em 2016, o mercado de orgânicos faturou R$ 3 bilhões, 20% a mais que em 2015, e as perspectivas para este ano é chegar a cerca de R$ 3,7 bilhões. Reportagem, José Luiz Filho.

 

Airton: E você já pensou de que forma pode ajudar para não faltar água no futuro?

 

Gabriela: É, Airton, o uso consciente em casa e nas empresas é um jeito, mas têm outros.

 

Airton: É isso mesmo, Gabriela. Está ao alcance das mãos este outro jeito. É um aplicativo para celulares e computadores que conecta pessoa que querem ajudar na recuperação de rios e nascentes.

 

Gabriela: O aplicativo se chama "plantadores de rios" e foi lançado nesta semana em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente.

 

Airton: É, e esta ideia já está funcionando. A nossa equipe visitou um produtor rural em Brasília que já está recebendo ajuda por meio do aplicativo.

 

Repórter Taíssa Dias: Os pés de alface estão lado a lado com as mudas de eucalipto. Os morangos se espalham pelo chão entre ipês roxos ainda pequenos, rabanetes e cebolinhas. Estamos em uma agrofloresta na propriedade do engenheiro florestal Daniel Cordeiro, em Brasília, que além de garantir a produção de hortaliças e frutas, vão passar a ter uma nova finalidade na chácara: conservar a nascente. O poço refresca o meio do Cerrado, especialmente na seca. A nascente foi cercada com uma manilha para evitar que animais da região pisoteiem o solo e prejudiquem o olho d'água. Daniel conta o que faz para preservar o local.

 

Engenheiro Florestal - Daniel Cordeiro: A ideia desse momento é a gente trazer essa produção orgânica por meio da agrofloresta para a área no entorno da nascente, para a gente poder estabelecer uma vegetação nativa dentro desse sistema de produção orgânica.

 

Repórter Taíssa Dias: Daniel ganhou um parceiro na conservação. Na verdade, um padrinho. A nascente na propriedade dele foi a primeira a ser apadrinhada no Programa Plantadores de Rios e vai ganhar mudas de espécies nativas do Cerrado para a implantação da agrofloresta. Uma das inovações foi a criação de um aplicativo que permite que empresas e pessoas ajudem na conservação e na recuperação de nascentes por meio de doações. O diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Raimundo Deusdará Filho, explica como funciona.

 

Diretor-Geral do Serviço Florestal Brasileiro - Raimundo Deusdará Filho: Ele escolhe a nascente que ele gostaria de adotar e tem uma série de atividades que ele pode ajudar. Quer dizer ajudar no cercamento, fazer a cerca? Quer ajudar na recomposição, no fornecimento de mudas? Quer ajudar em processo de educação? Quero visitar a nascente.

 

Repórter Taíssa Dias: O programa usa dados do Cadastro Ambiental Rural, o CAR, que é obrigatório para todos os imóveis rurais e já conta com 1,5 milhão de nascentes cadastradas. A ideia do serviço florestal, segundo o diretor Raimundo Deusdará Filho, é dar aos produtores meios que facilitem a conservação das nascentes.

 

Diretor-Geral do Serviço Florestal Brasileiro - Raimundo Deusdará Filho: Alguns produtores têm passivos ambientais de reserva legal ou de recuperação e ele pode se utilizar dessa ferramenta para também cumprir esse passivo.

 

Repórter Taíssa Dias: Para saber mais sobre o aplicativo acesse www.car.gov.br/plantadores-rios. Reportagem, Taíssa Dias.

 

Gabriela: O aplicativo foi desenvolvido pelo Serviço Florestal Brasileiro em parceria com a Universidade Federal de Lavras. 19hs15min, em Brasília.

 

Airton: Um ano da lei que determina o transporte de órgãos para transplantes pela Força Aérea Brasileira.

 

Gabriela: Daqui a pouco vamos relembrar essa lei assinada pelo presidente Michel Temer e mostrar como vem salvando vidas Brasil afora.

 

Airton: Novas regras para as concessões podem evitar prejuízos ao poder público e dar continuidade ao serviço prestado ao cidadão.

 

Gabriela: Uma medida que foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Michel Temer.

 

Repórter Paulo La Salvia: Uma rodovia, por exemplo, que foi transferida para a exploração de um grupo econômico que não conseguiu cumprir as cláusulas do contrato, como a duplicação da pista. Controvérsias como esta poderão ser resolvidas de forma amigável e rápida. Lei sancionada pelo presidente Michel Temer permite que o serviço seja retomado pelo governo e novamente concedido, beneficiando os usuários, segundo Tarcísio Freitas, secretário de Coordenação de Projetos do Programa de Parcerias de Investimentos.

 

Secretário de Coordenação de Projetos do Programa de Parcerias de Investimentos - Tarcísio Freitas: Melhorias vão ser trazidas nesse contrato para que a gente tenha um contrato que possa ser licitado, desperte o interesse do setor privado e que ele seja economicamente sustentável para que principalmente o usuário perceba a repercussão positiva daqueles investimentos.

 

Repórter Paulo La Salvia: Outra novidade é a prorrogação antecipada, como no caso de ferrovias. De acordo com Marco Aurélio Barcellos, especialista em concessões do Instituto Brasiliense de Direito Público, prorrogar um serviço que já está nas mãos da iniciativa privada pode garantir novos investimentos no país.

 

Especialista em Concessões do Instituto Brasiliense de Direito Público - Marco Aurélio Barcellos: Uma vez que um concessionário sai, devolve a concessão, uma vez que você não tenha a paralisação do serviço, espera-se que ao cabo dessa negociação haja um novo processo licitatório.

 

Repórter Paulo La Salvia: A regra vale para os 55 projetos que fazem parte do Programa de Parcerias de Investimentos, o PPI. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Airton: A rapidez no transporte é essencial em um transplante de órgão.

 

Gabriela: Hoje, o Michel Temer destacou em suas redes sociais a lei que assinou há um ano determinando à Força Aérea manter um avião para fazer o transporte de órgãos ou de pacientes que aguardam um transplante.

 

Airton: E um ano depois, a FAB já realizou o transporte de 275 órgãos, entre eles, o coração que agora bate no peito da pequena Ana Júlia, de apenas nove anos.

 

Criança Transplantada - Ana Júlia Aleixo: Antigamente eu não andava, que eu já sentia cansaço, e várias outras coisas que eu não fazia e que hoje eu faço.

 

Repórter Luana Karen: As lembranças de uma vida com restrições, depois que uma bactéria chegou ao coração, ainda estão frescas na memória da pequena Ana Júlia Aleixo.

 

Criança Transplantada - Ana Júlia Aleixo: Antigamente brincar era, tipo assim, a minha mãe não deixava eu correr porque o médico falava "ela pode morrer a qualquer momento".

 

Repórter Luana Karen: Mas isso é história que ficou para trás. Às vésperas de completar 10 anos de idade, Ana Júlia também comemora o primeiro ano com um novo coração. O órgão que bate forte no peito da menina de Goiás veio de Minas Gerais, num voo da Força Aérea Brasileira, transporte que só foi possível depois do decreto presidencial que há exatamente um ano determinou que um aeronave da Força Aérea Brasileira fique sempre à disposição para realizar o transporte de órgãos doados ou de pacientes que aguardam um transplantes. A mãe de Ana Júlia, Maria Aparecida Aleixo, conta que o avião chegou na hora certa, garantindo um final feliz.

 

Mãe de Ana Júlia Aleixo - Maria Aparecida Aleixo: É uma ajuda muito grande, que senão eu não sei como é que ia ser, não teria como ir buscar esse coração dela.

 

Repórter Luana Karen: Em um ano, a Força Aérea já transportou 275 órgãos para doação, em quase mil horas de voo pelo país. Para se ter uma ideia, entre janeiro e junho do ano passado apenas cinco órgãos haviam sido transportados pelos aviões militares. No mesmo período de 2017, esse número subiu para 86, um aumento de 1.600%. Ana Júlia diz que agradece todos os dias pela vida nova e está retribuindo a vida cuidando bem do coração que recebeu.

 

Criança Transplantada - Ana Júlia Aleixo: Eu agradeço muito todos os dias. Eu agradeço a Deus por ter me dado esse coração. Eu estou cuidando muito bem.

 

Repórter Luana Karen: Neste um ano, os órgãos mais transportados pela FAB foram fígado, coração e rim. Pernambuco, São Paulo e Santa Catarina são os estados de onde saíram a maior quantidade de órgãos. Por outro lado, São Paulo, Pernambuco e o Distrito Federal são os destinos mais frequentes. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: 19js20min, em Brasília.

 

Airton: Uma abertura no lábio ou no céu da boca causada por má formação do feto durante a gestação.

 

Gabriela: É o chamado lábio leporino. Um em cada 650 bebês nascem com a rachadura na boquinha de acordo com a OMS, a Organização Mundial da Saúde.

 

Airton: Um problema que tem solução. O Hospital Regional da Asa Norte, em Brasília, é um dos vários hospitais públicos com especialistas no tratamento, e recebeu nesta semana a visita da primeira-dama, Marcela Temer.

 

Repórter Gabriela Noronha: A família de Lorrane Silveira descobriu o problema quando ela nasceu. A avó, Maria Dajuda Santos, conta que o diagnóstico assustou no início.

 

Avó de Criança Diagnosticada - Maria Dajuda Santos: A minha nora me ligou falando que ela tinha nascido com problema na boca. A mãe dela estava desesperada. Aí a gente foi cuidando.

 

Repórter Gabriela Noronha: Com apenas 11 anos, Lorrane já passou por cinco cirurgias para corrigir a fissura labial. Todo mês a menina vai com a avó ao Hran, o Hospital Regional da Asa Norte, em Brasília, para o tratamento. O cirurgião plástico do Hran, Marconi Delmiro, explica que há tratamento e a criança pode levar uma vida normal.

 

Cirurgião Plástico do Hran - Marconi Delmiro: A fissura de lábio e palato, ela muitas vezes não acomete o cognitivo da criança, ou seja, a parte neurológica. Então, a criança é totalmente normal. Uma vez reestabelecidas as estruturas anatômicas que estavam faltando, a criança vai ter uma vida normal.

 

Repórter Gabriela Noronha: O Sistema Único de Saúde oferece o tratamento em 28 hospitais no país. Só no Hran, em Brasília, são operados em média 160 meninos e meninas com lábio leporino todos os anos. E para conferir como funciona esse trabalho, a primeira-dama Marcela Temer visitou o hospital para conhecer um pouco mais sobre o serviço e conversar com pacientes e familiares, como Marcos Aurélio Bolentini, que encontrou no hospital uma chance para o filho Kauan, de três anos.

 

Pai de Criança Diagnosticada - Marcos Aurélio Bolentini: A gente certificou da qualidade dos profissionais, a qualidade da equipe não apenas na medicina, mas pelo lado humano, pelo amor, o carinho que eles têm pelos pacientes.

 

Repórter Gabriela Noronha: A má formação ocorre entre a 10ª e a 14ª semana da gestação e pode apresentar diversas causas, como o uso de cigarro ou outra droga na gravidez, diabetes ou questões genéticas. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: A Petrobras está mudando a fórmula para calcular o preço do gás que é comercializado para as distribuidoras, as empresas que vendem o produto para o consumidor.

 

Airton: Segundo o presidente da Petrobras, o gás era o único derivado do petróleo que não tinha uma política definida de preço, o que causava imprevisibilidade no setor.

 

Gabriela: A aplicação da nova fórmula vai significar este mês um aumento médio nas refinarias de 6,7%.

 

Airton: Como o preço do gás também depende de outros custos como impostos, distribuição e o lucro das empresas, o reajuste para o consumidor pode ser menor, como explica o presidente da Petrobras, Pedro Parente.

 

Presidente da Petrobras - Pedro Parente: É 6,7% na refinaria, mas na ponta para o consumidor vai dar um reajuste médio de 2,2% ou de R$ 1,25 o botijão em média, que a exemplo do que está acontecendo com a gasolina e com o diesel, nós vamos estar seguindo rigorosamente a referência utilizada, significando dizer que como pode subir também pode cair.

 

Gabriela: O gás de cozinha em botijões de até 13 quilos continua a ser mais barato do que o gás comercializado em recipientes maiores, geralmente usados na indústria.

 

Airton: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Airton: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Airton: Boa noite para você e até amanhã.