07 de dezembro de 2017

Destaques da Voz do Brasil: Presidente Michel Temer sanciona nova lei do Financiamento Estudantil. E Fies vai abrir mais de 300 mil vagas no ano que vem. Destaque para estudantes de baixa renda que vão pagar juro zero pelo crédito. 14 municípios de Minas Gerais tiveram situação de emergência reconhecida pelo governo. E sai lista de municípios atingidos por desastres que vão selecionar famílias para receber Cartão Reforma. Pequenos produtores rurais vão ter maior apoio do governo para produzir e melhorar renda.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Quinta-feira, 7 de dezembro de 2017.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Alessandra: Presidente Michel Temer sanciona nova lei do Financiamento Estudantil.

 

Presidente Michel Temer: O chamado Fies novo, ou seja, é a educação do século 21, é trazer o país para o século 21.

 

Nasi: E Fies vai abrir mais de 300 mil vagas no ano que vem.

 

Alessandra: Com destaque para estudantes de baixa renda que vão pagar juros zero pelo crédito.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Alessandra: Quatorze municípios de Minas Gerais tiveram situação de emergência reconhecida pelo governo.

 

Nasi: E sai lista de municípios atingidos por desastres, que vão selecionar famílias para receber o Cartão Reforma. Beatriz Albuquerque.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Sete mil famílias vão ser beneficiadas com a ação em cinco estados: Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Alagoas e Paraná.

 

Alessandra: E vamos explicar como pequenos produtos rurais vão ter maior apoio do governo para produzir e melhorar renda.

 

Nasi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil: Alessandra Bastos e Nasi Brum.

 

Alessandra: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br.

 

Nasi: Sancionada a nova lei no Financiamento Estudantil.

 

Alessandra: Estão garantidas para o ano que vem 310 mil vagas, e 100 mil delas terão financiamento com o juro zero para estudantes de baixa renda.

 

Nasi: De acordo com o governo, as novas regras garantem a sustentabilidade do programa e beneficiam quem mais precisa.

 

Repórter Pablo Mundim: A estudante Carolina Saab, de 21 anos, estuda jornalismo numa universidade particular em Brasília e as mensalidades são pagas com o Financiamento Estudantil, o Fies. Para ela, sem o programa seria impossível fazer um curso superior. Mas Carolina se preocupa com os juros do financiamento.

 

Estudante - Carolina Saab: É preocupante quando você que aumenta a sua dívida e coisa do gênero. Quando você pode entrar numa faculdade e apesar de pagar o financiamento e ver que aquilo não vai gerar nada mais, dá uma tranquilidade maior, né?

Repórter Pablo Mundim: E juros zero para a parte dos contratos de 2018 é uma das mudanças do novo Fies, sancionada hoje pelo Presidente Michel Temer. Das 310 mil vagas disponíveis para o ano que vem, 100 mil terão esse benefício para estudantes com renda familiar de até três salários mínimos por pessoa. As demais vagas são para estudantes com renda familiar por pessoas de até cinco salários mínimos, sendo 150 mil vagas exclusivas para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com recursos de fundos constitucionais e outras 60 mil vagas para todo o país, com recursos do BNDES. O ministro da Educação, Mendonça Filho, falou sobre as taxas de juros que serão aplicadas aos contratos.

 

Ministro da Educação - Mendonça Filho: Será, certamente, bem inferior à taxa de juros praticada atualmente de 6,5%. Então, para cerca de 100 a 150 mil contratos ofertados, a gente vai ter uma taxa entre zero, 3%, 3,5% no máximo, o que é um ganho enorme para os jovens do nosso país.

 

Repórter Pablo Mundim: O Presidente Michel Temer destacou a importância de garantir o Financiamento Estudantil com recursos dos fundos constitucionais. Para o presidente, investimento em educação também é desenvolvimento.

 

Presidente Michel Temer: A primeira ideia que as pessoas tinham é que o desenvolvimento nacional se encorava apenas na indústria, no comércio, nos serviços, e não exatamente na educação. Nós todos conseguimos, e o Helder igualmente, juntamente com o Mendonça, que seria possível a utilização do fundo constitucional para o desenvolvimento nacional, porque educação é desenvolvimento. Foi exatamente esta a razão interpretativa que trouxe para este Fies, não é, R$ 1,12 bilhão.

 

Repórter Pablo Mundim: Outra novidade do programa é que o estudante só começa a pagar as prestações a partir do primeiro mês de conclusão do curso, desde que possua renda para isso. A estimativa do Ministério da Educação é de que o saldo seja quitado em um prazo de até 14 anos. E o governo também adotou medidas para reduzir a inadimplência dos contratos, com mais responsabilidades para as instituições de ensino e financeiras. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Alessandra: E a decisão sobre a base nacional comum curricular prevista para hoje, foi adiada.

 

Nasi: A base vai definir diretrizes para o conteúdo das aulas na educação infantil, no ensino fundamental, de todas as escolas no país.

 

Alessandra: A votação foi suspensa porque integrantes do Conselho Nacional de Educação pediram mais tempo para analisar alterações incluídas no documento para o Ministério da Educação.

 

Nasi: O ministro Mendonça Filho afirmou hoje que defende uma base curricular ampla e representativa.

 

Ministro da Educação - Mendonça Filho: Eu defendo uma base plural, que respeite as diferenças, que respeite as pessoas, que respeite os direitos humanos, que seja mais ampla e representativa possível.

 

Alessandra: Quarenta e quatro municípios atingidos por desastres naturais vão ser contemplados com o programa Cartão Reforma.

 

Nasi: Agora, as prefeituras precisam cadastrar quem deve receber. São quase 7 mil famílias que tiveram suas casas danificadas por causa das chuvas e agora vão receber o Cartão Reforma para colocar tudo em ordem.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Mais 2 mil pessoas desabrigadas, depois de uma grande enxurrada e dias seguidos de chuva forte o cenário em Gravatá, no estado de Pernambuco, era desolador. Essas sãos palavras do prefeito do município, Joaquim Neto. Ele conta que os estragos atingiram as zonas rural e urbana da cidade.

 

Prefeito do município - Joaquim Neto: Foi uma enxurrada, chegou muito rápida e aí o rio transbordou, nós tivemos muitas avarias tanto na área urbana, como também nas estradas rurais.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Gravatá vai ser contemplada com o Cartão Reforma, já que foi atingida por desastres naturais. Esse programa do Governo Federal oferece a famílias com renda mensal até R$ 2.811 a possibilidade de comprar materiais de construção para reforma, ampliação ou conclusão de suas casas, desde que estejam em área regular ou passível de regularização. O investimento nesta primeira etapa é de R$ 40 milhões. O ministro das Cidades, Alexandre Baldy, diz que o governo tem feito todos os esforços para garantir que essas famílias possam reconstruir as suas vidas.

 

Ministro das Cidades - Alexandre Baldy: Famílias que sofreram, que estão aí com as suas casas destelhadas, que precisam ser melhoradas, ao qual o governo se solidariza com todos. E que neste momento estará liberando R$ 40 milhões para que cheguem até essas famílias a possibilidade de melhorarem a sua habitação, de melhorarem a sua moradia.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Sete mil famílias vão ser beneficiadas com a ação em cinco estados: Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Alagoas e Paraná. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Alessandra: E 14 municípios de Minas Gerais atingidos por temporais, vendavais e granizos nos últimos dias, tiveram situação de emergência reconhecida pelo Ministério da Integração Nacional.

 

Nasi: Com o decreto o Governo Federal pode acelerar as ações de respostas ao desastre e ampliar as ações de assistência e reconstrução das áreas prejudicadas.

 

Alessandra: Compromisso que foi reforçado hoje pelo Presidente Michel Temer, que recebeu no Palácio do Planalto prefeitos das cidades de Rio Casca, Contagem, Caeté, Ribeirão das Neves e São João Del Rei.

 

Nasi: Eles apresentaram ao presidente informações sobre a situação da calamidade dos municípios. Michel Temer autorizou a liberação dos recursos, que devem ser repassados pelo Ministério da Integração.

 

Alessandra: A Portaria da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, reconhecendo a situação de emergência nos municípios de Minas Gerais, está no Diário Oficial da União de hoje.

 

Nasi: A taxa básica de juros usada como referência pela economia caiu para o menor patamar em mais de 30 anos, 7% ao ano.

 

Alessandra: Com os juros menores, os consumidores podem pagar menos em um empréstimo ou financiamento.

 

Nasi: E os empresários também podem conseguir crédito para investir em máquinas, equipamentos ou usar o dinheiro para capital de giro com um custo mais baixo.

 

Alessandra: A expectativa é que os efeitos desta queda de juros já sejam sentidos neste Natal.

 

Repórter Luana Karen: Em uma caminhada rápida por um dos shoppings de Brasília não é difícil encontrar gente animada com as compras de final de ano.

 

Entrevistada: Estou animada. Minha netinha tem seis aninhos, o presentinho já está lá encomendado para o Papai Noel.

 

Entrevistada: É, estou animada para gastar um pouco.

 

Repórter Luana Karen: Quem vai ganhar presente esse ano?

 

Entrevistada: As crianças inteiras, a família inteira.

 

Repórter Luana Karen: Mas tem também os mais cautelosos.

 

Entrevistada: Está muito caro. Tudo muito caro. A gente... não é boa qualidade. Está caro demais as coisas.

 

Entrevistada: Tem que pensar no ano que vem, né?

 

Repórter Luana Karen: Então, a senhora vai economizar esse final de ano?

 

Entrevistada: Tudo o que puder.

 

Repórter Luana Karen: Com a redução da taxa básica de juros, a Selic, a expectativa é que mais pessoas se animem a abrir a carteira para presentear neste Natal. A Selic caiu de 7,5% para 7% ao ano. A taxa nunca esteve tão baixa. É o menor valor desde que a Selic começou a ser medida pelo Banco Central, mais de 30 anos atrás. Usada como referência pelo mercado, a partir da Selic são calculados, por exemplo, os juros de um empréstimo bancário, as parcelas de um crediário numa loja e os juros dos cartões de crédito. E, com os juros mais baixos, a expectativa do ministro do Planejamento, Diogo Oliveira, é de que sobre mais dinheiro no bolso do consumidor.

 

Ministro do Planejamento - Diogo Oliveira: A redução dos juros faz com que também sobre mais dinheiro no bolso das pessoas, sobre mais dinheiro no caixa das empresas, isso tudo se transforma em atividade econômica e crescimento econômico.

 

Repórter Luana Karen: A decisão do Comitê de Política Monetária, o Copom, foi por unanimidade. No comunicado em que divulgou a decisão, o Banco Central disse que a redução dos juros reflete um conjunto de indicadores positivos que mostram a recuperação da economia brasileira, com uma inflação baixa e sob controle. O consultor econômico Felipe Ohana explica para que para a taxa de juros continue num patamar baixo é importante que o governo ponha em prática medidas de ajuste fiscal.

 

Consultor econômico - Felipe Ohana: Não pode continuar gastando mais do que arrecada, ponto. Para continuar assim, eu acho que nós dependemos num médio, num longo prazo, da realidade fiscal, sem um ajuste fiscal que condicione os preços, que no fundo, a condição dos preços vem da expectativa que se tem na área fiscal.

 

Repórter Luana Karen: Essa foi a décima queda seguida da Selic. A trajetória de queda da taxa básica de juros começou em outubro do ano passado. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: E se na última reunião do Copom a taxa de juros caiu ao menor patamar dos últimos 30 anos, a expectativa para a economia do ano que vem só cresce.

 

Alessandra: É, pelo o que a gente ouviu aí, é uma oportunidade para aquecer o mercado e para os consumidores também.

 

Nasi: E ao fazer um balanço deste ano da expectativa para o ano que vem, o ministro do Planejamento considera o bom momento da economia do país.

 

Alessandra: É, Nasi, mas o ministro ressalta que ainda é preciso aprovar reformas importantes, como a da Previdência.

 

Repórter Gabriela Noronha: O ministro do Planejamento, Diogo Oliveira, afirmou nesta quinta-feira que o Brasil está no início de um ciclo longo de crescimento. Oliveira participou de um café da manhã com jornalistas e destacou que o governo vem trabalhando em diversas frentes para a retomada da economia.

 

Ministro do Planejamento - Diogo Oliveira: Primeiro o governo adotou uma agenda ampla de reformas econômicas, mas, além disso, o governo vem ganhando eficiência no seu funcionamento, reduzindo as suas despesas, cortando gastos desnecessários, a redução dos juros, a liberação do FGTS, do PIS/Pasep.

 

Repórter Gabriela Noronha: O ministro destacou também a recuperação do mercado de trabalho desde o segundo trimestre. Mais de 300 mil postos formais foram criados, reduzindo a taxa de desemprego para 12,2%. Para 2018, Diogo Oliveira projeta um crescimento de 2,5% na economia do país. Mas, segundo o ministro, o ambiente positivo depende da aprovação das reformas.

 

Ministro do Planejamento - Diogo Oliveira: O crescimento econômico que nós estamos tendo e as expectativas positivas que todos os economistas e agentes de mercado têm para o ano que vem e os próximos anos, está intimamente atrelada com a agenda de reformas. Sem o avanço das agendas de reformas, nós teremos uma redução forte das expectativas de crescimento para os próximos anos.

 

Repórter Gabriela Noronha: O ministro acredita que a reforma da Previdência será aprovada em 2017. De acordo com Diogo Oliveira, com a reforma, a dívida pública vai se estabilizar em 80%, o Produto Interno Bruto será maior e os juros podem cair ainda mais. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Alessandra: 19h13 no horário de verão.

 

Nasi: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Alessandra: Pequenos produtores rurais de baixa renda vão contar com maior apoio do governo para produzir e melhorar a renda.

 

Nasi: O IBGE divulgou hoje uma pesquisa sobre atividades que os brasileiros realizam no dia a dia, fora do trabalho.

 

Alessandra: Você que está nos ouvindo, por exemplo, quando não está trabalhando, gasta o tempo com o quê?

 

Nasi: Cuida da casa? Dos filhos? Lava a louça? Tem uma hortinha que precisa de cuidados?

 

Alessandra: A pesquisa mostra que as mulheres gastam bastante tempo com isso.

 

Nasi: Tem também muitos brasileiros fazendo trabalho voluntário. Vamos saber os detalhes desses dados com a reportagem Natália Melo.

 

Repórter Natália Melo: Ana Paula Nunes tem 49 anos e é funcionária de uma empresa de serviços gerais no Rio de Janeiro. Ela acorda cedo, antes de o sol nascer, e segue para o trabalho. Quando chega em casa, nada de descanso para a mãe e avó, já que ela vai cuidar de todo a serviço da casa. É por isso que ela se considera uma guerreira.

 

Funcionária de empresa de serviços gerais - Ana Paula Nunes: Acordo cedo, trabalho, corro atrás, sou guerreira, mãe, avó. Gosto de ser o que eu sou e gosto de fazer o que eu faço.

 

Repórter Natália Melo: Para Ana Paula, muito trabalho, pouco reconhecimento.

 

Funcionária de empresa de serviços gerais - Ana Paula Nunes: Não considero como um trabalho, é obrigação. Não há uma divisão de trabalho. Ela tem que ser a dona do lar, dona de casa, trabalhadora, a lutadora, ela tem que ser tudo, um pouco de tudo.

 

Repórter Natália Melo: A rotina agitada de Ana Paula é a mesma de milhões de brasileiras, segundo o estudo divulgado nesta quinta-feira pelo IBGE. Pela primeira vez, a pesquisa traz uma análise mais ampla dos tipos de trabalho realizados por homens e mulher. Nos afazeres domésticos ou cuidados com pessoas, por exemplo, predominam o sexo feminino. Em 2016, 90% das mulheres realizavam as atividades, enquanto 74% dos homens faziam o mesmo, mas conforme a pesquisadora do instituto, Alessandra Brito, as mulheres ainda dedicavam muito mais horas a essas tarefas do que os homens.

 

Pesquisadora do instituto - Alessandra Brito: Vinte horas em média que as mulheres dedicam por semana a afazeres domésticos, enquanto os homens dedicam 11 horas. Isso tende a explicar um pouco uma taxa de participação menor das mulheres do mercado de trabalho por estarem sobrerrepresentadas em atividades que a gente não media antes, que são os afazeres e os cuidados.

 

Repórter Natália Melo: O IBGE também identificou que mais brasileiros estão tirando um tempo para se dedicar o trabalho voluntário, principalmente em instituições, empresas e congregações religiosas. São quase 6,5 milhões pessoas, principalmente nas regiões Sul e Norte do país. Reportagem, Natália Melo.

 

Alessandra: Formas criativas de reaproveitar a água.

 

Nasi: Esse é o objetivo do Prêmio ANA, da Agência Nacional de Águas.

 

Alessandra: Mais de 600 pessoas de todo o Brasil escreveram projetos que deram certo e foram reconhecidos pela ANA.

 

Repórter Graziela Mendonça: A preocupação com o meio ambiente levou Leonardo Hatano, professor de ciências e biologia de uma escola pública do Distrito Federal, a ter nossas ideias. Ele desenvolveu um projeto de captação de água da chuva no colégio. O recurso natural, que antes era desperdiçado, hoje segue para um tanque de criação de peixes tilápias, por meio de uma calha, como explica o professor.

 

Professor de ciências e biologia - Leonardo Hatano: Queremos mostrar para a comunidade que é possível a produção de proteína animal de alta qualidade, que é o pescado, em uma área pequena, com economia de água. Você não tem infiltração da água, por exemplo, não solo. Então, a única perda de água seria por evaporação.

 

Repórter Graziela Mendonça: O sucesso e a participação dos alunos foram tão grandes que o projeto cresceu. Hoje, o professor coordena também outras atividades na escola, como tratamento de esgoto e a reutilização da água dos bebedouros, além de ensinar na prática as disciplinas, o trabalho também conscientiza os alunos. Lição aprendida pela aluna do oitavo ano, Luana da Jesus da Silva.

 

Estudante - Luana da Jesus da Silva: A gente agora aprendeu lá em casa, a gente reutilizar a água da máquina de lavar, reutilizar a água de muitas coisas que a gente usa. Eu quero fazer polícia ambiental, por conta do projeto.

 

Repórter Graziela Mendonça: E para incentivar ações como a do professor Leonardo, a Agência Nacional de Águas criou o Prêmio ANA. O prêmio foi entregue na noite desta quarta-feira. A professora Solange Brandão, de Tocantins, foi uma das premiadas, com um projeto para limpar água dos rios.

 

Professora - Solange Brandão: Assim, evitando que o lixo seja depositado ou levado ao leito dos rios. E, agora, é com o enorme prazer que eu levo esse troféu para o Tocantins, né, para Itacajá, Tocantins, para a minha escola, Colégio Estadual de Itacajá.

 

Repórter Graziela Mendonça: A edição deste ano bateu recorde, mais de 600 inscritos disputaram o Prêmio ANA. Com reportagem de Raíssa Lopes e locução de Graziela Mendonça.

 

Alessandra: 19h18 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Contar com assistência técnica e recursos para melhorar e aumentar a produção no campo.

 

Alessandra: O Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais incentiva agricultores em situação da extrema pobreza.

 

Nasi: E nesta semana o governo modificou as regras do programa.

 

Alessandra: É ideia é ampliar o acesso a mais famílias e aperfeiçoar o atendimento e as ações do programa.

 

Repórter André Luiz Gomes: Elisandra Melo Barros, de 30 anos, mora na zona rural do município de São José da Tapera, em Alagoas. Desde o início deste ano, por meio do Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais, recebeu assistência técnica e um apoio do Governo Federal, em dinheiro, para investir na criação de galinhas. O aviário já está sendo construído, e, na visão dela, a vida só vai melhorar.

 

Entrevistada - Elisandra Melo Barros: A gente nunca teve essa oportunidade. Agora, se Deus quiser, a vida da gente vai melhorar, porque eu nunca tive e vou conseguir agora. Foi uma grande oportunidade que o governo deu à gente para a gente começar a ter o próprio dinheiro.

 

Repórter André Luiz Gomes: Elisandra é uma das 40 mil famílias já atendidas pelo Programa de Fomento às Atividades Rurais durante o governo dentro Presidente Michel Temer. Para aperfeiçoar os mecanismos de inclusão social e produtiva das famílias mais pobres no campo, o Governo Federal publicou novas regras para o programa. A partir da agora o Ministério do Desenvolvimento Social pode também firmar parcerias com órgãos e entidades públicas e privadas para desenvolver as ações do programa. As regras ampliam também o público-alvo. Agora podem ser beneficiárias as famílias mais pobres residentes no meio rural. De acordo com o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, o decreto publicado pelo Presidente Michel Temer tem o objetivo de dar oportunidades de melhoria de vida para aqueles que mais precisam.

 

Ministro do Desenvolvimento Social e Agrário - Osmar Terra: Ajuda os agricultores a investirem em algo que vai melhorar a sua produção, em semente, com inseminação, animais, que eles possam utilizar para a produção ser maior, ser melhor e melhorar sua renda. Diminuindo a pobreza rural, nós damos condições dessas famílias continuarem vivendo na área rural com a qualidade de vida melhor e diminuindo a migração para os cordões de miséria das grandes cidades.

 

Repórter André Luiz Gomes: O Programa de Fomento repassa recursos no valor de até R$ 2.400 por família em situação de extrema pobreza ou até R$ 3 mil por família em situação de pobreza e de extrema pobreza na região do semiárido, que já tem a tecnologia social para armazenamento de água para a produção. A meta do Governo Federal é incluir outras 40 mil famílias até 2018, com investimento de mais de R$ 80 milhões. Reportagem, André Luiz Gomes.

 

"Momento Social".

 

Nasi: O Criança Feliz já atende mais de 120 mil crianças e gestantes em todo o país.

 

Alessandra: E a Leonilda Moraes, de Valparaíso, Goiás, quer saber como é feita a seleção para participar do programa.

 

Nasi: O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, responde.

 

Entrevistada - Leonilda Moraes: Olá, ministro. Aqui quem fala é Leonilda Moraes Melo. Moro aqui no Céu Azul, Valparaíso, Goiás, e gostaria de saber como é que as famílias do Bolsa Família são selecionadas para participar do Criança Feliz.

 

Ministro do Desenvolvimento Social e Agrário - Osmar Terra: Olha, o Criança Feliz está sendo um programa dirigido às famílias mais vulneráveis, às famílias que estão no Bolsa Família, de zero até três anos de idade e a sua família esteja recebendo o Bolsa Família. Também ele é dirigido a crianças com necessidades especiais das famílias que recebem o Benefício de Prestação Continuada, o BPC. E também, além disso, as crianças vítimas do Zika vírus, que sofreram problemas neurológicos por isso. Essas, tanto do BPC, quanto o Zika, crianças de zero a seis anos. É um programa de acompanhamento a domicílio, semanal, toda semana essa família vai receber uma visita de um visitador especificamente capacitado para orientar a família, para trabalhar com a família a estimulação dessa criança. Isso vai fortalecer as competências dessa criança, as habilidades para que ela chegue na escola já com muito mais facilidade de aprender e com maior capacidade de ter uma escolaridade maior, ter no futuro uma renda melhor, um emprego melhor que dos seus pais e ajude a família a sair da pobreza.

 

Alessandra: Para aquecer ainda mais o turismo no Brasil, que vem impulsionando a economia, foi lançada hoje a Fungetur, uma linha de crédito do Ministério do Turismo.

 

Repórter Bruna Saniele: O dinheiro é para financiar a construção, a reforma, ampliação ou a compra de equipamentos turísticos por empresas do setor. Micro e pequenas empresas vão ter prioridade para acessar os R$ 450 milhões disponíveis. E a meta é equipar o setor e gerar empregos, como explica o ministro do Turismo, Marx Beltrão.

 

Ministro do turismo - Marx Beltrão: Para o trend turístico do nosso país possa ter acesso a linhas de crédito mais baratas, com carência maior para construção de hotéis, construção de pousadas, para equipar hotéis e pousadas com o objetivo de fomentar a economia e gerar emprego.

 

Repórter Bruna Saniele: E os investimentos no setor não param por aí. Ministros do Turismo dos países do Mercosul estão reunidos em Maceió, onde alinham estratégias para reforçar o fluxo turístico no bloco e atrair mais visitantes de outras partes do mundo. Como parte da estratégia, eles assinam uma declaração conjunta para fortalecer parques temáticos como indutores do turismo na região, como conta o ministro brasileiro.

 

Ministro do turismo - Marx Beltrão: Dos maiores parques da América do Sul, nove estão no Brasil. Nós queremos que os grandes parques mundiais venham para o nosso país, para que a gente possa fazer com que a América do Sul possa entrar nesse mercado competitivo e também com a América do Norte, com a Europa, com a Ásia. Afinal de contas, os grandes parques mundiais estão indo para todos os continentes, mas não estão vindo para a América do Sul.

 

Repórter Bruna Saniele: Além dos parques temáticos, os ministros do Mercosul negociam também a criação de roteiros integrados e maior coletividade aérea para, assim, aumentar o número de pessoas viajando entre os países do Mercosul. Reportagem, Bruna Saniele.

 

Nasi: E a gente encerra essa edição da Voz do Brasil convocando todos os brasileiros para o Dia D de combate ao mosquito Aedes aegypti.

 

Alessandra: Você que está em casa nos ouvindo, amanhã é dia de fazer uma revista no quintal, na varanda, enfim, retirar todos os objetos que possam acumular água.

 

Nasi: Então, já sabe, faça a sua parte para evitar que o mosquito nasça.

 

Alessandra: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Alessandra: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".