08/02/2017 - A Voz do Brasil

Governo federal repassa R$ 465 milhões para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Governo manda mais de 500 homens das Forças Armadas para atuar na segurança do Estado do Espírito Santo. Inflação em janeiro de 2016 é a menor dos últimos 38 anos. Tudo isso você ouviu nesta quarta-feira em A Voz do Brasil!

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Transcrição


A VOZ DO BRASIL - 08/02/2017

 

 

 

Apresentador Airton Medeiros: Em Brasília, 19h00.

 


Apresentadora Gláucia Gomes: Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje.

 


Gláucia: Boa noite.

 


Airton: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 


Gláucia: Quartafeira, 8 de fevereiro de 2017.

 


Airton: E vamos ao destaque do dia: garantia de merenda de qualidade nas escolas.

 


Gláucia: Presidente Michel Temer anuncia aumento de recursos que vão atender 41 milhões de estudantes em todo o país.

 


Presidente Michel Temer: Hoje a merenda é um elemento fundamental para a educação. É claro que alimentado ele raciocina muito melhor.

 


Airton: E você vai ouvir ainda na Voz do Brasil...

 


Gláucia: Queda no preço do feijão, batata e tomate derruba a inflação de janeiro. Natália Mello.

 


Repórter Natália Mello: Passagens aéreas e conta de luz também estão mais baratas, o que ajudou para que a inflação de janeiro seja a menor para o mês desde que começou a ser medida, em 1979.

 


Airton: Instituto Butantã recebe novos investimentos para aumentar a produção de vacina.

 


Gláucia: E mais de 650 militares das Forças Armadas e Força Nacional vão chegar ao Espírito Santo. Você vai ouvir entrevista exclusiva com o ministro Raul Jungmann.

 


Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Nós estamos dispostos a assegurar e a permanecer no Espírito Santo até acorde seja plenamente restabelecida.

 


Airton: A Voz do Brasil, na apresentação de Gláucia Gomes e Airton Medeiros.

 


Gláucia: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 


Aírton: Mais qualidade e mais alimentos no prato de 41 milhões de estudantes em todo o país.

 


Gláucia: É que a merenda escolar este ano terá mais recursos do governo federal.

 


Airton: É, o reajuste foi anunciado pelo presidente Michel Temer, que destacou a importância do controle das contas públicas para mais investimentos na área social.

 


Repórter João Pedro Neto: A estudante Ana Júlia Pereira, do quinto ano de uma escola pública de Brasília, sabe que se alimentar bem faz a diferença na hora de estudar, e diz que fica feliz quando a merenda vem do jeito que ela gosta.

 


Estudante - Ana Júlia Pereira: Pãodequeijo e leite com café e arroz com carne. Eu gosto.

 


Repórter João Pedro Neto: Mais alimentos e merendas de melhor qualidade. Esse é o efeito esperado na rede pública de ensino do país, com o reajuste do valor repassado pelo governo federal aos estados e municípios para as refeições que cada estudante faz na escola. Isso representa mais R$ 465 milhões para o Programa Nacional de Alimentação Escolar, o PNAE. A notícia foi bem recebida pela merendeira Dejanira de Souza, de Salvador, que ganhou um concurso de melhores merendas do Ministério da Educação com uma receita que criou: o abará de aipim com carne moída.

 


Merendeira - Dejanira de Souza: O aipim com a carne moída, cebola, tomate, coentro, o azeite de dendê que não pode faltar. Como é que uma criança não consegue estudar depois de um alimento saudável desse?

 


Repórter João Pedro Neto: Para este ano, o orçamento do PNAE chega a R$ 4,150 bilhões para atender 41 milhões de estudantes de todas as etapas da educação básica e outros programas especiais como a educação integral e de jovens e adultos. E cerca de 1/3 do valor total é para a compra de produtos da agricultura familiar. No anúncio, o ministro da Educação, Mendonça Filho, destacou que o aumento no repasse para as merendas escolares foi uma decisão política do governo.

 


Ministro da Educação - Mendonça Filho: O ato de hoje tem um significado extremamente relevante para os prefeitos, os professores, gestores escolares, para as merendeiras e, principalmente, para as crianças e jovens do Brasil.

 


Repórter João Pedro Neto: Ao lembrar do aumento de verbas para a educação e saúde, ao presidente Michel Temer destacou que o ajuste fiscal e o equilíbrio nas contas públicas não impedem o governo de reforçar as ações na área social.

 


Presidente Michel Temer: Nós não deixamos de lado a responsabilidade social. Hoje estamos liberando quase R$ 500 milhões, mas quero registrar também que para a educação nós aumentamos em R$ 10 bilhões a verba para este orçamento. Nós temos absoluta convicção da importância de certos setores como saúde, educação.

 


Repórter João Pedro Neto: O valor repassado pelo governo federal a estados e municípios para a merenda escolar estava há sete anos sem reajuste. Reportagem, João Pedro Neto.

 


Gláucia: O Espírito Santo vai contar com reforço na segurança. Ainda hoje começam a chegar no estado mais 550 militares e mais 100 agentes da Força Nacional.

 


Airton: É, desde segundafeira, 1.200 militares começaram a chegar à capital para garantir a segurança e a ordem.

 


Gláucia: O estado vive uma onda de violência porque policiais militares deixaram de atuar nas ruas da Grande Vitória. Familiares desses PMs bloqueiam as entradas dos quartéis, impedindo a saída dos policiais.

 


Airton: O jornalista Jackson Segundo conversou hoje com exclusividade com o ministro da Defesa, Raul Jungmann. O ministro explica como o trabalho dos militares ajuda a aumentar o clima de segurança na capital e no interior do estado.

 


Repórter Jackson Segundo: Ministro Raul Jungmann, o senhor poderia explicar para a gente como vai ser esse reforço no Espírito Santo?

 


Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Além dos 1.200 homens que já se encontram operando na Grande Vitória, em alguns lugares no interior do Espírito Santo, sendo mil das Forças Armadas e 200 da Força Nacional de Segurança, nós estamos deslocando mais 550 homens das Forças Armadas e 100 homens da Força Nacional de Segurança, de forma que nós vamos ter lá praticamente, a partir do fim do dia de hoje e início do próximo, 1.850 homens para assegurar o retorno à normalidade na vida dos cidadãos e cidadãs em Vitória e alguns lugares também no interior do Estado. Houve uma queda vertiginosa dos homicídios, que tinham alcançado um patamar realmente alarmantes, mas que caíram muito, voltando aos níveis anteriores, e também sabemos que o fato do efetivo das Forças Armadas terem chegado em sua grande maioria desde ontem, tem feito com que haja um retorno progressivo à normalidade. Claro que ainda persiste um clima de insegurança, que é compreensível, mas de todo jeito com a chegada desses reforços eu acredito que a normalidade, ela retornará e também a população pode retomar as suas atividades normais, regulares do seu dia a dia.

 


Repórter Jackson Segundo: Foi um pedido do governador do Espírito Santo, ministro?

 


Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Olha, foi uma avaliação que foi feita pelo general Sinott, que nós mandamos até aí para fazer um levantamento das condições, obviamente que ouvido o governador interino, César Colnago, e também o secretário de Segurança, o comando da PM e o comando da Polícia Civil, de sorte que dessa avaliação resultou nessa necessidade desse deslocamento que está sendo feito das Forças Armadas através da Força Aérea Brasileira e também por via terrestre, e obviamente que se há necessidade de ampliação desse contingente, ele será feito de forma a assegurar à população de Vitória, da Grande Vitória e algumas cidades no interior, condições normais de trabalho e de desenvolver as suas atividades.

 


Repórter Jackson Segundo: E, ministro, só para deixar claro, qual é o papel desses militares, desses agentes da Força Nacional exatamente lá para conter essa crise?

 


Ministro da Defesa - Raul Jungmann: O papel das Forças Armadas é basicamente o papel de policiamento ostensivo e repressivo. O papel da Força Nacional de Segurança é mais um papel policial que envolve obviamente atividades de inteligência, atividades de áreas críticas, de ir até às comunidades, de procurar as estruturas de coordenação criminosas em conjunto com as forças de segurança local.

 


Repórter Jackson Segundo: Esse efetivo não tem data para sair de lá, né?

 


Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Não. Nós temos um prazo dado que Sr. Presidente da República de 10 dias, mas esse prazo será prorrogado caso haja necessidade. Dizer que nós estamos dispostos, enfim, a assegurar e a permanecer no Espírito Santo até que a ordem seja plenamente restabelecida.

 


Gláucia: Está aí, então, a entrevista com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, reforçando o apoio do governo para garantir a segurança no Espírito Santo.

 


Airton: Os preços de alimentos que fazem parte do dia a dia do brasileiro, como o feijão, batata e tomate, caíram em janeiro.

 


Gláucia: Além deles, as passagens de avião e a conta de luz também ficaram mais baratas.

 


Airton: Isso contribuiu para que o índice que mede a inflação oficial do país fosse o menor para o mês nos últimos 38 anos.

 


Repórter Natália Mello: Uma boa notícia para quem não dispensa o feijão na hora das refeições: o alimento está mais barato. É o que mostra o IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de janeiro. Pelo índice, que mede a inflação oficial do país, o preço do feijão carioca caiu 13,58% no último mês. Itens como a batata, o tomate e o frango também estão mais acessíveis. Quem frequenta o supermercado já notou.

 


Entrevistada: É ótimo, que é custo, né? Assim é bom que a gente compra mais barato e utiliza muito mais eles. Quando está muito caro a gente deixa de comprar para poder comprar outra coisa mais barata.

 


Entrevistada: Eu costumo cozinhar feijão uma vez por semana, mas eu uso muito tempero: tomate, cebola, alho. Agora hoje em dia tem que fazer isso, fazer a pesquisa de mercado.

 


Repórter Natália Mello: Apesar desta queda, outros itens como cenoura e óleo de soja subiram, o que fez com que o grupo alimentos e bebidas aumentasse 0,35% em janeiro. A categoria foi uma das responsáveis para que o resultado do IPCA ficasse em 0,38% no primeiro mês deste ano, o menor para janeiro desde que o índice começou a ser medido, 38 anos atrás. O resultado ficou um pouco acima dos 0,30% registrados em dezembro do ano passado. A coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, explica os resultados dos dois últimos meses.

 


Coordenadora de Índices de Preços do IBGE - Eulina Nunes dos Santos: Os preços muito influenciados pela demanda. A diferença fundamental está na pressão dos ônibus urbanos. Em janeiro, em geral, se concentram reajustes em algumas regiões metropolitanas.

 


Repórter Natália Mello: Eulina Nunes lembra que, apesar dos reajustes nos transportes urbanos, os preços das passagens áreas ficaram bem mais baratos, ajudando a frear a inflação em janeiro.

 


Coordenadora de Índices de Preços do IBGE - Eulina Nunes dos Santos: As passagens aéreas, que tinham subido cerca de 26% em dezembro, em janeiro apresentaram uma taxa negativa. Com isso, na ótica dos 12 meses, o IPCA desceu para 5,35%, saindo da casa dos 6%.

 


Repórter Natália Mello: O IBGE divulgou ainda que a conta de luz dos brasileiros continuou caindo. Em dezembro ela ficou 3,70% mais barata e em janeiro 0,60%. Os grupos artigos de residência e de vestuário também registraram queda. Reportagem, Natália Mello.

 


Gláucia: E o ministro do Planejamento, Diogo Oliveira, afirmou que a política econômica do governo, aliada com a autonomia da atuação do Banco Central, tem sido fundamentais para a queda da inflação.

 


Airton: O ministro citou algumas ações do governo que estão em curso, como o orçamento deste ano já respeitando o limite de teto de gastos, além da reforma da Previdência que foi enviada ao Congresso Nacional.

 


Ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão - Diogo Oliveira: Tudo isso enseja um conjunto consistente de política econômica e que se reflete nos indicadores macroeconômicos: juros, inflação, crescimento. Então, esse indicador de inflação deixa a todos bastante satisfeitos porque é o que nós esperávamos que acontecesse.

 


Gláucia: 19hs13min, no horário brasileiro de verão.

 


Airton: Você sabia que grande parte das vacinas que você ou o seu filho toma nos postos de saúde são fabricadas aqui no Brasil?

 


Gláucia: É, e daqui a pouquinho vamos falar de novos investimentos para que nós, brasileiros, possamos ter acesso a mais e mais saúde.

 


Airton: E hoje a gente apresenta a terceira e última reportagem da série que explica as mudanças que o governo quer fazer nas aposentadorias.

 


Gláucia: Vamos explicar que a proposta, que vai começar a ser analisada no Congresso, também traz mudanças nas Pensões por Morte e no BPC, o Benefício de Prestação Continuada.

 


Aírton: É, as alterações propostas tem o objetivo de garantir a sustentabilidade desses pagamentos.

 


Repórter Paulo La Salvia: Quem não gostaria de se aposentar e pendurar as chuteiras? Essa vontade pode ser a de muitas pessoas, mas não é o caso do jornalista mineiro José Humberto Fagundes, que tem 68 anos, mora em Brasília, e mesmo aposentado continua trabalhando.

 


Jornalista - José Humberto Fagundes: Eu gosto de viajar, gosto de tirar as minhas férias, mas considero que tenho ainda uma parcela de contribuição a dar com a minha experiência.

 


Repórter Paulo La Salvia: Têm também aqueles que já poderiam ter se aposentado pelas regras atuais. É o caso do analista ambiental do Ibama, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Armando Quixadá. Ele tem 37 anos de contribuição à Previdência, dois a mais do que é exigido pela lei.

 


Analista Ambiental do Ibama - Armando Quixadá: Eu estou com praticamente 60 anos e tenho um conhecimento acumulado muito grande, né, o que me permite ainda poder trabalhar por um tempo ainda razoável e contribuir muito mais, dado esse acúmulo de conhecimento.

 


Repórter Paulo La Salvia: A decisão de se aposentar pode ser tomada por aqueles que já preencheram os requisitos previstos na lei. Para estes, nada muda com a reforma da Previdência, que está no Congresso. Mas a proposta não altera apenas as regras para se aposentar: também estende as mudanças a dois outros benefícios, a Pensão por Morte e o Benefício de Prestação Continuada, que, segundo o economista da Escola Nacional de Administração Pública, José Luiz Pagnussat, deve passar por ajustes.

 


Economista da Escola Nacional de Administração Pública - José Luiz Pagnussat: O Benefício de Prestação Continuada é uma forma de você garantir uma renda para aquelas pessoas do meio urbano que não tenham condições de gerar seu próprio rendimento. É importante, a Constituição determinou isso, e é importante fazer os ajustes para que não tenha um privilégio em relação a outros aposentados.

 


Repórter Paulo La Salvia: O Benefício de Prestação Continuada equivale a um salário mínimo. Tem direito pessoas com deficiência física ou mental permanente, além de idosos com 65 anos que nunca contribuíram à Previdência. Esse limite de idade deve ser alterado. O secretário de Previdência Social, Marcelo Caetano, explica que a mudança vai ser gradual.

 


Secretário de Previdência Social - Marcelo Caetano: Está sendo proposta uma alteração no BPC, que é a idade, que se aumenta de 65 para 70 anos, mas, veja, existe um período de transição para isso, vai levar um período de 10 anos de acordo com a nossa proposta, para transitar da idade atual para a nova, que também já era a idade de 70 anos que existia quando o BPC foi criado.

 


Repórter Paulo La Salvia: A partir da reforma da Previdência, uma mesma pessoa não poderá receber Pensão por Morte e Aposentadoria, mas terá o direito de escolher o de maior valor. Outra mudança é a regra de cálculo do benefício, segundo o secretário Marcelo Caetano.

 


Secretário de Previdência Social - Marcelo Caetano: Se houver um dependente só, digamos, só um viúvo, recebe 60% do valor da aposentadoria da pessoa que faleceu. Se houver um viúvo e um filho, 70%, e vai crescendo 10% para cada dependente que tiver, de modo que, por exemplo, se houver uma viúva com quatro filhos, aí sim reporia integralmente o valor da aposentadoria.

 


Repórter Paulo La Salvia: Segundo o governo, a meta com a reforma da Previdência é que o Benefício de Prestação Continuada e a Pensão por Morte sigam as melhores práticas internacionais. Reportagem, Paulo La Salvia.

 


Gláucia: E se você tem dúvida sobre a reforma da Previdência, pode participar com a gente aqui na Voz do Brasil.

 


Airton: Mande sua pergunta pelo nosso e-mail voz@ebc.com.br. E também tem o WhatsApp, anote aí: 61998627345. Eu vou repetir: 61998627345.

 


Gláucia: A nossa produção vai buscar a resposta para a sua dúvida, que vai ser respondida pelo governo aqui. Fique ligado.

 


Airton: O governo gastou em 2016 proporcionalmente menos do que no ano anterior.

 


Gláucia: É, a maior economia foi nos gastos com passagens aéreas, e a ideia é gastar ainda menos este ano.

 


Repórter Luana Karen: Em 2016, o governo federal gastou R$ 34,9 bilhões para manter o funcionamento da máquina pública, R$ 1,6 bilhão a mais do que ao registrado em 2015. Apesar desse aumento nos valores, na prática houve uma diminuição nas despesas do governo. Quando se considera a inflação do período, a queda nos gastos públicos chegou a 2,6%. Segundo o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Diogo Oliveira, a diminuição das despesas se deve a mudanças na gestão pública.

 


Ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão - Diogo Oliveira: Por exemplo, a gente comprava a passagem aqui no governo como qualquer cidadão compra a passagem. Passamos a fazer isso através de um sistema unificado com todas as empresas aéreas, e isso apresenta imediatamente uma redução de custo, que aqui tem 20% de redução.

 


Repórter Luana Karen: Para 2017, o governo planeja reduzir outros custos. Para diminuir a conta de luz, o governo vai deixar de comprar energia elétrica das distribuidoras para comprar diretamente dos produtores. O novo modelo deve gerar uma economia de R$ 400 milhões por ano. Reportagem, Luana Karen.

 


Gláucia: 19hs19min, no horário brasileiro de verão.

 


Airton: A gente já nasce tomando vacina.

 


Gláucia: Verdade.

 


Airton: É, e nem imagina o trabalho que dá para criá-las e produzilas.

 


Gláucia: Pois é, Airton. Pouca gente sabe, mas o Brasil é uma referência mundial nessa produção, e vai crescer ainda mais com novos equipamentos e melhor infraestrutura.

 


Airton: Hoje, o Instituto Butantã recebeu R$ 54 milhões, quase o dobro do que foi repassado nos últimos oito anos.

 


Gláucia: É, o objetivo é abastecer a nossa população e ainda exportar vacinas para todo o mundo.

 


Repórter Leonardo Meira: São R$ 54 milhões para a compra de equipamentos que vão ser instalados nas fábricas de produção das vacinas de difteria, tétano, coqueluche e hepatite 'b'. As instalações estão sendo modernizadas para atender às novas exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, como explica o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

 


Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Nós estamos muito confiantes na vacina da dengue, porque será uma jabuticaba nossa aqui para resolver esse problema mundialmente, e os testes estão muito avançados.

 


Repórter Leonardo Meira: As pesquisas de vacinas realizadas no Butantã não ajudam só os brasileiros. A Organização Mundial de Saúde tem pedido ajuda para oferecer produtos para outras partes do mundo. Os casos de coqueluche, que tem aumentado nos Estados Unidos e Europa, por exemplo, podem se beneficiar de um novo tratamento em estudo no Butantã: uma vacina que oferece mais proteção e menos efeitos colaterais, ressalta o diretor do Butantã, Jorge Kalil.

 


Diretor do Butantã - Jorge Kalil: Essa vacina é inédita no mundo. Muitas pessoas procuram, mas ninguém tem essa descoberta que foi feita e patenteada pelo Butantã.

 


Repórter Leonardo Meira: O Butantã é um dos maiores centros de pesquisa biomédica do mundo. Também produz a vacina da gripe, que vai ter a produção ampliada e chegar a 80 milhões de doses até o ano que vem, e está em desenvolvimento a vacina pentavalente. Em uma dose a pessoa vai estar imunizada de cinco doenças: da gripe causada pelo Influenza 'b' e também do tétano, coqueluche, hepatite 'b' e difteria. Reportagem, Leonardo Meira.

 


Airton: Você, mulher, sabia que precisa estar atenta e realizar regularmente exames para prevenir o câncer de mama?

 


Gláucia: Pois é, uma das possibilidades é o autoexame. Em casa mesmo, na frente do espelho, você pode identificar alguma alteração ou caroço no seio.

 


Airton: Já para quem tem mais de 40 anos a recomendação é fazer a mamografia.

 


Gláucia: O Sistema Único de Saúde garante a oferta gratuita do exame, e quem tem entre 50 e 69 anos tem prioridade no atendimento.

 


Repórter José Luiz Filho: Mesmo sabendo da importância da prevenção, foram seis anos sem fazer a mamografia, mas a aposentada Maria Vilani, de 73 anos, resolveu não adiar mais: passou pelo médico e foi encaminhada para o exame em um hospital público de São Paulo.

 


Aposentada - Maria Vilani: Eu resolvi porque eu achei que eu já estava precisando. Vai que tem um problema a mais, vai ficar mais difícil para mim me curar, né?

 


Repórter José Luiz Filho: Entre o primeiro semestre de 2010 e o mesmo período de 2016, o número de mamografias no Brasil aumentou 37%: os exames passaram de 1,6 milhões para 2,2 milhões. Na faixa etária de maior incidência, entre 50 e 69 anos, o crescimento foi de 64%. Na opinião dos médicos, esse avanço é resultado de campanhas da oferta do exame pela rede pública e de uma maior conscientização das mulheres. Para a médica Vivian Milani, o exame oferecido pelo SUS em toda a rede pública de saúde é um instrumento indispensável para o diagnóstico e tratamento da doença.

 


Médica - Vivian Milani: Podemos dizer que a mamografia para pacientes que não sentem absolutamente nada, vieram fazer o exame porque tem que fazer um exame de rotina anual, é de 95%. É muito eficiente.

 


Repórter José Luiz Filho: Dona Izildinha segue à risca a recomendação médica. Com um pequeno nódulo em uma das mamas, ela está sempre atenta, e com a autoridade de quem há 22 anos faz a mamografia a cada seis meses, a aposentada manda um recado para as mulheres que não estão habituadas ao exame.

 


Aposentada - D. Izildinha: Que todas as mulheres façam a mamografia porque é um exame muito importante para nós, porque depois que tiver grave não adianta correr. Então, vamos correr antes que apareça o pior.

 


Repórter José Luiz Filho: Segundo o Ministério da Saúde, o SUS realizou, de janeiro a novembro do ano passado, 3,7 milhões de mamografias. Reportagem, José Luiz Filho.

 


Airton: O primeiro alerta por celular sobre riscos de desastres naturais foi enviado hoje à tarde a 400 moradores de Ponte Serrada, na região oeste de Santa Catarina.

 


Gláucia: O serviço desenvolvido pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Industrial do Ministério da Integração Nacional já está disponível para 20 municípios catarinenses.

 


Airton: E essas foram as notícias do governo federal.

 


Gláucia: Uma realização da Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

 


Airton: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 


Gláucia: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 


Airton: Boa noite para você e até amanhã.