08 DE ABRIL DE 2019 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Redução de juros e acesso a empréstimos e financiamentos de forma mais rápida. Lei que torna automática a inclusão dos brasileiros no cadastro de bons pagadores é assinada pelo presidente Jair Bolsonaro. Mais oportunidades de trabalho e vida nova no Brasil. Envio de venezuelanos para outros estados do país completa um ano. E A Voz do Brasil traz detalhes da expedição da Funai que evitou conflitos entre indígenas que vivem isolados na Floresta Amazônica.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

  

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite pra você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Segunda-feira, 8 de abril de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Redução de juros e acesso a empréstimos e financiamentos de forma mais rápida.

 

Gabriela: Lei que torna automática a inclusão dos brasileiros no cadastro de bons pagadores é assinada pelo presidente Jair Bolsonaro. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: O Cadastro Positivo reúne o histórico de pagamentos dos consumidores, que vão receber uma pontuação. Quem paga em dia tem a nota mais alta.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil.

 

Gabriela: Mais oportunidades de trabalho e vida nova no Brasil.

 

Nasi: Envio de venezuelanos para outros estados do país completa um ano. Diego Queijo.

 

Repórter Diego Queijo: De lá para cá, mais de 5.400 pessoas foram interiorizadas.

 

Gabriela: E a Voz do Brasil traz detalhes da expedição Funai, que evitou conflitos entre indígenas que vivem isolados na Floresta Amazônica.

 

Nasi: Hoje na apresentação: Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

Nasi: Mais chance para quem quer empreender, ter acesso a crédito e, assim, impulsionar a economia.

 

Gabriela: E esse é um dos objetivos da lei que torna automática a adesão dos brasileiros ao Cadastro Positivo, que foi sancionada hoje pelo presidente Jair Bolsonaro.

 

Nasi: A medida vai incentivar a concorrência entre as instituições financeiras e deve reduzir as taxas de juros aplicadas para o consumidor.

 

Gabriela: A expectativa é que o Cadastro Positivo deva gerar R$ 450 bilhões em arrecadação de impostos e contribuições federais.

 

Repórter Márcia Fernandes: A escritora Nana Calimeris conhece bem o valor de ter o nome limpo na praça. Há cerca de três anos, ela perdeu o emprego, recorreu ao cartão de crédito e começou a acumular dívidas. Foi uma verdadeira bola de neve. Ela precisou negociar conta por conta e ajustar as finanças. Ela conta que, no começo deste ano, conseguiu quitar as últimas parcelas e respirar aliviada.

 

Escritora - Nana Calimeris: É um alívio tão profundo, que eu tomava remédio para dormir, agora eu não tomo mais. A hora que me dá o sono, eu deito, durmo e coloco minha cabeça no travesseiro, e durmo feliz e contente.

 

Repórter Márcia Fernandes: O governo federal sancionou nesta segunda-feira a Lei do Novo Cadastro Positivo, uma boa notícia para quem, assim como a Nana, está com as contas em dia. O Cadastro Positivo reúne o histórico de pagamentos dos consumidores, que vão receber uma pontuação. Quem paga em dia tem a nota mais alta. O presidente da Câmara Nacional dos Dirigentes Lojistas, José César da Costa, conta que esse tipo de cadastro é comum em outros países e deve trazer benefícios para os consumidores e empresas, que podem negociar juros mais baixos e ter mais facilidade para conseguir empréstimos e financiamentos.

 

Presidente da Câmara Nacional dos Dirigentes Lojistas - José César da Costa: Hoje, na hora da compra, muitas vezes esta geladeira de R$ 2 mil você paga R$ 4 mil, porque com isso diminui o poder de compra. Então, quando você reduz o 'spread' bancário, o 'spread' financeiro, automaticamente esse custo será menor, e o custo sendo menor, o seu dinheiro vale mais, você consegue comprar mais com menos dinheiro.

 

Repórter Márcia Fernandes: O Cadastro Positivo funciona desde 2011. A diferença é que agora todas as pessoas e empresas vão entrar no Cadastro Positivo automaticamente. A lei garante o sigilo de dados, como extrato bancário ou fatura do cartão de crédito. Se o consumidor não quiser estar no cadastro, ele pode pedir para sair. Para o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, do Ministério da Economia, Carlos Costa, a lei deve ajudar na redução da inadimplência e dos juros, além de aquecer a economia e reduzir o desemprego.

 

Secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade - Carlos Costa: O estímulo à economia tem potencial de gerar até 450 bilhões de arrecadação de impostos e contribuições federais. Diminuir os custos dos empréstimos e facilitar o acesso dos brasileiros ao crédito é, portanto, uma medida essencial para aumentar a oferta de empregos. Vai melhorar a vida de quem quer comprar um fogão novo, uma geladeira, e vai melhorar muito a vida dos brasileiros que querem investir e empreender.

 

Repórter Márcia Fernandes: Segundo o governo federal, um novo Cadastro Positivo pode beneficiar 130 milhões de pessoas. Reportagem: Márcia Fernandes.

 

Nasi: Tornar o Brasil líder da América Latina em infraestrutura e assim garantir mais investimentos e eficiência.

 

Gabriela: Com mais segurança aos usuários e melhorando o nível dos serviços de transporte.

 

Nasi: O ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes, apresentou hoje o novo mapa estratégico do setor, que quer diminuir o peso do Estado para o cidadão e melhorar a infraestrutura para escoamento da produção brasileira.

 

Gabriela: Uma das mudanças previstas pelo mapa é a redução de custos para o motorista que vai tirar a Carteira Nacional de Habilitação. É o que explica o ministro Tarcísio Gomes.

 

Ministro de Infraestrutura - Tarcísio Gomes: Então esse processo tem que ser digital, ele tem que ser mais ágil, as prorrogações, então, elas vão mudar, a ideia nossa é fazer de dez em dez anos, né? Acabar com o simulador obrigatório, acabar com a obrigatoriedade de aula noturna, ou seja, ações que vão ter por objetivo diminuir o custo da carteira da primeira habilitação e das renovações.

 

Nasi: Ainda de acordo com o ministro, o documento vai adotar critérios para qualificação de projetos das obras, o que vai trazer economia aos cofres públicos.

 

Gabriela: O presidente Jair Bolsonaro comunicou hoje que Abraham Weintraub é o novo ministro da Educação.

 

Nasi: No anúncio feito pelas redes sociais, o presidente também agradeceu a Ricardo Vélez pelos serviços prestados à frente da pasta.

 

Gabriela: Professor da Universidade Federal de São Paulo, Weintraub tem experiência em gestão e também como executivo do mercado financeiro.

 

Nasi: A cerimônia de posse do novo ministro está marcada para amanhã à tarde.

 

Gabriela: Uma missão longe da civilização e com muita emoção.

 

Nasi: A Funai concluiu a expedição que fez contato com indígenas que vivem isolados no Vale do Javari, extremo oeste do Amazonas.

 

Gabriela: O objetivo era evitar um conflito de disputa por terras entre duas etnias e promover o reencontro de parentes indígenas que estavam afastados.

 

Nasi: Para saber mais sobre esta ação, a repórter Graziela Mendonça conversou com o Bruno Pereira, o chefe da expedição da Funai.

 

Repórter Graziela Mendonça: Bruno, primeiro explica pra gente qual foi o objetivo dessa expedição da Funai.

 

Chefe da expedição da Funai - Bruno Pereira: Foi distensionar uma relação de conflito que já se arrastava há pelo menos quatro anos no Vale do Javari, entre o grupo Korubo e o grupo Matis. Em segunda instância, em segundo ponto, seria o reencontro que vinha sendo demandado por índios Korubos contatados em 2015 pelos Matis, de rever seus parentes que ficaram no mato.

 

Repórter Graziela Mendonça: E essa foi uma missão especial porque a Funai não costuma fazer esse tipo de contato, é isso? Explica um pouquinho pra gente.

 

Chefe da expedição da Funai - Bruno Pereira: Exatamente. A política é do não contato, né? Então, em últimos momentos, momentos extremamente difíceis, como esse, em que a integridade física dos índios isolados e também dos Matis estava em xeque, a gente intervém com a situação(F) de contato.

 

Repórter Graziela Mendonça: E como foram os primeiros contatos da equipe com os índios? Em que dia foi?

 

Chefe da expedição da Funai - Bruno Pereira: Foi no dia 19 de março, houve o encontro, mas os indígenas Korubos vão à frente um pouco mais, alguns metros à frente, foi aquela gritaria na floresta, a gente recuou, os demais indígenas e não indígenas, servidores da Funai, e ficaram aguardando, até que eles se sentissem à vontade pra chamar a gente pra conhecer os indígenas. Na sequência, essa emoção, então muito choro entre esses irmãos, eles foram pras suas casas temporárias, que são tipo palhoças, chama da tapiri na Amazônia, e reuniram-se com a família, com mulheres, crianças, todos mais, e vieram até nosso acampamento, no outro dia, e houve novos reencontros ali. Outros Korubos que estavam na outra equipe também chegaram, emoção muito grande, muito choro, de cantos e danças, celebrando esse momento e cumprindo com a missão de explicar quem eram aqueles índios Matis e por que vocês, Korubos, estavam andando pra lá, que não andassem tão próximo.

 

Repórter Graziela Mendonça: Em relação a essa questão dos confrontos entre os Korubos e os Matis, qual foi o resultado desse diálogo?

 

Chefe da expedição da Funai - Bruno Pereira: Bom, fomos bem claros, eu acho que foi bem inteligível para os Korubos, que não é salutar, não é bom para eles estarem andando pra lá. Os Matis pediam isso nesse momento. Até que, no futuro, eles possam dialogar novamente, numa boa, eu acho que é a vontade Matis nesse momento, os Korubos também vão, no momento certo, dialogar.

 

Repórter Graziela Mendonça: E qual é o balanço que se pode fazer dessa expedição?

 

Chefe da expedição da Funai - Bruno Pereira: O balanço alcançou a missão, alcançou os objetivos que ela tinha de fazer e agora fica a responsabilidade ao Estado Brasileiro de dar os direitos a esses indígenas, no sentido de eles poderem escolher que forma de vida eles vão ter a partir de agora.

 

Repórter Graziela Mendonça: Conversamos com Bruno Pereira, chefe da expedição e coordenador-geral de Índios Isolados e Recém-Contatados da Funai. Obrigada pela sua entrevista para a Voz do Brasil.

 

Chefe da expedição da Funai - Bruno Pereira: Obrigado a vocês e uma boa noite.

 

Gabriela: Professores e funcionários treinados com noções de primeiros socorros no ensino básico.

 

Nasi: Você vai ouvir ainda nesta edição detalhes da lei que ajuda a salvar vidas de crianças, a Lei Lucas.

 

Gabriela: Turistas dos Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália não vão precisar mais de visto para entrar no Brasil.

 

Nasi: A decisão tomada pelo governo começa a valer em junho.

 

Gabriela: No entanto, um outro documento é fundamental para qualquer pessoa visitar outro país: o passaporte.

 

Nasi: No Pra Você, Cidadão de hoje, vamos explicar como tirar esse documento.

 

"Pra Você, Cidadão".

 

Repórter Mirna Ledo: O primeiro passo para tirar o passaporte é acessar o site da Polícia Federal. Ao clicar na aba "passaporte", você vai encontrar a lista de documentos exigidos e a seção "requerer passaporte". Depois de preencher todos os dados, será gerada a GRU, Guia de Recolhimento da União, que normalmente tem o valor de R$ 257,25. Em até três dias úteis depois de efetuar o pagamento, você poderá agendar o atendimento presencial em um posto da Polícia Federal. Não esqueça de comparecer no dia e horário marcados, levando os originais de todos os documentos exigidos. Finalizado o requerimento, o passaporte deve estar pronto para a retirada em até seis dias úteis. Para mais informações, acesse: pf.gov.br. Mirna Ledo para a Voz do Brasil.

 

Gabriela: O ministro da Economia, Paulo Guedes, participou hoje de evento promovido por veículos de comunicação em Brasília.

 

Nasi: Além das metas dos primeiros cem dias de governo, Guedes falou da Nova Previdência e de outras metas para controlar os gastos públicos, retomar investimentos e empregos.

 

Repórter Pablo Mundim: No evento realizado por veículos de comunicação sobre os cem dias de governo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a proposta da Nova Previdência em análise no Congresso é fator essencial para o equilíbrio das contas públicas e a retomada do crescimento econômico. De acordo com o ministro, a ideia é corrigir desigualdades.

 

Ministro da Economia - Paulo Guedes: Você olha lá o orçamento da União, primeiro grande [ininteligível], 700 e poucos bilhões, Previdência, buraco da Previdência, então ele gasta muito. Aí você vai olhar se ele gasta bem. Não, é uma fábrica de privilégios. O governo fabrica desigualdades. A ideia da Previdência é interessante, quem ganha mais, lá no final da vida, também vai receber mais. Sim, mas não a previdência pública. A previdência pública republicana é o seguinte: nenhum brasileiro vai ser deixado para trás, e não há recurso mais pra todo mundo.

 

Repórter Pablo Mundim: Um outro problema identificado pelo ministro é a burocratização e a quantidade de impostos pagos pelos brasileiros. Por isso, uma outra meta é simplificar esse processo.

 

Ministro da Economia - Paulo Guedes: Mas eu quero sinalizar brutalmente a simplificação. Negócio de 40 impostos, esse troço acabou, vai juntar esse troço todo e vai começar rápido, pegar o imposto, vamos pegar PIS, Contribuição Sobre Lucro Líquido, PIS, fundo social, junta esse troço todo num negócio só, nós vamos dar uma enxugada, vamos simplificar, eliminar impostos, reduzir.

 

Repórter Pablo Mundim: Das 35 ações criadas pelo governo para os cem primeiros dias, 5 são da competência do Ministério da Economia, todas já foram executadas pelo ministério dentro do prazo. Embora a Nova Previdência não configure entre as metas, a proposta é essencial para o governo, já que prevê economia de R$ 1 trilhão nos próximos dez anos. Reportagem: Pablo Mundim.

 

Gabriela: Comida, acesso a consultas médicas, vacinas, remédios, novos documentos.

 

Nasi: E mais oportunidades de conseguir trabalho e começar vida nova no Brasil.

 

Gabriela: O envio de venezuelanos abrigados em Roraima para outros estados do país completou um ano.

 

Nasi: E nesse tempo, mais de 5.400 imigrantes foram auxiliados pelo governo na chamada interiorização.

 

Repórter Diego Queijo: Foi em um dos voos da Força Aérea Brasileira que o mecânico Jimelson Spinoza(F) chegou com a família a Brasília, no Distrito Federal. Sete meses depois e já empregado, ele diz que a interiorização lhe deu oportunidade de recomeçar a vida.

 

Mecânico - Jimelson Spinoza(F): [outro idioma] 'mucho', porque...

 

Repórter Diego Queijo: Ele conta que a mudança foi a chance de fugir da fome e da falta de trabalho na Venezuela, situação comum no país e que pode ser superada aqui no Brasil, graças também ao esforço dos empresários.

 

Mecânico - Jimelson Spinoza(F): 'Mucha cosa, que es tener una estabilidad'.

 

Repórter Diego Queijo: Hoje, quase 40% dos imigrantes interiorizados estão trabalhando. O diretor da concessionária onde Jimelson(F) atua, Idelmar Fernandes, está satisfeito com o colaborador e aprova a ação do governo.

 

Diretor de concessionária - Ildemar Fernandes: A experiência está sendo excelente, muito importante, sim, essa iniciativa do governo federal, muito nobre. Mas é muito importante também a participação do empresariado, no sentido de alocar esse pessoal.

 

Repórter Diego Queijo: O Ministério da Cidadania e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, o Acnur, coordenam o processo de acolhimento e assistência aos imigrantes. Segundo o oficial de Meios de Vida do Acnur, Paulo Sérgio de Almeida, a interiorização foi capaz de promover mais qualidade de vida aos brasileiros em Roraima e aos venezuelanos que chegam ao país passando por dificuldades.

 

Oficial de Meios de Vida do Acnur - Paulo Sérgio de Almeida: O programa de interiorização, ele vem como uma saída pra essa situação. De um lado, aliviar essa sobrecarga no estado, e de outro, gerar melhores possibilidades de acesso a trabalho, acesso a renda, a integração.

 

Repórter Diego Queijo: Quando chegam às cidades de destino, os imigrantes recebem acolhimento de três a seis meses, alimentação e apoio para reinserção social. As ações são conjuntas entre o governo federal, estados e municípios, o que trouxe experiência à gestão pública. E o trabalho já tem reconhecimento internacional, como conta a assessora especial de Assuntos de Imigração, do Ministério da Cidadania, Nilzarete Lima.

 

Assessora especial de Assuntos de Imigração - Nilzarete Lima: Eu avalio, assim, como um grande aprendizado para o Brasil, em termos de política pública para migração, a gente não tinha uma expertise com relação a isso. Estamos fazendo um bom trabalho, porque o trabalho que nós estamos fazendo, inclusive, ele está servindo de referência e está sendo muito elogiado por outros países.

 

Repórter Diego Queijo: O processo de transferência de imigrantes venezuelanos de Roraima para outras regiões do Brasil envolve o Ministério da Cidadania, as Forças Armadas e a Organização das Nações Unidas, a ONU, com o apoio de instituições da sociedade civil. Reportagem: Diego Queijo.

 

Gabriela: Nasi, você sabe o que fazer quando alguém fica engasgado ou sofre uma parada cardíaca?

 

Nasi: Pois é, Gabriela. Uma história triste envolvendo uma situação dessas levou à criação de uma lei que prevê a capacitação de professores em primeiros socorros no ensino básico.

 

Gabriela: É a Lei Lucas, que já está em vigor.

 

Repórter Cleide Lopes: Quem foi criança sabe como é a ansiedade de fazer a primeira excursão com a escola. Foi assim com o Lucas Begalli, de 10 anos. Mas o que deveria ser um divertido passeio da escola, em setembro de 2017, em Campinas, no interior de São Paulo, se tornou o dia mais triste da vida da família de Lucas. O menino se engasgou com o cachorro-quente servido na excursão, o que levou à asfixia. Foram 50 minutos de tentativas de reanimação, mas após várias paradas cardíacas, ele acabou morrendo. A mãe de Lucas, Alessandra Begalli, fez da sua dor uma luta para evitar que o engasgo fizesse novas vítimas.

 

Mãe de Lucas - Alessandra Begalli: Como ninguém pensou em fazer alguma coisa pra mudar a nossa realidade brasileira que, assim, é tão carente dessa questão dos primeiros socorros? A questão é muito subestimada aqui.

 

Repórter Cleide Lopes: Alessandra foi às redes sociais e palestras em escolas, alertando sobre a importância de capacitar as pessoas que trabalham com crianças em primeiros socorros. Tanto esforço resultou na criação de uma lei municipal que já salvou vidas. A diretora de uma escola de Ensino Fundamental, em Campinas, Rose Campos, conta que, com a lei, já foi possível socorrer uma criança de 5 anos na sua instituição.

 

Diretora de escola - Rose Campos: Se engasgou com um pedaço de maçã na hora do lanche e a professora percebeu e conseguiu com que esse aluno tivesse o desengasgue imediato. Se aquela professora não soubesse o que fazer, inevitavelmente, não teria dado tempo de socorrê-lo.

 

Repórter Cleide Lopes: E depois de um ano e meio, a luta de Alessandra ganhou o país e a lei saiu das esferas do município e se tornou federal. Professores e funcionários de escolas públicas e privadas de ensino infantil e básico terão que aprender noções básicas de primeiros socorros. Alessandra Begalli fala dos seus sentimentos com a lei que leva o nome do filho que perdeu.

 

Mãe de Lucas - Alessandra Begalli: Fico, assim, aliviada de saber que nós vamos ter muita possibilidade de evitar mortes como a do Lucas.

 

Repórter Cleide Lopes: O médico Erick Freitas Curi, idealizador do Salve uma Vida, projeto de extensão da Universidade Federal do Espírito Santo, defende que a Lei Lucas deveria ser estendida à toda a sociedade, porque, segundo ele, 85% das paradas cardíacas em crianças ocorrem dentro de casa.

 

Médico - Erick Freitas Curi: Quando a pessoa que presencia uma parada cardíaca e uma situação de engasgo, ela sabe fazer as manobras corretas, ela dobra a chance de sobrevivência dessa vítima.

 

Repórter Cleide Lopes: A lei foi sancionada em outubro do ano passado e agora entrou em vigor. Reportagem: Cleide Lopes.

 

Nasi: Cada vez mais os brasileiros estão buscando opções de alimentos saudáveis para colocar na mesa.

 

Gabriela: E nessa busca, encontram os orgânicos, livres de agrotóxicos e substâncias químicas.

 

Nasi: Só no ano passado, o mercado brasileiro de orgânicos faturou R$ 4 bilhões, 20% a mais que em 2017.

 

Repórter Gabriela Noronha: À primeira vista, a fazenda Burin é uma propriedade comum de produção agrícola, mas se reparar nos detalhes há algo de especial no lugar: cores vivas por todos os lados, o verde da alface, o vermelho da acerola. Na terra da propriedade, que fica a cerca de 30 quilômetros de Brasília, nada de agrotóxicos, adubos químicos ou substâncias sintéticas que agridam o ambiente. Há quatro anos, Carla Burin convenceu a família a mudar para a produção orgânica. O pai, João Burin, agricultor desde criança, resistiu no começo, mas hoje, aos 79 anos, é só orgulho.

 

Agricultor - João Burin: A gente se sente mais à vontade para oferecer para os produtos(F) da gente. Não tenho receio nenhum em oferecer e dizer: olha, pode comer, que disso aqui você não vai morrer.

 

Repórter Gabriela Noronha: Enquanto o pai toca a lavoura e a mãe ajuda na agroindústria, Carla cuida da parte administrativa e da produção. A família produz receitas veganas, ou seja, sem nenhum produto de origem animal, de forma artesanal. Os salgados já são distribuídos em mais de 20 lojas. Quibe de batata-doce e coxinha de jaca são alguns dos que mais vendem. Carla Burin conta que a demanda é tanta que eles não conseguem atender.

 

Produtora - Carla Burin: A gente triplicou nosso faturamento desde que a gente começou a vender como orgânico, porque a procura é muito grande. A gente, hoje, não consegue atender a nossa demanda.

 

Repórter Gabriela Noronha: O nutricionista Adriano Cáceres conheceu os produtos da família Burin há cinco meses, em uma loja no centro de Brasília. Há algum tempo que ele optou por consumir produtos orgânicos e conta o porquê.

 

Nutricionista - Adriano Cáceres: Além do fato de não terem agrotóxicos, são alimentos que têm um maior teor de antioxidantes, de vitaminas, e além do que fazem bem para o meio ambiente, e a gente sempre tem que ter esse cuidado.

 

Repórter Gabriela Noronha: O interesse pelos orgânicos só aumenta no país. O mercado brasileiro de orgânicos faturou, no ano passado, R$ 4 bilhões, 20% a mais do que em 2017, segundo o Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável, que reúne cerca de 60 empresas do setor. A empresária Beatriz Cavalcanti Nunes, dona de um negócio especializado em orgânicos, sentiu na pele o que mostram os números e acredita numa mudança de comportamento dos brasileiros.

 

Empresária - Beatriz Cavalcanti Nunes: Desde que estamos no mercado, de 2015 para cá, foi só crescimento mesmo da procura, da aceitação também dos produtos, e acho que também um pouco a compreensão assim das pessoas de que realmente não é uma coisa só individual, envolve muita coisa além, né?

 

Repórter Gabriela Noronha: Ainda de acordo com a pesquisa, o Brasil é apontado como líder do mercado de orgânicos da América Latina. Em extensão de terra, a produção de orgânicos cresceu mais de 200 mil hectares em dez anos, atingindo em 2017 mais de 1 milhão de hectares. Para a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, cuidar da alimentação é uma das formas de cuidar da saúde e o governo federal incentiva o crescimento desse mercado.

 

Ministra da Agricultura - Tereza Cristina: E as pessoas, para viver mais, precisam cuidar da sua saúde, e a saúde também vem através da alimentação, começa a ser parte da cultura do povo brasileiro consumir alimentos saudáveis. E o Ministério da Agricultura, ele tem que fazer o quê? Incentivar que mais pessoas entrem nesse nicho de mercado.

 

Repórter Gabriela Noronha: A Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo desenvolve campanhas para fortalecer a ideia de consumo consciente dos produtos da Amazônia. Além disso, o Brasil e o Chile assinaram em setembro do ano passado um acordo de equivalência de produtos orgânicos inédito na América do Sul, para fortalecer o comércio desses produtos entre os dois países. E em maio deste ano, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento vai realizar a 15ª Edição da Semana Nacional dos Orgânicos para divulgar o tema. Reportagem: Gabriela Noronha.

 

Gabriela: O vice-presidente Hamilton Mourão está nos Estados Unidos, desde a última sexta-feira, participando de uma série de atividades. Hoje, por exemplo, ele foi recebido pelo vice-presidente americano, Mike Pence.

 

Nasi: E nesse domingo, ele fez uma palestra em Boston e avaliou os primeiros cem dias de governo. Mais uma vez, ele destacou a importância das mudanças no sistema de previdência do Brasil.

 

Vice-presidente - Hamilton Mourão: O primeiro passo foi reduzir o número de ministérios e montar um gabinete composto de pessoas capacitadas e competentes, descartando a prática de distribuição de cargos públicos em troca de apoio político. Para atacar os problemas mais complexos e prementes da recuperação econômica e da crise na segurança pública foram escolhidos os Srs. Paulo Guedes e Sérgio Moro. Ambos já formularam, em suas respectivas áreas de competência, os primeiros projetos para atacar frontalmente as dificuldades vividas em nosso país. Em menos de cem dias, a Reforma da Previdência e o Pacote Anticrime foram encaminhados para apreciação do Congresso Nacional. Outros ajustes igualmente necessários também iniciaram um processo de debate no Congresso, mas a prioridade do momento é a reforma previdenciária.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Boa noite e até amanhã.

 

"Governo federal. Pátria amada, Brasil".