08 DE JANEIRO DE 2018

Destaques da Voz do Brasil: Divulgado novo calendário de saque do PIS/Pasep.E presidente Michel Temer destaca impacto para a economia e para os brasileiros. E-Social começa a ser obrigatório para empresas. Programa para alfabetização vai garantir assistente junto com o professor dentro de sala de aula.

audio/mpeg 08_01_18 - A VOZ DO BRASIL.mp3 — 23536 KB




Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Segunda-feira, 8 de janeiro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao nosso destaque do dia.

 

Alessandra: Divulgado novo calendário de saque do PIS/Pasep. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: Homens a partir dos 65 anos e mulheres com 62 já podem voltar a sacar. Para pessoas com mais de 60 anos, o saque começa dia 24 de janeiro.

 

Nasi: E presidente Michel Temer destaca impacto para a economia e para os brasileiros.

 

Presidente Michel Temer: Com essa diminuição da idade para o saque do PIS/Pasep, pode chegar a praticamente quase R$ 20 bilhões injetados na economia.

 

Alessandra: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: ESocial começa a ser obrigatório para empresas. Nei Pereira.

 

Repórter Nei Pereira: As empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões por ano já estão obrigadas a usarem o eSocial a partir desta segunda-feira. Mais de 13 milhões de empresas estão neste grupo.

 

Alessandra: Programa para alfabetização vai garantir assistente ao lado do professor na sala de aula. Luís Cláudio Moreira.

 

Repórter Luís Cláudio Moreira: O objetivo é fortalecer e apoiar as escolas no processo de alfabetização dos estudantes do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental. O investimento será de R$ 523 milhões em 2018.

 

Nasi: E atenção, estudantes: estão procurando estágio ou já trabalham?

 

Alessandra: Fiquem atentos, que vamos falar quais são os seus direitos.

 

Nasi: Na apresentação da Voz do Brasil, Alessandra Bastos e Nasi Brum.

 

Alessandra: E para assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: O governo divulgou hoje o calendário de saques do PIS/Pasep.

 

Alessandra: A novidade para este ano é que a idade mínima para saque, que era de 65 anos para homens e de 62 para mulheres, foi reduzida.

 

Nasi: Agora trabalhadores e trabalhadoras com 60 anos ou mais também vão poder sacar o benefício.

 

Alessandra: Muita gente que nem imaginava ter direito ao benefício acabou descobrindo que pode contar com uma renda extra para enfrentar as despesas de início de ano.

 

Repórter Pablo Mundim: A partir desta segunda-feira, homens com mais de 65 anos e mulheres com mais de 62 que trabalharam algum período até 1988 já podem sacar o saldo do PIS/Pasep. E, a partir do dia 24 de janeiro, homens e mulheres com 60 anos ou mais também podem sacar o recurso. Os que têm conta-corrente ou poupança individual na Caixa ou Banco do Brasil vão ter o dinheiro depositado automaticamente no dia 22. O consultor imobiliário aposentado de 61 anos, Washington de Oliveira, do Rio de Janeiro, já sabe o que vai fazer com o dinheiro.

 

Consultor imobiliário aposentado - Washington de Oliveira: Quando a gente que é autônomo, no início do ano é uma coisa difícil para a gente, né? Então esse dinheirinho vem em boa hora. Tenho umas dividazinhas a pagar, com esse dinheirinho vai dar para pagar e ainda vai sobrar para 'mim' me manter na retomada do início do ano, né?

 

Repórter Pablo Mundim: Aposentados, pessoas com mais de 70 anos e herdeiros de cotistas falecidos podem sacar o dinheiro a qualquer momento. O governo disponibilizou mais de R$ 23 bilhões para atender 12 milhões de trabalhadores que têm direito ao benefício. O diretor do Departamento de Assuntos Financeiros do Ministério do Planejamento, Sérgio Calderini, fala sobre o impacto que os recursos devem ter na economia.

 

Diretor do Departamento de Assuntos Financeiros - Sérgio Calderini: O impacto projetado no PIB desses R$ 23,6 bilhões é por volta de 0,3 pontos percentuais. Com essa novidade que a gente colocou agora na MP 813, 4,5 milhões de pessoas também poderão acessar os seus recursos. Isso representa cerca de R$ 7.8 bilhões com potencial de ser injetado na economia.

 

Repórter Pablo Mundim: Para saber se tem direito ao saque, o trabalhador pode procurar as agências da Caixa, que administra o PIS, ou do Banco do Brasil, responsável pelo Pasep. As informações também estão disponíveis nos sites: www.caixa.gov.br/cotaspis e www.bb.com.br/pasep. Reportagem, Pablo Mundim.

 

"Você na Voz do Brasil".

 

Nasi: E essa semana, nosso quadro tem participação do presidente Michel Temer, que responde depoimentos dos nossos ouvintes.

 

Alessandra: Ele fala da decisão de antecipar o saque do PIS/Pasep, uma das medidas do governo para aquecer a economia.

 

Nasi: É, Alessandra, assim como aconteceu no saque do FGTS, que teve impacto direto na vida dos brasileiros.

 

Alessandra: A Marta Sueli, que cuida da mãe idosa em casa e está desempregada, mandou uma mensagem para nós aqui, na Voz do Brasil, falando sobre essa medida e por que foi tão importante para ela. Vamos ouvir.

 

Ouvinte - Marta Sueli Borges Teixeira: Meu nome completo é Marta Sueli Borges Teixeira, tenho 58 anos e moro na cidade de Brejões, na Bahia. Esse ano, eu saquei o meu FGTS. Era um dinheiro até que eu não esperava receber, né? Me serviu para pagar dívida de cartão de crédito. E ele chegou em boa hora, devido a me encontrar desempregada, já me ajudou muito.

 

Nasi: O presidente Michel Temer responde, Sueli.

 

Presidente Michel Temer: Olha aí. Boa noite aos ouvintes da Voz do Brasil e boa noite a você, Marta Sueli, e ao povo baiano. Aliás, é muito bom saber que uma medida simples que tomamos foi importante para você e ainda mais num momento difícil. Ao liberar o saque das contas inativas do Fundo de Garantia, pudemos perceber um ganho extraordinário na economia do país. Todo mundo ganhou: o trabalhador, o empresário, o Brasil. Foram R$ 44 bilhões em saques da conta, onde o trabalhador gastou como quis: pagou dívidas, comprou um presente, reformou a casa, enfim, investiu. E tudo isso aqueceu a economia de modo geral. Não foi sem razão que aumentaram as vendas do comércio, a indústria voltou a crescer e geramos mais empregos. E deu tão certo que agora antecipamos o direito a saque de outro benefício, o PIS/Pasep. O PIS é... aqueles trabalhadores da iniciativa privada, e Pasep são aqueles trabalhadores do setor público, não é? E a idade mínima para esses saques era de 70 anos, nós passamos para 65 anos para os homens e 62 anos para as mulheres, mas agora nós diminuímos para 60 anos, tanto para o homem como para mulheres, né? Portanto, o saque será maior do que aquele inicialmente previsto. Portanto, eu acho que pode chegar, com essa diminuição da idade para o saque do PIS/Pasep, pode chegar a praticamente quase R$ 20 bilhões, que, somados àquilo que foi liberado do Fundo de Garantia, vai chegar a mais de R$ 60 bilhões injetados na economia.

 

Alessandra: A partir de hoje, o eSocial é obrigatório para empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões.

 

Nasi: E o sistema facilita a vida do empresário e reúne informações fiscais, trabalhistas e previdenciárias dos trabalhadores.

 

Alessandra: Para os demais empresários é preciso ficar atento: o cronograma de implantação do sistema continua durante todo este ano.

 

Repórter Nei Pereira: Na empresa de contabilidade que presta serviço para outras companhias do Rio de Janeiro, a atualização cadastral de funcionários e testes com o eSocial começaram no ano passado. O planejamento foi para que tudo estivesse pronto neste mês, quando o envio de informações pela plataforma passa a ser obrigatório. Para o diretor do escritório, Hélio Dorin, o eSocial traz economia para as empresas.

 

Diretor de escritório - Hélio Dorin: Tínhamos, até a entrada do eSocial, um grande volume de papéis. Então, nós tínhamos custo de guarda desses papéis, custo de manipulação desses papéis, e nós temos que guardar por 35 anos. Então, com a entrada do eSocial, nós transformamos essas informações em meio digital.

 

Repórter Nei Pereira: As empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões por ano já estão obrigadas a usarem o eSocial a partir desta segunda-feira. O sistema unifica informações fiscais, previdenciárias e trabalhistas dos empregados. Mais de 13 milhões de empresas estão neste grupo e representam cerca de um terço do total de trabalhadores do país. O envio das informações nesta fase de implantação do programa será em três etapas, como detalha o assessor especial para o eSocial, Altemir Melo.

 

Assessor especial para o eSocial - Altemir Melo: Os primeiros dois meses, as empresas que estão obrigadas, essas que tiveram faturamento acima de R$ 78 milhões, elas estão obrigadas a mandar dados cadastrais e tabelas, são as primeiras informações. A partir de março, março e abril, ela vai estar informando eventos não periódicos: são as admissões, demissões, cadastros de trabalhadores, né? E, a partir de maio, aí nós passamos a ter a folha de pagamento no sistema.

 

Repórter Nei Pereira: Quando totalmente implantado, o eSocial vai reunir informações de mais de 44 milhões de trabalhadores, dos setores público e privado, em um único banco de dados. A próxima fase será para micro e pequenas empresas e microempreendedor individual que tem empregado. Nesse caso, a obrigatoriedade será a partir de 16 de julho. Segundo o presidente do Sebrae Nacional, Guilherme Afif Domingos, o eSocial vai facilitar a contratação de funcionários pelas empresas.

 

Presidente do Sebrae Nacional - Guilherme Afif Domingos: Unifica dados, unifica o recolhimento e diminui as obrigações acessórias. É um benefício para as empresas que geram emprego.

 

Repórter Nei Pereira: Os órgãos públicos e as empresas estatais passam a ser obrigados a enviar informações de funcionários pelo eSocial a partir de janeiro de 2019. Reportagem, Nei Pereira.

 

Nasi: Na hora de fechar o orçamento, o governo trabalha igual qualquer brasileiro. Põe na ponta do lápis quanto vai pagar e quanto vai receber.

 

Alessandra: E, em 2019, a conta pode ficar no vermelho se não for feita a reforma da Previdência.

 

Nasi: O rombo ocorreria por causa do aumento das despesas de custeio, como, por exemplo, o pagamento de salários e de benefícios da Previdência Social, que ficariam maiores do que o patrimônio federal. O repórter João Pedro Neto explica.

 

Repórter João Pedro Neto: O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, insistiu que a aprovação da reforma da Previdência é prioridade para a sustentabilidade das contas públicas do país no longo prazo, inclusive para o cumprimento das normas de responsabilidade fiscal.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Primeiro lugar, o fato de que a reforma da Previdência, a princípio, está marcada para ser discutida e votada agora em fevereiro. Então, isso claramente é prioritário. Segundo, a reforma da Previdência é fundamental para qualquer planejamento fiscal de futuro, seja o que todos chamam de regra de ouro, seja a sustentabilidade fiscal, seja a taxa de juros, seja a inflação, seja risco-Brasil no futuro... Em resumo, o foco, a atenção principal é essa.

 

Repórter João Pedro Neto: E segundo o ministro do Planejamento, Diogo Oliveira, o governo já se preocupa com o orçamento de 2019. Sem a reforma, estudos indicam dificuldade para cumprir a chamada regra de ouro das contas públicas. A norma tem o objetivo de evitar que o governo aumente o endividamento para pagar gastos correntes, como salários e despesas de manutenção da máquina pública.

 

Ministro do Planejamento - Diogo Oliveira: Nós temos tido dificuldades com essa regra já nos últimos dois anos, e teremos nos próximos anos. Por que o governo está tendo dificuldade com esta regra? Pelo fato de que os déficits que nós temos tido nos últimos anos são déficits criados pela despesa de custeio, particularmente despesa da Previdência. Por que nós temos que tratar disso em 2018? Porque nós temos que elaborar, em 2018, o orçamento de 2019.

 

Repórter João Pedro Neto: Para o ministro da Fazenda, a regra será cumprida nesse ano, assim como o teto dos gastos públicos. Henrique Meirelles disse que o governo não estuda uma suspensão pura e simples da regra de ouro, mas que a discussão sobre ajustes deve ser feita no momento adequado. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Alessandra: Em 2017, o Poder Executivo exonerou 506 servidores públicos por envolvimento em atividades contrárias à lei.

 

Nasi: O principal motivo das expulsões foi a prática de atos relacionados à corrupção, 66% no total. Em seguida, estão abandono de cargo, faltas não justificadas ou acumulação ilícita de cargos.

 

Alessandra: Foram registradas 424 demissões de funcionários efetivos, 56 cassações de aposentadorias e 26 destituições de ocupantes de cargos em comissão. Os dados não incluem os empregados de empresas estatais.

 

Nasi: Em 15 anos, o Governo Federal já expulsou mais de 6.700 servidores.

 

Alessandra: Os dados são de levantamento realizado pelo Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União.

19h14 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Ministério da Educação vai investir mais de R$ 500 milhões para melhorar qualidade da alfabetização.

 

Alessandra: Daqui a pouco vamos falar e dar os detalhes dessa ação, que prevê um assistente ao lado do professor na sala de aula.

 

Nasi: Quem completa 18 anos neste ano precisa ficar atento.

 

Alessandra: O alistamento militar já começou. Os detalhes você acompanha agora no nosso quadro "Pra você, cidadão".

 

"Pra você, cidadão".

 

Repórter Daniel Costa: Os jovens que completam 18 anos em 2018 já podem realizar o alistamento militar, e a data-limite é até 30 de junho. É possível se alistar pelo endereço na internet: www.alistamento.eb.mil.br, ou diretamente nas Juntas de serviço militar mais próximas. Na internet, é necessário informar apenas o número do CPF. Caso o jovem não possua o documento, deve levar à Junta Militar a certidão de nascimento, comprovante de residência e um documento oficial com fotografia, como a carteira de identidade ou a carteira de trabalho. Uma vez feito o alistamento, o jovem recebe um número de registro no Certificado de Alistamento Militar e vai poder verificar, por meio do www.alistamento.eb.mil.br, se vai continuar na seleção para Marinha, Exército ou Aeronáutica, ou se foi dispensado, recebendo Certificado de Dispensa de Incorporação. Anualmente, cerca de 1,8 milhão de jovens participam do processo, e 100 mil são convocados, incorporados às Forças Armadas. Daniel Costa para a Voz do Brasil.

 

Nasi: Eles têm o esporte como principal atividade.

 

Alessandra: E treinam horas e horas para defender a bandeira do país ou do estado na sua modalidade.

 

Nasi: São atletas que, muitas vezes, não têm patrocínio e nem condições de se manter no esporte.

 

Alessandra: É aí que entra o Bolsa-Atleta, do Ministério do Esporte, que, neste ano, selecionou quase 6 mil esportistas.

 

Nasi: O benefício é pago para várias categorias e ajuda a financiar estrutura necessária para o treinamento dos futuros campeões.

 

Repórter Mara Kenupp: Ana Luiza Dantas tem 15 anos e pratica salto em distância desde os 11, na categoria estudantil. Ela é atleta do Centro de Estímulo ao Esporte e Educação da Ceilândia, no Distrito Federal. E, pela primeira vez, foi contemplada com o Bolsa-Atleta do Governo Federal.

 

Atleta - Ana Luiza Dantas: Com esse dinheiro, eu vou melhorar minha alimentação, comprar frutas, comprar tênis, ir para o nutricionista, fazer exames.

 

Repórter Mara Kenupp: No time do União dos Atletas Cegos do Distrito Federal, o Uniace, o convidado de honra para os treinos é o jogador de goalball do Santos, Leomon Moreno. A modalidade é disputada exclusivamente por jogadores cegos, que devem acertar o gol da equipe adversária. Durante as partidas, o público deve ficar em silêncio porque os atletas se orientam pelo barulho dos guizos colocados dentro da bola. Medalhista de bronze nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, Leomon recebe o Bolsa-Atleta na categoria internacional e foi mais uma vez selecionado para continuar com o benefício.

 

Atleta - Leomon Moreno: O Bolsa-Atleta, assim, na verdade, é até um incentivo a mais para a gente chegar até uma medalha dentro do campeonato ou o título, né? Porque, como é uma ajuda até financeira, a gente sempre luta também para conseguir chegar ao pódio, para conseguir uma Bolsa-Atleta, e porque a gente sabe que, a gente conseguindo esse recurso, no próximo ano a gente já vai estar bem mais tranquilo quanto à estrutura...

 

Repórter Mara Kenupp: No total, 5.830 atletas foram selecionados pelo Ministério do Esporte para receber o Bolsa-Atleta por um ano nas modalidades que compõem os jogos olímpicos e paralímpicos. O investimento é de cerca de R$ 80 milhões. Os esportistas foram escolhidos pelos resultados obtidos no ano de 2016. Ana Luiza, por exemplo, foi vice-campeã de salto em distância dos Jogos da Juventude, em João Pessoa, na Paraíba. Para o treinador de Ana Luiza, Nildomar Valadares, o recurso faz a diferença na vida dos atletas.

 

Treinador - Nildomar Valadares: É espetacular. Isso vai ajudar bastante na alimentação, na compra de alguns materiais esportivos e de exames médicos. E também quando precisar de viajar, em alimentação nas viagens.

 

Repórter Mara Kenupp: Desde que foi criado, em 2005, o programa já patrocinou mais de 20 mil atletas brasileiros. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Alessandra: O programa Mais Alfabetização vai investir mais de R$ 500 milhões neste ano.

 

Nasi: A ideia é melhorar a qualidade da educação para mais de 4,5 milhões de alunos que são alfabetizados em escolas públicas do país.

 

Alessandra: Entre as principais ações estão a garantia de um assistente de alfabetização em sala.

 

Nasi: Mas, atenção: estados e municípios precisam aderir ao programa.

 

Repórter Luís Cláudio Moreira: O objetivo é fortalecer e apoiar as escolas no processo de alfabetização dos estudantes do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental. Entre as principais ações está a garantia de um assistente de alfabetização ao professor em sala. O investimento será de R$ 523 milhões em 2018. O programa Mais Alfabetização faz parte de uma série de ações que respondem a um cenário preocupante revelado pelos resultados da Avaliação Nacional de Alfabetização, a ANA, de 2016, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Inep, no final de 2017. Segundo o secretário de Educação Básica do MEC, Rossieli Soares, o programa vai trazer mais recursos para as escolas investirem na alfabetização.

 

Secretário de Educação Básica - Rossieli Soares: Recentemente divulgamos os resultados da Avaliação Nacional da Alfabetização e vimos que os resultados são muito preocupantes, sem qualquer avanço nos últimos anos. E, como resposta, nós criamos o Mais Alfabetização, que vai levar um assistente de alfabetização para cada um dos professores do Brasil, em todas as turmas, garantindo que o professor possa dar mais tempo de qualidade no atendimento aos alunos, visando assim a melhoria, a qualidade da aprendizagem nesse processo, que é o mais importante de toda a educação. Então, vai o recurso tanto para o assistente quanto também para outras atividades que a escola vai decidir quais são, qual será o melhor uso para este recurso.

 

Repórter Luís Cláudio Moreira: A participação no programa Mais Alfabetização é voluntária. A partir do dia 12 de janeiro, estados e municípios têm até 30 dias para aderir ao programa, por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do MEC, o Simec. Para saber mais, acesse portal.mec.gov.br. Reportagem, Luís Cláudio Moreira.

 

Alessandra: 19h21 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Começo de ano e muita gente aproveita para tentar uma vaga de estágio.

 

Alessandra: Com viagens e término de bolsas, a procura e a oferta aumentam nessa época.

 

Nasi: E apesar de não terem vínculo empregatício, os estagiários possuem uma série de direitos. Quem detalha que direitos são esses é a repórter Raíssa Lopes.

 

Repórter Raíssa Lopes: Felipe Santos sempre gostou de notícias e de saber o que acontece em sua volta. A escolha pelo curso de Jornalismo foi natural, mas foi ao conseguir o primeiro estágio que teve certeza de que essa é a profissão que quer seguir. Ele conta o que aprendeu estagiando.

 

Estudante - Felipe Santos: Aprendi muito mais nos estágios, na prática, diariamente, do que na faculdade. Eu aprendi a produzir os meus primeiros textos. Foram ruins, e com o tempo eles melhoraram muito por causa disso. Eu imagino que eu vou chegar mais preparado para o mercado de trabalho.

 

Repórter Raíssa Lopes: Muita gente aproveita o início do ano para buscar uma vaga de estágio. E, apesar de estagiário não ter vínculo empregatício, possui uma série de direitos, a começar por uma bolsa e auxílio transporte, em caso de estágio não obrigatório, como explica o diretor do Departamento de Fiscalização do Ministério do Trabalho, João Paulo Machado.

 

Diretor do Departamento de Fiscalização - João Paulo Machado: Além disso, ele tem direito a um recesso remunerado, como se fosse umas férias, de 30 dias, a partir de um ano, e se o estágio for menor de um ano, um prazo proporcional desse recesso escolar remunerado. De preferência que ele seja gozado no período das suas férias escolares. Também, ele tem direito a uma jornada máxima: a maioria dos estagiários é de 30 horas, nível superior e nível médio, e para nível fundamental e educação especial são 20 horas semanais e 4 horas diárias.

 

Repórter Raíssa Lopes: Em contrapartida, os estagiários devem cumprir a carga horária e as funções definidas no contrato. Caso o estagiário tenha algum problema em seu local de trabalho, deve procurar um dos postos do Ministério do Trabalho de sua cidade. Saiba onde fica o mais próximo no endereço empregabrasil.mte.gov.br. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Alessandra: Mais de 94 mil estrangeiros entraram no Brasil em 2016.

 

Nasi: Haitianos lideram o ranking, seguidos dos bolivianos.

 

Alessandra: Os dados são do Relatório Anual do Observatório das Migrações Internacionais, do Ministério do Trabalho.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Diego Legal(F), de 20 anos, chegou no Brasil há cinco anos. Ele saiu do Haiti em busca de uma vida melhor. Hoje está empregado numa lanchonete e garante que a vida está bem melhor do que antes.

 

Entrevistado - Diego: Em questão de acolhimento, os brasileiros 'é muito bom'. Eu fui bem recebido e não tenho do que reclamar em questão disso.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: O Diego faz parte do principal grupo de imigrantes no Brasil, os haitianos. Mais de 94 mil estrangeiros entraram no Brasil em 2016, 23,9% a menos do que no auge das imigrações em 2014. Acolher todos os estrangeiros é uma política nacional para o Brasil, como explica o secretário executivo do Ministério do Trabalho, Helton Yomura.

 

Secretário executivo do Ministério do Trabalho - Helton Yomura: O governo brasileiro fez uma opção histórica de acolher as pessoas, sob qualquer característica, humanitária, para trabalho, qualquer uma. Então, o povo brasileiro está de portas abertas para receber e tenta confortavelmente acolher a todos no nosso território.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Hoje, os estrangeiros ocupam quase 113 mil vagas de emprego formal no Brasil. Várias ações são feitas pelo Ministério do Trabalho para garantir a formalização dos estrangeiros no mercado de trabalho. É o que explica o secretário executivo Helton Yomura.

 

Secretário executivo do Ministério do Trabalho - Helton Yomura: Temos feito um esforço na regularização de documento dessas pessoas, sobretudo para emissão de carteira de trabalho, a inscrição dessas pessoas em programas sociais, nos nossos canais de intermediação de mão de obra, para que elas sejam aproveitadas e absorvidas dentro do mercado de trabalho.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: As regiões Sul e Sudeste são as que mais acolhem estrangeiros. E aumentou o número de angolanos, senegaleses e venezuelanos nos postos formais de trabalho. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Alessandra: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Alessandra: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa-noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".