09 de janeiro de 2019 - Poder Executivo

Destaques da Voz do Brasil: Aliar projetos de ciência à educação nas escolas públicas. Uma das prioridades do novo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. No Dia do Astronauta, a Voz do Brasil conversou com o ministro Marcos Pontes, o primeiro brasileiro a ir ao espaço. Combate à violência no Ceará. 20 líderes de facções criminosas são transferidos para presídio federal no Rio Grande do Norte. Agência Nacional de Vigilância Sanitária está de olho nos salões de beleza. É que muitos ainda usam formol no alisamento de cabelos, o que é proibido. E a gente vai falar sobre poupança. Aplicação teve o melhor resultado dos últimos 5 anos e tem atraído muitos brasileiros.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quarta-feira, 9 de janeiro de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Aliar projetos de ciência à educação nas escolas públicas.

 

Gabriela: Uma das prioridades do novo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

 

Nasi: No Dia do Astronauta, a Voz do Brasil conversou com o ministro Marcos Pontes, o primeiro brasileiro a ir ao espaço.

 

Ministro Marcos Pontes: A gente precisa construir um país baseado com tecnologia, que vai servir como ponta de lança do desenvolvimento estratégico do país.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Combate à violência no Ceará.

 

Gabriela: Vinte líderes de facções criminosas são transferidos para presídio federal no Rio Grande do Norte. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: De lá, eles serão redistribuídos entre outras unidades.

 

Nasi: A Agência Nacional de Vigilância Sanitária está de olho nos salões de beleza.

 

Gabriela: É que muitos ainda usam formol no alisamento de cabelos, o que é proibido. Cleide Lopes.

 

Repórter Cleide Lopes: A Anvisa planeja novas ações para combater o uso irregular de formol.

 

Nasi: E a gente vai falar sobre poupança.

 

Gabriela: A aplicação teve melhor resultado dos últimos cinco anos e tem atraído muitos brasileiros. Graziela Mendonça.

 

Repórter Graziela Mendonça: Mesmo tendo um rendimento menor que outros tipos de investimentos, a poupança ainda é uma boa opção para quem quer guardar dinheiro.

 

Nasi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil: Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para acessar a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br .

 

Nasi: Imagine ser treinado para uma viagem espacial, seja para comandar, pilotar ou servir como membro da triplicação de uma nave?

 

Gabriela: É um trabalho do astronauta, homenageado no dia hoje.

 

Nasi: E o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro a ir ao espaço, tem uma mensagem para quem sonha em seguir nesse caminho distante da Terra.

 

Gabriela: E ele também fala sobre algumas prioridades durante a sua gestão.

 

"Cinco, quatro, três, dois, um".

 

Repórter Pablo Mundim: A bordo do foguete, a caminho do espaço. Em poucos minutos e o planeta Terra fica pequeno na imensidão da galáxia. Uma infinidade de planetas e descobertas. Viajar pelo espaço sempre foi o sonho da humanidade, a primeira viagem aconteceu em 1961, oito anos depois o homem conseguiu pisar na Lua, e, de lá para cá foram muitos os avanços científicos e tecnológicos. No Rio Grande do Norte, parte dessas descobertas são repassadas aos estudantes de escolas públicas através do Centro Vocacional Tecnológico, um projeto da Agência Espacial Brasileira, AEB. Lá, os estudantes podem simular missões espaciais, construir satélites e até mesmo um pequeno foguete. Um verdadeiro laboratório de talentos, onde nascem muito sonhos, como explica o coordenador regional da unidade da Agência Espacial Brasileira em Natal, Marco Antônio Vieira de Rezende.

 

Coordenador regional da unidade da Agência Espacial Brasileira em Natal - Marco Antônio Vieira de Rezende: É um projeto extremamente bonito, gratificante, e você vê que essas crianças saem daqui de uma maneira, assim, olhos brilhando, imaginando poder se tornar um astronauta, um engenheiro de diversas especialidades, né? Mecatrônica, eletrônica, elétrica.

 

Repórter Pablo Mundim: E foi em uma dessas que Vinícius Lima, estudante de 18 anos de Parnamirim, no Rio Grande do Norte, decidiu em qual área pretende estudar.

 

Estudante - Vinícius Lima: Desde pequeno eu sempre gostei mais das áreas assim, aí o CVT confirmou tudo isso pra mim, mostrou como realmente era a área.

 

Repórter Pablo Mundim: A professora do Vinícius, que dá aula de Física, Ana Carolina, foi uma das responsáveis por estimular essa curiosidade nos alunos. Ela descreve o Dia Espacial, como é chamado a visita dos alunos ao Centro Vocacional Tecnológico, como uma experiência única.

 

Professora de Física - Ana Carolina: Proporciona um momento que eles não vivenciarão, assim, dentro de uma sala de aula. Eles fazem uma experimentação em diferentes temas espaciais.

 

Repórter Pablo Mundim: O primeiro astronauta brasileiro a ir ao espaço, e, hoje, ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, fala aos jovens que todo sonho é possível de se realizar.

 

Ministro da Ciência Tecnologia Inovações e Comunicações - Marcos Pontes: Lembre que seu sucesso não está ligado em quanto você tem de dinheiro para começar sua trajetória, depende de quanto você acredita e quanto você caminha na direção correta. Então, para você que tem esse sonho aí dentro, acredite no seu sonho e sempre repita isso na sua cabeça: estude, trabalhe, persista. Sempre faça mais do que esperam de você.

 

Repórter Pablo Mundim: Uma das prioridades da pasta, de acordo com o ministro Marcos Pontes, é conectar projetos de ciência e tecnologia à educação. A ideia é desenvolver projetos em sala de aula e também investir na formação de professores para despertarem o olhar para a área.

 

Ministro da Ciência Tecnologia Inovações e Comunicações - Marcos Pontes: Nós temos já uma parceria com o Ministério da Educação, de levar robótica, astronomia, rádio amador, eletrônica, para a criançada do Ensino Fundamental, de escolas públicas, o Brasil todo, para incentivar as carreiras de ciência e tecnologia, além disso, a formação de professores de ciências para que deem as aulas de uma maneira eficiente. A gente precisa construir um país baseado com tecnologia, que vai servir como ponta de lança do desenvolvimento estratégico do país.

 

Repórter Pablo Mundim: O ministro Marcos Pontes também destacou como prioridade da sua gestão o desenvolvimento de sistemas para dessalinização e a resolução de problemas de infraestrutura em solo, necessária para levar a banda larga para as regiões remotas do país. Reportagem: Pablo Mundim.

 

Nasi: A chamada Amazônia Azul, a grande extensão de mar da costa brasileira, concentra riquezas naturais, como o petróleo do Pré-Sal.

 

Gabriela: E proteger essa área é uma das atribuições da Marinha.

 

Nasi: O novo comandante da força, almirante Ilques Barbosa Junior, que assumiu o cargo hoje, disse que é necessário estar sempre preparado para defender esse patrimônio.

 

Gabriela: A posse teve a presença do presidente Jair Bolsonaro.

 

Repórter Luana Karen: O presidente Jair Bolsonaro chegou ao Clube Naval de Brasília pelo Lago Paranoá, na lancha Amazônia, para a transmissão de cargo do comando da Marinha. Natural de Ribeirão Preto, São Paulo, o novo comandante, almirante Ilques Barbosa Junior, ingressou na Marinha há 46 anos. Desde 2017, ocupava o cargo de chefe de Estado-Maior da Armada. No discurso de posse, o almirante Ilques destacou a necessidade de estar sempre de prontidão para proteger as riquezas do país.

 

Almirante - Ilques Barbosa Junior: Na Amazônia Azul, que corresponde a 52% da nossa área continental, temos imensuráveis bens naturais e complexa e ampla biodiversidade. Nos espaços oceânicos, retiramos 85% do petróleo e 75% do gás natural, e por onde são transmitidas praticamente toda a comunicação do Brasil, através de cabos submarinos. A nossa economia tem nos portos e terminais o ponto focal de mais de 95% do comércio exterior brasileiro.

 

Repórter Luana Karen: O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, lembrou dos avanços obtidos pela Marinha nos últimos anos, como a reconstrução da Estação Antártica Comandante Ferraz, que deve ser concluída em março, e o lançamento do submarino Riachuelo.

 

Ministro da Defesa - Fernando Azevedo e Silva: A Marinha avançou em dois dos principais programas estratégicos, o Programa Nuclear da Marinha e o Programa de Desenvolvimento de Submarinos, o Prosub. Esse último vivenciou uma importante e significativa vitória com o lançamento, em 14 de dezembro, do primeiro dos quatro submarinos convencionais previstos no escopo do projeto, o submarino Riachuelo. Quanto ao futuro submarino com propulsão nuclear, o objetivo maior do programa, a certificação do projeto básico produzido pela Marinha, uma demonstração inequívoca da capacidade intelectual e da competência da nossa força de trabalho.

 

Repórter Luana Karen: A Marinha do Brasil conta com cerca de 80 mil militares e tem, entre as atribuições, defender a soberania nacional e a Amazônia Azul, uma faixa de 4,5 milhões quilômetros quadrados ao longo da costa brasileira no Oceano Atlântico. Reportagem: Luana Karen.

 

Nasi: Líderes de facções criminosas no Ceará foram transferidos para a Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

 

Gabriela: Esta foi mais uma ação do Ministério da Justiça e Segurança Pública no combate à onda de violência no estado.

 

Repórter Márcia Fernandes: Na última madrugada, 20 líderes de facções criminosas foram transferidos de prisões do Ceará para a Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. De lá, eles serão redistribuídos entre outras unidades. A transferência faz parte das medidas para conter a onda de violência no estado, que completou hoje uma semana e que atingiu, além da capital Fortaleza, outras 40 cidades cearenses. De acordo com o governador do Ceará, Camilo Santana, as forças de segurança já aprenderam 215 pessoas, sendo que 17 delas estavam ameaçando comerciantes de Fortaleza. Homens da Força Nacional estão no Ceará desde o último sábado, patrulhando os locais mais vulneráveis a ataques. A operação já conta com 406 policiais e 96 viaturas. O estado também conta com a ajuda policial da Bahia, Pernambuco e Santa Catarina. A Força Nacional de Segurança está atuando também no combate à violência no Mato Grosso do Sul. Portaria do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, publicada hoje no Diário Oficial da União, determina que a Força Nacional continue o trabalho de policiamento na cidade de Caarapó, a 260 quilômetros da capital, Campo Grande. A medida vale por 90 dias. Reportagem: Márcia Fernandes.

 

Nasi: Muita gente não mede esforços para atingir o padrão de beleza desejado.

 

Gabriela: É, Nasi, algumas pessoas até se arriscam usando produtos que fazem mal à saúde, como o formol para o alisamento de cabelos.

 

Nasi: Mesmo proibido, o produto continua sendo usado por salões de beleza em todo o país, como constatou uma pesquisa da Anvisa.

 

Repórter Cleide Lopes: O uso de formol como alisante de cabelo não é permitido, mesmo assim, a prática ainda é comum em alguns salões de beleza do país. Um estudo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, constatou que 35% dos salões pesquisados admitiram uso irregular do produto. Foram respondidos 664 questionários em todo o país. Dos que adotam a prática irregular, mais de 60% usam alisante com formol fornecido pelo fabricante e mais de 22% dos pesquisados informaram que a adição ou manipulação foi feita no salão pelo próprio profissional. Diante desses resultados, a Anvisa planeja novas ações para combater o uso irregular de formol, como explica a coordenadora de Serviços de Interesse Para a Saúde da Anvisa, Alice Souza.

 

Coordenadora de Serviços de Interesse Para a Saúde da Anvisa - Alice Souza: O que a Anvisa pode fazer além de proibir, porque já foi proibido a utilização e as pessoas continuam fazendo, é fazer a campanha educativa, tanto com os profissionais de Vigilância Sanitária local, chamando a atenção para o problema, chamando a atenção para a gravidade disso e também chamando a atenção do usuário.

 

Repórter Cleide Lopes: O uso de formol é proibido em alisamentos de cabelos porque é nocivo à saúde. Em contato com a pele, pode causar irritações, queimaduras, descamação e até a queda de cabelos. Ao ser inalado, provoca ardência nas vias respiratórias, coriza, falta de ar, tosse e dor de cabeça, além disso, as instituições internacionais reconhecem que o formol é cancerígeno. A empresária de Brasília, Vanessa Prado, atende em seu salão cerca de 2 mil clientes por mês, deste total, 70% vão arrumar o cabelo. Vanessa diz que sabe dos perigos do formol e que por isso só usa produtos certificados pela Anvisa.

 

Empresária de Brasília - Vanessa Prado: Eu só trabalho com produtos para alinhamento, mas que não são prejudiciais às minhas clientes e nem aos meus funcionários, até porque quem efetua o serviço fica inalando, e os meus são só os permitidos pela Anvisa mesmo, que não contêm formol.

 

Repórter Cleide Lopes: De acordo com a legislação brasileira, uso do formol é permitido em cosméticos apenas com a função de conservante ou endurecedor de unhas, em concentrações baixas, a máxima é 0,2% para os conservantes e até 5% para o endurecimento de unhas. Reportagem: Cleide Lopes.

 

Gabriela: Nessa época do ano, os estoques de sangue dos hemocentros ficam mais baixos.

 

Nasi: Daqui a pouco a gente vai falar sobre a importância de doar sangue.

 

Gabriela: Um ato voluntário, solidário, que pode salvar vidas.

 

Nasi: Conta de água, luz, transporte, alimentação, escola para os filhos.

 

Gabriela: Pois é, muita gente que está nos ouvindo sabe o quanto é difícil sobrar algum dinheirinho no final do mês.

 

Nasi: Mas quando sobra, um bom lugar para guardar é na caderneta de poupança.

 

Gabriela: No ano passado, os depósitos superaram os saques em mais de R$ 38 bilhões, o melhor resultado em cinco anos.

 

Nasi: A facilidade de tirar o dinheiro na hora do aperto é uma das vantagens desse tipo de investimento.

 

Repórter Graziela Mendonça: O brasileiro está guardando mais. Em 2018, a poupança teve o melhor resultado desde 2013, segundo dados do Banco Central. Os depósitos na caderneta superaram os saques em mais de R$ 38 bilhões. O economista Sérgio Felipe Melo explica que esse resultado positivo tem relação com a inflação mais controlada.

 

Economista - Sérgio Felipe Melo: A inflação, nesse caso, ela atua como principal mecanismo de verificar se a poupança, ela vai trazer um retorno maior ou menor. Se a inflação tiver alta, a taxa de rendimento da poupança, ela não vai ser muito atrativa, mas num cenário de inflação controlada, o rendimento da poupança, ele passa a superar a inflação e trazer algum ganho real. Então, isso faz com que os investidores apliquem em maior número na poupança, né?

 

Repórter Graziela Mendonça: Ainda de acordo com o economista Sérgio Felipe Melo, mesmo tendo um rendimento menor que outros tipos de investimentos, a poupança ainda é uma boa opção para quem quer guardar dinheiro.

 

Economista - Sérgio Felipe Melo: Para quem está buscando, primeiramente, está se organizando financeiramente, está fazendo uma reserva de emergência para caso aconteça alguma coisa. Então, essa é a melhor forma de você guardar porque você vai ter mais liquidez, liquidez imediata. Além disso, a população de mais baixa renda, onde ás vezes fica muito mais difícil economizar uma quantidade grande de dinheiro, poupar uma quantidade grande de dinheiro, a poupança é com certeza a melhor forma de guardar.

 

Repórter Graziela Mendonça: A professora aposentada Maria Diná Pereira, todo mês, depois de pagar as contas, já sabe para onde vai o dinheiro que sobra, direto para a conta-poupança. Para ela, ter uma reserva de emergência é essencial caso aconteça algum imprevisto.

 

Professora aposentada - Maria Diná Pereira: Eu sempre investi na poupança, gosto porque acho muito seguro. Geralmente a gente pessoa na emergência que pode acontecer, né? Então, para isso a gente sempre está poupando, não sobra muito, não, mas a gente colocar, né?

 

Repórter Graziela Mendonça: O rendimento mensal da poupança está atrelado à taxa básica de juros, Selic, e atualmente é de cerca de 0,37% ao mês, 4,55 ao ano. Reportagem: Graziela Mendonça.

 

Gabriela: Todo ano é a mesma história, com as festas de fim de ano e férias escolares, estoques de sangue baixam nos hemocentros de todo o Brasil.

 

Nasi: E a repórter Luciana Colares de Holanda aproveita e faz um lembrete. Doar é fácil, rápido e pode salvar a vida de muita gente.

 

Repórter Luciana Colares de Holanda: Laura Oliveira Borges tem uma doença rara, ela é do Tocantins, mas fez o tratamento em Goiânia, capital de Goiás. Durante o período mais crítico, precisou de 210 bolsas de sangue. Ela conta que se não fossem as doações poderia não ter sobrevivido.

 

Entrevistada - Laura Oliveira Borges: Eu tive uma doença autoimune. Sem o sangue, hoje eu não poderia estar aqui para poder falar com você, porque era o único método que tinha para fazer.

 

Repórter Luciana Colares de Holanda: Assim como Laura, milhares de pacientes todos os dias precisam de sangue, por isso é fundamental manter os estoques dos hemocentros abastecidos. E nesta época de festividades e férias, justamente quando os atendimentos aumentam nos hospitais, as reversas de sangue costumam baixar, é o que explica Flávio Vormittag, coordenador-geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde.

 

Coordenador-geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde - Flávio Vormittag: Porque as pessoas, ou estão viajando, estão nesses outros compromissos e tiram até um pouco da mente essa questão de doar regularmente. Então, isso, em consequência, leva a uma diminuição dos estoques dos bancos de sangue. Isso é uma coisa que acontece todo ano e a gente sempre pede, incentiva que se lembrem, se dediquem a esse ato de generosidade, que é a doação de sangue.

 

Repórter Luciana Colares de Holanda: No Brasil, cerca de 1,6% da população doa sangue regularmente, são 16 pessoas a cada grupo de mil habitantes. O número está dentro do parâmetro recomendado pela Organização Mundial de Saúde, a OMS, mas é importante aumentar o número de doadores. No Rio de Janeiro, foi criada a coleta móvel. Equipes do Hemorio vão a escolas, igrejas, empresas, em locais públicos de muito movimento para facilitar para os doadores, mas, segundo Luiz Amorim, diretor-geral do Hemorio, nesta época, nem esse serviço consegue manter os índices de doação.

 

Diretor-geral do Hemorio - Luiz Amorim: Para você ter uma ideia, esse ano, a gente, nos [ininteligível] primeiros dias, nós estamos com uma média de 151 bolsas. Nossa média diária é de 220, por aí. Então, está bem abaixo da média.

 

Repórter Luciana Colares de Holanda: Para quem recebeu sangue doado, a doação é mais que um ato de amor, como descreve Laura Borges, que nós ouvimos no início desta reportagem.

 

Entrevistada - Laura Oliveira Borges: Eu costumo dizer que a gente acha que nunca vai acontecer com a gente. Hoje eu sei o real valor e quando o pessoal fala: doe sangue, doe vidas, realmente salva vidas.

 

Repórter Luciana Colares de Holanda: A doação de sangue é voluntária e beneficia qualquer paciente, independente de parentesco com o doador, e apenas uma doação pode ser usada por até quatro pessoas. Reportagem: Luciana Colares de Holanda.

 

Gabriela: Pessoas entre 16 e 69 anos que queiram doar sangue devem procurar o hemocentro mais próximo para checar se estão aptas.

 

Nasi: E vale lembrar que homens podem doar de dois em dois meses, limitado até quatro vezes por ano.

 

Gabriela: E para as mulheres, as doações podem ser feitas de três em três meses, no máximo três vezes por ano.

 

Nasi: Os brasileiros estão apostando cada vez mais em plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos para tratamento e cura de doenças.

 

Gabriela: E o SUS já disponibiliza esses medicamentos de graça para a população nas Unidades Básicas de Saúde e nas Farmácias Vivas.

 

Nasi: É, o nome é curioso, mas tem motivo, nas dependências dessas farmácias, as plantas são produzidas e manipuladas dentro das normas de segurança e controle de qualidade.

 

Gabriela: E no início deste ano, mais dois municípios receberam recursos para investir em Farmácias Vivas, os estados de Minas Gerais e São Paulo. Vamos ouvir.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Uma farmácia que manipula plantas e produtos de origem vegetal conhecidos como fitoterápicos, valorizando o conhecimento tradicional para tratamento e cura de doenças. São assim as Farmácias Vivas, presentes em 80 municípios do país. Esses estabelecimentos seguem requisitos de segurança que garantem a qualidade dos produtos, como explica o engenheiro agrônomo Valério Morelli, coordenador do Programa de Implantação de Farmácias Vivas.

 

Coordenador do Programa de Implantação de Farmácias Vivas - Valério Morelli: Os fitoterápicos tradicionais, aí você coloca tudo, desde o chá até a garrafada, isso é da cultura brasileira. Só que tem um detalhe, você não tem um controle sanitário, você não tem um controle de qualidade. Quando você tem o gestor público controlando o processo de produção, aí você agrega um valor interessante que é o valor de segurança. Então, você tem todo o controle feito sob os mais rigorosos padrões de controle de qualidade.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Há 30 anos, o governo federal inclui o uso desses medicamentos no SUS e disponibiliza de graça para a população por meio das Unidades Básicas de Saúde e das Farmácias Vivas. Nesta semana, dois projetos apoiados pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos, Farmanguinhos, da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, vão receber quase R$ 900 mil do Ministério da Saúde para implantação e melhoria de Farmácias Vivas. Na cidade mineira de Betim, que já conta com o programa, o dinheiro será usado para promover a autonomia do município na produção de plantas medicinais. Já o município de Piacatu, no interior de São Paulo, vai ganhar sua primeira Farmácia Viva. O prefeito Euclasio Garrutti explica o benefício que isso deve trazer para a população.

 

Prefeito de Piacatu - Euclasio Garrutti: Tem gente que diz assim: "Não, eu sou tomo chá de unha de vaca, não tomo água, será que esse é bom?". Então, primeiro, regulamentar esse chá que o pessoal já toma e os médicos também, assistindo as palestras que nós estamos promovendo aqui, para eles também aprenderem sobre isso e multiplicarem isso aí. Nós queremos fazer uma economia financeira também.

 

Repórter Ricardo Ferraz: No final do ano passado, o Ministério da Saúde disponibilizou R$ 4,2 milhões para implantação de Farmácias Vivas em 11 municípios brasileiros. Reportagem: Ricardo Ferraz.

 

Nasi: O SUS vai começar a oferecer a quem tem esclerose múltipla um medicamento que ajuda a melhorar a qualidade de vida desses pacientes.

 

Gabriela: O remédio para os chamados casos remitentes recorrentes da doença vai ser oferecido com maior miligrama, o que vai permitir a redução de sete para três doses injetáveis por semana.

 

Nasi: O Ministério da Saúde tem até seis meses para começar a oferecer o remédio.

 

Gabriela: O preço da gasolina que sai das refinarias da Petrobras teve uma redução de 1,38%.

 

Nasi: Com isso, o litro passou a ser vendido às distribuidoras por R$ 1,43, é o menor valor desde outubro de 2017.

 

Gabriela: Desde o dia 1º de janeiro, a gasolina acumula queda de 4,97%.

 

Nasi: O repasse da redução para o consumidor, no entanto, depende dos postos.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com o Minuto do TCU, e, em seguida, as Notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite e até amanhã.

 

"Governo federal. Pátria amada, Brasil".