09 DE AGOSTO DE 2017

Destaques da Voz do Brasil: Mais de 35 mil empregos com carteira assinada foram criados em julho. E presidente Michel Temer diz que reformas mostram esforço do governo para acabar com a crise e gerar mais empregos. Universidades federais vão apoiar micro e pequenos empresários em seus negócios. Mulheres superam os homens na abertura de pequenas empresas.

audio/mpeg 09-08-17_A VOZ DO BRASIL.mp3 — 22461 KB




Transcrição

Apresentador Nazi Brum: Em Brasília, 19h00.

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje.

 

Gabriela: Olá, boa noite.

 

Nazi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quarta-feira, 9 de agosto de 2017.

 

Nazi: E vamos ao destaque do dia...

 

Gabriela: Mais de 35 mil empregos com carteira assinada foram criados em julho.

 

Nazi: E, dessa vez, novos setores registram contratação de trabalhadores. Beatriz Albuquerque.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Julho foi o quarto mês consecutivo de resultados positivos na geração de empregos.

 

Gabriela: O presidente Michel Temer diz que reformas mostram esforço do governo para acabar com a crise e gerar mais empregos.

 

Presidente Michel Temer: Com a nossa agenda de reformas o desemprego cairá ainda mais. A nossa agenda de reformas contempla também uma importante vertente de competitividade.

 

Nazi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje...

 

Gabriela: Vamos conversar, ao vivo, com o presidente da Embratur sobre incentivos ao turismo.

 

Nazi: Universidades federais vão apoiar micro e pequenos empresários em seus negócios.

 

Gabriela: E vamos falar como as mulheres estão superando os homens na abertura de pequenas empresas.

 

Nazi: Hoje, na apresentação da Voz da Brasil, Gabriela Mendes e Nazi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nazi: Mais um mês com números positivos na geração de empregos.

 

Gabriela: O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados divulgado hoje mostra que mais de 35 mil trabalhadores conseguiram emprego em julho.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: A indústria de transformação, que inclui a produção de automóveis, foi a principal responsável pelo resultado positivo na geração de empregos de julho, com a criação de mais de 12 mil vagas. A construção civil também foi destaque: depois de 33 meses seguidos com resultados negativos, o setor criou 724 postos de trabalho formais no período. Mário Magalhães, coordenador-geral de estatísticas do Ministério do Trabalho, destaca que esse cenário é uma consequência da recuperação da economia e do poder de compra do cidadão.

 

Coordenador-Geral de Estatísticas do Ministério do Trabalho - Mário Magalhães: Como a indústria automobilística produz bens de consumo duráveis, de mais alto valor, esta produção está sempre muito associada à demanda por crédito. Isso sinaliza que esses empresários estão confiantes de que o poder aquisitivo das famílias está retornando a um patamar positivo.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Segundo o governo, a liberação das contas inativas do FGTS melhorou o consumo e estimulou o mercado de trabalho. Quem explica é o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

 

Ministro do Trabalho - Ronaldo Nogueira: Foram liberados R$ 44 bilhões. Esse dinheiro, o trabalhador teve o direito de usufruir da forma que fosse mais conveniente para o trabalhador: ou pagar contas ou utilizou desse dinheiro para fazer investimentos. O reflexo nos traz aí no crescimento do emprego, principalmente na indústria da transformação.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Julho foi o quarto mês consecutivo de resultados positivos na geração de empregos: foram quase 36 mil novas vagas formais. No acumulado de janeiro a julho de 2017, foram criadas mais de 100 mil vagas. No mesmo período do ano passado, o número era negativo em mais de 620 mil vagas. A expectativa do governo é que o número de novas vagas continue subindo. É o que explica o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

 

Ministro do Trabalho - Ronaldo Nogueira: Só os investimentos que foram anunciados pela General Motors para o Rio Grande do Sul... Serão anunciados investimentos para a planta do Paraná e serão anunciados investimentos para a planta do estado de São Paulo. É na faixa aí de R$ 5 bilhões os investimentos na modernização dessas plantas aí. Nós estamos trabalhando para que o Brasil não tenha mais números negativos de emprego.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: No mês de julho, 17 dos 25 subsetores da economia empregaram mais do que demitiram. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Nazi: E já que estamos falando de emprego, desse momento de recuperação da economia, vamos destacar um setor que vem ajudando o nosso país nessa geração de novos postos de trabalho.

 

Gabriela: Isso, Nazi. Vamos falar de turismo. O Brasil, com uma variedade enorme de atrações, tem grande potencial para trazer mais turistas e gerar mais empregos.

 

Nazi: É, e para falar sobre esse e outros assuntos do setor nós recebemos aqui no estúdio, ao vivo, o presidente da Embratur, Vinícius Lummertz. Boa noite, presidente.

 

Presidente da Embratur - Vinícius Lummertz: Boa noite.

 

Nazi: Presidente, para a gente começar, como é que podemos associar o turismo como um setor que pode ajudar o país a se fortalecer ainda mais e gerar empregos?

 

Presidente da Embratur - Vinícius Lummertz: Nós estamos vivendo um momento de otimismo no Brasil com a geração de empregos e o turismo pode fazer ainda mais porque é no mundo o setor que mais emprega: 10% das pessoas empregadas no mundo inteiro estão em 52 setores que compõem o turismo. No Brasil são 8,5 milhões de brasileiros. E é o emprego mais barato que pode ser gerado na economia. E no futuro vai ter uma questão adicional, que a mudança gerada pela automação vai atingir quase 50% das profissões no Brasil, não tanto no turismo. Então, o turismo vai abrir uma perspectiva muito boa. Como disse o presidente, da questão da competitividade nós extraímos a questão da produtividade, e da produtividade com as reformas que estão acontecendo nós extrairemos aumentos reais de salário. É só daí que virão os aumentos reais de salário nos próximos anos, da produtividade.

 

Gabriela: E, presidente, como é que está a situação do nosso país frente a outros países do mundo? Somos fortes quando o assunto é turismo?

 

Presidente da Embratur - Vinícius Lummertz: Nós somos o país com maior potencial de turismo entre todos os países do mundo. Recentemente nós fomos votados por uma maior publicação de turismo do mundo como o país mais lindo do mundo, e pela CNN como o país do povo mais especial, mais bacana, mais legal. A palavra cool em inglês, nós recebemos essa alcunha também. Então, nós temos o maior potencial de belezas naturais para o turismo entre todos os países do mundo. O que nós precisamos? Das reformas que estão sendo feitas e estão sendo encaminhadas para o turismo, melhorar o ambiente de negócios para investimentos e promover mais o Brasil no exterior. Nós teremos um boom no turismo como nós tivemos também na agricultura, porque o turismo é o maior potencial do planeta e está aqui no Brasil.

 

Nazi: Presidente, e para promover o país de maneira mais forte lá fora, qual é a estratégia da Embratur?

 

Presidente da Embratur - Vinícius Lummertz: Nós temos hoje um projeto de lei que está na Câmara, está para ser votado, e que transforma a Embratur numa agência moderna, com capacidade de competir com os países da região, com o mundo inteiro, com recursos e independência financeira, que vai economizar orçamento, parecida com os módulos da Apex, e nós acreditamos que assim nós sairemos desse nível de US$ 7 bilhões de receita e caminharemos para perto de US$ 20 bilhões de receita e aí aumentando os empregos, que é a principal prioridade do país no momento, e será ainda mais no futuro, como eu disse anteriormente, por causa da automação industrial que não deve por medo, porque nós temos condições no Brasil... Entre todos os países do mundo, nós temos condições de gerar os empregos.

 

Gabriela: E para finalizar essa entrevista, presidente, nós vamos falar que, além das nossas belezas naturais, cultura, outra atração vem trazendo muito estrangeiros para o Brasil.

 

Nazi: Pois é, a nossa culinária faz sucesso, e uma pesquisa do Ministério do Turismo mostra que o Pará foi o campeão em elogios. A repórter Luana Karen foi saber o porquê. Vamos ouvir.

 

Repórter Luana Karen: Na prateleira, farinha de tapioca e de puba, tucupi, cachaça de jambu e a famosa castanha do Pará. Na cozinha o arroz com pato está quase pronto. Tem também açaí e unha de caranguejo saindo na hora. Estamos no Pará? Bem, a localização mais precisa é a Asa Norte, um bairro de Brasília. É que a culinária paraense é a razão de existir do restaurante do Adir Roci. Ele veio do Pará há três anos e decidiu montar o negócio para apresentar aos brasilienses um pouco do que o estado tem de bom.

 

Dono de Restaurante - Adir Roci: Principalmente os nossos produtos, 90% vêm todos do Pará. É o milho, as carnes, o charque, o chouriço, que é uma dificuldade para achar, não é? Então, essa coisa toda deixa um mistério no ar, né, e as pessoas gostam muito.

 

Repórter Luana Karen: E uma pesquisa feita pelo Ministério do Turismo revelou que a aprovação da comida do Pará ultrapassa as fronteiras do país: mais de 99% dos turistas estrangeiros deram nota máximo para a culinária, que tem como base os cheiros e sabores da Floresta Amazônica. A brasiliense Angélica Oliveira, casada com um paraense, foi fisgada pelo gosto do Pará rapidinho.

 

Brasiliense - Angélica Oliveira: O peixe, né? A gente gosta do peixe, do camarão, da castanha, do jambu. Eu adoro. O tucupi, né, que vem da mandioca, que é delicioso.

 

Repórter Luana Karen: Linda Shuank é funcionária de um escritório de Taiwan em Brasília. Conheceu Belém numa viagem de férias e se apaixonou pelo tacocá.

 

Funcionária de Taiwan - Linda Shuank: Para mim o tacacá foi o mais impressionante. Essa memória, a sensação de comida, é muito excelente.

 

Repórter Luana Karen: O chef de cozinha Thiago Castanho é dono de restaurantes renomados em Belém, capital paraense. Sua culinária é baseada nos sabores da região Norte e o seu restaurante está na lista dos melhores da América Latina. Thiago destaca que o Brasil e o mundo começam a descobrir os sabores da Amazônia.

 

Chef de Cozinha - Thiago Castanho: Uma infinidade, uma grande variedade de frutas, de peixes, uma nova possibilidade gastronômica. Eu acho que isso é o momento que a gente está vivendo agora. Então se a gente conseguiu também fortalecer a nossa base turística não só com mídia, então a gente vai fazer conseguir fazer uma base sólida turística.

 

Repórter Luana Karen: Na média a gastronomia brasileira recebeu nota máxima de 95% dos visitantes internacionais. Para o coordenador-geral de produtos turísticos do Ministério do Turismo, Cristiano Borges, o resultado pode tornar a culinária brasileira mais um atrativo para a vinda de estrangeiros no país.

 

Coordenador-Geral de Produtos Turísticos do Ministério do Turismo - Cristiano Borges: Quando você tem esse apelo turístico, esse apelo gastronômico chamando a atenção do turista, você consequentemente tem mais turistas, consequentemente mais emprego, mais renda sendo gerada ali para aquele destino.

 

Repórter Luana Karen: A pesquisa mostra que também foram bem avaliadas a culinária de Belo Horizonte e Porto Alegre. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: Então só para a gente finalizar, presidente, a gente ouviu aí na reportagem que a ideia é trabalhar em todas as frentes para fortalecer o setor e receber bem o turista, não é mesmo?

 

Presidente da Embratur - Vinícius Lummertz: É, nós temos o maior potencial e aí essa reportagem comprova mais uma vez que existem... é... em todas as regiões do Brasil existem condições de se promover como se fossem até países diferentes, né? Isso vai trazer muita condição econômica para o Brasil. O que nós precisamos é acreditar nisso, né? Cada vez mais os governos, federal, estadual e municipal e todos os poderes, a classe empresarial, nós temos que acreditar, porque se nós acreditarmos e investirmos no turismo, nós extrairemos grandes resultados. Quem conhece o turismo, quem trabalha com o turismo sabe que o mundo inteiro quer o Brasil, quer vir ao Brasil. Nós precisamos é estruturar a casa e promover a casa porque milhões virão ao Brasil e será muito bom para o Brasil.

 

Nazi: Então a gente agradece ao presidente da Embratur, Vinícius Lummertz, pela participação, ao vivo, aqui na Voz do Brasil, e esperamos uma nova oportunidade.

 

Presidente da Embratur - Vinícius Lummertz: Muito obrigado a vocês, é uma honra. E um abraço a todos Brasil afora. Que acreditem no turismo e que vai dar certo.

 

Gabriela: O Brasil tem batido recordes este ano no comércio exterior. A venda de nossos produtos para outros países tem superado o que compramos de fora.

 

Nazi: O resultado? Um saldo positivo que já chega a US$ 42,5 bilhões e que vai crescer ainda mais.

 

Gabriela: Um comércio exterior forte gera empregos, traz investimentos estrangeiros, marcas brasileiras ficam conhecidas no exterior.

 

Nazi: E o governo federal vem atuando para ampliar esta participação do Brasil no mercado internacional. As políticas públicas nesta área estão sendo apresentadas no encontro sobre comércio exterior no Rio de Janeiro.

 

Repórter Natália Mello: Paulo de Lelo é gerente de uma fábrica de tubos de aço localizada em Lorena, no interior de São Paulo. Depois de alguns anos sem exportar, o cenário econômico fez a empresa retomar a venda para o exterior, motivo de comemoração para o gerente.

 

Gerente - Paulo de Lelo: Nós conseguimos voltar a exportar esse ano e já estamos no nosso quarto embarque. Temos um embarque mensal de grandes quantidades de tubos de aço para os Estados Unidos. A situação melhorou um pouco por conta da taxa cambial, que melhorou, e alguns incentivos.

 

Repórter Natália Mello: Já Luiz Neiarias é presidente de uma empresa que fabrica produtos para a indústria gráfica e espera superar as exportações em 15% este ano em relação a 2016.

 

Presidente de Empresa - Luiz Neiarias: A gente consegue mais espaço nos mercados onde os asiáticos estejam menos atuantes ou nos mercados que exijam qualidade e que então não aceitem o produto asiático.

 

Repórter Natália Mello: Nos primeiros sete meses desse ano a balança comercial brasileira alcançou um resultado positivo de US$ 42,5 bilhões, um recorde para o período. E para manter este bom momento e discutir melhorias para o setor, empresários e representantes do governo estão reunidos no Rio de Janeiro no Encontro Nacional de Comércio Exterior. Na abertura do evento, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, falou das ações do governo para ampliar as exportações aos principais mercados do mundo.

 

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Pereira: Nós estamos aumentando a base exportadora nacional, já auxiliamos mais de seis mil empresas de micro e médio porte a seguirem a trilha da internacionalização dos seus negócios. Só no ano passado nós tivemos mais de quatro mil empresas que exportam pela primeira vez. Isso é relevante e mostra que nós estamos no caminho certo.

 

Repórter Natália Mello: O presidente Michel Temer falou que quando se trata de comércio exterior o governo tem trabalhado em três frentes: tornar mais simples todos os processos envolvidos na hora de se exportar, acordo com outros países para alavancar as vendas de nosso produtos e os investimentos em infraestrutura, como o novo modelo de concessões e parcerias em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.

 

Presidente Michel Temer: Não bastam safras recordes como nós temos tido, mas é preciso poder escoá-las com eficiências, fazê-las chegar de forma rápida e segura aos portos. É preciso uma infraestrutura condizente com o vigor do nosso setor produtivo. Por isso nós queremos atrair investimentos para rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, que é uma prioridade do nosso governo. E é também por isso que nós reformulamos o nosso sistema, o nosso modelo de concessões e parcerias, que hoje é mais racional e previsível.

 

Repórter Natália Mello: A expectativa do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços é que a balança comercial tenha um saldo positivo de US$ 60 bilhões neste ano. Reportagem, Natália Mello.

 

Gabriela: 19hs15min, em Brasília.

 

Nazi: Empreendedorismo em alta.

 

Gabriela: Daqui a pouco vamos falar do apoio de universidades a micro e pequenos empresários.

 

Nazi: E como as mulheres estão superando os homens na abertura de novos negócios.

 

Gabriela: E o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, que mede a inflação do país, variou 0,24% em julho.

 

Nazi: De janeiro a julho a inflação está 1,43%. É o menor resultado nessa base de comparação desde o início do Plano Real, em 1994.

 

Gabriela: E neste ano os brasileiros estão pagando menos em vários itens da alimentação, que corresponde a 25% dos gastos das famílias.

 

Nazi: Os preços mais baixos vêm sendo registrados na batata inglesa, feijão carioca, leite longa vida e frutas.

 

Gabriela: E, segundo o presidente Michel Temer, esses resultados são avanços que mostram que o país está no caminho certo.

 

Presidente Michel Temer: E são conquistas, meus senhores, que não surgem do acaso. Elas resultam de uma correção de rumo, resultam do dinamismo de nossa sociedade, resultam de nossa determinação coletiva de fazer o que deve ser feito. São avanços naturalmente de um país que não se deixa abater, de um governo que se pauta pelo diálogo e pela responsabilidade.

 

Nazi: Nada como o conhecimento e especialização para fazer o país crescer.

 

Gabriela: E, pensando nisso, o governo federal está estimulando a capacitação de pequenos empreendedores.

 

Nazi: Eles poderão receber todas as informações que precisam em instituições de ensino superior.

 

Repórter Mara Kenupp: Empreendedores artesãos e pequenos empresários brasileiros com interesse em se profissionalizar em negócios vão poder contar com o programa Instituição Amiga do Empreendedor, o IAE, dos Ministérios da Educação e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. A intenção é aprimorar o perfil do empreendedor brasileiro, como explica o secretário de Educação Superior do MEC, Paulo Baroni.

 

Secretário de Educação Superior do MEC - Paulo Baroni: Esse projeto busca dar formação no campo dos pequenos negócios para solidificar essas iniciativas e torná-las sustentáveis, aumentando o seu impacto na economia brasileira.

 

Repórter Mara Kenupp: O projeto vai funcionar com a mobilização de professores e alunos de instituições públicas e privadas do ensino superior oferecendo capacitação e consultarias. O vice-presidente da Associação Nacional dos Dirigentes Federais de Ensino Superior, José Scolforo, disse que é um programa importante para o país.

 

Vice-Presidente da Associação Nacional dos Dirigentes Federais de Ensino Superior - José Scolforo: Fazer com que o ensino superior do país se aproxime do mundo real e naturalmente que toda a sociedade vai ganhar com isso.

 

Repórter Mara Kenupp: Alguns cursos de nível superior já estão na lista de aceitação, como administração, gestão pública, direito, ciências contábeis, importantes na vida de qualquer empreendedor, segundo Sandra Batista, do Conselho Federal de Contabilidade.

 

Integrante do Conselho Federal de Contabilidade - Sandra Batista: Nesse caso do empreendedorismo é subsidiá-lo com informações do dia a dia do seu negócio, o capital de giro, como melhorar o seu empreendedorismo.

 

Repórter Mara Kenupp: Para aderir ao programa, as instituições de ensino superior deverão fazer um cadastro. Depois de filiadas, vão receber o selo de "Faculdade Amiga do Empreendedor". Até agora, cerca de 10 instituições, em oito estados e mais o Distrito Federal, já aderiram ao IAE, que quando estiver em pleno funcionamento, a partir de outubro, deverá beneficiar mais de 12 milhões de micro e pequenos empresários e potenciais empreendedores no país. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Gabriela: É, e quem não perde tempo na hora de abrir um novo negócio são as mulheres.

 

Nazi: Elas estão se destacando cada vez mais e já são maioria entre os novos pequenos e microempreendedores.

 

Gabriela: Perseverança, criatividade, talento e muita dedicação. A brasiliense Maria Angélica de Castro precisou de tudo isso para transformar um negócio tradicional de venda de salgados em uma fábrica de alimentação saudável de verdade. O incentivo para inovar Maria conta que veio também de uma mulher.

 

Microempreendedora - Maria Angélica de Castro: A minha filha veio ser minha sócia, veio com uma proposta nova, né, aproveitando que ela era atleta também e ela sempre me pedia, né?

 

Repórter Gabriela Noronha: Hoje a empresa fornece produtos para cerca de 200 lojas em Brasília, Goiânia, Minas Gerais e até Recife, além das lojas físicas e do serviço de entrega em casa. Para Maria, o sucesso demonstra que vale a pena apostar em novas ideias.

 

Microempreendedora - Maria Angélica de Castro: Está valendo a pena. Eu acho que a persistência feminina com muito carinho, com paciência e perseverança.

 

Repórter Gabriela Noronha: Casos como o de Maria Angélica são cada vez mais frequentes no Brasil, e, segundo uma pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, o Sebrae, as mulheres se destacam quando se trata da criação de novos negócios. De acordo com o estudo, em 2016 a taxa de empreendedorismo entre os que têm um negócio com até três anos e meio de existência ficou em mais de 15% entre as mulheres e cerca de 13% entre os homens. Para a diretora de Gestão e Solução do Sebrae, Cassiana Abritta, a mulher está se preparando melhor para gerir o seu próprio negócio.

 

Diretora de Gestão e Solução do Sebrae - Cassiana Abritta: A gente tem percebido que a mulher está se profissionalizando mais, o nível de escolaridade dela é maior, estamos mais preparadas para enfrentar o mercado.

 

Repórter Gabriela Noronha: Fábio Silva, diretor de Empreendedorismo e Artesanato do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, acredita que o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, que criou o Simples nacional, foi um grande incentivo para o aumento do empreendedorismo feminino.

 

Diretor de Empreendedorismo e Artesanato do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Fábio Silva: A gente quer de alguma forma poder apoiar o empreendedorismo feminino, que a gente sabe que a mulher tem uma sensibilidade um pouco maior, ela tem um cuidado um pouco maior ao mantar o seu negócio, e que isso ajuda a sustentabilidade.

 

Repórter Gabriela Noronha: Ainda segundo o Sebrae, nos últimos 14 anos o número de empresárias subiu 34%. Em 2014, o país tinha quase oito milhões. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: 19hs22min, em Brasília.

 

Nazi: O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social se reuniu mais uma vez em Brasília.

 

Gabriela: O Conselhão elabora propostas que podem ser transformadas em novas políticas públicas ou aperfeiçoar políticas já existentes.

 

Repórter Luana Karen: O grupo discutiu o andamento de sugestões para a educação básica, o agronegócio, a simplificação de processos, a produtividade e competitividade e o ambiente de negócios. Entre as recomendações feitas na área de educação está a formação continuada de professores e a digitalização das escolas. O conselheiro Lino de Macedo, integrante do grupo de trabalho da educação, aprovou os encaminhamentos dados até aqui.

 

Conselheiro - Lino de Macedo: Nós estamos satisfeitos. Eu acho que as sugestões foram bem consideradas, a nossa impressão é que estão levando a sério as sugestões do Conselho.

 

Repórter Luana Karen: Em março, os integrantes do Conselhão fizeram 15 sugestões ao presidente da República. Algumas recomendações já se tornaram realidade, como a instalação do Conselho Nacional de Desburocratização, a aprovação da modernização trabalhista, a simplificação do atendimento à população no serviço público e o lançamento de novo modal do portal único de comércio exterior. Outra recomendação que foi colocada em prática é um conjunto de medidas para o agronegócio, como explica o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi.

 

Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Blairo Maggi: A questão de fazer um novo censo agropecuário. No dia 1º de outubro os técnicos entram a campo e vamos, então, descobrir o que nós temos na nossa agropecuária nos últimos anos, já que não foi feito esse levantamento.

 

Repórter Luana Karen: O Conselhão conta com representantes do governo e da sociedade civil, como pesquisadores, professores, sindicalistas e empresários. Reportagem, Luana Karen.

 

Nazi: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nazi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nazi: Boa noite para você e até amanhã.