09 de outubro de 2018 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Produtores rurais apostam na próxima safra. Liberação de crédito agrícola já chega a R$ 50 bilhões de reais. Mais recursos para o atendimento de dependentes químicos. Vão ser quase 3,4 mil novas vagas em comunidades terapêuticas. Governo vai realizar cadastro biométrico de todos os detentos do país. E vamos falar do perfil de quem está se formando nas faculdades e universidades do país.

audio/mpeg 09-10-18-VOZ DO BRASIL.mp3 — 47101 KB




Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 9 de outubro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Produtores rurais apostam na próxima safra.

 

Gabriela: E variação de crédito agrícola já chega a R$ 50 bilhões.

 

Repórter Cleide Lopes: Nos primeiros três meses do Plano Agrícola e Pecuária 2018/2019 houve um aumento de 32% nos valores contratados.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Mais recursos para o atendimento de dependentes químicos.

 

Nasi: Vão ser quase 3,4 mil novas vagas em comunidades terapêuticas. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: Para fazer a ampliação das vagas serão investidos cerca de R$ 90 milhões.

 

Gabriela: Governo vai realizar cadastro biométrico de todos os detentos do país. Raíssa Lopes.

 

Repórter Raíssa Lopes: Isso permitirá acompanhar melhor onde e há quanto tempo uma pessoa está encarcerada.

 

Nasi: E vamos falar do perfil de quem está se formando nas faculdades e universidades do país.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

Gabriela: Em apenas três meses, agricultores de todo o país já buscaram R$ 50 bilhões em crédito rural do Plano Agrícola e Pecuário.

 

Nasi: Para o Ministério da Agricultura, a grande procura por financiamentos reflete otimismo do setor em relação aos investimentos.

 

Gabriela: E como resultado, a expectativa é de uma safra de 240 milhões de toneladas.

 

Repórter Cleide Lopes: O grupo familiar Costa Beber, de Condor, no interior do Rio Grande do Sul, trabalha com a produção de sementes, e para ampliar o negócio, comprar equipamentos e modernizar uma das unidades de beneficiamento de sementes, em setembro o grupo pegou linha de crédito do BNDES e do Programa para Construção de Ampliação de Armazéns, o PCA, no valor total de R$ 7,6 milhões. Com a modernização das instalações, a empresa está a perspectiva de produzir 17 mil toneladas. A representante do grupo, Ana Lúcia Costa Beber, fala de importância destes créditos para que o agricultor possa manter e expandir os negócios.

 

Representante do grupo - Ana Lúcia Costa Beber: Sem esse apoio do crédito nessas taxas que são compatíveis à nossa capacidade de pagamento, com certeza nós não teríamos conseguido atender ao mercado e não teríamos conseguido desenvolver a empresa.

 

Repórter Cleide Lopes: Entre julho e setembro, produtores como Ana Lúcia contrataram R$ 50 bilhões do crédito rural em mais de 204 mil operações. Nos primeiros três meses de vigência do Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019 houve um aumento de 32% nos valores contratados na comparação com o mesmo período do ano passado. A maior parte do desembolso, quase R$ 30 bilhões, financiou operações de custeios, e os outros quase R$ 10 bilhões foram para operações de comercialização. Para o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agrícola, Pecuária e Abastecimento, Wilson Vaz de Araújo, vários fatores levaram a esse resultado.

 

Secretário de Política Agrícola - Wilson Vaz de Araújo: A demanda mesmo do recurso é muito forte agora por conta de perspectivas boas de mercado, condições tecnológicas e condições gerenciais, administrativas, capacidade dos nossos produtores, política agrícola já também estruturada para o setor agropecuário e oportunidade na liberação do crédito.

 

Repórter Cleide Lopes: O volume de crédito disponibilizado para o Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019 é de mais de R$ 194 bilhões, o que terá impacto positivo na próxima safra. A expectativa é que ela chegue a 240 milhões de toneladas. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Nasi: Pessoas que têm dependência em álcool e outras drogas agora vão ter mais oportunidades de tratamento.

 

Gabriela: O governo anunciou hoje que vai criar quase 3,4 mil novas vagas em comunidades terapêuticas de todo o país para acolher e tratar dependentes químicos.

 

Nasi: São R$ 90 milhões em investimentos para que as comunidades abram as vagas.

 

Gabriela: Tratamento que faz muita diferença para quem precisa de ajuda.

 

Repórter Gabriela Noronha: Com as mãos na terra, Guilherme de Souza planta o novo futuro. Enquanto cuida da horta em uma fazenda na Cidade Ocidental, no entorno do Distrito Federal, ele lembra de quando chegou na Organização Não Governamental Salve a Si, tinha perdido muita coisa por conta do vício em drogas e álcool. Hoje, depois de mais de um ano e meio de tratamento na comunidade, Guilherme achou o caminho de volta à vida.

 

Entrevistado - Guilherme de Souza: Hoje eu vivo em paz, hoje eu me sinto bem comigo mesmo, né? A recuperação tem me proporcionado me conhecer melhor, e, ao me conhecer, eu consigo atuar na mudança.

 

Repórter Gabriela Noronha: A paz Guilherme encontrou graças ao trabalho de voluntários da ONG. Com quase dez anos de existência, a comunidade acolhe e trata quem resolveu mudar de vida. Além do acompanhamento terapêutico, os recuperados aprendem a trabalhar com agronomia e conceitos de produção de mudas, agrofloresta e horticultura. O tratamento vai de seis meses a um ano e é voluntário, como explica o presidente da ONG, Fernando Vinícius Vieira.

 

Presidente da ONG - Fernando Vinícius Vieira: O indivíduo, ele tem que querer buscar o tratamento. Tem todo um cronograma diário aqui na ONG, tem uma equipe multidisciplinar para ajudar ele, composta de terapêutica, psicólogo, tem acompanhamento psiquiátrico. Eles mesmo fazem a manutenção da fazenda, como limpeza de casa, campo.

 

Repórter Gabriela Noronha: E nesta terça-feira o Governo Federal anunciou quase 3,4 mil novas vagas em comunidades terapêuticas. Quatrocentas e doze entidades foram selecionadas por edital para receber recursos e ampliar o número de atendidos. No total, vão ser mais de 9 mil vagas oferecidas, já que outras 6 mil já estavam previstas. Para o presidente Michel Temer, o repasse de recursos para custear vagas em comunidades terapêuticas se encaixa no conceito de responsabilidade social, ação, que segundo ele, ajuda a recuperar dependentes químicos com reflexos nas famílias e na sociedade.

 

Presidente Michel Temer: Eu conheço e muitos dos senhores, certa e seguramente conhecem, famílias e famílias desesperadas com esta questão da droga. E como disse bem o Torquato Jardim, esse não é um dever apenas do Estado, é um dever do Estado conectado com a sociedade, e, no particular, conectado com os setores sociais já dedicados a isso.

 

Repórter Gabriela Noronha: Para fazer a ampliação das vagas serão investidos cerca de R$ 90 milhões, dinheiro do Ministério da Justiça, do Ministério da Saúde e do Ministério do Desenvolvimento Social. De acordo com o ministro da Justiça, Torquato Jardim, o governo conseguiu aumentar o número de vagas por meio de revisão de gastos.

 

Ministro da Justiça - Torquato Jardim: Hoje, economia de orçamento, revisão dos gastos permitiu que aumentasse a verba de 6 mil vagas para 9,5 mil.

 

Repórter Gabriela Noronha: E cada nova vaga aberta nas comunidades significa mais de uma pessoa atendida, como explica o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

 

Ministro da Saúde - Gilberto Occhi: Essas vagas, elas podem ter uma média de quatro meses de tratamento, né, ou seja, essas 9 mil vagas, elas se multiplicam durante o ano por três, ou seja, algo em torno de 28 mil atendimentos a essas pessoas no Brasil inteiro.

 

Repórter Gabriela Noronha: Cada comunidade terapêutica deve manter uma equipe com, ao menos, dois profissionais de diferentes graduações em ciências humanas ou de saúde, com experiência profissional comprovada na área de dependência química. Elas não podem cobrar pelas vagas abertas pelo governo e também não podem submeter os dependentes a trabalhos forçados. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Nasi: Tecnologia para aumentar o controle do sistema prisional e a segurança pública.

 

Gabriela: Para isso, o governo vai fazer o cadastro da população carcerária por biometria, além de digitalizar os processos.

 

Nasi: O acordo assinado entre o Ministério da Segurança Pública, o Ministério Público e o Conselho Nacional de Justiça, prevê investimentos de R$ 90 milhões.

 

Gabriela: A biometria de detentos deve começar pelos estados da Bahia e Alagoas.

 

Repórter Raíssa Lopes: Identificar os presos e melhorar a troca de informação entre os diversos órgãos são os objetivos dos dois acordos de cooperação sobre o sistema carcerário assinados hoje. O primeiro acordo prevê que os mais de 700 mil presos em todo o país sejam cadastrados por meio de biometria. Segundo a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, isso permitirá acompanhar melhor, por exemplo, onde e há quanto tempo uma pessoa está encarcerada.

 

Procuradora-geral da República - Raquel Dodge: As pessoas que estão presas precisam ser claramente identificadas para que saibamos qual é o crime, o tamanho da pena que estão cumprindo, qual é o regime prisional que estão submetidos e precisamos saber se não há excesso do estado em aprisionar a pessoa por mais tempo do que determinada uma ordem judicial.

 

Repórter Raíssa Lopes: O cadastramento biométrico de presos começa neste ano em dois estados, e deve ser finalizado em todo o país no primeiro semestre de 2019. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, diz que a biometria vai ajudar a combater o crime organizado.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: Ao fazer a biometria e identificar aqueles que estão dentro do sistema prisional, nós estamos dando um largo passo para poder ter informações sobre essas facções e sobre o crime organizado no Brasil.

 

Repórter Raíssa Lopes: O segundo acordo prevê que todos os processos criminais do país sejam digitalizados e as centrais de penas alternativas aprimoradas, assim, a ressocialização dos presos pode ser feita de forma mais eficiente, ressalta o ministro da Segurança Pública.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: Para que eles possam, aqueles que são recuperáveis, terem trabalho e educação para que possam se ressocializar e retornar à sociedade.

 

Repórter Raíssa Lopes: As iniciativas preveem um gasto de R$ 90 milhões do Fundo Penitenciário Nacional. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Nasi: Há 15 anos uma prova avalia o desempenho dos estudantes universitários do país para ver se eles têm as competências que a carreira exige no momento de entrar no mercado de trabalho.

 

Gabriela: É o Enade, o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes. Hoje o governo divulgou o resultado do exame de 2017 e o perfil desses formandos.

 

Nasi: E percebeu que os cursos de educação à distância, importantes para a inclusão, precisam atingir a qualidade da educação presencial.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: Quatrocentos e cinquenta e um mil estudantes fizeram o Enade no ano passado. Foram avaliados 10.570 cursos de instituições de ensino superior em todo o país. Os resultados do Enade servem como indicadores de qualidade dos cursos e das instituições de ensino, tanto para o desenvolvimento de políticas públicas para a educação superior, quanto para os brasileiros. O ministro de Educação, Rossieli Soares, fala que a avaliação é importante para definir as estratégicas pedagógicas das instituições de ensino.

 

Ministro de Educação - Rossieli Soares: Cada curso, cada instituição brasileira, pública e privada, precisar pegar o resultado do Enade para internalizar a discussão pedagógica, justamente olhando especialmente para a qualidade que a gente busca dar cada vez mais nesse processo.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: Com base no desempenho dos estudantes, os cursos são classificados com notas entre um e cinco. E os melhores resultados estão nas instituições que oferecem cursos presenciais, 28,5% foram avaliadas como quatro e cinco, já na educação à distância, apenas 14% receberam as maiores notas, e mais de 45% foram classificadas com as piores notas. O ministro da Educação, Rossieli Soares, afirma que a educação à distância é uma ferramenta de inclusão, mas alerta que é preciso estar atento à qualidade do ensino que é ofertado.

 

Ministro de Educação - Rossieli Soares: Ele está trazendo uma oportunidade de inclusão para aquela mãe ou pai, aquele casal trabalhador que já está inserido no mundo do trabalho, que não consegue ter tempo, muitas vezes, para a educação presencial, contudo, nós observamos que nós temos que tratar na questão da qualidade. Nós tivemos uma concentração no conceito dois como um alerta para a educação à distância.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: O engenheiro civil, Danilo Rupert, fez o Enade no fim de 2017 e conta que achou a prova importante.

 

Engenheiro civil - Danilo Rupert: Eu achei a prova relativamente difícil, mas muito importante para o aluno saber escolher, né, o curso que ele quer e na faculdade que ele quer.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: Sobre o perfil destes universitários, o Enade mostra que há diferença significativas entre os optam pela educação à distância e os que fazem cursos presenciais. Nos cursos presenciais os mais jovens e solteiros são a maioria e 42% não trabalham. Já na educação à distância 46% dos alunos trabalham oito horas por dia e veem nesse curso uma oportunidade de crescer na carreira. Reportagem, Luciana Collares de Holanda.

 

Gabriela: Aumentar as chances na hora de procurar uma vaga no mercado de trabalho.

 

Nasi: Daqui a pouco vamos falar da Escola do Trabalhador, que oferece cursos de graça pela internet.

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!".

 

Gabriela: Para um país de dimensões continentais como Brasil, manter um bom relacionamento com as nações vizinhas é importante para o combate a crimes de fronteira, como o tráfico de drogas e armas.

 

Nasi: Para discutir futuras parcerias com os países, além de políticas de ajuda humanitária aos venezuelanos, por exemplo, o país participa da Conferência de Ministros de Defesa das Américas, no México.

 

Repórter Lane Barreto: Os representantes de 34 nações promovem debates, reuniões bilaterais e grupos de trabalho para tratar de temas atuais relacionados à defesa e à segurança. Entre os participantes estão representantes do Paraguai, Canadá, Estados Unidos e Equador. O ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, falou sobre as experiências de sucesso do Brasil em missões de paz pelo mundo e destacou a importância de construir parcerias estratégicas fortes para a soberania do país.

 

Ministro da Defesa - Joaquim Silva e Luna: O que há em comum é a preocupação com crimes transnacionais, como drogas, como o terrorismo, e um tema que é mais recente, que é o tema de imigração. Então, tem se buscado trocar experiência e aprendizado.

 

Repórter Lane Barreto: O ministro Silva e Luna teve reuniões com representantes da defesa do Chile, México, Estados Unidos, Guatemala e Bolívia. Nos encontros foram debatidos temas como defesa cibernética, ajuda humanitária, produtos de defesa e formação militar. A Conferência de Ministros de Defesa das Américas teve início na segunda-feira e segue até amanhã, dia 10. Reportagem, Lane Barreto.

 

Gabriela: Mais de 80 mil trabalhadores já fizeram cursos na Escola do Trabalhador.

 

Nasi: É, e a escola que oferece cursos à distância pela internet foi criada há menos de um ano.

 

Gabriela: Os cursos melhoram as chances de quem procura uma vaga no mercado de trabalho.

 

Repórter Pablo Mundim: De olho em uma oportunidade de crescer na carreira, a bancária Charles Maria Souza, de Brasília, não parou de estudar e investe em qualificação profissional. O último curso foi sobre análise de investimentos feito online pela Escola do Trabalhador, um conhecimento a mais para o currículo da bancária.

 

Bancária - Charles Maria Souza: Eu queria expandir mais o meu conhecimento nessa área de investimentos, o que mais abrangeria além de uma transação financeira dentro de uma agência bancária. E para mim ele fez com que minha visão sobre o mercado de investimentos, sobre a análise, sobre projetos ampliasse muito mais. Então, hoje eu consigo estar melhor preparada para sentar e falar sobre qualquer área de investimentos.

 

Repórter Pablo Mundim: Assim como a Charles, mais de 80 mil pessoas foram qualificadas pela Escola do Trabalhador nos últimos dez meses. Criada pelo Ministério do Trabalho no ano passado, a escola já recebeu quase 550 mil matrículas. As aulas são gratuitas, feitas à distância e focadas do mercado de trânsito brasileiro. Na plataforma online da Escola do Trabalhador estão disponíveis 24 cursos em áreas como informação e comunicação, turismo e lazer, e produção industrial e infraestrutura. O conteúdo é elaborado pela Universidade de Brasília, que também oferece os certificados. Segundo a coordenadora do projeto e professora da UNB, Thérèse Hofmann, trabalhadores mais qualificados têm mais chances de conseguir emprego.

 

Coordenadora da Escola do Trabalhador - Thérèse Hofmann: Você disputa uma vaga com várias outras pessoas que têm perfis semelhantes ao seu, e, com certeza, a pessoa que está abrindo a oferta vai olhar o seu currículo, vai ver o empenho daquela pessoa em estar atualizada, em estar em dia com as informações, com as novidades do mercado, do mundo tecnológico.

 

Repórter Pablo Mundim: São mais de 350 mil alunos cadastrados na Escola do Trabalhador em um ou mais cursos. Cerca de 65% deles estão fora do mercado de trabalho. Na avaliação da diretora-substituta de Políticas de Empregabilidade do Ministério do Trabalho, Tatiane Padilha da Silva. A qualificação profissional pode ser uma oportunidade para conquistar uma vaga e voltar a trabalhar.

 

Diretora-substituta de Políticas de Empregabilidade - Tatiane Padilha da Silva: Nosso público-alvo é aquela pessoa que está desempregada, que está procurando uma inserção no mercado de trabalho, que recebe o seguro-desemprego e realmente precisa de uma qualificação para ser inserido no mercado de trabalho. É uma grande oportunidade. Hoje no país é uma das únicas plataformas que a gente tem online, 100% online, gratuita, voltada para a inserção, que a gente casa os cursos com a demanda do mercado de trabalho. A gente quer garantir realmente a empregabilidade desse trabalhador.

 

Repórter Pablo Mundim: Qualquer pessoa em busca de qualificação profissional pode buscar a Escola do Trabalhador. Os cursos têm duração média de 40 horas, as inscrições podem ser feitas no site escoladotrabalhador.gov.br, e não é preciso ter escolaridade mínima para se inscrever. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Nasi: E a Escola do Trabalhador está com inscrições abertas para mais um novo curso.

 

Gabriela: O curso conhecendo a função de agente de microcrédito é voltado para os microempreendedores individuais, para os pequenos negócios e para as pessoas interessadas em ingressar na carreira de agente de crédito.

 

Nasi: Inscrições em escoladotrabalhador.gov.br.

 

Gabriela: Controlar o fluxo de caminhões, corretas e ônibus nas rodovias não é tarefa simples.

 

Nasi: A ANTT está implantando 55 pontos eletrônicos de identificação nas rodovias do país para tornar o trabalho mais ágil.

 

Gabriela: São radares eletrônicos de veículos de carga e passageiros.

 

Nasi: A ideia é ganhar tempo de viagem e reduzir custos.

 

Repórter Graziela Mendonça: Os pontos de identificação veicular são parecidos com pórticos, uma estrutura de metal que vai de uma margem à outra a rodovia. Eles identificam o veículo no momento em que está passando, pela leitura da placa ou chip. É possível saber o tipo de carga que aquele veículo transporta, se está com a documentação em dia ou se possui alguma pendência relacionada a pedágio, por exemplo. Essas informações são enviadas para a Agência Nacional de Transporte Terrestres, a ANTT, que também compartilha com outros órgãos. O gerente de fiscalização da agência, José da Silva, explica como funciona.

 

Gerente de fiscalização da ANTT - José da Silva: Esses portais eletrônicos funcionam 24 horas, sete dias por semana, capturam essas placas. Essas informações são trazidas para o banco da agência, é feito um tratamento e é feito uma análise. Posteriormente vão deflagrar, ou, uma operação própria da agência, ou, até em uma modalidade que pode até implicar em uma autuação.

 

Repórter Graziela Mendonça: Já são 51 pontos de fiscalização eletrônica da ANTT nas estradas brasileiras e mais quatro serão instalados até o fim do mês. Os equipamentos ajudam a mapear o fluxo de carga e passageiros nos principais corredores do país. No Porto do Santos, um dos principais do país, a logística de transporte está mais ágil, como conta da coordenadora de Desenvolvimento e Transporte da Confederação Nacional de Transportes, Fernanda Rezende.

 

Coordenadora de Desenvolvimento e Transporte - Fernanda Rezende: Você tendo conhecimento prévio da carga, você agiliza a entrada e a saída do veículo do Porto. Então, diminuir fila, consequentemente diminuir o custo do frete, o custo logístico, o que faz com que os produtos sejam mais competitivos no mercado externo.

 

Repórter Graziela Mendonça: Para quem está transportando cargas ou passageiros, a fiscalização eletrônica também significa menos paradas no trajeto. Os veículos conseguem chegar mais rápido ao seu destino e os custos diminuem, como explica o presidente da Federação dos Caminhoneiros Autônomos de São Paulo, Claudinei Pelegrini.

 

Presidente da Federação dos Caminhoneiros Autônomos de São Paulo - Claudinei Pelegrini: A máxima é verdadeira, tempo é dinheiro. Nós vamos numa viagem de São Paulo a Belém, ou de São Paulo a Fortaleza, ou do Rio Grande do Sul a Natal, quanto tempo nós vamos economizar? Duas horas, quatro horas, três horas evitando essas paradas? Então, é importante que se nós somarmos isso no mês nós vamos conseguirmos ganhar quanto? Meia viagem, uma viagem. Os caminhões nossos não podem ficar parados. Caminhão parado, caminhão ocioso não ganha dinheiro.

 

Repórter Graziela Mendonça: Quase 50 milhões de veículos já passaram pela fiscalização eletrônica, um aumento de 10 mil por cento comparado à fiscalização tradicional. Reportagem, Graziela Mendonça.

 

Gabriela: Amanhã começa mais uma etapa do eSocial.

 

Nasi: Nessa fase devem participar as empresas que tiveram faturamento inferior a R$ 78 milhões em 2016, não optantes pelo Simples.

 

Gabriela: Com o eSocial as empresas fornecem informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais por meio de um único sistema. É o que explica o auditor-fiscal do Ministério do Trabalho, João Paulo Machado.

 

Auditor-fiscal do Ministério do Trabalho - João Paulo Machado: Essas empresas já fizeram o envio dos seus eventos de tabelas que são os cadastros da empresa, suas rubricas, os seus códigos de cargo. E agora vão iniciar a segunda fase, que é o envio dos eventos chamados não periódicos: admissões, demissões e todo o estoque de funcionários. Os objetivos do eSocial, o primeiro dele é desburocratizar, é eliminar essa redundância, essa quantidade de obrigações e permitir que as empresas cumpram com a suas obrigações de forma mais rápida e sem precisar estar refazendo as coisas.

 

Nasi: Cortes feitos em chapas de ferro, essa é uma das marcas características das esculturas do artista Amilcar de Castro.

 

Gabriela: E uma dessas obras foi doada hoje ao Palácio da Alvorada.

 

Repórter Lívia Duarte: A obra está avaliada em R$ 1 milhão e é uma das doações mais importantes recebidas em décadas, segundo o diretor de Documentação Histórica do Gabinete da Presidência da República, Antônio Thomaz Lessa.

 

Diretor de Documentação Histórica do Gabinete da Presidência da República - Antônio Thomaz Lessa: Aqui no Palácio da Alvorada nós não tínhamos ainda nenhum exemplar do período do concreto, período esse, coincidia com a construção do Palácio. A obra do Amilcar é, portanto, uma lacuna que foi preenchida.

 

Repórter Lívia Duarte: A obra, doada à Presidência pelo Instituto Amilcar de Castro, faz parte de uma série chamada Carrancas e foi realizada nos anos de 1970. Assim como muitas outras obras deste artista, a escultura é feita com cortes e dobras numa estrutura de ferro. O Presidente Michel Temer recebeu a doação pessoalmente.

 

Presidente Michel Temer: Uma obra valiosa não só no seu formato, na sua formatação, como também no seu valor.

 

Repórter Lívia Duarte: O acervo da Presidência da República tem obras de arte e documentos de diversos períodos, parte delas como uma coleção de moedas romanas, uma urna greco-romana e quatro urnas marajoaras devem ser doadas pela Presidência ao acervo do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Reportagem, Lívia Duarte.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal. Uma boa noite.

 

Gabriela: Boa noite.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".