10/02/2017 - A Voz do Brasil

Em nota oficial, presidente Michel Temer condena paralisação de policiais no estado do Espírito Santo. Ministério da Saúde lança campanha com orientações sobre vacinas contra febre amarela. Extrativistas do Acre recebem diploma do Pronatec. Tudo isto você ouviu nesta sexta-feira em A Voz do Brasil!

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Transcrição


A Voz do Brasil - 10/02/2017


 
 

Apresentador Airton Brum: Em Brasília, 19 horas.
 
 "Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje."
 
 Apresentadora Gláucia Gomes: Boa noite.
 
 Airton: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.
 
 Gláucia: Sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017.
 
 

Airton: E vamos ao destaque do dia: Mais homens das Forças Armadas chegam ao Espírito Santo.

 

Gláucia: E presidente Michel Temer acompanha a situação no estado e diz que paralisação dos policiais militares não pode tornar o povo brasileiro refém.

 

Airton: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gláucia: Termina aqui, daqui a pouquinho, o prazo pra quem quer se inscrever no FIES. Jéssica do Amaral.

 

Repórter Jéssica do Amaral: São 150 mil novas vagas para o primeiro semestre de 2017.

 

Airton: Caravana verde. Comunidades dos estados da Amazônia recebem capacitação para preservar a floresta.

 

Gláucia: E vamos falar ainda do sucesso de bilheteria do cinema brasileiro em 2016. Tem mais filme produzido aqui e mais incentivos para levar salas de cinema ao interior do país.

 

 Airton: A Voz do Brasil de hoje na apresentação de Gláucia Gomes e Airton Medeiros.

 

Gláucia: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Airton: O Governo Federal vai enviar mais militares ao Espírito Santo.

 

Gláucia: Atualmente são cerca de 2 mil, entre agentes das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança Pública. E de acordo com o comando da operação no estado, até amanhã chegam aproximadamente mais mil.

 

Airton: Esse efetivo vai atuar na capital e nas cidades vizinhas, que formam a chamada Grande Vitória.

 

Gláucia: Eles são responsáveis pelo policiamento das ruas, enquanto a Polícia Militar não volta ao trabalho. É o que explica o comandante da Força Tarefa da Operação Capixaba, General Adilson Katibe.

 

General - Adilson Katibe: Nós estamos aqui para garantir a segurança do cidadão, a garantia do retorno à normalidade, ou seja, que o cidadão possa utilizar os seus meios de transporte, possa exercer o seu direito de ir e vir, fazer suas compras, ir à escola, trabalhar, levar sua vida normal, o cidadão comum.

 

Airton: O General Adilson Katibe disse também que o trabalho dos militares tem dado resultado e que os homicídios caíram depois que as tropas chegaram ao Espírito Santo.

 

General - Adilson Katibe: As ocorrências policiais, elas diminuíram muito em todos os tipos de ocorrências, né, policiais. Então, esse número de homicídios total, ele tem que ser compreendido, tem antes da chegada das tropas e depois, depois o número é bem diferente. E o número total de ocorrências desde a nossa chegada, de ocorrências, que é muito menor também.

 

Gláucia: E o presidente Michel Temer se manifestou hoje sobre a situação no Espírito Santo. Ele afirmou que acompanha desde os primeiros momentos todos os fatos no estado e que tem conversado diariamente com o governador Paulo Artung.

 

Repórter Paulo La Salvia: O presidente Michel Temer condenou a movimentação da Polícia Militar do Espírito Santo. Lembrou que a paralisação da PM é ilegal e coloca em cheque o funcionamento do estado, deixando a população refém. Michel Temer fez dois pedidos aos policiais militares capixabas: de que cumpram a decisão da justiça estadual, que nesta segunda-feira determinou a volta imediata ao trabalho, e de que retornem a negociação com o governo do Espírito Santo, para preservar o direito e as garantias do povo. O presidente ainda esclareceu que está em constante contato com o governador, Paulo Artung, e que enviou cerca de 2 mil homens, entre a Força Nacional e as Forças Armadas, para o Espírito Santo, para restabelecer a lei e a ordem no estado, e de que vai agir da mesma forma sempre que for necessário em todos os locais que for preciso. Paulo La Salvia, para a Voz do Brasil.

 

Airton: 350 fuzileiros navais começaram hoje uma vistoria na Penitenciária Estadual de Parnamirim, na região metropolitana de Natal, capital do Rio Grande do Norte.

 

Gláucia: Os homens da marinha entraram no presídio para fazer uma varredura em busca de armas, celulares, drogas, carregadores, munições e outros objetos proibidos.

 

Airton: Esta é a terceira operação de vistoria realizada pelas Forças Armadas. Os militares já estiveram em presídios de Boa Vista, em Roraima, e de Manaus, no Amazonas.

 

Gláucia: Nesses locais já foram encontrados celulares, carregadores, drogas, armas de fogo, facas, além de aparelhos eletrodomésticos.

 

Airton: Termina daqui a pouquinho o prazo para se inscrever no Programa de Financiamento Estudantil, o FIES.

 

Gláucia: Com o financiamento, estudantes de todo o país podem realizar o sonho de cursar uma universidade.

 

Repórter Jéssica do Amaral: Para Naiara Couto, o FIES, Programa de Financiamento Estudantil, é o caminho para realização profissional. A estudante conta que o sonho de se tornar dentista só foi possível graças ao programa. Ela cursa o terceiro período de odontologia em uma universidade particular de Brasília, e faz questão de destacar o quanto a ajuda do FIES está sendo importante.

 

Estudante - Naiara Couto: Pra eu me profissionalizar, me preparar, e eu vou ter a oportunidade de pagar com o meu trabalho esse curso.

 

Repórter Jéssica do Amaral: A estudante Larissa Aguiar, colega de Naiara no curso de odontologia e também beneficiária do FIES, conta que o programa deu a ela a chance de ser a primeira da família a se tornar, como ela diz, uma doutora. E já faz planos para o futuro.

 

Estudante - Larissa Aguiar: Eu já me vejo fazendo meu concurso público do bombeiro, né? Meu pai é bombeiro e eu queria trabalhar como dentista no bombeiro militar.

 

Repórter Jéssica do Amaral: Para ajudar outros estudantes a entrar em uma universidade, o Ministério da Educação abriu as inscrições para o financiamento estudantil em instituições particulares de todo o país. São 150 mil novas vagas para o primeiro semestre de 2017. Podem participar do FIES estudantes que fizeram a partir de 2010 o Exame Nacional do Ensino Médio. As inscrições para o FIES vão até o dia 10 de fevereiro e devem ser feitas no site fiesselecao.mec.gov.br. Reportagem, Jéssica do Amaral.

 

"Você na Voz do Brasil"

 

Airton: O Programa Universidade Para Todos, o Prouni, teve mais de 1,5 milhão de inscritos em todo o país. Neste primeiro semestre esses estudantes vão concorrer a 214 mil bolsas.

 

Gláucia: Com o Prouni, é possível ter acesso a bolsas integrais e parciais para estudar em universidades particulares.

 

Airton: Estudantes como a nossa ouvinte Jordânia Igina, que é de Minas Gerais. Ela já fez uma faculdade particular como bolsista do Prouni e quer tirar uma dúvida.

 

Gláucia: A Jordânia gosta de estudar, ela quer saber se pode fazer outra faculdade, dessa vez por meio do SISU.

 

Airton: A nossa repórter Alessandra Bastos apurou essa informação para a Jordânia. Boa noite, Alessandra.

 

Repórter Alessandra Bastos: Olá, boa noite. Hoje recebemos a dúvida da Jordânia Igina, da cidade de Marilac, em Minas Gerais. Ela mandou um e-mail querendo saber se, depois que concluir uma faculdade usando bolsa do Prouni, o Programa Universidade para Todos, pode cursar outra faculdade pelo SISU, o Sistema de Seleção Unificada. Jordânia, a gente conversou com o pessoal do Ministério da Educação e eles explicaram que você pode, sim, concorrer a uma vaga pelo SISU, o sistema que dá acesso às Universidades Públicas. Você só não pode utilizar os dois ao mesmo tempo, ou seja, o aluno não pode estar simultaneamente matriculado em uma universidade pública e continuar com a bolsa do Prouni em uma faculdade particular. Agora, se você já tiver concluído seu curso pelo Prouni, pode sim concorrer como qualquer outro aluno a uma vaga pelo SISU. Pra isso, é fazer o ENEM e não obter zero na nota da redação. Alessandra Bastos para a Voz do Brasil.

 

Gláucia: Obrigada, Alessandra. E você, que tem dúvidas também, mande a sua pergunta pra gente.

 

Airton: Basta gravar uma mensagem e mandar para o nosso e-mail voz@ebc.com.br, ou no Whatsapp (61) 998627345, vou repetir: (61) 998627345.

 

Gláucia: A nossa produção vai procurar a resposta pra você. Participe.

 

Airton: Manejo sustentável da natureza para gerar trabalho e renda, sem agressão ao meio ambiente.

 

Gláucia: Esse é um dos objetivos da Caravana Verde, que está percorrendo os estados da Amazônia discutindo propostas e projetos de conservação das florestas.

 

Airton: E os moradores de comunidades extrativistas estão sendo capacitados pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, o Pronatec.

 

Repórter Natália Koslik: Tailan (F) Lima Nunes, de 20 anos, mora na reserva extrativista de Iracema, no Acre. Ela e toda a família fizeram juntos o curso de meliponicultura, que ensina a trabalhar com abelhas sem ferrão. Tailan (F) conta que o mel é muito bem aceito na região, tem custo de produção baixo e é tirado da própria natureza. Por isso as expectativas são as melhores.

 

Entrevistada - Tailan (F) Lima Nunes: Assim, a comunidade aprende a valorizar mais os recursos do meio ambiente. Muita esperança. Espero que ele traga benefícios para a comunidade.

 

Repórter Natália Koslik: Tailan (F) está entre os 200 moradores de reserva extrativista que receberam, nesta sexta-feira, o certificado do Pronatec. E agora podem levar o conhecimento adquirido à comunidade. Os alunos também se formaram em cursos de agricultura florestal, artesanato de biojoias, açaicultura, entre outros. A entrega dos certificados foi feita pelo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, que está visitando os estados da Amazônia. A ideia é estreitar o diálogo com as autoridades locais e pensar estratégias para combater o desmatamento. E conta com a ajuda da comunidade para proteger a floresta.

 

Ministro do Meio Ambiente - Sarney Filho: Porque a Amazônia tem um papel cada vez mais importante no combate ao aquecimento global. A gente visitou planos de manejo, porque eles fazem com que as pessoas ganhem dinheiro, fazem com que o emprego de qualidade seja dado, e ao mesmo tempo asseguram que a floresta fique em pé.

 

Repórter Natália Koslik: A Caravana Verde, como ficou batizada a iniciativa, já passou pelo Amazonas e por Rondônia. E depois do Acre, segue para o Mato Grosso e Pará. Reportagem, Natália Koslik.

 

Gláucia: 19h12, no horário brasileiro de verão.

 

Airton: E agora uma pergunta pra você que está em casa nos ouvindo. Você vai com frequência ao cinema?

 

Gláucia: E nos últimos anos, assistiu algum filme brasileiro?

 

Airton: Daqui a pouco a gente vai falar do aumento de produções nacionais e dos incentivos do governo para levar salas de cinema a cidades do interior do país.

 

Gláucia: Os casos confirmados de febre amarela nesse início de ano, em alguns estados, ligaram o sinal de alerta entre a população.

 

Airton: Muitas pessoas têm dúvida se precisam tomar a vacina contra a doença, se já foram imunizadas ou quantas doses precisam tomar para não se preocuparem com a febre amarela.

 

Gláucia: É, e pra isso o Ministério da Saúde lançou hoje uma campanha para informar a população.

 

Repórter Eduardo Biagini: Informação para todos e vacina para quem precisa. Essa é a frase principal da campanha do Ministério da Saúde. A ideia é esclarecer quem pode se vacinar e explicar que não existe, nesse momento, necessidade de vacinação geral de toda a população. A recomendação de vacina neste momento é para quem vive ou vai viajar para regiões que estão registrando casos da doença: leste de Minas Gerais, oeste do Espírito Santo, oeste da Bahia além do noroeste do Rio de Janeiro, que está localizado na divisa com áreas que têm registro da doença. Nesses casos, a campanha orienta a pessoa a procurar a Unidade de Saúde mais próxima para tomar a vacina. A campanha, com cartazes, faixas, mensagens em páginas da internet e redes sociais, publicidade em rádio e televisão, vai ser veiculada primeiro nos quatro estados que já tiveram ou estão em regiões próximas a casos confirmados da doença. Atualmente, o esquema de vacinação da febre amarela é de duas doses, tanto para adultos quanto para crianças. Assim, a proteção está garantida para o resto da vida. Até essa sexta-feira, foram confirmados 230 casos de febre amarela no Brasil, com 79 mortes. Os estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Rio Grande do Norte e Tocantins, possuem casos em investigação. Eduardo Biagini para a Voz do Brasil.

 

Airton: Qual a diferença entre manga e mamão, Gláucia?

 

Gláucia: Olha, pra nós, brasileiros, é fácil responder, viu Airton. Mas não é pra todo mundo, não.

 

Airton: É, com o apoio da Codevasf, produtores de Minas Gerais estão nesta semana expondo suas frutas numa feira lá na Alemanha, a maior feira do mundo em frutas e legumes.

 

Gláucia: Pois é. E tem muito alemão que não sabe a diferença, não, viu?

 

Repórter Alessandra Bastos: Banana, limão, manga e mamão germinaram no solo do semiárido mineiro, na região de Jaíba, e conquistaram o mundo. Os produtos foram expostos nessa semana em Berlim, na Alemanha, na maior feira mundial de frutas e legumes. O produtor rural Saulo Lages levou exemplares da sua produção para o evento na Europa e conta que as frutas caíram no gosto dos estrangeiros.

 

Produtor - Saulo Lages: O pessoal prova, tem gostado muito do mamão. A manga é disparado a fruta mais conhecida por eles. É impressionante que muitos alemães não conhecem ainda o mamão. Teve o caso do alemão que provou o mamão, aí fez uma cara feia, nós perguntamos o que era. Ele falou: "Não, essa manga está ruim." A gente falou: "Não, mas não é manga, é mamão."

 

Repórter Alessandra Bastos: As frutas selecionadas são cultivadas no norte de Minas Gerais, em Jaíba, Gorutuba e Lagoa Grande. A região concentra uma produção anual de mais de 250 mil toneladas de frutas, que movimentam quase R$ 400 milhões. O que garante a qualidade do produto brasileiro é a combinação de condições climáticas com técnicas de irrigação, implantadas pela Codevasf, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba. Para Fernando Brito, chefe da Codevasf em Minas Gerais, essas condições colocaram o Brasil no cenário internacional de fruticultura.

 

Chefe da Codevasf em Minas Gerais - Fernando Brito: Essas foram fruto de pesquisa da Embrapa, da Epamig, que é a empresa de pesquisa de Minas Gerais, que desenvolveu pesquisas específicas para alcançar melhores produtividades com essas frutas, né?

 

Repórter Alessandra Bastos: De acordo com a organização do evento, quase 80 mil visitantes passam pela feira todos os anos. Reportagem, Natália Koslik, com locução de Alessandra Bastos.

 

Airton: Participar de corridas, lutar, disputar uma partida de futebol. Há quem goste de fazer tudo isso, mas sem sair de casa.

 

Gláucia: Os jogos de videogame fazem a diversão das crianças e adolescentes.

 

Airton: Mas é preciso estar atento. Da mesma forma que os programas de televisão, esses jogos também trazem a classificação indicativa, que informa para qualquer idade um conteúdo é ou não adequado.

 

Gláucia: A repórter Luana Karen foi saber como essa classificação é feita. E mais, agora vai incluir jogos online, a mais nova febre dos jogadores.

 

Repórter Luana Karen: Antes mesmo de começar a falar e a andar, Artu Horta já interagia na rede mundial de computadores. Hoje, aos 10 anos, o menino é fã dos jogos online.

 

Entrevistado - Artu Horta: Não sou, tipo, viciado. Mas eu gosto, é legal.

 

Repórter Luana Karen: Antes de um jogo online chegar à tela do computador, o criador do jogo presta informações sobre o conteúdo, a um sistema internacional de classificação etária, chamado IARC, que é integrado por 35 países. Com base nesses dados, o sistema vai indicar a faixa etária para a qual o jogo é adequado. Em três anos, cerca de quatro milhões de jogos online foram avaliados, usando o sistema. Cláudio Perét, diretor de políticas de justiça, do Ministério da Justiça, explica como é feita essa avaliação.

 

Diretor de políticas de justiça - Cláudio Perét: São basicamente três conteúdos avaliados: Todas as cenas que tenham conteúdos sexuais, de violência e de consumo de drogas lícitas e ilícitas.

 

Repórter Luana Karen: No Brasil, o Ministério da Justiça entra em ação na hora de conferir se a recomendação feita, com base nas informações do criador do jogo, está realmente adequada à idade da criança. Todo mês são monitorados entre 500 e 700 jogos. A classificação pode variar de livre a permitida para pessoas com mais de 10, 12, 14, 16 ou 18 anos. A indicação de idade pode ajudar no controle do que é visto pelas crianças, mas a palavra final, afirma o professor de jogos digitais Alexandre Chacon, deve ser sempre dos pais.

 

Professor de jogos digitais - Alexandre Chacon: A classificação não é uma censura, né? Ela é apenas um indicativo. Cabe aos pais realmente verificar o que tem naquele conteúdo e conversar com os seus filhos e saber se aquilo pode ou não prejudicar.

 

Repórter Luana Karen: O professor de educação física Lauro Horta, pai do Artu, concorda. E conta que ele e a mãe do garoto ficam de olho na brincadeira.

 

Professor - Lauro Horta: Através do histórico, nós entramos à noite e verificamos o que ele assistiu, pesquisamos o conteúdo, né?

 

Repórter Luana Karen: A classificação etária pode ser conferida no próprio site do jogo e também na página do Ministério da Justiça, em portal.mj.gov.br. Reportagem, Luana Karen.

 

Airton: Além de ajudar a produzir, a Codevasf também ajuda quem mora nas regiões do semiárido brasileiro e sofre com a falta de chuvas.

 

Gláucia: Em Minas Gerais, por exemplo, 7 mil famílias tiveram acesso à água garantido pela companhia no ano passado.

 

Airton: R$ 3 milhões em investimentos federais já foram destinados a locais onde vivem centenas de pequenos agricultores familiares.

 

Repórter Natália Koslik: Elisabete de Fátima dos Reis mora na comunidade de Taboquinha, que fica no município mineiro de Bocaiúva. Pra ela e tantos trabalhadores rurais do país, a água é uma matéria prima fundamental para a sobrevivência da plantação.

 

Entrevistada - Elisabete de Fátima dos Reis: A agricultura familiar, eles dependem da água, desde criação de aves, de suínos, pequenas hortas. Então, a água, ela é tudo, ela é vida.

 

Repórter Natália Koslik: Para melhorar a vida dessas pessoas, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, a Codevasf, promove ações estruturantes, como a perfuração de poços e ligações que levam a água pra casa das pessoas. Além de garantir a sobrevivência de muitos, essas ações ajudam a manter o homem no campo. É o que explica o superintendente da Codevaf em Minas Gerais, Rodrigo Rodrigues.

 

Superintendente da Codevasf - Rodrigo Rodrigues: Manter a agricultura familiar é fundamental aqui na nossa região, porque o êxodo rural é muito grande, e através das obras estruturantes, de levando água, de capacitando essa família também, está dando uma melhoria de vida para aquela comunidade.

 

Repórter Natália Koslik: Em 2016, foram atendidas 178 comunidades rurais, de 30 municípios de Minas Gerais. Bocaiúva, a terra de Elisabete, foi um deles. A cidade recebeu um poço recentemente, que atende 40 famílias da comunidade Nova Esperança. Segundo Elisabete, a cena fez jus ao nome do lugar.

 

Entrevistada - Elisabete de Fátima dos Reis: No momento que a empresa que está perfurando o poço começou a subir a água, então você via ali no rosto daquelas pessoas a esperança.

 

Repórter Natália Koslik: Para 2017, cerca de R$ 30 milhões devem ser investidos em benefícios nas áreas rurais do país. Reportagem, Natália Koslik.

 

Gláucia: 19h21, no horário brasileiro de verão.

 

Airton: E pra terminar a semana, vamos subir a trilha sonora da felicidade.

 

Gláucia: A história do cinema nacional só foi felicidade no ano passado.

 

Airton: 143 filmes brasileiros foram lançados e 21 salas de cinema foram abertas no interior do país.

 

Gláucia: E não teve sala vazia, não, viu? 30 milhões de pessoas foram assistir nossos filmes.

 

Airton: O enredo de uma história que vai ser contada agora pela repórter Natália Melo.

 

Repórter Natália Melo: Se 2016 foi um ano de dificuldade na economia, para o cinema foi de vitória. E quem deu um empurrãozinho nas bilheterias foram os filmes produzidos aqui no país. Dos 184 milhões de ingressos vendidos no Brasil no ano passado, mais de 30 milhões foram de filmes nacionais, o melhor resultado desde 1984. Manuel Rangel, diretor presidente da Agência Nacional do Cinema, a Ancine, fala sobre o mercado audiovisual brasileiro, que tem se mantido aquecido ao longo dos últimos anos.

 

Diretor presidente da Ancine - Manuel Rangel: Isso se deve a políticas públicas que têm dado sustentação e se deve ao empreendedorismo, ao talento dos nossos realizadores.

 

Repórter Natália Melo: E teve filme para todos os gostos em 2016: Infantis, comédias, dramas e até histórias bíblicas, dentre os sucessos de bilheteria nacional. Para Manuel Rangel é sinal de que, mesmo em tempos de crise, o brasileiro não dispensa um cineminha.

 

Diretor presidente da Ancine - Manuel Rangel: O Brasil tem uma relação muito intensa com o audiovisual, relação afetiva forte com o conteúdo audiovisual brasileiro e, na sala de cinema, o Brasil também tem tido filmes de muito sucesso.

 

Repórter Natália Melo: Alan Tavares mora em Itaituba, uma pequena cidade do Pará com menos de 100 mil habitantes. Graças aos recursos federais do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte, FNO, Alan e outros dois moradores conseguiram inaugurar o primeiro cinema de Itaituba, um alívio para quem precisava se deslocar 400 quilômetros para assistir a filmes na cidade mais próxima.

 

Entrevistado - Alan Tavares: Muita gente na cidade jamais tinha entrado numa sala de cinema. O cinema, na verdade, é cultura, né? Então acho que esse é um bom legado que a gente está deixando.

 

Repórter Natália Melo: O cinéfilo Victor Hugo é um dos brasileiros que estão cada vez mais adeptos das telinhas. Mesmo com TV em casa, pelo menos duas vezes na semana ele prefere dar uma esticadinha até o cinema para se distrair.

 

Cinéfilo - Victor Hugo: O cinema, ele tem aquela chance de você conhecer outras pessoas, de você ter uma tela grande, você comprar alguma Coca. A melhor coisa é ir sozinho, porque não tem ninguém pra conversar com você, te atrapalhar.

 

Repórter Natália Melo: 143 filmes nacionais foram lançados no ano passado. 21 novas salas foram abertas no interior do país em 2016. Reportagem, Natália Melo.

 

"Eu demorei muito?"

"Nada, nadinha."

 

Gláucia: E a seca não vai dar trégua na região nordeste.

 

Airton: Essa é a conclusão do Grupo de Trabalho de Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

 

Gláucia: A seca na região nordeste já dura cinco anos e, para especialistas, a situação climática terá impactos severos na agricultura, pecuária e no abastecimento de água à população.

 

Airton: E essas foram as notícias do Governo Federal.
 
 

Gláucia: Uma realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Airton: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gláucia: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite e bom fim de semana.

 

Airton: Boa noite pra você e até segunda.