10/05/17 - A Voz do Brasil

Michel Temer assina decreto que moderniza marco regulatório do setor portuário. Inflação acumulada dos últimos doze meses é a menor em dez anos. Próximo sábado é o Dia D da vacinação contra a gripe. Inaugurada exposição "Brasílis a Brasília".

audio/mpeg 10 05 2017 - Voz do Brasil.mp3 — 22339 KB




Transcrição

A VOZ DO BRASIL - 10/05/2017

 

 

>> Em Brasília, 19h00.

 

>> Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje.

 

Apresentador Airton Medeiros: Olá, boa noite.

 

Apresentadora Gláucia Gomes: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Airton: Dez de maio de 2017.

 

Gláucia: E vamos ao destaque desta quarta-feira: feijão, arroz e óleo de soja mais baratos. Queda no preço de alimentos, da conta de luz e combustíveis fazem a inflação de abril ser a menor para o mês em 23 anos. Repórter Natália Koslyk.

 

Repórter Natália Koslyk: E a inflação acumulada dos últimos 12 meses apresentou o melhor resultado em 10 anos.

 

Airton: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje...

 

Gláucia: Regras mais simples para concessões e arrendamentos de portos brasileiros. Para o presidente Michel Temer, novas medidas vão gerar mais empregos.

 

Presidente Michel Temer: E só tem sentido incentivar os investimentos, portanto, capital, se ele produzir um efeito positivo para o país, e o efeito positivo é precisamente o combate ao desemprego.

 

Airton: Lançamento de satélite, acesso à internet, tecnologia... Vamos falar sobre esses assuntos, ao vivo, com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

 

Gláucia: E sábado é Dia 'D' de Vacinação contra a gripe. Índice de pessoas que se vacinaram ainda é baixa e ministro da Saúde, Ricardo Barros, convoca a população.

 

Airton: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gláucia Gomes e Airton Medeiros.

 

Gláucia: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Airton: O Brasil deu um grande salto de tecnologia ao lançar, na semana passada, o Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégicas.

 

Gláucia: O satélite, 100% brasileiro, vai permitir o acesso à internet banda larga a todos os locais do país e a transferência de informações na área de defesa e do governo federal.

 

Airton: Para falar sobre esse grande investimento, de mais de R$ 2,5 bilhões e de outros assuntos, a gente começa a Voz do Brasil de hoje recebendo aqui no estúdio o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab. Ministro Kassab, boa noite.

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: Boa noite, Airton, Gláucia, brasileiras e brasileiros que nos assistem, que nos ouvem. É uma alegria muito grande estar aqui com vocês num momento tão especial, num momento em que o Brasil começa a superar suas dificuldades, num momento em que a nossa economia começa a apresentar índices que são bem melhores do que aqueles que apresentávamos há alguns meses atrás, e no nosso Ministério grandes novidades que vão facilitar demais a vida de todos os brasileiros.

 

Airton: Ministro, e vamos começar falando de satélite. Explique para a gente a importância dele para a área de tecnologia do Brasil

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: Olha, é importante, Airton, as pessoas perceberem a importância da internet, da banda larga, para qualquer cidade hoje. Não a Gláucia, que é mais nova, mas eu e você, Airton, nós somos da época ainda que tinha telegrama. Lembra disso, né?

 

Airton: Muito telegrama.

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: Demos uma colher de chá para a Gláucia aqui. Depois do telegrama... Eu lembro que a primeira campanha que eu fiz na vida foi com um telegrama. E logo depois do telegrama vieram os pagers. Você punha na cintura aquele aparelho que recebia mensagem. Para passar mensagem você ligava para uma central de informações. Logo depois dos pagers veio o fax, né? Junto com o pager aproximadamente. Depois o telefone celular, diversos avanços, a internet... E hoje a banda larga, que é a internet rápida, ela é fundamental na vida de qualquer cidadão e para a economia de um país. E o Brasil, por conta da sua dimensão continental, um dos maiores países em área territorial do mundo, ele não tem ainda hoje condições de levar a banda larga, a internet em todos os cantos do país. Qual, portanto, é a vantagem do satélite? Primeiro, ele é brasileiro. Nós é que vamos comandar esse satélite. Nós temos diversos satélites atuando no Brasil, mas eles são de multinacionais, de outros países. Esse, não. Ele vai ser do Brasil. E ele terá uma capacidade de gerar banda larga, de espalhar a banda larga por todo o território nacional. Isso vai fazer a diferença. Vai fazer a diferença na saúde porque nós vamos em qualquer canto do país, através do satélite, com uma anteninha que a gente coloca lá no posto de saúde lá na Amazônia, no coração da Amazônia, no coração do Centro-Oeste do Brasil, com aquela antena você vai levar a banda larga para aquele equipamento e os médicos vão poder conversar com os outros equipamentos públicos de saúde de todo o Brasil. Da mesma maneira na educação. Nós já temos identificados para receber banda larga desse satélite sete mil escolas através do Ministério da Educação. Da agricultura, enfim, dos municípios mais distantes que têm dificuldade de ter acesso à internet. Esse é o satélite que foi lançado na semana passada com a presença do presidente Temer. Uma prioridade do nosso governo. Ele envolveu um volume muito grande de recursos, mas é um investimento muito importante.

 

Airton: Sim.

 

Gláucia: Para que vocês tenham uma ideia, não é tão fácil assim, não é barato. Ele está custando para o Brasil R$ 2,8 bilhões, mas vale a pena porque qualquer brasileiro vai ter condições de receber a sua banda larga, a sua internet.

 

Gláucia: Ministro, então, considerando tudo isso que o senhor está falando para nós, que avaliação o senhor faz do Plano Nacional de Internet das Coisas e da Estratégia Digital Brasileira? Quais foram os avanços?

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: Olha, Gláucia, aí eu retomo a historinha que eu contei agora há pouco lá atrás do telegrama. Veja quanto coisa aconteceu, quanta coisa está acontecendo. A Internet das Coisas é mais um avanço. Significa que nas nossas residências nós vamos poder comandar a geladeira através da internet. Nós vamos poder comandar o forno do fogão, quando tivermos a caminho de casa, através da internet. Nós vamos poder comandar diversas operações dos nossos veículos através da internet. O trator da agricultura através da internet. Internet das Coisas significa a internet também comandando as coisas. O cidadão, nós, operando as coisas através da internet. Hoje é a bola da vez, é o grande avanço da tecnologia no mundo, é a internet comandando as coisas. Isso é a Internet das Coisas.

 

Gláucia: Ministro da Ciência, Tecnologia, inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, muito obrigada pela participação do senhor aqui, ao vivo, na Voz do Brasil.

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: Eu é que agradeço a oportunidade. E é muito bom, né, estarmos aqui na Voz do Brasil falando de avanços, falando de novidades, falando das conquistas desse governo para o nosso país.

 

Gláucia: Obrigada, ministro.

 

Airton: Depois de aprovada na Câmara dos Deputados, a proposta de modernização das leis trabalhistas é discutida agora pelo Senado Federal.

 

Gláucia: O projeto aprovado pelos deputados prevê, por exemplo, regras para que acordos entre empresários e trabalhadores possam ter a força de lei, o chamado "negociado sobre o legislado". A contribuição sindical, que hoje é obrigatória, passa a ser opcional. E o trabalho em casa passa a ter regras, como reembolso por despesas do empregado.

 

Airton: O presidente Michel Temer acredita que a reforma vai ser aprovada também pelo Senado e que a proposta não traz prejuízos aos trabalhadores.

 

Presidente Michel Temer: Basta examinar a Constituição Federal para verificar os direitos elencados dos trabalhadores no texto constitucional. Não há prejuízo nenhum. Pelo contrário, o que pode haver é uma agilização em face da flexibilização, uma agilização na contratação daqueles que querem prestar serviço. Mais uma vez a conexão adequada entre o capital e o trabalho, porque o capital só tem sentido se prestar e emprestar ou tiver presente a ideia da justiça social, e a justiça social se faz exata e precisamente para o combate ao desemprego.

 

Gláucia: Em encontro com representantes do mercado de investimentos e capitais, responsável pela gestão de quase R$ 4 bilhões, a equipe econômica apresentou medidas tomadas pelo governo para tirar o país da crise.

 

Airton: Os empresários, os ministros do Planejamento e da Fazenda falaram da importância da aprovação das reformas da Previdência e Trabalhista, além do incentivo a investimentos em infraestrutura no país.

 

Repórter José Luiz Filho: O ministro do Planejamento, Diogo Oliveira, abordou as mudanças realizadas pelo governo para estimular a economia, primeiro dando transparência aos gastos públicos, e depois propondo reformas importantes para equilibrar as contas e retomar o crescimento da economia.

 

Ministro do Planejamento - Diogo Oliveira: A boa notícia é o fim da recessão, que está embasando esse processo. É um conjunto amplo de decisões que o governo tomou tanto na área macroeconômica, na área micro, com a adoção de uma série de reformas.

 

Repórter José Luiz Filho: Mas o ministro do Planejamento também convocou os empresários a investirem no Brasil. Oportunidades não faltam. Segundo Diogo Oliveira, só na próxima rodada de concessões do Programa de Parcerias de Investimentos serão 33 leilões.

 

Ministro do Planejamento - Diogo Oliveira: É muito claro para nós que a estratégia de sucesso nessa área dependerá principalmente da participação do setor privado, de um lado operando essas infraestruturas com as concessões, com a atração de novos investidores, mas, por outro lado, financiando esses investimentos nessa infraestrutura.

 

Repórter José Luiz Filho: E para incentivar essa participação, o governo também aposta em segurança jurídica e regras claras nos contratos de concessão, condições que, de acordo com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, estão sendo implantadas pelo governo. Meirelles reforçou que ainda assim é preciso garantir a confiança do empresariado e, para isso, reformas como a da Previdência precisam ser aprovadas o quanto antes.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: A economia precisa ser previsível e para isso as reformas fundamentais são necessárias. Por quê? Porque a grande razão da volatilidade da economia brasileira nas últimas décadas era a questão fiscal. Isso de tempos em tempos levava a uma crise e levou a taxas de juros muito elevada, taxa de inflação, etc. Então, para que a economia se estabelece, seja previsível, esperamos a aprovação da Previdência o mais rápido possível.

 

Repórter José Luiz Filho: Com base em indicadores como o aumento do consumo de energia elétrica e do movimento de cargas, Henrique Meirelles afirmou que o Brasil começa a sair da maior crise da história. No primeiro trimestre, por conta da queda da inflação, o consumo aumentou e a produção também começa a sair do vermelho. Reportagem, José Luiz Filho.

 

Gláucia: 19hs12min, em Brasília.

 

Airton: Inflação de abril fecha em 0,14%, a menor para o mês desde 1994.

 

Gláucia: Daqui a pouco a gente conta para você quais produtos e serviços ficaram mais baratos e ajudaram para este resultado.

 

Airton: Regras mais simples e flexíveis para concessões e arrendamentos de portos brasileiros.

 

Gláucia: As mudanças foram autorizadas hoje pelo presidente Michel Temer. Uma delas é o aumento no prazo dos contratos de concessão e arrendamento.

 

Airton: A expectativa do governo é que as medidas possibilitem investimentos na ordem de R$ 25 bilhões nos portos do país nos próximos anos.

 

Repórter João Pedro Neto: O decreto assinado pelo presidente Michel Temer nesta quarta-feira estabelece regras simplificadas e mais bem definidas para investimentos e operações em portos públicos e terminais privados brasileiros. O presidente ressaltou que a economia dá sinais de crescimento e as regras implementadas hoje vão atrair novos investimentos e gerar mais empregos no país.

 

Presidente Michel Temer: Ninguém investe se não tiver segurança jurídica, e o que este decreto faz é precisamente conferir segurança jurídica aos investidores no setor portuário. E quando pensamos os investimentos, nós pensamos é na força do capital geradora do trabalho.

 

Repórter João Pedro Neto: Entre outros pontos, as normas preveem o aumento dos prazos nos contratos de concessão dos atuais 25 para até 35 anos. Segundo o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintela, o decreto alinha o setor portuário brasileiro às melhores práticas internacionais.

 

Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil - Maurício Quintela: Vamos promover ampla e justa competição na celebração das parcerias e na prestação dos serviços, garantindo a estabilidade e a segurança jurídica dos contratos.

 

Repórter João Pedro Neto: O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, destacou que a medida vai dar mais competitividade aos produtos brasileiros.

 

Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República - Moreira Franco: Sabemos da importância que tem o sistema portuário brasileiro. Ele precisa ser modernizado, ele precisa buscar eficiência, ele precisa garantir a produtividade dos nossos produtos, ele precisa permitir que não só o agronegócio, mas como a nossa indústria possa ter uma estrutura logística capaz de nos tornar competitivos.

 

Repórter João Pedro Neto: O diretor presidente do Porto de Santos, José Botelho de Oliva, diz que as regras dão mais segurança para os investimentos.

 

Diretor Presidente do Porto de Santos - José Botelho de Oliva: Permite que o investidor possa aumentar o seu capital, investir mais, modernizar mais, porque ele tem um prazo maior para compensar e haver uma amortização adequada para esses investimentos.

 

Repórter João Pedro Neto: O decreto é resultado de mais de três meses de reuniões de um grupo de trabalho que teve, além de agentes públicos de diversos órgãos, participação do setor portuário. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Gláucia: Termina no dia 26 de maio a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe.

 

Airton: Mas este sábado, dia 13, é o Dia 'D' de Mobilização Nacional.

 

Gláucia: O último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que apenas 27% do público alvo já se vacinou contra a gripe.

 

Airton: É, e para falar sobre vacinação a gente conversa, ao vivo, agora, com o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Ministro, boa noite.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Boa noite.

 

Airton: Ministro, como é que vai funcionar esse Dia 'D' no sábado?

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Olha, Airton, vai funcionar com uma grande mobilização e estamos convocando a imprensa para nos ajudar, sensibilizar as pessoas. Todas as unidades de vacinação abertas, vamos procurar ao máximo trazer as pessoas para a vacinação e algumas cidades farão mutirões, vão colocar barracas para vacinar em outras áreas de maior fluxo de pessoas. Nós realmente precisamos atingir uma cobertura maior; 27,5% até agora é pouco. Têm estados, o estado que menos vacinou, vacinou apenas 10%, outros já vacinaram mais de 50%. Então, é preciso uma dedicação de todos e a mobilização da população.

 

Gláucia: Ministro, quantas pessoas devem ser imunizadas e quem deve tomar essa vacina?

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Olha, nós devemos imunizar 90% do público alvo, não é, que são 13,6 milhões de pessoas que já foram vacinadas, nós queremos ampliar muito esta meta, e quem deve se vacinar são as pessoas com mais de 60 anos de idade, crianças de seis meses a cinco anos, as gestantes, os trabalhadores em saúde, os povos indígenas, os grupos portadores de doenças crônicas e os professores que foram incluídos nesse grupo de prioridade de vacinação. Pela primeira vez na história nós incluímos os professores, que era um pedido muito antigo do sindicato de professores.

 

Airton: Estamos conversando, ao vivo, com o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Ministro, é importante que as pessoas se vacinem antes de o inverno começar. É isso mesmo?

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Sim, é importante que as pessoas se vacinem o quanto antes, porque o inverno vem aí e é neste período que há maior incidência de pessoas que estarão sujeitas à gripe. Nós vacinaremos 59 milhões de pessoas em todo o Brasil. Este ano há uma prevalência da gripe H3N2 e da Influenza 'B', além do H1N1. Então, a cada ano nós mudamos o tipo da vacina para atingir os modelos mais frequentes, os tipos mais frequentes de vírus que estão circulando, e nós esperamos com isso reduzir o número de pessoas afetadas e também reduzir o número de óbitos. Até agora neste ano foram oito óbitos por gripe no Brasil e nós queremos, evidentemente, reduzir muito esse número, porque no ano passado foram muitos, foram milhares de pessoas. Então, a gente quer reduzir muito o número de mortos por gripe H1N1 no Brasil este ano. Então, convoco a todos, compareçam aos postos de vacinação para que nós possamos ampliar essa cobertura.

 

Gláucia: A gente conversou com o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Ministro, muito obrigada pela sua participação com a gente aqui na Voz do Brasil. Uma boa noite para o senhor.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Um abraço.

 

Airton: A conta de luz, combustíveis e o preço do feijão, arroz e óleo de soja contribuíram para que a inflação de abril ficasse em 0,14%. É o menor valor para o mês desde que o Plano Real entrou em vigor, lá no ano de 1994.

 

Gláucia: É, e com esse resultado de abril a inflação acumulada dos últimos 12 meses também desacelerou e atingiu a menor taxa em 10 anos: 4,08%, abaixo da meta do governo para este ano, que é de 4,5%.

 

Repórter Natália Koslyk: A inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, recuou em abril. A variação foi de 0,14 pontos percentuais. Essa é a menor taxa para o mês em todo o período do Plano Real, desde 1994. Para a coordenadora de Índices de Preços ao Consumidor do IBGE, Eulina Nunes, a inflação está passando por uma trajetória de desaceleração.

 

Coordenadora de Índices de Preços ao Consumidor do IBGE - Eulina Nunes: O quadro que vem caracterizando a inflação desse ano se manteve: desaceleração da inflação com alívio no bolso das pessoas, tendo em vista a farta safra agrícola do ano, estimada em ser 25% maior do que a safra de 2016.

 

Repórter Natália Koslyk: No mês de abril, os principais fatores que puxaram a inflação para baixo foram a redução nas contas de energia elétrica, que ficaram mais baratas para compensar cobranças indevidas do ano passado, e a queda de preços dos combustíveis. Na alimentação caíram os preços do feijão preto, do arroz e do óleo de soja. Com o resultado de abril, a inflação dos últimos 12 meses ficou em 4,08%, a menor taxa para o período desde julho de 2007. De acordo com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o ajuste fiscal e a queda nos juros contribuem para que a economia brasileira esteja voltando ao normal.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: No momento que existe o ajuste fiscal, no momento em que a política monetária do Banco Central é bem sucedida e firme, nós temos uma queda das expectativas de inflação. Os formadores de preços tendem a aumentar menos os preços e, em consequência, a inflação cai, refletindo a situação do país. Porque nós temos hoje aí, estamos saindo ainda de uma recessão, mas, portanto, não se justifica o nível de inflação em que o Brasil estava vivendo antes, que era resultado do desequilíbrio da economia.

 

Repórter Natália Koslyk: Ainda segundo o IBGE, as capitais Goiânia e Curitiba apresentaram os menores índices de inflação dos últimos 12 meses. Reportagem, Natália Koslyk.

 

Gláucia: 19hs21min, em Brasília.

 

Airton: A história do Brasil em documentos: a Lei Áurea, a Constituição de 1824, a Lei do Ventre Livre.

 

Gláucia: A exposição "Brasílis a Brasília" foi aberta agora há pouco pelo presidente Michel Temer no Palácio do Planalto.

 

Airton: É, a exposição é uma oportunidade única de conhecer as transformações mais importantes do país desde o Brasil Colônia até a construção de Brasília.

 

Repórter Paulo La Salvia: Uma aula de história: a primeira Constituição do Brasil de 1824, a Lei Áurea que aboliu a escravidão em 1888... Documentos que registram a evolução do povo brasileiro estão sendo expostos no Palácio do Planalto na mostra "Brasílis a Brasília". A exposição registra a formação da nação, a busca pela liberdade e o Brasil moderno. Os acervos são do Arquivo Nacional do Rio de Janeiro, da Biblioteca do Palácio do Planalto e do Arquivo Público de Brasília. O presidente Michel Temer viu de perto os documentos e disse que eles revelam como o passado também está presente atualmente no país.

 

Presidente Michel Temer: São os fatos históricos anteriores que nos mobilizam para no presente construir o futuro. Quando o Osmar Serraglio se manifesta referentemente à economia do Brasil, que deve crescer, prosperar, com o apoio de todo o povo brasileiro, nós estamos nos pautando pelo passado, que, na verdade, desde os primeiros instantes se buscou o progresso e o desenvolvimento do país.

 

Repórter Paulo La Salvia: A exposição pode ser conferida no Palácio do Planalto até o dia 31 de maio, de terça a domingo. A entrada é de graça, mas os interessados precisam se inscrever junto ao cerimonial do Palácio do Planalto. O endereço é www2.planalto.gov.br/brasilis. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Gláucia: Quer saber mais sobre a exposição? Então, confira um vídeo com os detalhes no nosso Twitter.

 

Airton: É só acessar twitter.com/avozdobrasil.

 

Gláucia: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Airton: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gláucia: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Airton: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, a notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. E tenha uma boa noite.

 

Gláucia: Boa noite para você e até amanhã.