10 DE JANEIRO 2018

Destaques da Voz do Brasil: Alimentos mais baratos puxam queda da inflação em 2017. Presidente Michel Temer diz que resultado da inflação significa mais empregos e comida na mesa dos brasileiros. Preço dos alimentos também tem impacto no valor da cesta básica, como mostra o Dieese. Trezentos municípios vão firmar primeiros convênios para ter internet rápida. Cai desmatamento na Amazônia causado por plantio de soja. 31 mil benefícios do INSS vão ser investigados por indícios de irregularidades.

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Transcrição


A Voz do Brasil - 10/01/2018

 

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil, as notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Quarta-feira, 10 de janeiro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao nosso destaque de hoje.

 

Alessandra: Alimentos mais baratos puxam queda da inflação. João Pedro Neto.

 

Repórter João Pedro Neto: É a inflação mais baixa no país em quase 20 anos. A variação dos preços, medida pelo IBGE, fechou o ano passado em 2,95%.

 

Nasi: E aos ouvintes, presidente Michel Temer diz que resultado significa mais empregos e comida na mesa dos brasileiros.

 

Presidente Michel Temer: E você que me ouve agora, quando você tem uma inflação baixa, quando você tem juros menores, o que acaba acontecendo é que o seu salário fica mais valorizado. O Brasil voltou e, certamente, teremos um 2018 ainda melhor.

 

Alessandra: E o impacto para os brasileiros é a queda no valor da cesta básica, como mostra o Dieese.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Alessandra: Trezentos municípios vão firmar primeiros convênios para ter internet rápida. Nei Pereira.

 

Repórter Nei Pereira: Com o lançamento do Satélite Geoestacionário Brasileiro, feito no ano passado, a banda larga vai chegar aos locais remotos do país.

 

Nasi: Cai desmatamento na Amazônia causado por plantio de soja.

 

Alessandra: Trinta e um mil benefícios do INSS vão ser investigados por indícios de irregularidades.

 

Nasi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Alessandra Bastos e Nasi Brum.

 

Alessandra: E para assistir a gente ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: Que os alimentos estavam mais baratos já dava para perceber nos supermercados, nas feiras. Comprar comida ficou mais em conta em 2017.

 

Alessandra: Aqui, na Voz do Brasil, nós falamos muito sobre as quedas nos preços dos alimentos, provocada principalmente pela produção recorde na agricultura.

 

Nasi: E o resultado não poderia ser diferente, uma queda forte na inflação oficial. O índice fechou o ano com a menor taxa desde 1988.

 

Repórter João Pedro Neto: É a inflação mais baixa no país em quase 20 anos. Com o resultado de dezembro, a variação dos preços, medida pelo IBGE, fechou o ano passado em 2,95%, como explica Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa.

 

Gerente de pesquisa - Fernando Gonçalves: O IPCA fecha o ano com uma taxa de 2,95%, bem abaixo dos 6,29% de 2016. Essa taxa é a menor desde 1998.

 

Repórter João Pedro Neto: A inflação de 2017 foi menos da metade da registrada no ano anterior, de 6,29%. E, de acordo com o Ministério do Planejamento, também é a segunda menor em toda a história de divulgação do índice, que começou nos anos 80. E os principais aliados para a queda da taxa no ano passado estão na mesa dos brasileiros. Os preços dos alimentos e bebidas, que respondem por cerca de um quarto dos gastos das famílias, caíram 1,87% no ano passado. A produção agrícola de 2017, uma supersafra quase 30% maior do que no ano anterior, contribuiu para o resultado. Segundo o economista José Luiz Pagnussat, a inflação baixa ajuda a melhorar o poder de compra dos brasileiros.

 

Economista - José Luiz Pagnussat: A ação do governo de um lado e o bom desempenho da safra agrícola foram os grandes responsáveis pela inflação baixa de 2017. Inflação negativa dos alimentos impacta de forma muito positiva para a população mais pobre, onde o alimento pesa mais.

 

Repórter João Pedro Neto: O presidente Michel Temer comemorou o resultado e disse que a inflação baixa significa mais empregos para os brasileiros.

 

Presidente Michel Temer: Com os preços mais baixos nos supermercados, os salários têm melhor poder de compra e as famílias podem consumir mais. Isso reaquece a economia, gerando um crescimento da produção e, naturalmente, mais empregos.

 

Repórter João Pedro Neto: Entre as regiões pesquisadas, a menor taxa de inflação foi registrada em Belém, seguida de Belo Horizonte e Campo Grande. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Alessandra: E com a inflação menor, uma grande cadeia também se beneficia.

 

Nasi: É, Alessandra. Preços menores geram mais consumo, e mais consumo precisa de maior produção.

 

Alessandra: E se tem mais gente produzindo é preciso empregar mais, e assim vai. Todos esses impactos foram destacados pela equipe econômica do governo em entrevista ao repórter da Voz do Brasil, Paulo La Salvia, que conversa conosco ao vivo. Boa noite, Paulo.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Boa noite, Alessandra, Nasi e a todos os ouvintes da Voz do Brasil. O resultado da inflação do ano passado repercutiu aqui no Palácio do Planalto. Depois de reunião com o presidente Michel Temer, eu fiz algumas entrevistas exclusivas. O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, explicou, por exemplo, qual o resultado de uma inflação mais baixa para o bolso das pessoas.

 

Presidente do Banco Central - Ilan Goldfajn: Uma inflação menor significa que, para o mesmo salário, você tem um maior poder de compra. E, tendo maior poder de compra, o consumo aumenta. E, quando o consumo aumenta, a recuperação vem, se vende mais. Vendendo mais, se produz mais. E, se produzindo mais, começa-se a empregar mais gente. Então, nós temos mais gente se empregando e maior poder de compra. Tudo isso está ajudando a recuperação. Tudo leva a crer que, em 2018, a economia vai continuar se recuperando, criando empregos. E, com a inflação se mantendo baixa, nós vamos manter o poder de compra da população.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Já com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, eu repercuti o impacto de uma inflação baixa para a economia brasileira. Meirelles apontou que uma das consequências é a retomada dos empregos no país.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Isso é muito importante porque, em última análise, o que interessa para as pessoas? Emprego, salário, inflação baixa, não é? E o Brasil está criando emprego. Nós esperamos agora, em 2018, a criação de mais de 2 milhões de novos empregos no Brasil, isto é, mais de 2 milhões de pessoas vão passar a trabalhar, pessoas que estão hoje desempregadas.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República também conversou com exclusividade com A Voz do Brasil. Moreira Franco disse que, a partir de agora, o Brasil pode retomar o caminho natural do desenvolvimento.

 

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República - Moreira Franco: Saímos da recessão e estamos caminhando para voltar, o Brasil, a ser o que é, um país de muita produção, de muito emprego, de muita renda e, sobretudo, de muitas esperanças, de muitas oportunidades, e que essas oportunidades sejam iguais para todos os brasileiros.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Para o governo, a expectativa é que a inflação para 2018 e 2019 continuem dentro da meta do Banco Central. Ao vivo, Paulo La Salvia.

 

"Você na Voz do Brasil"

 

Nasi: Nesta semana, o presidente Michel Temer é quem participa do nosso quadro aqui, na Voz do Brasil.

 

Alessandra: E hoje ele fala sobre essa queda na inflação, além de outros números positivos da nossa economia.

 

Nasi: É, Alessandra. Mas, antes de ouvir o presidente, a gente foi saber se o consumidor, se o brasileiro tem sentido no bolso essa melhora. Vamos ouvir o que eles dizem?

 

Comerciante - Larissa dos Santos Ribeiro: Me chamo Larissa dos Santos Ribeiro, sou comerciante. Nos últimos... No último mês, novembro, dezembro, a gente percebeu, sim, lá em casa, esse valor menor nas compras. Pelo que a gente consome em casa, derivados de leite, queijo, o leite mesmo, manteiga, a carne também diminuiu um pouquinho, o frango, que é o que a gente consome mais, caiu bem, está bem legal o preço, né? Não sabemos direito ao que se deve, mas estamos mais ou menos satisfeitos com esses valores.

 

Agente de portaria - Gilmar Dias: Meu nome é Gilmar Dias, agente de portaria de condomínio. Eu percebi que, no meio de novembro, teve uma queda aí na parte de verduras e na parte da carne também.

 

Entrevistada - Lenilsa Machado: Meu nome é Lenilsa, Lenilsa Machado. Eu trabalho na área de serviços gerais, e o que eu pude perceber, teve uma queda, sim, nas compras, assim, da cesta básica, entre arroz, feijão, açúcar. Teve uma melhora boa no preço, deu uma equilibrada.

 

Servidor público - Francisco Brito: Meu nome é Francisco Brito, servidor público. Dá para perceber, tanto que alguns itens a gente consegue comprar a mais, coisa que não conseguia comprar antes, meses, até anos anteriores, né?

 

Nasi: E o presidente Michel Temer agora explica por que foi possível chegar a esse resultado.

 

Presidente Michel Temer: Muito boa noite aos ouvintes da Voz do Brasil, portanto boa noite a todos os brasileiros. Olha, a Larissa disse aí que não sabe por que os preços das compras estão tão bons. Eu vou explicar a você, Larissa. Quando entramos no governo, nós encontramos um país numa grave crise. Tínhamos o desafio de devolver ao Brasil o rumo da responsabilidade, do crescimento, do desenvolvimento. E, para isso, naturalmente, precisávamos retomar a confiança de todos, para poder investir, gerar empregos e consumir. O diagnóstico era claríssimo: a crise tinha, sobretudo, natureza fiscal. Por isso, não sem razão, nós tínhamos que estabelecer um teto para os gastos públicos. Ou seja, os gastos do governo não podem crescer de forma descontrolada. É como na casa de todo mundo, você não pode gastar mais do que ganha. Se você faz isso, as dívidas só crescem e, um dia, ficam impossíveis de pagar. É verdade ou não é? Foi o que fizemos. Enxugamos o orçamento, preservando os investimentos em saúde e educação. É sempre bom lembrar isso. E veja você que coisa fantástica, Larissa. A responsabilidade dá resultados. Nós resgatamos a confiança do país, que se traduz em investimentos dos empresários e em consumo por parte das famílias brasileiras. O Brasil saiu da pior recessão da história e os números já comprovam isso. No ano passado, nós tínhamos um Produto Interno Bruno negativo, e agora já estamos crescendo. E um dado que tem impacto direto na sua vida: queda na inflação e nos juros como nunca se viu. E você que me ouve agora, quando você tem uma inflação baixa, quando você tem juros menores, o que acaba acontecendo é que o seu salário fica mais valorizado. Você vai ao supermercado, compra batata, tomate, arroz, açúcar, sem medo na hora de pagar, convenhamos, porque os preços não aumentam. Quando vai comprar um produto de valor mais alto, uma geladeira, um fogão, pode fazer um crédito com juros mais baixos. Nós temos, Larissa, pouco mais de um ano e meio de governo e conseguimos dar a volta por cima. É o que tenho falado ultimamente. O Brasil voltou e, certamente, teremos um 2018 ainda melhor. Boa noite, Larissa, e boa noite a todos.

 

Alessandra: E olha, uma pesquisa do Dieese comprova isso que a gente ouviu aí nos depoimentos dos brasileiros.

 

Nasi: Açúcar, arroz, feijão, batata e outros produtos da cesta básica ficaram mesmo mais baratos em 2017.

 

Alessandra: A pesquisa comparou os preços do ano passado com os praticados em 2016, em 21 capitais brasileiras.

 

Repórter Raíssa Lopes: Maiores responsáveis pela queda da inflação, os alimentos fecharam o ano de 2017 com os preços em queda. O feijão, o alho, as frutas, o frango inteiro e o açúcar cristal foram os produtos com maior baixa nos preços. Segundo o economista Carlos Eduardo de Freitas, o consumidor sentiu a diferença e está comprando mais.

 

Economista - Carlos Eduardo de Freitas: Tanto que as pessoas estão até aumentando o seu consumo como um todo, porque eles estão podendo gastar o seu ordenado, o seu salário em outras coisas. O salário está cabendo.

 

Repórter Raíssa Lopes: Pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o Dieese, mostrou que a cesta básica ficou mais barata nas 21 capitais pesquisadas e no Distrito Federal, em 2017, em comparação a 2016. A cesta básica chegou a ficar 13,16% mais barata em Belém, capital do Pará. A menor queda foi em Aracaju, capital de Sergipe, 2,76%. As boas safras de 2017 ajudaram na redução dos preços, como explica o supervisor técnico do Dieese, Max Leno.

 

Supervisor técnico do Dieese - Max Leno: Estão relacionados a maior oferta de grande parte dos produtos nas localidades pesquisadas, e, por que não dizer também a questão do preço internacional. E a redução do preço internacional fez com que a oferta desses produtos internamente fosse maior, tendo um impacto a menor para os preços praticados internamente.

 

Repórter Raíssa Lopes: O levantamento do Dieese levou em consideração os preços de 13 produtos que fazem parte do dia a dia do brasileiro: o açúcar teve queda nos preços em todas as capitais pesquisadas e teve redução de até 40%, como foi o caso de Goiânia, capital de Goiás. E o feijão também registrou queda em todo o país. O tipo carioquinha ficou até 51% mais barato em Brasília, Fortaleza e Salvador. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Alessandra: 19h14 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Alessandra: Trezentos municípios vão firmar primeiros convênios para acesso à internet rápida.

 

Nasi: E 31 mil benefícios do INSS vão ser investigados por indícios de irregularidades.

 

Alessandra: Em 2006, governo, sociedade e empresas assinaram um acordo para que a soja na Amazônia só fosse plantada em áreas já desmatadas, para evitar mais desflorestamento.

 

Nasi: E hoje, 11 anos depois, os dados mostram que deu certo, ou seja, é possível aumentar o desenvolvimento sem prejudicar a floresta.

 

Repórter Luana Karen: Comprar ou financiar soja produzida na Amazônia só se for em área desmatada antes de 2008. É o que propõe a moratória do grão, acordo feito entre sociedade civil, governo e mais de 90% das empresas que comercializam a soja brasileira. A ideia era evitar que a expansão do plantio do grão resultasse em desmatamento da Floresta Amazônica. E deu certo. Para o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, os resultados são positivos.

 

Ministro do Meio Ambiente - Sarney Filho: Praticamente acabou o desmatamento por plantio de soja na Amazônia nesses últimos anos. Mas não acabou, como ficou provado aí, o plantio da soja, quer dizer, dá para você continuar a se desenvolver sem precisar desmatar.

 

Repórter Luana Karen: A moratória vale para 89 municípios de sete estados produtores de soja que estão na Amazônia. Depois da regulamentação do acordo, em 2008, o desmatamento nesses municípios caiu de quase 7 mil para mil quilômetros quadrados por ano. Ao mesmo tempo em que caiu a área desmatada, aumentou em três vezes a produção de soja na região, o que, para Bernardo Rudolf, diretor executivo da Agro-Satélite, empresa responsável pelo estudo, mostra que é possível plantar mais sem derrubar a floresta.

 

Diretor executivo da Agro-Satélite - Bernardo Rudolf: Já existe um estoque grande de áreas abertas anteriormente. Então, não precisamos abrir novas áreas para poder expandir a soja. É questão de você fazer um gerenciamento dessas áreas e incentivar o plantio de soja em áreas já abertas, que esse é o propósito da Moratória da Soja, e tem tido sucesso nesse sentido.

 

Repórter Luana Karen: O resultado também foi comemorado por Paulo Adario, representante do Greenpeace no grupo de trabalho da Moratória da Soja.

 

Representante do Greenpeace - Paulo Adario: A Moratória da Soja tem sido um enorme sucesso, porque ela conciliou a proteção do meio ambiente com o aumento da produção de soja. E, por isso, ela é um exemplo para outros biomas.

 

Repórter Luana Karen: Treze por cento da soja produzida no país está na Amazônia, e menos de 2% da soja plantada na região está em áreas desmatadas depois do acordo que pôs em prática a moratória. Reportagem, Luana Karen.

 

Alessandra: Internet rápida e de qualidade vai chegar a regiões mais afastadas do país.

 

Nasi: Isso será possível por causa do Satélite Geoestacionário Brasileiro, que foi lançado ao espaço no ano passado.

 

Alessandra: Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, ainda neste mês o governo vai firmar convênio com os primeiros 300 municípios.

 

Nasi: Kassab participou hoje do programa Por Dentro do Governo, da Rede Nacional de Rádio e da TV NBR.

 

Repórter Nei Pereira: Uma das prioridades para o governo na área de comunicação é o programa Internet Para Todos. E com o lançamento do Satélite Geoestacionário Brasileiro, feito no ano passado, a banda larga vai chegar aos locais remotos do país. Escolas e postos de saúde vão poder contar com conexão de alta velocidade. Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, ainda em janeiro o governo vai firmar convênio com os primeiros 300 municípios.

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: Trinta por cento da capacidade do satélite vai ser disponibilizado para a Defesa, para que ela possa monitorar as nossas fronteiras. Nós firmamos convênios com o Ministério da Educação, que nos permitirá levar a banda larga para todas as escolas públicas do país, e estamos fazendo um convênio semelhante com o Ministério da Saúde, que nos possibilitará levar banda larga também para os equipamentos públicos de saúde.

 

Repórter Nei Pereira: O ministro anunciou também que emissoras de rádio AM, que perderam o prazo de migrar para FM, vão ter mais uma oportunidade para fazer a mudança. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações vai publicar um novo decreto estabelecendo um prazo para as emissoras fazerem a migração ainda neste ano.

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: Nós daremos, a partir da publicação do decreto do presidente da República, 180 dias para que as rádios possam se inscrever para fazer essa migração, e nós esperamos atender todos aqueles que queiram fazer essa migração. Portanto, aquelas que ainda não o fizeram, terão a oportunidade, a partir de agora, no presente ano.

 

Repórter Nei Pereira: Gilberto Kassab destacou ainda que, nos próximos dias, o presidente Michel Temer vai assinar o decreto que regulamenta o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação. A lei, sancionada em 2016, simplifica licitações e importações e favorece o trabalho e a remuneração de pesquisadores do setor público, regras que agora serão detalhadas e poderão ser aplicadas na prática. Reportagem, Nei Pereira.

 

Alessandra: Uma auditoria da CGU encontrou dezenas de milhares de irregularidades em pagamentos do INSS.

 

Nasi: São pagamentos para o mesmo segurado, de dois ou mais benefícios, que normalmente não podem ser recebidos ao mesmo tempo.

 

Repórter Natália Koslik: Depois de uma avaliação da folha de pagamento do INSS de março do ano passado, foram encontrados mais de 30 mil indícios de irregularidades na concessão de benefícios, como auxílios, pensões e aposentadorias. O resultado da avaliação foi divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União. Cristiano Paulo Soares Pinto, coordenador geral de auditoria, da área de previdência da CGU, destaca os principais resultados.

 

Coordenador geral de auditoria - Cristiano Paulo Soares Pinto: Nós tivemos 31 ml registros de benefícios irregulares, benefícios que não são acumuláveis: aposentadoria com abono permanência, aposentadoria com outra aposentadoria, pensão por morte com outra pensão por morte, maternidade com auxílio-doença.

 

Repórter Natália Koslik: O relatório da fiscalização foi um esforço conjunto da CGU e do INSS. Agora o instituto deve avaliar cada caso em particular. Nas situações em que for confirmada a irregularidade do pagamento, devem ser adotadas providências para a suspensão dos benefícios e iniciados os procedimentos para cobrança dos valores pagos indevidamente. O coordenador Cristiano Soares, da CGU, explica a importância desse controle.

 

Coordenador geral de auditoria - Cristiano Paulo Soares Pinto: Nós temos aqui R$ 336 milhões, que, no mês seguinte, se forem cessados, eles não precisarão mais serem pagos, entendeu? Então, aquele déficit da Previdência seria reduzido. Além disso, é um ganho de controle administrativo também, que para cada um desses casos aqui serão criadas regras de negócios que vão aprimorar o controle.

 

Repórter Natália Koslik: O INSS tem até o dia 30 de janeiro para apresentar à CGU um plano de ação, com metas e prazos e medidas para evitar a acumulação indevida de benefícios. Reportagem, Natália Koslik.

 

Alessandra: 19h22 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: E a gente encerra essa edição da Voz do Brasil com uma mensagem do presidente Michel Temer, gravada agora há pouco para as redes sociais, onde ele comemora mais uma vez o resultado histórico da inflação. Vamos ouvir.

 

Presidente Michel Temer: Nós não poderíamos ter melhor notícia para começar 2018. O IBGE acaba de divulgar que fechamos 2017 com a menor inflação desde 1999. O índice anual ficou em 2.95%, abaixo da menor meta do Banco Central, que era, na verdade, de 3%. A inflação baixa é resultado, sobretudo, da queda nos preços dos alimentos, graças, naturalmente, à nossa safra recorde de grãos. Mas é fruto também de nossa equipe de governo, que tomou decisões corretas e equilibradas no plano econômico. Com os preços mais baixos nos supermercados, os salários têm melhor poder de compra e as famílias podem consumir mais. Isso reaquece a economia, gerando um crescimento da produção e, naturalmente, mais empregos. Esta realidade está demonstrada nos números. É isso, meus amigos, que me faz feliz, por poder anunciar que cumprimos, em 2017, o compromisso de recuperar a nossa economia da recessão mais profunda de sua história. Quando assumimos, você sabe disso, há um ano e meio, mais ou menos, a inflação estava, todos se lembram muito bem, em mais de 10%. Trabalhamos muito e vamos continuar trabalhando para garantir mais prosperidade a todos os brasileiros. Muito obrigado, vamos em frente.

 

Alessandra: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Alessandra: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com o Minuto do TCU, e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Alessandra: Uma boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".