11 DE JANEIRO DE 2019 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: País tem inflação de 3,75% por cento em 2018, índice abaixo da meta do governo. Acidentes com escorpiões aumentam no país. E a gente traz dicas para evitar picadas e o que fazer em caso de acidente. Marinha está no litoral e em rios e lagos de todo o Brasil. É a Operação Verão.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite pra você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Sexta-feira, 11 de janeiro de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. País tem inflação de 3,75% em 2018.

 

Gabriela: E índice fica abaixo da meta do governo. Graziela Mendonça.

 

Repórter Graziela Mendonça: A inflação mais baixa aumenta o poder de compra da população.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Acidentes com escorpiões aumentam no país.

 

Nasi: E a gente traz dicas para evitar picadas e o que fazer em caso de acidente. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: As crianças são as que mais preocupam, já que a picada pode matar.

 

Gabriela: Marinha está no litoral e em rios e lagos de todo o Brasil.

 

Nasi: É a Operação Verão. Ricardo Ferraz.

 

Repórter Ricardo Ferraz: O objetivo é prevenir acidentes nas águas e trazer mais segurança, tanto para os tripulantes das embarcações quanto para os banhistas, que querem curtir o verão.

 

Nasi: Hoje na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

Nasi: O Brasil fechou 2018 com uma inflação de 3,75%.

 

Gabriela: O índice ficou abaixo da meta do governo, que era de 4,5%.

 

Nasi: Contribuiu para o resultado a inflação medida em dezembro do ano passado, que foi a menor para o mês em 24 anos.

 

Gabriela: E uma inflação controlada ajuda no poder de compra da população.

 

Repórter Graziela Mendonça: A inflação oficial de 2018 fechou o ano em 3,75%, bem abaixo do centro da meta do governo, que é de 4,5%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. Segundo o gerente do Índice de Preços ao Consumidor do instituto, Fernando Gonçalves, alguns setores tiveram maior influência na inflação, como plano de saúde, transportes e alimentação.

 

Gerente do Índice de Preços ao Consumidor do IBGE - Fernando Gonçalves: Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, cinco deles ficaram acima desse resultado. O grupo educação foi o que apresentou maior variação, por conta dos cursos regulares. Junto a esse grupo, veio também o grupo de saúde e cuidados pessoais. Nesse grupo, o destaque ficou com o plano de saúde. Na alimentação, o destaque ficou para os alimentos para consumo em casa. E no grupo dos transportes, o que prevaleceu, o que impulsionou a taxa foram os ônibus urbanos, a gasolina e também a passagem aérea.

 

Repórter Graziela Mendonça: A inflação oficial do mês de dezembro ficou em 0,15%, a menor variação desde o início do Plano Real, em 1994. Os grupos transportes e habitação tiveram queda de preços, impulsionados pela redução dos combustíveis e da energia elétrica. O economista e vice-presidente do Conselho Federal de Economia, Antonio Corrêa de Lacerda, explica a importância de se ter uma inflação controlada para o bolso da população.

 

Economista - Antonio Corrêa de Lacerda: Os preços em média continuam subindo no Brasil, só que num nível relativamente comportado. Por exemplo, em 2015, a inflação foi superior a 10%, então uma inflação abaixo de 4, como ocorreu em 2018, representa uma vantagem, porque você tem uma deterioração menor do poder de compra das pessoas.

 

Repórter Graziela Mendonça: Ainda segundo o economista, a previsão é que em 2019 a inflação continue dentro da meta estabelecida pelo governo.

 

Economista - Antonio Corrêa de Lacerda: A maior parte dos preços administrados, ou seja, tarifas públicas, etc., estão já sob equilíbrio e, portanto, não devem ter uma pressão maior. E, salvo algum fato inesperado no âmbito da economia internacional, o cenário é de uma inflação relativamente controlada. O desafio estará em combinar uma inflação controlada com a melhora no nível de atividade, mais crescimento econômico e com redução do desemprego.

 

Repórter Graziela Mendonça: Na inflação oficial do mês de dezembro, o grupo alimentos registrou alta de 0,44%, por causa do aumento dos preços de itens como cebola, batata inglesa, feijão carioca, frutas e carnes. Reportagem: Graziela Mendonça.

 

Gabriela: Mais 15 líderes de facções criminosas foram transferidos de presídios do Ceará para a Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

 

Nasi: Essa foi mais uma ação do Ministério da Justiça e Segurança Pública no combate à onda de violência no estado.

 

Gabriela: Na quarta-feira, outros 20 tinham sido enviados para o mesmo presídio.

 

Nasi: Eles são suspeitos de comandarem a onda de ataques em várias cidades cearenses.

 

Gabriela: Mais de 400 agentes da Força Nacional estão há quase uma semana no estado patrulhando os locais mais vulneráveis a ataques.

 

Nasi: O Exército tem a missão de contribuir para a garantia da soberania nacional.

 

Gabriela: Também está envolvido na proteção dos interesses do Brasil.

 

Nasi: Nos últimos anos, participou de diversas ações nesse sentido, como a vistoria de presídios, policiamento nas ruas, em estados como Espírito Santo e Roraima, além da Intervenção Federal na segurança pública no Rio de Janeiro.

 

Gabriela: E hoje o novo comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, assumiu o cargo. A cerimônia teve a presença do presidente Jair Bolsonaro.

 

Repórter Luana Karen: Na ativa há 48 anos, o general Edson Leal Pujol recebeu o cargo de comandante do Exército do general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas. Entre as missões do comandante do Exército, está defender os 8,5 milhões de quilômetros quadrados do território nacional. Para isso, a Força conta com 220 mil militares. O novo comandante, general Edson Pujol, falou sobre a disposição para enfrentar desafios.

 

Comandante do Exército - general Edson Leal Pujol: Estamos sempre nos preparando para cumprir as missões, até mesmo se for necessário defender as nossas fronteiras com o sacrifício da própria vida. Isso resume talvez a disposição de nós, militares, em enfrentar os desafios.

 

Repórter Luana Karen: O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, falou sobre as atividades do Exército nos últimos anos.

 

Ministro da Defesa - Fernando Azevedo e Silva: O Exército manteve a agenda militar alinhada com a política, a estratégia nacional de defesa, otimizou as estruturas, racionalizou os investimentos, valorizou o planejamento de longo prazo, revisou os programas estratégicos, com o objetivo de modernizar a força terrestre, e deu vida ao novo portfólio estratégico do Exército. Contribuiu com a segurança pública do país, cumprindo missões de garantia da lei e da ordem, obediente à sua destinação constitucional. Enfrentou situações críticas, que exigiram o uso de competências periféricas à essência da Força. Destacam-se a segurança integrada dos Jogos Olímpicos Rio 2016, a ação estabilizadora nos estados do Espírito Santo e Rio Grande do Norte, em 2017, a Operação Acolhida, que organizou a recepção de refugiados venezuelanos em Roraima, a greve dos caminhoneiros e a participação na Intervenção Federal do Estado do Rio de Janeiro, em 2018.

 

Repórter Luana Karen: O novo comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, já foi secretário de Economia e Finanças, comandante militar do Sul e chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia da Força. Reportagem: Luana Karen.

 

Nasi: Mais de 82% das vagas do Mais Médicos foram preenchidas após a segunda chamada do programa.

 

Gabriela: Na próxima etapa, médicos brasileiros formados no exterior vão poder escolher os municípios em que desejam atuar, dentro das vagas disponíveis.

 

Repórter Bruna Saniele: Na segunda chamada do programa, 1.087 médicos com registro do Conselho Federal de Medicina Brasileiro se apresentaram nas localidades escolhidas, segundo o balanço divulgado nessa sexta-feira pelo Ministério da Saúde. Das mais de 8.500 vagas abertas no Programa Mais Médicos, 1.462 não foram preenchidas. Na terceira chamada do programa, que ocorre nos dias 23 e 24 de janeiro, brasileiros graduados no exterior e sem registro vão poder escolher os municípios em que desejam atuar. Nos dias 30 e 31 de janeiro, caso ainda existam vagas, poderão se candidatar médicos estrangeiros sem registro no país. Bruna Saniele para a Voz do Brasil.

 

Nasi: O governo brasileiro considera ilegítimo o novo mandato de Nicolás Maduro como presidente da Venezuela.

 

Gabriela: Em nota, o Ministério das Relações Exteriores reafirma o pleno apoio à Assembleia Nacional Venezuelana, órgão constitucional democraticamente eleito.

 

Nasi: No texto, o Brasil confirma seu compromisso de continuar trabalhando para a restauração da democracia e do estado de direito na Venezuela.

 

Gabriela: Maduro tomou posse ontem para um segundo mandato como presidente venezuelano.

 

Nasi: A Assembleia do país não considera legítimo o mandato e o Grupo de Lima, do qual o Brasil faz parte, solicitou que Maduro não tomasse posse.

 

Gabriela: Aproveitar as férias para velejar ou curtir a praia, rios e lagos.

 

Nasi: Daqui a pouco a gente traz detalhes sobre a Operação Verão da Marinha.

 

Gabriela: A ideia é evitar acidentes entre banhistas e quem usa embarcações.

 

Nasi: A Conab tem milhares de toneladas de grãos, como milho, arroz e trigo, armazenadas em estoques públicos e privados em todo o país.

 

Gabriela: Todo esse alimento ajuda a regular o mercado, seja em períodos de muita oferta ou de escassez, por exemplo, além de ser doado para pessoas de baixa renda.

 

Nasi: E a Conab realiza a fiscalização desses armazéns para impedir o desvio de alimentos.

 

Gabriela: Atuação que vem dando resultados, 2018 terminou com queda de 40% nos desvios em relação ao ano anterior.

 

Repórter Cleide Lopes: Ano a ano, vem caindo o desvio dos estoques públicos da Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, nos 677 armazéns credenciados de todo o país. Juntos, eles estocam cerca de 770 mil toneladas de grãos. Em 2017, houve um desvio de 2,5 mil toneladas de alimentos. Já em 2018, esse número caiu para 1,5 mil toneladas, uma redução de 40%. É o que revela o balanço das ações da Superintendência de Fiscalização de Estoques da Conab. De acordo com o diretor administrativo, financeiro e de fiscalização da Conab, Waldenor Mariot, o bom resultado é o reflexo de novas tecnologias aplicadas nas ações de fiscalização, além de maior rigor no credenciamento dos armazéns.

 

Diretor administrativo, financeiro e de fiscalização da Conab - Waldenor Mariot: As novas tecnologias que a Conab utiliza na fiscalização, há um maior rigor inclusive no próprio critério para o credenciamento desses armazéns, treinamento das pessoas. E isso faz com que, realmente, tenha ocorrido a diminuição, enfim, dessas práticas nesses últimos anos.

 

Repórter Cleide Lopes: Quando ocorre um desvio, a irregularidade é informada ao Ministério Público da União, à Receita Federal do Brasil, à Secretaria de Fazenda do Estado e à Polícia Federal. O diretor administrativo, financeiro e de fiscalização da Conab, Waldenor Mariot, explica que, além disso, a armazenadora fica impossibilitada de operar com a companhia por dois anos e deve restituir o estoque inicial em dinheiro ou em produto.

 

Diretor administrativo, financeiro e de Fiscalização da Conab - Waldenor Mariot: Eles são obrigados a ressarcir, além de sofrerem todas as penalidades de ordem legal, e ficarem impedidos inclusive de operar como depositários, enfim, da própria Conab, e do governo, e da sociedade de uma maneira geral, não é?

 

Repórter Cleide Lopes: O levantamento também aponta uma redução na perda durante a armazenagem, de 1,6 milhão para 1,350 milhão de toneladas. De acordo com a Conab, essa perda é natural e ocorre devido a problemas, como, por exemplo, a diminuição do teor de umidade ou a depreciação das características iniciais dos grãos. Reportagem: Cleide Lopes.

 

Nasi: A Fiocruz é responsável pela fabricação da maior parte das vacinas oferecidas pelo SUS. São milhões de doses todos os anos.

 

Gabriela: Toda essa experiência também ajuda a fundação a exportar vacinas para mais de 70 países.

 

Nasi: E uma nova lei vai permitir o aumento da produção de medicamentos e vacinas, em especial, a vacina contra a febre amarela.

 

Repórter Márcia Fernandes: A arquiteta e urbanista Kelen Borges tem dois filhos, um menino de 10 meses e uma menina de 3 anos, idades em que toda mãe tem que ficar de olho no cartão de vacinação. E ela não se descuida, sempre leva os filhos para tomar as doses recomendadas pelo Sistema Único de Saúde.

 

Arquiteta e urbanista - Kelen Borges: Eu entendo que é o ideal, o que o Ministério da Saúde coloca como importante para as crianças e é o essencial. Então, eu levo sempre ao posto de saúde para vacinar.

 

Repórter Márcia Fernandes: Com tecnologia pioneira, o Brasil é destaque mundial na fabricação de vacinas e já é autossuficiente em doses essenciais do calendário básico de imunização. A Fundação Oswaldo Cruz, vinculada ao Ministério da Saúde, é responsável pela fabricação de grande parte dessas vacinas. São mais de 160 milhões de doses todos os anos, que abastecem o sistema público, inclusive os filhos da Kelen, e são exportadas para mais de 70 países. E agora, esse protagonismo deve aumentar. Entrou em vigor nesta semana uma lei que permite que a Fiocruz conte com a ajuda de fundações de apoio para a produção e o fornecimento de vacinas, medicamentos e outros insumos e serviços para a saúde. A medida deve aumentar as exportações e as inovações do setor, como explica o vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fundação Oswaldo Cruz, Mario Moreira.

 

Vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional - Mario Moreira: Abre um flanco importante, de a gente ter uma fonte adicional de recursos que pode ser reinvestida em atividade de inovação. Essa é a nossa intenção, que todos os recursos que a gente possa angariar a partir da retomada da atividade de exportações possa ser direcionado a projetos de inovação dentro do nosso programa já consolidado na Fiocruz.

 

Repórter Márcia Fernandes: O foco principal é aumentar a exportação de vacinas de febre amarela. Atualmente, o Brasil exporta a vacina para 70 países da América Latina, Ásia e África, mas a demanda ainda é alta, como explica Mario Moreira, da Fiocruz.

 

Vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional - Mario Moreira: A iniciativa internacional de controle dessa doença vai requerer muito mais vacinas do que a gente está conseguindo exportar hoje. E, para tal, a partir dessa demanda já expressa por essas organizações, a Fiocruz está investindo bastante na ampliação da sua capacidade produtiva. O mercado tem uma demanda de mais ou menos 30 milhões/ano. Isso é uma oportunidade para a Fiocruz, é uma oportunidade para o Brasil.

 

Repórter Márcia Fernandes: Além da febre amarela, a Fiocruz também fabrica vacinas para prevenir doenças como a poliomielite, o sarampo, a caxumba, a rubéola, além de kits para diagnósticos rápidos de doenças, como a Aids, e executa mais de mil projetos de pesquisa. Reportagem: Márcia Fernandes.

 

Gabriela: A partir de agora, as escolas devem notificar o Conselho Tutelar quando um aluno tiver mais de 30% das faltas permitidas.

 

Nasi: Antes, o aviso era feito quando se atingia 50% das faltas.

 

Gabriela: A lei, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, vale para alunos dos Ensinos Fundamental e Médio.

 

Nasi: Preservação dos interesses nacionais, manutenção de empregos e de tecnologia.

 

Gabriela: Alguns dos fatores que fizeram o governo aceitar uma possível fusão entre as empresas de aviação Embraer e a Boeing.

 

Nasi: Como você ouviu ontem aqui na Voz do Brasil, essa decisão ocorreu depois de uma reunião entre o presidente Jair Bolsonaro, ministros e integrantes das Forças Armadas.

 

Gabriela: Mesmo a Embraer tendo sido privatizada há quase 25 anos atrás, o governo tem o poder de vetar algumas decisões estratégicas tomadas pela companhia.

 

Nasi: Pelas redes sociais, Bolsonaro afirmou que, durante a reunião, ficou claro que o negócio preserva a soberania e os interesses da nação.

 

Gabriela: E segundo o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, vai criar novas oportunidades ao país.

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Marcos Pontes: Ela preserva tudo que nos interessa em termos de país. Já tem sido estudado profundamente pelas equipes que têm acompanhado e eu acredito que vai ser uma ótima oportunidade para o país, preservando tudo que nós precisamos preservar nisso, os nossos funcionários, a nossa tecnologia, as empresas aqui e melhorando as possibilidades e oportunidades para a Embraer.

 

Nasi: As duas companhias negociam um acordo que prevê a criação de uma empresa de aviação comercial e outra de defesa.

 

Gabriela: Os empregos e o sigilo de projetos estratégicos vão ser mantidos.

 

Nasi: Os acidentes com escorpiões aumentaram no país.

 

Gabriela: O animal normalmente se esconde embaixo de pedras, em meio ao entulho ou restos de madeira.

 

Nasi: Mas pode estar até dentro de casa.

 

Gabriela: Em alguns casos, uma picada de escorpião pode levar à morte.

 

Nasi: Por isso é importante saber como evitar a presença deles e como agir em caso de acidente.

 

Repórter Pablo Mundim: O clima úmido e quente do verão é perfeito para a proliferação de um perigoso animal: o escorpião. Com diferentes tamanhos e cores, eles estão cada vez mais presentes nos grandes centros urbanos. Se abrigam principalmente em esgotos e entulhos, mas também estão dentro de casa. A Giuliane Alves, estudante de Brasília de 18 anos, sabe muito bem a dor de uma picada de escorpião.

 

Estudante - Giuliane Alves: Eu fui pegar minha roupa na gaveta e eu fui espetada por esse escorpião. Começou a doer muito, muito, muito. Daí eu fui para o hospital. E lá eu recebi o soro, mas depois que a dor da picada passou, o dedo ficou muito dolorido. Eu encostava nos lugares e doía demais.

 

Repórter Pablo Mundim: No ano passado, o Ministério da Saúde registrou mais de 141 mil acidentes com escorpiões. São 16 mil ocorrências a mais do que em 2017. Ao todo, existem mais de 2 mil espécies de escorpiões. As pessoas que mais correm risco de uma picada são aquelas que trabalham na construção civil, em madeireiras e transportadoras. Mas as crianças são as que mais preocupam, já que a picada pode matar. Em 2017, foram 88 vítimas fatais. Saber como agir depois de uma picada de escorpião é fundamental, e o coordenador-geral de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Renato Vieira Alves, explica o que fazer em caso de acidente.

 

Coordenador-geral de Doenças Transmissíveis - Renato Vieira Alves: Embora boa parte dos acidentes com escorpião não vão resultar em quadros graves, a recomendação para todos os casos, sem exceção, é buscar imediatamente o serviço médico. Só o médico, avaliando o quadro clínico, vai poder dar a indicação correta, se é o caso de aplicação do soro antiveneno ou se não é o caso. Mas só o médico vai poder fazer essa avaliação.

 

Repórter Pablo Mundim: O coordenador Renato Vieira Alves também diz que limpar o local da picada com água e sabão pode ser uma medida auxiliar, desde que não atrase a ida ao serviço de saúde. Também é importante tomar alguns cuidados para que esses acidentes não ocorram, como usar sempre luvas e botas para manusear entulho e materiais de construção, manter jardim e quintal livre de entulhos, folhas secas e lixo doméstico. Aliás, o lixo da casa precisa estar em sacos bem fechados, para não atrair baratas, que são um dos alimentos do escorpião. Reportagem: Pablo Mundim.

 

Gabriela: E neste verão, a Marinha do Brasil está realizando uma operação no litoral, rios e lagos do país para diminuir o risco de acidentes nas águas.

 

Nasi: É que muita gente aproveita as férias para velejar e curtir a praia e o mar, o que aumenta o trânsito nas águas.

 

Gabriela: Por meio da fiscalização das embarcações e dos seus condutores, a ideia é que todo mundo possa curtir junto em segurança.

 

Nasi: A Operação Verão começou em dezembro do ano passado e segue até março.

 

Entrevistado: Barracuda(F), preparar para receber embarcação de esporte e recreio, por boreste, para inspeção naval.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Com esse aviso, a Capitania dos Portos da Marinha do Brasil aborda uma lancha de recreio que navega pelo Canal de Santos, no litoral do estado de São Paulo. Os oficiais checam a documentação do marinheiro e o estado da embarcação, verificando os equipamentos de segurança, como colete salva-vidas e extintores de incêndio.

 

Entrevistado: Sim, senhor, comandante, verificamos as luzes de navegação, equipamentos de salvatagem, documentação da embarcação. Tudo ok, tudo sob controle.

 

Repórter Ricardo Ferraz: É a Operação Verão, que ocorre desde dezembro do ano passado. O objetivo é prevenir acidentes nas águas e trazer mais segurança, tanto para os tripulantes das embarcações quanto para os banhistas, que querem curtir o verão. É o que explica o capitão de Mar e Guerra da Marinha, Daniel Américo Rosa Menezes.

 

Capitão de Mar e Guerra - Daniel Américo Rosa Menezes: Nós intensificamos bastante as nossas atividades, nós focamos as nossas equipes nessa atividade de esporte e recreio, para que a gente possa inspecionar as embarcações e dar uma garantia às pessoas, que elas possam navegar com segurança, não só as que estão navegando, mas aquelas que estão também próximas às praias, para que não haja embarcações se aproximando indevidamente, colocando em risco as pessoas nas praias.

 

Repórter Ricardo Ferraz: É o caso do empresário Clóvis Aguiar, de São Paulo. Ele diz se sentir mais seguro para curtir o verão com a família e os amigos com essa iniciativa.

 

Empresário - Clóvis Aguiar: Nos dá maior tranquilidade para navegar com segurança. São profissionais, sempre orientando de maneira correta. E a gente que navega aqui, [ininteligível] no Guarujá, se sente muito confortável com isso, né? Tendo em vista aí diversos casos de assaltos que já teve a embarcações, então quanto mais fiscalização tiver, mais tranquilo quem trabalha certo e vem para se divertir com a família, isso é fantástico.

 

Repórter Ricardo Ferraz: A operação é realizada todos os anos nas áreas de maior concentração de embarcações. No verão passado, entre dezembro de 2017 e março de 2018, as embarcações que mais se envolveram com acidentes foram lanchas e motos aquáticas. Segundo dados da Diretoria de Portos e Costas da Marinha, só nesse período ocorreram quase 40% dos acidentes registrados em todo o ano passado. E neste verão, a operação é o reforço, como detalha o capitão de Mar e Guerra da Marinha, Daniel Américo Rosa Menezes.

 

Capitão de Mar e Guerra - Daniel Américo Rosa Menezes: Este ano, nós estamos com muitas embarcações a mais do que nós tínhamos no ano passado. Isso tem nos permitido ter uma atividade mais intensa e, nessas primeiras semanas já da Operação Verão, nós observamos um número, cerca de 50% a mais de abordagem do que nós tínhamos nos números do ano passado.

 

Repórter Ricardo Ferraz: São mais de 5 mil militares e servidores civis da Marinha do Brasil verificando o cumprimento das regras de navegação no litoral, rios e represas navegáveis do país. Em todo o Brasil, existem mais de 545 mil embarcações de recreio e desporto. Em caso de desrespeito das regras, as punições vão desde multas até a apreensão do veículo. Reportagem: Ricardo Ferraz.

 

Gabriela: Assinado hoje pelo governo o contrato de concessão da Rodovia de Integração do Sul, no Rio Grande do Sul.

 

Nasi: A rodovia vai ser administrada por 30 anos pela iniciativa privada.

 

Gabriela: A concessionária vai ser a responsável pela recuperação e manutenção de quase 500 quilômetros de estradas, além de duplicar um trecho de mais de 200 quilômetros.

 

Nasi: No total, devem ser investidos R$ 13,4 bilhões, gerando 2 mil empregos.

 

Gabriela: O leilão foi realizado em novembro do ano passado e foi o primeiro de uma rodovia do país por meio do PPI, o Programa de Parcerias de Investimentos.

 

Nasi: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite e um bom fim de semana.

 

Nasi: Boa noite para você e até segunda.

 

"Governo federal. Pátria amada, Brasil".