11 DE MARÇO DE 2019 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: A Voz do Brasil começa a apresentar a nova estação do país na Antártica. Nossa equipe está a caminho do continente gelado, para conhecer os detalhes do novo espaço. E em videoconferência com ministros que estão na Antártica para conhecer a estação, presidente Jair Bolsonaro afirma compromisso do governo em investir na ciência. Novas regras aumentam acesso a financiamentos para o Minha Casa, Minha Vida. Pesquisa da Anatel mostra que brasileiro está mais satisfeito com os serviços de telefonia. Mas para agência, ainda é preciso melhorar em pontos como atendimento ao cliente.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

  

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite pra você, que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Segunda-feira, 11 de março de 2019.

 

Nasi: A Voz do Brasil começa a apresentar a nova estação do Brasil na Antártica.

 

Alessandra: Nossa equipe está a caminho do continente gelado para conhecer os detalhes do novo espaço. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: O local serve de apoio para pesquisadores brasileiros que estudam o clima e meio ambiente. Daqui a pouco, eu volto com mais informações.

 

Nasi: E em videoconferência com ministros que estão na Antártica para conhecer a estação, o presidente Jair Bolsonaro afirma compromisso do governo em investir na ciência.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Nós pretendemos fazer o máximo pela ciência, pela tecnologia, pela inovação.

 

Alessandra: E você também vai ouvir na Voz do Brasil.

 

Nasi: Novas regras aumentam acesso a financiamento para o Minha Casa Minha Vida. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: As regras beneficiam as famílias que têm a renda mais baixa e moram em cidades pequenas, com até 50 mil habitantes.

 

Alessandra: Pesquisa da Anatel mostra que brasileiro está mais satisfeito com o serviço de telefonia.

 

Nasi: Mas, para a agência, ainda é preciso melhorar em pontos, como atendimento ao cliente. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: E para melhorar esse cenário, a Anatel lançou um prêmio que vai certificar as operadoras que apresentarem inovações no serviço de atendimento ao cliente.

 

Alessandra: Hoje, na apresentação, Alessandra Bastos e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar: www.voz.gov.br .

 

Alessandra: Ter uma casa é o sonho de muita gente.

 

Nasi: E na maioria das vezes, tornar esse sonho realidade depende de um financiamento no banco.

 

Alessandra: A Caixa Econômica Federal acaba de lançar novas regras para crédito imobiliário em programas financiados com recursos do FGTS, como o Minha Casa Minha Vida.

 

Nasi: Quem vive em cidades pequenas vai ter mais facilidade para comprar a casa própria.

 

Repórter Márcia Fernandes: As novas condições para crédito imobiliário da Caixa Econômica Federal valem para programas de financiamento, como o Minha Casa Minha Vida. As regras beneficiam as famílias que têm a renda mais baixa e moram em cidades pequenas, com até 50 mil habitantes. Com as novas condições, fica mais fácil pegar o financiamento para comprar imóveis um pouco mais caros e pagar todas as parcelas em dia e sem dor de cabeça. O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, explica que a mudança ocorre para se adequar aos valores dos imóveis, que mudam segundo a região do país. Ele acredita que a nova regra deve facilitar o pagamento das parcelas.

 

Presidente da Caixa Econômica Federal - Pedro Guimarães: Algumas dessas faixas, 1,5, 2, você acabou tendo um comprometimento de renda na qual as famílias não conseguiam depois pagar. Não muda nenhuma dinâmica para o fundo do programa, o que acontece é um ajuste para uma realidade, onde você tem melhoras em termos de eficiência.

 

Repórter Márcia Fernandes: Nas cidades de até 50 mil habitantes, vai ser possível financiar imóveis de até R$ 130 mil nas Regiões Norte e Nordeste, e em estados com imóveis mais caros, como o Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo, o teto subiu para R$ 145 mil. O banco também aumentou o valor do subsídio para financiamentos da faixa 2, em cidades com até 20 mil habitantes. O subsídio passou para R$ 11.600 para quem tem renda familiar bruta de até R$ 1.800. Reportagem: Márcia Fernandes.

 

Alessandra: Celular, telefone fixo, internet em casa, TV por assinatura.

 

Nasi: Os brasileiros estão mais satisfeitos com os serviços oferecidos pelas operadoras de telecomunicações.

 

Alessandra: Mas, para a Anatel, ainda tem muito a ser melhorado, principalmente quando se fala em atendimento ao cliente.

 

Repórter Gabriela Noronha: Ele está no nosso dia a dia, está nas mãos para falar com os filhos, não sai do ouvido para aquela conversa com o chefe ou com amigos. O celular faz parte da vida do brasileiro, que está cada vez mais conectado. Para a corretora de imóveis Malu Bernardes, o celular é indispensável.

 

Corretora de imóveis - Malu Bernardes: Precisa. A gente tem que recorrer à tecnologia justamente para ganhar tempo, para poder fechar os negócios, para facilitar a vida.

 

Repórter Gabriela Noronha: E os brasileiros estão mais satisfeitos com os serviços oferecidos pelas empresas de telefonia. É o que mostra uma pesquisa anual da Agência Nacional de Telecomunicações. A telefonia móvel pós-paga foi o serviço melhor avaliado, em uma escala de 0 a 10, ficou em 7,32. Também melhoraram os índices de satisfação do serviço móvel pré-pago, telefonia fixa e TV por assinatura. A pior nota é do serviço de banda larga fixa: 6,43. E mesmo com uma maior satisfação, tem consumidor que espera mais dos serviços oferecidos, como o taxista de Brasília Francisco de Assis.

 

Taxista - Francisco de Assis: Está bem melhor, mas ainda tem muito a desejar. Tem horas que você não consegue fazer uma ligação. Eu acho que tem alguma coisa a melhorar, para deixar o cliente simplesmente satisfeito.

 

Repórter Gabriela Noronha: E a Anatel concorda com o Francisco. Para o presidente da agência, Leonardo de Morais, ainda há muito a ser melhorado, principalmente no quesito atendimento ao cliente, que recebe as avaliações mais críticas dos consumidores.

 

Presidente da Anatel - Leonardo de Morais: Há muito a ser melhorado e, sobretudo, nos aspectos atinentes a atendimento e a capacidade de resolução das demandas. Então, aqui o recado do consumidor é muito claro, os consumidores demandam resolutividade.

 

Repórter Gabriela Noronha: E para melhorar esse cenário, a Anatel lançou um prêmio que vai certificar as operadoras que apresentarem inovações no serviço de atendimento ao cliente, como explica o presidente da Anatel.

 

Presidente da Anatel - Leonardo de Morais: A ideia é reconhecer iniciativas que promovam um impacto positivo sobre as relações de consumo, notadamente aquelas atinentes ao atendimento ao consumidor.

 

Repórter Gabriela Noronha: O edital do prêmio a ser publicado prevê a participação de qualquer prestadora interessada. Uma comissão, com representantes da Anatel e de outras entidades, será responsável pela avaliação dos concorrentes. Os premiados serão anunciados em novembro de 2019. Reportagem: Gabriela Noronha.

 

Nasi: E se você quiser fazer uma reclamação sobre qualquer serviço de telefonia, pode entrar em contato com a Anatel.

 

Alessandra: Os detalhes no Pra Você, Cidadão de hoje.

 

"Pra Você, Cidadão".

 

Repórter Mirna Ledo: Se você registrou uma queixa na sua operadora e não obteve resposta, ou a resposta que te deram foi inadequada, você pode acionar a Anatel, a Agência Nacional de Telecomunicações. Antes de tudo, é necessário ter em mãos o número de protocolo fornecido pela operadora. Você pode ligar para a Anatel pelo número 1331, ou ainda 1332, para deficientes auditivos, ou entrar em contato também por meio do aplicativo Anatel Consumidor, que você pode baixar de graça no seu smartphone ou tablet. Assim que recebe sua reclamação, a Anatel a encaminha para a sua operadora de serviços, que terá cinco dias úteis para dar uma resposta ou solução. Se após esse prazo você não tiver retorno da operadora, entre em contato com os mesmos canais de atendimento da Anatel para reiterar sua reclamação. Esses registros ajudam a agência a calcular o ranking de desempenho no atendimento. As informações permitem que a sociedade conheça e compare as empresas que melhor atendem às demandas do consumidor. Para mais informações, acesse anatel.gov.br. Mirna Ledo para a Voz do Brasil.

 

Nasi: O Programa Criança Feliz tem como base a participação das famílias no desenvolvimento das crianças.

 

Alessandra: Por isso, os visitadores ensinam os pais a criarem brincadeiras ou exercícios para estimular os filhos.

 

Nasi: E essas visitas não ocorrem apenas nas cidades. Áreas afastadas, como comunidades quilombolas, também são foco do programa.

 

Repórter Renata Garcia: O Programa Criança Feliz, do Ministério da Cidadania, já realizou mais de 12,1 milhões de visitas domiciliares em todo o país, levando orientações de como impulsionar o desenvolvimento das crianças de até 3 anos, beneficiárias do Bolsa Família, e daquelas com até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada, o BPC. Faça sol ou chuva, um batalhão de mais de 13 mil visitadores vai até à casa das famílias em quilombos e aldeias indígenas espalhados pelo Brasil. Uma das diretrizes da ação é respeitar as diferenças culturais e regionais para a família ser a protagonista no desenvolvimento das crianças. É o que acontece na comunidade quilombola Passagem Comprida, em Bom Jesus, no Rio Grande do Norte. Lá, quatro famílias do quilombo são acompanhadas pelo programa do governo federal. A supervisora do Criança Feliz no município, Roseana dos Santos Silva, explica como é realizado o atendimento.

 

Supervisora do Criança Feliz - Roseana dos Santos Silva: Elas estimulam muito que os pais e os cuidadores contem as histórias, repassem cantigas de seus avós, mostrem como eram as brincadeiras de antigamente, para valorizar essa questão da tradição mesmo.

 

Repórter Renata Garcia: Em Santa Bárbara do Pará, a beneficiária do Bolsa Família, a Ane Kely(F) Bandeira, de 25 anos, recebe orientações de como cuidar melhor da pequena Isabele, de 2 anos. Para ela, a iniciativa chegou para reaproximar toda a família.

 

Entrevistada - Ane Kely(F) Bandeira: Criança Feliz para mim é participação da família, um vínculo familiar que junte mais as famílias, né? Porque isso precisa bastante, então isso ajuda muito. Me ajudou bastante com meus filhos. Eu brincava com eles, sim, mas não era como agora, está melhorando muito.

 

Repórter Renata Garcia: De acordo com o secretário especial do Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania, Lelo Coimbra, o programa defende que toda família deve estar envolvida no desenvolvimento da criança.

 

Secretário especial do Desenvolvimento Social - Lelo Coimbra: Os nossos agentes, que visitam as casas, visitam as famílias, o que elas fazem é, compreendendo o ambiente familiar, conversando sobre o ambiente familiar, orientando as mães como que elas precisam estimular as crianças, fazer exercícios, fazendo provocações de sensibilidade, de força, de visão, de audição, um conjunto de exercícios, e é a mãe, é a família, são os pais quem principalmente fazem essa atividade. Portanto, os pais são a principal personagem do principal ente, que é a criança.

 

Repórter Renata Garcia: O programa integra as áreas da saúde, assistência social, educação, justiça, cultura e direitos humanos. Reportagem: Renata Garcia.

 

Alessandra: Curso de inglês de graça.

 

Nasi: O programa Idiomas Sem Fronteiras está com inscrições abertas.

 

Alessandra: Os detalhes de quem pode fazer e como se inscrever, daqui a pouco.

 

Nasi: Contato com a natureza, ver de perto animais, plantas e paisagens de tirar o fôlego.

 

Alessandra: Alguns dos atrativos dos parques nacionais.

 

Nasi: E no ano passado, o número de visitantes nos parques bateu novo recorde.

 

Alessandra: Foram quase 12,5 milhões de pessoas, 6% a mais do que no ano anterior.

 

Nasi: Além de preservar a natureza, os parques geram emprego e renda para a economia das cidades.

 

Repórter Maurício de Almeida: O campeão em número de visitantes foi o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, que abriga a maior floresta urbana do mundo e também a estátua do Cristo Redentor, que fica no Morro do Corcovado. Lá de cima, é possível admirar outros cartões postais da cidade, como o Pão de Açúcar e a Praia de Copacabana, um visual privilegiado que encanta turistas, como a administradora Evelise(F) Vidal, que veio do Rio Grande do Sul.

 

Administradora - Evelise(F) Vidal: É tudo muito lindo, é tudo muito diferente do que nós temos lá no Sul, é tudo muito surreal mesmo. Olha, tá de parabéns o Rio.

 

Repórter Maurício de Almeida: O Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, foi o segundo que recebeu mais visitantes, 1,890 milhão. No parque, ficam as Cataratas do Iguaçu, uma das sete maravilhas da natureza. São 275 quedas d'água, com cerca de 80 metros de altura. Lugares como esse, além de preservarem a natureza, também ajudam a gerar emprego e renda para a região. É o que explica Fábio Araújo, coordenador do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, órgão responsável pelos parques.

 

Coordenador do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Fábio Araújo: O parque, quando recebe mais visitante, ele também aumenta sua contribuição para a economia local. A gente já consegue equacionar que a gente gera em torno de 80 mil empregos, pela visitação nesses parques, uma contribuição em torno de 3,1 bilhões ao PIB e em torno de 8 bilhões mais ou menos em vendas gerais.

 

Repórter Maurício de Almeida: De acordo com o coordenador do ICMBio, Fábio Araújo, as parcerias com o setor privado vão contribuir para melhorar ainda mais a estrutura dos parques. No Parque Nacional de Itatiaia, por exemplo, que fica na divisa do Rio de Janeiro com Minas Gerais, uma nova concessão foi assinada recentemente e vai permitir um investimento de R$ 17 milhões. A expectativa é de que novos recordes de visitas sejam alcançados nos próximos anos. Reportagem: Maurício de Almeida.

 

Alessandra: Termina nesta quinta-feira, dia 14, o prazo para brasileiros e estrangeiros se inscreverem em aulas do Programa Idiomas Sem Fronteiras.

 

Nasi: São mais de 15 mil vagas para formação em inglês e mil vagas de português para estrangeiros, todas presenciais.

 

Alessandra: Podem fazer as aulas: estudantes, professores e técnicos de instituições de ensino superior cadastradas no programa.

 

Nasi: E uma novidade dessa vez: também podem se inscrever professores de idiomas da rede pública e da educação básica.

 

Repórter Danielle Popov: Além de passar por etapas de aprovação num mestrado ou doutorado, o estudante também precisa ter conhecimento em língua estrangeira, já que muitos dos textos científicos durante a formação são em outras línguas e muitas vezes o estudante precisa apresentar sua tese em outra língua, além do português. A busca pelo aperfeiçoamento fez com que a doutoranda em Psicologia Ana Cláudia Machado se inscrevesse no curso de inglês, por meio do Programa Idioma Sem Fronteiras, do Ministério da Educação. Já é a segunda vez que ela faz o curso e vai agora ampliar para as aulas de francês.

 

Doutoranda em Psicologia - Ana Cláudia Machado: Com o tempo, nós precisamos treinar novamente, para readquirir fluência, para não ficar muito tempo sem entrar em contato com a língua e perder o estudo que a gente fez no passado.

 

Repórter Danielle Popov: Para o estudante de doutorado em Tecnologia Ambiental, Osmar Coelho, só saber o inglês não basta, é preciso aperfeiçoar a formação.

 

Doutorando em Tecnologia Ambiental - Osmar Coelho: Você saber o inglês não basta, você tem que avançar na argumentação. Então, esse curso dá para o acadêmico uma ferramenta fundamental, que é ele saber defender as suas ideias, saber colocar seus argumentos, saber ouvir contra-argumentos, saber responder os contra-argumentos, em inglês, porque é isso que acontece nos programas internacionais, nos congressos.

 

Repórter Danielle Popov: A diferença entre a oferta de outras línguas estrangeiras, como o inglês ou o espanhol, é que o curso de língua portuguesa é voltado para que o estrangeiro possa se integrar à universidade com mais facilidade. É o que explica o coordenador-geral de Assuntos Internacionais da Educação Superior do MEC, Noraí Rocco.

 

Coordenador-geral de Assuntos Internacionais da Educação Superior - Noraí Rocco: Melhor adaptação, poder se comunicar, se adaptar inclusive com a instituição para a qual ele está inserido. E nós temos vários programas com estrangeiros, que vêm e às vezes não têm essa oportunidade de tomar um curso de português previamente, até porque ainda não temos uma oferta de português como língua estrangeira bastante abrangente mundialmente, digamos.

 

Repórter Danielle Popov: E não são só professores, estudantes e servidores de universidades federais que podem se inscrever. O curso será aberto a partir desta edição a professores de idiomas da educação básica da rede pública de ensino. O prazo de inscrição se encerra no dia 14 de março. Essa é a segunda oferta de cursos do ano, quando serão abertas turmas de inglês e português para estrangeiros. São 15 mil vagas para inglês e mil para português. Ao longo do ano, outras línguas, como francês, espanhol, italiano e alemão serão oferecidas. O programa oferece cursos online e também presenciais. As inscrições podem ser feitas pela página: isf.mec.gov.br. Reportagem: Danielle Popov.

 

Alessandra: Nós demos aqui na Voz do Brasil, na semana passada, que a estação do Brasil na Antártica foi reconstruída depois de um incêndio em 2012.

 

Nasi: Muitos pesquisadores brasileiros utilizam o local como ponto de apoio para conhecer mais sobre o clima e o meio ambiente antártico.

 

Alessandra: A nossa equipe está viajando para lá. A repórter Luana Karen embarcou na última sexta-feira e está pertinho de conhecer a nova estação do Brasil na Antártica.

 

Nasi: É, e ela traz os detalhes agora ao vivo para a gente. Boa noite, Luana.

 

Repórter Luana Karen (ao vivo): Boa noite, Nasi, Alessandra e boa noite aos ouvintes da Voz do Brasil. Bom, antes de falar sobre a nossa viagem, hoje o presidente Jair Bolsonaro falou por videoconferência com ministros brasileiros que já estão na estação, conhecendo a nova estrutura. O presidente parabenizou todos os envolvidos no Programa Antártico Brasileiro e falou da importância da presença do país no continente.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Nós pretendemos fazer o máximo pela ciência, pela tecnologia, pela inovação. Então parabéns a todos vocês, parabéns a essa equipe nossa, que está visitando aí essa região, a maior reserva de água doce eu acho que está lá. É uma área próxima ao tamanho do Brasil, riquezas minerais incalculáveis e uma grande diversidade, completamente diferente.

 

Repórter Luana Karen (ao vivo): Estão na Antártica os ministros Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União, e Ricardo Salles do Meio Ambiente. Também participaram da videoconferência os ministros Bento Albuquerque, de Minas e Energia, e Marcos Pontes, da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que estão em Houston, nos Estados Unidos.

 

Alessandra: Agora, Luana, você ainda não chegou na estação, né? Neste momento, você está aonde?

 

Repórter Luana Karen (ao vivo): Ainda não, Alessandra, a gente está em Punta Arenas, no Chile, um dos principais pontos de saída para quem vai para a Antártica. Já está fazendo um friozinho por aqui, em torno de 12 graus Celsius. A cidade fica a cerca de 1.200 quilômetros da Ilha Rei George, onde está a Estação Brasileira na Antártica. É a mesma distância, por exemplo, de Brasília para o Rio de Janeiro. Como vocês estão acompanhando, chegar até o continente mais gelado e menos explorado pelo ser humano não é uma tarefa fácil. A viagem começou na sexta-feira. Embarcamos no Rio de Janeiro e passamos por Pelotas, no Rio Grande do Sul, e então viemos para cá, a última parada antes de chegar na Antártica.

 

Nasi: E, Luana, esses deslocamentos estão sendo feitos pela aeronave da FAB?

 

Repórter Luana Karen (ao vivo): É isso mesmo, Nasi, nossos deslocamentos estão sendo feitos no Hércules C-130, a única aeronave da Força Aérea Brasileira que consegue pousar na pista estreita e gelada e com as condições meteorológicas da Antártica. Atualmente, existem oito aviões Hércules em uso no país. Entre as missões do Hércules, está o apoio ao Programa Antártico Brasileiro. Na cabine de comando, quem guiou o avião até Pelotas foi a capitã Joice Souza, a primeira e única mulher da Força Aérea Brasileira a pilotar o Hércules. Depois de oito anos nessa função, ela me contou [ininteligível] de pilotar na Antártica.

 

Pilota - Joice Souza: A Antártica, ela oferece algumas condições climáticas que, por vezes, dificultam a nossa operação. Ventos fortes, restrições de visibilidade, restrições de teto, com relação às nuvens, que normalmente estão baixas ali. Mas, com a utilização dessa aeronave, a gente consegue realizar toda a operação dentro dos níveis de segurança também necessários.

 

Alessandra: Luana, uma curiosidade: dá para chegar de avião até onde?

 

Repórter Luana Karen (ao vivo): Alessandra, a aeronave vai pousar numa base aérea chilena, na Ilha Rei George, na Antártica. De lá, seguimos de navio até onde fica a estação brasileira. Vamos chegar no final do verão no continente, mas no inverno os equipamentos e mantimentos necessários para a sobrevivência da equipe precisam ser lançados por avião, como explica o suboficial Freire, um dos militares que participa da visão de arremessar produtos no continente gelado.

 

Suboficial Freire: Devido a essa possibilidade da formação de gelo, aí entra a Força Aérea fazendo esse lançamento dessa carga. Existe toda uma preparação de paraquedas, e tudo, para poder lançar na base aérea brasileira. As portas são todas abertas, existe o local, tempo, tudo calculado.

 

Nasi: Impressionante, hein, Luana? Agora, conta mais para a gente sobre a programação de vocês. Você fica no Chile até quando?

 

Repórter Luana Karen (ao vivo): Nasi, a gente fica aqui em Punta Arenas mais essa noite. Bom, logo que eu cheguei aqui na cidade, eu conversei com o almirante Guida, secretário da Comissão Interministerial Para os Recursos do Mar. Ele falou sobre a importância de o Brasil se manter presente na Antártica.

 

Secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar - Almirante Guida: Setenta por cento da água do planeta Terra está na Antártica. A Antártica é um continente, ele é 1.6 vezes o tamanho do Brasil, e ele é um grande regulador térmico do nosso planeta. Toda a parte de circulação marítima é influenciada fundamentalmente pela Antártica.

 

Alessandra: E para quando está prevista a sua chegada no continente gelado?

 

Repórter Luana Karen (ao vivo): Alessandra, amanhã é o grande dia, essa é a promessa. A previsão é de que a gente saia daqui de Punta Arenas às 8 horas da manhã desta terça-feira, no Hércules da FAB. Mas essa é apenas uma previsão, porque tudo depende das condições climáticas. Só se consegue voar para a Antártica quando o tempo está aberto. Vamos pousar na base aérea chilena, que fica na mesma ilha onde está a estação brasileira e completar o trajeto de navio, como eu já disse. A expectativa, claro, é muito grande.

 

Nasi: Ok, conversamos então com a Luana Karen, que eu já agradeço aqui pela participação ao vivo aqui na Voz do Brasil. Uma ótima noite pra vocês aí, Luana.

 

Alessandra: E nos próximos dias, a gente volta, trazendo mais detalhes da nossa equipe de reportagem que está indo conhecer a base do Brasil na Antártica.

 

Nasi: Segundo o último balanço divulgado pela Receita Federal às 5 horas da tarde, mais de 1,6 milhão contribuintes já entregaram a declaração do imposto de renda.

 

Alessandra: O prazo vai até 30 de abril.

 

Nasi: E você tem dúvidas na hora de fazer a declaração?

 

Alessandra: A partir de hoje, a Voz do Brasil responde às perguntas de contribuintes.

 

Nasi: A dúvida de hoje é da Aline Curitiba, que quer saber como declarar rendimentos formais e informais.

 

Alessandra: E quem responde é o supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir. Vamos ouvir.

 

"Imposto de Renda 2019".

 

Ouvinte - Aline Curitiba: Meu nome é Aline Curitiba e eu tenho um emprego formal e um informal. Sou obrigada a declarar o imposto de renda?

 

Supervisor Nacional do Imposto de Renda - Joaquim Adir: Aline, todos os seus rendimentos, você precisa informar à Receita Federal, sendo eles de fonte formal ou informal. Esses rendimentos você precisa declarar [ininteligível] origem, origem de uma eventual aquisição de um bem, por exemplo. É importante que você declare todos os seus rendimentos.

 

Nasi: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Alessandra: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Alessandra: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Nasi: Boa noite pra você e até amanhã.

 

"Governo federal. Pátria amada, Brasil".