11/05/17 - A Voz do Brasil

Queda nos casos de zika e microcefalia fazem Ministério da Saúde declarar fim do estado de emergência no país. E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje: Mais de 230 milhões de toneladas de grãos! Brasil tem previsão de nova safra recorde. Amanhã começa mais uma fase de saque das contas inativas do FGTS. E atenção! Quem nasceu em junho, julho ou agosto, o presidente Michel Temer tem um recado para você!

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Transcrição

Apresentador Aírton Medeiros: Em Brasília, 19 horas.
 
"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje."
 
Aírton: Olá, boa noite.

 

Apresentadora Gláucia Gomes: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.

 

Aírton: 11 de maio de 2017.

 

Gláucia: E vamos ao destaque desta quinta-feira: Queda nos casos de zika e microcefalia fazem Ministério da Saúde declarar fim do estado de emergência no país. Repórter Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: Mesmo com o fim da emergência, as ações vão ser mantidas.

 

Aírton: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gláucia: Mais de 230 milhões de toneladas de grãos. Brasil tem previsão de nova safra recorde.

 

Aírton: Amanhã começa mais uma fase de saque das contas inativas do FGTS. E atenção, quem nasceu em junho, julho ou agosto, o presidente Michel Temer tem um recado pra você.

 

Presidente Michel Temer: Se você tem conta paralisada do fundo de garantia, vá à Caixa Econômica Federal, sexta ou sábado, das 9h às 15h, para sacar o seu dinheiro.

 

Gláucia: Hoje na apresentação, Gláucia Gomes e Aírton Medeiros.

 

Aírton: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

"Agora Brasil"

 

Gláucia: Amanhã o governo do presidente Michel Temer completa um ano.

 

Aírton: E nos próximos dias, você vai acompanhar aqui na Voz do Brasil um balanço das ações desses primeiros 12 meses em todas as áreas.

 

Gláucia: Pra começar vamos falar de um dos maiores desafios, a recuperação da economia, para que o país voltasse a crescer e gerasse empregos.

 

Orador não identificado: Declaro aberta a sessão solene do Congresso Nacional, destinada a receber o compromisso constitucional e dar posse ao Sr. Michel Temer, no cargo de presidente da República.

 

Repórter Paulo La Salvia: Em 12 de maio de 2016 o presidente Michel Temer assumiu o país.

 

Presidente Michel Temer: Nosso maior desafio é estancar o processo de queda livre na atividade econômica, que tem levado ao aumento do desemprego e à perda do bem-estar da população. Para isso, é imprescindível reconstruirmos os fundamentos da economia brasileira.

 

Repórter Paulo La Salvia: Uma das metas foi retomar a confiança na economia. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, propôs um teto para limitar os gastos públicos pela inflação. Como no orçamento de uma família, a ordem é não gastar mais do que se ganha.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: De 2008 a 2015, a despesa total do governo federal cresceu acima da inflação mais de 50%, enquanto a receita cresceu 17%. Nós devemos entender que o governo funciona como qualquer família, qualquer empresa, qualquer organização. Não há possibilidade de prosseguirmos indefinidamente, gastando muito mais do que a sociedade é capaz de pagar.

 

Repórter Paulo La Salvia: A medida aprovada pelo Congresso contribuiu para resgatar a confiança dos empresários. Foi o fim de uma visão pessimista. Segundo José Luiz Pagnussat, economista da Escola Nacional de Administração Pública.

 

Economista - José Luiz Pagnussat: Nós saímos de um patamar de pessimismo, dos maiores da história, para uma situação quase de normalidade na confiança do consumidor, do empresário, todos os setores hoje estão olhando a economia com maior confiança do que estavam há um ano atrás.

 

Repórter Paulo La Salvia: Os resultados também passaram a ser vistos no dia a dia, onde as pessoas mais sentem: no bolso. Esta é a opinião do funcionário público de Brasília Luís Carlos Barbosa.

 

Funcionário público - Luís Carlos Barbosa: Como eu faço compra em supermercado, eu posso dizer que os preços não estão mais voltando a crescer, estão caindo proporcionalmente, em relação à própria inflação.

 

Repórter Paulo La Salvia: Enquanto em 2015 a inflação fechou em 10,67%, em 2016 ela encerrou o ano em 6,29%. Neste ano, segundo analistas do mercado, deve ficar abaixo do centro da meta do Banco Central, que é de 4,5%. A última vez que isso ocorreu foi em 2009. É o que explica o ex-diretor do Banco Central, o economista Carlos Eduardo de Freitas.

 

Economista - Carlos Eduardo de Freitas: Inflação estava em dois dígitos, hoje está prevista para 2017 em 3,8%, 3,9% e, para 2018, 4,25% abaixo da meta. Ou seja, as expectativas inflacionárias estão [ininteligível] e a taxa de juros está caindo.

 

Repórter Paulo La Salvia: Foram cinco quedas de outubro a abril. No período, os juros caíram de 14,25% para 11,25% ao ano. Na prática, juros baixos significam dinheiro mais barato. Empresários podem tomar crédito com uma taxa mais em conta para dinamizar os negócios e consumidores podem comprar a prazo com um custo menor em cada parcela. É uma injeção de ânimo na economia, de acordo com o ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy.

 

Ministro da Secretaria de Governo - Antônio Imbassahy: O país já dá sinais de crescimento, conseguimos controlar a inflação, a taxa de juros está caindo, o índice de confiança do investidor aumentando cada vez mais, e o risco Brasil também diminuindo.

 

Repórter Paulo La Salvia: Outra medida foi permitir que trabalhadores com contas inativas junto ao FGTS, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, possam sacar os recursos. A expectativa é que pelo menos 30 milhões de trabalhadores sejam beneficiados e que cerca de R$ 40 bilhões voltem a circular na economia neste ano. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Aírton: E o ministro da Fazenda Henrique Meirelles fez hoje um balanço da economia.

 

Gláucia: Para o ministro, o Brasil superou a maior crise da história e está no caminho correto para o crescimento e geração de empregos.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Nós entramos, o Brasil estava na maior recessão da sua história. Agora, o país já está voltando a crescer. O país já cresceu no primeiro trimestre. A inflação já caiu e o emprego vai voltar a crescer mais tarde, durante o correr do ano. Portanto, é muito importante deixar claro, o Brasil está vivendo a maior crise da história do país. Então, agora o país já voltou a crescer, vai criar empregos, o poder de compra da população já está aumentando, a taxa de juros já está caindo e o importante é que o Brasil voltou a andar na direção certa.

 

Aírton: O ministro participou do programa Agora Brasil, transmitido pela Rede Nacional de Rádio, no mesmo canal da Voz do Brasil e pela TV NBR, a TV do Governo Federal.

 

Gláucia: Henrique Meirelles voltou a defender a reforma da Previdência, pra que todos os brasileiros possam receber os benefícios no futuro e falou dos desafios para o país continuar a crescer.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Existe um número muito grande de reformas que estão sendo feitas, visando garantir o crescimento, visando garantir inflação na meta. Nós estamos mudando coisas que alteram a vida de cada cidadão, burocracia. Burocracia no Brasil é muito grande, tudo é difícil. Nós estamos fazendo um projeto enorme pra resolver esse problema, por exemplo, na área de pagamento de imposto, na área de mudança de procedimentos de cartórios e etc. E, principalmente, que todos tenham garantia, primeiro de ter um bom emprego, segundo, a inflação é baixa, terceiro, que vão receber aposentadoria o dia que se aposentar.

 

Aírton: Generais que completaram 50 anos de serviços prestados foram condecorados pelo presidente.

 

Gláucia: Na homenagem, o Governo Federal anunciou a construção de um memorial em Brasília e a revitalização do Parque Histórico de Guararapes, em Pernambuco.

 

Aírton: O parque é considerado o berço do Exército Brasileiro.

 

Repórter Mara Kenupp: O local entrou para a história porque foi palco da Batalha dos Guararapes, entre 1648 e 1649, quando os portugueses conseguiram expulsar os holandeses das terras do nordeste brasileiro, como explica o General do Exército Arthur Moura, comandante militar do Nordeste.

 

Comandante militar do Nordeste - General Arthur Moura: Foi o confronto final, isso foi importante para o Exército, que ali é o nascimento do Exército Brasileiro.

 

Repórter Mara Kenupp: Inicialmente, R$ 5 milhões já estão reservados para o desenvolvimento do projeto. Na cerimônia, foi assinado também ato para construção, em Brasília, de um memorial para os mortos da 2ª Guerra Mundial e Túmulo do Soldado Desconhecido. Segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, as obras vão custar R$ 2,5 milhões.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Praticamente nenhuma nação do mundo, que participou da 2ª Guerra, deixa de ter o memorial na sua capital daqueles que lutaram e dos que, vivos, permanecem e que participaram dessa luta.

 

Repórter Mara Kenupp: O presidente Michel Temer falou sobre a dedicação dos militares à vida pública para garantia da paz e lembrou que todas as vezes que solicitou a presença das Forças Armadas para dar apoio na segurança pública, foi atendido prontamente.

 

Presidente Michel Temer: O apoio para esta atividade, relativa à segurança pública nos estados, estava ultrapassando as fronteiras territoriais e as fronteiras jurídicas do conceito da autonomia estadual, não houve um titubeio sequer. Imediatamente se disse: "Conte conosco para aquilo que for necessário."

 

Repórter Mara Kenupp: Os generais Eduardo Dias da Costa Villas Boas e Marco Antônio de Farias foram condecorados com a medalha militar de platina, por terem completado 50 anos de serviços prestados ao Exército Brasileiro. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Gláucia: O Ministério da Saúde declarou fim da emergência nacional para a Zika e a Microcefalia.

 

Aírton: O anúncio foi feito hoje, depois da queda do número de casos de mais de 95% em relação ao ano passado.

 

Gláucia: O Brasil havia decretado estado de emergência há um ano e meio.

 

Aírton: Mesmo comemorando o novo cenário, o governo garantiu que vai manter todas as ações de combate às doenças.

 

Repórter Gabriela Noronha: Nascido em 2015 em Recife, Guilherme foi um dos primeiros bebês vítimas do surto de microcefalia associada ao Zika. A mãe, Germana Soares, contraiu o vírus quando estava grávida. Guilherme só foi diagnosticado com microcefalia depois do nascimento. A notícia pegou Germana de surpresa.

 

Entrevistada - Germana Soares: Ninguém pediu, né, pra ter um filho com deficiência, porque a gente não sabe o dia de amanhã. A gente não sabe dos nossos filhos, de nossos netos, de algum parente, de algum amigo que venha enfrentar uma situação dessa, ou pior, ou igual.

 

Repórter Gabriela Noronha: Passado o susto, Germana procurou ajuda de médicos especializados. Hoje, Guilherme está com um ano e meio e faz todo o tratamento necessário. Germana decidiu somar forças e criar a União das Mães de Anjos, a UMA, hoje com mais de 400 famílias. Para Germana, passado o surto da doença, os casos vêm diminuindo.

 

Entrevistada - Germana Soares: Bebês com microcefalia diminuiu bastante, nada se compara ao surto. Por mês, a gente tem mais ou menos cinco casos no estado inteiro, cinco casos ainda em condição suspeita, pra se investigar, pra descartar ou afirmar a microcefalia.

 

Repórter Gabriela Noronha: E não é só em Pernambuco que os casos diminuíram. Nos três primeiros meses deste ano, foram registrados 7.911 casos de Zika no país, uma redução de 95% em relação ao ano passado. Com a queda expressiva, o Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira, o fim da emergência nacional por Zika e microcefalia. O secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Adeílson Cavalcante, ressalta que, mesmo com o fim da emergência, as ações de enfrentamento vão ser mantidas.

 

Secretário de vigilância em saúde - Adeílson Cavalcante: Os estudos vão continuar, nós vamos continuar trabalhando na rotina o combate à arbovirose. Mantemos todas as ações, tudo vai ser mantido.

 

Repórter Gabriela Noronha: A situação de emergência havia sido declarada em novembro de 2015, quando houve um aumento incomum dos casos de microcefalia no nordeste. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gláucia: 19h13 em Brasília.

 

Aírton: Brasil tem previsão de mais uma safra recorde.

 

Gláucia: Daqui a pouco, vamos dar os detalhes de como o país deve colher mais de 230 milhões de toneladas de grãos.

 

"Momento Social"

 

Aírton: A dúvida do Momento Social de hoje é da Luzineide Costa, que mora em Várzea, lá na Paraíba.

 

Gláucia: Ela é conselheira tutelar, mas já foi beneficiária do Bolsa Família. Como melhorou a renda, saiu do programa e quer saber por que não conseguiu devolver o cartão pro saque. Quem responde é o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra.

 

 Ouvinte - Luzineide Costa: Olá, ministro. Meu nome é Luzineide, eu sou aqui de Várzea, na Paraíba, e gostaria de saber por que quando a gente se desliga do programa Bolsa Família, o cartão não fica retido.

 

Ministro do Desenvolvimento Social e Agrário - Osmar Terra: Luzineide, nós temos uma preocupação com as questões de segurança. Os funcionários dos CRAS não podem ficar com o cartão do beneficiário. Se a pessoa quiser devolver, pois não irá precisar mais do benefício, deve se dirigir a uma agência da Caixa Econômica Federal. Existe também a chamada regra de permanência. Pode ficar com o cartão em casa, sem receber o Bolsa Família, se tu não está precisando, mas você pode ficar com esse cartão em casa até por dois anos. Caso volte à condição de pobreza, vai receber os benefícios sem precisar entrar na fila novamente.

 

Aírton: Dúvida respondida. E se você também tem alguma pergunta, alguma dúvida sobre programas sociais, então mande pra gente.

 

Gláucia: Pode ser por e-mail, no endereço voz@ebc.com.br e também no nosso Facebook: facebook.com/bolsafamilia.

 

Aírton: A sua pergunta vai ser respondida aqui na Voz do Brasil, sempre na quinta-feira. Então, participe.

 

Gláucia: Já imaginou se em vez de carregar um monte de documentos a gente pudesse levar apenas um?

 

Aírton: Pois é, esse projeto vem sendo desenvolvido no Brasil e avançou mais uma etapa hoje. O presidente Michel Temer sancionou a lei que possibilita a unificação de documentos.

 

Gláucia: Além de facilitar a vida das pessoas, a unificação também traz segurança na identificação e reduz gastos públicos.

 

Repórter João Pedro Neto: A lei sancionada pelo presidente Michel Temer cria o novo Documento Nacional de Identidade, que vai unificar as informações de registros civis federais, dos estados e do Distrito Federal, e dados biométricos da Justiça Eleitoral. Essas informações farão parte de uma nova base de dados chamada de Identificação Civil Nacional. A ideia é unificar documentos, como Registro Geral, o RG, o título de eleitor e o Cadastro de Pessoa Física, o CPF. Um dos defensores da iniciativa, o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, falou dos benefícios do novo documento.

 

Presidente do Sebrae - Guilherme Afif Domingos: O Brasil é um dos campeões de fraude, principalmente no sistema financeiro, onde se estima R$ 60 bilhões de fraude motivada pela tripla, quádrupla identificação. Por isso, a unificação, na Identificação Única Nacional, é um grande passo para que a gente possa ter um governo de atendimento digital, com reconhecimento imediato do cidadão.

 

Repórter João Pedro Neto: A Justiça Eleitoral será responsável pelo banco de dados e emissão do novo documento, mas ainda não há data pra que isso comece a ser feito. Os documentos existentes hoje continuam válidos. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Aírton: A previsão de safra de grãos no Brasil tem recorde histórico, mais de 230 milhões de toneladas.

 

Gláucia: Os números foram divulgados hoje pela Conab e pelo IBGE, que apresentam metodologias e tempos de safra diferentes.

 

Aírton: Pra você entender melhor, a estimativa do IBGE é feita com base na produção de janeiro a dezembro, enquanto a Conab pesquisa o ano safra, que vai de abril a março do ano seguinte.

 

Repórter Natália Koslik: A previsão de produção de grãos atingiu novo recorde, 232 milhões de toneladas, quase 25% a mais do que na safra passada. A estimativa foi divulgada pela Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento. O destaque é pra produção de soja, com crescimento previsto superior a 18%, e de milho, que deve alcançar mais de 90 milhões de toneladas, quase 40% a mais do que na safra 2015/2016. Para o secretário adjunto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Sávio Pereira, esta projeção mostra o impacto da agricultura na economia brasileira.

 

Secretário adjunto de Política Agrícola - Pecuária e Abastecimento - Sávio Pereira: Os números são muito importantes pra mostrar pra sociedade a importância da agricultura, da produção, que se reflete nos números de inflação, na balança comercial, no emprego. São 45 milhões de toneladas a mais a ser movimentada esse ano, se comparado com o ano passado.

 

Repórter Natália Koslik: Ainda nesta quinta-feira foi divulgada a estimativa do IBGE, com base na produção de janeiro a dezembro deste ano. A previsão também traz um recorde histórico, mais de 233 milhões de toneladas. A região centro-oeste contribuiu com a maior parte da produção, com destaque para o estado do Mato Grosso, que lidera a produção nacional com 25%. Reportagem, Natália Koslik.

 

Gláucia: A Petrobras registrou lucro de mais de R$ 4,4 bilhões nos primeiros três meses deste ano.

 

Aírton: É o segundo lucro trimestral seguido. De acordo com a empresa, o lucro desse começo de ano foi por causa da redução de gastos com importação de petróleo e gás e pelo aumento de mais de 70% das exportações.

 

Gláucia: A produção total de petróleo da Petrobras no primeiro trimestre desse ano subiu 9% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

 

Aírton: E hoje foi realizada mais uma rodada de licitações diárias de petróleo e gás. Foi a primeira de quatro programadas para este ano.

 

Gláucia: Oito áreas foram leiloadas nos estados do Espírito Santo, Bahia e Rio Grande do Norte.

 

Repórter Natália Melo: Os oito campos de exploração de petróleo e gás natural leiloados nesta quinta-feira ficam em áreas já exploradas, que deixaram de ser rentáveis para as grandes empresas, mas são consideradas boas oportunidades para o desenvolvimento de pequenos e médios empreendimentos. No total, o leilão arrecadou perto de R$ 8 milhões, quase o dobro do valor registrado na última rodada. Para o diretor geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Décio Oddoni, o resultado é um sinal de que a indústria do setor está se reerguendo.

 

Diretor geral da ANS - Décio Oddoni: Estimular a criação de uma indústria de petróleo de pequeno e médio porte no Brasil, com empresas novas, que não estavam vinculadas à atividade e que, pela primeira vez, se lançaram à aventura de procurar e produzir petróleo no Brasil.

 

Repórter Natália Melo: Para o professor do Programa de Planejamento Energético da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Luiz Pinguelli Rosa, a atuação das empresas nas áreas leiloadas favorece o desenvolvimento da economia local.

 

Professor do Programa de Planejamento Energético - Luiz Pinguelli Rosa: A vantagem é incrementar a atividade econômica, gerar emprego, produzir o petróleo, envolver novas empresas de porte muito menor, nacionais, na produção de petróleo.

 

Repórter Natália Melo: Os oito campos leiloados estão localizados em três estados brasileiros, os da Bacia do Espírito Santo, no estado com o mesmo nome, os da Bacia do Recôncavo, na Bahia, e os da Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte. Reportagem, Natália Melo.

 

Gláucia: 19h21 em Brasília.

 

Aírton: E o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, acabou de conceder entrevista aqui em Brasília sobre segurança pública.

 

Gláucia: O repórter Paulo La Salvia está no Palácio do Planalto e traz mais informações ao vivo. Boa noite, Paulo.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Boa noite, Gláucia, Airton, ouvintes da Voz do Brasil. O ministro disse que, a partir do dia 26 de maio, o Rio de Janeiro vai receber um planejamento operacional para atacar a questão da segurança pública, ou seja, o estado e a cidade do Rio de Janeiro vão servir como laboratório para colocação em prática desse planejamento, que é um resultado do Plano Nacional de Segurança Pública, que foi lançado no começo do ano, pelo Governo Federal. Segundo o ministro Sérgio Etchegoyen, a ideia é criar um comitê integrado de resposta a eventos críticos, para respostas imediatas à questão da segurança pública no país, associado à questão da vertente social, que vai ter o ministro Osmar Serraglio, do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, liderando este processo. A ideia é que o plano seja colocado em prática em outras partes do país e, além de combater a criminalidade, levar cidadania a regiões onde o crime ocupa o lugar do Estado, como por exemplo nas periferias das grandes cidades brasileiras. Ao vivo, Paulo La Salvia.

 

Aírton: E a gente termina a Voz do Brasil de hoje com uma mensagem do Presidente Michel Temer sobre o saque de contas inativas do FGTS.

 

Gláucia: Amanhã começa a nova fase de saques, desta vez para nascidos nos meses de junho, julho ou agosto. Vão ser liberados quase R$ 11 bilhões.

 

Aírton: O presidente convoca quem tem saldo nestas contas a aproveitar o horário especial de atendimento nas agências da Caixa.

 

Presidente Michel Temer: A Caixa Econômica Federal, na sexta-feira, vai abrir mais cedo e, no sábado, vai abrir um horário só pra atender o pessoal que vai sacar o fundo de garantia. A abertura se dá entre 9h e 15h do próximo sábado. Portanto, se você tem conta paralisada do fundo de garantia, vá à Caixa Econômica Federal, ou na sexta ou no sábado, das 9h às 15h, para sacar o seu dinheiro. Tenho certeza que quem estiver nos ouvindo vai usar esse dinheiro para boas coisas.

 

Gláucia: Temer afirmou que a medida vai injetar dinheiro na economia, ajudando você, trabalhador, que quer fazer um investimento ou pagar uma dívida. Mais dinheiro em circulação significa mais oportunidades de emprego.

 

Presidente Michel Temer: Nesses próximos dias, as pessoas vão gastar, vão comprar, vão consumir, ou guardar, mas enfim, isso aumenta as vendas no varejo e, portanto, tem a chance de aumentar o emprego. O nosso fim principal é exatamente o combate ao desemprego.

 

Aírton: Essas foram as notícias do Governo Federal.
 
 

Gláucia: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Aírton: Com produção da Empresa Brasil de comunicação.

 

Gláucia: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite pra você.

 

Aírton: Boa noite e até amanhã.