11 DE OUTUBRO DE 2018 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Turismo religioso movimenta economia do país. Milhões de fiéis participam de festas neste feriado. Oportunidade de emprego e renda para muita gente. E com o feriado, vamos falar do movimento nas estradas e aeroportos. Tem reforço na fiscalização. País deve ter maior safra de grãos da história. Programa Criança Feliz completa 2 anos. E de casa em casa, visitadores realizam atendimento às famílias mais carentes do país. E por falar em criança, Ministério da Saúde lança campanha para alertar pais a levarem os filhos para vacinar.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Quinta-feira, 11 de outubro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Turismo religioso movimenta economia do país.

 

Alessandra: Milhões de fiéis participam de festas neste feriado.

 

Nasi: Oportunidade de emprego e renda para muita gente. Graziela Mendonça.

 

Repórter Graziela Mendonça: O chamado turismo religioso é responsável por cerca de 20 milhões de viagens por ano no Brasil e injeta R$ 15 bilhões nas economias anfitriãs.

 

Nasi: E com o feriado, vamos falar do movimento nas estradas e aeroportos, tem reforço na fiscalização.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil.

 

Alessandra: País deve ser maior safra de grãos da história. João Pedro Neto.

 

Repórter João Pedro Neto: A estimativa é que a produção fique entre 233 milhões e 238,5 milhões e toneladas.

 

Nasi: Programa Criança Feliz completa dois anos.

 

Alessandra: E, de cada em casa, visitadores realizam atendimento às famílias mais carentes do país. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: O programa, que já promoveu visitas a 312 mil famílias em mais de 2,7 mil cidades brasileiras.

 

Nasi: E, por falar em criança, Ministério da Saúde lança campanha para alertar pais a levarem os filhos para vacinar.

 

Alessandra: Até o Zé Gotinha deu esse seu recado

 

Zé Gotinha: A gente precisa se mobilizar, por isso eu conto com todos.

 

Nasi: Hoje, na apresentação na Voz do Brasil, Alessandra Bastos e Nasi Brum.

 

Alessandra: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

Nasi: Contagem regressiva para o feriadão.

 

Alessandra: Maior movimento nos aeroportos e nas rodovias do país.

 

Nasi: E para garantir a segurança de quem vai pegar a estrada, a Polícia Rodoviária Federal começa, à meia-noite de hoje, a Operação Nossa Senhora Aparecida em todo o país.

 

Alessandra: O objetivo, como sempre, é reduzir o número de acidentes e mortes com policiamento reforçado.

 

Repórter Pablo Mundim: Para aqueles que vão viajar de carro, a Polícia Rodoviária Federal montou a Operação Nossa Senhora Aparecida, que pretende combater as infrações mais comuns nas rodovias, como embriaguez ao valente, velocidade excessiva e ultrapassagens proibidas. Durante quatro dias, a PRF vai reforçar a fiscalização e o policiamento nas estradas federais de maior movimento. Segundo o porta-voz da Polícia Rodoviária Federal, Eder Romeo, o objetivo é reduzir o número de acidentes, que no mesmo período do ano passado chegou a 1,2 mil, com 82 mortes.

 

Porta-voz da Polícia Rodoviária Federal - Eder Romeo: Excesso de velocidade é aquilo que mais mata no país. Bebida alcoólica e direção, jamais. Se beber não pode dirigir e vai ter que passar para alguém que esteja em condições de dirigir. Evitar ultrapassagens irregulares. Todo mundo tem que usar cinto de segurança, inclusive, as crianças usando os equipamentos obrigatórios, como o bebê conforto, assento de elevação e a cadeirinha.

 

Repórter Pablo Mundim: Cuidados para os motoristas e também para os pedestres. É que nessa época do ano, de festa da padroeira, muitos peregrinos vão a pé até a cidade de Aparecida, em São Paulo. Para eles, o porta-voz da PRF tem algumas dicas.

 

Porta-voz da Polícia Rodoviária Federal - Eder Romeo: Primeiro, usar roupas claras. E se eles puderem comprar aqueles coletivos refletivos, se eles vão andar pela noite, para serem mais facilmente visualizados pelos motoristas. E sempre usar o acostamento, nunca usar a faixa de rolamento.

 

Repórter Pablo Mundim: E se a opção de viagem é de avião, os passageiros precisam ficar atentos. Segundo a Infraero, os aeroportos administrados pela empresa devem registrar aumentos de 2% na movimentação de passageiros e 6% na circulação de aeronaves durante o feriado. A dica é chegar duas horas de antecedência para voos comerciais e três antes do voo internacional. Também é preciso checar nas campainhas aéreas quais itens são proibidos de transportar na bagagem, seja de carro, a pé ou de avião, o melhor é planejar e aproveitar o feriado. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Nasi: E, além de um momento de devoção e fé, a festas religiosas também movimentam o turismo nesse feriado.

 

Alessandra: Só no Círio de Nazaré, Nasi, lá em Belém, no Pará, são esperadas mais de 2 milhões de pessoas.

 

Nasi: Outra cidade que atrai uma multidão é Aparecida do Norte, em São Paulo. A festa celebra a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.

 

Repórter Graziela Mendonça: É no ritmo do carimbó que os turistas que chegam em Belém, do Pará, esta semana estão rendo recebidos no aeroporto. O motivo da recepção especial organizada pela Infraero é o Círio de Nazaré, maior festa católica do estado. A procissão, que homenageia Nossa Senhora de Nazaré, será neste domingo e deve levar mais de 2 milhões de pessoas para as ruas da capital. O pernambucano Cleber Alencastro, chegou ao Pará nesta quarta-feira e conta o motivo pelo qual decidiu viajar.

 

Entrevistado - Cleber Alencastro: A devoção à Nossa Senhora de Nazaré e conhecer mais uma cidade do nosso tão belo país.

 

Repórter Graziela Mendonça: Segundo a Infraero, cerca de 136 mil turistas devem passar pelo aeroporto de Belém no período da festividade, entre 8 e 20 de outubro. A movimentação que o Círio causa na cidade é grande, bom para quem trabalha no setor, como Josué Pires, dono de uma pousada.

 

Dono de pousada - Josué Pires: Normalmente nosso hotel já tem vendido todas as vagas já, a partir de março de 2018 já vendemos todas as nossas vagas.

 

Repórter Graziela Mendonça: O chamado turismo religioso é responsável por cerca de 20 milhões de viagens por ano no Brasil e injeta R$ 15 bilhões nas economias anfitriãs. Vários setores ficam aquecidos, como explica o ministro do Turismo, Vinícius Lummertz.

 

Ministro do Turismo - Vinícius Lummertz: De forma especial, nos seguimentos onde tem arte, onde tem shows, onde tem músicos, onde tem pinturas, onde tem artes plásticas, é um universo completo da área criativa que envolve esse seguimento. No caso dos evangélicos, tem muito movimento gospel, né? Tem muitas... tem economia muito forte na área da shows e eventos.

 

Repórter Graziela Mendonça: Outro evento que deve atrair multidões de todo o país, neste fim de semana, é a Festa de Nossa Senhora de Aparecida, que celebra a Padroeira do Brasil para a Igreja Católica. A professora brasiliense, Daniele Paixão, está há poucas horas de realizar o sonho de ir na celebração, em Aparecida do Norte, nesta sexta-feira, dia 12. Ela conta que está ansiosa para a viagem.

 

Professora - Daniele Paixão: Era uma peregrinação que eu não esperava ir, não nesse momento, e um amigo me chamou, né, me convidou a ir, a estar com ele nessa peregrinação, e aí, de prontidão, eu aceitei porque tenho um desejo muito grande de ir a Aparecida e de visitar, né, a casa da Mãe.

 

Repórter Graziela Mendonça: A excursão que Daniele vai conta com um grupo de mais de 50 pessoas. O organizador da viagem, Rubens de Macedo, conta que o roteiro é bastante procurado o ano todo.

 

Organizador da viagem - Rubens de Macedo: Nesse ano já é a quarta excursão, já é a quarta romaria, e vou fazer ainda uma outra em dezembro. Então, em dezembro nós estaremos partindo com esse mesmo roteiro.

 

Repórter Graziela Mendonça: Ao todo, o Brasil tem 49 celebrações religiosas no calendário nacional de eventos do Ministério do Turismo. Para ver quais são acesse: turismo.gov.br.agenda-eventos. Reportagem, Graziela Mendonça.

 

Alessandra: Hoje foi divulgada a primeira estimativa para a próxima safra de grãos.

 

Nasi: A expectativa é de uma colheita recorde.

 

Repórter João Pedro Neto: A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, nesse primeiro levantamento, é que a produção fique entre 233 milhões e 238,5 milhões de toneladas, um aumento de até 4,7% em relação à safra passada e próximo do resultado recorde de 2016-2017, que foi de 237 milhões de toneladas. Segundo o presidente da Conab, Marcelo Bezerra, os resultados no campo têm tido reflexos em toda a economia.

 

Presidente da Conab - Marcelo Bezerra: O Brasil se tornou uma superpotência mundial na produção agropecuária e isso se reflete em todos os setores econômicos do país, desde a exportação e seu reflexo do PIB até a geração de mais e novos empregos.

 

Repórter João Pedro Neto: Grão mais cultivado do Brasil, a soja deve seguir com um bom desempenho e pode representar aproximadamente metade de toda a produção de grãos do país. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, destacou que os resultados dependem de financiamento para os produtores e clima favorável.

 

Ministro da Agricultura - Blairo Maggi: Se todos os agricultores do Brasil plantaram as áreas que estão aí colocadas como intenção de plantio e o São Pedro, ele resolver regar tudo bonitinho no seu tempo certo, e os recursos chegarem no momento correto na sua conta bancária para que ele possa comprar sementes, insumos, fertilizantes, etc., e, plantar no dia certo, muito provavelmente podem nos levar a esses números.

 

Repórter João Pedro Neto: A área total plantada com grãos no país também deve crescer entre 0,2% e 2,3% na safra 2018-2019. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Alessandra: Mais 220 venezuelanos saíram hoje de Boa Vista, em Roraima, para Balneário Camboriú, em Santa Catarina, no processo de interiorização do governo.

 

Nasi: Dessa vez, os imigrantes vão ser recebidos por uma entidade religiosa, que alugou moradias na região para abrigar os venezuelanos.

 

Alessandra: Viviane Esse, subchefe substituta de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, fala sobre esse novo modelo de interiorização.

 

Subchefe substituta de Articulação e Monitoramento da Casa Civil - Viviane Esse: Esse modelo é um modelo diferente, eles vão com um apoio da uma entidade religiosa que vai alugar as casas. Então, famílias de brasileiros acolherão famílias de venezuelanos, eles vão apoiar essas famílias de venezuelanos, a inserção do mercado de trabalho, em matrículas em escolas, em tudo o que for necessário para que eles possam reiniciar suas vidas do Brasil.

 

Nasi: Os venezuelanos que desejam, voluntariamente, participar do programa, são vacinados, submetidos a exames de saúde e regularizados no Brasil, com CPF e carteira de trabalho.

 

Alessandra: Mais de 2,6 mil pessoas já participaram do processo de interiorização e o percentual de inserção no mercado de trabalho é de quase 50%.

 

Nasi: Recado para os pais.

 

Alessandra: Levem os filhos ao posto de saúde e deixem a carteira de vacinação dos pequenos em dia.

 

Nasi: Tudo evitar doenças.

 

Alessandra: Daqui a pouco a gente traz os detalhes da nova campanha do Ministério da Saúde.

 

Nasi: Na semana em que se comemora o Dia das Crianças vamos falar de um programa que ajuda no desenvolvimento delas.

 

Alessandra: É o Criança Feliz. Nele, visitadores vão de cada casa em casa para levar aos pequenos diferentes estímulos, carinho, acolhimento e amor.

 

Nasi: Em dois anos o programa já promoveu visitas a mais de 300 mil famílias de baixa renda em mais de 2,7 mil cidades brasileiras.

 

Repórter Gabriela Noronha: A família da dona de casa Ítala Carolina Simões, que mora em Formosa, no estado de Goiás, recebe toda semana a visita da equipe do Programa Criança Feliz. Pelas mãos da pedagoga Fabiane Rambo Nunes, os três filhos recebem carinho, acolhimento e muita brincadeira. No caso do Heitor, o caçula de três meses de idade, passou aos reagir aos estímulos da mãe com mais atenção e sorrisos.

 

Dona de casa - Ítala Carolina Simões: Aqui a mamãe. Aqui olha. Achou!

 

Repórter Gabriela Noronha: Uma grande ajuda, como conta dona Ítala.

 

Dona de casa - Ítala Carolina Simões: Elas sabem como interagir com eles, né? A gente que é mãe faz muita brincadeirinha, mas parece que falta algo, aí é onde elas chegam.

 

Repórter Gabriela Noronha: As ações do programa são voltadas a beneficiários do Bolsa Família e atende gestantes e crianças de zero a seis anos. O objetivo é fortalecer os vínculos familiares e estimular o desenvolvimento infantil, já que nesse período, chamado primeira infância, o potencial de aprendizagem é mais elevado. Os visitadores são formados em diversas áreas, desde saúde e serviço social até direitos humanos. Fabiane trabalha no programa há pouco mais de um ano e entende 31 famílias da região. Ela conta que as visitas domiciliares ajudam a desenvolver um trabalho direcionado.

 

Pedagoga - Fabiane Rambo Nunes: Na sala de aula a gente acompanha ali, a gente não sabe a vida deles. E, como visitadora, mudou minha mente, meu pensamento e a gente trabalha com a realidade. E as famílias precisam realmente de amor, de uma palavra, de um aconchego, de acolhimento, né?

 

Repórter Gabriela Noronha: Assim como acontece na casa de Ítala, o Programa Criança Feliz já promoveu visitas a 312 mil famílias em mais de 2,7 mil cidades brasileiras. A iniciativa foi criada há dois anos para reforçar o Marco Legal da Primeira Infância, como explica Ely Harasawa, secretária nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano do Ministério do Desenvolvimento Social.

 

Secretária nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano - Ely Harasawa: A gente percebe muitos resultados no próprio desenvolvimento dessas crianças, que em dois meses apresentam já alterações, mudanças muito grandes no seu compartimento e o desenvolvimento.

 

Repórter Gabriela Noronha: Para participar do programa é preciso manter os dados no Cadastro Único atualizados, principalmente quando há grávidas e crianças de até três anos na família. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Alessandra: E a proteção dos direitos dos pequenos e jovens está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente.

 

Nasi: A responsabilidade por garantir estes direitos é de todos nós, família, sociedade e governo.

 

Alessandra: Mas as crianças e adolescentes ainda são vítimas de muita violência e parte dessas violações ocorrem dentro de casa.

 

Repórter João Pedro Neto: Crianças, adolescentes e jovens, mais de 60 milhões de brasileiros e brasileiras que devem ter um tratamento especial, segundo a nossa Constituição. É o que explica o secretário nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Luis Carlos Martins Junior.

 

Secretário nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente - Luis Carlos Martins Junior: Direito à convivência familiar, direito a uma educação, a uma formação escolar, direito a serem protegidos, porque são pessoas em desenvolvimento. Eles têm absoluta prioridade no exercício desses direitos.

 

Repórter João Pedro Neto: Esses direitos devem assegurados pelo Estado, pela família e por toda a sociedade, que também devem evitar que os jovens sejam expostos a qualquer forma de negligência, discriminação, exploração e violência. Mas, ainda assim, esses jovens ainda são mais vulneráveis às violações de direitos humanos. É o que indicam os canais de atendimento da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. Em 2017, das 142 mil denúncias de violações recebidas, mais da metade, cerca de 84 mil, é relacionada a crianças e adolescentes. Essas denúncias geralmente vão para Conselhos Tutelares, que devem zelar pelos direitos desses jovens. O conselheiro tutelar Alisson Marques, do Guará, região administrativa do Distrito Federal, fala sobre a atuação do órgão a partir do recebimento da denúncia.

 

Conselheiro tutelar - Alisson Marques: A gente vai atuar aplicando medidas protetivas, muitas vezes uma medida de encaminhamento para um programa do apoio do governo, de orientação ou é para acompanhamento psicológico, tanto dos país ou responsáveis que estão tendo alguma dificuldade com o filhos ou que, às vezes, estão sendo até negligentes, e até o encaminhamento psicológico ou médico para as próprias crianças e adolescentes mesmos, no sentido de que elas fiquem protegidas e enfrentem, de uma melhor forma, aquela situação difícil pela qual elas estão vivendo.

 

Repórter João Pedro Neto: No ano passado, o maior número de casos denunciados foi de negligência, como quando os responsáveis não oferecem cuidados básicos, como dar banhos e alimentar a criança, ou quando a abandonam. Só no primeiro semestre deste ano, o Ministério já recebeu mais de 36 mil denúncias. A Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos recebe denúncias por três canais de atendimento, pelo Disque 100, em uma ligação gratuita, que pode ser feita 24 horas por dia; por meio do aplicativo Proteja Brasil, para smartphones; ou ainda pela internet na Ouvidoria Online, pelo site www.humanizaredes.gov.br/ouvidoria-online . Qualquer pessoa pode fazer uma denúncia, que é anônima. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Entrevistado: A minha irmã mais teve meningite, depois dela fui eu e depois de mim foi minha irmã caçula. Só que acontece que a minha caçula teve uma complicação, aí ela pegou e faleceu.

 

Nasi: Esse é o relato de um homem que, quando criança, não foi levado pelos pais a um posto de vacinação.

 

Alessandra: E é com depoimentos reais que o Ministério da Saúde está fazendo uma campanha para conscientizar aos país sobre a importância da vacinação contra doenças como o sarampo, a poliomielite e a meningite.

 

Nasi: O Ministério está preocupado com as baixas coberturas vacinais e os riscos para a saúde da população, principalmente as crianças.

 

Entrevistada: Quando minha filha era bebê, ela pegou o sarampo. Foi uma situação de agonia, de desespero porque o sarampo é uma doença grave que mata.

 

Entrevistada: Foram cinco irmãos meus que faleceram por causa do sarampo.

 

Repórter Graziela Mendonça: Essas são história reais de pessoas que sofreram consequências pela falta de vacinação. Os depoimentos fazem parte de uma campanha de Ministério da Saúde para alertar sobre a importância de manter as vacinas em dia, já que a cobertura teve queda nos últimos dois anos. Isso pode trazer de volta ao país doenças já erradicadas, como a poliomielite, sarampo ou rubéola. Segundo o Ministério da Saúde, o ideal é que a cobertura vacinal de crianças menores de dois anos fique em torno de 90% a 95%, mas não é o que está acontecendo. Até agosto desse ano, a cobertura desse público estava entre 50% e 70%. A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, explica que essa queda preocupa o governo, e, por isso, a campanha quer conscientizar os pais.

 

Coordenadora do Programa Nacional de Imunizações - Carla Domingues: Nós estamos trabalhando, mostrando a gravidade da pólio e do sarampo, mas é importante pensar que as demais vacinas também que são incluídas no calendário, também têm gravidade que, inclusive, podem levar ao óbito.

 

Repórter Graziela Mendonça: E quem dá a alerta nas peças publicitárias é o Zé Gotinha, mascote das campanhas do ministério.

 

Zé Gotinha: Eu conto com todos, pais, responsáveis, professores, profissionais de saúde para resgatar a importância de manter a vacinação em dia, porque contra o arrependimento não existe vacina.

 

Repórter Graziela Mendonça: Para vacinar basta levar a criança a um posto ou Unidade Básica de Saúde com o cartão de vacinação em mãos. Mais informações na página saude.gov.br/vacinacao. Reportagem, Graziela Mendonça.

 

Alessandra: E hoje é a Dia Mundial das Meninas.

 

Nasi: E para mostrar o potencial que elas têm, sete meninas com idades entre 10 e 12 anos ocuparam hoje cargos de alta gestão do Ministério dos Direitos Humanos.

 

Alessandra: A dia é conhecer o trabalho as políticas públicas do órgão e depois dar sugestões sobre como melhorar os direitos das crianças e dos adolescentes.

 

Nasi: E uma das meninas que participou da iniciativa foi a estudante Joseane Justino, e ela deu a sua contribuição.

 

Estudante - Joseane Justino: Eu acho que fazer palestras sobre o machismo e o preconceito em cima das meninas, porque os meninos pensam que são melhores que a gente, mas todo mundo é igual. A gente quer um país com um respeito, com dignidade, que a gente não seja tratada como lixo e como objeto.

 

Alessandra: A coordenadora-geral de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Inajara Maria Oliveira, fala sobre a importância do envolvimento das meninas.

 

Coordenadora-geral de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente - Inajara Maria Oliveira: As meninas atualmente, elas são as maiores vítimas do casamento na infância. Então, empoderá-las nesse momento é dizer que elas podem, sim, ocupar a alta gestão, que elas podem trabalhar, que elas podem ganhar a mesma coisa que os homens e se colocadas na sociedade como uma pessoa, inclusive, que tem os mesmos direitos.

 

Nasi: Imagine transformar água imprópria para o consumo em água para beber gastando pouco.

 

Alessandra: Ou utilizar garrafas pet e areia para criar tijolos sustentáveis e baratos.

 

Nasi: Esses dois exemplos existem e mostram como a ciência pode contribuir para reduzir desigualdades.

 

Alessandra: Esse é a tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que começa na próxima segunda-feira. A semana também vai mostrar projetos que diminuem as desigualdades regionais, sociais, raciais e de gênero.

 

Nasi: Álvaro Prata, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, explica como a ciência pode ser um instrumento de inclusão.

 

Funcionário do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Álvaro Prata: Você, agregando ciência nas regiões, você agrega tecnologia, você promove o desenvolvimento econômico, você promove o desenvolvimento social. Olhe a questão das mulheres, a mulher cientista, ela se empodera à medida que ela se projeta como cientista e isso faz com que ela reafirme a condição de ser mulher. Então, a ciência é um grande instrumento de inclusão. E nós queremos dar exemplos concretos disso.

 

Alessandra: A expectativa é que 100 mil pessoas participem da semana, que vai ser atividades em 119 municípios do país.

 

Nasi: Quase 1,3 mil instituições vão participar do evento.

 

Alessandra: As vendas no comércio varejista cresceram 1,3% em agosto na comparação com julho.

 

Nasi: Os dados divulgados hoje, pelo IBGE, revelam que sete das oito atividades pesquisadas tiveram alta, como vestuário e calçados, combustíveis, móveis e eletrodomésticos.

 

Alessandra: Segundo o IBGE, o aumento no número de pessoas trabalhando e as regras do governo para facilitar o saque das cotas do PIS/Pasep auxiliaram neste resultado.

 

Nasi: Importar e exportar produtos está mais fácil.

 

Alessandra: Agora, as transações de comércio exterior dispensam a apresentação de documentos autenticados e alguns processos passam a ser totalmente informatizados.

 

Nasi: Para o governo, foi mais um passo para reduzir a burocracia e tornar as empresas brasileira mais competitivas.

 

Repórter Raíssa Lopes: O empresário Eduardo Vilaça trabalha há mais de 30 anos com comércio exterior. Hoje, sua empresa importa produtos como eletrônicos e material para instrução e exporta cosméticos e itens alimentícios. Ele conta que muita coisa melhorou desde que começou a trabalhar trazendo mercadorias de fora e levando o que o Brasil produz para outras nações. E uma das principais mudanças foi a diminuição da burocracia.

 

Empresário - Eduardo Vilaça: Mudou muito, né? Contra implantação do Siscomex. A mais de 30 anos atrás não tinha nem o sistema informatizado, então, era tudo manual. Não dá nem para comparar. Hoje avançou demais.

 

Repórter Raíssa Lopes: E o governo deu mais um passo na simplificação da importação e da exportação de produtos. Uma portaria publicada no mês passado dispensa a necessidade de documentos com firma reconhecida, cópias autenticadas ou que já existam nas bases de dados do governo, além de permitir que alguns processos sejam totalmente informatizados. Para o secretário de Comércio de Exterior, Abrão Neto, com menos burocracia as empresas ficam mais competitivas.

 

Secretário de Comércio de Exterior - Abrão Neto: Fica mais barato, mais rápido e fica mais simples, menos burocracia que as nossas empresas que participam do comércio exterior têm que lidar para executarem o seu negócio. A melhora do ambiente de negócios traz, em última análise, mais competitividade para as nossas empresas.

 

Repórter Raíssa Lopes: Atualmente há mais de 25 mil empresas exportadoras e mais de 40 importadoras no Brasil. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Alessandra: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Alessandra: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as Notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional.

 

Alessandra: Lembrando que amanhã, feriado, não tem Voz do Brasil. A gente volta na segunda-feira. Uma boa noite.

 

Nasi: Boa noite. Bom feriado para você e até segunda.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".