11 DE ABRIL DE 2019 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: 100 dias do governo de Jair Bolsonaro. Anunciado pagamento do 13º salário para quem recebe Bolsa Família. Concessões de aeroportos, portos e ferrovia, pacote de lei anticrime e anticorrupção, maior responsabilidade nos gastos públicos. Propostas desses primeiros dias que já saíram do papel. E presidente Jair Bolsonaro assina outros 18 projetos e decretos para o Brasil avançar ainda mais. Militares estão sendo treinados para ajudar imigrantes venezuelanos na Operação Acolhida.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Quinta-feira, 11 de abril de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Cem dias do governo de Jair Bolsonaro.

 

Alessandra: Anunciado o pagamento do décimo terceiro salário para quem recebe Bolsa Família. Cleide Lopes.

 

Repórter Cleide Lopes: Os recursos estão garantidos e virão graças aos esforços do governo em combater as fraudes no programa.

 

Nasi: Concessões de aeroportos, portos e ferrovia, pacote de lei anticrime e anticorrupção, maior responsabilidade nos gastos públicos.

 

Alessandra: Propostas desses primeiros dias que já saíram do papel. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: Todas as 35 metas estabelecidas no início da gestão foram cumpridas.

 

Nasi: E presidente Jair Bolsonaro assina outros 18 projetos e decretos para o Brasil avançar ainda mais.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Estamos buscando alavancar nossa economia com geração emprego e renda, com desburocratização do Estado Brasileiro, com o governo transparente, com austeridade nos gastos públicos, sempre com o foco no melhor para o cidadão brasileiro.

 

Alessandra: E você também vai ouvir na Voz do Brasil.

 

Nasi: Militares estão sendo treinados para ajudar imigrantes venezuelanos na Operação Acolhida. Ricardo Ferraz.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Cerca de 500 homens do Comando Militar do Sudeste estão se preparando para embarcar em direção à fronteira nas próximas semanas.

 

Alessandra: Hoje, na apresentação, Alessandra Bastos e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, acesse www.voz.gov.br .

 

Alessandra: O governo fez hoje um balanço das ações dos primeiros cem dias de gestão do presidente Jair Bolsonaro.

 

Nasi: Para organizar o trabalho e dar respostas rápidas à população, logo em janeiro foram estabelecidas 35 metas para serem alcançadas em diversas áreas.

 

Alessandra: E todas foram cumpridas.

 

Nasi: Medidas econômicas como a realização de mais de 20 leilões de portos, aeroportos e ferrovia.

 

Alessandra: E várias outras ações, como a redução da estrutura do governo e o combate ao crime e à corrupção.

 

Repórter Márcia Fernandes: O pacote de lei em anticrime e anticorrupção, decreto para facilitar o porte de armas, medidas de combate à fraude no sistema do INSS, regras mais rígidas para a contratação de servidores, essas são algumas das metas realizadas nos primeiros cem dias de governo. Durante uma cerimônia do Palácio do Planalto para marcar o dia, o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, afirmou que todas as 35 metas estabelecidas no início da gestão foram cumpridas.

 

Porta-voz da Presidência da República - Otávio Rêgo Barros: Extinção de nada menos do que 21 mil cargos e funções gratificadas, regras mais rígidas para a contratação de servidores, décimo terceiro do Bolsa Família, o acordo de salvaguardas tecnológicas, a ST para o Centro Espacial de Alcântara.

 

Repórter Márcia Fernandes: As ações foram definidas no primeiro mês do ano pela Casa Civil e foram discutidas pelo Conselho de Governo, que reúne o presidente da República e ministros. Na área de infraestrutura, por exemplo, o governo conseguiu concluir 23 leilões. Foram concedidos à iniciativa privada 12 aeroportos, 10 terminais portuários e o trecho sul da Ferrovia Norte-Sul. No total foram arrecadados mais de R$ 7,5 bilhões para os cofres públicos. Segundo o porta-voz da Presidência, o objetivo é fazer mais e gastar pouco.

 

Porta-voz da Presidência da República - Otávio Rêgo Barros: Os ministérios fizeram entregas muito além do desafio que nos conferimos, seguindo à risca determinações impostas pelo presidente Bolsonaro de fazer muito e gastar pouco.

 

Repórter Márcia Fernandes: Durante a cerimônia, o presidente Jair Bolsonaro ressaltou, mais uma vez, que a aprovação da nova Previdência, outra meta do governo, tem papel especial para o equilíbrio das contas públicas e futuros investimentos, e que governo está buscando alavancar a economia.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Estamos buscando alavancar a nossa economia com geração emprego e renda, com desburocratização do Estado Brasileiro, com a aperfeiçoamento do pacto federativo, com um governo transparente com critérios técnicos, com austeridade dos gostos públicos, sempre com o foco no melhor para o cidadão brasileiro.

 

Repórter Márcia Fernandes: O presidente falou também dos compromissos internacionais, como do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em janeiro, onde falou a empresários e chefes de Estado sobre a abertura do país para novos investimentos. O presidente também cumpriu a agenda de Estado em outros três países: Estados Unidos, Chile e Israel.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Tivemos todos nós um intenso ritmo de trabalho nesses primeiros cem dias. O governo continua empenhado na implementação das melhores práticas internacionais de governança do Estado. Para que tenhamos uma nação mais justa, próspera e inovadora, nosso objetivo é deixar um Brasil melhor para os nossos filhos, nossos netos, enfim, para as futuras gerações.

 

Repórter Márcia Fernandes: Durante a cerimônia dos cem dias de governo, Bolsonaro assinou ainda 18 projetos e decretos relacionados a essas metas. E quem traz esses detalhes para a gente é a repórter Márcia Fernandes. Vamos ouvir.

 

Repórter Márcia Fernandes: Objetivos atingidos nos primeiros cem dias de governo e agora novas prioridades e metas. Para dar continuidade a esse processo, foi lançado um pacote com 18 medidas entre decretos, Projetos de Lei e criação programas. Um deles é a Política Nacional de Alfabetização, com ações para reduzir o analfabetismo no país. Ainda na área de educação, uma proposta inovadora, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, destacou o envio de um projeto para o Congresso Nacional que propõe que os pais tenham a possibilidade de educar os filhos em casa.

 

Ministro-chefe da Casa Civil - Onyx Lorenzoni: Já há lá projetos já, inclusive, com parecer favorável, na Comissão de Educação, nada impede que esse projeto seja apensado, acelerada sua tramitação, mas o objetivo é um só, implantar essa possibilidade, dar essa possibilidade de escolha aos pais no Brasil.

 

Repórter Márcia Fernandes: Foi criada também uma política nacional de drogas e duas ações contra a corrupção, um termo de compromisso com a integridade pública, com a participação dos Ministérios da Agricultura, da Saúde, e da Controladoria-Geral da União, e ainda a criação de um comitê interministerial de combate à corrupção. O ministro Onyx Lorenzoni também apontou a assinatura de um decreto pelo presidente Jair Bolsonaro, que determina a extinção de cargos vagos na administração pública, medida que vai economizar recursos com a folha de pagamento dos servidores.

 

Ministro-chefe da Casa Civil - Onyx Lorenzoni: Nós queremos que o Governo seja eficiente, que o Governo seja enxuto, que o Governo seja absolutamente aberto para o acesso pelo cidadão.

 

Repórter Márcia Fernandes: Para o turismo, a criação de uma política nacional para estimular a visitação a patrimônios culturais e naturais do país. No meio ambiente um decreto prevê a conversão de multas ambientais simples em prestação de serviços de preservação. E tem ainda mudanças no programa Bolsa Atleta, como destacou a ministro da Cidadania, Osmar Terra.

 

Ministro da Cidadania - Osmar Terra: O Bolsa Atleta, que tinha sido cortado pela metade, foi recomposto e vai ser, inclusive, os jogos escolares que nós pretendemos estimular no Brasil todo, nós vamos ter ainda um acréscimo das estatais que vão ajudar ter um Bolsa Atleta especial para os municípios. Nós precisamos ter, descobrir talentos novos e cultivar esses talentos, e o Bolsa Atleta é muito importante para isso.

 

Repórter Márcia Fernandes: Na economia, uma ação de destaque é o envio para o Congresso Nacional de um Projeto de Lei sobre a autonomia do Banco Central. Para o governo, uma medida essencial para garantir a estabilidade econômica, o crescimento do país e a redução dos juros. E o governo também trabalhou na desburocratização do setor público promovendo um 'revogaço', o fim de 250 decretos antigos que estariam atrapalhando o desenvolvimento do país. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Nasi: E uma das propostas dos primeiro cem dias do governo, e que vai ser cumprida, é o pagamento do décimo terceiro salário para quem recebe o Bolsa Família.

 

Alessandra: Essa ajuda extra para as famílias mais carentes está confirmada para a fim do ano.

 

 

Nasi: A repórter Cleide Lopes explica para a gente.

 

Repórter Cleide Lopes: Daiane Ferreira é moradora de Brasília, é mãe do pequeno Arthur, de três anos, que é autista, ou seja, tem maior dificuldade de comunicação, capacidade de aprendizado e adaptação à sociedade. Desde que ele nasceu, Daiane precisa se dedicar exclusivamente ao filho. Só o marido trabalha, e ela conta que se não tivesse dinheiro no Bolsa Família não teria como atender às demandas do filho.

 

Entrevistada - Daiane Ferreira: Quem vai cuidar de uma criança autista com certas necessidades, não fala? A gente, que é mãe, já sabe uma expressão, uma agonia, a gente tem que largar trabalho, tem que largar luxo, tem que largar tudo para cuidar dele. E é daí que vem a gente pensar no Bolsa Família, é uma ajuda mais, é uma ajuda extra. Muito importante para a gente.

 

Repórter Cleide Lopes: A agricultura familiar Júlia Cerin, moradora de Portel, cidade que fica a 18 horas de barco de Belém, no Pará, tem sete filhos, e recebe o Bolsa Família. Ela garante que sem essa ajuda seria difícil manter os filhos na escala.

 

Agricultora - Júlia Cerin: É uma ajuda de custo para os brasileiros, porque eles podem ficar firmemente estudando na escola sem faltar.

 

Repórter Cleide Lopes: E a partir desde ano, quem recebe o Bolsa Família vai ter direito a mais de uma parcela do benefício. Para o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a medida é um passo para um Estado ainda mais fraterno.

 

Ministro-chefe da Casa Civil - Onyx Lorenzoni: Quando a gente trabalha com seriedade, com decência e cuidando do dinheiro público é possível ainda transformar, mesmo no período de equilíbrio fiscal, o Estado Brasileiro ainda mais fraterno para aqueles irmãos e irmãs que precisam dessa rede de solidariedade, que começam a ser construídos através do Ministério da Cidadania as primeiras portas de saída para programas como o Bolsa Família.

 

Repórter Cleide Lopes: Com a medida, o orçamento do Bolsa Família terá um acréscimo de mais de R$ 2,5 bilhões. O presidente Jair Bolsonaro disse em seu Twitter que os recursos estão garantidos e virão graças aos esforços do Governo em combater as fraudes no programa. O ministro da Cidadania, Osmar Terra, detalha a medida.

 

Ministro da Cidadania - Osmar Terra: O pente-fino do Bolsa Família saiu quem não precisava, entrou quem precisava, acabou a fila. Isso é um impulso para a economia de milhares de municípios e bairros pobres, vai ser circular R$ 2,5 bilhões a mais lá na ponta, onde a pobreza é maior, onde é mais necessário.

 

Repórter Cleide Lopes: Daiane, a mãe do Arthur, que conversou com a gente no início da reportagem, recebeu a notícia do décimo terceiro do Bolsa Família com gratidão.

 

Entrevistada - Daiane Ferreira: Nossa, é muito bom. Uma coisa a gente nem achava que ia acontecer, mas vai ser uma ajuda essencial, não só para mim, mas para todas mães que dependem do Bolsa Família.

 

Repórter Cleide Lopes: A fila de espera do Bolsa Família está zerada há 20 meses. Isso significa que todas as famílias que vivem em situação de pobreza extrema inscritas no programa estão sendo atendidas. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Alessandra: Militares estão recebendo treinamento para ajudar no auxílio de imigrantes venezuelanos que chegam ao Brasil.

 

Nasi: E eles vão reforçar a missão humanitária em Roraima.

 

Alessandra: Os detalhes ainda nesta edição.

 

"Conheça a nova TV Brasil. Muito mais informação, muito mais serviço e ainda mais notícias sobre políticas públicas. Então, não esqueça, assista às notícias do Governo Federal na nova TV Brasil".

 

Nasi: Fé e união de todos para construir um país melhor.

 

Alessandra: Foi o pedido do presidente Jair Bolsonaro durante um encontro com líderes evangélicos hoje, no Rio de Janeiro.

 

Nasi: O presidente também falou da boa relação brasileira com Israel e países árabes.

 

Alessandra: O repórter Maurício de Almeida acompanhou e traz os detalhes.

 

Repórter Maurício de Almeida: O encontro no Rio de Janeiro reuniu líderes evangélicos de todo o país que participam do, Cimeb, o Conselho de Ministros Evangélicos do Brasil. O presidente Jair Bolsonaro veio de Brasília acompanhado dos presidentes do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre. O evento também teve a participação do pastor norte-americano, John Hagee, defensor do estado de Israel. Em seu discurso, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a viagem que fez a Israel e disse que a transferência da embaixada brasileira para Jerusalém é um processo que vai ser realizado com calma. O presidente falou ainda que deseja manter um ótimo relacionamento com os países árabes e citou o jantar que participou ontem com embaixadores muçulmanos em Brasília.

 

Presidente Jair Bolsonaro: São países que mantém negócios bilionários conosco. Eu falei para eles que esse nosso relacionamento comercial seja fortalecido e mais ainda, se transforme cada vez mais em paz, em harmonia e amor.

 

Repórter Maurício de Almeida: Durante os discursos, os líderes religiosos declaram apoio à reforma da Previdência e ao combate à corrupção. Do Rio de Janeiro, Maurício de Almeida.

 

Nasi: E no encontro de ontem com embaixadores do mundo árabe, o presidente Jair Bolsonaro reforçou que o Brasil está aberto a todos os países, sem exceção.

 

Alessandra: A ideia é ampliar o comércio com descasque para o agronegócio.

 

Repórter Pablo Mundim: Dez dias após visitar Israel, o presidente Jair Bolsonaro participou de jantar com embaixadores e representantes de 51 países árabes. No encontro, promovido pela CNA, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, o presidente demonstrou interesse do Governo Brasileiro de intensificar parcerias comerciais.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Que esses laços comerciais cada vez mais se transformem em laços de amizade, de respeito e fraternidade. Pretendo visitar alguns países dos senhores brevemente, e eu tenho certeza que encontraremos brasileiros também na terra dos senhores.

 

Repórter Pablo Mundim: Os países árabes são importantes parceiros comerciais do Brasil. Somente em janeiro desde ano esses países movimentaram R$ 1,2 bilhão em exportações. A carne de frango foi o produto mais vendido pelo Brasil. A ministra da Agricultura, Teresa Cristina, disse que o encontro com os embaixadores fortalece a relação entre o agronegócio brasileiro e os países islâmicos.

 

Ministra da Agricultura - Teresa Cristina: Estamos familiarizados com as exigências dos mercados islâmicos e os seus consumidores conhecem e aprovam os nossos produtos. E orgulhamos de ser hoje um dos maiores exportadores de proteína halal de todo o mundo. E é com base nessa confiança e no dinamismo das trocas já estabelecidas que estou convencida de que essas relações têm tudo para intensificar-se ainda mais, muito mais num futuro imediato.

 

Repórter Pablo Mundim: O Brasil já é o maior exportador mundial de carne com certificado halal. Para os islâmicos apenas os alimentos com esse certificado são permitidos porque seguem as regras do Alcorão, o livro sagrado das religiões muçulmanas. No caso das carnes são exigidas normas específicas na hora do abate, como destaca o presidente da CNA, João Martins.

 

Presidente da CNA - João Martins: O Brasil vai ser, com certeza, o maior fornecedor de alimentos do mundo nos próximos anos.

 

Repórter Pablo Mundim: O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, avaliou que o encontro foi importante para mostrar que existe uma relação de amizade que se consolida no comércio de produtos agrícolas entre o Brasil e os países islâmicos.

 

Ministro das Relações Exteriores - Ernesto Araújo: O agro é uma força do Brasil, é uma força do Brasil no mundo e em favor da paz, do entendimento, em favor da prosperidade em todas as regiões.

 

Repórter Pablo Mundim: No ano passado o agronegócio brasileiro exportou mais de R$ 380 bilhões. No ranking de países que mais compram esses produtos estão em a China, seguido da União Europeia e dos países islâmicos. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Nasi: Quinhentos militares de São Paulo estão se preparando para uma missão especial.

 

Alessandra: Eles vão atuar na Operação Acolhida, de apoio os venezuelanos que vêm ao Brasil fugindo da crise no país vizinho.

 

Nasi: A nova tropa vai reforçar a missão humanitária em Roraima, que completou um ano mês passado.

 

Alessandra: O repórter Ricardo Ferraz acompanhou hoje o treinamento que eles estão recebendo antes de embarcar.

 

Repórter Ricardo Ferraz: No 4º Batalhão de Artilharia Leve, em Osasco, na grande São Paulo, uma confusão se instala. Não é um tumulto verdadeiro, apenas a simulação de um conflito que poderia acontecer em um abrigo de refugiados na fronteira do Brasil com a Venezuela. O exercício faz parte do treinamento dos militares que vão formar a nova tropa da Operação Acolhida, missão humanitária do Exército que acolhe imigrantes venezuelanos em Roraima. Cerca de 500 homens do Comando Militar do Sudeste estão se preparando para embarcar em direção à fronteira nas próximas semanas. O general André Luis Novaes, comandante da 2ª Divisão do Exército, explica como é esse treinamento.

 

Comandante da Segunda Divisão do Exército - General André Luis Novaes: O Exército está simulando aqui as diversas situações que ele vai enfrentar lá. Nós já estamos organizados por quem vai trabalhar nos abrigos, quem vai trabalhar nos postos de triagem, quem vai trabalhar nos postos médicos. E aqui, com a ajuda de alguns centros de instrução nossos, e com pessoas que acabaram de retornar de lá, inclusive, de agências da ONU, nós simulamos as diversas situações como essa que nós estamos vendo. Aqui nós estamos vendo a chegada nos abrigos, onde eles permanecer o tempo mínimo necessário até que a gente possa levá-los, para trazê-los para o interior do país.

 

Repórter Ricardo Ferraz: No treinamento, os soldados recebem instruções sobre todo o tipo de conflito que pode ocorrer nos abrigos. Eles se inscreveram voluntariamente para participar da operação e ajudar na crise humanitária causada pela imigração de venezuelanos. O cabo Paulo Otávio Oliveira é um dos militares que vai para a fronteira e espera contribuir nessa missão.

 

Cabo - Paulo Otávio Oliveira: Eu espero que a gente faça com muito orgulho, dedicação e, principalmente, venha a ser exemplo para muitos outros países. Acho que somos capazes, não só na guerra, mas também na ação da paz.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Nos próximos três meses os soldados vão trabalhar sem armas, a missão é acolher os refugiados e ajudar na interiorização deles para estados com mais oportunidade de trabalho. O objetivo maior é manter a paz entre os dois países, como explica o general, Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, comandante militar do Sudeste.

 

Comandante militar do Sudeste - General Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira: Todo mundo que está lá está com essa ideia ajudar e isso, com certeza, atenua, mitiga e baixa a temperatura.

 

Repórter Ricardo Ferraz: A Operação Acolhida completou um ano e março. De lá para cá, mais de 180 mil venezuelanos cruzaram a fronteira. Os oito comandos militares do país têm se revezado no envio de tropas. Este será o quinto contingente a atuar em Roraima, o primeiro do Comando Militar do Sudeste. Reportagem, Ricardo Ferraz.

 

Nasi: As compras de equipamentos e serviços de informática do Governo Federal agora têm um novo modelo.

 

Alessandra: As aquisições mais relevantes serão avaliadas pelo Ministério da Economia.

 

Nasi: A intenção é economizar recursos e evitar fraudes nos processos de compra.

 

Repórter Gabriela Noronha: Computadores, materiais de informática, programas. Só no ano passado os investimentos do Governo Federal em tecnologia chegaram a R$ 8 bilhão. E, a partir de agora, as maiores aquisição de bens e serviço de informática acima de R$ 28,6 milhões deverão ser aprovadas pelo Ministério da Economia, que terá um comitê técnico para analisar a demanda. Segundo as novas regras, também será obrigatória a divulgação dos estudos técnicos na internet, mesmo quando se tratar de contrato com empresas públicas. Segundo Luis Felipe Monteiro, secretário de governo Digital, a medida traz mais transparência e diminui a possibilidade de fraudes.

 

Secretário de governo Digital - Luis Felipe Monteiro: Evitaremos, sim, as fraudes, porque agora com mais profissionais com especialização técnica, avaliando o processo, diminuem a oportunidade de um órgão ou um fornecedor mal-intencionado, capturar aquela compra, fazer daquele processo de compra um objeto para se autobeneficiar.

 

Repórter Gabriela Noronha: O novo modelo simplifica o processo ao incorporar o Plano Anual de Contratações, e elimina várias etapas e documentos que demandavam muito tempo dos gestores, sem garantir, na prática, melhores resultados. Para economizar, alguns tipos de gastos foram proibidos, é o caso da construção ou ampliação de centros de dados, como explica Luis Felipe Monteiro.

 

Secretário de governo Digital - Luis Felipe Monteiro: O Governo Federal possui mais de 130 centros de dados, mas isso não faz nenhum sentido hoje em dia. O cidadão vai ver um Governo mais digital, mais ágil e mais simples, ou seja, melhor para todos.

 

Repórter Gabriela Noronha: Segundo o secretário, as medidas fazem parte da meta de transformar mais de mil serviços públicos em atendimento digital nos próximos dois anos para tornar mais fácil a vida da população. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Alessandra: O Brasil deve colher mais de 230 milhões toneladas de grãos esse ano.

 

Nasi: A estimativa é do IBGE, que prevê um aumento de um 1,6 em relação à safra do ano passado.

 

Alessandra: A alta foi puxada pelo milho, a estimativa é colher 91 milhões de toneladas este ano. Quase 12% a mais que no ano passado.

 

Nasi: O gerente de agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, explica as razões para esse aumento.

 

Gerente de agricultura do IBGE - Carlos Alfredo Guedes: As condições climáticas têm favorecido tanto o plantio, como o desenvolvimento da planta em vários estados do Brasil esse ano.

 

Alessandra: Se confirmada, a projeção será a segunda maior safra da história do país. O recorde foi registrado em 2017.

 

Nasi: E a Conab também divulgou sua estimativa para a produção de grãos.

 

Alessandra: A safra deve alcançar 235 milhões de toneladas, 3,4% a mais que a safra anterior.

 

Nasi: Para você entender melhor, a estimativa do IBGE é feita com base na produção de janeiro a dezembro, enquanto a Conab pesquisa o ano-safra, que vai de abril a março do ano seguinte.

 

Alessandra: A inflação oficial do país fechou março em 0,75%.

 

Nasi: Segundo IBGE, combustíveis e alimentos como feijão, tomate e frutas influenciaram no resultado.

 

Alessandra: No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação ficou em 4,58%.

 

Nasi: A meta central do governo para este ano é de 4,25%.

 

Alessandra: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Alessandra: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as Notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Alessandra: Uma boa noite para você até amanhã.

 

"Governo Federal. Pátria amada, Brasil".